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Gênesis 23:1-12 - A morte de Sara


A morte de Sara

Gênesis 23:1-12

V-1,2.
Abraão havia se mudado para sua antiga residência perto de Hebron, depois de viver quase 40 anos na terra dos Filisteus.

Quando Sara tinha cento e vinte e sete anos, veio a falecer na cidade de Hebrom, também chamada Quiriate-Arba, na terra de Canaã.

E Abraão não suportando sua partida, chorou a sua morte.

Sara é a única mulher cuja idade no momento de morrer é mencionada nas Escrituras.
Isaque tinha 37 anos quando sua mãe faleceu.

Curso de negociação oriental - Módulo IV-3-5.
Abraão saiu do lugar onde estava o corpo e foi falar com os Heteus para arranjar sepultura para Sara.

E a cena que se segue mostra bem a característica do negociante oriental, cheio de cerimônias, pronto para dar o bote:

Ele disse:
_Eu sou um estrangeiro que mora no meio de vocês. Portanto, me vendam um pedaço de terra para que eu possa sepultar a minha mulher.

Essa é a primeira tumba mencionada nas Escrituras.

Muitas nações pagãs da antigüidade incineravam os seus defuntos, mas os hebreus preferiam enterrá-los.

V-6.
Os Heteus responderam:
_ Escute, senhor! O senhor é para nós um Príncipe poderoso. Sepulte a sua mulher na melhor sepultura que tivermos. Nenhum de nós se negará a dar-lhe a sua sepultura.

Ao chamar a Abraão como um "príncipe poderoso" os Heteus expressaram seu reconhecimento de Abraão como um homem a quem Deus tinha favorecido.

V-7.
Abraão expressou seu apreço inclinando-se, num gesto comum oriental de gratidão.

Não encontrando oposição a seu pedido um tanto vago, Abraão formulou uma proposta mais concreta, para ver se realmente eles iriam cobrar ou não pelo pedaço de terra.

V-8,9.
_ Se vocês querem que eu sepulte a minha mulher aqui, por favor, peçam a Efrom, filho de Zoar, que me venda à caverna de Macpela, que fica na divisa das suas terras. Eu pagarei o preço total e assim serei dono de uma sepultura neste lugar.

Nessa gruta serão depositados sucessivamente os restos de Sara, Abraão, Isaque, Rebeca, Leia e Jacó (caps. 25: 9; 49: 31; 50: 13).

Este edifício em Hebrom é considerado como tendo sido edificado sobre os locais das tumbas de Abraão, Isaque e Jacó.


Da grande família patriarcal, só Raquel ficou ausente (cap. 35: 19).
V-10-12.
O tal Efrom estava no meio dos caras e se manifestou:
_ Queisso, Abraão? De jeito nenhum. Escute! Eu lhe dou o terreno de presente e também a caverna que fica nele. A minha gente é testemunha de que eu estou lhe dando o terreno de presente, para que o senhor possa sepultar a sua mulher.
Esta oferta obedece a um bom costume oriental que se mantém vivo em alguns lugares até o dia de hoje.
Porém, todos sabiam que essa oferta não se devia levar a sério...
Em Cristo;
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Gênesis 22:20-24

Abraão recebe notícias do irmão.

V-20.
Passado algum tempo Abraão recebeu a notícia de que Naor o seu irmão já tinha oito filhos nascidos de Milca.

Esta notícia consistiu num breve resumo dos descendentes de Naor.

Moisés a incluiu aqui para mostrar a origem de Rebeca, que logo viria a ser a esposa de Isaque.

V-21-23.
O mensageiro que levou a notícia relatou a lista de nomes bem estranhos, como já estamos acostumados a ver, típicos do oriente;

_ Bom, o primeiro que nasceu foi Uz; depois vieram os seus irmãos Buz e Quemuel, que foi o pai de Arã; depois nasceram Quesede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel.

Nada se sabe dos outros filhos de Naor com exceção de Betuel, o caçula.

Betuel é importante porque será pai de Labão e Rebeca.

Betuel literalmente significa "morada de Deus".

Isto poderia indicar que foi um homem piedoso.

A omissão do nome de Labão desta lista sugere que, não tinha nascido ainda.

V-24.
Um outro nome nada comum era o de Reúma, a concubina de Naor, que lhe deu os seguintes filhos com nomes também bem originais: Teba, Gaã, Taás e Maacá.

Dessa família tanto Isaque como Jacó tomarão as suas esposas mais tarde, como veremos.

Estes versículos fornecem a base necessária de informações para o capítulo de Gênesis 24 que estudaremos mais adiante.

Em Cristo;
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Gênesis 22:11-19

Deus provê a Abraão!

