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Gênesis 37: 12-20 - José do Egito corre perigo!


José do Egito corre perigo!

Gênesis 37: 12-20

V-12.
Algum tempo havia se passado desde o começo desta história, e Jacó já estava habitando no vale de Hebrom, ao sul de Efrata.

Isaque nesta época ainda estaria vivo, mas Raquel já havia falecido, Jacó teria uns cento e dez anos e José uns dezenove.

Nesse dia, tendo os irmãos ido apascentar os rebanhos em Siquém, de triste memória, Jacó pediu a José que percorresse os sessenta quilômetros até lá para ver como iam as coisas e trazer notícias deles.

_ Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras.

Parece que os filhos de Jacó não sentiam nenhum temor da sua vizinhança, a qual nunca se tinha vingado pela matança dos siquemitas.

Obediente, José não vacilou em obedecê-lo.

_ Estou pronto para ir - respondeu José.

É evidente que Jacó não se dava conta de quão profundamente seus filhos odiavam a José, um fato que procuravam ocultar.

A preocupação de Jacó por seus filhos provavelmente era devida não só a sua longa ausência senão também ao temor de que os compatriotas dos siquemitas pudessem se vingar da matança.

V-14-17
Jacó disse:

_ Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias.

Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi.

Quando chegou lá, ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou:

_ O que você está procurando?

_ Estou procurando os meus irmãos - respondeu José.

_ Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras.

_ O senhor sabe aonde foram?

O homem respondeu:

_ Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã.

Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã.

Dotã estava situada na grande rota de caravanas do norte a Egito.
Está numa planície retangular que constitui uma das melhores zonas de pastoreio de Canaã e, portanto foi bem escolhida pelos filhos de Jacó.

V-18-20
Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.

Eles disseram:
_ Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.

Para homens que tinham assassinado uma cidade inteira, matar um único indivíduo dificilmente poderia parecer a eles um pecado grave.

O ódio tinha desenvolvido de tal maneira em seu coração que estavam prontos para matar a seu próprio irmão a sangue frio.

Encontravam-se longe de seu lar com suas influências restritivas.

Porém para a sorte ou não de José, Rubem o mais velho de todos, parecia não concordar com o plano...

Em Cristo!

A seguir, José do Egito é vendido por uma bagatela!
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Gênesis 37:5-11 - Os polêmicos sonhos de José do Egito


Os polêmicos sonhos de José do Egito

Gênesis 37:5-11

V-5,6.
Na postagem anterior, vimos que a túnica revelava a intenção de Jacó de fazer do filho maior de Raquel o seu herdeiro.

Agora estudaremos o caso do sonho de José, que no meu entendimento foi tomado como uma expressão de suas próprias intenções neste assunto.

Se seus irmãos já estavam com raiva dele, coloque agora um peso dois neste sentimento, depois da ousadia de José em ir até eles e contar o que sonhou.

_ Olá meus irmãos, escutem, que eu vou contar o sonho que tive.

V-7
_ Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.
Os sonhos de José mostram que Jacó não limitava suas ocupações somente na criação de gados e ovelhas, más também na agricultura como tinha feito antes seu pai Isaque.

V-8
Então os irmãos perguntaram:

_ Você está querendo insinuar que nós vamos servir a você? Que você vai ser superior a nós?

E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.

V-9.
Passado mais algum tempo, José sonhou outra vez.

Apesar de José ter visto a reação nada simpática dos irmãos quando contou o primeiro sonho, ele nos revela sua imaturidade e falta de juízo ao ir até os irmãos e contar novamente mais um sonho;

_ Olá meus irmãos... Adivinhem, eu tive outro sonho!Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim, dá pra acreditar?

Se o primeiro sonho de José tinha o propósito de manifestar sua supremacia futura sobre seus irmãos, o segundo a estendeu a toda a família.

A revelação deste sonho só ajudou a intensificar a inveja e o ódio deles.

No entanto, José parece ter sentido certa satisfação ao contar seus sonhos e observar a inveja e a ira de seus irmãos.

V-10,11
Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse:

_ Perdeu o juízo meu filho? O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?

Ainda que Jacó desaprovar a narração do sonho, deve ter ficado impressionado pela forma em que refletia com seus próprios pensamentos.

Bom, acho que é desnecessário dizer que esses sonhos acabaram de vez com a relação de José com seus irmãos.

A raiva que eles sentiam dele era tanta que tramaram um jeito de se livrarem dele.

Mas essa história fica pra outra postagem.

