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1 Samuel 31: 7-10 - A covardia de Saul e a coragem de Jesus!


A covardia de Saul e a coragem de Jesus!

1 Samuel 31: 7-10

Ao ver que o exército israelita fora dizimado, e que a família real não existia mais, o povo que morava além do vale de Jezreel e a leste do Jordão abandonou suas cidades, que foram imediatamente ocupadas pelos filisteus.

Esta grande perda não só reduz o tamanho do exército de Israel, que reduz o tamanho de Israel.

É importante notar aqui que Israel, assim como Saul, está sendo divinamente disciplinado.

Você pode se lembrar que Saul era o rei dos israelitas exigiram no capítulo 8, e que sua demanda de ter um rei havia provas de que eles tinham rejeitado a Deus como seu rei (1 Samuel 8:7-8 ).

Não é só pelos pecados de Saul que Israel é derrotado e muitos morrem; é para os pecados de Israel também.

No dia seguinte, voltando ao monte Gilboa para despojar os mortos, os filisteus encontraram os cadáveres de Saul e seus filhos.

Cortaram, então, a cabeça do rei e o despojaram de suas armas.

Enviaram, em seguida, mensageiros a toda a Filístia para espalharem a grande notícia.

Depois levaram as armas do rei morto e a expuseram no templo de Astarote, e seu corpo decapitado foi pregado nos muros da cidade de Bete-Sã.

Tudo isso para zombar não só de Saul. mas de seu Deus.
As indignidades que Saul sofre na morte não poderia ser pior.

UM ATO DE HEROÍSMO
(31:11-13)

Ao saberem dessa humilhação final, os habitantes da cidade de Jabes, em Gileade, ficaram muito indignados.

Os corpos de Saul e seus filhos, suspensas na parede da cidade de Bete-Sã, estavam lá para serem ridicularizados.

As pessoas desta cidade guardam boas memórias de Saul e sua contribuição para eles. 

Todos se lembravam de quando Saul, então um rei ainda relutante, os ajudara contra os amonitas que invadiram sua cidade. 

O incidente é descrito em 1 Samuel 11.

Sentiam-se em dívida para com o rei morto, e resolveram resgatar seu corpo.

Naquela mesma noite, alguns dos homens mais corajosos de Jabes-Gileade foram até Bete-Sã e tiraram de seus muros os corpos de Saul e seus filhos. 

Carregaram os cadáveres até Jabes, onde foram queimados e enterrados sob uma tamareira, um magnífico gesto de apreço e respeito por parte deles.

Em sinal de luto pela morte da família real, jejuaram por sete dias.

Infelizmente a história de Saul não é um conto de "felizes para sempre".

Mas é assim como tudo termina para Saul.

Saul morreu, como Deus disse que faria.

O momento da morte de Saul foi previsto por Deus. 1 Samuel 28.

Saul morre da maneira Deus disse que faria. 

Ele morre nas mãos dos filisteus e amalequita.

Saul morre de uma maneira inteiramente consistente com a maneira como ele viveu sua vida.

Mesmo no final de sua vida, Saul realmente não morre como um homem de coragem.

Ele não quer sofrer a dor, e por isso ele pede outros para tirar sua vida e ainda tenta matar a si mesmo.

A palavra de Deus é absolutamente confiável.

Deus fará com que suas promessas sejam cumpridas.

Mas há algo mais importante para se mencionado aqui.

Deus colocou Saul à morte não apenas para cumprir suas advertências sobre ele, mas também para cumprir Suas promessas sobre Davi.

MORTE DE SAUL X MORTE DE JESUS
É interessante notar aqui um contraste na morte de Saul e de Jesus Cristo.

O pecado de Saul e seu desejo de morrer é egoísta, seu pecado traz não só a sua própria morte, mas também a morte de seus filhos e muitos israelitas, e o sofrimento de muitos mais.

A liderança de Saul não é uma bênção, mas uma maldição para Israel.

Agora veja quão diferente foi a morte de nosso Senhor;

Não era o desejo de Jesus morrer, humanamente falando.

Ele não era um suicida.

