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Gênesis 29:31-35 - A partida de xadrez entre Deus e satanás - parte I


A partida de xadrez entre Deus e satanás - parte I

Gênesis 29:31-35

V-31.
Pois bem, onde estávamos?

Vamos recapitular então?

Jacó casou-se com suas duas primas, Léia e Raquel, esta por amor, aquela por pilantragem de seu tio e agora sogro, o inescrupuloso Labão.

E cada uma delas levou consigo uma serva: Léia levou Zilpa e Raquel levou Bila. Essas duas serão importantes na história como veremos mais tarde.

Vimos também que Jacó se tornou um polígamo contra a sua vontade.

Neste jogo, parece que satanás acertou uma de suas jogadas de mestre.

Poderemos ver a partir daí, a tristeza causada pela poligamia.

A história é repleta de inveja, tristeza, favoritismo, desapontamentos e artimanhas.

Justo na família que Deus preparava para dar continuidade na descendencia de Jesus.

Então vamos lá...

Como era de se esperar, Jacó não dava a mínima para Leia e o clima não estava nada bom naquela família.

O plano de satanás era de todas as formas destruir esta genealogia.

Ele sabia que o continuidade viria de Jacó e então intruduziu a poligamia na vida deste homem, para atrapalhar os planos de Deus.

E agora, de onde sairá a genealogia? de Raquel ou Leia?

E é no meio do completo caos, que Deus sempre nos surpreende com uma jogada surpreendente.

Neste jogo de xadrez Deus é muito mais sábio e quando o SENHOR viu que Jacó desprezava Leia, rersolveu em sua infinita misericórdia e sabedoria, fazer com que ela pudesse ter filhos.

Já Raquel por enquanto não podia ter filhos.

Deus procurou criar uma situação, a fim de que Jacó desse um pouco mais de atenção a Leia.

Assim se estabeleceu certa igualdade na casa, pois enquanto Jacó amava a Raquel pelo que ela lhe significava pessoalmente, estava agora, induzido a dar um pouco mais de atenção a única grávida da casa.

V-32.
Léia ficou grávida e deu à luz um filho; e pôs nele o nome de Rúben (que significa eis um filho).

Ela explicou assim:

_ O SENHOR viu que eu estava triste, mas agora o meu marido vai me amar.

Cada um dos filhos de Jacó recebeu um nome que expressa os pensamentos e emoções de sua mãe no momento de seu nascimento.

De uma forma ou outra, todos estes nomes refletem a rivalidade das duas irmãs.

Para Leia, seu primeiro filho foi à evidência da compaixão de Deus para com ela. Leia também esperava que esse filho fosse o meio pelo qual pudesse ganhar o afeto de Jacó.

Na primeira manifestação de alegria maternal, ela teve a confiança de que conquistaria o coração de Jacó.

Más parece que não...

V-33.
Porque aproximadamente um ano depois, quando Leia ficou grávida de novo, ela disse:

_ O SENHOR ouviu que eu era desprezada e por isso me deu mais este filho.

Com certeza o nascimento de Rubén não cobriu plenamente todas as expectativas de Leia acerca de Jacó.

V-34.
Não demorou muito, Léia engravidou ainda outra vez e teve mais um filho, a quem chamou de Levi “união”, na esperança de que desta vez seu esposo na realidade se uniria a ela;

_ Agora sim, o meu marido ficará mais unido comigo, pois já lhe dei três filhos.

Num harén oriental, a mãe do filho varão destinado a se tornar o herdeiro, é a esposa mais honrada.

No entanto, Leia não podia entender por que Jacó não transferia o afeto de Raquel, sua irmã estéril, a ela.

V-35.
Léia ficou grávida mais uma vez e teve outro filho. A esse deu o nome de Judá (que significa louvor) e disse:

_ Desta vez louvarei a Deus, o SENHOR.

Leia se comporta desta vez como se soubesse por intuição que ele ia ser o progenitor dos reis de Israel e do Messias.

Depois disso temporariamente, não teve mais filhos.

Leia a esta altura de sua vida, demonstra certa maturidade espiritual, parecia ser uma mulher mais piedosa, uma esposa consagrada e uma mãe fiel.

De acordo com o registro sagrado, ela mencionou o nome de Deus em relação com o nascimento de três de seus quatro primeiros filhos.

Enquanto Leia, demonstra se consagrar a Deus, Jacó terá que se preparar para enfrentar o gênio da outra esposa que comessa a se revoltar por não ter filhos, e o inimigo volta a mover suas peças...

Em Cristo;

Leia também: A partida de xadrez entre Deus e satanás - parte II
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Gênesis 29:21-30


O enganador é enganado.

V-21.
Até então aparentemente Jacó nunca havia refletido a respeito de sua má conduta para com Esaú e Isaque.

No entanto, Deus, não deixa passar em branco os pecados e fraquezas de Seus filhos. Principalmente quando há pecados não confessados.

Na postagem de hoje veremos nosso amigo "usurpador" aprender o que é ser vítima de uma fraude.

Ele experimentará o mal de seu próprio pecado. Seria uma Conhecidencia?

E quando passaram os sete anos, Jacó disse a Labão:

_ Dê-me a minha mulher. O tempo combinado já passou, e eu quero casar com ela.

É interessante que Jacó teve que lembrar a Labão, pois ele nem se quer havia tocado no assunto.

V-22
Mas Labão ficara mal acostumado.

Os lucros que obtivera com o jovem robusto trabalhando com entusiasmo sem pagamento algum eram bastante atraentes.

_ Está bem, está bem. Vou cumprir com minha promessa, más primeiro, quero preparar uma grande festa para o casório. Quero convidar a todos da cidade.

E assim aconteceu a festa. Todo mundo comeu e bebeu até cair pelos cantos.

V-23,24.
Demonstrando ser um homem fraudulento e cheio de artifícios, naquela mesma noite Labão levou Leia envolvida por um véu e a entregou a Jacó.

Pera aí, eu disse Leia?

É isso mesmo, o cara de pau do Labão deu um jeito de arrumar um marido para a coitada da Leia.

E na escuridão da noite Jacó podre de bêbado teve relações com Leia pensando que fosse Raquel.