Em Cristo;

A seguir, José do Egito corre perigo!
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Gênesis 37:3-4 - José do Egito e a túnica especial


José do Egito e a túnica especial

Gênesis 37:3-4

V-3.
Jacó já era velho quando José nasceu e por isso além do bom caráter do garoto, ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos.

Jacó encontrava uma satisfação particular na companhia de José, cuja amabilidade e ideais o faziam tão diferente de seus irmãos.

Já que ele tinha 91 anos quando nasceu José, e Benjamin até este momento da história não havia nascido, ele considerava a José como o filho de sua velhice.

O tratamento preferencial a José chegou a seu ponto máximo com a túnica especial que seu pai lhe fez.

Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas e José quando a vestiu ficou maravilhado e foi correndo mostrar para os outros.

Esta túnica excitou a suspeita de que Jacó tinha o propósito de passar por alto a seus filhos maiores, sua intenção de conferir a primogenitura a José.

Naquele tempo a túnica era a parte principal do guarda roupa, e usualmente alcançava até o joelho, tinha mangas curtas, e uma só cor.

Más a túnica que José recebeu era bem superior às usuais: era provavelmente semelhante às usadas pelos membros da realeza, descendo até os tornozelos, com mangas compridas, e de varias cores.

Com esta túnica José andava como um príncipe e seus irmãos com suas túnicas curtas de cor pálida pareciam mendigos perto dele.

Não é de admirar que todos seus irmãos o odiassem?

V-4.
Por essas e outras a raiva dos irmãos crescia a cada dia.

Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.

Muitos pais que se encontram na situação de Jacó, atraídos mais por um filho que a outro, ao menos se esforçam em ocultar a preferência, que no mais íntimo de seu coração, provavelmente crêem plenamente ser justificada.

Mas com excessiva e visível parcialidade, Jacó mostrou sua preferência pública pelo filho de Raquel ao presenteá-lo com esta caríssima e principesca peça.

Você deve estar se perguntando se Jacó agiu corretamente em tudo isto, certo?

Será que ele se esqueceu dos problemas que o favoritismo tinha causado no lar dos seus pais?

Isto o havia separado de sua mãe, assim como o separaria de José.

Más é sempre mais fácil copiar a fraqueza dos pais do que seguir o exemplo de seus pontos fortes não é mesmo?

Porém você vai notar nesta história, que até mesmo a tolice do homem pode ser usada para que a soberana vontade de Deus seja executada.

Deus vai usar a raiva dos irmãos de José, como a de Esaú, para favorecer seu o plano.

Nosso Deus é tremendo!!!!!

Aguardem!

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Gênesis 37:1-2 - A história de José do Egito



A história de José do Egito

Gênesis 37:1-2

V-1.
Aqui tem início a fantástica história de José. Ela é sem dúvida uma das histórias favoritas da Bíblia para muitas pessoas.

Você também pode acompanhá-la na excelente minissérie da rede Record de televisão...

Nela encontramos maravilhosas ilustrações da providência especial de Deus para com aqueles que o seguem.

Temos aqui a garantia de que a má intenção do homem não pode impedir o gracioso poder de Deus para com Seu povo.

Ok, feita a introdução, vamos começar? Então vamos lá!

Enquanto Esaú toca sua vida na região de Seir, Jacó ficou na terra de Canaã, a terra das peregrinações do seu pai, a terra que Deus lhe havia prometido por herança.

Jacó levava uma vida como os beduínos de hoje, vivendo em tendas e apascentando seus rebanhos através dos vales, sem ter propriedades imóveis ou residência fixa.

Veja que os patriarcas viveram como estrangeiros na terra que Deus havia prometido a eles.
Israel só iria tomar posse desta herança centenas de anos mais tarde.

V-2.
A história da vida de José começa, quando ele tinha dezessete anos, ou seja, um pouco antes do massacre em Siquém, quando eles ainda estavam em Sucote.

Ele ajudava seus irmãos mais velhos, filhos das concubinas Bila e Zilpa (Gade, Aser, Dã e Naftali), a apascentar o gado, e também servia de mensageiro entre eles e seu pai.

José estava mais intimamente relacionado com os filhos de Bilha e Zilpa, a quem estavam mais perto dele em idade, e eram menos altivos do que os de Leia.

Provavelmente Bilha, que tinha sido a serva de sua mãe Raquel, cuidou de José após a morte desta.

Como o comportamento desses irmãos era mau, José era obrigado a trazer as más notícias deles para Jacó, para não faltar com a verdade.