V-11.
Abraão, empunhando um cutelo faz o movimento para finalmente sacrificar a Isaque.

Mas nesse instante, lá do céu, o Anjo do SENHOR o chamou, dizendo:
- Abraão! Abraão!

_ Estou aqui - respondeu ele.

V-12.
O Anjo do Senhor disse:
_ Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal.

O patriarca tinha demonstrado amplamente sua fé e obediência e tinha satisfeito plenamente os requisitos de seu Deus.

_ Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho.

Deus não desejava a morte de Isaque.

Na realidade, não tinha interesse em nenhuma oferenda que implicasse um sacrifício como esse.

Deus sempre desejou a obediência voluntária de seus servos.

V-13.
Abraão olhou em volta e surpreendentemente viu um carneiro preso pelos chifres, no meio de uma moita.

Ao descobrir o carneiro aceitou como um sinal adicional da providência de Deus.

Abraão não precisou esperar instruções de Deus a respeito do que tinha que fazer com ele.

Pegou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar do seu filho.

No versículo 08 Abraão tinha dito que Deus proveria.

Eles não tinham trazido em vão a lenha o fogo e a faca, nem haviam preparado o altar inutilmente.

V-14.
É por isso que até hoje o povo diz: "Na sua montanha o SENHOR Deus dá o que é preciso."



Lembrando agora suas próprias palavras proféticas dirigidas a Isaque, Abraão chamou o lugar Jehová-jireh, "Deus proverá".

Foi perto deste morro que os dirigentes judeus, em sua dureza, rejeitaram ao verdadeiro Cordeiro de Deus.


V-15,16.

Após o carneiro ter sido oferecido, mais uma vez o Anjo do SENHOR, lá do céu, chamou Abraão e disse:

_ Porque você fez isso e não me negou o seu filho, o seu único filho, eu juro pelo meu próprio nome - diz Deus, o SENHOR - que abençoarei você ricamente.

Esta foi à última revelação divina a Abraão que se tem registro na Bíblia.

Deus aceitou sua lealdade e obediência e reafirmou as promessas feitas com tanta freqüência em ocasiões anteriores.

V-17-19.
_ Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos como as estrelas do céu ou os grãos de areia da praia do mar; e eles vencerão os inimigos

Esta é entre as promessas dadas a Abraão, a única que faz referência aos "inimigos" sobre os quais triunfaria sua descendência.

Provavelmente esta é uma predição de que seus descendentes seriam vitoriosos sobre seus inimigos na futura conquista de Canaã.

_ Por meio dos seus descendentes eu abençoarei todas as nações do mundo, pois você fez o que eu mandei.

Abraão feliz e aliviado como nunca, voltou para o lugar onde estavam os seus empregados, e foram todos juntos para Berseba, onde Abraão ficou morando.

Abraão creu na palavra de Deus, e foi obediente ao ponto de provar a todos os que testemunharam suas ações, inclusive nós que lemos a Bíblia, que ele sacrificaria seu filho amado, Isaque, se Deus assim o requeresse.

Abraão foi justificado pela sua fé, mas teve que provar que tinha essa fé.

Em Cristo;
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Gênesis 22: 7-10

Abraão, Isaque e Jesus.

V-7.
Sem dúvida este é um dos capítulos mais notáveis da Bíblia: é a primeira vez que um sacrifício humano é mencionado, e nele se vê uma figura do sacrifício realizado pelo Senhor Jesus dando sua vida em resgate por muitos.

Todo o Velho Testamento aponta para Cristo. Em muitas maneiras Isaque retrata o Salvador.

Após caminharem um pouco, o menino Isaque disse;

_ Pai!

Esta expressão carinhosa deve ter dilacerado o coração de Abraão.

Ao ser usada por Isaque, jovem bem educado de uma culta família semítica, esta forma de falar expressava seu desejo de fazer uma pergunta.

Nenhum filho bem educado se atrevia a fazer perguntas ou a formular declarações na presença de seus pais sem receber permissão para fazê-lo.

Abraão lhe deu essa permissão com sua resposta;

_ Que foi, meu filho?

Isaque perguntou:
_ Nós temos a lenha e o fogo, mas onde está o carneirinho para o sacrifício?

Esta pergunta direta só expressava uma estranheza inocente. Não há nada no relato que sugira que Isaque suspeitasse de que ele ia ocupar o lugar do cordeiro que faltava.

V-8.
Abraão respondeu:
_ Deus dará o que for preciso; ele vai arranjar um carneirinho para o sacrifício, meu filho.

E continuaram a caminhar juntos.

