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Gênesis 44:1-13 - José do Egito: O falso furto do copo de prata


José do Egito: O falso furto do copo de prata

Gênesis 44:1-13


V:1,2 Depois disso José deu ao administrador da sua casa a seguinte ordem:

_ Encha de mantimento os sacos que esses homens trouxeram, o quanto puderem carregar, e ponha na boca dos sacos o dinheiro de cada um. E, na boca do saco de mantimentos que pertence ao irmão mais moço, ponha o meu copo de prata, junto com o dinheiro que ele pagou pelo seu mantimento.

O administrador fez tudo como José havia mandado.

Esta seria a prova final e decisiva de José antes de revelar-se a seus irmãos.

Seu propósito era criar uma situação pela qual legitimamente pudesse ter o direito de reter a Benjamin no Egito, de modo que seus irmãos pudessem ter uma desculpa para voltar a Canaã sem o favorito de seu pai.

Assim poderia saber sem nenhuma dúvida a que classe de homens eram eles agora.

Ou aceitavam a decisão de José de reter a Benjamin no Egito e voltariam a seu pai com a dolorosa mensagem de que devia aceitar a perda do filho, ou fariam todo o que estivesse a seu alcance para impedir uma desgraça tal.

V:3
De manhã bem cedo os irmãos de José saíram de viagem, com os seus jumentos.

V:4-6
Quando eles já tinham saído da cidade, mas ainda não estavam longe, José disse ao seu administrador:

_ Vá depressa atrás daqueles homens e, quando os alcançar, você já sabe o que fazer.

Quando o administrador os alcançou e disse;
_ Por que vocês pagaram o bem com o mal? Por que roubaram o copo de prata do meu patrão?Ele usa esse copo para beber e para adivinhar as coisas. Vocês cometeram um crime.

O copo de prata de José era um símbolo de sua autoridade, e os egípcios pensavam que tinha qualidades sobrenaturais: ao despejar água dentro do copo, seria possível interpretar os reflexos, bolhas, ondulações.

É pouco provável que José recorresse a isso, mas essa crença dava um valor adicional ao copo.

Ao acusar Benjamim de ter roubado o copo, José quis ver se seus irmãos iriam aproveitar a oportunidade para se livrar do seu irmão mais novo, filho de Raquel, ou se ficariam solidários com ele.

V:7,9
Eles responderam:
_ Por que o senhor está falando desse jeito? Nós não seríamos capazes de fazer uma coisa dessas! Nós lhe trouxemos de volta do país de Canaã o dinheiro que encontramos na boca dos sacos de mantimentos de cada um de nós. Então por que iríamos roubar prata ou ouro da casa do seu patrão? Se o senhor encontrar o copo com algum de nós, ele será morto, e nós ficaremos seus escravos.

V:10
Professando um exaltado sentido de equidade e justiça, o mordomo não aceitou pensar em castigar ao culpado tão rigorosamente como eles propunham.:

_ Concordo com vocês, mas só aquele com quem estiver o copo é que será meu escravo; os outros poderão ir embora.

V:11
Então eles puseram depressa os sacos de mantimentos no chão, e cada um abriu o seu.

V:12,13
O administrador de José procurou em cada saco de mantimentos, começando pelo do mais velho até o do mais moço.

Esta busca sistemática do mordomo deve ter lembrado a eles a surpresa do dia anterior quando se encontravam sentados de acordo com sua idade.

Também deve tê-los mantido tensos, pois o objeto perdido não foi encontrado até o último momento da busca.

Um depois de outro os homens foram achados inocentes.

Mediante gestos e provavelmente com palavras, devem ter expressado triunfo ante a crescente evidência da inocência que pretendiam.

No entanto, o objeto perdido foi encontrado no saco de Benjamin.

Com angústia e alarme diante de uma nova calamidade, rasgaram suas roupas em sinal de tristeza, colocaram de novo as cargas em cima dos jumentos e voltaram para a cidade.

Agora José poderia saber quais eram seus mais íntimos sentimentos para o favorito de seu pai, que tinha sido tão honrado pelo grande homem de Egito.

O entregariam como o tinham feito com José, e levariam à tumba com dor a seu velho pai?

Ou estariam dispostos a entregar sua própria liberdade e vidas para que ele pudesse voltar com segurança a seu pai?

Em Cristo;
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Gênesis:44:32-34 - José do Egito: O teste da gula


José do Egito: O teste da gula

Gênesis:44:32-34

V-32.
Serviram o almoço a José numa mesa e aos seus irmãos em outra.

E havia ainda outra mesa para os egípcios que estavam ali, pois estes, por motivos religiosos, eram proibidos de comer junto com os israelitas.

Os antigos egípcios sempre foram exigentes ao associar-se com estrangeiros. Consideravam-se a si mesmos como a classe mais elevada de seres humanos. Chamavam-se a si mesmos "povo" ao passo que viam como bárbaros a todos os demais, como a criaturas colocadas entre eles e o mundo animal.

A aversão aos estrangeiros se revelava notavelmente principalmente na gastronomia.

Por exemplo, os hebreus sacrificavam e comiam animais considerados sagrados pelos egípcios.

V-33.
Os irmãos se sentaram de frente para José.

Eles foram colocados por ordem de idade, desde o mais velho até o mais moço.

Quando viram isso, eles começaram a olhar uns para os outros, muito admirados, acreditando que José havia recebido uma comunicação sobrenatural quanto à idade deles.

O propósito de José, sem dúvida, era fazer mais mistério. Eles parecem ter percebido que Deus estava trabalhando naquela situação.

V-34.
Para tratá-los bem, serviram a eles da mesma comida que foi servida a José.

E para honrar especialmente a Benjamin, José lhe enviou porções escolhidas, cinco vezes maiores do que as servidas aos outros.

Benjamin foi o hospede de honra.

Na cultura Egípcia era comum para o anfitrião dar certas porções especiais de comida a alguns de seus hóspedes.

Isto era feito para demonstrar honra. Quanto mais comida fosse oferecida ao hóspede, mais honra lhe estava sendo demonstrada.

Quando grandes porções eram oferecidas o hóspede não era obrigado a consumir tudo.

José procurou testar a seus irmãos a fim de descobrir seus verdadeiros sentimentos para com Benjamin.

Desejava ver se eles invejavam e se aborreciam com seu irmão, como o tinham feito antes com ele mesmo.

José deve ter vigiado e prestado atenção para cada uma de suas atitudes. Que teste perspicaz foi este da parte de José.

Más felizmente, os filhos mais velhos de Jacó passaram no teste.

José se alegrou muito com as mudanças espirituais que viu neles, pois aparentemente eles tinham sido limpos do mal da inveja.

Entretanto, era necessário mais um teste...

Eles permaneceriam ao lado de Benjamim durante uma provação?

Eles se preocupariam mais com ele e com os sentimentos do pai do que com o bem estar próprio?

Veremos na próxima postagem.
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Gênesis 43:15-31 - José do Egito: O retorno dos irmãos ao Egito


José do Egito: O retorno dos irmãos ao Egito

Gênesis 43:15-31

V-15
Assim, os filhos de Jacó pegaram os presentes e o dinheiro em dobro e foram para o Egito, levando Benjamim.

Logo que chegaram, foram falar com José.

V-16.
Quando José viu que Benjamim estava com eles, disse ao funcionário administrador da sua casa:
_ Leve esses homens até a minha casa. Mate um animal e prepare um churrasco, pois eles vão almoçar comigo hoje, ao meio-dia.

Alguns escritos egípcios revelam que a carne bovina e a de ganso constituíam o principal alimento dos ricos no Egito e que se serviam consideráveis quantidades de carne nas comidas quando recebiam a visitantes.

O administrador cumpriu a ordem e levou os irmãos até a casa de José.

V-18.
Os irmãos de José entraram em pânico ao descobrir que iam ser levados à casa de José.

_ Trouxeram a gente para cá por causa do dinheiro que da outra vez foi colocado de volta nos sacos de mantimentos. Com certeza eles vão nos atacar, vão tomar de nós os nossos jumentos e obrigar a gente a trabalhar como escravos.

V-19,-22
Num esforço por evitar o que temiam, aproximaram-se ao mordomo na porta e lhe explicaram como tinham encontrado o dinheiro em seus sacos e que estavam preparados para devolvê-lo.

_ Por favor, senhor! Já viemos aqui uma vez para comprar mantimentos. Porém, quando chegamos ao lugar onde íamos passar a noite, abrimos os sacos de mantimentos, e na boca dos sacos cada um encontrou o seu dinheiro, sem faltar nada. Trouxemos esse dinheiro de volta e também temos mais dinheiro aqui para comprar mantimentos. Nós não sabemos quem colocou o dinheiro nos sacos de mantimentos.

V-23,24
Aí o administrador respondeu:

_ Fiquem tranqüilos, não tenham medo. O Deus de vocês e do seu pai deve ter posto o dinheiro nos sacos de mantimentos para vocês, pois eu recebi o dinheiro que pagaram.

