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Gênesis 33:12-20 - Jacó esquiva-se de Esaú


Jacó esquiva-se de Esaú

V-12.
Esaú achava que Jacó o seguiria imediatamente para Hebron, a morada de seu pai Isaque, e propôs acompanhá-lo em sua viagem.

Então Esaú disse:

_ Bem, vamos embora; eu vou à frente.

Mas Jacó alegou que não queria dar este incômodo a ele:

_ Meu patrão, o senhor sabe que as crianças são fracas, e eu tenho de pensar nas ovelhas e vacas com crias. Se forem forçados a andar depressa demais, nem que seja por um dia só, todos os animais poderão morrer.

V-14.
Pediu então que voltassem para sua terra enquanto ele seguiria devagar com todo o seu pessoal e seus rebanhos.
_ É melhor que o meu patrão vá à frente deste seu criado. Eu vou atrás devagar, conforme o passo dos animais e dos meninos, até que chegue a Edom, onde o senhor mora.

15,16
Esaú disse:
_ Então deixe que alguns dos meus empregados fiquem com você para acompanhá-lo.

Jacó respondeu:
_ Não é preciso. Eu só quero conquistar a amizade do meu patrão.

Aparentemente Jacó queria escapar de Esaú. Ele sabia que seus caminhos conduziam para diferentes direções.

Naquele dia Esaú voltou pelo mesmo caminho para a região de Edom.

V-17.
Jacó, porém virou à direita em direção ao ocidente, continuando no caminho que o levaria à terra da promessa, ao invés de seguir para o sul atrás de Esaú.
Antes de atravessar o rio Jordão ele parou em Sucote, ali construiu uma casa para si e abrigos para o gado e permaneceu nesta região por mais de dez anos.

Este era lugar muito bonito, e havia ali abundante pastagem para os animais.

Ele não estava muito distante de Esaú, com quem havia feito as pazes e provavelmente o visitou diversas vezes.

V-18.
Depois deste tempo, Jacó voltou da Mesopotâmia para Canaã; ele chegou são e salvo à cidade de Siquém uma cidade importante em Canaã, próxima à cidade atual de Nablus, e armou o seu acampamento ali perto.

Era um vale estreito entre duas montanhas, Ebal e Gerizim, e ali Abraão havia também acampado e construído seu primeiro altar na terra de Canaã ao receber a promessa divina que essa terra seria dele (capítulo 12:6,7).

O que Jacó tinha pedido quando fez seu voto 20 anos antes, agora foi cumprido. Tinha regressado à terra de seu nascimento.

V-19.
Por cem barras de prata comprou terras dos filhos de Hamor, o pai de Siquém, e nelas armou o seu acampamento.

Faz-se aqui referência a Hamor, como pai de Siquem, em antecipação dos acontecimentos subseqüentes que implicaram aos dois.
Foi na "parte do campo" comprada aos siquemitas onde Jacó cavou o poço em que aconteceria a memorável conversa entre Jesus e a mulher samaritana.

Esta parcela de terra mais tarde ficou para os descendentes de seu filho favorito José, cujos ossos foram sepultados ali (Jos. 24: 32).

V-20.
Como seu avô Abraão, Jacó aqui erigiu seu primeiro altar ao entrar na terra de Canaã e pôs nele o nome de "Deus, o Deus de Israel".
Aqui Deus mais uma vez foi publicamente adorado e confessado.

Em Cristo;
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Gênesis 33:1-11


O reencontro de Jacó com Esaú

V-1.
Quando Jacó viu que Esaú vinha chegando com os seus quatrocentos homens armados, dividiu os seus filhos em grupos, que ficaram com Léia, com Raquel e com as duas escravas.
As escravas e os seus filhos ficaram na frente, depois Léia com os seus filhos e por último Raquel e José.

A razão desta medida não é clara. Ou Jacó pôs Raquel e a José na retaguarda por motivos de segurança, ou para apresentar ao final, sua esposa favorita e o filho dela ao seu irmão Esaú.

A divisão prévia da caravana em duas colônias de férias foi tida como desnecessária após a experiência de Jacó na noite anterior.

V-3.
Prudente como era, Jacó não quis correr riscos e usou de uma diplomacia e reverência que nos parecem exageradas:

Jacó passou e ficou na frente até que chegou perto de Esaú; então ele se ajoelhou sete vezes e encostou o rosto no chão, este era um sinal amplamente conhecido de reverência na época, considerado como um sinal de respeito a um superior.

Este costume oriental está confirmado nas Cartas de Amarna do século XIV AC, nas quais registra-se alguns príncipes palestinos curvando-se sete vezes diante do faraó.

Jacó esperava ganhar o coração de seu irmão, mostrando que ele renunciava por completo à pretensão de qualquer privilégio especial conseguido previamente mediante a traição.

V-4.
Porém Esaú reagiu de uma forma que Jacó talvez nem sequer sonhasse, saiu correndo ao encontro e o abraçou; ele pôs os braços em volta do seu pescoço e o beijou. E os dois choraram muito.

Ainda que tivesse podido ficar algum rancor no coração de Esaú, este teria sido vencido pela humildade de Jacó.

Não há dúvidas de que Deus trabalhou no coração de Esaú como resposta as orações de Jacó.

5-7.
Durante o abraço silencioso dos irmãos por tanto tempo separados, as quatro esposas de Jacó e os doze filhos tinham acercado os dois.

E Quando Esaú olhou em volta e viu as mulheres e as crianças, perguntou:

_ Quem são esses que estão com você?

_ São os filhos que Deus, na sua bondade, deu a este seu criado - respondeu Jacó.

Então as escravas e os seus filhos chegaram perto de Esaú e se curvaram na frente dele.

Depois vieram Léia e os seus filhos e também se curvaram. Por último José e Raquel vieram e se curvaram.

8.
Ainda que conhecesse muito bem o propósito dos variados grupos, Esaú perguntou acerca deles.

_ E o que são aqueles grupos que encontrei pelo caminho anres de chegar até você?

Jacó respondeu:
_ Por meio deles pensei em ganhar a boa vontade do senhor.

V-9
Com óbvia cortesia oriental disse:
_ Eu já tenho bastante, meu irmão; fique com o que é seu.

V-10.
Mas Jacó insistiu:
_ Não recuse. Se é que mereço um favor seu, aceite o meu presente. Para mim, ver o seu rosto é como ver o rosto de Deus, pois o senhor me recebeu tão bem.

A amigável saudação de Esaú fazia lembrar a promessa divina tão recentemente concedida a Jacó, e no rosto de Esaú ele podia ler seu bondoso cumprimento.

Estas palavras de Jacó refletem sua profunda gratidão pela indubitável Presença que lhe acompanhou em sua viagem.

V-11.
Era importantíssimo para Jacó que Esaú aceitasse seu presente, pois, ao fazê-lo, de acordo com o costume desse tempo, Esaú expressaria sua aceitação do que representava o presente:

_ Por favor, aceite este presente que eu trouxe para o senhor. Deus tem sido bom para mim e me tem dado tudo o que preciso.

