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I Samuel 23: 8-13 - Davi salva Queila, mas Queila não salva Davi!


Davi salva Queila, mas Queila não salva Davi!

I Samuel 23: 8-13

A notícia do paradeiro de Davi logo chegou a Saul.

Queila era uma cidade fortificada, cercada por um muro. 

O muro protegia os habitantes dos assaltantes, mas também os prendia se estivessem cercados por inimigos. 

O rei Saul achou providencial que Davi e seus homens estivessem ali, e chamou todo o povo para irem cercar a cidade.

_ Arrá, Deus o entregou nas minhas mãos, foi se enfiar logo numa cidade murada! Caiu sozinho numa armadilha. De hoje ele não passa.

Então Saul chamou todos os soldados para a batalha a fim de marchar contra Queila e cercar Davi e os seus homens.

Saul queria tanto matar Davi, que estava disposto a aceitar qualquer coisa como sinal de aprovação de Deus pelos seus atos.

Quantas vezes em nossas vidas, algumas oportunidades nos leva a fazer alguma coisa errada e nos força a interpretá-las como sinal da aprovação divina? 

Quando nos vêm as oportunidades, examinemos bem os nossos motivos e nos certifiquemos que estamos fazendo a vontade de Deus e não só a nossa.

Davi, porém, também tinha seus espiões, e ficou sabendo logo que Saul marchava contra Queila.

Quando Davi soube que Saul estava planejando atacá-lo, disse ao sacerdote Abiatar:

_ Sacerdote, traga aqui o manto sacerdotal para que possamos consultar a Deus. 

Como já era seu hábito, Davi mais uma vez clama a Deus em oração.

_ Ó Senhor, Deus de Israel, eu, o teu servo Davi, soube que Saul está planejando vir a Queila para destruí-la por minha causa. Será que os moradores de Queila vão me entregar nas mãos de Saul? Será que Saul virá mesmo, como ouvi dizer? Ó Senhor, Deus de Israel, peço-te que me respondas!

_ Saul virá! — respondeu o Senhor. 

_ E será que os moradores de Queila vão entregar a mim e também os meus homens a Saul? 

_ Sim, vão! — respondeu o Senhor. 

_ Peraí, Senhor, quer dizer que os homens desta cidade que eu acabei de livrar dos filisteus, devolvendo a eles toda a colheita de trigo, vão me trair e me entregar a Saul? 

Nem sempre se pode contar com a gratidão dos homens, quando os interesses deles estão correndo algum risco. 

Apesar de terem sido livrados por ele do ataque dos filisteus, temiam uma possível represália de Saul contra eles, caso não entregassem Davi em suas mãos.

Isto é uma coisa deplorável, mas muito comum de ser vista entre os homens. 

Apesar da triste realidade que se vê no mundo político, porque os homens sempre se ligarão em sua grande maioria àqueles que detêm o poder em suas mãos, ainda que a causa da justiça e da verdade possam sofrer os maiores danos, este livramento produzido por Davi em Queila confirmaria o seu espírito público e heroico, e o seu total desinteresse em colocar a sua vida em risco pela causa de Deus e do Seu povo.

Isto contribuiria grandemente para que viesse a ser reconhecido pelo povo como aquele que deveria realmente reinar sobre eles. 

Ele era o escolhido do Senhor, mas se faria também necessário contar com a aprovação dos israelitas, e foi por isso que Deus ordenou que Ele libertasse os cidadãos de Queila, independentemente de saber que eles o entregariam assim mesmo nas mãos de Saul. 

As ingratidões do homens, não podem interferir nos projetos de Deus em relação às nossas vidas. 

Então Davi e os seus homens, mais ou menos seiscentos, saíram imediatamente de Queila e seguiram sem rumo certo, o que evitou que pudessem ser perseguidos. 

O deserto de Judá é uma região árida e inóspita entre a região montanhosa e o mar Morto. 

Existem ali muitas cavernas e desfiladeiros onde eles podiam se refugiar de Saul. 

O deserto de Zife é um planalto árido que ficava 6,5 quilômetros a sudeste de Hebrom. 

Saul não conseguiria achá-los.

Quando Saul soube disso, abortou seu plano e voltou para o palácio com seus homens.

Em Cristo!
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I Samuel 23: 1-5 - Davi consulta a Deus sobre Queila!