É evidente que Leia cooperou com o esquema de Labão. Ela provavelmente tinha um amor secreto por Jacó, e talvez temesse nunca se casar.

A farsa de Labão resultou numa rivalidade que durou toda a vida entre as duas irmãs.

Seguindo um costume oriental Labão deu sua serva Zilpa a sua filha como sua serva pessoal.

V-25.
Na manhã seguinte Jacó, o grande enganador acordou, e para seu grande espanto, descobriu ser vítima de um grande engano, descobriu que havia dormido com Léia.

Ficou louco da vida, e quem não ficaria? Foi correndo falar com Labão.

_ Por que o senhor me fez uma cachorrada dessas? Então eu trabalho sete anos de graça para você, só para poder me casar com Raquel, e você me entrega a Léia?

V-26
Mas Labão era macaco velho, e em defesa própria, apelou a um requisito imaginário de um costume social local.

_ Jacó, Jacó, se acalme. Aqui na nossa terra o costume é casar a filha mais velha primeiro, então, eu não podia casar Raquel antes de Léia, você me entende?

Labão tinha realmente muita cara de pau, mesmo que a desculpa fosse verdadeira, um homem honesto teria avisado Jacó quando o contrato original foi feito.

O comportamento de Labão revela um homem ganancioso que não se importava com os sentimentos dos seus filhos.

Tudo o que importava a Labão eram os valiosos serviços de Jacó.

V-27.
Más Jacó furioso, não estava nem aí para a mulher que recebeu, ele queria aquela pela qual trabalhou.

Labão então num rasgo de astúcia deu a solução;

Só que desta vez, para "adoçar a pílula", Labão concordou que o casamento se fizesse em antecipação aos sete anos de trabalho, logo após a semana de lua de mel com Lia.

_ Espere até que termine a semana de festas do casamento. Aí, se você prometer que trabalhará para mim outros sete anos, eu lhe darei Raquel.

Jacó quis matar o tio ali mesmo. Mas como era um homem apaixonado, e por força da necessidade o coitado aceitou a proposta só para poder casar-se com a mulher que amava.

Assim Labão recebeu 14 anos de serviço ao invés de 7 e ao mesmo tempo se livrou da carga de sustentar a Leia.

V-28,29.
Então quando terminou a semana de festas do casamento de Léia, Labão lhe deu a sua filha Raquel como esposa.

Leia logo foi posta de lado. A infeliz além de ter participando da cruel fraude de Labão, não conseguiu ganhar o afeto de seu esposo.

Jacó durante anos tinha trabalhado e esperado pacientemente o dia em que pudesse ter um lar feliz com sua amada Raquel, más acabou tendo que se casar com quem não amava.

Veja a diferença dos primeiros anos da vida matrimonial de seu pai Isaque, sobre cujo lar, não descansou a sombra da poligamia com suas funestas conseqüências.

Nessa escola de aflição Jacó aprendeu que "o caminho dos transgressores é duro".

Há, e como no caso de Leia, Raquel também recebeu uma serva.

V-30.
Em fim, Jacó também teve relações com Raquel.

E, claro, amou Raquel muito mais do que Léia.

Isso é que é amor, né não?

O cara trabalhou quatorze anos pela mulher que amava!

E a gente com preguiça até de mandar umas flores…

Em Cristo;
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Gênesis 29:16-20 - Uma das maiores histórias de amor de todas as épocas.


Uma das maiores histórias de amor de todas as épocas.

V-16
Durante um mês Jacó ficou com Labão, na condição de hóspede.

Foi o tempo necessário para se recuperar da viagem longa que havia feito, adaptar-se ao ambiente, conhecer melhor seus parentes (especialmente suas primas), e se fazer conhecido por eles.

Sem dúvida Jacó não ficou ocioso, mas ajudava especialmente naquilo que gostava mais: o pastoreio.

Seu tio propôs contratá-lo, pagando pelos seus serviços. Jacó aparentemente havia chegado com suas mãos vazias (não lemos que ele tenha dado algum presente ao chegar, ao contrário do servo de Abraão).

É curioso lembrar que Labão devia estar com uns 120 anos de idade, e embora não saibamos a idade de suas filhas nesta ocasião, é improvável que fossem muito novas. Jacó estava com uns 75 anos.

Jacó nem imaginava que permaneceria ali por vinte e um anos.

Acontece que Labão tinha duas filhas. A mais velha se chamava Léia, e a mais moça, Raquel.

V-17.
Parece que Léia não era tão bonita e ainda tinha algum problema nos olhos, mas Raquel era bonita de rosto e de corpo.

O segundo objetivo de Jacó ao ir para lá era obter para si uma esposa das filhas de Labão; após essa convivência, Jacó amava a mais nova, e mais bonita, Raquel.

Ele queria casar com ela, mas não tinha com que pagar o dote que, conforme os costumes da época, deveria ser pago à família, em compensação pela perda dela.

V-18,19.
Jacó, profundamente apaixonado por Raquel, estava disposto a fazer qualquer acordo com seu tio para ficar com Raquel, então se saiu com essa:

_ Tio, vou trabalhar para você por sete anos, e o único pagamento que quero em troca é a mão de sua filha Raquel.

A proposta de Jacó se baseava parcialmente no fato de que não estava numa posição para pagar o dote usual e também na situação em não poder voltar para casa tão cedo.

Os olhos de Labão brilharam ao ouvir a proposta.

Ia ter um empregado trabalhando de graça por sete anos, e no fim ainda ia casar a filha com um sobrinho rico.

Mas é claro que ele não ia deixar transparecer sua alegria com a proposta de Jacó.

Jacó nem imaginava a fria em que estava se metendo, Labão ocultou cuidadosamente seu egoísmo sob a aparência de justiça e bondade.

_ Hum… Casar com minha filha? Sei não… Bom, pensando bem eu prefiro dá-la a você em vez um estranho. Então negócio fechado, fique aqui conosco.

O consentimento de Labão só pode se explicar pela sua cobiça, que se fará mais e mais evidente à medida que o tempo vai passando.