No Oriente, um presente recebido por um superior assegurava ao doador a amizade e a ajuda de quem era presenteado.

E Jacó insistiu até que Esaú aceitou.

Entusiasmado, Esaú já fazia planos para o futuro dos dois, más Jacó pensava bem diferente...

Em Cristo;
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Gênesis 32:27-32


Jacó recebe a Benção

V-27,28.
Aí o Anjo perguntou:

_ Como você se chama?

_ Jacó - respondeu ele.

Então o homem disse:

_ O seu nome não será mais Jacó (enganador). Você lutou com Deus e com os homens e venceu; por isso o seu nome será Israel (príncipe que peleja com Deus).


Este nome, Israel, foi transferido primeiro aos seus descendentes literais, e mais tarde a sua posteridade espiritual, todos nós, os quais também devem ser vencedores como ele o foi.

V-29.
Jacó lhe fez uma pergunta;

_ Eu já disse o meu nome. Agora diga-me o seu nome.

No jeito hebreu de pensar, o nome significava a identidade completa de uma pessoa e neste momento Jacó foi tomado pela curiosidade de saber o nome do mensageiro de Deus.

O Anjo respondeu:

_ Por que você quer saber o meu nome?

Más o Anjo não o respondeu e atendendo ao primeiro pedido de Jacó o abençoou e foi embora.

A bênção de despedida do Anjo devia ser suficiente.

V- 30.
Após a partida do Anjo, Jacó disse:

_ Inacreditável! Eu vi Deus face a face, mas ainda estou vivo.

Por isso ele pôs naquele lugar o nome de Peniel.

V-31.
O sol nasceu quando Jacó estava saindo de Peniel, e ele ia mancando por causa do golpe que havia levado na coxa.

V-32.
Até hoje os descendentes de Israel não comem o músculo que fica na junta da coxa dos animais, para lembrar que foi nessa parte do corpo que Jacó recebeu o golpe.

O que?

Sobre o encontro de Jacó com Esaú?

Há... O desfecho deste caso, só no próximo capitulo.

Em Cristo!
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Gênesis 32:21-26



Jacó luta com Deus

V-21
Veremos nesta postagem um fato extraordinário que provoca uma virada na História Bíblica.

Más antes, se lembram do agradinho?

Pois bem, Jacó mandou os presentes na frente e passou aquela noite no acampamento.

V-22
Naquela mesma noite, como estava muito ansioso, Jacó se levantou e atravessou o rio Jaboque, levando consigo as suas duas mulheres, as suas duas concubinas e os seus onze filhos.

23,24.
Depois que as pessoas passaram, Jacó fez com que também passasse tudo o que era seu; mas ele ficou para trás, desejando passar à noite a sós em oração.

Nesse momento, perece que sua acostumada astúcia já não tinha tanto valor.

Só Deus podia ser a ajuda para aplacar a ira de Esaú e salvar a Jacó e sua família.

Enquanto lutava em oração, ele repentinamente se viu engajado em uma luta corporal com um homem que lutou com ele até o dia amanhecer.

Seu oponente era um anjo. Ele não era um anjo comum, mas Deus em pessoa, que se manifestou várias vezes no Velho Testamento como o "Anjo do Senhor".

Sem dúvida é outra aparição da segunda pessoa da Trindade, que mais tarde veio ao mundo: Jesus Cristo.

Vocês não acham como parece estranho que nas orações Deus muitas vezes age como um opositor aos nossos pedidos?

Às vezes nossas orações se transformam em uma luta, como se Deus devesse ser convencido ou persuadido a ficar nos ouvindo.

É más Deus age assim para testar a importância de nossos pedidos, nossa persistência e nossa fé nas promessas Dele.

O tempo que dedicamos buscando a Deus, é também um tempo de crescimento para nós.

V-25.
Bem, voltando à cena...

O lutador desconhecido empregou unicamente a força natural de um ser humano em sua luta com Jacó.

Pensando que seu adversário fosse um inimigo mortal, Jacó lutou como se tivesse salvando sua própria vida.

Quando o Anjo viu que não o podia vencer com força humana, deu um golpe na junta da coxa de Jacó, de modo que ela ficou fora do lugar.

Um simples golpe, dado com força mais do que humana, foi suficiente para deixar Jacó inválido, e ele se deu conta de que seu antagonista era mais do que humano.

V-26
Então o Anjo disse:
_ Solte-me, pois já está amanhecendo.

Eu acredito que o desejo do Anjo de ser solto, era para impedir que outras pessoas contemplassem a cena ou para evitar que Jacó o visse.

_ Só te soltarei se me abençoares!

O golpe que o deixou inválido e a voz divina tinham convencido a Jacó de que aquele com quem tinha lutado durante horas era um mensageiro do céu.

Tendo procurado desesperadamente por várias horas a ajuda divina, Jacó sentia que não podia permitir-lhe que se fosse sem primeiro receber a segurança do perdão e a proteção que ansiava.

Pela primeira vez em sua vida, Jacó compreendeu que seus próprios recursos eram inadequados.

Desde seu nascimento, quando tinha tomado a seu irmão pelo calcanhar, até seus últimos anos em Harã, quando tinha sido mais astuto do que seu tio Labão, Jacó tinha enfocado a solução dos problemas da vida em métodos questionáveis de sua própria iniciativa.

Agora era um homem mudado.

No passado havia confiado em sua própria sabedoria e força, agora tinha aprendido a confiar completamente em Deus.

Jacó não era fisicamente agressivo, mas tinha um caráter forte e resoluto.

Ele estava disposto a obter a bênção de Deus para si, e usou todas as suas forças para esse fim, tanto que agarrou o Anjo de Deus, mesmo depois de ferido na coxa e não o largaria enquanto isso não lhe fosse concedido.

Em Cristo!
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Gênesis 32:8-20 - Os presentes de Jacó para Esaú


Os presentes de Jacó para Esaú


V-7,8.
Quando Jacó ouviu seus mensageiros, teve muito medo e ficou preocupado.

Certo de que Esaú e seu bando vinham para acabar com tudo, repartiu o povo que andava com ele e os rebanhos em dois bandos.

Desta maneira ele esperava que pelo menos metade da família e do seu rebanho pudesse escapar.

Impressionante, como ele esqueceu rapidamente dos anjos e das promessas de Deus!

Más felizmente não esqueceu por muito tempo...

V-9.
Em momentos assim, a gente sempre busca ajuda onde pode, e por isso Jacó resolveu lembrar-se daquele que era seu porto seguro.

Então, orou ao SENHOR, Deus de Abraão e Isaque, expondo a situação e implorando que o livrasse das mãos do seu irmão Esaú, apoiando-se na promessa que Deus lhe havia feito anteriormente.

_ Ouve-me, ó SENHOR, Deus do meu avô Abraão e de Isaque, o meu pai! Tu me mandaste voltar para a minha terra e para os meus parentes, prometendo que tudo correria bem para mim.

