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Gênesis 26: 23-33


O pacífico Isaque

V-23.
Por alguma razão que não se explicou, Isaque se mudou para o norte após um tempo e se estabeleceu em Berseba, lugar onde Abraão e o Abimeleque do seu tempo haviam feito um juramento de cooperação mútua no passado.

Foi neste lugar que Abimeleque havia concordado que um poço que havia alí pertencia a Abraão.

Talvez seja por isso que Isaque escolheu este lugar.

Más para sua surpresa, também esse poço havia sido enchido de entulho pelos famigerados filisteus.

V-24
Numa noite o SENHOR apareceu a ele e disse:

_ Eu sou o Deus de Abraão, o seu pai. Não tenha medo, pois eu estou com você. Por causa do meu servo Abraão, eu abençoarei você e farei com que os seus descendentes sejam muitos.

V-25
Isaque construiu um altar ali e adorou a Deus, o SENHOR.

A seguir, ele armou sua tenda, e mandou seus servos desentupirem o poço.

V-26.
As bênçãos de Deus na vida de Isaque eram tão perceptíveis que os Filisteus começaram a temer isto.

Certo dia Abimeleque saiu de Gerar e foi conversar com Isaque.

Com ele foram os seus amigos Auzate e Ficol, o comandante do seu exército.

Isaque se surpreendeu ao vê-los, depois do que havia sucedido anteriormente, mas era evidente que o Abimeleque temia possíveis represálias por parte de Isaque por causa das ofensas que havia recebido do seu povo.

V-27-30
Isaque perguntou:

_ Por que é que vocês vieram falar comigo, vocês têm ódio de mim e até me expulsaram da sua terra?

Eles responderam:

_ Agora nós sabemos que o SENHOR Deus está com você e pensamos que deveríamos fazer um trato com você, selado com juramento. O trato é este:

_ Você não nos fará nenhum mal, assim como nós não fizemos nenhum mal a você. Nós fomos bondosos para você e deixamos que fosse embora em paz. Agora está claro que o SENHOR o tem abençoado.

Este tratado na realidade era uma renovação do tratado original entre Abraão e o Abimeleque anterior de Gerar.

Eles propuseram esta aliança de paz com ele, porque temiam pela própria segurança.

Apesar da injustiça que tinha sofrido Isaque nas mãos deles, sendo ele um homem amante da paz, ficou contente em fazer um novo pacto de amizade com Abimeleque.

Então Isaque preparou um banquete, e todos eles comeram e beberam.

V-31
No dia seguinte eles se levantaram bem cedo e fizeram um juramento, e cada um fez o seu juramento semelhante àquele firmado entre Abimeleque e Abraão.
Depois disto os três voltaram para Gerar sem maiores problemas e o mais importante, como amigos de Isaque.

V-32,33
A seguir, os servos de Isaque lhe informaram de seu sucesso em abrir o poço que estava entulhado.
Como gostava de dar nome a tudo, Isaque lhe deu o nome de Berseba, que significa "juramento", em comemoração ao tratado com Abimeleque.

Embora não mencionada no Novo Testamento, Berseba ainda existe até os dias de hoje, ela é chamada pelos palestinos árabes de Bir es-Seba, "poço dos sete"; ali existem dois poços principais e cinco menores. Está quase no meio entre o mar Mediterrâneo e o mar Morto.

Vemos nesta postagem o caráter pacífico e generoso de Isaque, um exemplo para nós, pois a Palavra de Deus nos manda que se possível, no que depender de nós, devemos viver em paz com todas as pessoas.

Em Cristo
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Gênesis 26:17-22


A Paciência de Isaque é testada

V-17.
Estando num caminho de santidade, Isaque não brigou com o rei filisteu, mudou sua colônia de férias para o oriente da cidade, onde se encontravam os tais poços.

Neste epsódio, Isaque nos dará um bom exemplo de como o Cristão deve evitar as disputas.

V-18
Gerar se encontrava à beira do deserto, a água era uma substância muito preciosa nesta região, era uma espécie de petróleo incolor.

Quando alguém cavava um poço e encontrava água, ele assumia o direito de propriedade ao terreno.

Alguns poços eram até trancados para que a água não fosse roubada.

Entupir um poço de alguém era considerado um crime naquela terra e Isaque tinha todo o direito de reagir quando fizeram isso com ele, mas preferiu manter a paz.

Pacientemente ele abriu outra vez os poços de seu pai, mantendo os mesmos nomes.

V-19,20
Isaque realmente era um homem abençoado por Deus.

O tempo passou, e um dia os empregados de Isaque estavam no vale abrindo um novo poço e eis que acharam, adivinhem; uma mina de água para o desespero dos invejosos filisteus.

Quando souberam da notícia, os pastores de Gerar olhos grandes que só eles, discutiram com os pastores de Isaque, afirmando que a água era deles.

Então Isaque para não criar confusão saiu de lá e foi cavar mais poços em outro lugar, porém deu a esse poço o nome de "Discussão".

V-21
Depois os empregados de Isaque abriram outro poço e por causa dele também houve discussão.

Então Isaque para não criar mais outra confusão saiu de lá e foi cavar mais um poço em outro lugar, porém deu a esse poço o nome de "Inimizade".

V-22.
Isaque saiu dali e abriu outro poço.

O terceiro poço novo foi o suficientemente longe dos filisteus para que o deixassem em paz ali, por esta razão o chamou de "lugar espaçoso".

Ele disse:
_ Agora o SENHOR Deus nos deu um lugar espaçoso para viver nesta terra, e aqui vamos ficar à vontade.

Após Isaque deixar as contendas deste mundo, encontrou comunhão com Deus.

Muitos se tornam tão embaraçados com os negócios desta vida, que perdem a alegria de caminhar com Deus.

Más não o nosso amigo Isaque!

Aprendamos com ele!!!

Em Cristo;
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Gênesis 26:12-16


Os invejosos filisteus
V-12-14.
Isaque ficou muito tempo morando em Gerar, e Deus manteve sua promessa de abençoa-lo e rapidamente ele enriqueceu, prosperou e ficou riquíssimo.

Isaque fez plantações ali e milagrosamente colheu cem vezes mais do que semeou.

Ele tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele.

