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2 Samuel 1: 17-27 - A canção de Davi para Saul e Jônatas!


A canção de Davi para Saul e Jônatas!

2 Samuel 1: 17-27 

Dentro do coração daquele que mandou matar o amalequita, escondia-se uma alma sensível e cheia de poesia. 

Davi gostava tanto de escrever que boa parte dos Salmos foi composta por ele. 

Mas esta canção, no entanto, não é contada entre os Salmos, visto que, em vez de um hino de louvor, era uma canção de lamentação pela morte de Saul e Jônatas. 

O que você faria, se fosse convocado a falar no funeral de Saul? 

Vemos aqui que é Davi, que realiza o funeral de Saul, ou pelo menos o seu homólogo. 

Nessa canção Davi expressa seu amor por Saul e Jônatas, na melhor maneira disponível.

Davi chora sobre a derrota de Israel e a morte de muitos israelitas, mas este não é o foco principal de seu salmo. 

Seu salmo expressa tristeza de Davi sobre a morte de Saul e Jônatas. 

O mensageiro amalequita achava que a notícia da morte de Saul e Jonathan será uma boa notícia a Davi. Mas estava errado. 

Este salmo nos diz que Davi sente um profundo sentimento de perda e tristeza por causa das mortes.

Davi realmente se entristece com a notícia de que ele recebe.

Quando Davi lamenta a morte de Saul, não há nem mesmo uma sugestão da menção de qualquer um dos males ou indelicadas que Saul fez contra ele. 

Quão fácil teria sido incluir alguns desses detalhes, ter indicado algum tipo de vingança divina, mas Davi não o faz.

Davi não só restringe-se de falar mal dos mortos, mas honra Saul e Jonathan como heróis de guerra, como os homens dignos de respeito e honra.

Enquanto Davi tem coisas boas a dizer sobre seu rei, é evidente neste salmo que Davi tem um profundo amor e compromisso com Jônatas.

O que pode foi um pouco privado enquanto que Jonathan estava vivo, Davi agora torna público. 

Muitos poderiam pensar que Jonathan era inimigo de Davi, não seu amigo mais próximo.

O versículo 18 deste capítulo diz que a letra da canção está no Livro de Jasar (“O Justo”). 

Tal livro, embora citado aqui e também em Josué 10, foi excluído do cânon sagrado por contradizer os outros livros da Bíblia em certas passagens, e noutras narrar histórias um tanto absurdas demais, mesmo para os padrões bíblicos.

Esse lamento de Davi pela morte de Saul e Jônatas, trata-se de um dos mais belos poemas da Bíblia, e eu recomendo enfaticamente a leitura. 

CLIQUE AQUI E LEIA ESSE LINDO POEMA
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2 Samuel 1: 12-16 - O oportunismo interesseiro não compensa!


O  oportunismo interesseiro não compensa!

2 Samuel 1: 12-16

— De onde você é?
— Er… Eu disse, senhor. Sou filho de um estrangeiro. Amalequita.
— Como é que você teve coragem de matar um rei ungido por Deus? Como?
— Bom, veja bem… Eu estava passando...

O amalequita nota que Davi faz sinal a um dos soldados. Mas continua tentando responder:

— Veja bem… Como eu disse… Eu…
— Você é o único culpado pela morte de Saul. Você veio até aqui e confessou sem nenhum remorso que matou o rei escolhido por Deus, e achou o quê? Que eu ia ficar feliz? está pensando que sou um traidor?
— Entendo… Mas me deixe expl...

Nesse momento o amalequita é rudemente interrompido com um golpe mortal. 

É impressionante que a Bíblia não esconde nada de nossos heróis do passado. 

Não há nenhuma tentativa de mostrá-los como perfeitos. 

Davi provavelmente acumulou mais erros do que acertos. 

Eu sinceramente, gostaria que essa parte não fosse contada. 

Porque matar o pobre coitado?

Bom, pelo menos podemos aprender aqui que nem sempre o oportunismo interesseiro será bem sucedido, mesmo neste mundo.  

O amalequita pensava que seria regiamente recompensado com a notícia da morte de Saul, e mais ainda, pelo fato de ter dito que havia contribuído para que fosse morto, pois sabia o quanto ele vinha perseguindo Davi, a ponto deste ter que se refugiar numa terra estranha.