Isto assinala o começo do ódio que os mesmos sentiriam por ele.

Notamos em José o seu bom caráter mesmo na adolescência.

E isto é ainda mais marcante quando comparado com a fraqueza de caráter de seus irmãos mais velhos.

José não era do tipo que seguia a multidão.

E é justamente sua conduta honesta que acaba conquistando a admiração de Jacó, que já estava cansado de acreditar que seus outros filhos viessem a dar alguma coisa na vida.

É aí que Jacó cai no erro de demonstrar publicamente esta preferência por José, como veremos na próxima postagem.

Os descendentes de Esaú
V: 1-4
Este capítulo trata exclusivamente dos descendentes de Esaú, portanto teremos novamente aquela narrativa um pouco lenta de Fulano que gerou Sicrano que gerou Beltrano e que habitou na Casa de alguém.
Os descendentes de Esaú, chamados edomitas, são registrados neste capítulo da Bíblia, não só porque ele era o filho de Isaque, mas também porque seus descendentes foram vizinhos do povo de Israel, e sua genealogia nos ajudará a esclarecer os vários episódios da sua história, narrada através do Velho Testamento.

Este capítulo também nos mostra o cumprimento de parte da promessa feita por Deus a Abraão de que ele seria pai de muitas nações.
Lembram da declaração do SENHOR a Rebeca que havia duas nações em seu ventre, lá no capítulo 25:23?

Ele teve três esposas, as primeiras duas Cananéias: Ada e Oolibama.
A outra foi Basemate, filha de Ismael e, portanto prima em segundo grau de Esaú.
V: 5-7
Assim como aconteceu com Abraão e Ló, Esaú teve que se separar de Jacó porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos, sendo a terra de Canaã insuficiente para sustentar todo o seu gado.

Vemos como Deus os havia abençoado, em cumprimento à sua promessa.

V: 8
Então Esaú foi habitar nas montanhas de Seir.

Esta é uma região montanhosa ao sul e oriente do mar Morto, em grande parte deserto, mas rica em recursos naturais como sal e, pelo menos no tempo em que foi habitada, havia boas pastagens nos numerosos vales entre as montanhas.
Este lugar foi dado por Deus a ele e à sua descendência, e ali estava (e ainda está, mas agora desabitada) a cidade escavada na rocha chamada Sela (rocha), mais recentemente conhecida pelo seu nome na língua grega Petra.
É um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba.


A 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.

Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.

A 7 de Julho de 2007, foi eleita em Lisboa, no Estádio da Luz como uma das Novas sete maravilhas do mundo.

V: 9-19
A seguir, a Bíblia relata as gerações de Esaú que iniciaram nesta região.

São relatados os nomes dos filhos e netos de Esaú, sem mais detalhes e como não se sabe quase nada sobre eles para se fazer algum comentário, não os postarei aqui.

Calma! É só conferir os nomes na sua Bíblia, não esqueça que este blog é só uma ferramenta para seu estudo Bíblico. Ele não é a Bíblia.

Más vou dar uma bela resumida. Foram catorze netos, príncipes que deram início a uma tribo cada um, pronto!

V: 20-30
Depois, temos toda a descendência de Seir, o horeu, que já ocupava essa terra anteriormente:

Novamente mais um relatado dos nomes de filhos e netos, sem mais detalhes.

Bora lá! Confira em sua Bíblia, para não ficar mal acostumado.

V: 31-43
Depois, o capítulo relaciona os nomes dos reis da terra de Edom, antes que houvesse rei sobre os filhos de Israel, e dos príncipes de Esaú.

Como vimos, este capítulo consiste essencialmente numa quantidade de nomes que tratam dos descendentes de Esaú e de Seir, cujas famílias se uniram com vínculos matrimoniais.

E para finalizar um dado que não se encontra neste capítulo;

O último Edomita famoso que aparece na Bíblia é o cruel Herodes o Grande, responsável pela chacina das crianças na Judéia depois do nascimento de Jesus Cristo, cujo filho matou João Batista e enviou o Senhor Jesus a Pilatos para condená-lo à morte.

A seguir, minha novela favorita;

A fantástica história de José.
Em Cristo;

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Gênesis 35:22-29


O romance de Rubem com uma das mulheres de seu pai.

V-22.
Um dia, quando Jacó ainda estava morando naquele lugar, o seu filho Rubem filho de Lia, teve um romance com uma das mulheres de seu pai.