Ele orou no Jardim do Getsêmani "Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” (Mateus 26:39).

Ele morreu em obediência à vontade do Pai, não em desobediência (Mateus 26:39; João 6:38; Filipenses 2:3-8).

Ele não morreu para salvar-se da dor; mas de tanto suportar a dor que nós merecíamos como punição por nossos pecados (Isaías 53; 2 Coríntios 5:21; Hebreus 2:17-18).

É por isso que Ele recusou o vinho misturado com fel (Mateus 27: 33-34).

Ele não estava disposto a tomar qualquer "medicação", que aliviasse a dor.

Sua morte não é um trágico fracasso de sua parte, que nós tentamos esquecer (como com um suicídio), mas um magnífico sacrifício por nós, que celebramos a cada semana durante nossos encontros nas igrejas espalhadas pelo mundo.

Há muitas vezes um ponto de crise para a qual Deus leva o pecador, um ponto em que o suicídio pode ser considerado como uma saída.

As pessoas vêem o pecado que cometeram e sentem-se irremediavelmente ligados no poder, na culpa e consequências destes pecados.

Eles podem pensar que a morte (a sua morte por suicídio) é a única saída.

Mas esse não é o caminho para sair dos problemas, porque a morte acaba com a nossa oportunidade de se arrepender e sermos salvos. (Hebreus 9:27)

A solução para o seu problema não é morrer em pecado; é morrer para o pecado.

A única maneira que você pode fazer isso é pela fé em Cristo, quando você reconhece o seu pecado e confiança n'Ele que morreu em seu lugar, que sofreu a dor eterna por seus pecados.

É em Cristo que você morre para o pecado e entrar na vida eterna.

Se você nunca fez isso, faça agora.

Essa é a promessa de Deus para sua salvação.

Vamos aprender com a morte de Saul.

Em Cristo!

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1 Samuel 31: 5-6 - Saul se mata, mas não morre!


Saul se mata, mas não morre!

1 Samuel 31: 5-6

Saul desembainhou sua espada e lançou-se sobre ela, não satisfeito com a tragédia, e vendo seu senhor agonizando, o escudeiro resolveu acompanhá-lo e jogou-se contra sua própria espada, suicidando-se também.

O escudeiro morre, deixando Saul agonizando sozinho.

Como assim? Sozinho?

Saul não morreu ao se atirar sobre sua espada?

Não. Ainda não.

Esse segredo não é contado aqui, mas no primeiro capítulo de 2 Samuel.

O autor do nosso texto usa uma técnica popular muito usada por escritores de dramas de televisão.

Você se lembra de ver séries de televisão em que o herói está em uma situação muito precária e em seguida, de repente, algo terrível acontece, e o leitor é levado a pensar no pior? 

Aí vem de forma estratégica os comerciais, certo?

Mas de alguma forma, após o intervalo comercial, descobrimos que o herói realmente não morreu. 

Isto é o que nosso autor faz em 1 Samuel 31.

Somos levados a supor que Saul morreu aqui, seguido depois por seu escudeiro.

Então, de repente, no capítulo 1 de 2 de 2 Samuel, descobriremos que Saul não estava realmente morto ainda.

Bom, depois da técnica devidamente explicada, voltamos ao relato da história.

A primeira experiência de Israel com a monarquia chegava ao fim da forma mais melancólica possível: com Saul e seus filhos mortos, não havia sequer um herdeiro para o trono de uma nação dilacerada, sem exército nem moral.

É de se imaginar que alguns israelitas pensavam que o único jeito para manter a segurança de suas vidas, seria a anexação à Filistia como solução natural.

Os que mantiveram o orgulho, porém, acabaram provando ter razão: tempos de glória ainda esperavam pelo povo de Deus.

Em Cristo!

A seguir: A covardia de Saul e a coragem de Jesus!

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O terrorista mental - Cérebro Reptiliano


O terrorista mental - Cérebro Reptiliano 

Olá meu leitor;

Gravei um vídeo que faz parte de uma palestra que ministro sobre o cérebro trino.