V-10.
_ Eu, teu servo, não mereço toda a bondade e fidelidade com que me tens tratado. Pois quando atravessei o rio Jordão, eu tinha apenas um bastão e agora estou voltando com estes dois grupos de pessoas e animais.

V-11.
_ Ó SENHOR, eu te peço que me salves do meu irmão Esaú. Tenho medo de que ele venha e me mate e também as mulheres e as crianças.

Jacó sabia que, se seu irmão fosse provocado, não vacilaria em matar a todos. Temia, pois o pior.

V-12.
_ Lembra que prometeste que tudo me correria bem e que os meus descendentes seriam como a areia da praia, tantos que ninguém poderia contar?

Notável por sua singeleza e energia, esta oração modelo expressa tudo o que é essencial numa oração; Verdadeira humildade, reconhecimento da misericórdia de Deus, súplica, repetição de promessas passadas e agradecimento.

V-13.
E naquela mesma noite Jacó dormiu ali mais aliviado.

No dia seguinte acordou com uma idéia, escolheu alguns dos seus animais para fazer um agradinho a Esaú.

V-14,15
Foi até o patio e contemplou sua grandiosa e impresionante manada, coçou a cabeça, pensou em quantos animais daria de presente a seu irmão, coçou a barba e pensou desta vez em quais animais impressionariam mais, então chamou seus empregados para fazer a separação.

Não foi muita coisa, mandou separar apenas, duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta camelas com as suas crias, que ainda mamavam, quarenta vacas e dez touros, e vinte jumentas e dez jumentos.

Apenas?

Puxa, Jacó era muito rico mesmo!

V-16.
Jacó dividiu esses animais em três grupos e pôs um empregado para tomar conta de cada grupo.
E deu a seguinte ordem:

_ Vocês vão à frente, deixando um espaço entre os grupos.

A divisão do presente de apaziguamento de Jacó em várias manadas separadas, que seguiam a intervalo uma à outra, tinha o propósito de realizar um efeito acumulativo e, pelo mesmo, impressionar mais.

Desta maneira o coração de Esaú seria progressivamente abrandado.

Além do mais, cada manada era em si um presente valioso.

É como se nos dia de hoje, Jacó fosse dono da GM e os agradinhos fossem apenas algumas centenas de automóveis.

Um gênio esse Jacó, vocês não acham?

V-17,18
E tem mais, Jacó pensou em tudo, não esqueceu nehum detalhe.
Chamou seus empregados e passou as últimas coordenadas; Ao primeiro disse;

_ Olha é o seguinte; Quando o meu irmão Esaú se encontrar com você, ele poderá perguntar:

"Quem é o seu patrão? Aonde você vai? E de quem são esses animais que você vai levando?"

Vocês deverão estar preparados para responder o seguinte:

"Estes animais são do seu criado Jacó. É um presente que ele está enviando ao seu patrão Esaú. E ele também vem vindo aí atrás."

V-19
Também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os outros que tomavam conta dos grupos, Jacó disse:

_ Quando vocês se encontrarem com Esaú, digam a mesma coisa.

V-20
E não se esqueçam de dizer aquela importante frase que eu lhes ensinei:

"O seu criado Jacó vem vindo aí atrás."

Com esta estratégia Jacó pensava;

"Vou acalmar Esaú com os presentes que irão na minha frente. E, quando nos encontrarmos, talvez ele me perdoe e diga; Aquilo tudo foi uma bobagem de criança meu irmão, vamos deixar isso pra lá”.

Bem, era isso pelo menos o que Jacó esperava.

O que? Se foi realmente isso que aconteceu?

Ah, esperem pelas próximas postagens!

Em Cristo;
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Gênesis 32:1-7

Jacó envia mensageiros a Esaú

V-1,2.
Depois da despedida de seu tio Labão, Jacó seguiu outra vez para a terra da promessa e os anjos de Deus saíram a encontrá-lo.

A Bíblia não diz por que, nem o que lhe disseram. A palavra anjos, tanto no hebraico como no grego, significa mensageiros, neste caso, provenientes de Deus.

Eram provavelmente criaturas sobrenaturais, pois Jacó se impressionou tanto que achou que aquele era o acampamento de Deus, e chamou o lugar Maanaim (duas colônias de férias).

Um dos efeitos do encontro foi para confirmar a Jacó que Deus estava com ele.

V-4,5.
Jacó, como vocês já devem ter percebido, não era bobo: Não ia aparecer na frente de Esaú na maior cara-de-pau como se nada tivesse acontecido.

Muitos anos antes Jacó havia fugido de Canaã com medo de Esaú. E agora ele tem que voltar para sua terra.

Só que Jacó estava sendo torturado pelo medo de que Esaú estivesse ainda irritado com ele.

Sendo ele quem tinha cometido a falta, Jacó compreendia que o primeiro passo para a reconciliação devia ser dado por ele.

Então resolveu enviar mesangeiros ao irmão mais velho.

Ao chegarem lá disseram o seguinte:

_ Prezado e amabilíssimo senhor Esaú, temos uma mensagem do teu servo, Jacó.

Os mensageiros deviam fazer uma clara distinção entre "o senhor Esaú" e "seu miserável servo Jacó".

_ Seu servo Jacó diz o seguinte;

"Eu, Jacó, estou às suas ordens para servi-lo”.

A tarefa dos mensageiros era acalmar ira de Esaú, principalmente pondo ênfase na humildade de Jacó, enaltecendo sua culpa.

“Durante todo esse tempo morei com Labão. Tenho gado, jumentos, ovelhas, cabras, escravos e escravas”.

Ao fazer ressaltar que voltava com grande riqueza, Jacó estava mostrando com clareza a Esaú que não voltava com a intenção de participar da herança familiar.

“Estou mandando este recado ao senhor, esperando ser bem recebido."

Levando isto em conta, adicionou a sua mensagem uma expressão na esperança de que Esaú o perdoaria e o aceitaria em termos amistosos.

V-6.
Pois bem, não demorou muito e os mensageiros voltaram com a resposta:

_ Jacó, falamos com Esaú e ele diz que também está vindo te encontrar.

_ Ora, mas que beleza!

_ É... Só que com ele estarão vindo quatrocentos homens, todos com sangue nos zóio!

_ Glup!!!

Esta era uma evidência de que Esaú tinha se transformado num poderoso líder e guerreiro.

A razão de Esaú para ir ao encontro com Jacó levando esses homens armados, era em primeiro lugar; impressionar a Jacó com o devido respeito para seu poder superior; em segundo lugar, empregar a força se fosse necessário e em terceiro; a falta de confiança naquele que o enganou várias vezes.

Estava preparado, em outras palavras, para qualquer eventualidade.

Más a incerteza de Jacó quanto às intenções de seu irmão, e a ansiedade ocasionada pelo relatório dos mensageiros, o alarmaram ao extremo.

O que? Se Jacó ficou com medo?

Tremeu-se todinho!