Davi consulta a Deus sobre Queila!
Davi ainda continuava escondido nos bosques de Judá quando um de seus servos veio trazer uma notícia:
_ Davi, os filisteus estão invadindo Queila, e roubando o trigo recém-colhido.
_ Hum... Queila... Intervir poderá nos ser vantajoso para nós.
Além dos agora seiscentos homens que o acompanhavam, era uma boa oportunidade para Davi contar com o apoio de toda uma cidade.
Além do mais, Queila era rodeada por muralhas, e daria um excelente quartel-general.
A tentação de largar a vida de fugitivo para se posicionar de vez como líder revolucionário era muito forte.
Mas havia um obstáculo: Davi contava apenas com seus seiscentos homens, e atacar os filisteus era sempre um perigo.
Os seguidores de Davi eram apenas homens de boa vontade; os inimigos eram soldados treinados para o combate desde a mais tenra idade.
No entanto, esse sempre foi o problema de Israel nas lutas contra a Filistia, e nunca foi um empecilho para vitórias espetaculares.
Davi tinha uma decisão difícil a tomar.
O que é que um filho de Deus deve fazer antes de tomar qualquer decisão:
Você já consultou a Deus HOJE? Colocou diante dEle seus planos e objetivos ?
Um dos maiores inimigos do homem é a soberba e auto suficiência, achando que não precisa de Deus. 
Muitas vezes atropelamos as prioridades na correria do dia-a-dia.
Os problemas se apresentam com tanta urgência, e parece que resolvê-los é antes de tudo o mais importante.
Mas nossa vitória vem, antes de TUDO, no dobrar os joelhos e buscar orientação e direção de Deus para enfrentar os desafios da vida.
Davi precisava consultar a Deus.
Então perguntou a Deus, o Senhor:
_ Senhor, devo ir e atacar os filisteus?
_ Sim Davi! Quero que ataque-os e salve a cidade de Queila.
Mas quando Davi contou a novidade a seus homens, em vez dos brados de alegria que esperava, Davi só ouviu murmúrios de parte de seus guerrilheiros.
_ Que é isso pessoal? Não querem sair um pouco dessa apatia?
— Claro, seu Davi, Claro. Mas, pensa: se escondidos aqui a gente já tem medo, imagine indo guerrear contra os filisteus!
_ Mas Deus disse que podemos ir!
_ Fora do Tabernáculo? Sem condições.
_ Acho que vou confirmar com Deus novamente.
O que é que um filho de Deus deve fazer depois que roa pedindo a Deus uma orientação e ainda tem suas dúvidas?
Continua orando!
Então Davi consultou novamente a Deus, o Senhor, e Ele respondeu:
_ Vá a Queila e ataque porque eu lhe darei a vitória sobre os filisteus.
Davi então voltou a seus homens e disse:
_ Vamos para cima deles, pois Deus entregou aqueles filisteus de incircuncisos nas nossas mãos.
Ainda céticos, porém sabendo lutar com Deus era melhor do que sem Ele, os homens se prepararam e já no dia seguinte partiram para Queila.
Lá lutaram contra os filisteus, matando muitos deles e tomando seu gado.
A paz voltou à cidade, e seus moradores ficaram muito gratos a Davi, como era natural.
“A obediência a Deus é pré requisito para vitórias em todos os aspectos de nossa vida, por mais estranha que nos pareça a sua vontade.”
Se Deus se entrega a nós em promessas, devemos entregarmos a Ele em obediência.
Aparentemente o plano de Davi funcionara às mil maravilhas.
No entanto, o serviço de espionagem de Saul continuava eficiente como sempre, e o rei logo soube o que seu grande inimigo andava aprontando.
Em Cristo!

A seguir: Davi salva Queila, mas Queila não salva Davi!
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1 Samuel 22: 18-23 - Doegue, de cagueta a assassino do rei!


Doegue, de cagueta a assassino do rei!

1 Samuel 22: 18-23

Na postagem anteriores vimos que Saul, mandou seus homens matarem os sacerdotes de Deus.

No entanto, algo aconteceu que enfureceu mais ainda ao rei. 

Seus soldados, motivados pela pouca reverencia espiritual que ainda lhes restava, se recusaram a matar os sacerdotes. 

Vendo que os homens de Saul se recusavam a cumprir uma ordem do rei, Aimeleque sentiu um certo alívio momentâneo. 

Saul, como já foi dito, era louco mas não era bobo, percebendo que perto dele, tinha um que estava doidinho para cumprir uma ordem sua, não importava qual fosse...

Era homem da alta confiança do rei Saul, chefe de seus pastores (capataz)

Doegue significa; inseguro, ansioso. 

Ele presenciou quando o sumo sacerdote Aimeleque entregou a Davi os pães da proposição e a espada de Golias. 

Edomita servia como pastor principal do Rei Saul, um cargo de supervisão, de responsabilidade. 

Doegue entregou e inventou injúrias para que somente ele recebesse o prêmio prometido por Saul. 

O fofoqueiro quer tudo para si, todas as atenções, toda a Glória e se utiliza da maledicência para alcançar seus objetivos mesquinhos.

Sabendo disso, Saul repetiu a ordem, dessa vez para a pessoa certa:

_ DOEGUE! Mate os sacerdotes.

Feliz da vida, Doegue pegou sua espada e degolou sem pena Aimeleque, toda sua família e os demais sacerdotes. 

Os militares nada fizeram para impedir a louca e injusta ordem do Rei ensandecido

Não contente com isso, e querendo dar ao rei uma demonstração inquestionável de sua lealdade sanguinária, juntou alguns homens e foi até Nobe, cidade dos sacerdotes, matando ali tudo o que respirasse. 

O estrago causado pela fofoca de Doegue foi grande, foram ceifados as vidas de 385 pessoas dentre estas 85 sacerdotes. 

Por causa desta tragédia Davi escreveu o salmos 52. 

Abiatar, um dos filhos de Aimeleque porém, conseguiu escapar da carnificina, e correu para juntar-se a Davi no bosque de Herete. 


A fofoca causa fuga. 

Há muitas pessoas que fugiram da presença de Deus, e hoje estão escondidas por causa da fofoca.

Chegando lá, contou a ele sobre o massacre dos sacerdotes, e pediu proteção.

_ Fique calmo Abiatar. Aqui você estará seguro. Eu tenho culpa do que aconteceu. Naquele dia, quando vi Doegue lá, eu sabia que ele não deixaria de contar tudo a Saul. Mas agora é tarde para lamentar. O que importa é que agora estamos do mesmo lado: as mesmas pessoas que desejam minha morte agora desejam também a sua. Fique aqui comigo, e estará a salvo.

Abiatar foi mais um dos que se juntaram a Davi: seu grupo aumentava a cada dia que passava. 

No entanto, tendo o filho de Aimeleque consigo, Davi tinha um trunfo sobre Saul...

Agora o único representante da religião oficial estava a seu lado, o que seria crucial em breve.

Em Cristo!

A seguir:

Davi consulta a Deus sobre Queila!
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1 Samuel 22:12-17 - Aimeleque enfrenta a ira de Saul!


Aimeleque enfrenta a ira de Saul!

1 Samuel 22:12-17

Alguns dos soldados saíram e voltaram pouco tempo depois trazendo o sacerdote e toda sua família.

Então Saul perguntou ao profeta;

_ Aimeleque… Você é filho do finado sacerdote Aitube, não?

_ Sim, senhor.

_ Muito bem. E queria conversar com você, Aimeleque. E queria que você me ouvisse com atenção. Pode ser?

_ Claro, majestade, claro.

_ Muito bem, muito bem! Pois o negócio é o seguinte: passarinho me contou que você andou conspirando contra mim.

_ Como é que…

_ Não, não, deixa eu terminar: você e Davi, filho de Jessé, andaram tramando. Você deu a ele mantimentos e uma espada muito especial, e fez por ele uma consulta a Deus. É mentira, Aimeleque?