V-20.
E assim Jacó trabalhou de graça por sete anos para poder casar-se com Raquel, e esse tempo todo passou como se fossem poucos dias, de tanto que ele a amava.

Jacó mostrou seu amor por Raquel não só por sua boa disposição para servir sete anos por ela senão, ainda mais, pelo espírito com o que trabalhou para seu tio avarento.

Ainda que fossem muitos os dias que passaram antes que Raquel viesse a ser sua esposa, acabaram sendo dias felizes por seu amor a ela.

Passados os setes anos, Jacó ansioso como nunca, foi falar com Labão a fim de realizar seu grande sonho...

Em Cristo;
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Gênesis 29:9-15


O encontro de Jacó e Raquel


V-9,10.
O plano de afastar os pastores não dera certo e Jacó ainda estava falando com eles quando Raquel (que era pastora de ovelhas, como já devem ter percebido) chegou com os animais do seu pai.

Jacó partiu para o plano B: Impressionar a moça.

Correu para tirar a pedra do poço (o que deve ter rendido uma hérnia ao pobre coitado) e deu de beber aos animais.

V-11.
A seguir, Jacó beijou Raquel, uma saudação própria para parentes chegados, e chorou de emoção: sua viagem chegara ao fim de uma maneira tão feliz!

V-12.
Depois disse:

_ Eu sou parente do seu pai; sou filho de Rebeca.

Mas Raquel não se deixou levar pelas lágrimas de Jacó: ela sabia que tinha primos morando em Canaã, mas nada garantia que aquele chorão ali fosse um deles.

Então voltou correndo para casa e contou a Labão o que havia acontecido.

V-13,14.
Ele ouviu as novidades a respeito do seu sobrinho e logo saiu correndo.

Quando encontrou Jacó, abraçou-o, beijou-o, e o levou para casa, foi uma recepção das mais carinhosas.

Lá Jacó contou o que o levou até ali e tudo o que ocorreu com ele no caminho, incluindo a impressionante visão da escada para o céu.

E aí Labão disse:

_ Sim, de fato, você é da minha própria carne e sangue.

Expressão usada naquele tempo nos rituais de adoção.

V-15.
Jacó foi ficando, ajudando com os rebanhos e provavelmente muito feliz por estar perto de Raquel.

Ele já estava morando com Labão fazia um mês, tempo durante o qual parece ter demonstrado que era útil no lar.
Labão reconheceu em seu sobrinho um ajudante valioso.

Então seu tio veio falar com ele:

_ Não está certo você trabalhar de graça para mim só porque é meu parente. Fala aí quanto você quer ganhar, e a gente negocia.

Jacó pensou...

Escolheu uma forma de pagamento bastante original, da qual falaremos na próxima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 29:1-8


Jacó chega a Padã-Arã

V-1.
Feliz da vida após o acontecimento da noite anterior, fortalecido assim em espírito, Jacó prosseguiu sua viagem a "a terra dos orientais", que neste caso se refere à alta Mesopotâmia, ao oeste do rio Eufrates.

V-2.
Após viajar algo mais de 700 km, o que requereria umas 3 semanas, Jacó chegou à proximidade de Harã.

De repente, ele olhou e viu no campo um poço; em volta dele estavam três pastores, cada um com as suas ovelhas e cabras.

Não era o mesmo poço onde o servo de Abraão encontrara Rebeca, que estava na entrada da cidade.

A água para os animais era tirada desse poço, que era tapado com uma grande pedra.

V-4.
Quando todos os pastores se ajuntavam ali com os seus animais, então tiravam a pedra para dar água às ovelhas e cabras. Depois tornavam a pôr a pedra na boca do poço.

Talvez para maior comodidade, os pastores esperavam até que todos os rebanhos estivessem ali, para abrir e fechar o poço uma vez só.

V-5-6
Jacó chegou próximo aos pastores e iniciou uma conversa:

_ Boa tarde.

_ Boa tarde.

_ De onde são vocês, meus amigos? -Perguntou jacó

_ Somos de Harã - responderam eles

Em seguida perguntou:
_ Hum…Vocês conhecem Labão, filho de Naor?

_ Conhecemos, sim - disseram.

_ Ele vai bem? - perguntou Jacó.

_ Sim, vai bem. E por falar em Labão, olhe quem ta vindo! Raquel, a filha dele, vem aí com as ovelhas. Ela é pastora de rebanhos como nós.

Nesta época as mulheres só se dedicavam a esta tarefa, se não houvesse nenhum descendente do sexo masculino na casa.

Era uma atividade perigosa, visto que podiam ser molestadas, más era também um meio eficaz de atrair um bom marido.

V-7,8
Jacó olhou para onde eles apontavam e quem estava vindo, apascentando umas ovelhas, era a mulher mais linda que ele já vira.

Ficou embasbacado, aquela família de sua mãe era pródiga em mulheres bonitas, até Rebeca, apesar de já ter certa idade, conservava sua beleza. Jacó quis dar um jeito de ficar sozinho com a moça, e disse aos pastores:

_ Mas, meus amigos ainda é cedo para recolher o rebanho! Por que vocês não lhes dão água e as levam de volta para pastar?

Mas eles insistiram em esperar, conforme seu costume;

_ Ah, não podemos fazer isso não moço. Temos que esperar que todos os pastores e suas ovelhas e cabras estejam aqui, para que a pedra seja retirada. Aí sim daremos água aos animais.

Como o plano de afastar os pastores não deu certo.

Jacó partiu então para o plano “B”; Impressionar a moça!

Em Cristo;
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Gênesis 28:16-22


As promessas de Jacó para Deus

V-16.
Ao despertar, Jacó se lembrou bem do sonho, e demonstrou grande surpresa porque Deus estava naquele lugar. Ele parecia não saber que Deus está em todo lugar

V-17.
Deus apareceu quando ele menos esperava.

Ao invés de se orgulhar com a grandiosa revelação, ele imediatamente sentiu temor, que na linguagem bíblica significa uma profunda reverência misturada com medo, ao se conscientizar de que o Todo-Poderoso Deus estava ali.

Esta experiência similar fez que Jacó compreendesse agudamente seu estado de indignidade e pecaminosidade, diante de um ser perfeito.