Se não tivesse sido pela convicção de que estava fazendo a vontade de Deus e que seu "único" filho lhe seria restaurado, a agonia de Abraão diante do pensamento de perder a Isaque seria insuportável.

Com todo, esta pergunta do rapaz deve ter atravessado o coração do pai.

V-9.
Chegando ao lugar onde em séculos posteriores se edificou o templo, pai e filho fizeram um altar e arrumaram a lenha em cima dele.

O templo de Salomão foi edificado no Monte Moriá, perto do lugar chamado Gólgota, onde séculos mais tarde Cristo foi crucificado

Quando tudo estava pronto, e não faltava nada senão a colocação do sacrifício sobre o altar, tremulamente Abraão falou a Isaque tudo o que Deus lhe tinha revelado e provavelmente adicionou a isso sua própria fé na restauração de Isaque

É difícil imaginar os sentimentos encontrados que devem ter surgido no peito de Isaque: assombro, terror, submissão e finalmente fé e confiança.

Se tal era a vontade de Deus, consideraria como uma honra entregar sua vida em sacrifício.
Então Abraão amarrou Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha.

Sendo um jovem de 20 anos, facilmente poderia ter resistido.

O fato de que Isaque entendesse a fé de seu pai foi um nobre resultado da cuidadosa educação que tinha recebido através de sua meninice e juventude.

V-10.
A obediência de Isaque, forte como era, permitindo que seu pai, um velhinho centenário, o amarrasse para sacrificá-lo, é impressionante.

Da mesma forma Cristo foi obediente até à morte, tendo dito "não se faça a minha vontade, e, sim, a Tua" (Lucas 22:42).

Tendo colocado à vítima amarrada sobre a lenha, Abraão estava pronto para o último ato: matar a seu filho e atear fogo na pilha de lenha...

Em Cristo;
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Gênesis 22:1-6

A maior prova de Abraão

V-1.
Passados 17 calmos anos, Abrão vivia um período feliz com sua família.

Também fazia 17 anos que Abraão havia recebido a última mensagem de Deus.

Nesta época, Isaque já era um jovem de 20 anos.

Subitamente chegou uma nova revelação de Deus que representava a prova máxima que pudesse sobrevir a um ser humano.

Deus o chamou pelo nome, e ele respondeu:
_ Estou aqui.

Esta visão, que lhe sobreveio, foi a oitava ocasião na que Deus falou a Abraão.

V-2.
Então Deus disse:

_ Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício.

Se estas palavras foram pronunciadas lentamente, como é provável, Abraão deve ter sentido sucessivamente orgulho, temor e horror.

Nos tempos antigos, era comum o sacrifício de seres humanos, especialmente de crianças.
Tanto a Bíblia como a arqueologia afirmam que os Cananeus praticavam tais ritos.

Portanto, não era uma idéia estranha para Abraão ter que sacrificar seu primogênito para Deus.
Ao passo que Deus proibia explicitamente tais sacrifícios, provavelmente este pedido de Deus não ficou muito claro para Abraão, mesmo assim ele obedeceu.
V-3.
Não conseguindo dormir, Abraão se levantou de madrugada, pegou o seu jumento, cortou lenha para o sacrifício e saiu para o lugar que Deus havia indicado. Isaque e dois empregados foram junto com ele.
Abraão era um homem de ação, e agora que Deus tinha falado, seu único pensamento foi obedecer imediatamente.
Temendo a possível oposição e interferência de Sara, determinou partir imediatamente para o ponto designado por Deus antes que sua esposa o interrogasse..
Sua atitude como foi descrita neste versículo, expressam admiravelmente sua calma e a impressionante obediência ao cumprir a ordem divina.
Sua voz calma e suas mãos firmes de nenhuma maneira traíram a emoção interna de um coração que estava quebrado e sangrando por dentro.
Tudo o que era necessário para a longa viagem foi preparado rapidamente com muito cuidado.
A esta altura, já havia um grande amadurecimento espiritual em sua vida e não tinha mais nenhuma seqüela dos momentos de debilidade do passado.
Como um nobre herói da fé que terminou sua preparação, Abraão respondeu imediatamente quando foi chamado para enfrentar sua hora suprema da prova. Este foi o ponto máximo de sua experiência espiritual.
Serenamente se elevou até uma altura nunca superada por mortal algum e se qualificou para ser chamado como o "pai da fé".
V-4.
Após dois dias de viagem Abraão, Isaque e seus dois servos haviam chegado até a terra de Moriá.
Duas noites de insônia tinham sido passadas em oração.
Levantando-se cedo pela manhã ao terceiro dia, Abraão contemplou o sinal de origem divina, uma nuvem de glória, que indicava a montanha onde devia realizar-se o sacrifício.
V-5.
Então disse aos empregados:
_ Fiquem aqui com o jumento. Eu e o menino vamos ali adiante para adorar a Deus.
O solene dever que Abraão estava por cumprir, lhe pareceu demasiado sagrado para outros olhos e ouvidos humanos. Só Deus podia compreender.
Durante dois dias tinha ocultado seus pensamentos e emoções. Isaque ia ser o primeiro a conhecer e o único em compartir com ele essa hora de paixão e emoção.
_ Eu e Isaque iremos até lá e adoraremos, e voltaremos mais tarde.
Ainda que não entendesse o propósito de Deus, Abraão acretidava firmemente que Deus ressucitaria Isaque após o sacrifício (Heb. 11: 19).
Afinal Deus, não havia prometido sem reserva nenhuma, que Isaque ia ser seu herdeiro?
Abraão não esperava ser liberado do horrível ato de sacrificar a seu próprio filho, mas acreditava que Isaque lhe seria restaurado.
Por isso falou com fé quando disse "Voltaremos".
Que fé impressionante! Só por uma fé como esta, era possível que ele não esperasse voltar só para informar aos homens que com suas próprias mãos tinha tirado a vida de seu filho e o tinha oferecido a Deus.
V-6.
Abraão pegou a lenha para o sacrifício e pôs nos ombros de Isaque. Pegou uma faca e fogo, e os dois foram andando juntos em direção ao momento mais difícil na vida de Abraão.
Em Cristo;
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Gênesis 21:22-34