_ Não. Sim. Digo. Veja bem, majestade. Veja bem. Pelo que eu até então estava sabendo, Davi é o oficial mais fiel que o senhor tem! Ele é o seu próprio genro, capitão da sua guarda pessoal e muito respeitado por todas as autoridades do país. Ele precisava de comida, então dei uns pães pra ele. Tudo pão velho, sabe? Dei a espada de Golias também, é verdade. Mas, puxa, o que eu ia fazer com uma espada? Eu, sacerdote? Agora, um homem de confiança do rei passa pelo Tabernáculo, pede comida e uma arma, como é que eu vou recusar. O senhor percebe? Não faria o mesmo no meu lugar?

_ E a consulta, o que você tem a dizer?

_ Consulta? Ah, claro. A consulta. Aquela consulta. Ué, é praxe a gente consultar a vontade de Deus sempre que pedem. Será que esta foi a primeira vez que eu perguntei a Deus o que Davi devia fazer? Claro que não! O senhor não deve acusar a mim nem ninguém da minha família de estarmos fazendo planos contra o senhor. Não sei nada a respeito disso! 

_ Entendi, Aimeleque...

_ Que bom meu senhor.

_ Estou aqui pensando. Acho que você vai morrer.

_ COMO?

_ É. Vai morrer. Você e toda sua família. É, acho que é a melhor saída. Nada pessoal, você não me leve a mal, por favor.

_ MAS PELO AMOR DE DEUS, MAJESTADE!

_ Oras, não faça disso um episódio mais constrangedor do que já é. HOMENS! Matem os sacerdotes! Eles se juntaram com Davi e não me disseram que ele havia fugido, embora soubessem disso o tempo todo.

No entanto, algo aconteceu para enfurecer mais ainda ao rei...

Veremos isso na próxima postagem!

Em Cristo!

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Doegue, de cagueta a assassino do rei!

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A Record dá show com sua novela bíblica.


A Record dá show com sua novela bíblica.

Desde que a Record começou uma nova fase na dramaturgia, em 2004, com “A Escrava Isaura” e sua produção milionária na época, era certo de que a emissora não desanimaria, embora os resultados não tivessem tardado em vir, apesar de alguns tropeços de lá pra cá.

Um grande investimento no Rio de Janeiro com a aquisição do RecNov é prova disso.

Novelas que foram capazes de incomodar a Globo, novela das 19h, “Jornal Nacional”, linha de shows e até mesmo cutucar os folhetins tradicionais das 21h apareceram.

Mas nenhum, absolutamente nenhum, chegou perto de uma estreia de “Os Dez Mandamentos”.

A Record acerta em investir numa área nunca experimentada antes na história da TV, uma novela bíblica.

Segue um tendencia mundial.

2014 foi um ano recheado de produções bíblica na TV e no cinema mundial.

Na noite de segunda-feira (23), a estreia de Os Dez Mandamentos, sobre a jornada do profeta Moisés, foi um colírio para os olhos de quem aprecia bela cenografia, figurinos caprichados, caracterizações corretas e um bom conteúdo para família.

A novela escrita por Vívian de Oliveira é tecnicamente impecável, da iluminação aos efeitos especiais.

O diretor-geral Alexandre Avancini disse que a novela vai “pra cima” do Jornal Nacional, já que começa no mesmo horário e essa ‘promessa’ começou a se desenhar.

Fotografia impecável, direção irrefutável, figurino cuidadoso, paisagens deslumbrantes e tudo no que tange a aspectos técnicos minimamente calculados, estudados e detalhados.

A Record conseguiu atingir um patamar invejável e altamente admirável frente a qualquer outra emissora no Brasil, tamanho esmero e cuidado nos cenários contando a história de Moisés enquanto cumpre missão dada por Deus, que é salvar o seu povo que é feito de escravo pelos Egípcios.

Não lembra em nada os "defeitos especiais" da novela "Os Mutantes", onde até o Chapolin Colorado levitando era mais convincente.

Não há uma vírgula a se questionar tecnicamente. Eu disse tecnicamente.

Perde pontos apenas no texto pouco inspirado, recheado de clichês, fato comum em qualquer novela brasileira.

Pelo menos evitou-se o didatismo xarope de algumas minisséries da mesma rede de TV.

A autora construiu histórias e personagens de fácil percepção até quem nunca leu a Bíblia.

De acordo com dados prévios o Ibope, Os Dez Mandamentos registrou 12 pontos de média.

Na mesma faixa, a Globo marcou 20.4 e o SBT, 9.6 pontos.

Uma ótima opção para a família brasileira, para combater em pé de igualdade as demais porcarias apresentadas na TV.

Espero que continuem com a qualidade visual e não se desviem do plano central da verdadeira história, como em alguns filmes hollywoodianos do ano passado.

Você também poderá acompanhar esta história em nosso blog, a partir do link abaixo;

Introdução ao Êxodo!

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1 Samuel 22:1-11 - Davi recebe a visita de seus familiares!


Davi recebe a visita de seus familiares!

1 Samuel 22:1-11

Davi estava numa situação complicada: em Israel não podia ficar, com o rei em seus calcanhares; a Filistia estava descartada depois do episódio no palácio de Áquis, rei de Gate.

Israel vivia em paz com Moabe, o que era uma alternativa mais atraente, ainda mais porque Davi era bisneto da moabita Rute. 

Ele considerou essa hipótese muito seriamente, mas teve que descartá-la logo. 

Isso porque no meio do caminho entre a Filistia e Moabe, quando dormia na caverna de Adulão, nas montanhas de Judá, foi surpreendido pela chegada de seus familiares.

_ Mas o que é isso? Como vocês me acharam aqui?

_ Ah, Davi. As pessoas falam aqui e ali, há boatos por todo lado, e acabamos descobrindo.

_ NÃO ACREDITO! AGORA SAUL VAI DESCOBRIR ONDE ESTOU TAMBÉM!

_ Vai nada, relaxa.

_ Como relaxa???