Imaginem, se ele já temia o irmão, que era bem maior e mais agressivo que ele, imagine então o medo que sentiu ao saber que Esaú vinha com quatrocentos homens armados até os dentes!

Temendo o pior, Jacó então se preparou para um verdadeiro desastre.

O que ele fez então?

Veremos na próxima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 31:36-55


O impressionante desabafo de Jacó

V-36.
Vinte anos de frustrações levaram Jacó a "ferver" bem neste ponto;

- E aí! Diga-me, o que foi que eu fiz de errado? Qual foi a lei que eu quebrei para o senhor me perseguir com tanta raiva?

V-37
Labão ficou surpreso com o que estava ouvindo, pois Jacó jamais teve coragem de reclamar nada em todo o tempo que esteve com ele.
Más Jacó nem havia começado, tinha muita coisa engasgada;

_ Agora que mexeu em todas as minhas coisas, será que encontrou alguns objetos que são seus? Pois ponha esses objetos aqui, na frente dos meus parentes e dos seus, para que eles julguem qual de nós dois está com a razão.

V-38
Labão ainda paralisado, era só ouvidos;

_ Durante os vinte anos que trabalhei para o senhor, as suas ovelhas e as suas cabras nunca tiveram abortos, e eu não comi um só carneiro do seu rebanho.

V-39.
Jacó tinha ainda uma base legal de queixa contra Labão que estava amparada em uma lei da época;

_ E tem mais: Eu nunca lhe trouxe os animais que as feras mataram, mas eu mesmo pagava o prejuízo. O senhor me cobrava qualquer animal que fosse roubado de dia ou de noite.

Essa prática era contrária às antigas leis de Mesopotâmia, que diziam que um pastor só devia pagar as perdas ocasionadas por seu descuido.

V-40
Labão não tinha nenhuma defesa contra estas acusações, pois todos que alí estavam ouvindo sabiam quem era o desonesto;

_ A minha vida era assim: de dia o calor me castigava, e de noite eu morria de frio. E quantas noites eu passei sem dormir?

V-41
_ Fiquei vinte anos na sua casa. Trabalhei catorze anos para conseguir as suas duas filhas e seis anos para conseguir os seus animais. E, ainda por cima, o senhor mudou o meu salário umas dez vezes.

V-42.
_ Se o Deus dos meus antepassados - o Deus de Abraão, o Deus a quem Isaque temia - não tivesse estado comigo, o senhor teria me mandado embora com as mãos vazias. Mas Deus viu o meu sofrimento e o trabalho que tive e ontem à noite ele resolveu a questão.

V-43,44.
Labão coçou a cabeça, pensou bem e viu que Jacó, claro, estava com a razão, então disse;

_ Estas filhas são minhas, os netos são meus, estes animais são meus, e tudo o que você está vendo é meu. Agora, como não posso fazer nada para ficar com as minhas filhas e com os filhos que elas tiveram, estou disposto a fazer um trato com você. Vamos fazer aqui um montão de pedras para que lembremos esse trato.

Ele reconheceu que Jacó era abençoado por Deus e tinha chegado ao ponto de temer a Jacó.

Tanto que agora, arrumou um jeito de propor um acordo, pois queria garantias de que Jacó não retornaria mais tarde para prejudicá-lo.

No entanto, seu espírito altivo se manifestou novamente quando disse o que tudo o que Jacó tinha era dele.

Nem uma só palavra de reconhecimento ou apreço saiu dos lábios de Labão pelos 20 anos de trabalho de Jacó.

Pelo contrário, assumiu o papel de um bondoso e nobre benfeitor.
Que cara de pau este Labão!

V-44.
_ Jacó, vamos erigir uma coluna de pedras aqui. O acordo é o seguinte; A partir de hoje, nem você passa da coluna pra cá, nem eu passo da coluna pra lá. Assim a gente nem tem mais como brigar.

V-45.
_ Hum… Beleza.

Jacó revelou seu consentimento para a proposta de Labão e começou imediatamente a erigir uma pedra como recordativo do acordo.

Ambos os grupos se uniram também a juntar as pedras para usá-las como mesa para a comida do pacto.

V-47.
Labão pôs naquele lugar o nome de Jegar-Saaduta, e Jacó o chamou de Galeede.

Ambos os nomes, um aramaico e o outro hebreu, têm praticamente o mesmo significado, "montão do depoimento".

V-48
Depois Labão disse:
_ Este montão de pedras servirá para que nós dois lembremos-nos desse trato. Foi por isso que aquele lugar recebeu o nome de Galeede.

V-49.
E também teve o nome de Mispa porque Labão disse:

_ Que o SENHOR Deus fique nos vigiando quando estivermos separados um do outro!

V-50.
_ Se você maltratar as minhas filhas ou se você casar com outras mulheres, mesmo que eu não saiba o que está acontecendo, lembre que Deus está nos vigiando.

O fato de que Labão invocasse a Deus, para que protegesse as suas filhas, não prova que aceitou a Deus como o representante de seus direitos.

É irritante ver como o velho hipócrita fingia que era Jacó quem necessitava ser vigiado.

V-51,52.
_ Aqui estão às pedras e o pilar que coloquei entre nós dois. O montão de pedras e o pilar são para lembrarmos-nos desse trato. Eu nunca passarei para lá deste pilar para atacá-lo, e você não passará para cá deste montão de pedras e deste pilar para me atacar.

V-53.
_ O Deus de Abraão e o Deus de Naor será juiz entre nós.

Então Jacó fez um juramento em nome do Deus a quem Isaque, o seu pai, temia.

V-54.
Jacó ofereceu um animal em sacrifício ali na montanha e convidou os seus parentes para uma refeição.

Ao que parece só Jacó participou no ritual do sacrifício que considerava essencial para ratificar o pacto.

Labão foi só um observador, mas participou da festa cerimonial preparada por Jacó.

Naquela noite eles comeram e dormiram ali na montanha.

V-55.
Na manhã seguinte Labão se levantou bem cedo, beijou as suas filhas e os seus netos e os abençoou.

E depois foi embora, voltando para a sua terra.

E assim desaparece Labão da narração das Escrituras.

Depois deste momento, nunca mais houve outro contato entre a família de Canaã e seus parentes na Mesopotâmia.

E Jacó continuou sua viagem, já pensando em como seria o reencontro com Esaú.

Mas isso, claro, fica para a próxima postagem!

Em Cristo;
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Gênesis 31:23-35 - Labão alcança Jacó


Labão alcança Jacó

V-23.
Labão não perseguiu os fugitivos imediatamente após receber a notícia de sua fuga. Sabia que Jacó iria lentamente e, portanto, ele não precisava apressar-se.

Labão recebeu a notícia dois ou três dias após a fuga de Jacó, e o atingiu após uma perseguição de sete dias, na região montanhosa de Gileade.



Esta região está a uns 450 km de Harã, distância que pode ser percorrida por camelos rápidos em sete dias, o tempo que precisou Labão.



V-24,25.
Então Labão e os seus parentes e empregados acamparam no mesmo lugar, aguardando para atacar logo ao amanhecer.