Aqueles que se alegram com a queda de um inimigo costumam medir os outros por si mesmos, pensando que terão a mesma alegria deles. 

E foi este o erro do amalequita.

Os filisteus deviam estar festejando aquele feito de modo muito ofensivo ao Deus de Israel, pois certamente estavam tributando toda a glória da vitória obtida sobre os israelitas, ao deus deles, Dagom; e como Davi poderia ficar alegre com a notícia da morte de Saul e da derrota do exército israelita?

A queda de qualquer integrante do povo de Deus jamais deverá ser motivo de alegria para um verdadeiro cristão.

 Quem tem o temor de Deus não se alegra sequer pela ruína dos seus inimigos, quanto mais por aqueles que fazem parte do seu próprio povo.

Davi poderia ter exagerado ao matar o amalequita, más sabia muito bem separar os problemas pessoais que tinha que viver por causa das perseguições injustas de Saul, da honra que lhe devia na condição de ser o seu rei, escolhido pelo próprio Deus para reinar em Israel.

Ele não estava portanto, torcendo para que Deus desse logo cabo da vida de Saul, para que pudesse tomar o seu lugar. 

Ele aguardava a hora do Senhor. 

Os seus olhos estavam continuamente focados no tempo de Deus e não em Saul. 

Foi por este motivo que Davi ordenou a morte do amalequita, pois disse que havia matado Saul, e demonstrava em sua presença alegria no ato de matá-lo, como se tivesse feito um grande favor a Davi.

Depois de mandar matar o amalequita que lhe trouxera a terrível notícia, Davi compôs uma de suas mais belas canções. 

Dentro do coração daquele que mandou matar o amalequita, escondia-se uma alma sensível e cheia de poesia. 

Não é à toa que boa parte dos Salmos foi composta por ele. 

Más falaremos sobre essa canção na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: A canção de Davi para Saul e Jônatas!

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2 Samuel 1:1-11 - Em fim, a trágica morte de Saul

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Em fim, a trágica morte de Saul

II Samuel 1:1-11

Um misterioso homem pula entre corpos em decomposição, vestígios da recente batalha entre filisteus e israelitas. Apavorado ele tropeça sobre um corpo dilacerado, mas gritando de pavor e nojo, logo se levanta. Não tem tempo para sentir-se horrorizado, precisa juntar alguns despojos sair dali logo, teve muita sorte de ser um dos poucos sobreviventes do terrível ataque filisteu.

Mas o misterioso homem que foge da morte não é um israelita, mas um amalequita de origem que mudou-se para Israel quando era ainda criança. Morou em Israel a vida toda, sempre sofrendo preconceitos por não ser um judeu de origem. 

Por um instante ele pensa que a sorte estava soprado finalmente para seu lado dessa vez. Olhou a sua volta e viu que poderia recuperar alguns pertences dos soldados. Acreditava que agora estava no lugar certo na hora certa, principalmente depois de retirar dos cadáveres dezenas de souvenirs muito preciosos que agora o tornava um homem rico. Mas precisava ser rápido, pois de um lado os carros e os cavaleiros inimigos estavam chegando cada vez mais perto dele. Mas ao olhar para o outro lado, não acredita no que vê. 

O corpo de Saul, crivado de flechas dos filisteus, apoiado por meio de sua própria espada. No entanto, ele ainda não está morto. Ele parece estar apoiando-se, inclinando-se sobre a sua lança, o que provavelmente alivia um pouco a pressão e dor das setas e da espada. Quando Saul o vê, chama-o; 

- Hehei, por favor me ajude.  

Saltitando entre dezenas de corpos, aproxima-se de Saul cautelosamente e responde: 

- Estou aqui estou, senhor!
- Quem é você? 
- Sou um amalequita, senhor.
- Fui ferido gravemente e estou morrendo. 
- O que posso fazer para ajudá-lo?
- Venha aqui e me mate.

O homem olha para o outro lado e vê cada vez mais perto os filisteus, então sem muito tempo para pensar, atende ao pedido do rei e o mata. Rapidamente, retira a coroa da cabeça dele e a pulseira do seu braço e leva consigo.