O sem vergonha, teve relações com Bila, serva da falecida Raquel, que era concubina de Jacó.

Infelizmente, este era um comportamento comum entre os Cananeus.

Não há dúvidas de que o casal pensava que poderia esconder este feito, mas, como sempre, o pecado os achou.

Quando Jacó soube disso, é lógico ficou furioso.

Rubem foi castigado perdendo seu direito à primogenitura, que passou para José, filho mais velho de Raquel.

Sob a lei mosaica o incesto era castigado com a morte, e era grandemente desprezado até mesmo pelos pagãos.

Ainda que Bila pode não ter sido completamente inocente, Rubem certamente foi culpado de uma queda moral tão vil.

V-23
Vamos recapitular agora a filharada de Jacó?
Então vamos lá;

Os filhos de Jacó foram doze.

Os que teve com Léia foram Rubem (o filho mais velho de Jacó), Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.

Com Raquel ele teve José e Benjamim.

Com Bila, a escrava de Raquel, ele teve Dã e Naftali.

Com Zilpa, a escrava de Léia, ele teve Gade e Aser.

Fechou!

Com exceção de Benjamin, todos nasceram na Mesopotâmia.

V-27.
Finalmente, Jacó foi morar com Isaque, o seu pai, em Manre, a cidade que também se chama Arba e que fica perto de Hebrom, onde Abraão e Isaque haviam morado.

V-28,29.
Aos cento e oitenta anos de idade, quando já era muito velho, Isaque morreu.

E os seus filhos Esaú e Jacó o sepultaram.

Esaú e Jacó tinham estado plenamente reconciliados durante 23 anos.

Por isso, não é estranho encontrar Esaú unindo-se a Jacó nos últimos ritos de seu bondoso pai.

Isaque foi piedoso e humildemente submisso diante de Deus, amigável e generoso com seus próximos.

E seu caráter era muito superior ao de seu filho Jacó.

Agora preste atenção para você não se perder; Na verdade, a morte de Isaque ocorreu quinze anos após estes eventos.

Entretanto, nos é relatada aqui para completar a história de Jacó, o qual será mencionado novamente na extraordinária história de José.

Em Cristo;
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Sejam bem Vindos!


Quero dar as boas vindas aos mais novos membros deste humilde blog.
Então vamos lá!

Ao Joelzio Prado que nos acompanha bem de longe, lá de Cuiabá - Mato Grosso.

Ao Pastor Edmilson Silva de Santo André - São Paulo.

E a Joyce, que ainda não concequí saber de onde nos acompanha.

Mais uma vez quero agradecer a Deus por daquí de onde estou, Florianópolis, poder encontrar pessoas interassadas em estudar juntamente comigo a palavra de Deus.

Oro para que esta ferramenta venha lhes auxiliar em seu crescimento espiritual e em seu relacionamento para com o nosso Deus todo poderoso.

Em Cristo;
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Gênesis 35:16-21 - O começo de Benjamim e o fim de Raquel.


O começo de Benjamim e o fim de Raquel.

V-16.
Não se sabe quanto tempo permaneceu Jacó em Betel antes de continuar sua viagem rumo ao sul.

Más este foi o tempo suficiente para Jacó fazer mais um filho, desta vez com Raquel que ficou grávida de seu segundo filho.

Aí chegou o momento de Jacó e a sua família saíram de Betel, e iniciar uma viagem bem complicada para uma mulher grávida.

Quando estavam chegando perto de Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto.
A caravana parou e Jacó chamou a parteira com urgência.

As parteiras que geralmente eram mulheres mais velhas, ensinavam as mulheres mais jovens sobre a atividade sexual, as auxiliavam durante o parto, ensinavam a amamentar e a cuidar dos filhos.

A bíblia relata que o parto foi extremamente difícil.

Quando as dores estavam no ponto mais forte, a parteira disse:

_ Não tenha medo Raquel; você vai ter outro filho homem.

V-18.
Porém Raquel já não podia sentir a alegria que tanto esperava com a chegada de mais um filho, pois ela estava morrendo.

E nos seus últimos instantes de vida, Raquel deu o nome ao menino que estava nascendo; Chamou-o de Benoni "filho da minha tristeza".

Mas, Jacó sabiamente mudou para Benjamim, que significa "filho da minha mão direita".

Ao lermos esta passagem, é muito difícil esquecermos as palavras de Raquel para seu esposo, em Gênesis 30:1 vocês lembram?