Numa forma completamente inesperada Deus cumpriu a promessa feita há Jacó 20 anos antes.

Naquela noite Deus apareceu num sonho a Labão, e disse:

_ Tome muito cuidado com o que você pretende fazer! Não faça nada a Jacó.

V-26
No dia seguinte Labão invade inesperadamente o acampamento de Jacó, e para surpresa de todos, assume o papel de um bom pai, ofendido e profundamente ferido;

_ Jacó meu filho... Por que você me enganou desse jeito? Levando consigo as minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra?

V-27.
E continuou sua lamúria;

_ Fugiu sem me dizer nada... Se você tivesse falado comigo, eu teria preparado uma festa alegre de despedida, com canções acompanhadas de pandeiros e de liras.

Com toda certeza, o fato de Labão somente falar ao invés de tratá-los como talvez ele achasse que merecessem se deveu ao fato de Deus tê-lo ameaçado.

V-28
Labão continua sua péssima interpretação de bom pai;

_ Você nem me deixou beijar os meus netos e as minhas filhas. O que você fez foi coisa de gente sem juízo rapaz!

Cada palavra deste discurso é repugnante para uma pessoa honesta.

Labão se descreve a si mesmo como um modelo de amor paternal, enquanto reputa Jacó como um salafrário.

V-29
Então como um péssimo ator que era, revela o porque de sua conduta passífica;

_ Eu poderia ter feito muito mal a vocês, mas na noite passada o Deus do seu pai me disse para não lhe fazer nenhum mal!

V-30
_ Eu sei que você foi embora porque tinha saudades de casa, más por que foi que você roubou as imagens dos deuses da minha casa?

Esta era a única queixa legítima de Labão, um dardo polido que tinha o propósito de ferir duramente no ponto.

Provavelmente Jacó no período em que viveu com seu sogro, deve tê-lo aconselhado a descartar seus deuses pagãos mostrando-lhe que os ídolos não tinham nenhum valor, e o induziu a aceitar a verdadeira religião.

E agora, para Labão, parecia que ele mesmo tinha tanta confiança nos deuses familiares de Labão a ponto de roubá-lo!

V-31
Jacó respondeu:

_ Há, é isso que você quer? Que susto! Eu fiquei com medo, pois pensei que o senhor queria é me tirar as suas filhas e netos à força.

V-32.
Em defesa de sua secreta e apressada partida, Jacó mostrou temor e fez uma confissão sincera e honrada.

_ O senhor pode nos revistar, mas se achar as suas imagens com alguém aqui, essa pessoa será morta. Os nossos parentes são testemunhas: se o senhor encontrar aqui qualquer coisa que seja sua, pode levar.

Jacó voluntariamente se submeteu às disposições da lei de Mesopotâmia, que significava a pena de morte para certas classes de roubo que incluíam objetos sagrados.

Acontece que Jacó não sabia que Raquel havia roubado as imagens.

V-33.
Labão não se fez de rogado: Entrou na barraca de Jacó, depois na de Léia e depois na das duas escravas, porém não encontrou as suas imagens. Então foi para a barraca de Raquel.

V-34.
Aí ele procurou em toda parte, porém não achou nada, pois Raquel havia posto as imagens numa sela de camelo e estava sentada em cima.

V-35.
Não encontrando nada nas barracas, Labão foi revistar em cada camelo.

Quando chegou ao camelo em que Raquel estava montada, ela disse ao pai:

_ O senhor não fique zangado comigo, por eu não me levantar, mas é que estou menstruada.

A desculpa de Raquel de que estava em seu período menstrual, era suficiente para afastar Labão, porque no mundo antigo uma mulher menstruada era considerada um perigo, visto que havia uma crença generalizada que o sangue menstrual era um habitat de demônios.

Foi assim que Labão procurou as suas imagens, sem as encontrar.

Depois de Labão bagunçar todo o acampamento e não encontrar nada, Jacó ficou fulo da vida e disparou a falar coisas que estavam engasgadas a mais de vinte anos.

O clima vai ferver, más só na próxima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 31:19-22 - A fuga de Jacó – parte II


A fuga de Jacó – parte II

V-19-21.
Bom, Labão tinha saído da casa antes que Jacó chamasse a suas esposas ao campo.

Jacó sabia que seu sogro ficaria detido vários dias pela tarefa de cortar a lã das suas ovelhas e pelos festejos que a acompanhavam, aos quais com freqüência se convidavam amigos.

A tosquia das ovelhas domésticas para a extração de lã ocorre na primavera, poucas semanas antes do nascimento dos cordeiros.

Essa prática permite o crescimento do pêlo no verão, a fim de proteger os animais contra temperaturas extremas do inverno.

Os pastores levavam os animais a um lugar central onde a lã era processada, tingida e transformada em fio para confecção de roupas.

Escavações arqueológicas em Timna (a Bíblia menciona este local em Gênesis 38;12), descobriram grande quantidade de teares, um indício de que alí funcionava um centro de tosquia e de produção de lã.

Então Jacó juntou a molecada, os empregados, os rebanhos e a tralha toda para iniciar viagem.

Mas, e as mulheres? Há! As mulheres…

Lia, estava pronta para a viágem já ao lado de Jacó, más Raquel aproveitou a ausência de seu pai, para roubar dele seus ídolos do lar: estes eram pequenos ídolos, ou imagens, feitos de madeira ou metal, também chamados terafins que os povos daquele tempo (e ainda hoje!) guardavam em suas casas julgando que lhes davam proteção e orientação em tempos de necessidade.

Escondendo os ídolos em seus pertences para que seu esposo não perceba, ela volta toda esbaforida para junto de Jacó, que só esperava por ela para começar a viagem, sem que Labão soubesse de sua partida.
Sua atitude mostra que ela sabia que seu esposo jamais aprovaria sua conduta. Tanto pelo roubo como pela idolatria.

Más eles precisavam correr, pois com tantos animais e coisas para carregar a viagem seria lenta.

V-22
Quando Labão voltou e ficou sabendo que Jacó tinha ido embora sem dizer nada, ficou louco da vida.

E mais indignado ainda ficou quando percebeu que seus ídolos haviam sumido.

Estes pequeninos ídolos ou terafins como já mencionei acima, estavam associados à sorte e a prosperidade da família e eram passados de geração em geração, como parte da herança.

O desejo frenético de Labão em conseguir de volta estas imagens, permite avaliar a importância que tinham estas imagens para sua família.

Rapidinho juntou um pessoal e no dia seguinte partiu no encalço do genro.

Se ele vai conseguir alcançá-lo ou não, descobriremos amanhã.

Em Cristo;
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Gênesis 31:1-18 - A fuga de Jacó – parte I


A fuga de Jacó – parte I

V-1.
Então, como era de se esperar, o sucesso de Jacó começou a causar ciúmes nos filhos de Labão.

Jacó ficou sabendo que os filhos de Labão andavam dizendo o seguinte:

_ Jacó está tirando tudo o que é do nosso pai. É às custas do nosso pai que ele está ficando rico.