O mordomo, aparentemente, conhecia o verdadeiro Deus, o Deus deles e de Jacó, provavelmente pelo testemunho de José.

Para tranqüilizá-los de seus temores, o administrador trouxe a Simeão e com verdadeira cortesia oriental os tratou como hospedes, dando-lhes água para lavar os pés e alimentos para seus animais de carga.

V-25,26
Os irmãos prepararam os presentes que iam entregar a José quando ele viesse, pois já sabiam que iam almoçar ali com ele.

Até que ao meio dia José chegou.

Este deve ter sido um momento dramático!

Quando José se apresentou diante deles, eles lhe entregaram os presentes que haviam trazido e se inclinaram até o chão, submissos, à sua frente.

V-27,28
Quando eles se endireitaram, José deve ter olhado firmemente para eles quando perguntou pelo seu pai.

_ E como vai o pai de vocês, aquele velho de quem me falaram? Ele ainda vive?

Eles responderam humildemente:
_ O seu humilde criado, o nosso pai, ainda está vivo e vai passando bem, magestade.

E novamente, abaixando a cabeça, se prostraram diante dele.

Sem se darem conta,estavam cumprindo os sonhos de José, aqueles sonhos que tinham incitado seu intenso ódio para com seu irmão.

V-29.
José afastou os olhos deles e, quando voltou a olhar, firmou a vista em seu irmão Benjamim fazendo como se o estivesse vendo pela primeira vez, perguntou;

_ É esse o irmão mais moço de vocês, de quem me falaram? Que Deus o abençoe, meu filho!

V-30,31.
Ao ver o seu irmão, José ficou tão emocionado, que teve vontade de chorar, e ainda não querendo revelar quem ele era aos seus irmãos, foi para o seu quarto e ali chorou.

Nesta cena vemos que o amor de José por sua família não havia esfriado.

Esta foi à segunda ocasião na qual José foi embargado pela emoção.

A primeira tinha sido quando seus irmãos falaram de sua crueldade para com ele.

Como já pudemos notar José não estava brincando de alguma maneira com os seus irmãos, e nem mesmo queria desnecessariamente impor medo neles. O seu amor era mesclado com sabedoria. Abraçar seus irmãos sem ter conhecimento do caráter deles seria um convite a futuros problemas.

Recuperando sua postura, lavou o rosto, voltou a reunir-se com seus irmãos e ordenou que servissem o almoço, pois ainda queria submetê-los a mais um teste.

Em Cristo;

A seguir, José do Egito: O teste da gula
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Gênesis 43: 1-14 - José do Egito: Judá convence a Jacó


José do Egito: Judá convence a Jacó

Gênesis 43: 1-14

V1-2.
Enquanto abrimos esta postagem, Simeão está preso no Egito e a família de Jacó novamente está sem comida.

E quando já tinham consumido todo o trigo trazido de Egito, Jacó pediu a seus filhos que voltassem ao Egito por "um pouco de alimento".

_ Vamos lá gente. Não fiquem aí parados, voltem ao Egito e comprem mais um pouco de alimento para nós.

Os filhos mesmos não tomaram a iniciativa, pois sabiam a inutilidade de voltar sem Benjamin e a indubitável impossibilidade de fazer seu pai mudar de ideia.

Judá, convertendo-se no porta-voz dos outros lembrou:

_ Aquele homem deixou bem claro que, se o nosso irmão não fosse junto com a gente, ele não nos receberia.

Judá, o quarto filho de Jacó, foi o porta-voz nesta ocasião porque Ruben  o maior dos filhos de Jacó, já não era mais respeitado, Simeão estava na prisão egípcia, e possivelmente Levi tinha perdido a confiança de seu pai como resultado de sua traição contra os siquemitas.

V:4,5
_ Se o senhor deixar que ele vá, nós iremos comprar mantimentos para o senhor. Se o senhor não deixar, não iremos. Aquele homem disse bem assim: "Eu só os receberei se vocês trouxerem o seu irmão mais novo."

V-6-10.
Jacó disse:
_ Por que vocês fizeram cair tamanha desgraça sobre mim? Por que foram dizer ao tal homem que tinham outro irmão? Será que vocês não pensam?

Eles responderam:
_ Aquele homem fez muitas perguntas a respeito de nós e da nossa família. Ele perguntou: "O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm mais um irmão?" Nós tivemos de responder às perguntas dele. Por acaso podíamos adivinhar que ele ia pedir que levássemos o nosso irmão?

Aí Judá disse ao pai:
_ Deixe o rapaz por minha conta. Nós partiremos agora mesmo, e assim ninguém morrerá: nem nós, nem o senhor, nem os nossos filhinhos.

_ Hum...

_ Eu fico responsável por Benjamim. Se eu não o trouxer de volta são e salvo, o senhor poderá pôr a culpa em mim. Serei culpado diante do senhor pelo resto da minha vida.

Jacó, devido a sua tristeza, parecia totalmente irracional. Ele sabia que eles necessitavam de comida, mas não podia suportar a ideia de se separar de Benjamim.
Judá acrescenta;
_ Se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes.

V-11.
Após a eloquente súplica de Judá, cuja lógica era irrefutável, Jacó se submeteu ao inevitável.

Judá parece ter crescido em caráter e confiança.
Jacó confiou a ele e não a Ruben, o mais velho, a responsabilidade de levar Benjamim para o Egito.

_ Já que não existe outro jeito, façam o seguinte: ponham nos sacos alguns presentes para aquele homem. Levem os melhores produtos desta terra: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, especiarias, nozes e amêndoas.

Jacó fez tudo o que lhe era possível para contribuir ao sucesso da viagem.

O presente que sugeriu teria de ser de produtos naturais de Canaã, produtos que fossem altamente apreciados no Egito.

12.
_ Levem também o dinheiro em dobro, pois vocês precisam devolver a quantia que foi encontrada na boca dos sacos de mantimentos que vocês trouxeram. Deve ter havido algum engano.

V-13,14
_ Levem o irmão de vocês e vão depressa encontrar-se outra vez com aquele homem.

Antes de sua partida, o ancião patriarca abençoou os seus dez filhos;

_ Que o Deus Todo-Poderoso faça com que ele tenha pena de vocês e deixe que o seu outro irmão e Benjamim voltem para casa.

Ainda que Jacó expressasse fé na proteção de Deus, sua declaração seguinte revela incerteza se Deus podia abençoar os seus maus filhos.

_ Quanto a mim, se tenho de perder os meus filhos, o que é que eu posso fazer?

Era um grupo capaz de qualquer coisa e podia se esperar que entrassem em dificuldades da maneira mais inesperada.

Com espírito de resignação, Jacó se submeteu à vontade divina, seja ela qualquer que fosse.

Em Cristo;
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Gênesis 42:27-38 - Os irmãos de José retornam a Canaã.


Os irmãos de José retornam a Canaã.

Gênesis 42:27-38

Por que José devolveu o dinheiro deles?

Será que ele pensou que eles precisariam de dinheiro em virtude da fome que assolava a terra?
É mais provável que ele queria aprofundar o interesse e preocupação deles.

Você vai notar no versículo 28, que este fato os leva a sentir que Deus estava trabalhando em suas vidas. Mais uma vez o arrependimento é o tema deste capítulo.

V-27,28
Quando chegaram ao lugar onde iam passar a noite, um deles abriu um saco para dar comida ao seu animal e viu que o seu dinheiro estava ali na boca do saco de mantimentos.

Ele disse aos irmãos:

_ Vejam só! O meu dinheiro está aqui no meu saco de mantimentos!

_ Você não os pagou?

_ Paguei! Eu acho que eles devolveram!

_ No Egito fomos acusados de espiões, será que vão nos acusar também de ladrões?

Todos ficaram muito assustados e, tremendo de medo, perguntavam uns aos outros:

_ Por que será que Deus está fazendo isso com a gente?

Tudo o que ocorreu, em conexão com viagem deles para o Egito, parecia despertar suas consciências de que Deus os estava julgando pelos pecados passados.

Qual a lição que podemos tirar daqui?

Nós nunca podemos cometer um pecado e achar que não vamos encará-lo novamente!

Se não houver arrependimento pelo pecado, somente podemos aguardar a culpa e o julgamento!

E em sua consternação e alarme acabaram se esquecendo de examinar o resto dos sacos.

V-29,30
Quando chegaram a Canaã, contaram a Jacó, o seu pai, tudo o que havia acontecido com eles:

_ Aquele homem, o governador do Egito, tratou a gente com brutalidade e nos acusou de termos ido ao seu país como espiões.

V-31,32
_ Aí nós respondemos que somos homens honestos, que não somos espiões, que temos família, falamos de José e de Benjamim que ficou aqui com o senhor.

V- 33-35
Cotaram também a Jacó o plano do governador de aprisionar um deles, de buscar a Benjamim, etc.

Então, quando despejaram os mantimentos, cada um achou na boca do saco um saquinho com o seu dinheiro.

Quando eles e o seu pai viram o dinheiro, ficaram aterrorizados.