Então ele tem o que lhe parece uma grande idéia, corre direto para Ziclague, a fim de encontrar-se com Davi. O amalequita acredita que, se sua idéia der certo, ele pode adquirir a confiança de Davi, e vir a ser personagem importante na montagem do futuro reino.

Enquanto isso, Davi e seus homens festejam felizes pela derrota dos amalequitas, e a recuperação de suas famílias e bens. No entanto, esta vitória deveria estar ofuscada pela preocupação de Davi para o que está ocorrendo em Israel. 

Quando Davi deixou Aquis para voltar a Ziclague, os filisteus tinham montado uma força de combate em massa poderosa para atacar Israel. Davi sabia muito bem o quão incrível esse exército era, porque ele e seus homens marcharam em revisão no final da procissão. 
A partir do momento em que se separou dos filisteus, Davi deve ter ficado muito preocupado com Saul e seu querido amigo Jonathan, para não mencionar o resto de seus compatriotas. 

Três dias se passaram da vitória sobre os amalequitas, Davi e seus homens ainda comemoravam quando a alegria foi interrompida pela chegada de um homem esfarrapado e sujo. 

Ele deve ter percorrido algo como 100 milhas para chegar a Davi em Ziclague. Sua roupa quase diz tudo, pois está rasgada e poeira está sobre a sua cabeça. É um sinal de luto. A notícia não vai ser boa. Dizia ter notícias importantes para Davi e prontamente foi levado até ele. Ao ver Davi, o jovem cai no chão diante dele, prostrando-se, como se aproxima a uma realeza, como se está na presença de um rei.
Davi imediatamente começa a questionar o jovem, primeiro querendo saber de onde ele viajou. Davi provavelmente presume o pior, mas ele faz uma pergunta para determinar se este homem tem notícias sobre Saul. 

- Então meu, rapaz, de onde você vem?
- Venho do acampamento de Israel, senhor.
- O que aconteceu lá?
- Os filisteus atacaram a gente e não tivemos como resistir. Saiu todo mundo correndo, e eles não deixaram quase ninguém vivo. 
- E o rei Saul e seu filho Jônatas, como estão? 
- Infelizmente também morreram.

Davi sentiu uma súbita vertigem e sentou-se. Não podia ser verdade. Jônatas não podia estar morto.

- Peraí. Como é que você sabe que Saul e Jônatas estão mortos?
- Pois então… Eu passava por acaso pelo monte Gilboa quando vi a cavalaria dos filisteus cercando o rei. Iam matá-lo. Ele me viu e me chamou. Cheguei perto, e ele me olhou de um jeito muito triste e disse: “Vem aqui e me mata, porque estou muito ferido, e não quero morrer nas mãos desses incircuncisos”.
- E o que você fez ?
- Bom, veja o senhor: ele estava cercado, não ia durar muito mesmo. Estava muito machucado, então eu fiz a vontade dele…
- COMO?
- Como eu lhe disse. Fui matei ele. Depois peguei a coroa e o bracelete dele, e trouxe aqui para o senhor, meu rei.
- Eu não acredito que você fez isso.  Tirem ele daqui!

Em sinal de luto, Davi rasgou suas vestes, no que foi acompanhado por seus homens. 

Eles choraram e ficaram em jejum até a tarde. Havia motivo de sobra para o luto: o rei estava morto, o herdeiro do trono e melhor amigo de Davi também. 

Enquanto isso, o amalequita aguarda ansiosamente o momento em que segundo suas expectativas, Davi irá chamá-lo para lhe agradecer e dar sua recompensa. 

No entanto ele nem imagina o quão rapidamente Davi se voltará a ele, mas de uma forma nada agradável.

Veremos isso na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir:

O  oportunismo interesseiro não compensa!
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1 Samuel 31: 7-13 - A covardia de Saul e a coragem de Jesus!


A covardia de Saul e a coragem de Jesus!

1 Samuel 31: 7-10

Ao ver que o exército israelita fora dizimado, e que a família real não existia mais, o povo que morava além do vale de Jezreel e a leste do Jordão abandonou suas cidades, que foram imediatamente ocupadas pelos filisteus.