O pacto de Abraão e com Abimeleque


V-22.
Por esse tempo Abimeleque foi conversar com Abraão. Ficol, comandante do seu exército, foi com ele.

Abimeleque disse a Abraão:
_ Abraão você é o máximo! Deus está com você em tudo o que você faz.

Tendo presenciado a bênção do céu sobre Abraão, primeiro em Gerar e depois em Beerseba, Abimeleque considerou que era vantajoso celebrar um pacto com ele.

_ Portanto, aqui neste lugar, jure por Deus que não vai enganar nem a mim, nem aos meus filhos, nem aos meus descendentes. Eu tenho sido sincero com você; por isso prometa que será sincero comigo e fiel a esta terra em que está morando.

No início se considerou superior a Abraão, mas agora Abimeleque reconheceu que Abraão era infinitamente superior a ele, pois tinha o Deus todo poderoso ao seu lado.

Com esse propósito Abimeleque e Ficol, comandante de seu exército foi a Beerseba para celebrar um tratado com ele.

V-25.
_ Eu juro - disse Abraão.

No entanto, antes de concluir o tratado proposto, Abraão protestou pela injusta apropriação de um de seus poços efetuada pelos homens de Abimeleque.

Abimeleque explicou:
_ Não sei quem fez isso. Você nunca me falou nada, e esta é a primeira vez que estou ouvindo falar desse assunto.

Ainda que não se especifique o fato, o poço foi devolvido nesta oportunidade a Abraão.

V-27.
Como vimos até agora em nossos estudos, aonde quer que fosse Abraão tinha a sã prática de viver em paz com seus vizinhos.

Aí Abraão pegou algumas ovelhas e alguns bois e deu a Abimeleque, e os dois fizeram um trato.
As ovelhas e as vacas aqui mencionadas provavelmente não foram um presente para Abimeleque más para a conclusão cerimonial do pacto.

Dividiram em duas partes os animais do pacto, entre cujas partes deviam caminhar os que participavam do acordo.

Este costume era comum nos povos semíticos.

V-28-30.
Abraão separou sete ovelhinhas do seu rebanho, e Abimeleque perguntou: - Por que você separou estas sete ovelhinhas?

Abraão respondeu:
_ Elas são um presente para você. Ao receber estas sete ovelhinhas, você estará concordando que fui eu quem cavou este poço.

Este poço que, embora tivesse sido cavado por Abraão, indubitavelmente estava em território de Abimeleque. A aceitação por Abimeleque das ovelhas ia ser um "depoimento" do direito de Abraão ao poço em questão.

V- 31.
Por isso aquele lugar ficou sendo chamado de Berseba, pois ali os dois fizeram um juramento.
Como uma lembrança do pacto de amizade, Abraão deu o nome de Berseba a esse lugar, o que significa "poço do juramento.

V-32.
Depois de fazerem esse trato em Berseba, Abimeleque e Ficol voltaram para a Filistéia.
Esta é a primeira menção bíblica da "terra dos filisteus".

V-33.
Abraão plantou uma árvore em Berseba e ali adorou o SENHOR, o Deus Eterno.

Como já era um hábito na vida de Abraão, celebrou culto público ali também.