V-36
Após escutar seu triste relato e ver o mau presságio do dinheiro devolvido, e compreendendo que estava prestes a perder um segundo filho, Jacó estourou num amargo lamento;

_ Vocês querem que eu perca todos os meus filhos? José não está com a gente, e Simeão também não está. Agora vocês querem levar Benjamim, e quem sofre com tudo isso sou eu?

37.
Aí Ruben disse ao pai:

_ Calma pai, deixe que eu tome conta de Benjamim; eu o trarei de volta para o senhor. Olha, se não trouxer, o senhor pode matar os meus dois filhos.

A oferta de Ruben representava um sacrifício supremo de sua parte, um oferecimento sincero, mas apressado.

Quem desejaria ver seu neto ser morto? Ruben era o primogênito, mas dá a aparência de ser um homem fraco de caráter e de pouca sabedoria.

Apesar de não ser o mais sábio dos filhos de Jacó, outra vez aparece como um homem de terno coração.

V-38
Mas Jacó recusou;

Tinha pouca confiança na capacidade deles para garantir o regresso a salvo de Benjamin;

_ O meu filho não vai com vocês, está decidido. José, o irmão dele, está morto, e só ficou Benjamim. Alguma coisa poderia acontecer com ele na viagem que vão fazer, e assim vocês matariam de tristeza este velho.

Jacó tinha lá as suas razões, pois estes filhos tinham lhe ocasionado muitas tristezas no passado.

Ruben por exemplo, tinha cometido um grave pecado, Simeão e Levi tinham assassinado à população de uma cidade, e a família de Judá era tão má que dois de seus filhos tinham morrido em sua juventude devido a sua impiedade.

Imaginem se ele soubesse que estes eram os responsáveis pelo sumiço de José?

Como podiam agora assumir a responsabilidade de levar a Benjamin até o Egito quando não existia a certeza de que voltaria a salvo?

Se tudo o que empreenderam na vida terminava em decepção ou desastre?

Eles estavam numa grande dificuldade, pois tinham só duas alternativas;

Conseguir a libertação de Simeão e salvá-lo de uma morte segura, ou ficar em Canaã e sofrer com a terrível fome.
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Gênesis 42:10-26 - O Encontro de José e seus irmãos – parte II


O Encontro de José e seus irmãos – parte II

Gênesis 42:10-26

V-10-14
O temor os induziu a reter seu orgulho e asseguraram sua completa inocência;

_ De modo nenhum, senhor. Nós, os seus criados, viemos apenas para comprar mantimentos e já estamos de saída.

Quando perceberam que a pretensão de se mostrarem como homens honrados não impressionou ao senhor egípcio, contaram então mais especificamente sobre a sua família.

E assim trataram de provar sua inocência;
_ Somos filhos de um mesmo pai. Nós não somos espiões, senhor! Somos gente honesta.

_ Mentira deslavada! Olha, um com mais cara de espião que o outro! Vocês vieram para ver os pontos fracos do nosso país.

_ Nós moramos em Canaã. Somos ao todo doze irmãos, filhos do mesmo pai. Mas um irmão desapareceu, e o mais novo está neste momento com o nosso pai.

_ É como eu disse: vocês são espiões.

Já que todos pertenciam a uma família que dificilmente poderia trazer um ataque hostil contra todo um reino, não havia uma verdadeira razão para suspeitar que fossem espiões, caso José não os conhecesse.

V-15-17
José aceitou a objeção, mas insistiu em que provassem o que diziam.

_ E o jeito de provar que vocês estão dizendo a verdade é este: enquanto o irmão mais moço de vocês não vier para cá, vocês não sairão daqui. Isso eu juro pela vida do rei!

_ Impossível senhor, nosso pai não vai permitir!

_ Um de vocês irá buscá-lo, mas os outros ficarão presos até que fique provado se estão ou não dizendo a verdade. Se não estão, é que vocês são espiões. Então eu os mato!

Dito isso, mandou prender os irmãos até que decidisse qual dos dez voltaria para pegar Benjamim.

V-18-20
Depois de três dias, José modificou sua atitude severa e foi falar com eles.

_ Olha, Eu sou uma pessoa que teme a Deus, portanto, vou deixar que vocês fiquem vivos. Eu estive pensando e vou fazer o contrário: Se de fato vocês são pessoas honestas, que um de vocês fique preso aqui e os outros nove voltem para buscar o irmão que falta, levando os mantimentos que comprarem. Tudo bem?

Esse “tudo bem?” foi, obviamente, uma pergunta retórica.

Quem eram eles para questionarem uma decisão do governador do Egito?

V-21,22
Quando compreenderam que o governador do Egito não os castigaria ou os mataria por uma mera suspeita, senão que os julgaria justamente, suas consciências começaram a pesar.

O governante de todo Egito tinha compaixão de sua família que sofria fome em Canaã, ao passo que eles tinham tentado deixar a seu próprio irmão numa cisterna para que morresse de fome.

À medida que estes e outros pensamentos similares passavam por sua mente, foram induzidos a reconhecer sua culpabilidade.

Sua própria desgraça lhes fez lembrar a angústia de seu irmão.

_ Tá vendo? -Disse um dos irmãos - Isso é castigo pelo que fizemos com José há vinte anos.

_ Eu bem que avisei - Respondeu Ruben - Falei para vocês não fazerem mal ao menino. Mas vocês me ouviram? Nãaaaao. E agora temos que pagar. Ô, vida!

V-23-26
Começaram então a discutir e jogar uns sobre os outros a culpa pelo que tinham feito ao irmão.

Nem se importavam com a presença de José, pensavam que não estava entendendo nada, mesmo porque ele só falava com eles através de um intérprete.

Más José ouviu tudo, então saiu disfarçadamente da presença deles e chorou. Suas lágrimas transbordavam de um coração cheio de compaixão e não de vingança.

Ele era verdadeiramente um homem espiritual. Ao lado do seu espírito de perdão, José também possuía uma força de caráter. Ao invés de parar e abraçar seus irmãos, ele continuou a executar seus planos.

Depois de muito chorar, voltou ao cárcere para anunciar sua decisão.

Passando por alto a Ruben  que comparativamente não tinha culpa, José escolheu a Simeão, o principal instigador do ato cruel a que José foi submetido.

A crueldade de Simeão tinha se manifestado em outras ocasiões também, como quando ele e Leví tinham exterminado aos siquemitas, lembram?

Quando Simeão foi preso diante dos olhos de seus irmãos, eles se viram obrigados a lembrar o que tinham feito a José.

O próprio José esperava que a compaixão deles por Simeão os animasse a voltar o mais rápido possível com Benjamin.

Depois de mandar amarrar Simeão na frente dos outros, ordenou aos servos que botassem o dinheiro dos irmãos de volta em suas sacolas de mantimentos, sem que eles percebessem.

Feito isso, os nove irmãos carregaram os jumentos e partiram de volta para Canaã.

Uma dúvida;

Por que José devolveu o dinheiro deles?

Será que ele pensou que eles precisariam de dinheiro em virtude da fome que assolava a terra?

Continuamos na próxima postagem.

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Gênesis 42:1-9 - O encontro de José e seus irmãos - parte I


O encontro de José e seus irmãos - parte I


V-1,2
A fome atingiu até mesmo a terra prometida e à medida que a seca ficava mais e mais severa, sofriam tanto os homens como os animais, então Jacó tomou a decisão de conseguir cereais no Egito para que sua família não morresse de fome.

Cereal era de importância vital naqueles dias: não só era essencial para os animais, mas era também o alimento principal do povo, pois continha toda a nutrição necessária e podia ser secado e conservado por muito mais tempo do que verduras, lacticínios ou carne.

Era tão valioso que em alguns lugares era usado como moeda.

Jacó então disse aos filhos:

_ Por que vocês estão aí de braços cruzados? Ouvi dizer que no Egito há mantimentos. Vão até lá e comprem cereais ao invés de ficarem parados olhando uns para os outros, esperando que algo aconteça.

A ideia de ir ao Egito deve ter perturbado aos irmãos de José. A lembrança do irmão perturbou suas consciências e os acovardou.

A consciência carregada de culpa é uma terrível companheira.

V-3.
Então por medida de segurança e para que voltassem com mais alimentos, dez dos irmãos de José foram até o Egito para comprar mantimentos.

A fome reinante no mundo fazia com que a possibilidade de assaltos a caravanas no deserto fossem uma realidade terrível nesta época.

V-4.
O caçula, Benjamim, não foi com eles, pois Jacó temia que algum mal lhes acontecesse no caminho.

Benjamim era o único sobrevivente de sua querida esposa Raquel e provavelmente havia tomado o lugar de José como filho predileto.

V-5.
Para aumentar a segurança, os filhos de Jacó foram comprar mantimentos junto com outras pessoas formando uma grande caravana de Cananeus.

V-6.
No Egito, todos os estrangeiros que chegavam para comprar mantimentos eram obrigados a ter uma entrevista com o governador geral, para negociar a compra dos cereais.