V-18.
Em seguida ele se levantou (era madrugada) e erigiu a pedra que havia usado como travesseiro, consagrando-a com azeite, para marcar o lugar onde mais tarde, quando tivesse condições, poderia construir algo melhor.

Ele estava com pressa e não queria se deter ali.

Quando voltou, anos depois, ele construiu ali um altar (capítulo 35:7).

V-19.
Naquele lugar havia uma cidade que antes se chamava Luz, mas Jacó mudou o seu nome para Betel que significa "casa de Deus".

Quando Moisés escreveu este livro séculos mais tarde, esse era o nome do lugar, por isso o nome aparece em capítulos anteriores para identificá-lo.

V-20.
Ali Jacó fez a Deus a seguinte promessa:

_ Se tu fores comigo e me guardares nesta viagem que estou fazendo; se me deres roupa e comida; e se eu voltar são e salvo para a casa do meu pai, então tu, ó SENHOR, serás o meu Deus.

Já que o cumprimento do voto de Jacó dependia do poder de Deus, e que foi feito a Deus, tomou a forma de uma oração.

Não foi feito com espírito mercenário, senão em gratidão, humildade e confiança.

Veja que Deus generosamente já tinha prometido estar com ele e abençoá-lo, então ele por sua parte seria fiel a Deus.

Aquele que usou o mais desprezível meio para se assegurar de uma herança, agora humildemente não pediu nada mais do que proteção, alimento, vestido e um retorno pacífico à casa de seu pai.
Quanta mudança!

Estaria contente só com o indispensável para a vida. Tinha desaparecido seu desejo de riqueza, luxos, honras e poder.

Que lição de humildade e como plenamente ele tinha aprendido!

Deste momento em diante Jacó deu evidências de lealdade a Deus.

Entregou-se à direção divina e rendeu a Deus a homenagem de um coração agradecido.

V-22.
E concluiu com mais duas promessas;

_ Esta pedra que pus como pilar será a tua casa, ó Deus...

Jacó declarou sua intenção de levantar nesse lugar um altar para a celebração do culto divino.

E cumpriu essa promessa vários anos depois ao voltar a salvo à terra de seu nascimento.

_ E eu te entregarei a décima parte de tudo quanto me deres.

Tanto Abraão como Isaque entendiam e praticavam o pagamento do dizimo, e as palavras de Jacó indicam que ele não tinha esta pratica.

A forma como Deus abençoou abundantemente há Jacó nos anos seguintes é uma evidência da fidelidade dele neste aspecto.

Aquele homem que durante 77 anos nunca tinha sido um fiel dizimista, saiu de Canaã como um pobre fugitivo sem ter nada senão um cajado em sua mão, 20 anos depois voltará com muita riqueza, rebanhos, servos e uma grande família.

Em Cristo;
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Gênesis 28: 13-15


As promessas de Deus para Jacó

É bom lembrar que não havia Bíblia na época de Jacó então, Deus muitas vezes falava aos homens através dos sonhos e visões. Portanto, o Evangelho foi revelado desta maneira naquela época.

E hoje, porém, o evangelho se faz conhecido pela Palavra de Deus, pregada em suas várias formas, como esta que aqui vos é transmitida.

Voltando ao sonho...

V-13

A simbologia de uma escada ligando o céu a terra não era novidade para Jacó.

Os Babilônicos procuravam representar esta escada na arquitetura dos Zigurates, que foram construídos para que seu deus pudesse descer a cidade e ao templo.
A formação de Jacó permitia que ele estivesse familiarizado com esse conceito.
Parecia que a escada estava sobre a terra, onde Jacó estava deitado, sozinho, desamparado e abandonado pelos homens.
Lá em cima, no céu, estava Deus.
Então O SENHOR Deus lhe disse:
_ Eu sou o SENHOR, o Deus do seu avô Abraão e o Deus de Isaque, o seu pai. Darei a você e aos seus descendentes esta terra onde você está deitado.
V-14
_ Os seus descendentes serão tantos como o pó da terra. Eles se espalharão de norte a sul e de leste a oeste, e por meio de você e dos seus descendentes eu abençoarei todos os povos do mundo.
V-15
Proclamando-se a si mesmo para Jacó como o Deus de seus pais, não só lhe confirmou todas as promessas feitas aos seus antecessores, como também lhe concedeu proteção em sua viagem e um retorno seguro ao lar.
Já que o cumprimento desta promessa a Jacó estava muito longe, Deus adicionou a firme segurança:
"Não te deixarei até que tenha feito o que te disse".
Em Cristo;
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Gênesis 28:10-12


Jacó tem um encontro com Deus no deserto.

V-10
Enquanto isso Jacó prosseguia em sua viagem ansioso por chegar a Harã, a famosa cidade sobre o rio Balij, no norte de Mesopotâmia.

Ele seguiu pela estrada central, no desfiladeiro que atravessava a região montanhosa de Berseba, passando por Hebrom, Betel e Siquém até chegar a estrada principal o Grande Tronco em Bete-Sem.

V-11
Tendo percorrido uns cem quilômetros da sua viagem, Jacó atingiu as proximidades da cidade de Luz e passou a noite ali.

Haviam se passado dois dias e a viagem até a Harã levaria aproximadamente um mês.

Próximo dali Abraão havia oferecido um dos seus primeiros sacrifícios a Deus quando chegara a Canaã, e outro ao voltar do Egito.

Jacó deitou-se exausto no chão e usou uma pedra como travesseiro para dormir.

Em muitos países orientais as pessoas usavam apoios para a cabeça feitos de madeira, argila, pedra ou metal.

Muitas amostras antigas destes travesseiros foram preservadas no Egito.

Já que todos eles eram feitos de material duro, era desnecessário que um viajante levasse travesseiro consigo. Bastava uma pedra lisa.

Portanto não foi um incomodo para Jacó dormir com a cabeça sobre uma pedra.

V-12
Enquanto Jacó deitava-se ali, cansado, solitário e triste, seu coração se voltou em oração a Deus.

Após dois longos dias durante os quais tinha tido a oportunidade de refletir sobre sua conduta e de compreender sua própria impotência, Deus lhe apareceu em sonho.

Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, uma espécie de portal.

Viu também os anjos de Deus usando-a para passar de uma dimensão a outra, subindo e descendo, saindo e chegando de missões, apresentando as necessidades dos homens a Deus.

Deus não fazia uso desta escada, más estava de pé ao lado da mesma.

A escada era um símbolo visível de uma comunhão real e interrompida entre Deus no céu e seu povo na terra.

Estudaremos um pouco mais sobre esta simbologia na próxima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 28:6-9


Esaú consegue fazer o certo, más da maneira errada!
V-6
É impressionante como Esaú não tinha nenhuma percepção espiritual.

Ele não poderia fazer o certo porque suas atitudes não eram espiritualmente corretas.

Ele nunca entendeu por exemplo, porque seu avô Abraão mandou buscar uma esposa para Isaque em Padã-Arã.

As coisas espirituais não tinham nenhum valor para ele, pois nem mesmo considerou o que Deus e seus pais pensavam a respeito das suas esposas pagãs.

Esaú ficou sabendo que Isaque havia abençoado Jacó e o havia mandado para a Mesopotâmia a fim de casar ali. Também soube que, quando o pai o havia abençoado, tinha mandado que não casasse com nenhuma mulher do país de Canaã.

Apesar das atitudes de seu pai para com Jacó, Esaú não ficou zangado com ele, seu negócio era com o irmão, e isso ele resolveria mais a frente.

V-7
Ele também ficou sabendo que, após obedecer ao pai e à mãe, Jacó havia ido para a Mesopotâmia.

V-8
Então a ficha caiu e Esaú compreendeu que o seu pai não via com bons olhos as mulheres de Canaã.

Ele já tinha casado com duas encrencas daquela região, mesmo sabendo que seu pai não via com bons olhos as cananeias.

V-9
Se sentindo inseguro com relação a sua posição na família, ele finalmente desejou agradar seus pais. (Infelizmente, ele nunca se importou em agradar a Deus).

Então, foi até as terras de Ismael, seu tio paterno, e casou-se com Maalate, filha de Ismael.

Entretanto, Esaú estava cometendo mais um erro ao tentar agradar seus pais, pois a família de Ismael já tinha sido lançada fora do favor de Deus.

E ele piorava ainda sua imagem no quesito "poligamia", que é claro, nunca foi da vontade de Deus.

Até que alguém venha a "nascer de novo" e assim ser capaz de agir corretamente, todas suas tentativas de fazer as coisas certas acabam em tropeços espirituais.

Pobre Esaú, não acertava uma!

Em Cristo!
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Gênesis 28:1-5


Jacó foge para a Mesopotâmia

V-1
Isaque que também estava até as tampas com as mulheres de Esaú consentiu com a idéia de sua esposa e mandou chamar a Jacó e o abençoou. E lhe deu a seguinte ordem:

_ Pelo amor de Deus, não case com nenhuma moça daqui de Canaã!

Canaã estava debaixo da maldição de Noé e, assim como o próprio Isaque, era necessário que Jacó mantivesse sua linhagem puramente semita.

V-2
_ Apronte-se e vá já para a Mesopotâmia. Fique na casa do seu avô Betuel e case com uma das filhas do seu tio Labão.

V-3-5
_ Que o Deus Todo-Poderoso o abençoe e lhe dê muitos descendentes para que de você saiam muitas nações e que sejam donos desta terra onde você tem vivido como estrangeiro, terra que Deus deu a Abraão!

Apesar de ter sido enganado por Jacó, Isaque também finalmente compreendeu que era através dele que seria cumprida a promessa do SENHOR a Abraão. Por isso ele rogou que Deus-Todo-Poderoso concedesse a Jacó a bênção de Abraão.

Então, o jovem Jacó agora com seus 75 anos, mais que depressa se mandou para a Mesopotâmia, uma viagenzinha rápida, apenas oitocentos quilômetros montado num lombo de um camelo, rumo à casa de seu avô.

Em Cristo;
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Gênesis 27:41-46


O ódio de Esaú, a sagacidade de Rebeca e o medo Jacó

V-41.
Passado alguns dias, Esaú continuava inconformado!

Peludo e carrancudo daquele jeito parecia um gorilão revoltado.

Seu desespero cedo se converteu num ódio mortal para com seu irmão, mas por respeito a seu pai decidiu evitar-lhe a dor e a vergonha de um assassinato na família.

Acreditando que a doença de seu pai não lhe permitiria muito tempo de vida, pensou o seguinte;

"O meu pai vai morrer logo. Quando acabarem os dias de luto, vou matar o meu irmão."

Ah, e vocês pensando que eles iam só ficar sem se falar por um tempo…

Só que o infeliz aprendiz de criminoso nem imaginara, que seu pai se curaria e viveria ainda mais 43 anos.

Porém Rebeca, que podia ter todos os defeitos do mundo, mas de besta não tinha nada, ficou sabendo desse plano de Esaú.

Você deve estar se perguntando; Como é que a sagaz da Rebeca ficou sabendo do que pensava Esaú? Eu tenho uma teoria;

Provavelmente, Esaú era popular entre os servos de Isaque e, portanto, tinha alguns empregados que também conheciam seu plano, daí Rebeca foi informada por um deles das intenções de Esaú. É isso!

Então Rebeca chamou Jacó para avisá-lo;

_ Escute aqui! Você está sabendo que o seu irmão Esaú está planejando se vingar de você?

_Não!

_ Pois é ele quer matá-lo por causa daquela presepada que nós aprontamos.

_ Jacó que não era homem de briga, ficou atemorizado.

V-43-45.
_ Por isso, meu filho, preste atenção. Vá agora mesmo para a casa de Labão, o meu irmão, que mora em Harã. Fique algum tempo lá com ele, até que passe o ódio do seu irmão, e ele esqueça aquilo que você lhe fez. Nessa ocasião eu mandarei alguém para trazer você de volta. Não quero perder os meus dois filhos num dia só!

_ Mas mãe, o pai também deve estar zangado comigo, e não vai me deixar ir.

_ Deixa que eu cuido disso.

V-46.
Depois desse diálogo cheio de amor e carinho com seu filho predileto, a esperta Rebeca foi falar com o marido.