V-15,16.
Lembram dos poços inutilizados pelos filisteus que o Rei de Gerar tinha garantido a Abraão?
Além de podre de rico, Isaque ainda possuia estes poços, que estavam dentro do territórios dos filisteus.

Pois bem, os invejosos não aguentando ver o suceso do forasteiro, foram até lá e entupiram com terra todos os poços que pertenciam a Isaque.

Neste tempo Isaque nem usava com freqüência estes poços, pois onde ele estava morando a água era abundante.

Estes poços eram como uma poupança que poderia ser de muita serventia no futuro.

Poder dispor de poços era importantíssimo no deserto do sul de Palestina, e sem eles qualquer pecuarista, deveria procurar pastos em outros lugares.

Mesmo assim Isaque não ligou para a inveja e se manteve morando alí e prosperando cada vez mais.

A inveja é uma das emoções mais destrutivas. Quanta miséria é produzida tanto nos corações dos invejosos quanto na vida da pessoa invejada.

Alguém disse que a única maneira de escapar da inveja é "não possuir nada, não fazer nada e não saber nada".

Os Filisteus invejaram Isaque devido às bênçãos que Deus havia lhe dado.

A situação foi ficando delicada, até que um dia Abimeleque resolveu que o melhor era convidar Isaque a se retirar de suas terras.

_ Por favor, Isaque, vá embora da nossa terra. Você ficou muito mais poderoso do que nós e isso vai acabar nos trazendo problemas.

Como o rei se mostrou bacana, Isaque nem discutiu e foi morar um pouco distante dalí, no vale de Gerar, onde se encontravam os tais poços.

Mas a briga por causa de água não parou por aí...

Em Cristo;
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Gênesis 26:7-11


Tal pai tal filho

V-7.
Vimos em nosso ultimo estudo que a fome começava a assolar Canaã e Isaque vendo que a situação não ia melhorar tão cedo levantou acampamento e foi em direção ao Egito, onde havia abundância de pastagem, como seu pai havia feito.

Mas o SENHOR lhe apareceu e mandou que ele ficasse na terra de Canaã.
Chegando em Gerar, temeu que os habitantes da terra o matassem para ficarem com Rebeca que, como já foi dito, era muito bonita, então combinou com ela para dizerem a todo mundo que eram irmãos.

Isaque resolveu seguir o exemplo de seu pai, quando este passou pelo mesmo problema.

Este foi o efeito do pecado de Abraão sobre Isaque.

Com quanta freqüência os pecados dos pais se repetem nos filhos!

Mas é importante entender que os péssimos exemplos dos pais, nunca livram os filhos de sua responsabilidade pessoal por seus próprios erros.

Continuando...

V-8
Isaque ficou ali muito tempo, vivendo aparentemente como irmão de Rebeca.

Más a casa caiu quando um dia Abimeleque, o rei dos filisteus, olhando pela janela do palácio, viu Isaque e Rebeca trocando carícias no jardim.

V-9
Mais que depressa, chamou Isaque à sua presença e perguntou:

_ Isaque que história é esta? Ela é a sua mulher, não é verdade? Por que você disse que ela era sua irmã?

_ É que eu pensei que me matariam se eu dissesse que ela era a minha mulher - respondeu Isaque.

V-10,11

Aí Abimeleque disse:

_ Por que você nos fez isso? Um de nós poderia facilmente ter ido para a cama com ela, e você teria feito com que a culpa caísse sobre nós.

"Vejam só, em virtude da graça divina, Isaque encontrou decência onde ele não esperava".

Então Abimeleque baixou um decreto determinando que qualquer um que fizesse alguma coisa contra Isaque ou Rebeca seria morto.

Passado este constrangimento, Isaque e Rebeca continuaram morando em Gerar por um bom tempo, agora como marido e esposa.

Em Cristo;
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Gêneis 26:1-6


A fome na tranquila vida de Isaque

V-1.
Passado um tempo, novamente vem fome sobre a terra, como nos tempos de Abraão (quando estudamos no capitulo 12), então Isaque sobe para o norte até chegar em Gerar, onde seu pai havia se enriquecido entre os filisteus, e onde provavelmente ele mesmo Isaque havia nascido.

Ao chegar ali, foi procurar o rei Abimeleque, provavelmente como ato de cortesia e para obter sua aprovação para acampar com seus rebanhos em seu território.

Segundo os historiadores, os filisteus haviam emigrado para uma área no litoral de Canaã; seu número era pequeno, mas eram considerados guerreiros ferozes, sendo freqüentemente contratados por outros povos para as suas guerras.

Embora neste período fossem amigos de Abraão e Isaque, este pequeno grupo se tornará uma nação que séculos mais tarde será um flagelo para os israelitas.

Este Abimeleque, não é o mesmo do capítulo 20, pois quase um século havia já se passado desde então.

O nome Abimeleque são na realidade, títulos que significam respectivamente "rei" e "comandante de exército

V-2.
Ali o SENHOR Deus apareceu a Isaque e disse:

_ Não vá para o Egito. Fique na terra que eu vou lhe mostrar

Esta é a primeira revelação divina que se registra diretamente de Deus a Isaque.

As várias promessas feitas anteriormente a Abraão foram então repetidas a Isaque, sem a intervenção de Deus.

V-4
Deus continua sua mensagem, confirmando as mesmas palavras ditas a Abraão;

_ Por enquanto fique morando neste lugar, e eu estarei com você e o abençoarei. Darei aos seus descendentes todas estas terras e assim cumprirei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai.

V- 5,6.
E Deus continua, provando que os anos se passam, mas as promessas nunca mudam;

_ Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos quanto às estrelas do céu e lhes darei todas estas terras. Por meio dos seus descendentes eu abençoarei todas as nações do mundo, pois Abraão me obedeceu e cumpriu as minhas ordens, os meus mandamentos, as minhas leis e os meus ensinamentos.

A obediência do pai é aqui apresentada como a razão para as bênçãos que viriam sobre o filho.

Eu estva pensando... O passar dos anos parece muitas vezes zombar das promessas de Deus.

Imagino que era bem difícil para os patriarcas entenderem a respeito do que Deus estava fazendo.

Más nós que agora temos a Bíblia completa, sabemos que Deus tinha um propósito para todas as coisas e apesar do tempo, manteve cada uma de Suas promessas.