Nessa palestra, mostro como o inimigo de Deus usa partes de nosso cérebro para 
dominar 
as pessoas.

A palavra de Deus nos aconselha a parte mais inteligente de nosso cérebro.

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua 
mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e 
perfeita vontade de Deus. 
Romanos 12:2

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for 
correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se 
houver algo de 
excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. 
Filipenses 4:8

Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente; pois o teu 
amor está sempre diante de mim, e continuamente sigo a tua verdade. 
Salmos 26:2-3

Infelizmente, a maior parte de nossas decisões são irracionais.

O que nos torna prezas fáceis de nossos próprios pensamentos irracionais.

Assista o vídeo e compartilhe com seus amigos.

Em Cristo!

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1 Samuel 31: 1-4 - Saul pede por suicídio assistido!


Saul pede por suicídio assistido!

1 Samuel 31: 1-4 

Nos livros de 1 e 2 Samuel, o autor conta sua história de uma forma semelhante à maneira como grandes redes de televisão cobrem os Jogos Olímpicos. 

Uma vez que muitos eventos diferentes são realizados ao mesmo tempo, não há como cobrir todos os acontecimentos de forma simultânea. 

Mas as maravilhas da comunicação moderna fornecem uma solução: Na última olimpíada, no Rio de Janeiro, podemos acompanhar as disputas de várias medalhas enquanto acompanhamos um jogo da seleção brasileira. 

Isso graças a todo aparato tecnológico das emissoras que a todo instante dividiam a tela da tv para compartilhar momentos importantes de outro esporte acontecia ao mesmo tempo. 

Assim os aficcionados por jogos olímpicos poderiam assistir em tempo real tudo que estava acontecendo em outras modalidades.

O autor do 1 Samuel guardadas as devidas proporções, fez algo semelhante. 

Ele foi simultaneamente cobrindo a vida de dois homens - Saul e Davi - que na maioria das vezes estavam sempre em dois lugares diferentes. 

Seu interesse principal não é deixar de fora uma sequência cronológica dos eventos na ordem exata em que ocorrem, mas sim contar a história de uma forma que contrasta Saul com Davi. 

Podemos ter a certeza há uma ligação muito clara entre a morte de Saul e a vida da pessoa que lê essa história escrita séculos atrás. 

Além disso, o nosso texto levanta uma das mais quentes questões morais e legais do nosso tempo. 

Fique comigo nas próximas postagens, à medida que tentamos compreender o significado e mensagem desta passagem para as nossas vidas.

O AMBIENTE

Davi estava muito ocupado lutando com os amalequitas quando, longe dali, os filisteus atacaram Jezreel com força total com a ordem de não deixar prisioneiros vivos. 

Os israelitas não conseguiram resistir por muito tempo: saíram em debandada e acabaram cercados no monte Gilboa, onde foram impiedosamente massacrados.

Saul pode fugia para um local mais alto, enquanto olhava em terror seus filhos tentando fornecer uma última linha de defesa para o seu pai. 

Enquanto matavam a maior parte dos soldados, os filisteus procuravam identificar aqueles que faziam parte da família real.

Primeiro mataram os três príncipes: Abinadabe, Malquisua e Jônatas, o grande amigo do exilado Davi. 

Imediatamente um pelotão de flecheiros saiu no encalço do rei. 

O ÚLTIMO PEDIDO DE SAUL

Uma série de flechas dos filisteus acertam Saul deixando-o gravemente ferido. 

De um jeito ou de outro, Saul sabe que sua morte está próxima.

Muito fraco devido a uma elevada perda de sangue e sabendo que não tinha como escapar, Saul teve mais um daqueles surtos de loucura, falando para seu escudeiro:

_ Rápido, rapaz! Tira sua espada e me atravessa com ela, para que eu não morra nas mãos destes incircuncisos.

_ Que Isso, majestade? Erguer a mão contra o ungido de Deus? Jamais! 
Saul está desesperado. 

Ele não tem forças para lutar contra os filisteus e muito menos força levantar sua pesada espada para acabar com sua própria vida. 