_ Todas pessoas que sabem do seu paradeiro são leais a você.

_ “Todas as pessoas”? Espero que sejam só vocês.

_ Bem... Hum… Não. Tem também o pessoal lá fora.

_ O QUE? PESSOAL? QUE PESSOAL?

_ Vai lá ver.

Quando Davi botou a cabeça pra fora da caverna e levou um susto: quatrocentos homens estavam reunidos ali. 

Eram mais ou menos quatrocentos homens. 

Homens que estavam em dificuldades, ou com dívidas, ou insatisfeitos com a vida que levavam. 

Foram todos até ali para se apresentar a Davi e servi-lo.

_ Bom dia homens!

_ BOM DIA, SENHOR DAVI — responderam em uníssono.

_ Hum. Então vocês estão comigo para o que der e vier?

_ SIM, SENHOR DAVI! 

_ Então se ajeitem por aí, há cavernas para todo mundo.

_ OBRIGADO, SENHOR DAVI!

_ De nada.

_ MARAVILHA, SENHOR DAVI!

Pois muito bem, agora o futuro rei já tinha seu exército. 
Não era grande coisa, mas quatrocentos homens era melhor do que zero homens. 

Sua preocupação agora era com a segurança da família. 
Sabia que se Saul o pegasse não ficaria contente em matar só a ele. 

Claro que não: seus pais, seus irmãos, seus sobrinhos, todos iriam pagar o preço. 

Então Davi juntou a família e foi até Mispa, capital de Moabe, para falar com o rei daquele país. 

Pediu ao soberano que hospedasse sua família até que a situação melhorasse um pouco. 

Foi atendido em consideração a seus antepassados moabitas, então voltou à caverna de Adulão. 

Lá, porém, um certo profeta chamado Gade o aguardava.

_ Davi, saia daqui imediatamente. Deus ordena que você entre na terra de Judá.

Então chamou seus homens e foram todos para o bosque de Herete.

Enquanto isso, Saul estava reunido com seus homens sob um arvoredo em Gibeá. 

Os boatos sobre a localização de Davi já haviam chegado até Saul (quem é que segura os boatos?), que não via a hora de chegar à caverna de Adulão e pegar de surpresa seu inimigo.

 Enquanto descansava à sombra das árvores, Saul falava com o povo da cidade que estava por ali:

_ Atenção homens de benjamitas cambadas de falsos! Então vocês acham que Davi vai melhorar essa sua vidinha mais ou menos, não é mesmo? 

Os benjamitas se entreolhavam, sem entender a crise de paranóia misturada com auto-indulgência do rei. 

_ Que vai dar terras a todos, empregos, educação, saneamento básico, a papagaiada toda. Não acham? Só isso explica que vocês tenham conspirado contra mim e ocultado o que eu precisava saber. Meu filho, meu PRÓPRIO FILHO, andou fazendo planos com aquele desgraçado do Davi, e alguém me disse alguma coisa? Não, claro que não! Ninguém tem dó de mim! Ninguém vê o quanto eu sofro!

Parece que o discurso de Saul convenceu alguns.

Doegue, o edomeu funcionário de Saul que vira Davi falando com o sacerdote estava por ali, e percebeu que era a hora certa para cair nas graças do rei:

_ Majestade…

_ Diga, Deogue.

_ É Doegue, majestade.

_ DANE-SE! FALA LOGO!

_ Então… Eu vi o Davi em Nobe. Ele foi falar com Aimeleque.

_ O sacerdote?

_ Esse mesmo. Aimeleque consultou a vontade de Deus por ele, depois lhe deu mantimentos e a espada de Golias.

_ AH, DESGRAÇADO! Tragam esse Aimeleque até aqui IMEDIATAMENTE.

Então o rei Saul mandou chamar Aimeleque e todos os seus parentes, que também eram sacerdotes em Nobe, e eles foram para o lugar onde ele estava.

Continua na próxima postagem.

A seguir:
Aimeleque enfrenta a ira de Saul!

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1 Samuel 21:8-15 - Davi, ganha o Oscar de melhor ator cara de pau!


Davi, ganha o Oscar de melhor ator cara de pau!

1 Samuel 21:8-15

_ Pronto, Davi. Agora, se você me dá licença…

_ Peraí, Aimeleque, só mais uma coisa. Você não tem aí alguma espada ou lança para me emprestar?

_ Ué. Como é que você sai para uma missão tão importante desarmado, homem de Deus?

_ Para você ver como o negócio era urgente! Eu não trouxe a minha espada nem outra arma. Por causa das ordens do rei, eu saí com muita pressa, que coisa hein?

Aqui está Davi novamente mentindo. Davi sabe mentir com classe, e este é o “homem segundo o coração de Deus.”

Aqui está à carne do “homem segundo o coração de Deus.”

Mas a carne de um crente não é mais aceitável diante de Deus de que a carne de um incrédulo.

Na verdade, penso eu, que é ainda mais repugnante pelo fato de que o crente não tem a vida dominada pela carne, enquanto o incrédulo não tem outra escolha.

_ Hum. Bom, tem uma espada aí que eu acho até que você conhece.

_ Que eu conheço?

_ Isso mesmo. A espada daquele incircunciso, o Golias. Está enrolada num pano lá dentro, atrás da estola sacerdotal.

_ Que surpresa! Espada melhor que aquela não existe! Pode me emprestar à danada?

_ Leva, ué. Sou sacerdote, pra que vou querer espada? Ainda mais daquele tamanho, pesa mais que um carro egípcio…

Esta espada cortava dos dois lados e assim era uma arma terrivelmente mortal.

Mas usar aquela espada no flanco, pendurada à sua cintura, afinal, o que isto estaria dizendo aos outros?

Davi agora era conhecido por aquelas declarações que eram cantadas por toda parte: “Eu matei Golias de Gate”.

Ninguém em qualquer lugar tinha uma espada como esta que era símbolo inconfundível de sua vitória sobre Golias.

Mas certamente isto haveria de trazer problemas para Davi, como já estava acontecendo.