Já que a fome predominante nos países vizinhos trazia grande número de estrangeiros ao Egito, havia um cuidado especial com aqueles cuja presença representasse perigo ao país.

E quando os irmãos de José chegaram, foram levados até o governador e humildemente, se prostraram diante daquele poderoso personagem.

Lembram dos sonhos de José?

V-7,8.
Logo que José viu que estes eram seus irmãos, ele os reconheceu, mas fez de conta que não os conhecia.

Como eles que não o viam a mais de 20 anos, não o reconheceram.

José não só era bem mais velho, como tinha a aparência dos egípcios, usava roupas egípcias e seu rosto estava bem barbeado.

Falando em egípcio e com a ajuda de um interprete José lhes perguntou com voz dura (os egípcios tratavam mal os hebreus);

_ Posso saber de onde é que vocês estão vindo?

_ Viemos de Canaã, senhor para comprar mantimentos.

V-9.
Então José se lembrou dos sonhos que tinha tido a respeito deles e teve um plano.

_ Cambada de mentirosos! Vocês são espiões que vieram para ver os pontos fracos do nosso país!

O que? Se os orgulhosos e temíveis irmãos de José se ofenderam pela acusação que foi lançada contra eles?

Veremos na próxima postagem!
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José do Egito: Os Hicsos



José do Egito: Os Hicsos
As rebeliões de camponeses e escravos enfraqueceram a autoridade central no final do Médio Império, permitindo aos hicsos - um povo de origem caucasiana com grande poderio bélico que havia se estabelecido no Delta do Nilo – conquistar todo o Egito (c.1580 a.c.).


O período da ocupação Hicsa trouxe algumas vantagens para o Egito:

.Vulgarizaram o uso do bronze até então raramente empregado no país;
.Substituíram a liga de bronze importada, pela de cobre-arsênico;
.Introduziram a roda de oleiro aperfeiçoada;
.O tear vertical;
.O boi indiano (Zebu), mais resistente que o boi egípcio;
.Novas culturas de hortaliças e frutas até então desconhecidas no Egito;
.Uso do cavalo e do carro de guerra;
.A roda mais leve de arcos compostos;
.Novas formas de cimitarras - sabre oriental de lâmina curva;
.Novas armas e táticas militares;
.Forma de dançar modificada em relação aos períodos anteriores.

Os hicsos conquistaram e controlaram o Egito até 1580 a.C. quando o chefe militar de Tebas derrotou-os.

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FILMES SOBRE JOSÉ DO EGITO

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A seguir, José do Egito: Os Hicsos
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Gênesis 41:38-57 - José do Egito: De prisioneiro a Governador

José do Egito: De prisioneiro a Governador

Gênesis 41:38-57 

V: 38-57
O Faraó pensou, pensou, chegou a uma conclusão e chamou seus conselheiros.

_ E então? A ideia do hebreu é boa. Acho que não há ninguém melhor que ele para exercer esse cargo. E vocês, o que acham?

_ O que achardes, Majestade.

_ Como quiseres, Alteza.

_ Sua opinião é a verdade, ó Soberano.

Após ouvir a opinião de seus conselheiros...

_ José!

_ S-Sim, Alteza…

_Venha cá! Não poderíamos achar ninguém melhor para dirigir o país do que você, um homem em quem está o Espírito de Deus.

Disse mais o faraó:
_ Deus lhe mostrou tudo isso, e assim está claro que não há ninguém que tenha mais capacidade e sabedoria do que você.

E assim José ganhou o maior dos poderes no Egito, abaixo apenas do Faraó.

O soberano entregou seu anel sinete a José, de forma que a assinatura dele valesse tanto quanto a do Faraó.

O anel de selar que ele deu a José evidentemente levava uma pedra na forma de um escaravelho, com o nome do rei gravado nela, e se usava para pôr o selo real aos documentos.

Deu ainda a ele um colar de ouro e roupas de linho fino.

Como se não bastasse, desfilou junto com o hebreu em carro aberto pelo Egito reservado para a maior autoridade do Egito depois do rei e mandou que os seus homens fossem na frente dele, gritando: "Abram caminho, para passar José o governador do Egito”

Esta declaração é apropriada para o tempo dos hicsos, que introduziram os carros e os cavalos no Egito.

Não sabem quem foram os hicsos? Falarei então na próxima postagem.

Depois da carreata, ambos voltaram ao palácio.

_ José – Disse o faraó - agora só preciso trocar esse seu nome hebreu para algo mais egípcio para que você não se pareça tão estrangeiro ao povo.

O rei pôs em José o nome de Zafenate Panéia seu significado é: "O Deus fala para que ele viva".

E lhe deu como esposa Asenate, filha de Potífera, que era sacerdote da cidade de Heliópolis.

Indubitavelmente o Faraó procurou aumentar a honra de José e sua reputação perante o povo, mediante esse casamento.

O casamento de José com uma mulher egípcia não parece ter debilitado sua lealdade ao Deus de seus pais.

Os filhos que terá com esta egípcia, serão educados na religião hebreia  e serão convertidos em cabeça de duas tribos de Israel.

A grande lealdade de José a Deus pode mesmo ter sido o meio de converter a sua esposa egípcia.
E assim, José foi posto como governador de todo o Egito.

Esta é uma das mais extraordinárias mudanças vista na história. E que mudança tinha efetuado Deus na vida de José!

Suas algemas se transformaram em correntes de ouro, os trapos do preso em linho finíssimo, sua cela numa carroça, e sua cadeia num palácio, o escravo de Potifar havia se transformado em governador.

A humildade vem antes da honra; a servidão e o sofrimento foram os caminhos para a autoridade.

Como foi bem recompensado o fiel servo de Deus por sua lealdade e paciência!

José tinha trinta anos quando entrou para o serviço do rei. Ele saiu da presença do rei e viajou por todo o Egito.

Durante os sete anos de fartura a terra produziu cereais em grande quantidade.

E José andou por todo o Egito administrando o armazenamento de alimento para os sete anos de fome.

Ele tinha lá seus controles de quanto armazenava, mas a fartura era tanta que ele desistiu de contar depois de um tempo.

E antes que viesse a fome, José teve dois filhos, Manassés (que significa aquele que faz esquecer, porque José estava esquecendo de todo o sofrimento e do desgosto que tivera com os irmãos) e Efraim (frutífero, porque estava frutificando na terra em que tanto havia sofrido).

Ambos receberam nomes que testificavam da fidelidade dele para com Deus.

Estes dois jovens foram mais tarde reivindicados por Jacó e se tornaram pais de duas tribos de Israel.

José era um homem consagrado que viu a mão de Deus em todas as áreas de sua vida.

Foi então se acabaram os sete anos de fartura e começou a terrível fome.

Quando o povo foi reclamar com o Faraó, ele ordenou que fossem procurar o governador.

José abriu os celeiros e vendeu o alimento aos egípcios.

E não só a eles, porque havia tanta comida armazenada que gente de todo canto vinha ao Egito comprar o que comer.

E de todos os países vinha gente ao Egito para comprar cereais de José, pois no mundo inteiro havia uma grande falta de alimentos.

Aliás, vieram uns caras de Canaã também, vocês já devem até desconfiar quais são.

Mas isso fica para o próximo capítulo.

Em Cristo;

A seguir, Filmes sobre José do Egito
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Gênesis 41:14-37 - José do Egito interpreta os sonhos do Faraó.


José do Egito interpreta os sonhos do Faraó.

Gênesis 41:14-37

V:14-20
José já estava com trinta anos e não esperava que a situação mudasse. Mas mudou, e muito.

Um dia José estava deitado em sua cela, descansando um pouco depois do almoço, quando ouviu uma barulheira no corredor.

Instantes depois o carcereiro estava na porta de sua cela, e com ele dois guardas do Faraó.

_ José! José! Levanta rapaz! O Faraó quer te ver!

_ O Faraó quer me ver? Que brincadeira é essa?

_ É verdade, José! Parece que ele teve uns sonhos estranhos aí, e nem os maiores sábios do Egito conseguem interpretar a coisa.

_ Estranho... E como é que ele ficou sabendo que eu interpreto sonhos?
A esta altura, José nem se lembrava mais do copeiro.

_ O copeiro se lembrou de você. Ele contou para o rei como você interpretou direitinho os sonhos aqui na prisão.

_ Maravilha! E quando o Faraó deseja que eu vá até ele?

_ Agora mesmo!

_ AGORA? Deixe-me então trocar de roupa, tomar um banho e fazer a barba, não quero me apresentar diante do rei desta forma.

Pinturas em paredes egípcias demonstram que os egípcios ao contrário dos Hebreus tinham o costume de se barbear e raspar a cabeça.

José que não era bobo queria estar bem apresentável diante do rei.

_ Está bem José, más não demore muito, o Faraó está insuportável por causa destes sonhos.

_ Tá bom, tá bom! Aguarde só mais um pouco...

No palácio, o Faraó já estava impaciente, andando de um lado para o outro.

_ Enfim, chegaram! Por que a demora? Eu não falei que era assunto urgente?