Esse pedido de Saul, levanta uma das mais quentes questões morais e legais do nosso tempo, suicídio assistido.

Em tribunais e órgãos legislativos do Brasil e em outras partes do mundo, os homens estão lutando com a questão do suicídio assistido.

Seria útil para a nossa consideração se fomos muito claros na nossa definição de suicídio assistido.

Suicídio assistido na TV Suíça

Eu encontrei esta definição na Internet;

O suicídio assistido ocorre quando uma pessoa, que não consegue concretizar sozinha sua intenção de morrer, e solicita o auxílio de um outro indivíduo.

O suicídio assistido não é a mesma coisa que a eutanásia

A eutanásia é tirar a vida de outra pessoa, sem o seu pedido ou consentimento. 

O suicídio assistido é iniciado e solicitado por aquele que deseja morrer. 

O suicídio assistido não está permitindo que a morte para tome seu curso natural, tomando medidas especiais.

O pedido Saul é um suicídio assistido. 

Nosso texto deixa claro que ele está errado ao fazê-lo. 

Ele está errado, porque ele está a tentando minimizar e alterar a dor do julgamento divino. 

Ele quer morrer de uma maneira que é diferente do que Deus predisse. 

Ele está errado, porque ele está tentando matar o ungido do Senhor.

Você lembra que Saul tentou matar Davi com sua lança (pelo menos duas vezes)?

Se Deus não permitiu Saul de tirar a vida de Davi, o ungido de Deus, não permitiu também a Saul  de tirar sua própria vida, pois ele também apesar de seus pecados, é o ungido de Deus. 
 
A verdadeira razão para Saul solicitar o suicídio assistido é dado no seu segundo pedido: ele não quer sofrer a dor. 

Ele quer morrer para acabar com a dor, para acabar com seu sofrimento. 

Sem rodeios, ele está mais interessado em evitar a dor do que em obedecer a Deus (não prejudicar o ungido de Deus). 

Assim como Saul estava disposto a matar Davi por causa da "dor" que causou ele, agora ele está disposto a se matar por causa da "dor" ele está sofrendo.

Depois da recusa de seu escudeiro em apoiá-lo no suicídio assistido, Saul percebe que há uma coisa que ele pode fazer; simplesmente cair sobre sua pesada espada, o que ele prontamente faz. 

E será que funciona?

É o que veremos na próxima postagem!

Em cristo!

A seguir: Saul se mata, mas não morre!
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1 Samuel 30: 21-31 - Dividindo os despojos ou quase se dividindo

Dividindo os despojos ou quase se dividindo

1 Samuel 30: 21-31

No fascinante  livro intitulado Shantung Compound, Langdon Gilkey descreve como o confinamento afetou a vida das pessoas que foram mantidas em Shantung Compound, um antigo acampamento de igreja mal adaptado para alojar todos estrangeiros ocidentais que residiam na China durante a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial. 

Homens de negócio, diplomatas, professores, missionários e muitos outros ficaram confinados juntos em alojamentos precários. 

Não era bem um campo de prisioneiros; parecia mais uma prisão de segurança mínima. 

As condições eram tais que Shantung Compound revelou o que havia de pior, e de melhor, daqueles que ali se encontravam. 

O autor do livro era um dos que ficaram nestas instalações.

Quando o Natal se aproximava, um veículo da Cruz Vermelha chegou lotado de suprimentos para os reclusos de Shantung Compound. 

Alguns poderiam pensar que a distribuição desses suprimentos seria uma coisa fácil, que só precisariam dividir o número de pacotes pelo número de pessoas. 

Se fossem 600 pessoas e 1200 pacotes, cada pessoa receberia 2 pacotes. 

No entanto, esta tarefa simples e “automática” acabou se transformando num enorme problema. 

Veja, alguns americanos perceberam que os pacotes eram da Cruz Vermelha Americana, e consideraram que haviam sido designados especificamente para eles, americanos. 

Eles argumentaram que os pacotes deveriam ser igualmente divididos entre eles. 

Se alguém quisesse dividir seus presentes com os outros, era um direito seu.