Esta grande perda não só reduz o tamanho do exército de Israel, que reduz o tamanho de Israel.

É importante notar aqui que Israel, assim como Saul, está sendo divinamente disciplinado.

Você pode se lembrar que Saul era o rei dos israelitas exigiram no capítulo 8, e que sua demanda de ter um rei havia provas de que eles tinham rejeitado a Deus como seu rei (1 Samuel 8:7-8 ).

Não é só pelos pecados de Saul que Israel é derrotado e muitos morrem; é para os pecados de Israel também.

No dia seguinte, voltando ao monte Gilboa para despojar os mortos, os filisteus encontraram os cadáveres de Saul e seus filhos.

Cortaram, então, a cabeça do rei e o despojaram de suas armas.

Enviaram, em seguida, mensageiros a toda a Filístia para espalharem a grande notícia.

Depois levaram as armas do rei morto e a expuseram no templo de Astarote, e seu corpo decapitado foi pregado nos muros da cidade de Bete-Sã.

Tudo isso para zombar não só de Saul. mas de seu Deus.
As indignidades que Saul sofre na morte não poderia ser pior.

UM ATO DE HEROÍSMO
(31:11-13)

Ao saberem dessa humilhação final, os habitantes da cidade de Jabes, em Gileade, ficaram muito indignados.

Os corpos de Saul e seus filhos, suspensas na parede da cidade de Bete-Sã, estavam lá para serem ridicularizados.

As pessoas desta cidade guardam boas memórias de Saul e sua contribuição para eles. 

Todos se lembravam de quando Saul, então um rei ainda relutante, os ajudara contra os amonitas que invadiram sua cidade. 

O incidente é descrito em 1 Samuel 11.

Sentiam-se em dívida para com o rei morto, e resolveram resgatar seu corpo.

Naquela mesma noite, alguns dos homens mais corajosos de Jabes-Gileade foram até Bete-Sã e tiraram de seus muros os corpos de Saul e seus filhos. 

Carregaram os cadáveres até Jabes, onde foram queimados e enterrados sob uma tamareira, um magnífico gesto de apreço e respeito por parte deles.

Em sinal de luto pela morte da família real, jejuaram por sete dias.

Infelizmente a história de Saul não é um conto de "felizes para sempre".

Mas é assim como tudo termina para Saul.

Saul morreu, como Deus disse que faria.

O momento da morte de Saul foi previsto por Deus. 1 Samuel 28.

Saul morre da maneira Deus disse que faria. 

Ele morre nas mãos dos filisteus e amalequita.

Saul morre de uma maneira inteiramente consistente com a maneira como ele viveu sua vida.

Mesmo no final de sua vida, Saul realmente não morre como um homem de coragem.

Ele não quer sofrer a dor, e por isso ele pede outros para tirar sua vida e ainda tenta matar a si mesmo.

A palavra de Deus é absolutamente confiável.

Deus fará com que suas promessas sejam cumpridas.

Mas há algo mais importante para se mencionado aqui.

Deus colocou Saul à morte não apenas para cumprir suas advertências sobre ele, mas também para cumprir Suas promessas sobre Davi.

MORTE DE SAUL X MORTE DE JESUS
É interessante notar aqui um contraste na morte de Saul e de Jesus Cristo.

O pecado de Saul e seu desejo de morrer é egoísta, seu pecado traz não só a sua própria morte, mas também a morte de seus filhos e muitos israelitas, e o sofrimento de muitos mais.

A liderança de Saul não é uma bênção, mas uma maldição para Israel.

Agora veja quão diferente foi a morte de nosso Senhor;

Não era o desejo de Jesus morrer, humanamente falando.

Ele não era um suicida.

Ele orou no Jardim do Getsêmani "Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” (Mateus 26:39).

Ele morreu em obediência à vontade do Pai, não em desobediência (Mateus 26:39; João 6:38; Filipenses 2:3-8).

Ele não morreu para salvar-se da dor; mas de tanto suportar a dor que nós merecíamos como punição por nossos pecados (Isaías 53; 2 Coríntios 5:21; Hebreus 2:17-18).

É por isso que Ele recusou o vinho misturado com fel (Mateus 27: 33-34).