Devemos continuar confiando em Deus, mesmo que não compreendamos o momento atual pelo qual passamos.

Lembre-se; o tempo não entorpece a memória de Deus e de Suas promessas.

Para você não ficar mal acostumado, por estar recebendo tudo mastigadinho, abra sua Bíblia agora e leia; (II Pedro 3:8-9), e maravilhe-se na magnífica, verdadeira e única palavra de Deus.

Voltando a história...

Em obediência a Deus, Isaque ficou morando na cidade de Gerar, dando continuidade assim a sua vida de paz e tranqüilidade.

Más não por muito tempo...

Em Cristo;
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Gênesis 25:32-34


Quanto vale uma primogenitura?

V-32.
Esaú estava azul de fome, não consegia pensar em nada a não ser em devorar um prato da comida que lhe seduzia.

Então irresponsavelmente disse a seu irmão:

_ Está bem.

E com certo exagero continuou;

_ Eu vou morrer de fome se não conseguir alimento imediatamente; neste caso que valor tem para mim esses direitos de filho mais velho? Agora me dá esse rango aí.

Sendo indiferente às bênçãos que iam ser suas, Esaú as considerou de forma leviana e se fez indigno delas.

V-33.
Meio desconfiado Jacó ainda exigiu;

_ Então jure primeiro.

_ Juro, juro! Agora me dá aí esse negócio vermelho pra eu comer, que eu tenho que voltar pra minha caça.

E assim Esaú passou a Jacó os seus direitos de filho mais velho.

É difícil defender a conduta de Jacó nesta transação.

Sua atitude e palavras revelam premeditação.

É um erro perigoso e às vezes fatal querer se antecipar a Deus, o qual a seu devido tempo cumprirá o propósito divino.

V-34.
Satisfeito com o juramento, Jacó entregou ao irmão um pão e o ensopado de lentilhas.

Esaú comeu com pressa, levantou-se e voltou para o campo.

Foi assim que ele desprezou os seus direitos de filho mais velho.

Para Esaú a única coisa de valor era a satisfação momentânea do apetite; as bênçãos espirituais futuras pareciam remotas e irreais.

Ele se mostrou insensível às coisas espirituais. Não se interessou em nada senão na satisfação do desejo físico.

Como um animal, baseou suas decisões tão-só na satisfação das necessidades do momento.

Será que a conduta de Jacó pode ser justificada? Será que ele se arrependeu?

E Esaú, será que ele merecia um castigo mais severo? E será que ele se arrependeu também da besteira que fez?

Veremos nas próximas postagens.

Em Cristo;
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Gênesis 25:29-31


Quanto vale um prato de lentilha?

V-29,30.
A diferença de caráter entre os dois irmãos cedo se manifestou numa situação singular, que chegou a ser o ponto crítico que separou suas vidas.

Esaú era amigável, viril, mas um homem natural (não regenerado).

Ele só se interessava naquilo que podia ver. O seu coração estava colocado nas coisas deste mundo.

Certo dia, Jacó como bom cozinheiro que era, havia preparado um ensopado grosso de lentilhas de cor avermelhada.


As lentilhas vermelhas são até o dia de hoje um alimento favorito na Palestina, onde é preparada com cebolas, alho, arroz e azeite de oliva. Ocasionalmente lhes adicionam carne.


Esaú chegou do campo morto de fome e cansado, quando sentiu um aroma irresistível vindo da tenda de Jacó.

Ao entrar, viu o irmão com um prato na mão e pediu que lhe servisse, ou melhor, mandou, porque irmão mais velho naquele tempo tinha voz:

_ Ô, rapaz. Dá-me esse negócio vermelho aí que você ta comendo. Tô cansado e com uma fome danada.

V-31.
Jacó respondeu:
_ Quer comer, é? Eu deixo; mas só se você me vender seus direitos de filho mais velho.

Aqui vemos que Jacó se ressentia do fato de que Esaú nascera primeiro, e ambicionava as vantagens que isso lhe dava: ser o principal da família, depois do pai, e o principal herdeiro.

Jacó conhecia a profecia do anjo acerca dele e de seu irmão feito antes de seu nascimento.

Hoje em dia ser irmão mais velho não é grande coisa. Mas naquele tempo era muita coisa:

Os outros irmãos deviam respeito ao mais velho, e ele ainda recebia muitos outros benefícios.

Pelo que vemos, Jacó dava muito valor ao direito de primogenitura e provavelmente pagaria bastante por ele, se fosse necessário.

Ele sabia que sob a legislação mosaica, estavam em jogo alguns importantes benefícios;

1- Herdar a autoridade oficial do pai,
2- Herdar a herança de uma dupla porção da propriedade paterna,
3- O privilégio de chegar a ser o sacerdote da família,
4- A herança da promessa da Canaã e outras bênçãos do pacto,
5- A honra de ser o progenitor da Semente prometida.

“A proposta de Jacó além de inescrupulosa e desprezível, também revela um espírito de impaciência e falta de confiança na providência de Deus, similar ao que manifestou Abraão quando tomou por mulher a Agar”.

As condições da venda apresentadas por Jacó eram exigentes, egoístas e vis.

Muita atenção meus amigos blogueiros; A teoria de que o fim justifica os meios não tem a aprovação do céu.

Deus não podia aprovar esse fato, mas dirigiu as coisas para o cumprimento final de seus propósitos como veremos a seguir.

Em Cristo;
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Gênesis 25:25-28

Esaú x Jacó

V-25.
Para uma época sem as tecnologias que temos hoje, o parto não era nada fácil, pior ainda se os bebês ao nascer resolvessem dificultar o trabalho.

E foi o que aconteceu, os dois pirralhinhos pareciam disputar o prêmio de ser o primogênito.

Quem nasceu primeiro, foi um bebê ruivo e muito peludo, por isso o chamaram de Esaú, que significa cabeludo, mais tarde recebendo o apelido de Edom, vermelho, cor-da-terra (o mesmo que Adão).

O crescimento excessivo do cabelo de Esaú, conhecido na medicina como hipertricose, já era notável quando nasceu, e posteriormente chegou a ser o rasgo mais resultante de sua aparência física.

Quem disse na postagem anterior que a notícia tinha a ver com Esaú, acertou.