Na história que estudaremos nessa postagem, contida no capítulo 30 de 1 Samuel acontece algo muito parecido. 

Aquilo que à primeira vista parece ser uma história “antiga e longínqua” tem relevância e aplicação direta às nossas próprias vidas hoje. 

A vitória é conquistada e tudo o que havia sido perdido foi recuperado. 

Na realidade, Davi e seus homens não recuperaram só o que haviam perdido, eles conquistaram também uma porção de coisas mais. 

Eles conquistaram os despojos que os amalequitas haviam obtido em suas invasões às cidades filistéias e israelitas. 

Estes despojos agora representam o principal problema de Davi. 

Quando chegaram ao ribeiro de Besor, os duzentos homens que ali haviam ficado aproximaram-se. 

Davi cumprimentou-os normalmente, mas alguns de seus soldados, pouco mais avarentos, começaram a confabular:

_ Esses caras nem foram com a gente, não merecem o despojo da batalha.

_ É verdade. Cada um que pegue sua mulher e seus filhos e vá embora.

O raciocínio deles é: somente 400 homens lutaram de verdade; os outros 200 não tiveram parte na batalha ou na vitória conquistada. 

Aos 200 deveria ser devolvido aquilo que perderam. 

Mas não deveriam receber uma parte dos despojos extras da guerra, dos despojos que os amalequitas tomaram dos filisteus e israelitas. 

Estes despojos deveriam ser repartidos só entre os 400 guerreiros. 

A recusa destes homens em partilhar os despojos com os outros 200 parece ter como base algumas suposições errôneas:

Davi não deixa que prevaleçam. 

Ele se dispõe a tratar de suas exigências e administra tudo muito bem. 

Ele se recusa a permitir que façam as coisas do seu jeito, enquanto lhes mostra por que estão errado em sua exigência. 

_ Calem a boca! Deus nos deu essa vitória. Não há como concordar com o que vocês estão dizendo. O despojo será dividido em partes iguais, e quem ficou para trás com a bagagem receberá o mesmo tanto que aqueles que foram à batalha.

Para Davi, eles não mereciam estes despojos, como pensavam. 

Tanto a vitória quanto os despojos são um presente gracioso de Deus (e, desta forma, sem méritos). 

Deus deu os despojos da mesma forma que deu a vitória. 

Como, então, eles podem fazer esta reclamação como se merecessem alguma coisa?

A vitória de Davi e seus homens sobre os amalequitas, na realidade, foi uma vitória de Deus. 

É claro que os homens desempenharam seu papel, mas, em última análise, foi uma vitória de Deus. 

Que os homens não ousem tomar o crédito (e as recompensas) por aquilo que Deus faz. 

A vitória é do grupo todo, e o grupo é bem maior do que os 400 homens. 

Quando Davi emprega a palavra nos, parece claro que ele inclui todos os 600 homens. 

Ele cuida para que os despojos sejam igualmente distribuídos entre todos os 600 homens. 

Mesmo resmungando, os homens obedeceram a Davi. 

No futuro, o costume de dividir o despojo de guerra por igual viria a ser lei em Israel.

No entanto, eles não ficam com todos os despojos desta vitória. 

De volta a Ziclague, Davi teve a ideia de adquirir algum capital político com a batalha que vencera: pegou parte do despojo e enviou aos líderes das cidades de Judá que lhe eram simpáticos (de Betel, Ramá, Jatir, Aroer, Sifmote, Estemoa, Racal, Horma, Borasã, Atace, Hebrom), com uma mensagem:

Caros amigos,
Aqui vai um pequeno presente. É parte do despojo que tiramos dos inimigos de nosso Deus.
Att. Davi.

Estas cidades talvez tivessem sido atacadas pelos amalequitas e sofrido algumas perdas. Talvez alguns despojos sejam deles.

A decisão de Davi tem um longo alcance, muito maior do que ele possa imaginar neste momento. 

Muitas decisões têm longo alcance.

Ele jamais imaginou, por exemplo, qual seria o resultado de fugir para o território filisteu. 