O objetivo de seu culto era "adorar o Deus eterno", literalmente "o Deus de eternidade", em contraste com o deus pagão de seu aliado. Sem dúvida um grande testemunho para Abimeleque.

Abraão adorava à eterna Testemunha dos tratados, à eterna Fonte das bênçãos que o seguiu durante toda sua vida, ao Pai imortal que nunca abandona a seus filhos.

V-34.
E Abraão ficou morando muito tempo na Filistéia.

Beerseba estava situada no limite da Felícia, e Abraão com freqüência deve ter feito pastar seus rebanhos através deste limite.

Em Cristo;
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Gênesis 21:13-21


Agar e Ismael perdidos no deserto

V-14.
No dia seguinte Abraão se levantou de madrugada e deu para Agar comida e um odre cheio de água.

O "odre", feito de uma pele de cabra, deveria ter água suficiente para que durar até chegar a um poço seguinte.

Colocou algumas das provisões sobre os ombros de Agar e algumas sobre os de Ismael e mandou que fossem embora.

A natureza generosa de Abraão e seu amor por Ismael indubitavelmente o induziram a proporcionar-lhe uma provisão adequada para a viagem.

E Agar foi embora, andando sem direção pelo deserto de Berseba.

A expulsão de um de seus filhos deve ter significado intenso sofrimento para Abraão. Mas, consciente de sua própria responsabilidade pela situação que se tinha criado, resignou-se ante a vontade revelada de Deus neste assunto.

A sorte de Agar e Ismael parece dura ao extremo, mas eles tinham feito que isto fosse inevitável por sua conduta em não aceitar um papel secundário.

Com quanta freqüência uma conduta mal calculada significa não só renunciar às bênçãos de que poderíamos desfrutar, senão também ter que suportar sofrimentos inúteis?

V-15,16.
Andaram por muito tempo vagando pelo deserto debaixo de um sol escaldante.

Não demorou muito e a fome e a sede já os maltratava. Quando acabou a água do odre, ela deixou Ismael debaixo de uma arvorezinha e foi sentar-se a uns cem metros dali.

A sombra da árvore era o único recurso ao seu alcance para aliviar sua dor.

_ Não suporto ver o meu filho morrer. Ela ficou ali sentada, e o menino começou a chorar.

Parece que Agar deixou a Ismael porque a sede fazia que ele delirasse. Se ela ficasse perto, isso só aumentaria os sofrimentos maternos sem aliviar os de seu filho.

V-17,18.
Deus ouviu o choro do menino; e, lá do céu, enviou seu anjo com palavras de ânimo para Agar e um remédio para a dor do rapaz e disse;

_ Por que é que você está preocupada, Agar? Não tenha medo, pois Deus ouviu o choro do menino aí onde ele está.

_ Vamos! Levante o menino e pegue-o pela mão. Eu farei dos seus descendentes uma grande nação.

Abraão amava Ismael e havia orado por ele, por este motivo Deus cuidou da mãe e do menino.

V-19.
Então Deus abriu os olhos de Agar, e ela viu um poço. Agar foi levada a um poço de água que estava perto, um poço que tinha estado ali todo o tempo.

O poder divino não produziu água clara, senão uma visão clara.

Os poços do deserto de Palestina eram fossas artificialmente engrandecidas no terreno, onde se recolhia a água de vertentes naturais, cujas aberturas estavam ocultadas com pedras para impedir que os animais descarrilados caíssem dentro.

Ela então encheu o odre de água e deu para Ismael beber.

V-20.

Protegido por Deus, o menino cresceu. Ismael ficou morando no deserto de Parã e se tornou um bom atirador de flechas.

V-21.
Agar voltou a visitar sua terra natal para conseguir uma esposa para seu filho, e depois morou no deserto de Parã, no nordeste da península do Sinai.

Assim se deu a origem dos Árabes.

Seus descendentes, os árabes, continuam também a viver nesta região até os dias de hoje.

Em Cristo;
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Gênesis 21:9-13


Um problemão para Abraão resolver

V-9.
Durante seus catorze anos, Ismael havia recebido toda a ternura e atenção de seu pai. Mas o seu ciúme se acende com a atenção dada ao pequeno Isaque, e ele reage zombando do seu irmãozinho.

E como vimos no final da última postagem, Sara viu Ismael, zombando dele e ficou furiosa.

Ismael tinha então 17 anos e sem dúvida sempre tinha se considerado como o filho maior e o herdeiro de Abraão.
No entanto, o nascimento de Isaque e a festa do desmame mostravam claramente que o filho de Sara deveria ultrapassá-lo, e como resultado ficou enciumado e começou a fazer besteiras.