_ Falou, Faraó, falou sim. E fomos correndo buscar o hebreu na prisão e aqui está ele.

_ Hum… Então é você o hebreu interpretador de sonhos?

_ Às suas ordens, alteza.

_ Eu tive um sonho que ninguém conseguiu explicar. Ouvi dizer que você é capaz de explicar sonhos.

_ Bom, isso não depende de mim.

_ Como?

_ Depende de Deus, pois é Ele quem vai dar uma resposta para o bem do senhor, ó rei.

No tempo determinado por Deus, após anos de escravidão, José é colocado diante do Faraó. Ele é um crente maduro, estando acima da bajulação ou do engano de confiar em si próprio.

Ele dá todo o crédito e glória a Deus. Humildade e confiança no poder de Deus é uma marca que distingui seus servos.

_ Ok, ok, que seja, então vamos logo ao sonho.

_ Sou todo ouvidos ó majestade;

V:21-33
_ Preste atenção rapaz; meu sonho é muito esquisito. Eu estava em pé às margens do Nilo e vi subir do rio sete vacas gordas e saudáveis. Elas vieram e ficaram pastando entre os juncos. E então subiram do rio outras sete vacas. Mas estas eram magras e feias. Essas vacas horrendas e ossudas vieram e devoraram as sete vacas gordas. Engoliram de uma vez só. Mas depois de comer continuaram magras e horríveis do mesmo jeito. Acordei assustado, mas me dei conta que era só um sonho e voltei a dormir. E sonhei com um pé de trigo do qual brotavam sete espigas cheias e boas. Depois delas, brotaram sete espigas secas, mirradas e queimadas. E as espigas secas comeram as boas.

_ Hum…

_ Contei os sonhos aos incompetentes magos do Egito e não houve quem os interpretasse. E você, hebreu, o que me diz?

_ Alteza, isso é coisa muito séria! Os dois sonhos são uma coisa só, percebe? As sete vacas gordas e as sete espigas boas são sete anos, e as sete vacas magras e as sete espigas secas são outros sete anos. O Egito viverá sete anos de fartura. Vai ter comida pra todo mundo, uma festa. Mas depois desses sete anos teremos sete anos de fome, mas uma fome que nunca se viu na terra. Se o sonho foi duplicado, então é porque isso vai acontecer logo, os sete anos de fartura já estão começando.

_ Hum… Faz sentido, hebreu. Sete anos de fartura, sete anos de fome. Os próximos sete anos serão uma beleza, mas espero não estar por aqui quando vier a fome.

V: 34 - 37
_ Vossa Alteza me permite um comentário?

José tinha vivido suficiente tempo em Egito e tinha se relacionado o suficiente com os altos funcionários para conhecer bem as fórmulas de falar usuais na presença do rei.

_ Pode falar, o que é?

_ Eu se fosse Vossa Alteza nomearia alguém para ajudá-lo a administrar o Egito. Essa pessoa coordenaria a provisão de mantimentos durante os sete anos de fartura, armazenando parte das colheitas, para quando vierem os sete anos de fome. Para essa tarefa o senhor vai precisar de um homem de confiança, que tenha demonstrado capacidade de liderança e administração...

O conselho de José agradou ao rei e aos seus funcionários.

_ Sua ideia é muita boa, hebreu. Excelente, para falar a verdade. Você é um cara inteligente, vai longe. É José o seu nome, não?

_ Sim.

_ Muito bem, José, muito bem. Agora só preciso pensar. Quem é que eu vou nomear para esse cargo tão importante…

O Faraó pensou, pensou, e chegou a uma conclusão...

Que veremos só na próxima postagem.
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Gênesis 41:1-13 - José do Egito: Amarga mais dois anos na cadeia


José do Egito: Amarga mais dois anos na cadeia

V:1.
Dá para imaginar?

José continuou ainda por mais dois anos na prisão, depois que o copeiro e o padeiro chefe de Faraó haviam saído.

Dois anos dentro de uma cadeia é muito tempo, qualquer um teria desistido da vida neste momento.

E você ainda reclama que as coisas em sua vida demoram a acontecer?

Más Deus tinha preparado à hora certa para que José fosse exaltado e recompensado por tudo que havia passado.

Um dia o rei do Egito teve um sonho bizarro e perturbador.

Os sonhos tinham grande importância naquela cultura, tanto que alguns livros egípcios mais importantes são voltados para este tema.

Grandes templos foram dedicados para este aspecto da vida. Líderes religiosos e homens sábios gastaram suas vidas interpretando sonhos.

Talvez isto explique porque Deus escolheu este meio para mexer com o Faraó.

V:2-7.
Pois bem, enquanto dormia, o Faraó sonhou que estava de pé na beira do rio Nilo de onde via sete vacas gordas, depois sete vacas magras. Os sonhos se repetiram novamente, só que em vez de vacas, agora eram espigas.

Quando o rei acordou, percebeu que tinha sido um sonho.

V:8
Como de costume, ele chamou à sua presença todos os magos e sábios, que havia no Egito, poi estava muito preocupado.

Magos e sábios eram comuns naquele tempo, estudiosos das ciências e artes, astrologia, interpretação de sonhos, profecias e artes mágicas.

Tendo contado a eles os seus sonhos, aguardou sua interpretação, mas em vão: nenhum deles podia interpretá-los.

Já que o Nilo, de onde subiram tanto as vacas magras como as gordas, era considerado pelos egípcios como a fonte de toda vida e fertilidade, esses magos ficaram perplexos quanto ao significado dos sonhos e não podiam pensar numa interpretação que fosse satisfatória para o rei.

Não possuíam um relacionamento íntimo com Deus como José a quem o Espírito de Deus revelaria o significado.

V:9
Lembram-se daquele copeiro ingrato? Pois é, ele servia Faraó enquanto isto acontecia, e lembrou-se de sua própria experiência no cárcere, quando José havia interpretado corretamente seu sonho.

Vendo a preocupação do Faraó e a incompetência dos magos e sábios, ele criou coragem e foi falar com o Rei;

_ Majestade, chegou à hora de confessar um erro que cometi.

V:10,11
_ Um dia o senhor ficou com raiva de mim e do chefe dos padeiros e nos mandou para a cadeia, na casa do capitão da guarda. Certa noite cada um de nós teve um sonho, e cada sonho queria dizer uma coisa.

V:12
_ Lá na cadeia estava com a gente um moço hebreu, que era escravo do capitão da guarda. Contamos a esse moço os nossos sonhos, e ele explicou tudinho o que queriam dizer.

V:13
_ E tudo deu certo, exatamente como ele havia falado. Eu voltei para o meu serviço, e o padeiro foi enforcado.

O faraó, sem outra esperança, manda então chamar este tal de José.

Este acontecimento ilustra muito bem o que está escrito em Romanos 8:28. Você se lembra?

Não? Então vai lá, em sua Bíblia e veja que coisa maravilhosa Deus tem para você.

Já leu?

Agora raciocine comigo; Se o copeiro tivesse se lembrado de José da primeira vez, os planos de Deus teriam sido frustrados.

Não há dúvidas de que José tenha ficado triste e amargurado por ter sido esquecido por dois anos.

Após este fato, ele deve ter se alegrado muito pela sabedoria de Deus.

Se você é um daqueles impacientes, que esperam que as coisas aconteçam instantaneamente, aprenda a confiar mais em Deus, em toda e qualquer situação.

Agora volte a Bíblia e leia “I Tessalonicenses 5:18”.

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Gênesis 40: 8-23 - José do Egito: Interpreta os sonhos dos colegas


José do Egito: Interpreta os sonhos dos colegas

Gênesis 40: 8-23

V-8.
Ao saber dos sonhos dos colegas de cárcere e compreendendo que Deus estava com ele, José procurou ajudar aos dois aflitos homens em sua perplexibilidade.

Este desejo de ajudar aos outros, mais tarde chegou a ser a chave para sua própria libertação da prisão.

Suportando suas imerecidas desgraças com alegre resignação e admirável fortaleza, José, por sua natureza amigável, sentiu-se inclinado a simpatizar com outros infortunados, a quem lhes faltava à fortaleza interior que animava a ele.

Então o copeiro-chefe contou seu sonho a José, vemos como ele havia ganhado a sua confiança.

V-9 -11
Ele disse:
_ Sonhei que na minha frente havia uma parreira que tinha três galhos. Assim que as folhas saíam, apareciam às flores, e estas viravam uvas maduras. Eu estava segurando o copo do rei; espremia as uvas no copo e o entregava ao rei.

V-12-15
José imediatamente interpretou seu sonho: ele estava em perfeita comunhão com Deus, e Deus lhe deu este dom especial de poder interpretar sonhos.

José disse:
_ A explicação é a seguinte; Os três galhos são três dias. Daqui a três dias o rei vai mandar soltá-lo. Você vai voltar ao seu trabalho e servirá vinho ao rei, como fazia antes.

_ Rapaz, se você estiver certo disso, eu lhe ficarei devendo uma.