V-26.
O segundo nasceu agarrando o calcanhar de Esaú com uma das mãos, e por isso lhe deram o nome de Jacó.

O nome pessoal Jacó, que significa "se agarrar ao calcanhar" ou "enganar", foi muito apropriado.

Não só fazia lembrar o incidente de seu nascimento, também profeticamente assinalava seu caráter e destino.

Jacó ainda vai nos dar muito trabalho, más é um dos personagens mais legais da bíblia.

Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca teve os gêmeos.

V-27,28.
À medida que cresciam os dois rapazes, fazia-se evidente uma grande diferença de caráter.

Esaú gostava de viver no campo e se tornou um bom caçador, foi um esportista que viveu como um príncipe.

O jovem vivia para os prazeres materiais e desfrutava da preferência de seu pai por causa de sua caça.

Já em contra partida, os deveres e as responsabilidades de uma calma vida familiar, tão monótona e irritante para Esaú, eram naturais para Jacó, um homem simples, que provavelmente ficava envolvido com o serviço duro de casa e ambicionava as bênçãos do SENHOR.

Ao passo que Esaú nunca superou as aflições físicas e emocionais da adolescência, Jacó desenvolveu a estabilidade de caráter e o juízo que viriam com a maturidade bem mais tarde.

A cega parcialidade de Isaque por seu primogênito, sem levar em conta as qualidades de caráter de seu filho para a direção da família, produziu divisão no lar.

Como resultado, agravos, desventuras e injustiças caracterizaram as relações entre os irmãos e sua posteridade durante séculos.
Isaque erroneamente não disfassava sua preferência pelo filho peludo e caçador.

A preferência de Isaque por Esaú parece ter-se baseado, em parte ao menos, por sua loucura por carnes de caça.

É impressionante como o patriarca permitiu que seu amor e seu sentido de justiça e piedade fossem controlados por seu apetite.

"Sua experiência negativa é um grande alerta para nós".

Como desgraça pouca é bobagem, Rebeca por sua vez, comprou a briga do filho mais moço, dando preferência a ele, pois gostava de seu geito manso e caseiro, chegando ao ponto de mais tarde usar de artifícios para promovê-lo.

Com tantas diferenças, era de se esperar que o conflito entre os irmãos atingisse um ponto insuportável.

E atingiu mesmo, mas isso fica para a próxima postagem.

Em Cristo;
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HIPERTRICOSE

HIPERTRICOSE

Supatra Sasuphan, uma garota tailandesa de seis anos sofre de uma rara anomalia:

A síndrome de Ambras ou Hipertricose Congênita, caracterizada pelo excesso de pelos que cobre todo o rosto da menina e partes do corpo.

Existem menos de 40 casos desta alteração genética em todo o mundo.

Um outro caso é o de Yu Zhenhuan, portador da Hipertricose Congênita Generalizada e atualmente é considerado o homem mais peludo do mundo com 96% do seu corpo coberto por pêlos.

Você deve estar se perguntando...

O que esta notícia tem a ver com a Bíblia?

Você saberá na próxima postagem!

Aguarde!

Em Cristo;

A seguir: Esaú x Jacó

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Gênesis 25:19-24



A gravidez de Rebeca

V-19.
Moisés volta ao tema principal de sua narração, a história do povo escolhido.

Alguns acontecimentos descritos nos seguintes versículos ocorreram durante a vida de Abraão.

Vou pontuar alguns detalhes importantes para você não queimar muitos neurônios;

Abraão viveu até 175 anos e tinha 100 quando nasceu Isaque.
Quando nasceram Esaú e Jacó deveria ter 160 anos, que, portanto tinham 15 anos quando morreu seu avô.

A morte de Ismael aos 137 anos ocorreu muito depois, quando Jacó e Esaú tinham 63 anos.

Compreenderam?

Então como diz meu pastor, vamos pra frente!

V-20.
Ao que parece, Isaque era um homem piedoso, caseiro, de vida relativamente tranqüila, que não passou por muitas aventuras e provações.

Era tranquilo até demais, pois se casou lá pelos quarenta anos de idade com Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão.

Eles eram arameus e moravam na Mesopotâmia.

V-21.
Igual ao seu pai, Isaque deveria aprender que os filhos da promessa não teriam de ser singelamente o fruto da natureza, senão também, uma manifestação da graça divina.

Já se faziam 19 anos de casados, Isaque e Rebeca ainda não tinham filhos, então Isaque orou a Deus, pedindo sua intervenção.

Diferença de Abraão preferiu depender das misericórdias de Deus ao invés de confiar em seu jeitinho brasileiro, assim como seu pai fizera.

Não exerceu em vão sua confiança em Deus, nem teve que esperar muito tempo antes que sua fé se convertesse numa realidade.

O SENHOR ouviu a oração dele, e Rebeca ficou grávida.

V-22.
Passado alguns meses, rebeca se viu grávida e ela nem imaginava que em sua barriga havia gêmeos.

Durante a gravidez Rebeca sentiu mais movimento do que o normal em seu ventre, pois os dois lutavam um com o outro.

Ela pensou assim:

"Por que está me acontecendo uma coisa dessas?"

Rebeca se sentiu apreensiva, tanto por sua própria segurança como pela de seus filhos.

Em sua perplexidade se dirigiu ao Senhor a procura de uma explicação.

V-23.
Um anjo revelou a Rebeca algo do futuro dos dois filhos que cedo nasceriam;

"No seu ventre há duas nações; você dará à luz dois povos inimigos. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho será dominado pelo mais moço."

Parecia que já estavam lutando pela supremacia.

A predição do anjo se cumpriu na história posterior dos descendentes de Esaú e Jacó, os edomitas e os israelitas.

Estas duas nações irmãs foram sempre inimigas.

Más a história mostra que Israel sempre foi a mais forte das duas.

O conhecimento que Deus tinha do caráter de Esaú e Jacó se fez possível escolher Jacó como herdeiro da primogenitura e progenitor de Cristo ainda antes de seu nascimento.

Chegou o tempo de Rebeca dar à luz, e ela teve dois meninos num parto prá lá de agitado...

Em Cristo;
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Gênesis 25:11-18


A família de Ismael

V-11.
Depois da morte de Abraão, Deus abençoou Isaque, como herdeiro e lhe repetiu as promessas e bênçãos outorgadas a Abraão.

