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Gênesis 33:1-11


O reencontro de Jacó com Esaú

V-1.
Quando Jacó viu que Esaú vinha chegando com os seus quatrocentos homens armados, dividiu os seus filhos em grupos, que ficaram com Léia, com Raquel e com as duas escravas.
As escravas e os seus filhos ficaram na frente, depois Léia com os seus filhos e por último Raquel e José.

A razão desta medida não é clara. Ou Jacó pôs Raquel e a José na retaguarda por motivos de segurança, ou para apresentar ao final, sua esposa favorita e o filho dela ao seu irmão Esaú.

A divisão prévia da caravana em duas colônias de férias foi tida como desnecessária após a experiência de Jacó na noite anterior.

V-3.
Prudente como era, Jacó não quis correr riscos e usou de uma diplomacia e reverência que nos parecem exageradas:

Jacó passou e ficou na frente até que chegou perto de Esaú; então ele se ajoelhou sete vezes e encostou o rosto no chão, este era um sinal amplamente conhecido de reverência na época, considerado como um sinal de respeito a um superior.

Este costume oriental está confirmado nas Cartas de Amarna do século XIV AC, nas quais registra-se alguns príncipes palestinos curvando-se sete vezes diante do faraó.

Jacó esperava ganhar o coração de seu irmão, mostrando que ele renunciava por completo à pretensão de qualquer privilégio especial conseguido previamente mediante a traição.

V-4.
Porém Esaú reagiu de uma forma que Jacó talvez nem sequer sonhasse, saiu correndo ao encontro e o abraçou; ele pôs os braços em volta do seu pescoço e o beijou. E os dois choraram muito.

Ainda que tivesse podido ficar algum rancor no coração de Esaú, este teria sido vencido pela humildade de Jacó.

Não há dúvidas de que Deus trabalhou no coração de Esaú como resposta as orações de Jacó.

5-7.
Durante o abraço silencioso dos irmãos por tanto tempo separados, as quatro esposas de Jacó e os doze filhos tinham acercado os dois.

E Quando Esaú olhou em volta e viu as mulheres e as crianças, perguntou:

_ Quem são esses que estão com você?

_ São os filhos que Deus, na sua bondade, deu a este seu criado - respondeu Jacó.

Então as escravas e os seus filhos chegaram perto de Esaú e se curvaram na frente dele.

Depois vieram Léia e os seus filhos e também se curvaram. Por último José e Raquel vieram e se curvaram.

8.
Ainda que conhecesse muito bem o propósito dos variados grupos, Esaú perguntou acerca deles.

_ E o que são aqueles grupos que encontrei pelo caminho anres de chegar até você?

Jacó respondeu:
_ Por meio deles pensei em ganhar a boa vontade do senhor.

V-9
Com óbvia cortesia oriental disse:
_ Eu já tenho bastante, meu irmão; fique com o que é seu.

V-10.
Mas Jacó insistiu:
_ Não recuse. Se é que mereço um favor seu, aceite o meu presente. Para mim, ver o seu rosto é como ver o rosto de Deus, pois o senhor me recebeu tão bem.

A amigável saudação de Esaú fazia lembrar a promessa divina tão recentemente concedida a Jacó, e no rosto de Esaú ele podia ler seu bondoso cumprimento.

Estas palavras de Jacó refletem sua profunda gratidão pela indubitável Presença que lhe acompanhou em sua viagem.

V-11.
Era importantíssimo para Jacó que Esaú aceitasse seu presente, pois, ao fazê-lo, de acordo com o costume desse tempo, Esaú expressaria sua aceitação do que representava o presente:

_ Por favor, aceite este presente que eu trouxe para o senhor. Deus tem sido bom para mim e me tem dado tudo o que preciso.

No Oriente, um presente recebido por um superior assegurava ao doador a amizade e a ajuda de quem era presenteado.

E Jacó insistiu até que Esaú aceitou.

Entusiasmado, Esaú já fazia planos para o futuro dos dois, más Jacó pensava bem diferente...

Em Cristo;

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

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