Aimeleque voltou a entrar no Tabernáculo para pegar a espada. Entregou a arma a Davi, que agradeceu e saiu apressado.

Ele tinha que sumir de Israel o mais rápido possível. Por enquanto, estava tranquilo:

Saul ainda não sabia de seu paradeiro, e não teria como saber.

O que Davi não sabia é que um tal Doegue, edomita e chefe dos pastores de Saul, estava presente em frente ao Tabernáculo justamente na hora em que ele e Aimeleque conversavam.

Davi corria perigo...

Estaria Davi errado de tomar para si a espada de Golias?

Tinha ele matado a Golias. Como direito de guerra, os pertences dos inimigos vencidos pertencem ao vencedor.

Estes são os direitos da conquista.

O único problema que vemos aqui é que Davi havia dado aquela espada a Deus e a Ele consagrado.

Tinha Davi o direito agora, de tomar de volta a espada de Golias?

Ele não tinha este direito, porque ele a havia consagrado ao Senhor.

Davi pegou a estrada saindo de Nobe e foi para Gate, uma das cinco grandes cidades da Filistia.

Chegou e foi logo falar com Áquis, governador da cidade, para lhe pedir asilo político.

Ele estava pensando provavelmente: “Os Filisteus são inimigos de Saul. Eu sou inimigo de Saul. Eu sou um guerreiro vitorioso. Certamente eles haverão de dar as boas vindas a mim como mercenário”
.
Mas ele carregou consigo a sua grande espada e isto também era lido como o fato de que ele havia liquidado o seu grande campeão, que, por acaso, tinha muitos parentes em Gate.

Golias tinha três ou quatro irmãos, e nós vamos nos encontrar com eles mais tarde no relato deste livro.

Mas Davi contava com certo anonimato, afinal estava bem longe tanto de Belém quanto do palácio real.


Porém, bastou que os servos de Áquis o vissem para que advertissem o governador:

_ Excelência, acho que esse é o Davi.

_ Davi? Que Davi?

_ Aquele rei israelita.

_ Até onde eu sei, o rei de Israel é Saul.

_ É, ainda é ele. Mas dizem que esse Davi aí está de olho no trono, e não demora muito a usurpá-lo.

Era para ele aquela musiquinha que as mulheres israelitas cantavam depois da última guerra.

_ Que música?

_ Aquela! Umas cantavam: Lá no campo de batalha / Lutando em nome de Deus / Escorraçamos a gentalha: / Saul matou mil filisteus, e as outras respondiam: Isso é muito notável / Nosso rei é mui viril / Sua coragem é inabalável / Mas Davi matou dez mil.

_ Ah, estou lembrado. Será que é ele mesmo?

_ Tenho quase certeza, excelência.

Davi estava carregando um símbolo que avisava a todos:

“Eu sou aquele que derrubou o seu herói, eu sou aquele que humilhou a todos vocês, que os fez correr como covardes o Vale de Ela, que os destruiu em pedaços. Vocês se lembram de mim? Lembram-se quem sou eu”?

Davi era ruivo e havia pouquíssimas pessoas em seus dias com cabelos vermelhos.

Um ruivo carregando uma espada daquele tamanho era inconfundível.

Até mesmo os filisteus podiam chegar facilmente à conclusão de quem se tratava.

Quando você começa a jogar o jogo do engano, você acaba com o que?

Se auto enganando!

Você deixa de ter um pensamento retilíneo.

Você deixa de ter uma percepção correta da situação.

Tudo o que Davi queria era fugir para o mais longe de Saul e a cada passo que dava, em mais encrencas ele acabava se metendo.

E saindo da frigideira acabou caindo no fogo.

Pobre Davi. Agora ele está perante um problema de fato.

Suas artimanhas o meteram em situação ainda mais complicada.

Davi não via outra alternativa se não a mais estapafúrdia possível.

Sentado num canto enquanto esperava ser atendido, ouviu que um dos servos cantava a música que ele bem conhecia, e percebeu que era alvo de desconfianças. Estava em território inimigo, e os filisteus ainda se lembravam muito bem da morte de Golias, seu maior herói.

O que fazer?

Não tendo muito tempo para pensar, improvisou: começou a babar, balbuciar coisas sem sentido e rabiscar a madeira das portas.

No oriente naqueles dias, uma pessoa louca era vista como que “possuída por espíritos”.

Aqui está o futuro rei de Israel com seus olhos vidrados, contorcendo sua face, babando em sua barba.

Eis o “homem segundo o coração de Deus”. Ele transformou a si mesmo em motivo de escárnio, uma obra ridícula.

Áquis caiu direitinho em sua encenação...

Então disse Aquis disse aos seus oficiais:

_ Este homem está louco! Por que o trouxeram para cá? Será que já não tenho bastantes loucos em volta de mim? Por que trazem outro doido para a minha própria casa, a fim de me aborrecer com as suas loucuras? Tirem esse louco daqui, por Dagom!

Os guardas pegaram Davi e o carregaram para fora da cidade, enquanto ele babava e esperneava.

Já fora de Gate, soltou um suspiro de alívio.

Tivera muita sorte.

Poderia continuar contando com a sorte?

Logo saberia.

A seguir: Davi recebe a visita de seus familiares!


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1 Samuel 21:1-7 - A “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades.


A “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades. 

1 Samuel 21:1-7

Deixamos a Davi no capítulo anterior fugindo de Saul para o deserto.

E tendo fugido diretamente de seu encontro com Jônatas, não levava qualquer armamento, não havia se preparado com uma guarnição de comida, ia com a roupa do corpo e nada mais.

Por esta razão tinha ele necessidades reais. A tragédia de tudo isto foi que Davi usou aquilo que chamamos de “ética situacional” para satisfazer as suas necessidades.

A nossa filosofia moderna diz que a situação na qual estamos metidos determina a nossa ética; o fim justifica os meios. Vemos isto por todo lado, no governo, em nossas igrejas, e até mesmo em nossas vidas. Mas, preste atenção, esta filosofia não começou no Século XXI.

Ela existe desde a queda dos nossos primeiros pais, e há cerca de 3000 anos atrás, “um homem segundo o coração de Deus” usou as mesmas táticas.