Aproveitando que dentro de três dias o copeiro iria voltar ao convívio com a realeza, José solicitou ao copeiro que se lembrasse dele;

_ Escuta meu amigo, quando você estiver muito bem lá, lembre de mim e, por favor, tenha a bondade de falar a meu respeito com o rei, ajudando-me assim a sair desta cadeia.

Ele expôs a sua causa e inocência;
_ Olha, a verdade é que foi a força que me tiraram da terra dos hebreus e me trouxeram para o Egito; e mesmo aqui no Egito eu não fiz nada para vir parar na cadeia.

A verdade é que José esperava ansiosamente sair da prisão;

V-16-17
O padeiro chefe se animou ao ouvir o bom prognóstico do seu colega, e por sua vez contou eufórico seu sonho a José.

_ Eu, eu também tive um sonho. Olha só, sonhei que estava carregando na cabeça três cestos de pão. No cesto de cima havia todo tipo de comidas assadas que os padeiros fazem para o rei. Só que as aves vinham e comiam dessas comidas, o que quer dizer este sonho?

V-18
José explicou assim:
_ O seu sonho quer dizer isto:
_ Hum...

_ Os três cestos são três dias.

_ Bom, gostei.

_ Calma, daqui a três dias o rei vai soltá-lo...

_ Maravilha, estarei livre!

_ Então o rei vai mandar cortar a sua cabeça...

_ O que?

_ Depois o seu corpo será pendurado num poste de madeira, e as aves comerão a sua carne.

O padeiro logo desanimou.

Aqui vemos outra vez a fidelidade de José, que deu a interpretação correta do sonho, embora penosa.

V-20
Três dias depois o rei comemorou o seu aniversário, oferecendo um banquete a todos os seus funcionários.

Ele mandou soltar o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros e deu ordem para que viessem ao banquete.

V-21-23
E aconteceu exatamente o que José tinha dito: o rei fez com que o copeiro voltasse ao seu antigo trabalho de servir vinho ao rei e mandou que o pobre padeiro fosse executado.

O cumprimento das predições de José comprovou que os sonhos tinham sido de origem divina e que José possuía o dom de interpretá-los.

Desde então, José aguardava ansiosamente uma notícia do copeiro.

Em fim, esta era a maior chance que ele tinha a anos para sair da prisão.

Porém o chefe dos copeiros não se lembrou de José e esqueceu ele completamente.

Provavelmente, o copeiro estava se sentindo em uma posição tão delicada diante do Faraó, que estava com medo de ajudar José.

De qualquer forma, a raça humana é repleta de pessoas ingratas, ô se é.

Quando as semanas e os meses seguintes não trouxeram nenhum indício da gratidão do copeiro, provavelmente José começou a se perguntar se ele passaria a vida inteira na prisão.

Neste momento, a ingratidão do copeiro deve ter sido uma experiência penosa para José, provavelmente um golpe tão cruel como qualquer outro dos que já tinha recebido.

Será que desta vez, José vai murmurar e reclamar de sua vida nada bela?

Veremos, na próxima postagem

Em Cristo;

A seguir, José do Egito: Amarga mais dois anos na cadeia
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Gênesis 40:1-8 - José do Egito: O padeiro e o Copeiro do Faraó


José do Egito: O padeiro e o Copeiro do Faraó

Muita gente no lugar de José poderia pensar que uma vida como a dele não teria sentido, e que era totalmente injusta.

Sem dúvida, ele foi tentado a pensar que Deus não estava se importando com as suas provações.

Más a história de José é um exemplo marcante da providência especial de Deus sobre a vida daquele que confia plenamente Nele.

Este exemplo deve servir para o nosso conforto quando a vida parecer estar fora de controle.

V-1-3
Depois de algum tempo que José tinha recebido a responsabilidade de supervisionar os prisioneiros, dois servos do Rei foram encarcerados lá, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros.

O copeiro-chefe (também chamado mordomo) era um oficial da mais alta confiança do Faraó, e era responsável pela segurança do que ele comia e bebia, experimentando os alimentos para ter certeza que não estavam contaminados ou envenenados.

O padeiro-chefe era o chefe de cozinha, responsável pela preparação e qualidade das refeições, outra posição da mais alta responsabilidade.

O Faraó indignou-se contra eles e não sabemos o motivo, podendo ter sido uma simples indigestão.

Ele tinha poderes ditatoriais arbitrários sobre todos os seus súditos, e, tendo perdido a confiança nestes dois, mandou-os para o cárcere onde José estava preso, na casa do comandante da guarda.

O que me impressiona, é o fato do aprisionamento destes homens fazer parte dos planos de Deus.

Tudo isso é incrível, o momento, os sonhos, a interpretação, etc., tudo se encaixa perfeitamente no propósito de Deus.

V-4
Eles ficaram muito tempo ali, e o capitão deu a José a tarefa de cuidar deles.

V-5,6
Certa noite, ali na cadeia, o copeiro e o padeiro tiveram um sonho cada um. E cada sonho queria dizer alguma coisa.

Na manhã seguinte José encontrou-os preocupados; demonstrando interesse pelo seu bem-estar, José quis saber o motivo.

V-7,8
Então perguntou a eles:

_ Por que vocês estão com essa cara tão triste hoje?

Eles responderam:

_ Olha você não vai acreditar. Cada um de nós teve um sonho, e não há ninguém que saiba explicar o que esses sonhos querem dizer.

Os antigos Egípcios eram muito interessados na interpretação dos sonhos, e estes em particular, tinham a finalidade de impressioná-los.

Se estes homens estivessem fora da prisão, certamente consultariam um interpretador profissional de sonhos. Havia muitos deles no Egito.
José prontamente não perdeu a oportunidade de falar de seu Deus;

_ Olha, o meu Deus me dá a capacidade de explicar os sonhos. Vamos, contem o que sonharam, talvez eu possa ajudá-los. Deus antigamente falava por intermédio dos sonhos.

É Impressionante, apesar da sua situação nada boa, José desfrutava de uma maravilhosa comunhão com Deus.

Na próxima postagem, José interpretará os sonhos dos dois.

Em Cristo;

A seguir, José do Egito: Interpreta os sonhos dos colegas
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Gênesis 39:21-23 - José do Egito: Nova vida no cárcere


José do Egito: Nova vida no cárcere

V-21
No cárcere eram lançados os que faziam trabalhos forçados, ou os que desagradavam ou ofendiam aos seus senhores ao ponto de serem castigados dessa forma.

Eles ficavam ali por tempo indeterminado, sem direito a julgamento, à mercê dos seus senhores.

O Faraó era a autoridade suprema e podia se quisesse decidir o destino de cada um.

Poderia nos parecer natural que, ao ser lançado na prisão, José ficasse desesperado e desanimado.

Isto evidentemente não aconteceu, não com José, ele continuou mantendo sua integridade e sendo fiel em tudo.

José não se deixava abater pelas circunstâncias aflitivas que o envolviam: ele passava por cima delas!

O Senhor estava com ele, e ele reconhecia a mão de Deus em sua vida, por isso ele não desanimava.

O desânimo e o desapontamento é uma das armas mais eficientes de nosso adversário.

V-22-23
Veja que Deus pode cuidar do seu povo mesmo na prisão.

O SENHOR, portanto, o abençoou: o carcereiro viu a correção com que ele se conduzia em sua firmeza de caráter, simpatizou com ele e lhe confiou plenamente todos os presos, passando José a ser o administrador da prisão, embora ele mesmo sendo um preso.

Incrível! Até mesmo o coração dos carcereiros está na mão de Deus.

Mais uma vez José, mesmo em uma condição adversa, consegue obter vitoria, impressionante!Eu estava pensando...

Seria o desejo de Deus que José fosse para a prisão?

Veremos a resposta nos capítulos a seguir.
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Gênesis 39:12-20 - José do Egito: O fim da boa fase


José do Egito: O fim da boa fase

Gênesis 39:12-20

Um dia, como de costume, José entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali.

V-12.
Uma última vez a mulher de Potifar se aproveitou da ausência dos de casa para tentar a José com sua sensualidade.

Então ela o agarrou pela capa e disse:

- Venha, vamos para a cama.

Mas ele escapou e correu para fora, deixando parte de sua roupa nas mãos dela.

V-14-19.
Novamente recusada, não suportando a rejeição, inventou uma mentira para se vingar do fora que levou;

Ela olhou para a capa que estava em suas mãos e então chamou os empregados da casa e disse:

- Vejam só! Este hebreu, que o meu marido trouxe para casa, está nos insultando. Ele entrou no meu quarto e quis ter relações comigo, mas eu gritei o mais alto que pude então ele fugiu e aqui está parte de sua roupa como prova.

A mulher de Potifar era realmente uma "mulher desprezível.

A víbora esperou seu esposo chegar e repetiu a ele a mesma mentira.

Ele ouviu o que a mulher lhe disse, acreditou, e se encheu de ira contra José. Um grande erro, pois José havia lhe trazido grande prosperidade, e sem dúvida ele conhecia sua integridade.