V-10.
Quando Sara viu isso, disse a Abraão:

_ Mande embora essa escrava e a peste do filho dela, pois o filho dessa escrava não será herdeiro junto com Isaque, o meu filho.

É incrível como Sara tem a coragem de desprezar a Agar e seu filho, já que tinha sido ela mesma quem sugeriu a Abraão que tomasse a Agar como mulher.

V-11.
Abraão ficou muito preocupado com isso, pois Ismael também era seu filho e o amava muito.

Para Sara, Agar e Ismael eram intrusos. A primeira, uma egípcia de baixa condição, uma escrava estrangeira; o outro, um rapaz mestiço que sempre causaria dificuldades.

Más Abraão não compartilhava deste sentimento.

Pronto; a confusão estava armada. Más isso é o que podia se esperar como resuldado de um pecado que atingiu diretamente a família.

Durante anos Abraão tinha pensado que Ismael ia ser o herdeiro. Ismael era sua própria carne e sangue e amava ao rapaz que tinha sido seu único filho durante 14 anos.

Abraão não questionava o fato de que Isaque deveria ser o herdeiro prometido; mas Ismael também era seu filho.

Parecia impossível a Abraão atender ao desejo de Sara.

V-12,13.
Desesperado Abraão procurou o conselho de Deus.

Prontamente Deus lhe respondeu:

_ Abraão, não se preocupe com o menino, nem com a sua escrava.

Por um momento Abraão se sentiu aliviado, más Deus continuou;

_ Porém quero que você faça tudo o que Sara disser, pois você terá descendentes por meio de Isaque.

De um ponto de vista humano, parece estranho que Deus aprovasse o pedido um tanto egoísta de Sara.

Ainda que Deus estivesse disposto a abençoar a Ismael, o Senhor nunca aprovou a união de Abraão com a escrava.

Apenas Isaque foi escolhido por Deus como instrumento para que a nação judia e finalmente o Salvador viessem ao mundo.

A conseqüência deste pecado traria problemas ainda maiores no futuro, caso Ismael e a escrava continuassem vivendo com Abraão.

Estava claro que Ismael jamais aceitaria, principalmente após a morte de Abraão que seu irmão mais novo fosse o herdeiro.

E isto se tornaria um risco para os planos de Deus com relação a descendência que levaria a Cristo.

_ O filho da escrava é seu filho também, e por isso farei com que os descendentes dele sejam uma grande nação.

Deus iria abençoar e cuidar de Ismael por causa de Abraão. Isto sem dúvida o tranqüilizou.

Confortado, Abraão se levantou de madrugada para tomar uma difícil decisão...

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Gênesis 21:1-8


A alegria com o nascimento de Isaque

V-1-3.
De acordo com o que Deus havia prometido, Sara ficou grávida e, na velhice de Abraão, lhe deu um filho.

O menino nasceu no tempo que Deus havia marcado, e Abraão que agora desfrutava do momento mais feliz de sua vida pôs nele o nome de Isaque.

V-4,5
E quando Isaque tinha oito dias, Abraão nesta época com 100 anos, o circuncidou como Deus havia mandado.

Um ano antes, Abraão e Ismael junto com todos os outros homens da casa tinham sido circuncidados. O sinal do pacto se aplicou agora com Isaque, o filho do pacto.

V-6.
Sara não se contendo de tanta felicidade disse:
_ Deus me deu motivo para rir. E todos os que ouvirem essa história vão rir comigo.

Um ano antes o riso de Sara foi de incredulidade, mas agora ela ria de alegria.

E Sara disse mais;
_ Meu esposo jamais imaginaria que eu ainda daria de mamar. No entanto, apesar de ele estar velho, eu lhe dei um filho.

V-8.
O menino cresceu e foi desmamado. E, no dia em que o menino foi desmamado, Abraão todo orgulhoso, deu uma grande festa.

As mães judias alimentavam a seus filhos aproximadamente durante três anos.

É um costume oriental celebrar o desmame de uma criança mediante uma festa ritual, ocasião em que a criança participa comendo algo mais sólido pela primeira vez.

Neste dia Sara viu Ismael, que era quatorze anos mais velho do que Isaque, zombando dele.

Não é surpresa para aqueles que conhecem a natureza humana ver Ismael já com certa inveja de Isaque, que havia sido colocado no lugar dele como herdeiro de Abraão e agora era tão paparicado.

Na próxima postagem, veremos que um pecado de 14 anos atrás ainda vai trazer terríveis conseqüências para a família de Abraão.