Sem sombra de dúvida, as necessidades de Davi eram legítimas. Ele precisava comer, obviamente. Ele precisava de proteção, sem sombra de dúvida. Suas necessidades eram reais. O problema foi como ele as supriu.

Davi chega em Gibeá de Saul, uma cidade no território da tribo de Benjamim, cerca de uns 20 quilômetros ao norte de Jerusalém.

Ele fugiu de lá diretamente para a cidade de Nobe, a cidade dos sacerdotes, onde se encontrava o Tabernáculo, que estava a cerca de uns 7 quilômetros de Gibeá.

Ele fugia em busca de alguém que ele tinha muito contato. Davi, como campeão dos exércitos de Israel, em suas guerras sob o comando de Saul, esteve muitas vezes com o Sumo sacerdote para buscar com ele a orientação de Deus.

Davi tinha um excelente relacionamento com o Sumo sacerdote de Israel, e o que seria natural é que ele fosse em busca de seu fiel amigo em busca de um conselho.

A tragédia em tudo isto é que Davi caiu vítima da tirania do urgente.

Ele havia caído miseravelmente de sua confiança em Deus. Deus já havia dado provas incontestes de que em tudo a Sua boa mão sustentava e dirigia as circunstâncias em favor de Davi.

Deus estava dizendo: “Eu estou no comando, não importa o que esteja ocorrendo, não importa o que esteja se passando contigo”.

Mas no meio de tudo isto Davi parece não estar entendendo a mensagem da parte de Deus. Pelo contrário, ele está usando seu estratagema e seu esquema pecaminoso.

Ele está pondo fogo no rastro de pólvora e acabou se queimando, vítima de suas artimanhas.

Davi sabia muito bem que não estava seguro em lugar nenhum dentro do território israelita.

Precisava fugir para longe, mas antes passou em Nobe para falar com o sacerdote Aimeleque e ver a possibilidade de conseguir alguns mantimentos para a longa viagem.

Vendo que Davi se aproximava, Aimeleque ficou com medo.

Sabia que Davi era persona non grata para Saul.

O que pareceu a Aimeleque? Aqui está um líder dos exércitos de Saul, e ele está sozinho. Hoje é Sábado. A “Lei” proíbe que se viaje no Sábado. Davi jamais viajou sozinho. Viajava sempre com seus exércitos, ou um pelotão de guarda-costas.

Aimeleque pensando no do conflito que estava sendo travado a cerca de 8 quilômetros ao norte, quer entender o que efetivamente está ocorrendo.

Foi falar com ele todo trêmulo:

_ O que você está fazendo aqui, Davi?

Davi, sabendo provavelmente que Aimeleque entende o conflito que esta se travando no palácio e temendo que Aimeleque não o atendesse no suprimento de suas necessidades, mente para ele.

_ O rei me enviou para cumprir uma missão secreta. Estou viajando já há algum tempo. Saí às pressas e não tive tempo de fazer provisões. Por isso vim até aqui, para ver se você tem uns pães ou alguma outra comida para me dar. Eu e meus homens estamos com muita fome.

Aimeleque olhou em volta e não viu mais ninguém.

Aqui há o que nós chamamos de “ética situacional”. Davi tem as suas necessidades. As necessidades são reais. As necessidades são legítimas.

Mas o processo usado é errado. Ao invés de confiar em Deus, ele usa a sua esperteza (porque afinal de contas o mundo é dos espertos, não é mesmo?) então ele usa as armas do engano.

No entanto, como você já sabe, engano produz engano; a carne sempre produz os frutos da carne e a carne jamais pode agradar a Deus (Rm.8.7).

_ Que homens, Davi?

_ Ah! Os homens... Bem... Não estão comigo agora. Nos separamos e combinamos um encontro noutro lugar mais adiante. É uma missão altamente secreta. Eu nem deveria estar falando sobre isso agora. Mas confio em você, Aimeleque.

_ Pois é, Davi. Eu não tenho nada momento, a não ser os Pães da Propiciação.

Estes eram os “pães da Proposição”, ou os “Pães da Presença” os doze pães que eram assados todas as semanas no Sábado e trazidos ao tabernáculo, e colocados no Santo Lugar, ali na mesa da proposição, seis pães em cada uma das porções, e cada pão representando as tribos de Israel.

Cada um dos pães era dedicado a Deus. Permaneciam ali por sete dias completos, e eram santificados ao Senhor.

Eles significavam que Deus era o provedor de todas as necessidades de Israel. No final dos sete dias, 12 pães frescos eram trazidos para repor os 12 pães postos sobre a mesa. O sumo sacerdote, e os sacerdotes da nação de Israel podiam comer aqueles pães quando substituídos e repostos.

Eles eram separados para alimentar os sacerdotes, mas poderiam ser comidos somente no Santo Lugar.

Portanto, tudo o que Aimeleque possuía eram os pães consagrados, pães que estavam ali expostos à mesa do Senhor.

_ Hum. E aí, tem como nos ceder?

_ Depende. Você e seus homens estão puros?

_ Como assim?

_ Er… Estiveram com mulheres ultimamente?

No sistema levítico, qualquer fluido corporal emitido tornava a pessoa impura. Qualquer coisa que viesse de você, ao invés de Deus, tornaria o adorador impuro. Assim, Aimeleque percebendo que Davi haveria de lhe fazer uma exigência, esperou que não violassem tanto a lei cerimonial.

Aparentemente, entretanto, ele estava pronto a dar a Davi o que ele necessitava.

E Davi, mente novamente;

_ Não, não. Claro que não, Aimeleque! Se já ficamos em abstinência quando cumprimos missões corriqueiras, tanto mais numa missão assim importante.

_ Ah, então está tudo certo. Já está mesmo na hora de trocar os pães mesmo. Vou lhe dar os que estão diante do altar agora. Tudo bem?

Aimeleque entrou na Tenda Sagrada e voltou trazendo os doze pães, cada um pesando dois quilos.

Entregou tudo a Davi, que os arrumou num saco.