A fim de obter o consentimento de Isaque para seu plano, sem ferir seu coração contando-lhe as intenções assassinas de Esaú, ela baseou sua proposta numa razão inteiramente diferente e legítima.

_ Isaque do céu, não agüento mais essas hetéias do Esaú. Vivem me infernizando, falam mal de mim, não gostam da minha comida, dizem que nossa tenda é uma bagunça, criticam minhas roupas. Se Jacó se casar com uma hetéia ou qualquer mulher dessas de Canaã, será melhor que eu morra!

Isaque que estava até as tampas com as mulheres de Esaú, não gostou nada da possibilidade de se reeditar um desastre destes com Jacó.

O final emocionante deste intrigante caso, que envolverá pela última vez estes quatro personagens juntos, você verá na próxima postagem e no próximo capitulo!

Em Cristo;
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Gênesis 27:39-40


Trapaças, manobras, paixões humanas e o propósito Divino.

V-39
Comovido pelo patético lamento de seu amado filho, Isaque procurou algum tipo de benção para Esaú.

No entanto, o pronunciamento que se vê a seguir, não pode ser chamado de uma... digamos "bênção".

Na realidade era uma maldição modificada.

Isaque disse:

_ Você viverá longe de terras boas e longe do orvalho que cai do céu.

V-40.
_ Você viverá pela sua espada e será empregado do seu irmão. Porém, quando você se revoltar, se livrará dele.

Esaú não se agradou em nada desta... digamos benção.

A promessa feita a Esaú permitia vislumbrar uma luta perpétua, para liberar-se de Jacó.

Foi uma repetição da predição divina feita antes de seu nascimento.

Desta forma as predições de Isaque acerca de seus dois filhos foram cumpridas exatamente ao longo da história.

Esta profecia se cumpriu nos Edomitas que foram descendentes de Esaú como uma tribo. Eles nunca foram totalmente subjugados por Israel.

Apesar de Isaque ter sido enganado por Jacó, Deus o inspirou na profecia sobre as bênçãos.

Isto não indica que Deus aprovasse o engano, pois o Eterno não depende de armadilhas para cumprir sua vontade.

Deus não ordenou o engano, o canalizou. A bênção veio sobre Jacó não devido ao engano, más apesar dele.

Se você está pensando que aquela ideia de que os fins justificam os meios se aplicou aquí, está redondamente enganado.

Acredite, o crime não compensa e Deus em seu devido tempo dá a cada um de nós a devida recompensa por nossos atos.

Tanto os pais como os filhos estavam todos equivocados, e a história nos mostra que cada um sofreu o resultado a sua maneira;

Os que perpetuaram o engano foram separados imediatamente e para sempre.

Rebeca por exemplo, se viu obrigada a enviar a seu amado filho longe do lar de seu pai a uma terra estrangeira para não o ver nunca mais.

Jacó, por sua vez, sofreu 20 anos de exílio por seu pecado contra seu irmão e seu pai, e durante esse lapso ele mesmo, repetidas vezes, sentiu o gosto de enganado.

E tem mais, saiu de seu lar com uma mão na frente e outra atrás.

Isaque, teve sua paga por persistir em sua preferência por Esaú apesar da vontade revelada de Deus.

Teve de ficar separado do filho a quem desprezou e levou para sempre em sua memória, o exemplo ímpio do filho a quem tinha mimado tão cegamente.

E Esaú por ter desprezado a Deus, perdeu para sempre os privilégios de dirigir a família como primogênito.

Bem, apesar de todas as trapaças, manobras e as paixões dos homens, o propósito divino foi realizado.

Em Cristo;
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Gênesis:27: 29-38


Esaú fica inconformado

V-29.
Isaque acabou de dar a bênção, e Jacó ia saindo, quando Esaú chegou, vindo da caçada.
Ele também fez uma comida gostosa e levou para o pai.

Aí disse:
_ Levante-se, por favor, coma da caça que eu matei e depois me abençoe.

V-32.
Então Isaque perguntou:

_ Quem é você?

_ Eu sou Esaú, o seu filho mais velho.

A surpresa deve ter sido um golpe para Isaque.

V-33
Isaque começou então a tremer, com aquela sensação que temos quando alguém trai nossa confiança, mas ainda não queremos acreditar que seja verdade. E disse:

_ Então quem foi que caçou um animal e trouxe para mim? Eu comi antes que você chegasse e dei àquele homem a minha bênção. Ele é quem será abençoado.

V-34
Ao ouvir isso, Esaú deu um grito cheio de amargura, feito algum bicho pego numa armadilha e disse:

_ Não pode ser! Meu pai dê a sua bênção para mim também!

V-35
Porém Isaque respondeu:

_ Foi seu irmão, ele veio, me enganou e ficou com a bênção que era sua.

V-36.
Esaú disse:

_ Ah, mas esta é a segunda vez que este moleque me engana. Foi com razão que puseram nele o nome de Jacó. Primeiro ele me tirou os direitos de filho mais velho e agora veio até aqui na trairagem e me tira a bênção que era minha? Pai... Será que o senhor não guardou nenhuma bênção para mim?

Depois ter vendido sua primogenitura a Jacó, parecia demasiadamente tarde o reconhecimento da sua necessidade ser o filho mais velho.

V-37
Isaque respondeu:
_ Eu já dei a Jacó autoridade sobre você e fiz com que todos os parentes de Jacó sejam escravos dele. Também disse que ele terá muito trigo e muito vinho. Agora não posso fazer nada por você, meu filho.

Parece que Isaque viu no incidente a intervenção da Providência e chegou à conclusão de que qualquer outra tentativa de sua parte para atuar contra da vontade de Deus seria inútil.

Portanto, não estava disposto a retirar a bênção de Jacó nem a amaldiçoá-lo.

Isaque deve ter compreendido sua própria responsabilidade pela triste situação.

Da mesma forma que Esaú tinha atuado independentemente de seus pais na escolha de uma esposa pagã, assim também Isaque tinha atuado independentemente de Deus ao escolher seu herdeiro.