Os filhos de Labão suspeitavam que Jacó tivesse conseguido suas riquezas mediante uma fraude, ainda que não o acusasse abertamente desse delito.

Não podiam provar que tivesse violado nenhuma das cláusulas do acordo entre ele e seu pai, más estavam seguros que devia ter alguma culpa.

V-2,3.
Pra falar a verdade, o próprio Labão andava meio ressentido com ele.

Na providência de Deus, a atitude de Labão se converteu no meio de provocar o regresso de Jacó à terra de seu nascimento.

A convicção de Jacó de que tinha chegado o tempo de voltar à terra de seus pais foi confirmada por uma mensagem direta de Deus.

V-4.
Então, a certa distância de seu lar, com os rebanhos, Jacó levou a suas esposas ao campo para garantir o segredo dos planos para sua partida.

Se ele tivesse feito isso em casa, alguns membros da família de Labão poderiam ter ouvido sua conversa e informado a Labão a tempo para que voltasse e impedisse a partida.

V-5,6
Quando estavam a uma boa distância, ele disse:

_ Tenho reparado que o pai de vocês já não se mostra tão meu amigo como antes; mas o Deus do meu pai tem estado comigo.

_ Vocês sabem muito bem que tenho me esforçado muito, trabalhando para o pai de vocês.

V-7.
_ Mas ele me tem me enganado e já mudou o meu salário umas dez vezes. Porém Deus não deixou que ele me prejudicasse.

O fato de que Jacó ocultasse sua própria estratégia e atribuísse à bênção de Deus a tudo o que tinha conseguido com astúcia, implica que sabia muito bem que o meio empregado não era completamente honrado para um homem de Deus.

V-8
E Jacó continuou o desabafo;

_ Quando ele dizia: "Os cabritos com manchas serão o seu salário", aí para a surpresa dele, as fêmeas tinham crias manchadas. E, quando ele dizia: "Os cabritos listados serão o seu salário", aí as crias saíam todas listadas.

V-9.
_ E foi assim que Deus tirou os rebanhos do pai de vocês e os deu a mim.

Jacó provavelmente sentiu que, se não tivesse sido pela vontade de Deus de abençoá-lo, seus próprios esforços não teriam tido sucesso.

Por isso, e não sem razão, pareceu-lhe correto atribuir seu aumento de riqueza a misericórdia e o cuidado de Deus.

V-10-12
Jacó continuou;

_ Um dia, quando os animais estavam no tempo do cruzamento, eu tive um sonho. Eu vi que os bodes que cobriam as fêmeas eram listados, malhados e manchados.

_ E o Anjo de Deus me chamou pelo nome, e eu respondi: "Aqui estou."

_ Então ele continuou: "Veja! Todos os bodes que estão cruzando são listados, malhados e manchados. Eu estou fazendo com que isso aconteça porque tenho visto o que Labão está fazendo com você.

V-13
_ E Deus também disse: “Eu sou o Deus que apareceu a você em Betel, onde você me dedicou uma pedra, derramando azeite sobre ela, e onde você me fez uma promessa. Agora se prepare saia desta terra e volte para a terra onde você nasceu."

V-14,15.
Então, decepcionadas com seu pai, Raquel e Léia aproveitaram e queixaram-se também:

_ Apesar de sermos filhas legítimas e nascidas livres, não recebemos nenhuma herança, e ainda fomos vendidas como escravas e depois ele gastou todo o dinheiro que recebeu como pagamento.

De acordo com os costumes da época, elas deveriam ter recebido os benefícios do dote pago por Jacó com seus quatorze anos de trabalho pesado.

Indubitavelmente toda a propriedade de Labão tinha sido transferida aos seus filhos homens, já que suas filhas não receberam nada dela.

V-16,18.
Raquel e Leia reconheceram a mão de Deus na notável prosperidade de seu esposo;

_ Sabe de uma coisa, toda a riqueza que Deus tirou do nosso pai, agora é nossa e dos nossos filhos. Portanto, faça tudo o que Deus mandou.

E pela primeira vez às duas irmãs entraram em comum acordo.

Jacó então se preparou para voltar a Canaã, onde morava Isaque, o seu pai.

Em Cristo!
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Gênesis 30:32-43 - A genética maluca de Jacó


A genética maluca de Jacó

V-32
_ Hoje vou passar por todo o seu rebanho a fim de separar para mim todos os carneirinhos pretos e todos os cabritos malhados e com manchas. É só isso que eu quero como salário.

V-33
_ No futuro será fácil o senhor saber se eu tenho sido honesto ou não. Na hora de conferir o meu salário, se houver no meu rebanho carneirinhos que não sejam pretos e cabritos que não sejam malhados ou não tenham manchas, o senhor saberá que fui eu que roubei.

Jacó lhe oferecia fazer a separação "hoje", de modo que Labão pudesse ver já, exatamente quais seriam os resultados.

V-34-36.
Já que a proposta de Jacó implicava só uma pequena parte dos rebanhos e das manadas de Labão, este se apressou a aprovar o plano.

_ Está bem. Aceito a sua proposta.

Má antes que Jacó fizesse a seleção, resolveu antecipar parte da herança dos filhos. De que forma? Entregou a eles os animais de seu rebanho, inclusive as que tinham as características especificadas que pertenceriam a Jacó para seu pagamento.

Grande jogada: deixando para os cuidados de Jacó apenas animais brancos ele reduzia em muito as expectativas do sobrinho/genro, uma vez que um bode branco cruzado com uma cabra branca tinha pequenas possibilidades de gerar uma cria manchada, ou salpicada.

Feita a malandragem, para se garantir, mudou suas tendas para um lugar que ficava a três dias de caminhada de onde Jacó ficaria cuidando do rebanho do tio, a fim de evitar que tivesse mistura entre eles.

V-37,38
No dia seguinte Jacó acordou animado e foi logo até o rebanho para começar a selecionar seus animais.

Imaginem a cara do coitado quando viu aquele rebanho todo branquinho…

Jacó ficou revoltado, pois mais uma vez seu tio o havia logrado.

Então se utilizando de seus vastos conhecimentos de engenharia genética, inventou um jeito de forçar os animais a parirem filhotes crioulinhos.

Agora, imaginem quão toscos eram os conhecimentos de engenharia genética naqueles tempos… Pois é.

Havia uma crença segundo a qual colocar à vista dos animais que estivessem cruzando um objeto de determinada cor podia fazer com que os filhotes nascessem daquela cor.

Até hoje se fala disso às vezes, aí pelo interior e tal. Pura crendice!

Então: Jacó pegou umas varas e começou a descascar tiras delas, de forma que ficavam listradas.
Colocou essas varas nos bebedouros do rebanho. Ele fez isso porque eles cruzavam quando iam beber.

V-39
Assim, os animais cruzavam olhando para as varas listradas e as fêmeas pariam filhotes listrados, malhados...

Jacó evidentemente acreditava que qualquer animal que visse as varas listradas, teria as cores de suas crias afetadas.