Era errado Davi comer estes pães?

Não era absolutamente errado para Davi comer o pão da proposição consagrado ao Senhor. Ele tinha uma necessidade legítima.

O que estava errado é que ele não veio de uma forma aberta e honesta. Ele enganou. E ao ludibriar o Sumo Sacerdote ele estava mentido para Deus. Necessidade legítima, método errado!

De acordo com as próprias palavras de Cristo em Mateus 12 verso 2-6, Davi tinha todo o direito de tomar do pão consagrado das mãos de Aimeleque, ele poderia come-los sem qualquer pecado estando totalmente livre diante de Deus, “porque o Senhor busca compaixão e não sacrifício”. Na verdade é isto que ele requer.

Afinal, porque Deus coloca esta pequena informação aqui justamente após Davi ter cometido este deslize?

Porque de repente Ele faz com que Davi veja Doegue, o temido, o difamador, o fofoqueiro, aquele homem que deixou os Edomitas, aparentemente porque Saul os derrotou, para que se juntasse com Saul:

Porque Deus deu a Davi uma percepção da presença de Doegue o Edomita, o interesseiro, aquele que vivia tirando proveito próprio das situações por seus caminhos marotos, por seus expedientes traiçoeiros, agora voltando para Gibeá de Saul?

Porque justamente aqui? Davi sabia que Doegue voltaria e contaria tudo o que viu a Saul.

Veja só em situação Davi coloca a Aimeleque?

Saul era um homem vingativo. Ele estava decidido a manter o reino a qualquer custo, sem se importar com o querer de Deus, e se porventura o ungido de Deus, Davi, se intrometesse em seu caminho, pura e simplesmente seria eliminado.

Saul está preste a embarcar numa campanha sórdida de destruir Israel, pura e simplesmente para que nesta destruição fosse também destruído Davi, e Davi sabia disto.

O que você imagina que passa pela mente de Davi, será que ele não percebe que agora Aimeleque corre sérios e terríveis riscos?

Ele, sem sombra de dúvida será alcançado pela mão vingativa de Saul.

E em que medida Davi está preocupado com tudo isto?

No entanto, nesse momento, Davi tem seus olhos e interesses focalizados exclusivamente em si mesmo.

“Ninguém pode estar pior do que eu. Portanto, tenho eu necessidades legítimas e eu vou satisfaze-las.

Dane-se os outros!” Deus deliberadamente, neste ponto de seus enganos, o traz à presença de Doegue, e este homem estava pronto e preparado para correr em busca de Saul e lhe dizer tudo o que estava ali ocorrendo. [Davi mais tarde admite que ele sabia que Doegue iria e diria a Saul.] Mas o que ele faz?

Buscando satisfazer unicamente as suas necessidades, nem sequer se importa com Aimeleque.

Quando seu foco é você mesmo, você nem se importa com qualquer outra pessoa. A única coisa que se cogita é: “Minhas necessidades. Meus problemas.”

Então Davi elabora mais uma mentirinha de classe...

Na próxima postagem...

Em Cristo!


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I Samuel 20: 19-42 - Davi, Jônatas e as pedras!


Davi, Jônatas e as pedras!

I Samuel 20: 19-42

_ Esconda-se atrás delas amanhã à noite. Eu vou para a festa, falo com meu pai e fico sabendo se a raiva do velho já passou ou não. Assim que souber, virei aqui para treinar com o arco, usando estas pedras como alvo.

_ E o que tem as padras haver com isso?

_ Presta atenção, Davi... Eu vou atirar três flechas e depois mandar meu empregado buscá-las. Se você me ouvir dizendo “Olha lá, as flechas estão para cá”, isso significa que está tudo bem e você pode sair. Se eu disser “As flechas estão para lá”, quer dizer que meu pai ainda está enfurecido e é melhor você fugir. Entendeu?

_ “Para cá”, tudo bem, “para lá”, a casa caiu. Entendi.

_ Muito bem amigo, agora trate de se esconder em algum lugar, e esteja atrás destas pedras amanhã e depois, ok?

_ Tudo bem meu amigo.

A Festa da Lua Nova durava três dias. Poderia ser que Saul não desse falta de Davi no primeiro dia, dificilmente ele não perceberia no segundo.

Davi saiu para se esconder em algum lugar e esperar o dia da festa atrás das pedras.
No dia seguinte, Saul chegou ao salão de festas do palácio todo paramentado como de costume. 

Abner, seu fiel escudeiro sentou-se ao lado do rei, e Jônatas à sua frente. 

O lugar de Davi, ao lado de Jônatas, permaneceu vazio. 

O rei notou, mas não disse nada, pensando que talvez ele chegasse a qualquer momento.

No dia seguinte, porém, vendo a cadeira de Davi vazia outra vez, Saul perguntou a Jônatas:

_ Meu Filho, cadê o jovem Davi? Não apareceu ontem nem hoje, o que será que aconteceu?

_ Ah, pai, esqueci de lhe avisar... Ele me pediu licença para ir a Belém festejar com sua família.

_ Hum... E você concedeu?

_ Concedi, algum problema.

_ PROBLEMA?  SEU FILHO DE UMA MULHER À-TOA! AGORA EU SEI QUE VOCÊ PASSOU PARA O LADO DE DAVI, TRAZENDO DESONRA PARA VOCÊ E PARA A SUA MÃE!

_ Não, pai, não é b…

_ CALA ESSA BOCA! Você passou para o lado de Davi. ASNO! Não sabe que você não será rei enquanto ele não morrer? Que o desgraçado quer é usurpar o trono? Traga aquele mequetrefe aqui para morrer! AGORA!

_ Mas, pai… Por que você quer tanto matar o Davi? O que ele fez?

Irritado, e não crendo no que ouvia da boca de Jônatas, Saul pegou sua lança (que estava sempre à mão para ocasiões assim) e atirou-a contra o próprio filho. 

Felizmente, para a sorte de Jônatas, a pontaria de Saul continuava ruim.

Mas pelo menos agora ele tinha certeza de que a fúria do pai não passara, muito pelo contrário, aumentava a cada dia. 