Ele não estava disposto a tomar qualquer "medicação", que aliviasse a dor.

Sua morte não é um trágico fracasso de sua parte, que nós tentamos esquecer (como com um suicídio), mas um magnífico sacrifício por nós, que celebramos a cada semana durante nossos encontros nas igrejas espalhadas pelo mundo.

Há muitas vezes um ponto de crise para a qual Deus leva o pecador, um ponto em que o suicídio pode ser considerado como uma saída.

As pessoas vêem o pecado que cometeram e sentem-se irremediavelmente ligados no poder, na culpa e consequências destes pecados.

Eles podem pensar que a morte (a sua morte por suicídio) é a única saída.

Mas esse não é o caminho para sair dos problemas, porque a morte acaba com a nossa oportunidade de se arrepender e sermos salvos. (Hebreus 9:27)

A solução para o seu problema não é morrer em pecado; é morrer para o pecado.

A única maneira que você pode fazer isso é pela fé em Cristo, quando você reconhece o seu pecado e confiança n'Ele que morreu em seu lugar, que sofreu a dor eterna por seus pecados.

É em Cristo que você morre para o pecado e entrar na vida eterna.

Se você nunca fez isso, faça agora.

Essa é a promessa de Deus para sua salvação.

Vamos aprender com a morte de Saul.

Em Cristo!

A seguir:

A trágica morte de Saul

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1 Samuel 31: 5-6 - Saul se mata, mas não morre!


Saul se mata, mas não morre!

1 Samuel 31: 5-6

Saul desembainhou sua espada e lançou-se sobre ela, não satisfeito com a tragédia, e vendo seu senhor agonizando, o escudeiro resolveu acompanhá-lo e jogou-se contra sua própria espada, suicidando-se também.

O escudeiro morre, deixando Saul agonizando sozinho.

Como assim? Sozinho?

Saul não morreu ao se atirar sobre sua espada?

Não. Ainda não.

Esse segredo não é contado aqui, mas no primeiro capítulo de 2 Samuel.

O autor do nosso texto usa uma técnica popular muito usada por escritores de dramas de televisão.

Você se lembra de ver séries de televisão em que o herói está em uma situação muito precária e em seguida, de repente, algo terrível acontece, e o leitor é levado a pensar no pior? 

Aí vem de forma estratégica os comerciais, certo?

Mas de alguma forma, após o intervalo comercial, descobrimos que o herói realmente não morreu. 

Isto é o que nosso autor faz em 1 Samuel 31.

Somos levados a supor que Saul morreu aqui, seguido depois por seu escudeiro.

Então, de repente, no capítulo 1 de 2 de 2 Samuel, descobriremos que Saul não estava realmente morto ainda.

Bom, depois da técnica devidamente explicada, voltamos ao relato da história.

A primeira experiência de Israel com a monarquia chegava ao fim da forma mais melancólica possível: com Saul e seus filhos mortos, não havia sequer um herdeiro para o trono de uma nação dilacerada, sem exército nem moral.

É de se imaginar que alguns israelitas pensavam que o único jeito para manter a segurança de suas vidas, seria a anexação à Filistia como solução natural.

Os que mantiveram o orgulho, porém, acabaram provando ter razão: tempos de glória ainda esperavam pelo povo de Deus.

Em Cristo!

A seguir: A covardia de Saul e a coragem de Jesus!

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O terrorista mental - Cérebro Reptiliano


O terrorista mental - Cérebro Reptiliano 

Olá meu leitor;

Gravei um vídeo que faz parte de uma palestra que ministro sobre o cérebro trino.

Nessa palestra, mostro como o inimigo de Deus usa partes de nosso cérebro para 
dominar 
as pessoas.

A palavra de Deus nos aconselha a parte mais inteligente de nosso cérebro.

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua 
mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e 
perfeita vontade de Deus. 
Romanos 12:2

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for 
correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se 
houver algo de 
excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. 
Filipenses 4:8

Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente; pois o teu 
amor está sempre diante de mim, e continuamente sigo a tua verdade. 
Salmos 26:2-3

Infelizmente, a maior parte de nossas decisões são irracionais.

O que nos torna prezas fáceis de nossos próprios pensamentos irracionais.