Ele jamais imaginou as conseqüências de enfrentar Golias e matá-lo. 

No calor do momento, Davi tinha uma decisão a tomar. 

Deveria fazer a vontade de uns poucos homens maus e filhos de Belial, deixando-os dividir os despojos só entre os 400? 

Ou deveria ficar firme naquilo que é certo? 

Davi escolhe ficar firme naquilo que é certo, e nesse processo, ele estabelece um princípio que subsistirá além dele. 

O bem ou o mal que escolhemos estabelece um precedente para o futuro.

Davi era muito sábio: sabia que sua estada na Filistia não era para sempre, e que precisaria de todo o apoio que conseguisse no dia em que tivesse que retornar a Israel. 

Não sabia, porém, que algo que acontecera enquanto ele derrotava os amalequitas faria com que seu retorno à terra natal se desse mais cedo do que esperava.

Veremos isso na próxima postagem. 

Em Cristo! 

A seguir: Saul pede por suicídio assistido!
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1 Samuel 30:16-20 - A operação resgate de Davi!



A operação resgate de Davi! 

1 Samuel 30:16-20

O escravo egípcio, então, guiou Davi e seus homens até o lugar onde estavam os amalequitas. 

Não havia mais necessidade de tentar seguir o rastro do bando de salteadores. 

Graças ao escravo egípcio que eles reanimaram, agora seriam guiados ao acampamento amalequita. 

Quando Davi e seus homens chegam ao acampamento, encontraram os amalequitas totalmente vulneráveis. 

Afinal, eles acreditavam m que os filisteus (junto com Davi e seus homens), e os israelitas, estivessem bem longe, em guerra na região norte. 

Quem viria atrás deles? 

Eles festejam então missão bem-sucedida; agora estão em casa, onde podem se esbaldar com o resultado de suas vitórias. 

Achando que estavam longe de qualquer perigo, os amalequitas estão espalhados sobre toda a região (verso 16), o que dá a entender que não estão agrupados, o que seria a melhor posição defensiva (nos filmes de faroeste as carroças sempre andavam em círculos quando estavam sendo atacadas, colocando as mulheres e as crianças no meio).

Além do mais, eles estão comendo, bebendo e dançando. 

Em resumo, estão tão bêbados que mal conseguem ficar em pé, quanto mais lutar.

O motivo de tanta comemoração era a grande quantidade de despojos que haviam tomado das terras atacadas.

Este era o acampamento principal dos amalequitas, então havia muito mais pessoas do que apenas um bando de salteadores. 

Portanto, Davi e seus homens estava em grande desvantagem. 

No entanto, devido ao estado de embriaguez dos amalequitas, eles eram presas fáceis. 

Aproveitando o despreparo e embriaguez dos amalequitas, Davi desceu para atacá-los. 

A batalha começou ao pôr-do-sol e só foi terminar no começo da tarde do dia seguinte. 

Ao final, com exceção de quatrocentos rapazes que fugiram montados em camelos, todos os amalequitas estavam mortos. 

A vitória fora relativamente fácil: embora estivessem em muito maior número, os amalequitas eram apenas arruaceiros do deserto, que se divertiam saqueando cidades e povoados desguarnecidos. 

Não tinham qualquer preparo militar, e portanto não eram páreo para os bem treinados israelitas exilados na Filistia e protegidos por Deus.

Tudo o que haviam saqueado foi recuperado intacto, e todas as pessoas raptadas estavam a salvo. 

Davi pegou suas esposas e tomou o caminho de volta a Ziclague, com seus quatrocentos soldados felizes com suas famílias, e com todo o gado recuperado, além do despojo.

Exatamente como Deus mostrou, eles alcançaram os inimigos e prevaleceram. 

Esta missão não poderia ter sido mais bem sucedida.

Todos estavam felizes por recuperar não só suas famílias e tudo o que lhe pertenciam, mas também os despojos dos amalequitas.

Mas essa alegria durou apenas até o momento em que encontraram-se com os duzentos que haviam ficado no ribeirão de Besor.


O motivo, veremos na próxima postagem...