Em Cristo;
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Gênesis 20:8-17


A confusão entre Abraão, Sara e Abimeleque

V-8
Após a noite agitada, no dia seguinte Abimeleque levantou-se bem cedo, chamou todos os seus servidores e lhes contou o que havia acontecido. E eles ficaram com muito medo.
V-9
Em seguida Abimeleque chamou Abraão e disse:

_ Veja o que você fez! Que mal eu lhe causei para que você fizesse cair sobre mim e sobre o meu país a culpa de um pecado tão grande? Isso não é coisa que se faça.

A bronca de Abimeleque deve ter sido humilhante ao extremo para Abraão.

Abraão tinha sido comissionado para representar o Deus verdadeiro aos habitantes de Canaã, e agora estava sendo repreendido por um governante pagão.

_ O que é que você estava pensando quando fez isso?

V-12.
Abraão respondeu:

_ Eu pensei que neste lugar ninguém respeitasse a Deus e que me matariam para ficar com a minha mulher.

Parece que ele acreditava que se ele estivesse em um lugar que não temesse ao Senhor, ele estaria fora da proteção de Deus.

Nem mesmo Satanás pode fazer qualquer coisa contra os filhos de Deus, a menos que ele receba permissão de Deus para isso

Abraão continuou;
_ Além disso, Sara é, de fato, minha irmã, mas só por parte de pai. Sendo assim, eu pude casar com ela.

V-13.
_ Quando Deus me tirou da casa do meu pai e me fez andar por terras estrangeiras, eu chamei a Sara e disse: "Em todo lugar aonde formos, faça-me o favor de dizer que sou seu irmão."

V-14.
Então Abimeleque devolveu Sara a Abraão.
Além disso, lhe deu ovelhas, bois, escravos e escravas para compensar o dano que havia causado.
V-15.
E disse:
_ Olhe Abraão, aí estão as minhas terras. More onde quiser.

Com esta oferta Abimeleque procurou que Abraão entendesse com clareza que não tinha tido o propósito de fazer o mau e que queria viver em paz com ele.

Sabia do relacionamento que Abraão tinha com seu Deus e do que Deus seria capaz de fazer por Abraão.

V-16.
Abimeleque virando-se para Sara disse o seguinte:

_ Estou dando ao seu irmão onze quilos e meio de prata para que os que estão com você saibam que você está inocente. Assim, todos saberão que você não fez nada de errado

V-17.
Por causa do que tinha acontecido com Sara, o SENHOR Deus havia feito com que nenhuma das mulheres do palácio de Abimeleque pudesse ter filhos.

Do ponto de vista oriental ter filhos era a maior de todas as bênçãos, portanto não podia haver uma calamidade maior do que a esterilidade.

Abraão, conforme o SENHOR havia predito, então orou por Abimeleque, e ele foi sarado, bem como sua mulher e suas servas, que Ele havia tornado estéreis por causa de Sara.

A justiça de Deus exigia que Abraão, de quem Abimeleque havia tirado Sara, o perdoasse por esse ultraje e intercedesse por ele antes que Deus lhe removesse o castigo.

Em Cristo;
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Gênesis 20:1-7


A volta tímida de Abraão
V-1.
Depois de passearmos pelas desventuras da vida de Ló, a narrativa agora nos leva para Abraão, ainda que a sua vida fosse certamente mais produtiva do que a de Ló, este será mais um momento em que o veremos tropeçar e falhar em confiar no Senhor.