Assista o vídeo e compartilhe com seus amigos.

Em Cristo!

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1 Samuel 31: 1-4 - Saul pede por suicídio assistido!


Saul pede por suicídio assistido!

1 Samuel 31: 1-4 

Nos livros de 1 e 2 Samuel, o autor conta sua história de uma forma semelhante à maneira como grandes redes de televisão cobrem os Jogos Olímpicos. 

Uma vez que muitos eventos diferentes são realizados ao mesmo tempo, não há como cobrir todos os acontecimentos de forma simultânea. 

Mas as maravilhas da comunicação moderna fornecem uma solução: Na última olimpíada, no Rio de Janeiro, podemos acompanhar as disputas de várias medalhas enquanto acompanhamos um jogo da seleção brasileira. 

Isso graças a todo aparato tecnológico das emissoras que a todo instante dividiam a tela da tv para compartilhar momentos importantes de outro esporte acontecia ao mesmo tempo. 

Assim os aficcionados por jogos olímpicos poderiam assistir em tempo real tudo que estava acontecendo em outras modalidades.

O autor do 1 Samuel guardadas as devidas proporções, fez algo semelhante. 

Ele foi simultaneamente cobrindo a vida de dois homens - Saul e Davi - que na maioria das vezes estavam sempre em dois lugares diferentes. 

Seu interesse principal não é deixar de fora uma sequência cronológica dos eventos na ordem exata em que ocorrem, mas sim contar a história de uma forma que contrasta Saul com Davi. 

Podemos ter a certeza há uma ligação muito clara entre a morte de Saul e a vida da pessoa que lê essa história escrita séculos atrás. 

Além disso, o nosso texto levanta uma das mais quentes questões morais e legais do nosso tempo. 

Fique comigo nas próximas postagens, à medida que tentamos compreender o significado e mensagem desta passagem para as nossas vidas.

O AMBIENTE

Davi estava muito ocupado lutando com os amalequitas quando, longe dali, os filisteus atacaram Jezreel com força total com a ordem de não deixar prisioneiros vivos. 

Os israelitas não conseguiram resistir por muito tempo: saíram em debandada e acabaram cercados no monte Gilboa, onde foram impiedosamente massacrados.

Saul pode fugia para um local mais alto, enquanto olhava em terror seus filhos tentando fornecer uma última linha de defesa para o seu pai. 

Enquanto matavam a maior parte dos soldados, os filisteus procuravam identificar aqueles que faziam parte da família real.

Primeiro mataram os três príncipes: Abinadabe, Malquisua e Jônatas, o grande amigo do exilado Davi. 

Imediatamente um pelotão de flecheiros saiu no encalço do rei. 

O ÚLTIMO PEDIDO DE SAUL

Uma série de flechas dos filisteus acertam Saul deixando-o gravemente ferido. 

De um jeito ou de outro, Saul sabe que sua morte está próxima.

Muito fraco devido a uma elevada perda de sangue e sabendo que não tinha como escapar, Saul teve mais um daqueles surtos de loucura, falando para seu escudeiro:

_ Rápido, rapaz! Tira sua espada e me atravessa com ela, para que eu não morra nas mãos destes incircuncisos.

_ Que Isso, majestade? Erguer a mão contra o ungido de Deus? Jamais! 
Saul está desesperado. 

Ele não tem forças para lutar contra os filisteus e muito menos força levantar sua pesada espada para acabar com sua própria vida. 

Esse pedido de Saul, levanta uma das mais quentes questões morais e legais do nosso tempo, suicídio assistido.

Em tribunais e órgãos legislativos do Brasil e em outras partes do mundo, os homens estão lutando com a questão do suicídio assistido.

Seria útil para a nossa consideração se fomos muito claros na nossa definição de suicídio assistido.

Suicídio assistido na TV Suíça

Eu encontrei esta definição na Internet;

O suicídio assistido ocorre quando uma pessoa, que não consegue concretizar sozinha sua intenção de morrer, e solicita o auxílio de um outro indivíduo.

O suicídio assistido não é a mesma coisa que a eutanásia

A eutanásia é tirar a vida de outra pessoa, sem o seu pedido ou consentimento. 