Por um tempo após a morte de Abraão, Isaque continuou residindo junto ao "Poço Daquele que Vive e Me Vê", onde seu pai tinha passado os últimos anos e onde tinha encontrado com Rebeca pela primeira vez.

V-12-16.
Antes de prosseguir com seu principal tema, que é a linhagem de Isaque, Moisés se ocupa brevemente em falar da família e do destino do filho mais velho de Abraão.

Então vamos acompanhá-lo, é rapidinho!

Ismael, o filho de Abraão e de Agar, a escrava egípcia de Sara, foi pai dos seguintes filhos, por ordem de nascimento:

Nebaiote, o filho mais velho, e em seguida Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá.

São esses os doze filhos de Ismael; as suas terras e os seus acampamentos receberam os nomes deles.

Cada um era chefe da sua própria tribo.

Ele viveu ainda 47 anos após a morte de Abraão, morrendo aos 137 anos.

V-18.
Os descendentes de Ismael viveram na região que fica entre Havilá e Sur, a leste do Egito, ao longo da estrada que vai para a Assíria.

Eles viveram separados dos outros descendentes de Abraão.

Ismael deu origem a nação árabe, e Isaque deu origem a nação judaica.

E só!

Nada mais se sabe a respeito de Ismael, nem onde morreu ou foi sepultado.

Em Cristo;
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Gênesis 25:1-10


Abraão sai de cena

V-1-5.
Após a morte de Sara Abraão ainda não havia aceitado a idéia de que sua própria idade já era avançada, pelo contrario, desfrutava de notável vigor física e mental, e viveu ainda 38 anos após a morte dela.

O casamento de Isaque pode ter deixado Abraão ainda mais solitário que antes e o induziu a tomar outra esposa para fazer felizes seus últimos anos.

Abraão casou então com outra mulher, que se chamava Quetura, e ela lhe deu seis filhos, cada um com um nome mais estranho que o outro como já estamos acostumados: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Sua.

Desses aí só ouviremos falar ainda do Midiã, que é o antepassado dos Midianitas, povo que ainda vai dar trabalho aos descendentes de Isaque.

V-6.
Ao fim de sua vida, Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque, mas deu presentes para os filhos das suas concubinas.

Abraão chama Ismael e relembra o plano de Deus para ele e o propósito da partida de Ismael.

Ele sabia, no entanto, que estes outros filhos não deveriam ser deixados alí para desafiar a posição de Isaque como herdeiro da promessa e ancestral do Messias [Romanos 9:7].

Então, antes de morrer, separou-os de Isaque e mandou que fossem morar na terra do Oriente.

Enviar esses filhos "para o oriente" enquanto ele ainda vivia, foi uma precaução contra as contendas após sua morte, particularmente em respeito ao direito de Isaque pela terra de Canaã.

V-8.
Abraão viveu cento e setenta e cinco anos.

Ele morreu bem velho e foi reunir-se com os seus antepassados na eternidade com Deus.

V-9,10.
O estranho é que Ismael não morava com eles, más estava no enterro do pai.
O mais provável é que ele tenha voltado pra casa após a morte de Sara.

Eles o sepultaram na caverna de Macpela, que fica a leste de Manre, no campo de Efrom, que era filho de Zoar, o heteu.

Este era o campo que Abraão havia comprado dos heteus; Abraão e Sara foram sepultados ali.

Ver Ismael, meio irmão mais velho de Isaque, participando dos últimos ritos de seu pai é uma evidência de reconciliação entre eles.

Bom, poucas coisas nos são passadas a respeito dos últimos dias de Abraão, más o que importa é que aprendemos muito com a história deste incrível ser humano.

Aqui termina o estudo da vida de Abraão!

Haaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Eu também gostei, este foi o nosso personagem mais importante até agora, más continuaremos com o nascimento de seus netos adiante.

Vamos ver o que nos reserva Isaque, nas próximas postagens.

Em Cristo;
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Gênesis 24:62-66

O encontro de Isaque e Rebeca

V-62.
Da mesma forma como não foi relatado nada sobre a viagem a Mesopotâmia, nada se diz da viagem de regresso a Canaã.

O escritor Moisés passa imediatamente a cena da chegada de Rebeca em seu futuro lar.
Este acontecimento ocorreu no poço que Agar tinha chamado "Poço Daquele que Vive e Me Vê", (cap. 16: 14), no Neguev, ao sul de Berseba.

Desde a morte de Sara, que tinha ocorrido em Hebron, como se vê aqui Abraão mais uma vez tinha mudado sua residência.

V-63.
Isaque vinha andando cabisbaixo e solitário pelo campo onde ficava o poço e já era tardinha.
Havia nele certa ansiedade, pois sua felicidade futura dependeria em grande medida do tipo de esposa que Eliezer trouxesse para ele.

Certamente Isaque orou muito pedindo a bênção de Deus sobre seu novo lar.

Perdido nesses ansiosos pensamentos olhou para o horizonte e viu uns camelos se aproximando.

V-65.
Rebeca também olhou e, quando viu Isaque, desceu do camelo e perguntou ao empregado:

_ Quem é aquele homem que vem andando pelo campo na nossa direção?

_ É o meu patrão - respondeu ele.

Rebeca estava ansiosa diante da expectativa de saudar a Isaque, mas o costume de seu país não permitia que o namorado visse o rosto da namorada antes que se tivesse concluído o casamento, então ela cobriu o rosto.

O véu era sinal de recato e respeito, suficientemente grande para envolver tanto o rosto quanto o corpo. Era costume tirá-lo após a cerimônia do casamento.

V-66.
Ao se encontrarem, o servo contou a ele tudo o que ocorrera desde sua partida, Isaque ouvia toda a história enquanto ficava hipnotizado pela beleza de Rebeca.

V-67.
Naquele tempo e lugar o casamento não tinha toda a burocracia de hoje, com uma pilha de papéis para assinar, roupas desconfortáveis para vestir e festas intermináveis para ficar até o fim.

A cerimônia do casamento de Isaque consistiu numa singela declaração, diante de testemunhas, de sua intenção de tomar a Rebeca como esposa.