Agora o exemplo de Abraão nos servirá para lembrar que somos sustentados pela graça de Deus, e que devemos orar diariamente para a libertação do pecado.
Então vamos a narrativa;
Abraão novamente deixou a terra prometida, depois de morar em Manre por cerca de 20 anos, seguiu para o sudoeste, a caminho do Egito e fixou sua residência em Gerar: uma região habitada pelos filisteus, cujo rei era chamado Abimeleque.
Segundo consta, era uma região de boas pastagens naquele tempo.
V-2.
Mais tarde, quando estava morando em Gerar, ficou preocupado com o interesse do rei filisteu Abimeleque pela sua esposa Sara.
Havia entre Abraão e Sara um acordo, que fizeram por imposição de Abraão antes de sair de Ur (v.13): em todo o lugar que fossem, Sara devia dizer que era irmã de Abraão - o que era verdade, pois tinham o mesmo pai.
O fato de serem marido e mulher não devia ser divulgado, para não incorrerem no risco de Abraão ser morto por causa de Sara (ela evidentemente era uma mulher muito linda e desejável).
Como ela não tinha filhos, podia passar por solteirona e, sendo estéril, não corria o perigo de gerar filhos fora do casamento.
Então quando Abimeleque viu a Sara, não deu outra, mandou que a trouxessem para ele.
É impressionante que Sara, com a idade de 90 anos, fosse ainda tão atraente para ser desejada por um príncipe palestino.
É certo que apesar de ter 90 anos, tinha uma aparência de uns 40 anos de vida.
V-3.
Mas a felicidade de Abimeleque durou pouco e de noite, num sonho, Deus apareceu a Abimeleque e disse:
_ Você vai ser castigado com a morte porque a mulher que mandou buscar é casada.
V-4.
Abimeleque ainda não havia tocado em Sara e apavorado disse:
_ Senhor, eu estou inocente! Será que vais destruir a mim e ao meu povo?
_ O próprio Abraão disse que Sara é irmã dele, e ela disse a mesma coisa.
_ O que eu fiz foi de boa fé e não sou culpado.
Deus resolveu intervir, principalmente para evitar a possibilidade de que Isaque, próximo a nascer, pudesse ser considerado como filho de Abimeleque e não de Abraão.
V-6.
No sonho Deus respondeu:
_ Eu sei que você fez tudo de boa fé. Portanto, para que você não pecasse contra mim, eu não deixei que você tocasse nela.
V-7.
_ Agora devolva a mulher ao marido dela. Ele é profeta e orará para que você não morra.
_ Mas, se a mulher não for devolvida, eu estou avisando que certamente você morrerá. Você e todos os seus.
Deus tem ciúmes de Seu povo e especialmente de Seus servos.
Deus tinha um plano para Abraão, más Abimeleque estava prestes a interromper.
Abraão não foi inocentado pelo seu comportamento, mas os planos de Deus para ele deveriam continuar.
Se Abimeleque tivesse tomado Sara por mulher, nem Isaque, nem a nação de Israel e muito menos o nosso Senhor Jesus Cristo teriam nascido.
O propósito de Deus não pode ser impedido, embora algumas vezes ele pareça estar sendo ameaçado.
Em Cristo;
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Gênesis 19:30-38


O incesto na família de Ló

V-30.
Não demorou muito, Ló saiu de Zoar temeroso de que ela pudesse também ser destruída como suas cidades vizinhas.

A seguir veremos que terrível desperdício e prejuízo o pecado pode produzir na vida, inclusive de cristãos.

A vida de Ló se tornou em um desastre após o outro.

Os Cristãos não podem perder a sua alma, mas certamente podem desperdiçar suas vidas e perder suas famílias.

V-31
Certo dia a filha mais velha disse a mais nova:

_ O nosso pai já está ficando velho, e não há nenhum outro homem nesta região. Assim não podemos casar e ter filhos, como é costume em toda parte.

As filhas de Ló tinham muitas desculpas para a conspiração pecaminosa e terrível que veremos a seguir.

Elas não tinham nenhuma esperança de maridos. Os filhos eram uma proteção para os velhos e sem eles o nome da família desapareceria, pois não haveria descendentes.

V-32
_ Venha cá, vamos dar vinho a papai até que fique bêbado. Então nós nos deitaremos com ele e assim teremos filhos dele.

O pecado delas teve prosseguimento, e foi motivado pela falta de fé de que Deus iria suprir suas necessidades, e também pela ausência de padrões morais.

V-33
Naquela mesma noite elas deram vinho ao pai, e a filha mais velha teve relações com ele. Mas ele estava tão bêbado, que não percebeu nada.

V-34,34
No dia seguinte a filha mais velha disse à irmã:

_ Eu dormi ontem à noite com papai. Vamos embebedá-lo de novo hoje à noite, e você vai dormir com ele. Assim, nós duas teremos filhos com ele e conservaremos a sua descendência.

Sem dúvida o ambiente e os costumes corruptos de Sodoma, onde elas viviam, amorteceram seu pudor e a natural repugnância a este ato de incesto.

Nessa noite tornaram a dar vinho ao pai, e a filha mais nova teve relações com ele. De novo ele estava tão bêbado, que não percebeu nada.

Ló se deixou embriagar pelo vinho que as duas lhe deram em duas noites seguidas: encontramos aquí, uma advertência contra o uso de bebidas alcoólicas!

Os filhos deste incesto foram os ancestrais de duas nações (Moabitas e Amonitas) que se tornaram um problema habitual para Israel.

V-36-38
Assim, as duas filhas de Ló ficaram grávidas do próprio pai.

Tinham crescido até serem mulheres numa região onde abundavam a embriaguez e toda outra forma de imoralidade.

Portanto, seu juízo estava embotado, e sua consciência adormecida.

O preço que pagou Ló por viver em Sodoma foi a perda de toda sua família.

Os vis e idólatras Moabitas e Amonitas foram sua única posteridade.

Em Cristo;