V-38.
Porém Esaú insistiu:

_ Será que o senhor tem só uma bênçãozinha? Abençoe também a mim, meu pai. E começou a chorar alto.
Certamente, Deus tem um número ilimitado de bênçãos e está disposto a nos dar com mão generosa.

Se Esaú tivesse compreendido que seu caráter defeituoso o desqualificava para receber a bênção, e que poderia ser sua unicamente mudando de atitude, em tal caso as bênçãos de Deus a Abraão e Isaque poderiam ter sido suas também.

Mas Esaú não pensava nisto quando falou.

Queria a bênção sem nenhuma intenção de aceitar as obrigações que a acompanhavam.

Quando mesmo seu pai, seu melhor amigo, parecia voltar-se contra ele, finalmente Esaú voltou para si e compreendeu a completa rejeição de parte de Deus por suas atitudes.

Suas lágrimas expressaram pesar por sua perda, mas não pela conduta que tinha feito inevitável esta perda.

Suas lágrimas não tiveram valor porque não era já capaz de arrepender-se verdadeiramente.

Como um abismo insondável, seu caráter imperfeito se levantava entre ele e o entendimento do que agora lhe parecia de valor incomparável.

Inconformado e muito bravo, buscará agora um culpado de toda esta confusão...

O quê?

Se Esaú ficou bravo com o irmão?

Bravo é pouco!

Esperem só pra ver…

Em Cristo;
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Gênesis 27:18-28



A traição de Jacó

V-18-20.
A tarefa de convencer ao pai de nenhuma maneira era fácil nem o sucesso era seguro.

Tendo anunciado sua chegada, Jacó se viu frente a vários problemas embaraçosos.

Era necessária uma mentira depois da outra para conseguir seu propósito.

Primeiro teve que declarar ser Esaú, depois afirmou que a carne dos cabritos era de veado, e por fim atribuiu seu rápido regresso a uma suposta bênção de Deus.

Vejamos como foi;

Então Jacó foi até onde o pai estava e disse:

_ Pai! - Aqui estou - respondeu ele.

_ Quem é você, meu filho?

_ Horas, eu sou... Esaú, o seu filho mais velho. Já fiz o que o senhor mandou. Agora se levante, por favor; sente-se, coma da carne do animal que cacei e depois me abençoe.

Meio desconfiado, Isaque perguntou:

_ Mas como foi que você achou a caça tão depressa, meu filho?

_ O SENHOR, seu Deus, me ajudou.
Apesar de ser um crente em Deus, Jacó não deixou de usar o nome de Deus para valorizar sua farsa:

V-21
Ainda desconfiado, Isaque disse a Jacó:

_ Chegue mais perto para que eu possa apalpar você. Assim vou saber se você é Esaú mesmo ou não.

V-22,23
O sentido do tato de Isaque devia estar afetado seriamente por sua debilidade ou por sua idade.

Por outro lado, sua audição era mais aguda e lhe fez suspeitar da voz de Jacó.

Mas o aroma do campo e da selva das roupas de Esaú parecia confirmar o toque das mãos cabeludas de seu filho.

Jacó chegou perto de Isaque, e ele o apalpou e disse:

_ A sua voz é a voz de Jacó, mas as mãos se parecem com as de Esaú.

V-24.
Mas, antes de abençoá-lo, perguntou mais uma vez:

_ Você é mesmo o meu filho Esaú?

_ Meu pai! Claro que sou! - respondeu Jacó.

V-25,26
Finalmente, o aroma da comida incitou seu apetite e despejou seus temores. Não podia ver, mas o tato, o gosto e o olfato prevaleceram sobre o ouvido.

Então o pai disse:

_ Traga a carne da caça para que eu coma. Depois eu o abençoarei.

Jacó serviu a comida ao seu pai e também trouxe vinho. Isaque comeu, e bebeu, e depois disse:

_ Venha cá, meu filho, e me dê um beijo.

V-27.
Jacó chegou perto e beijou o pai.

Quando sentiu o cheiro da roupa que Jacó estava usando, Isaque não teve mais dúvidas e deu sua bênção:

_ "Ah! O cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo que o SENHOR Deus abençoou.

V- 28
O aroma do campo e do bosque sobre os vestidos que Jacó usava sugeriu à mente do patriarca um quadro da futura prosperidade de seu filho.

Isaque parecia vê-lo em posse da terra prometida e desfrutando plenamente de suas bênçãos futuras.

_ Ah, filho, você tem o cheiro do campo! Que deus faça seu campo farto, que nunca te falte nada. Que as nações se curvem diante de você, que seus irmãos te sirvam. Malditos sejam aqueles que o amaldiçoarem, benditos os que o abençoarem.

Ah, a vida… Foi só Jacó sair da tenda do pai, feliz pelo sucesso de sua traição, para Esaú chegar do campo.

Com o animal que caçara, preparou no capricho um guisado para o velho e foi feliz da vida levar para ele...

Em Cristo;
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Gênesis 27: 5-17


O plano para enganar Isaque

Deus havia anunciado a Isaque que Esaú serviria a Jacó (capítulo 25:23) e Jacó havia adquirido o direito à primogenitura de Esaú (capítulo 25:33); nesta postagem, veremos a maneira como Jacó passou a perna em Isaque a fim de ser abençoado por ele.

V-5-7.
Acontece que Rebeca escutou o que Isaque disse a Esaú. Por isso, quando ele saiu para caçar, ela disse a Jacó:

_ Escutei agora mesmo uma conversa do seu pai com o seu irmão Esaú. O seu pai disse assim:

"Vá caçar um animal e prepare uma comida saborosa para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção na presença de Deus, o SENHOR, antes de morrer."

Parecia a ela que a escolha que Deus tinha feito de Jacó estava por ser desvirtuada.

Indubitavelmente ela chegou à conclusão de que nem a razão nem os argumentos mudariam o pensamento de seu esposo.

Sentindo que Deus precisava desesperadamente de sua ajuda, Rebeca tomou o problema em suas mãos.

Recorreu a uma injustiça com a esperança de endireitar outra.

V-8
A ela a crise lhe parecia real e urgente.

Ao enviar Esaú ao campo a procura de caça, tinha iniciado o processo de transferência, que quando se completasse, seria irrevogável.