Então Isaque levou Rebeca para morar com ela na barraca onde Sara a sua mãe, havia morado, este era o lugar mais honroso do acampamento para uma mulher.

Isaque amou Rebeca e assim foi consolado depois da morte da sua mãe.

Em Cristo!
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Gênesis 24:33-61


Eliezer cumpre sua Missão!

V-33-49.
_ Somos todos ouvidos, senhor.

O servo então contou toda aquela história que já sabemos, do juramento para Abraão, do critério que inventara para escolher a moça, do encontro com Rebeca etc.

_ E foi isso. Agora é com vocês, digam-me se a moça poderá vir comigo ou não!

Nem era preciso dizer. Más todos sabiam, Abraão era aquele tio rico do qual raramente tinham notícias.

_ Agora, digam se vocês vão ser bondosos e sinceros com o meu patrão; se não, digam também, para que eu resolva o que fazer.

V-50,51.
_ Meu senhor - disse Labão, todo bajulador

_ Quem somos nós para decidir alguma coisa, se tudo isso veio de Deus?

_ Pode levar a Rebeca para que ela se case com o filho do seu patrão, como Deus determinou.

Em harmonia com o costume normal do Oriente, Labão e Betuel aprovaram o proposto casamento de Rebeca com Isaque.

V-52,53.
Quando Eliezer ouviu essas palavras, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus, o SENHOR.

Esta é a terceira oração de Eliezer durante seu curto período na cidade de Naor.

Parece que cada incidente na vida deste homem era para ele um motivo de oração.

“Nosso sucesso seria muito maior se em todos os nossos assuntos temporais, reconhecêssemos a Deus em todo o que fazemos”!

Em seguida pagou o dote tirando da bagagem vários objetos de prata e de ouro e vestidos e os deu de presente a Rebeca.

Estes presentes constituíam em uma espécie de dote, que garantia a boa situação financeira de Isaque.

Deu também presentes caros para Labão e sua mãe.

V-54,55.
Então ele e os seus companheiros comeram e beberam, e passaram a noite ali.

No outro dia de manhã, quando se levantaram, o empregado disse:

_ Precisamos ir imediatamente para a casa de meu patrão.

Eliezer estava impaciente para completar sua missão e informar seu sucesso a Abraão, pois sua demora poderia já o estar preocupando.

Más os parentes de Rebeca ficaram turbados diante do pensamento de uma separação tão súbita dela.

_ Cês vão levar minha irmã embora? Mas já? Que isso! É melhor que ela fique com a gente alguns dias, talvez uns dez, e depois poderá ir.

Achavam que ela devia dispor de tempo suficiente a fim de preparar-se para sua partida e também para uma despedida adequada.

De acordo com o costume oriental, isto incluiria vários dias de festejos.

V-56-59.
Mas o empregado respondeu:

_ Não me façam ficar aqui mais tempo. O SENHOR Deus fez com que a minha viagem desse certo; deixem que eu volte para a casa do meu patrão.

A insistência de Eliezer e sua consideração por Rebeca induziram a Labão a deixar a decisão com ela.

_ Tudo bem, tudo bem. - disse Labão. Vamos chamar Rebeca, e ela que decida.

Eles chamaram a moça e lhe perguntaram:

_ Você quer ir com este homem?

_ Quero! - respondeu ela.

Sem nenhuma alternativa, deixaram que Rebeca e a mulher que havia sido sua babá fossem com o empregado de Abraão e os seus companheiros.

V-60,61.
Quando ela estava pronta para a viagem abençoaram, dizendo:

_Que você, nossa irmã, seja mãe de milhões! Que os seus descendentes conquistem as cidades dos seus inimigos!

Os orientais acreditavam que uma descendência numerosa era a maior das bênçãos e esse foi o principal objeto de seus desejos para ela.

Então Rebeca e sua empregada se prepararam, montaram os camelos e seguiram o empregado de Abraão.
E assim partiu Rebeca numa longa viagem, anciosa em conhecer seu principe encantado.

Em Cristo!
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Gênesis 24:24-32


A doce Rebeca e o mala de seu irmão.

V-24,25.
Eliezer estava convencido de que a jovem que tinha conhecido em forma tão notável era a escolhida por Deus para acompanhá-lo de volta a Canaã.

O próximo passo seria conhecer sua família, então perguntou a moça de quem ela era filha;

Mas Rebeca, muito educada, respondeu:

_ Eu sou filha de Betuel, filho de Milca e de Naor.

Na nossa casa há lugar para dormir e também bastante palha e capim para os camelos.

A hospitalidade parece ter sido uma prática comum no lar de Rebeca. De outro modo, não teria sentido ela convidar a um estranho para se hospedar na casa dela.

V-26-28.
Então o Eliezer se ajoelhou e deu a glória a Deus pelo sucesso de sua missão.

Ele orou assim:

_ Bendito seja o SENHOR, o Deus de Abraão, o meu patrão! Pois foi fiel e bondoso com ele, guiando-me diretamente até a casa dos seus parentes.

O fiel servo de Abraão era um desses indivíduos felizes que não somente oram pedindo ajuda más que também expressam publicamente sua gratidão ao recebê-la.

Eliezer é um digno exemplo do valor do culto familiar.

Abraão nunca tinha considerado sua religião como uma mera posse pessoal, mas a tinha vivido e ensinado a todos em sua casa.

Sua família e até seus empregados tinham chegado a crer no Deus verdadeiro e a imitar o exemplo de fiel consagração a Deus por parte de Abraão.

As duas orações de Eliezer no poço da cidade de Naor fazem ressaltar o valor da obra missionária no lar.

A moça foi correndo para a casa da sua mãe e contou o que havia acontecido.

V-29,30.
Rebeca tinha um irmão chamado Labão.

Prestem atenção nesse cara. Até agora os personagens da Bíblia eram ou bonzinhos ou malvados.
Creio que Labão é o primeiro a ter um caráter dúbio, o que o torna mais convincente como personagem.

Labão viu a irmã com uma argola de ouro no nariz e duas pulseiras enormes, ouviu a história toda, fez uns cálculos rápidos de cabeça e foi depressinha ao encontro do servo de Abraão, que ficara esperando em pé ao lado do poço.

