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Gênesis 27:18-28



A traição de Jacó

V-18-20.
A tarefa de convencer ao pai de nenhuma maneira era fácil nem o sucesso era seguro.

Tendo anunciado sua chegada, Jacó se viu frente a vários problemas embaraçosos.

Era necessária uma mentira depois da outra para conseguir seu propósito.

Primeiro teve que declarar ser Esaú, depois afirmou que a carne dos cabritos era de veado, e por fim atribuiu seu rápido regresso a uma suposta bênção de Deus.

Vejamos como foi;

Então Jacó foi até onde o pai estava e disse:

_ Pai! - Aqui estou - respondeu ele.

_ Quem é você, meu filho?

_ Horas, eu sou... Esaú, o seu filho mais velho. Já fiz o que o senhor mandou. Agora se levante, por favor; sente-se, coma da carne do animal que cacei e depois me abençoe.

Meio desconfiado, Isaque perguntou:

_ Mas como foi que você achou a caça tão depressa, meu filho?

_ O SENHOR, seu Deus, me ajudou.
Apesar de ser um crente em Deus, Jacó não deixou de usar o nome de Deus para valorizar sua farsa:

V-21
Ainda desconfiado, Isaque disse a Jacó:

_ Chegue mais perto para que eu possa apalpar você. Assim vou saber se você é Esaú mesmo ou não.

V-22,23
O sentido do tato de Isaque devia estar afetado seriamente por sua debilidade ou por sua idade.

Por outro lado, sua audição era mais aguda e lhe fez suspeitar da voz de Jacó.

Mas o aroma do campo e da selva das roupas de Esaú parecia confirmar o toque das mãos cabeludas de seu filho.

Jacó chegou perto de Isaque, e ele o apalpou e disse:

_ A sua voz é a voz de Jacó, mas as mãos se parecem com as de Esaú.

V-24.
Mas, antes de abençoá-lo, perguntou mais uma vez:

_ Você é mesmo o meu filho Esaú?

_ Meu pai! Claro que sou! - respondeu Jacó.

V-25,26
Finalmente, o aroma da comida incitou seu apetite e despejou seus temores. Não podia ver, mas o tato, o gosto e o olfato prevaleceram sobre o ouvido.

Então o pai disse:

_ Traga a carne da caça para que eu coma. Depois eu o abençoarei.

Jacó serviu a comida ao seu pai e também trouxe vinho. Isaque comeu, e bebeu, e depois disse:

_ Venha cá, meu filho, e me dê um beijo.

V-27.
Jacó chegou perto e beijou o pai.

Quando sentiu o cheiro da roupa que Jacó estava usando, Isaque não teve mais dúvidas e deu sua bênção:

_ "Ah! O cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo que o SENHOR Deus abençoou.

V- 28
O aroma do campo e do bosque sobre os vestidos que Jacó usava sugeriu à mente do patriarca um quadro da futura prosperidade de seu filho.

Isaque parecia vê-lo em posse da terra prometida e desfrutando plenamente de suas bênçãos futuras.

_ Ah, filho, você tem o cheiro do campo! Que deus faça seu campo farto, que nunca te falte nada. Que as nações se curvem diante de você, que seus irmãos te sirvam. Malditos sejam aqueles que o amaldiçoarem, benditos os que o abençoarem.

Ah, a vida… Foi só Jacó sair da tenda do pai, feliz pelo sucesso de sua traição, para Esaú chegar do campo.

Com o animal que caçara, preparou no capricho um guisado para o velho e foi feliz da vida levar para ele...

Em Cristo;

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

Um comentário:

  1. Como é triste alguém querer tomar para si o que é do outro como fez Jacó com seu irmão Esaú. Infelismente isso acontece muito nos dias de hoje. Diariamente vimos inveja, mentira, traição, etc...e isso geralmente vêm de quem nos rodeia e daquele que menos esperamos. Mas nada é oculto para Deus, ele conhece o coração do homem e fará justiça àqueles que são seus verdadeiramente. AMÉM!

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