Que devia fazer ela?

_ Então essa é sua chance, meu filho, escute bem e faça o que eu vou dizer.

_ Vá ao lugar onde estão os nossos animais e traga dois cabritos dos melhores. Eu vou preparar uma comida saborosa, como o seu pai gosta, e você vai levá-la para ele comer. Depois o seu pai vai abençoar você, antes que ele morra.

V-11,12
Aí Jacó disse à mãe:

_ Mas mãe, como é que o pai vai acreditar que eu sou o Esaú? O meu irmão é muito peludo, e eu não. Se o meu pai me apalpar e descobrir que sou eu, ele vai saber que eu estou tentando enganá-lo. Então ele vai me amaldiçoar em vez de me abençoar.

Jacó não parecia hesitar em enganar seu pai: o que o preocupava era a possibilidade de ser apanhado no ato.

A natureza humana degenerada se preocupa menos com o pecado do que com suas conseqüências.

V-13
Mas a mãe respondeu:

_ Nesse caso, que a maldição caia sobre mim, meu filho. Faça exatamente o que eu disse: vá e traga os cabritos para mim.

Rebeca estava tão decidida em seu proceder como Isaque no seu.

Estava tão segura do sucesso de seu plano que não temia a possibilidade de uma maldição.

V-14.
Jacó foi, pegou os cabritos e os levou à mãe, e ela preparou uma comida saborosa, como Isaque gostava

V-15,16
Depois Rebeca pegou as melhores roupas de Esaú e fez com que Jacó as vestisse. Para dar o toque final, pegou a pele dos cabritos e com elas cobriu os braços e o pescoço do filho.

Não se tratava da variedade comum européia, cuja pele era completamente inadequada para um engano dessa classe, tratava-se dos cabritos de pele parecida ao do camelo do Oriente, cujo pelo negro é semelhante à seda às vezes se usava como substituto do cabelo humano.

Durante anos, Jacó tinha feito planos para obter a tão sonhada bênção, e agora que ela estava ela estava escorregando entre seus dedos, precisou só uma pequena insinuação da parte de Rebeca para transformar sua vacilação em ativa cooperação.

Seus próprios desejos não santificados o converteram numa fácil vítima nas garras do tentador.

_ Pronto, filho, agora vai lá levar o guisado para o seu pai, duvido que ele não caia nessa.

Jacó pegou o guisado e levou para a tenda de Isaque...

Em Cristo;
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Gêneis 27:1-4


Um drama familiar

Finalmente cheguei a um dos capítulos mais aguardado por mim nesta jornada pela Bíblia.

Este capítulo é rico em lições práticas para todos nós e daria uma boa pauta para estes programas sensacionalistas que existem na tv.

Ao estudarmos a vida destes personagens, poderemos aprender para onde certos caminhos levam, sem, no entanto ter que seguir os mesmos passos.
Vamos ao caso;

Isaque estava já velho, tinha uns 135 anos de idade, e seus filhos, uns 75 e estava cego, provavelmente com cataratas.

Um dia ele chamou Esaú, o seu filho mais velho, e disse:

_ Meu filho!

_ Estou aqui, pai - respondeu ele.

Então Isaque lhe disse:

_ Você está vendo que estou velho e um dia desses vou acabar morrendo. Pegue então o seu arco e as suas flechas, vá até o campo e cace um animal.

Sem esperar a direção de Deus, e sem levar em conta o que Deus já lhe havia dito, julgando erradamente que estava para morrer (ele viveria mais 45 anos, até os 180), ele resolveu apressadamente abençoar seu filho preferido, Esaú, fazendo-o seu herdeiro.

_ Prepare uma comida saborosa, como eu gosto, e traga aqui para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção, antes de morrer.

Isaque tomou uma decisão sem levar em conta as instruções de Deus sobre os dois filhos, dadas antes que nascessem, e sem levar em conta que Esaú tinha vendido sua primogenitura e ainda se casado com as cananeas, indubitavelmente Isaque persistiu em sua preferência por Esaú.

Essa preferência foi incrementada inacreditavelmente, por sua gula por carne dos animais de caça.

Vocês não acham estranho o fato de que nem Rebeca e nem Jacó soubessem dos planos de Isaque?

Normalmente, quando alguém era abençoado toda a família estava presente na celebração.

O fato de Isaque querer ocultar o seu feito mostra a rixa que existia na família.

Mas nem tudo saiu como Isaque esperava. Ele não sabia que Rebeca tinha escutado toda a conversa atrás da tenda.

“E daí?”, perguntarão vocês.

Ah, as artimanhas femininas…

Veremos o caldo engrossar na próxima postagem.

Em Cristo!
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Gênesis 26:34,35



O Jugo desigual na família de Isaque.

V-34.
Nesta pequena postagem, termino o capítulo com uma nota triste sobre Esaú;
Não bastassem às dificuldades a que Isaque vinha tendo com os invejosos filisteus, seus problemas foram aumentados com uma cruz doméstica, que lhe causou um problema profundo e duradouro.
O rebelde Esaú, que já tinha demonstrado sua indiferença para os princípios religiosos, não viu motivo para pedir conselho de seus pais quanto à escolha de uma esposa... quer dizer duas.
Ele tinha 40 anos de idade e seu pai 100, quando se casou com Judite, filha de Beeri, e com Basemate, filha de Elom, duas moças hetéias.
Os Heteus eram uma tribo de Cananeus que habitava em uma vasta região entre o rio Eufrates e Damasco.
Eles eram agressivos e se tornaram em uma nação tão forte que rivalizava com os impérios egípcios e assírios.
Ao fazer isto, Esaú menosprezava abertamente os princípios da direção paternal de não se casar com mulheres pagãs e de praticar a monogamia.
V-35.
Essas duas mulheres infernizaram a vida de Isaque e Rebeca e só trouxeram problemas para esta família.
Seu proceder perverso e mau, sua religião idolátrica e seu caráter defeituoso de espiritualidade e frívolo foram causa de muita dor para Isaque e Rebeca.
Como veremos mais a frente, essa rixa em particular ainda vai dar o que falar nesta história.
Em Cristo;