O caráter defeituoso deste indivíduo será posto em evidência mais tarde em seus acordos com Jacó, más já se refletem aqui, quando ele ao ver os ricos presentes que sua irmã havia recebido, saiu correndo imediatamente para encontrar a Eliezer.

V-31,32.
Labão disse:

_ Meu senhor, como vai? O que o traz até esse fim de mundo, um homem abençoado por Deus, o SENHOR?

Ainda que fosse idólatra, Labão também conhecia o culto a Deus.

_ E por que está aqui ainda? Venham comigo, já preparei a casa para recebê-los.

O empregado foi com ele até a casa. Lá chegando, Labão descarregou os camelos e lhes deu palha e capim.

Depois trouxe água para que os homens lavassem os pés e mandou trazer a comida.
Puro interesse, claro.

Quando trouxeram a comida, Eliezer, no entanto, não queria perder tempo e estava ansioso para terminar a sua missão, então disse:

_ Eu não vou comer enquanto não disser o que tenho para dizer.

Doido de curiosidade, Labão pediu que ele se sentasse...

Em Cristo;
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Gênesis 24:11-23


A estonteante beleza exterior e interior de Rebeca

V-11.
Quando o empregado chegou, fez os camelos se ajoelharem perto do poço, fora da cidade.
Após vários dias de viagem, Eliezer chegou ao seu destino.

Era de tardinha, bem o período em que as mulheres vinham buscar água, então, se ajoelharam para descansar e esperar.

Desde a mais remota antigüidade foi um costume oriental, em que as mulheres pegassem água e a levassem para casa em cântaros ou em odres.

As moças vinham à fonte com seus cântaros para levar água para suas casas, e havia um bebedouro ao lado onde se despejava água para os animais beberem. Era um bom lugar para encontros, e para fazer amigos.

Eliezer considerou tal ocasião como uma boa oportunidade para observar às jovens mulheres da cidade e para decidir quanto a uma esposa conveniente para o filho de seu amo.

V-12.
Tendo sido criado na religião de seu patrão e sendo ele mesmo um firme crente no Deus verdadeiro, Eliezer orou silenciosamente pedindo sabedoria, direção e sucesso.

_ Ó SENHOR, Deus do meu patrão Abraão, faça com que tudo dê certo e seja bondoso para com o meu patrão.

E continuou em sua oração silenciosa, pedindo um sinal que o guiasse em sua escolha;

_ Senhor, eu estou aqui perto do poço onde as moças da cidade vêm para tirar água, e vou dizer a uma delas:

"Por favor, abaixe o seu pote para que eu beba um pouco de água."
E se ela disser assim:

"Beba, e eu vou dar água também para os seus camelos", que seja essa a moça que escolheste para o teu servo Isaque.
Se isso acontecer, ficarei sabendo que foste bondoso para o meu patrão.

Eliezer sabia que era grande sua responsabilidade de voltar com uma mulher que fosse uma bênção e não uma maldição para a casa de Abraão, uma que fosse ajuda idônea para seu esposo e que não contribuísse a sua queda.

Eliezer queria estar seguro de que a mulher que levasse ao lar de Abraão fosse naturalmente amigável, disposta para ajudar e capaz de trabalhar.

V-15.
Ele nem havia acabado a oração, quando Rebeca aparece, carregando o seu pote no ombro.

Será que sua oração foi respondida antes que a tivesse completado?

V-16-18.
Rebeca era uma linda moça, ainda virgem, uma virtude importante para uma mulher que devia chegar a ser a mãe de toda uma nação.

Ela desceu até o poço, encheu o seu pote e subiu.

Ela tinha beleza física, mas o servo queria achar formosura interior.

Lembrem-se, que Rebeca era neta de Naor, irmão de Abraão e o servo ainda não sabia disso.

Ele esperou que ela tirasse a água do poço e, quando ela já estava indo embora, correu até ela.

_ Moça! Ô, moça! Tô com uma sede danada será que a senhorita não podia me dar um golinho d’água?

_ O senhor pode beber - respondeu ela.

E rapidamente abaixou o pote e o segurou enquanto ele bebia.

V-19-21.
Rebeca, a quem um cansado viajante só lhe tinha pedido um pouco de água para beber, imediatamente manifestou sua bondosa disposição.

Depois de lhe dar de beber, a moça disse:
_ Vou tirar água também para os seus camelos e lhes darei de beber o quanto quiserem.

Seu oferecimento de dar água para os camelos foi voluntário e não obedecia a nenhum costume.

Rapidamente ela despejou a água no bebedouro e correu várias vezes ao poço a fim de tirar água para todos os camelos.

Eliezer estava tão fascinado pela boa vontade natural de Rebeca de lhe ajudar, que se esqueceu de oferecer ajuda a moça.
Enquanto ela carregava a água ele pensava; Será que é esta mesmo? Será este o sinal de Deus?

V-22,23.
Quando os camelos acabaram de beber, como expressão de gratidão, Eliezer pegou uma argola de ouro, que pesava seis gramas, e colocou no nariz dela.

Vejam que desde os tempos antigos, as mulheres beduínas usavam anéis no nariz, (Isa. 3: 21; Eze. 16: 11, 12).

E também lhe deu duas pulseiras de ouro, que pesavam mais de cem gramas.

Entre os beduínos, o anel no nariz é o presente que se acostuma dar quando se havia um compromisso conjugal.

Em seguida perguntou:

_ Você é daqui? Quem é o seu pai? Será que na casa dele há lugar para os meus homens e eu passarmos a noite?

Ainda que suspeitasse que ela pudesse vir a ser a esposa de Isaque, Eliezer, nem sabia seu nome, muito menos sua relação familiar com Abraão.

Então ela respondeu...

Em Cristo;
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A HISTORIA: A BIBLIA CONTADA COMO UMA SO HISTORIA DO COMEÇO AO FIM

Olá Bloguieos!

Passeando pelo Shopping estes dias, vi em uma livraria um livro que me chamou a atenção.

A HISTÓRIA!

A proposta do livro é a mesma deste humilde blog. Facilitar a compreenção da palavra de Deus.

Ainda não o comprei, mais parece ser interessante.

Além de ser escrito de uma forma romanceada, o livro traz perguntas para reflexão, uma lista dos personagens, mapas, linha do tempo, notas e comentários explicativos.

Em Cristo;
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Gênesis 24:1-10


Procura-se uma noiva com urgência!