Jônatas levantou-se furioso da mesa e não comeu nada naquele dia, o segundo dia da Festa da Lua Nova. 

Ele estava muito sentido porque Saul tinha insultado Davi.

Na manhã seguinte ele foi ao campo a fim de encontrar Davi, como tinham combinado. Levou consigo um rapazinho e disse: 

_ Corra e vá buscar as flechas que eu atirar. O rapaz correu, e Jônatas atirou uma flecha que passou além dele.

Davi, que na primeiro noite, não recebera nenhum aviso do amigo, já estava quase desistindo nessa segunda noite quando ouviu distintamente a voz do amigo:

_ Ei, rapaz! Vai pegar as flechas! Estão para lá, ó. Bem para lá, entendeu? PARA LÁ! AS FLECHAS ESTÃO PARA LÁ!

O empregado não entendia nada, claro, mas Davi compreendera muito bem: Saul ainda queria sua cabeça, e não sossegaria enquanto não a conseguisse. 

Ia se levantando para sair quando ouviu novamente a voz de Jônatas:

_ PRONTO! CANSEI DE TREINAR! PODE VOLTAR PARA A CIDADE, RAPAZ! VOLTE PARA A CIDADE! PARA A CIDAAAADE!

_ Tá bom patrãozinho, não precisa gritar, eu já entendi.

Depois que o empregado foi embora, Jônatas foi encontrar Davi em seu esconderijo.

Muito agradecido a Jônatas, Davi se jogou no chão e enconstou o rosto no em terra por três vezes.

_ Obrigado, Jônatas! Muito obrigado meu grande amigo!

_ Que é isso meu irmão, isso é o mínimo que posso fazer por você.

Davi se levantou e os dois se abraçaram, chorando muito.

_ Para onde você vai agora, Davi?

_ Não pensei nisso ainda.

_ Bom. Para onde quer que você vá, que Deus esteja com você. Ele fará com que nós e nossos descendentes cumpramos a promessa que fizemos um ao outro.

Davi o abraçou uma última vez e fugiu. Jônatas voltou para o palácio, ainda enxugando as lágrimas. 

Pensava no quanto seria ruim a vida sem o amigo por tempo indeterminado.

Em Cristo!

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I Samuel 20: 1-18 - Jônatas e Davi tem um plano!


Jônatas e Davi tem um plano!

I Samuel 20: 1-18

Vendo seu maior inimigo totalmente desprotegido no chão, pelado e profetizando, Davi concluiu que era uma boa oportunidade para sair de Ramá. Foi então falar com seu amigo Jônatas:

_ Jônatas meu amigo, o que faço? Seu pai foi até Ramá atrás de mim.

_ Meu pai não tem mais jeito mesmo!

_ Eu não entendo Jônatas... Por que seu pai me odeia tanto, hein? O que foi que eu fiz pra ele?

_ Eu não sei meu amigo, mas oro para que Deus não permita que você morra, Davi!

_ Obrigado meu amigo.

_ Sabe Davi, eu acho estranho ele ter ido até Ramá sem me dizer nada. Ele sempre me fala o que pretende fazer, por menos importante que seja.

_ Ele não fala porque sabe o quanto você gosta de mim. Tô perdido, estou à beira da morte.

_ Calma Davi.

_ COMO CALMA, ME AJUDE, AMIGO!

_ Mas como posso lhe ajudar? Me dá uma ideia.

_ Hum… Amanhã é Festa da Lua Nova, não é?

_ É, é sim. Por quê?

_ Porque justamente numa festa assim que eu sou esperado no palácio, para me sentar ao lado do rei e tal.

_ Sim, prossiga...

_ Então. Acontece que eu não vou à festa. Vou me esconder no campo e ficar esperando por você.

_ Tá bom e o que eu faço?

_ Se seu pai notar minha ausência, você vai dizer a ele que eu pedi licença para ir a Belém visitar minha família. Mas na realidade eu vou estar escondido no campo.

_ Entendi...

_ Então. Você só vai dizer isso para ver qual será a reação do seu pai. Se ele disser que está tudo bem, então estará tudo bem mesmo. Mas se ficar com raiva, isso significa que ainda quer me matar. Entendeu?

_ Entendi. Venha comigo, vamos até o campo. 
Eles foram, e Jônatas disse a Davi: 

_ Que o SENHOR, o Deus de Israel, seja nossa testemunha. Amanhã e depois de amanhã, a esta hora, eu vou fazer algumas perguntas ao meu pai. Se a intenção dele para com você for boa, eu lhe mandarei dizer, fique tranquilo.

_ Ok amigo.

_ Mas, se ele tiver a intenção de fazer alguma coisa contra você, que o SENHOR Deus me mate se eu não enviar uma mensagem a você e não deixá-lo ir embora são e salvo! Que o SENHOR esteja com você, assim como esteve com o meu pai!

_ Você pode fazer isso mesmo? Pensa bem, Jônatas. Eu estou pedindo para você trair seu pai.

_ Calma Davi, isso não chega a ser assim uma traiçãããão.

_ Tem certeza de que quer mesmo fazer isso? Você podia muito bem me matar agora. Seu pai ia te recompensar muito bem.

_ Que é isso? Tá maluco Davi. Eu sou seu amigo, esqueceu? Você é o melhor amigo que já tive.

_ Você também meu amigo. 

_ Davi, se por acaso, depois destes problemas, eu continuar vivo, cumpra a sua promessa sagrada e seja fiel a mim. Mas, se eu morrer, trate sempre a minha família com bondade. E, quando o SENHOR destruir completamente todos os nossos inimigos, que nós não quebremos a promessa que fizemos um ao outro. Se você a quebrar, Deus o castigará.

_ Pode confiar em mim, amigo.
Novamente Jônatas fez um juramento de amizade a Davi, pois ele amava Davi como a si mesmo.

_ Fique tranquilo, jamais me esquecerei de você. Mas e aí, como é que você vai me avisar do estado de espírito do seu pai?

_ Hum. Tá vendo aquelas pedras ali?

_ Sim.

_ Então...

Continua na próxima postagem!

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