Aprenda que nesta vida a retidão nem sempre recebe recompensa imediata.

Fazer o que é correto pode trazer perseguição. No entanto, não precisamos ficar desesperados, pois as nossas provações são apenas uma forma de Deus nos preparar para as futuras bênçãos.

José não somente foi fortalecido pela sua resistência ao diabo, como também foi colocado em uma posição que lhe traria bênçãos no futuro.

Nós nem sempre entendemos isso não é verdade? Más devemos sempre confiar.

Vamos lembrar que o salário da obediência não é tão alto quanto o salário do pecado.

Se José tivesse falhado, certamente atrairia muita miséria para a própria vida dele.

V-20.
José foi então lançado no cárcere (é a primeira vez que a prisão, como castigo, é mencionada na Bíblia).

E aqui mais uma vez as circunstancias da vida, levam José a experimentar outro momento de tempestade em sua história.

Como será que ele vai reagir desta vez?

Veremos na próxima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 39:7-10 - José do Egito: Assedio sexual na casa de Potifar


José do Egito: Assedio sexual na casa de Potifar

Gênesis 39:7-10

V-7.
Como estudamos na postagem anterior, José era um homem formoso, e à medida que crescia em autoridade e competência, a mulher de Potifar começou a ter uma atração por ele.

Potifar saia para tratar de suas responsabilidades e deixava José sozinho em sua casa tomando conta de seus negócios.
Esta situação facilitava possíveis investidas desta de sua esposa infiel.

O padrão moral das mulheres Egípcias era muito baixo. Esta mulher, de origem pagã, era bruta e não tinha pudor nenhum em mostrar suas intenções.

Passado algum tempo, a mulher criou coragem e iniciou uma investida.
Ela o chama em seu quarto e diz;
_ Venha José, deite-se comigo.

V-8
Ele prontamente recusa, dizendo;
_ Não minha senhora! Jamais farei isto com meu dono. Pois ele não precisa se preocupar com nada nesta casa, porque eu estou aqui. Ele me pôs como responsável por tudo o que tem.

Neste momento de crise, a integridade pessoal de José ressalta em agudo contraste com a de seus irmãos.

Imagine o que teria feito Ruben ou Judá nestas circunstâncias?

Não é de se admirar que Potifar depositasse tanta confiança nele.

Vemos que, em tudo isto, José estava servindo a Deus.

O Egito era uma terra tão idólatra quanto Canaã. Nessa terra, José manteve o testemunho do Deus vivo e verdadeiro, e um nível moral elevadíssimo.

V-9
Ela irritada por sua audaciosa resposta lhe diz;
_ Escute aqui escravo! Nesta casa eu mando tanto quanto meu marido.

José insiste;
_ Bom, pelo que me consta, aqui eu posso ter o que quiser menos a senhora, pois é mulher dele. Sendo assim, como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?

Ele reconhecia o adultério como um roubo daquilo que pertencia a outro homem

Após estas palavras sai do quarto deixando-a frustrada e subindo pelas paredes.

V-10.
O caráter de José se manteve firme sob um ataque persistente.

Pois todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também sabiamente começou evitar estar perto dela.

Ele não somente se recusou a ser seduzido por ela, como também flertar com a tentação.

Muitas pessoas sucumbem à tentação não porque planejam isto, mas porque não se desviam dela, achando-se fortes o suficiente para enfrentá-la.

Só que a mulher de Potifar não estava disposta a desistir tão facilmente.

A serpente dá folga a todos os empregados da casa, menos a José e prepara seu bote aguardando ele chegar para seus trabalhos rotineiros.
Más este ataque, estudaremos na próxima postagem.

Em Cristo;

A seguir, José do Egito: O fim da boa fase
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Gênesis 39:06 - A boa fase de José do Egito


A boa fase de José do Egito

Gênesis 39:06

A foto acima representa bem o momento em que passava José nesta fase de sua vida.

Também pudera, depois de tudo o que o rapaz passou, nada mais justo do que desfrutar de um período de paz e prosperidade.

As coisas estavam tão boas para o lado de José que a Bíblia nos informa neste mesmo versículo que além desta boa fase o rapaz atravessava, ele também desfrutava de uma excelente imagem ante os olhares femininos.

José era um belo tipo de homem e também era muito simpático.

Não faltava mais nada...

José deve ter herdado isto de sua mãe Raquel, para quem se usam as mesmas palavras na Bíblia.

Estou mencionando este fato aqui em antecipação ao episódio que segue e do qual falaremos na próxima postagem.

Em Cristo;

A seguir, José do Egito: Assedio sexual na casa de Potifar
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Deus escreve certo por linhas tortas.


Deus escreve certo por linhas tortas.

Como eu disse na postagem anterior, vamos analisar rapidamente algumas razões do porque Deus permitiu que José fosse trabalhar para Potifar.

Geralmente ficamos impacientes e desanimados quando Deus age de uma maneira que não compreendemos.

Acompanhe então o raciocínio abaixo;

Ao trabalhar para Potifar, José se familiarizou com os costumes e aprendeu a língua Egípcia. Isto seria muito útil para ele mais tarde.
José pode aprender também muito sobre administração, enquanto cuidava dos negócios de uma grande fazenda. Sem dúvida esta experiência será de valor inestimável quando ele for promovido mais tarde pelo Faraó.

Nesta casa, José aprenderá a respeitar o perigo da tentação, e fortalecerá seu carater para enfrentar conflitos futuros. Andar em lugares escorregadios nos torna mais cauteloso.
Ao passar por esta casa, José será lançado na prisão onde conhecerá o copeiro de Faraó. Na providência de Deus esta prisão servirá para promovê-lo.
Muitos dos conflitos na vida do Cristão servem de preparo para serviços futuros.
Deus molda e dispõe os Seus soldados, e somente Ele é quem tem e entende o panorama geral dos planos.
Muitas vezes nos sentimos abandonados por Deus, quando na verdade estamos simplesmente num período de treinamento.

"Meus irmãos sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança" (Tiago 1:2-3)

Em Cristo;
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Gênesis 39:1-6 - José do Egito na Casa de Potifar


José do Egito na Casa de Potifar

Gênesis 39:1-6

Veremos nesta postagem que contraste tem o comportamento e caráter de José comparado ao que vimos de Judá no capítulo anterior.

Deus tem sempre pessoas fiéis lhe servindo, mesmo em épocas em que o pecado parece deixar todos na lama.

V-1
José foi levado para o Egito, onde os ismaelitas o venderam a um egípcio chamado Potifar, um oficial que era o capitão da guarda do palácio.

Potifar (dedicado a Ra, Deus egípcio) era comandante da guarda pessoal de Faraó.

Faraó era o nome genérico dado ao monarca do Egito.

A população do Egito antigo era composta de três classes: os guerreiros, os sacerdotes, e o povo em geral.

O Faraó era o comandante supremo do exército, e seus oficiais gozavam de grandes riquezas e privilégios.

Os sacerdotes constituíam famílias e viviam bem, sendo bem ricos os que se encontravam em posição superior.

O resto da população, na sua maioria, nadava na pobreza.

Potifar, devido à sua alta posição, deveria ter uma grande fortuna que precisava ser administrada com habilidade.

As famílias ricas como as dele habitavam em mansões de dois ou três andares, com lindos jardins e pátios, cercavam-se de objetos lindos como vasos de alabastro, pinturas, tapeçarias, e móveis trabalhados a mão.

As refeições eram servidas em vasilhas e pratos de ouro, e os ambientes eram iluminados com candeeiros de ouro.

Os servos ou escravos, como José, trabalhavam em baixo e a família ocupava os ambientes superiores.

V-2.
Apesar de José se encontrar num país estrangeiro, rebaixado da posição de filho favorito de um lar rico à condição social de escravo, Deus estava ao seu lado para abençoá-lo e fazer prosperar a obra de suas mãos.

Más é claro que José tinha de fazer sua parte.

V-3
O dono de José viu que Deus estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia.

A confiança de Potifar em José aumentou enquanto observava as bênçãos do Deus de José sobre sua propriedade na casa e no campo.

V-4
Até mesmo os pagãos que o rodeavam podiam ver que Deus estava com José.

Isto foi notado por Potifar, que rapidamente o promoveu à posição mais alta entre os seus serviçais: a de mordomo.

Potifar deu a José a responsabilidade de cuidar da sua casa e tomar conta de tudo o que era seu.

Evidentemente, José era atencioso, trabalhador e muito responsável na realização de seus deveres no lar e também fiel e consagrado aos interesses de seu dono.

Ao invés de murmurar e reclamar de sua condição, José resolveu trabalhar com alegria.

O sucesso raras vezes acompanha ao negligente, ao preguiçoso ou ao indivíduo com falta de princípios.

V-5
Dali em diante, por causa de José, o SENHOR abençoou o lar do egípcio e também tudo o que ele tinha em casa e no campo.

Isto me faz lembrar agora de tantos cristãos que vivem insatisfeitos com seus empregos e com seus patrões injustos, murmurando todos os dias pela falta de sorte de estarem trabalhando em tais empresas.