Em Cristo!

A seguir: Dividindo os despojos ou quase se dividindo

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1 Samuel 30: 7-15 - Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi


Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi 

1 Samuel 30: 7-15

Davi pede ao Senhor que revele se ele deve, ou não, perseguir aqueles que levaram seus entes queridos. 

Então ele disse ao sacerdote Abiatar, filho de Aimeleque:

_ Abiatar! traz lá aquele seu manto sacerdotal para que possamos consultar a Deus. 

_ A estola sacerdotal, com o Urim e o Tumim?

_ Isso mesmo. 

E Abiatar trouxe. 

Então Davi perguntou a Deus, o Senhor:

_ Devo ir atrás desses invasores? Conseguirei pegá-los?

Deus respondeu:

_ Vá atrás deles. Você os pegará e libertará os prisioneiros.

Animados com a chancela divina, os homens se levantaram e acompanharam Davi. 

Saíram em marcha acelerada no rastro do inimigo. 

É importante lembrar das condições físicas e mentais destes homens. 

Eles tinham acabado de chegar de uma viagem de quase 100 km de Afeca até Ziclague, sem dúvida apertando o passo para chegar logo em casa. 

Eles não viam a hora de descansar em Ziclague quando chegassem.

Então, ao encontrar seus entes queridos sequestrados, seu gado roubado e sua cidade destruída pelo fogo, eles além de cansados da viagem, e de gastar a energia que lhes restavam de tanto chorar, agora eles saem em perseguição de seus inimigos. 

O grupo de salteadores tem uma vantagem considerável, e seus rastros estão esfriando e podem facilmente desaparecer no deserto. 

Se devem ser alcançados a tempo de salvar seus entes queridos, Davi e seus homens precisam andar logo.

Então Davi e seus homens marcham a passos largos.

À medida que o tempo passa e o calor do sol os afeta, eles vão ficando cansados. 

Quando chegam ao ribeiro de Besor, um terço dos homens simplesmente não aguenta continuar a caminhada. 

Simplesmente, sem forças para continuar, duzentos homens desmoronam ali próximo ao ribeiro, incapazes de sair do lugar. 

Mesmo que sigam em frente, só retardarão os demais. 

Então Davi decide prosseguir junto com os outros 400 homens, deixando a maior parte da bagagem para trás com os que ficam, a fim de se moverem mais rápido, gastando menos energia.

O rastro tinha esfriado. Parece que Davi e seus homens nem mesmo sabem quem são os salteadores. 

Eles devem estar se perguntando que direção devem tomar. 

Nesse momento crucial, “acontece” justamente deles cruzarem com um homem que tinha sido deixado semimorto naquela região. 

Pelo sotaque e pela pele tisnada, dava toda pinta de ser egípcio. 

Levaram-no até Davi e lhe deram pão, água, figos e passas. 

O homem está tão fraco que mal consegue falar. 

Para alguns pode parecer ”perda de tempo” o fato Davi e seus homens pararem e prestarem socorro a este homem. 

Se é por absoluta compaixão (fazendo de Davi uma espécie de bom samaritano), seus esforços são bem recompensados. 

Pão e água, um pedaço de pasta de figo e uvas passas trazem este homem de volta à vida, uma vez que ele passou três dias e três noite sem comer, nem beber.

Quando finalmente o homem tem força suficiente para falar, Davi começa a lhe fazer perguntas. 

_ Quem é você? Para quem trabalha? De onde veio?

_ O patrão me abandonou porque eu fiquei doente. Também não era pra menos, né? Eu já tenho saúde fraca, e eles ainda inventam de sair fazendo baderna por todo canto, sem descansar.

_ Eles? — perguntou Davi — Quem são eles? Que baderna?

_ Os amalequitas, majestade. Veja você, atacamos os queretitas, depois Judá, as terras de Calebe, botamos fogo em Ziclague…

_ Ah, então foram vocês!

_ Bom, modo de dizer, né? Eles, os amalequitas. Eu sou só um escravo.

_ Hum. Será que você conseguiria nos guiar até onde está essa tropa?