O suicídio assistido é iniciado e solicitado por aquele que deseja morrer. 

O suicídio assistido não está permitindo que a morte para tome seu curso natural, tomando medidas especiais.

O pedido Saul é um suicídio assistido. 

Nosso texto deixa claro que ele está errado ao fazê-lo. 

Ele está errado, porque ele está a tentando minimizar e alterar a dor do julgamento divino. 

Ele quer morrer de uma maneira que é diferente do que Deus predisse. 

Ele está errado, porque ele está tentando matar o ungido do Senhor.

Você lembra que Saul tentou matar Davi com sua lança (pelo menos duas vezes)?

Se Deus não permitiu Saul de tirar a vida de Davi, o ungido de Deus, não permitiu também a Saul  de tirar sua própria vida, pois ele também apesar de seus pecados, é o ungido de Deus. 
 
A verdadeira razão para Saul solicitar o suicídio assistido é dado no seu segundo pedido: ele não quer sofrer a dor. 

Ele quer morrer para acabar com a dor, para acabar com seu sofrimento. 

Sem rodeios, ele está mais interessado em evitar a dor do que em obedecer a Deus (não prejudicar o ungido de Deus). 

Assim como Saul estava disposto a matar Davi por causa da "dor" que causou ele, agora ele está disposto a se matar por causa da "dor" ele está sofrendo.

Depois da recusa de seu escudeiro em apoiá-lo no suicídio assistido, Saul percebe que há uma coisa que ele pode fazer; simplesmente cair sobre sua pesada espada, o que ele prontamente faz. 

E será que funciona?

É o que veremos na próxima postagem!

Em cristo!

A seguir: Saul se mata, mas não morre!
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1 Samuel 30: 21-31 - Dividindo os despojos ou quase se dividindo

Dividindo os despojos ou quase se dividindo

1 Samuel 30: 21-31

No fascinante  livro intitulado Shantung Compound, Langdon Gilkey descreve como o confinamento afetou a vida das pessoas que foram mantidas em Shantung Compound, um antigo acampamento de igreja mal adaptado para alojar todos estrangeiros ocidentais que residiam na China durante a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial. 

Homens de negócio, diplomatas, professores, missionários e muitos outros ficaram confinados juntos em alojamentos precários. 

Não era bem um campo de prisioneiros; parecia mais uma prisão de segurança mínima. 

As condições eram tais que Shantung Compound revelou o que havia de pior, e de melhor, daqueles que ali se encontravam. 

O autor do livro era um dos que ficaram nestas instalações.

Quando o Natal se aproximava, um veículo da Cruz Vermelha chegou lotado de suprimentos para os reclusos de Shantung Compound. 

Alguns poderiam pensar que a distribuição desses suprimentos seria uma coisa fácil, que só precisariam dividir o número de pacotes pelo número de pessoas. 

Se fossem 600 pessoas e 1200 pacotes, cada pessoa receberia 2 pacotes. 

No entanto, esta tarefa simples e “automática” acabou se transformando num enorme problema. 

Veja, alguns americanos perceberam que os pacotes eram da Cruz Vermelha Americana, e consideraram que haviam sido designados especificamente para eles, americanos. 

Eles argumentaram que os pacotes deveriam ser igualmente divididos entre eles. 

Se alguém quisesse dividir seus presentes com os outros, era um direito seu.

Na história que estudaremos nessa postagem, contida no capítulo 30 de 1 Samuel acontece algo muito parecido. 

Aquilo que à primeira vista parece ser uma história “antiga e longínqua” tem relevância e aplicação direta às nossas próprias vidas hoje. 

A vitória é conquistada e tudo o que havia sido perdido foi recuperado. 

Na realidade, Davi e seus homens não recuperaram só o que haviam perdido, eles conquistaram também uma porção de coisas mais. 

Eles conquistaram os despojos que os amalequitas haviam obtido em suas invasões às cidades filistéias e israelitas. 

Estes despojos agora representam o principal problema de Davi. 

Quando chegaram ao ribeiro de Besor, os duzentos homens que ali haviam ficado aproximaram-se. 