José é um exemplo para todos nós.

V-6.
Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia.

Você pode estar se perguntando...

Porque será que Deus permitiu que José fosse trabalhar na casa de Potifar?

Normalmente ficamos impacientes quando Deus age de uma maneira que nós não entendemos.

A próxima postagem nos ajudará a ver que Deus sempre tem razões para o que Ele faz.

Em Cristo!

A seguir, A boa fase de José do Egito
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Gênesis 38:19-29 - José do Egito: O homem afundado na lama e a providencia divina


José do Egito: O homem afundado na lama e a providencia divina

Gênesis 38:19-29

Esta postagem ficou um pouquinho grande, é que eu gostaria de terminar este capítulo hoje, más está interessante.

V-19
Após o ato consumado com Judá, Tamar volta para casa, tira o véu e veste novamente as suas roupas de viúva.

Mais tarde Judá manda o seu amigo Hira levar o cabrito e trazer de volta os objetos que havia deixado com ela, pois estes valiam muito mais que o animal.

V-21.
Hira foi para lá, mas não a encontrou, óbvio.

Ele perguntou aos homens de Enaim se sabiam onde estava a prostituta que costumava ficar na beira da estrada.

_ A gente não viu esta prostituta não sinhô! Aliás, faz um tempão que não aparece nenhuma por estas bandas.

Na cultura Cananeia, havia o costume da prostituição como culto pagão.

As devotas da deusa-mãe “astarte” moravam no próprio santuário ou nas proximidades e se vestiam com um véu, como noivas simbólicas do deus “baal”.

Esta profissão era respeitável entre os cananeus e, portanto, ao perguntar pela prostituta a quem tinha de entregar o cabrito, Hira usou da forma mais respeitável possível, embora nesta localidade não houvesse nenhum santuário pagão.

V-22
Cansado de procurar, Hira volta a Judá:
_ Não encontrei a mulher. E os homens do lugar disseram que ali nunca havia estado nenhuma prostituta.

V-23.
Sentindo que tinha feito sua parte, Judá preferiu deixar seus objetos com a desconhecida antes de se expor ao ridículo fazendo mais averiguações, ainda que os objetos fossem mais valiosos que um cabrito.

Então Judá disse:
_ Pois ela que fique com as minhas coisas. Assim, ninguém vai zombar de nós. Estamos kits, eu mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.

V-24.
Passados três meses, os fofoqueiros de plantão, (essa raça sempre existiu) foram contar para Judá que sua nora, Tamar, tinha adulterado e estava grávida.

_ Judá do céu, a sua nora agiu como uma prostituta e agora está grávida!!!

Judá, bonzinho como sempre (não nos esqueçamos que foi dele a ideia de vender José), tomou uma decisão:

_ Tragam essa mulher para fora a fim de ser queimada!

Aliás, isto provavelmente lhe pareceu uma oportunidade afortunada para se livrar de uma vez por todas de sua obrigação de dar a ela um esposo.

Naquele tempo a função considerada mais importante da mulher era produzir filhos que perpetuassem a linhagem de seu marido.

Para ter certeza absoluta que os filhos pertenciam ao marido, a noiva precisava ser virgem e a esposa ser fiel a ele.

A esposa que adulterasse podia ser executada a mando do marido.

Já as prostitutas não pertenciam a famílias: ou eram prostitutas cultuais, sustentadas por ofertas, ou prostitutas comuns, sustentadas por seus clientes.

Seus filhos não eram herdeiros de nada, e os homens que as alugavam não ofendiam a linhagem de ninguém.

A desafortunada Tamar era considerada como prometida a Selá, e como tal tinha de ser castigada por sua falha contra a castidade.

A questão da moralidade sexual não era o que influenciava na decisão de Judá, sua preocupação era pureza de linhagem.

Notamos o baixo nível moral deste homem, que contrasta fortemente com a pureza moral do seu irmão José, como veremos no próximo capítulo.

V-25.
O povo, doidinho por uma execução, foi correndo arrancar Tamar de sua casa.

Quando lá chegaram, ela já os esperava com um sinete e um cajado nas mãos, dizendo que o dono daqueles objetos era o pai de seu filho.

_ Vocês querem saber quem é o pai da criança? Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examinem e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão

Tamar havia agido com astúcia ao tomar como penhor objetos muito pessoais de Judá: o selo, por exemplo, era uma forma de identificação usada para autenticar documentos legais; geralmente consistia em um desenho especial gravado em pedra, montado num anel ou colar, usado sempre pelo seu dono.

Ao dar sentença contra Tamar, Judá tinha condenado a si mesmo.

Então o povo, doidinho por um bafão, foi correndo arrancar de Judá uma explicação.

V-26.
Pouco podia fazer Judá senão admitir sua culpa.

_ Ela tem mais razão do que eu; pois prometi casá-la com o meu filho Selá, mas sei lá, não cumpri a promessa. Não posso condená-la

Opa! Nem tudo está perdido... Neste momento, Judá revelou um resquício de honradez e sinceridade por debaixo de sua conduta às vezes escandalosa.

A única coisa que podemos dizer em defesa de Judá, é que quando ele foi confrontado com a evidência de sua culpa, ele fez uma corajosa confissão e não repetiu o seu pecado.

Espero que ele realmente ele tenha se arrependido.

V-27-29.
Passado mais alguns meses, chega a hora de nascer o bebê.

Só que na hora do parto, descobriram que iam nascer gêmeos. A parteira pegou uma fita vermelha e amarrou na primeira mão que apareceu, mas ela foi recolhida, e o gêmeo a quem a mão pertencia nasceu em segundo lugar.

O primeiro a nascer recebeu o nome de Perez (brecha, rompimento), e o segundo Zerá (nascer do sol).

Agora vejam que coisa interessante, através de Perez a genealogia de Cristo teve continuidade [Mateus 1:3].

Que maravilhosa providência é manifestada aqui.

De um lado o homem se afundando na lama do pecado, desobedecendo a Deus, e fazendo planos baseados em sua sabedoria carnal...

Do outro, Satanás fazendo todo o possível para destruir a linhagem do Messias.

Más apesar do pecado do homem, e da ira do Diabo, o plano de Deus nunca pode ser impedido [Isaías 46:10].

Deus pode produzir o bem em meio à maldade e a confusão do homem.

Seus propósitos são infalíveis.

Em Cristo!

A seguir, José do Egito na Casa de Potifar
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Gênesis 38:12-18 - José do Egito: Tamar engana Judá


José do Egito: Tamar engana Judá

Gênesis 38:12-18

V-12,13.
Algum tempo depois morreu a mulher de Judá.

Tamar continuava à espera do casamento com Selá, que já se tornara adulto, mas parecia que Judá havia se esquecido dela.

Mais que tudo, ela queria um filho que fosse herdeiro de Judá.

Surgiu-lhe então a ideia de ter um filho diretamente dele, sem esperar mais por Selá.

Certo dia Judá, precisando supervisionar seus tosquiadores de ovelha em Timna, chamou o velho amigo Hira e foram para aquela cidade, onde a família de Tamar morava.

Faz-se menção de seu amigo Hira que o acompanhava, devido ao papel que este irá desempenhar no fato que se segue.

Um fofoqueiro de plantão, contou a Tamar que o seu sogro ia a Timna a fim de cortar a lã das suas ovelhas.

V-14.
Ela trocou suas vestes de viuvez por um véu, disfarçou-se como se fosse uma mulher consagrada à prostituição no culto abominável de Astarte, deusa cananeia, e se assentou no caminho que Judá estava para passar.

Naquele tempo as viúvas e as mulheres casadas, não usavam véu.

Elas vestiam uma roupa especial que as destacavam como viúvas.

Visto que não tinham direito a herança do marido, essas roupas lhes garantiam os privilégios reservados pela lei as viúvas como a rebusca nos campos colhidos (como na história de Rute) e impedindo de serem oprimidas.

Em seguida foi e se sentou perto da entrada da cidade de Enaim, que fica no caminho para Timnate.


V-15,16
Quando Judá a viu, pensou que era uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto.

Ele foi falar com ela na beira do caminho, sem saber que era a sua nora.

Ele disse:
_ Você quer ir para a cama comigo?

Ela perguntou:
_ Quanto é que você me paga?

V-17
Ele respondeu:

_ Eu lhe mando um cabrito do meu rebanho.

_ Está bem - disse ela.

_ Mas deixe alguma coisa comigo como garantia de que você vai mandar o cabrito.

V-18.
Judá perguntou:
_ O que você quer que eu deixe?

Ela respondeu:
_ O seu sinete com o cordão e também o bastão que você tem na mão.

Estes objetos eram bem pessoais, provavelmente eram entalhados ou polidos, podendo assim identificar a pessoa a quem pertencia.

Então Judá entregou os objetos.

Ele teve relações com ela e foi embora.

Resultado; ela ficou grávida, más Judá ainda não sabia.

Serviço para algum fofoqueiro de plantão e muita confusão, más só na próxima postagem.