_ Até consigo. Mas só se o senhor jurar que não vai me matar nem me entregar para o patrão.

_ Tudo bem, tudo bem. Não te mato, não te entrego. Agora me leve até onde eles estão.

As respostas animaram o espírito de Davi e seus homens.

Este servo semimorto dá nova vida à busca de Davi pelo bando amalequita e seus prisioneiros.

Em Cristo!

A seguir: A operação resgate de Davi! 
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Animação forte e muito real, sobre a morte de Jesus!


Morte e ressurreição de Jesus! 

Assista essa incrível animação muito real, sobre a morte e ressurreição do Coach da vida. 


Prepare-se, as imagens são muito fortes.


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I Samuel 30:1-6 - O assalto em Ziclague


O assalto em Ziclague

I Samuel 30:1-6 

Mas não demora muito para que a notícia de que os filisteus estão em indo na direção norte para travar uma grande batalha contra Israel se espalhe. 

Os amalequitas, que pareciam fazer dos ataques às cidades filistéias e israelitas do sul um meio de subsistência (não muito diferente de Davi), não poderiam ter recebido notícia melhor. 

Uma vez que os homens em idade de combate tinham ido para guerra, poucos ou nenhum ficaram para defender as cidades israelitas e filistéias, incluindo Ziclague

Com a decisão de Aquis de mandar Davi de volta a Ziclague, Saul e Davi começaram a viver duas realidades bem distintas.

Saul, um rei aflito, perturbado pelas tenebrosas premonições do finado Samuel, sem nada a fazer a não ser esperar a derrota de Israel e sua própria morte;

Davi um homem feliz, livre do peso de combater os seus, sem que para isso precisasse acovardar-se, liderando seus homens leais de volta à paz de sua cidade. 

Enquanto Saul esperava em Jezreel pelo inevitável desfecho da guerra e de sua vida, Davi chegava a Ziclague pensando apenas em descansar e ficar com suas famílias.

Mas o tão esperado descanso, porém, teria que esperar: Ziclague estava em ruínas, ou melhor em chamas. 

Enquanto Davi e seus homens estavam sendo passados em revista junto com o exército filisteu (29:2), os amalequitas estavam saqueando Ziclague

Os salteadores levam todo o gado e todos os bens, raptam todas as mulheres e crianças, e queimam totalmente a cidade.

Quando Davi e seus homens se aproximam de Ziclague, ficam horrorizados ao ver que a cidade fora destruída e suas famílias levadas cativas. 

O desespero de ignorar o que acontecera a suas famílias foi demais mesmo para homens como eles, guerreiros forjados no deserto e nas montanhas de Israel.

Ninguém foi morto, mas tudo o que tinha vida foi levado. 

Era para eles de pouco conforto, que suas famílias ainda estivessem vivas. 

Cada um imaginava o que poderia estar acontecendo (ou que acontecerá em breve) com suas esposas e filhos. 

Na melhor das hipóteses eles se tornariam escravos, para um trabalho duro e algum tratamento cruel. 

Na pior... eles nem queriam nem pensar. 

As duas esposas de Davi também foram levadas.

Os seiscentos guerreiros não suportaram tamanha tragédia, caindo em prantos entre os destroços e as cinzas ainda quentes da cidade. 

A revolta era tão grande que alguns dos soldados começaram a falar em apedrejar Davi, tamanho era seu desespero. 

Naquela situação difícil, Davi precisava pensar rápido para salvar sua pele e, se possível, remediar a situação. 

Resolveu apelar para um poder superior:

Como sempre, a tragédia faz o coração de Davi se voltar para Deus. 

Este capítulo é outro de seus melhores momentos. 

Primeiro ele se fortalece no Senhor, depois recorre a Ele para uma orientação específica a respeito de suas famílias e daqueles que os raptaram. 

Davi pede ao Senhor que revele se ele deve, ou não, perseguir aqueles que levaram seus entes queridos. 

Se persegui-los, ele os alcançará? 

A resposta a estas perguntas veremos na próxima postagem…

Em Cristo!

A seguir: Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi 

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