Davi cumprimentou-os normalmente, mas alguns de seus soldados, pouco mais avarentos, começaram a confabular:

_ Esses caras nem foram com a gente, não merecem o despojo da batalha.

_ É verdade. Cada um que pegue sua mulher e seus filhos e vá embora.

O raciocínio deles é: somente 400 homens lutaram de verdade; os outros 200 não tiveram parte na batalha ou na vitória conquistada. 

Aos 200 deveria ser devolvido aquilo que perderam. 

Mas não deveriam receber uma parte dos despojos extras da guerra, dos despojos que os amalequitas tomaram dos filisteus e israelitas. 

Estes despojos deveriam ser repartidos só entre os 400 guerreiros. 

A recusa destes homens em partilhar os despojos com os outros 200 parece ter como base algumas suposições errôneas:

Davi não deixa que prevaleçam. 

Ele se dispõe a tratar de suas exigências e administra tudo muito bem. 

Ele se recusa a permitir que façam as coisas do seu jeito, enquanto lhes mostra por que estão errado em sua exigência. 

_ Calem a boca! Deus nos deu essa vitória. Não há como concordar com o que vocês estão dizendo. O despojo será dividido em partes iguais, e quem ficou para trás com a bagagem receberá o mesmo tanto que aqueles que foram à batalha.

Para Davi, eles não mereciam estes despojos, como pensavam. 

Tanto a vitória quanto os despojos são um presente gracioso de Deus (e, desta forma, sem méritos). 

Deus deu os despojos da mesma forma que deu a vitória. 

Como, então, eles podem fazer esta reclamação como se merecessem alguma coisa?

A vitória de Davi e seus homens sobre os amalequitas, na realidade, foi uma vitória de Deus. 

É claro que os homens desempenharam seu papel, mas, em última análise, foi uma vitória de Deus. 

Que os homens não ousem tomar o crédito (e as recompensas) por aquilo que Deus faz. 

A vitória é do grupo todo, e o grupo é bem maior do que os 400 homens. 

Quando Davi emprega a palavra nos, parece claro que ele inclui todos os 600 homens. 

Ele cuida para que os despojos sejam igualmente distribuídos entre todos os 600 homens. 

Mesmo resmungando, os homens obedeceram a Davi. 

No futuro, o costume de dividir o despojo de guerra por igual viria a ser lei em Israel.

No entanto, eles não ficam com todos os despojos desta vitória. 

De volta a Ziclague, Davi teve a ideia de adquirir algum capital político com a batalha que vencera: pegou parte do despojo e enviou aos líderes das cidades de Judá que lhe eram simpáticos (de Betel, Ramá, Jatir, Aroer, Sifmote, Estemoa, Racal, Horma, Borasã, Atace, Hebrom), com uma mensagem:

Caros amigos,
Aqui vai um pequeno presente. É parte do despojo que tiramos dos inimigos de nosso Deus.
Att. Davi.

Estas cidades talvez tivessem sido atacadas pelos amalequitas e sofrido algumas perdas. Talvez alguns despojos sejam deles.

A decisão de Davi tem um longo alcance, muito maior do que ele possa imaginar neste momento. 

Muitas decisões têm longo alcance.

Ele jamais imaginou, por exemplo, qual seria o resultado de fugir para o território filisteu. 

Ele jamais imaginou as conseqüências de enfrentar Golias e matá-lo. 

No calor do momento, Davi tinha uma decisão a tomar. 

Deveria fazer a vontade de uns poucos homens maus e filhos de Belial, deixando-os dividir os despojos só entre os 400? 

Ou deveria ficar firme naquilo que é certo? 

Davi escolhe ficar firme naquilo que é certo, e nesse processo, ele estabelece um princípio que subsistirá além dele. 

O bem ou o mal que escolhemos estabelece um precedente para o futuro.

Davi era muito sábio: sabia que sua estada na Filistia não era para sempre, e que precisaria de todo o apoio que conseguisse no dia em que tivesse que retornar a Israel. 

Não sabia, porém, que algo que acontecera enquanto ele derrotava os amalequitas faria com que seu retorno à terra natal se desse mais cedo do que esperava.

Veremos isso na próxima postagem. 

Em Cristo! 

A seguir: Saul pede por suicídio assistido!
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