Como já mencionei anteriormente, isto era provavelmente uma crendice da época. De qualquer forma, foi Deus quem fez com que os animais dessem crias malhadas e listradas.

V-40
Jacó separou as ovelhas dos bodes e fez com que olhassem na direção dos animais listados e dos animais pretos do rebanho de Labão.

E assim os animais davam crias listadas, com manchas e malhadas e Jacó foi formando o seu próprio rebanho, separando-o dos animais de Labão.

V-41,42.
Jacó não se contentava apenas com isso, ele sabia que casais fortes gerariam filhotes fortes e casais fracos gerariam filhotes fracos.

Quando os animais fortes estavam cruzando, Jacó colocava as varas na frente deles nos bebedouros, e assim eles cruzavam perto dos galhos.

Más quando via animais fracos cruzando, não colocava as varas listradas em sua frente, nem os fazia olhar para seu rebanho.

Assim os animais fortes nasciam com manchas e eram de Jacó e os fracos nasciam brancos e eram de Labão.

V-43.
Desse modo ele ficou muito rico e chegou a ter muitas ovelhas e cabras, escravos, escravas, camelos e jumentos.

Jacó estava aproveitando através de seu novo posto, oportunidades para compensar as desvantagens que teve quando trabalhou durante os 14 anos.

No entanto, faltava-lhe honradez e integridade. Faltavam essa sinceridade e singeleza de caráter que esperamos encontrar num homem de Deus.

Há! Ele ainda tinha a herança de Isaque para receber, não vamos nos esquecer disso.

O enriquecimento de Jacó, como era de se esperar, causou ciúmes a Labão e seus filhos.

Mas falaremos disso outro dia.

Em Cristo!
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Gênesis 30:25-31


A proposta de Jacó

V- 25,26.
Até este ponto, Deus havia dado a Jacó uma família, onze filhos e uma filha.

Mas ele era pobre, pois todo o seu trabalho havia sido feito exclusivamente para ganhar suas duas esposas: não havia recebido recompensa material em forma de salário ou bens.

Mesmo tendo sido enganado por Labão, ele honestamente cumpriu com sua parte do acordo.
Terminada a sua obrigação, Jacó se dispôs a voltar para o seu lugar e a sua terra, que era Canaã.

Então quando nasceu José, procurou a Labão e pediu a permissão para voltar a Canaã.

_ Tio, vim aqui pra me despedir. Deixe-me voltar para a minha terra. Dê-me os meus filhos e as minhas mulheres, que eu ganhei trabalhando para o senhor, e eu irei embora. O senhor sabe muito bem quanto eu o tenho servido.

Ele nada pediu de Labão a não ser permissão para ir embora, levando apenas sua família.

Ele confiava na promessa de Deus, que estaria com ele e lhe daria prosperidade.

V-27
Mas Labão não estava disposto a perder um homem tão valioso e, no entanto, não encontrava uma estratégia para prendê-lo consigo por mais tempo.

Labão respondeu:
_ Mas Jacó! Que que é isso, rapaz? Fica aqui comigo. Sabe, resolvi consultar alguns adivinhos e fiquei sabendo que Deus está me abençoando por causa de você.
V-28.
_ Diga quanto quer ganhar, que eu pagarei.

Por trás de Labão estava o maligno tratando de atrapalhar os planos de Deus ao impedir que Jacó voltasse à terra prometida.

V-29,30
Então Jacó disse:

_ O senhor sabe como tenho trabalhado e como tenho cuidado dos seus animais. Antes de eu chegar, o senhor tinha pouco, mas depois tudo aumentou muito. E Deus tem abençoado o senhor em todos os lugares por onde eu tenho andado. Mas agora preciso cuidar da minha própria família.

V-31.
- Quanto você quer que eu lhe pague? - insistiu Labão.

Quando Labão repetiu sua oferta, indicando sua decisão de cumpri-la, Jacó lhe propôs as condições com as quais estaria disposto a ficar;

_ Não quero salário. Eu continuarei a cuidar das suas ovelhas se o senhor concordar com a proposta que vou lhe fazer.

Em quatorze anos trabalhando para Labão, Jacó já o conhecia muito bem. Se aceitasse algum pagamento em dinheiro ele sabia que seu tio, daria um jeito de lhe roubar.

A proposta de Jacó, veremos na próssima postagem.

Em Cristo;
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Gênesis 30:17-24


Os filhos de Jacó

V-17,18
Deus ouviu a oração de Léia, e ela ficou grávida e deu a Jacó um quinto filho.

Então Léia disse:
_ Este menino se chamará Issacar, pois Deus me recompensou por eu ter dado a minha escrava ao meu marido.

Leia via no nascimento de seu quinto filho uma recompensa divina por ter dado sua serva a seu esposo, considerando esse um ato de bondade.

Veja bem, foi Leia, e não Moisés (o escritor deste livro), quem viu no nascimento de Issacar uma "recompensa" por uma ação pecaminosa.

V-19,20
Depois Léia engravidou pela sexta vez e deu a Jacó mais um filho.

E disse:
_ Deus me deu um belo presente. Agora o meu marido vai ficar comigo porque lhe dei seis filhos.
Por isso ela pôs nele o nome de Zebulom.

Leia estava lutando pelo primeiro lugar no afeto de Jacó, lutando para que ele desse a preferência a ela na honrosa relação de primeira esposa.

V-21.
Por último Léia teve uma filha e lhe deu o nome de Dina.

Ela não foi à única filha de Jacó, e provavelmente se menciona seu nome aqui numa antecipação do triste relato que acontecerá com ela no cap. 34.

Veja que no nascimento de Dina, sua mãe não faz nenhuma menção comemorativa.
Em uma época machista como aquela, ter uma filha mulher não era motivo para comemoração.

V-22.
Enquanto Leia não parava de ter filhos, Raquel se via sem um unico filho realmente seu.

Até que finalmente Raquel levou seu problema diante Deus em oração.

Sua oração foi ouvida e a fé obteve o que a impaciência e a incredulidade até então tinham impedido.

Deus ouviu a sua oração e fez com que ela pudesse ter filhos.

V-23,24.
Raquel engravidou e teve um menino a quem chamou José (aquele que acrescenta), por isso pensou aliviada

_ Deus não deixou que eu continuasse envergonhada por não ter filhos. E tomara que o SENHOR Deus me dê mais um filho.

No antigo Oriente uma mulher estéril era desprezada, e se considerava a falta de filhos como uma vergonha e uma maldição.

Isto explica por que mulheres como Rebeca, Raquel e Ana sentissem tão profundamente sua esterilidade.

Entre os judeus, a esterilidade era considerada como justificativo para o divorcio, a poligamia ou o concubinato.

Para finalizar esta postagem, vamos recapitular a filharada que compõe esta excêntrica família?

Além de Diná, que não era levada em conta pelos padrões da época e do local, os filhos de Jacó até agora são Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom e José.

Ainda falta um para completar as famosas Doze Tribos de Israel.