Iniciaremos aqui uma história de amor que não somente tocará profundamente as nossas emoções, como também será de grande valor espiritual.

Esta história nos dará um exemplo maravilhoso de uma conduta reta.
Não somente a fé e a oração serão exemplificadas, como também poderemos ver um lindo quadro do verdadeiro amor.

V-1.
Haviam se passados três anos após a morte de Sara e Abraão já estava bem velho com 140 anos, e o SENHOR Deus o havia abençoado em tudo.

V-2.
Um dia ele chamou Eliezer o seu empregado de maior confiança, que tomava conta de tudo o que ele tinha, para uma missão muito importante.

Há aproximadamente 50 anos atrás, Abraão chegou a cogitar a possibilidade de colocá-lo como seu possível herdeiro, lembram? Estudamos no capitulo 15: 2.

_ Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento.

Esta estranha e antiga cerimônia que acompanhava a um solene juramento só é mencionada mais uma vez na Bíblia no cap. 47: 29 de Gênesis.

As explicações deste costume variam entre muitos comentaristas.

A maioria considera como um símbolo de autoridade e fidelidade a um superior.

V-3.
_ Jure pelo SENHOR, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho Isaque case com nenhuma mulher deste país (Canaã), onde estou morando.

Como é costume até hoje em dia no Oriente, os pais escolhiam a esposa e faziam os preparativos para o casamento de seus filhos.

A longa demora em fazer planos para o casamento de Isaque provavelmente se deveu ao desejo de Abraão de evitar que seu filho tomasse uma esposa Cananéia.

Conhecendo a crescente libertinagem e a idolatria dos Cananeus, Abraão desejava conservar a pureza da semente prometida.

A sua preocupação era que Isaque tivesse uma esposa consagrada e que adorasse ao Senhor.

Sua própria experiência com Agar e as desventuras de Ló e Ismael lhe tinham ensinado o perigo das alianças com gente de origem pagã.
V-4-7.
_ Vá até a minha terra e escolha no meio dos meus parentes uma esposa para Isaque.

A solução era encontrar uma moça que fosse de sua própria parentela, semita, e para isso seu empregado teria de ir procurá-la em sua terra nas proximidades de Harã na Mesopotâmia, a mais de 800 quilômetros de distância.
Abraão já com 140 anos, não tinha mais condições para fazer uma viagem tão longa.

O casamento entre familiares era normal e aceitável naquele tempo.

Ainda que não estivessem livres da idolatria, os parentes de Abraão preservaram, em certa medida, o conhecimento e o culto do Deus verdadeiro.

O servo, que era bastante prático, levantou logo uma objeção:

_ E o que é que eu faço se a moça não quiser vir comigo? Devo levar o seu filho de volta para a terra de onde o senhor veio?

Solenemente Abraão respondeu:
_ Não, de jeito nenhum! Deus me tirou de lá há tantos anos, e a terra que ele me prometeu é esta aqui.

Ele vai enviar o seu Anjo para guiá-lo, e assim você conseguirá arranjar uma mulher para o meu filho.

Esta terna expressão de confiança na direção divina revela a permanente convicção de Abraão de que ele e seus assuntos estavam sob a direção e proteção de Deus.

V-8.
Se a moça não quiser vir, você ficará livre deste juramento. Porém não leve o meu filho de volta para lá, de jeito nenhum.

Não há dúvida de que Abraão temia que Isaque pudesse sentir-se tentado a permanecer em Mesopotâmia e assim atrapalhar o propósito divino.

V-9,10.
Então o empregado pôs a mão por baixo da coxa de Abraão e jurou que faria o que ele havia ordenado.

Em seguida o empregado pegou dez camelos de Abraão e uma porção de presentes e partiu para sua longa viagem até Harã.

Em Cristo;
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Gênesis 23:13-20



Curso de negociação oriental – Módulo II

V-13.
Mas Abraão não acreditando muito no presente, tornou a se inclinar diante dos Heteus e disse a Efrom, de modo que todos pudessem ouvir:

_ Escute, por favor! Eu quero comprar o terreno. Diga qual é o preço, que eu pago. E depois sepultarei a minha mulher ali.

Abraão estava disposto a aceitar a propriedade de Efron como um presente, más perguntou o preço, expressando seu desejo de pagá-lo.

V-15.
Então Efrom encontrando um momento de fecha e respondeu:
_ Escute, meu senhor! O terreno vale quatrocentas barras de prata. E sinceramente o que é isso para um homem rico e poderoso como você? Vá e sepulte ali a sua mulher.

Ainda que o preço parecesse muito razoável em termos dos valores modernos, no tempo de Abraão deve ter parecido exorbitante.

O autor Moisés, parece deixar a impressão de que para obter uma boa grana, Efron se aproveitou da fama de Abraão.

V-16.
Abraão concordou e pesou a quantidade de prata que Efrom havia sugerido diante de todos, isto é, quatro quilos e meio, de acordo com o peso comum usado pelos negociantes.

Desejando evitar qualquer sentimento de inimizade, ao invés de pechinchar o preço pagou sem questionar.

V-17,18.
Assim, Abraão se tornou dono da propriedade de Efrom em Macpela, a leste de Manre, isto é, do terreno, da caverna e de todas as árvores, até a divisa da propriedade.

Sem dúvida o título de propriedade de Abraão continha uma descrição exata da propriedade e sua localização e incluía uma lista das árvores e outros objetos, neste caso também a gruta.

Era importante que estes ítens estivessem inclusos no contrato, pois se as árvores não se estivessem incluídas especificamente, Efron mais tarde poderia reclamar o fruto deles a cada ano.

V-19,20.
Depois disso Abraão sepultou Sara, a sua mulher, na caverna do terreno de Macpela, a leste de Manre, lugar também conhecido pelo nome de Hebrom e que fica na terra de Canaã, onde Abraão tinha vivido antes do nascimento de Isaque.

Abraão deixou a sua alma gêmea descansando à vista do bosque que tinha sido seu lar durante tantos anos, onde tinham compartilhado suas alegrias e suas dores, suas decepções e suas esperanças.

Sara encontrou seu último lugar de descanso numa parcela de terreno pertencente a Abraão na terra prometida de Canaã.

Em Cristo;