Será um dentre estes doze que dará seguimento a linhagem que chegará a Cristo.

Quem você acha que será o escolhido por Deus?

O inimigo de Deus está atento e fará de tudo para destruir os planos de Deus.

Mas isso é mais para frente, por enquanto guardem apenas o nome de José.

Esse cara ainda vai ser muito importante nesta história.

Em Cristo!
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Gênesis 30:11-18


Capítulo de novela Mexicana

V-10,11
E Zilpa deu a Jacó um filho.

Então Léia disse:

_ Que sorte! Este menino vai se chamar Gade.

Parece que Leia esteve consciente de que estava seguindo uma artimanha de seu próprio coração, já que não fez referência a Deus em suas declarações quando nasceram os dois filhos de Zilpa.

Quanto a Jacó, é surpreendente com quanta facilidade consentiu nas tortuosas instigações de suas esposas com o fim de aumentar sua descendência.

Provavelmente tinha pensado ter alguma desculpa em atender o desejo de sua amada Raquel, que não tinha filhos próprios.

Eu queria saber como ficaria agora a sua consciência quanto à proposta de Leia que já tinha quatro filhos?

Tendo entrado na senda das más ações, parece que não via o erro de sua conduta, muito menos pensou em suas possíveis conseqüências.

V-12,13
Passado algum tempo, Jacó teve outro filho com Zilpa, então Léia disse:

_ Como sou feliz! Agora as mulheres dirão que sou muito feliz. Por isso o menino se chamará Aser.

Nas declarações que fez ela quando nasceram três de seus quatro filhos próprios, Leia tinha reconhecido a Deus.

Más neste caso, com os nascidos de sua serva, parece que não pensou em Deus. Eram o resultado de seu próprio e inteligente plano.

V-14.
Um dia, no tempo da colheita do trigo, Rúben o primogênito foi ao campo.

Ali achou umas mandrágoras e as levou para Léia, a sua mãe.
Ora, as mandrágoras eram consideradas afrodisíacas.


Seu fruto amarelado e fragrante tem mais ou menos o tamanho e a forma de um limão.

As mulheres do Oriente fazem uma bebida de mandrágoras que, segundo se cria, estimulava o desejo sexual e ajudava na fertilidade.

Quando Raquel viu isso, disse a Léia:

_ Ô Leia querida, por favor, me dê algumas das mandrágoras que o seu filho trouxe.

V-15.
Leia se indignou diante da possibilidade de ver aumentada as perspectivas de sua irmã de conseguir mais amor de Jacó.

_ Mais quanta petulância! Será que você acha que roubar o meu marido ainda é pouco? Agora vai querer tomar também as mandrágoras que o meu filho me deu?

Aí Raquel disse:
_ Minha querida irmãzinha, não vamos brigar por isso.Vamos fazer um trato: você me dá as mandrágoras, e eu deixo que você durma com Jacó esta noite.

Provavelmente Jacó tinha a preferência de dormir sempre com Raquel, do contrario esta proposta não seria tão atraente para Leia.

Desesperada, Raquel desejava as mandrágoras como um meio para aumentar seu desejo sexual e fertilidade.

V-18.
O trato foi feito, e no fim da tarde, quando Jacó estava voltando cansado do campo, Léia foi ao seu encontro, toda entusiasmada.

_ Jacó, adivinha! Esta noite você vai dormir comigo porque eu o aluguei, pagando a Raquel com as mandrágoras que o meu filho achou.

A primeira reação dele, claro, foi tentar inventar logo uma desculpa.

Más o pobre coitado estava no meio de um fogo cruzado (desculpem o trocadilho), e naquela mesma noite, não conseguiu escapar e teve que ter relações com ela.

Em Cristo;
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Gênesis 30:1-9 - Os planos dos homens e os propósitos de Deus


Os planos dos homens e os propósitos de Deus

V-1
O sucesso de Leia como mãe despertou a inveja de Raquel mais do que podia suportar.

Apesar de Raquel desfrutar da maior parte do afeto de seu esposo, não podia estar contente enquanto sua irmã a ultrapassava no que, para todo oriental, é o mais importante de todos os deveres de uma esposa: a maternidade.

E quando Raquel percebeu que não podia ter filhos, ficou com tanta inveja da sua irmã Léia que disse ao marido:

_ Jacó! Se for pra eu não ter nenhum filho, eu prefiro morrer!

V-2
Jacó é claro, ficou muito zangado com Raquel.

_Você está pensando que eu sou Deus? Se você não engravida, isso é problema seu com Deus, tenho nada com isso não!

A resposta de Jacó como dá pra notar, manifesta certa falta de espiritualidade.

V-3
Então Raquel disse:

_ Tenho uma idéia. Sabe a minha escrava Bila? Quero que você tenha relações com ela e quando ela tiver um filho, será como se fosse meu. Desse modo eu serei mãe por meio dela.

A proposta de Raquel, que Jacó aceitou e levou a cabo, era tão pecaminosa como a de Sara (cap. 16: 2), mas sem a desculpa de Sara, já que não tinha agora nenhuma questão quanto a um herdeiro para Jacó, era apenas por competição.

V-4,5
Assim, Raquel deu a Jacó a sua escrava Bila para ser sua concubina, e ele teve relações com ela.

Era só o que faltava, o relacionamento de Jacó neste casamento começou com a poligamia e terminou com o concubinato.

Bila ficou grávida e deu a Jacó um filho.

V-6,
Quando a criança nasceu ela disse:

_ Este menino vai se chamar Dã porque Deus foi justo comigo. Ele ouviu a minha oração e me deu um filho.

Raquel estava totalmente cega, tinha considerado sua esterilidade como uma injustiça divina em vista da fecundidade de Leia, considerou então o nascimento de Dão como uma aprovação divina de sua conduta.

V-7,8
Depois do nascimento de Dão, Jacó aceitou e seguiu uma renovada instigação de Raquel de conseguir outro filho para ela mediante sua serva.

Foi aí que Bila ficou grávida outra vez e deu a Jacó outro filho.

Quando nasceu o segundo filho de Bilha, a quem Raquel considerava seu por adoção, declarou;

_ O nome deste menino será Naftali porque lutei muito contra minha irmã e venci.

V-9
E Leia, o que achava de tudo isso?

Porque eu fui perguntar...?

Leia acostumada a ter um filho a cada ano, se impacientou quando percebeu que não daria mais a luz.

Que Raquel tivesse tido filhos através de sua serva, isso não incomodava a Leia, enquanto ela tivesse a perspectiva de ter seus próprios filhos, mas agora Leia começa a transformar-se em vítima da própria inveja.

O meio empregado por Raquel para vencer a irmã, aumentou a rivalidade entre as duas, e a inveja impulsionou Leia a usar do mesmo meio que tinha usado Raquel.

Leia deu a sua escrava Zilpa a Jacó para ser sua concubina também.

E aí, o que já era errado, virou bagunça!

Será mais uma vez os planos dos homens, frustrando os propósitos de Deus?

Em Cristo!