"Dá-me filhos, se não eu morro"

Porém, ambas as coisas vieram juntas agora.

Portanto vamos ter todo cuidado ao abrirmos nossas bocas.

A falta de fé nos faz dizer coisas impensadas!

V-19.
Assim, Raquel morreu e foi sepultada na beira do caminho de Efrata, que agora se chama Belém.

A morte durante o parto era comum no mundo antigo.

Para você ter uma ideia, foram encontados na literatura sobre feitiçaria da Babilônia, uma série de feitiços proferidos para proteger a mãe e a criança durante o parto, contra lamastu, um demônio que, acreditava-se atacava as mulheres e crianças durante o parto.

V-20.
Em memória a sua esposa, Jacó erigiu sobre a sepultura de Raquel uma coluna.
Esta pedra erigida por Jacó, permaneceu como um famoso marco durante séculos e esta ali até hoje, sendo agora uma atração turística.

A última menção a sepultura de Raquel na Bíblia encontra-se em Jeremias 31, e sugere que era um lugar de peregrinação bastante conhecido até o final do período monárquico.

V-21.
Entre Belém e Hebrom, seu destino final, havia uma torre de vigia para pastores, um alojamento usado proteger seus animais contra predadores, chamada torre de Eder, onde Jacó se deteve por mais algum tempo.

E esta nova pausa acabou trazendo mais um aborrecimento para Jacó, como veremos na próxima postagem.

Em Cristo;

Jacó encontra-se com Deus novamente


v-5
Os cananeus quando ficaram sabendo do massacre dos siquemitas, queriam o couro dos filhos de Jacó.

Jacó e sua família corriam grande perigo e os planos de Deus para preparar a descendência que levaria a Jesus estaria mais uma vez ameaçados.

Deus então em sua infinita misericórdia, vai ao socorro de Jacó.

Quando eles silenciosamente foram embora, Deus fez com que os moradores das cidades vizinhas ficassem com um medo terrível, e por isso eles não perseguiram Jacó.

Deus pode usar muitos meios para proteger o Seu povo. Aqui Ele põe medo nos corações dos inimigos de Jacó.

Por que deveríamos temer quando seguimos tal Deus?

Assim, Jacó e toda a sua gente chegaram a Luz, cidade que também é conhecida pelo nome de Betel e que fica na terra de Canaã.

V-7.
Ali ele construiu um altar e pôs naquele lugar o nome de "O Deus de Betel" porque neste lugar Deus havia aparecido a ele, quando estava fugindo do seu irmão.

V-8.
Enquanto Jacó estava em Betel, a ama mais velha de Rebeca sua mãe vem a falecer.

Seu nome era Débora (abelha), ela como ama de Rebeca a havia acompanhado quando esta fora ao encontro do seu noivo Isaque (capítulo 24:59).

Sem dúvida ela era a mais antiga governanta de Jacó, a velhinha deveria ter uns 150 anos e era muito amada.

Como estava com Jacó quando morreu, presume-se que Rebeca já havia morrido (embora a Bíblia não nos diga quando).
Lendo alguns comentários, eu encontrei uma teoria;

Jacó não mais encontrou sua mãe, talvez para maior tristeza ainda da ama, que pensava que quando ele saiu de casa, iria somente por alguns dias.

Bom, quando Raquel, mãe de Jacó veio a falecer, foi Débora que aparentemente levou a noticia até Jacó e a partir daí ficou fazendo parte do seu grupo.

Na minha opinião isso explica porque ela veio morar com eles.

Ela foi sepultada ao pé de um carvalho que passou a se chamar "o carvalho do choro".

V-9,10.
Certo dia, Deus lhe apareceu outra vez e o abençoou, dizendo:

_ Você se chama Jacó, porém esse não será mais o seu nome; agora o seu nome será Israel.

Na aparição prévia de Betel, Deus tinha prometido a Jacó a proteção divina na terra de seu exílio e um regresso seguro a seu lar, particularmente em vista de que estava chamado a suceder a Isaque como progenitor do povo escolhido e do Messias.

Deus tinha cumprido essa promessa e, portanto Jacó renovou seu voto de fidelidade a Deus.

Por sua parte, Deus lhe confirmou o nome Israel, que já lhe tinha dado em Peniel, e com ele a promessa de uma numerosa descendência e a posse da terra de Canaã.

V-11,12
E disse também:
_ Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Tenha muitos filhos e muitos descendentes. Uma nação e muitos povos sairão de você, e entre os seus descendentes haverá reis. A terra que dei a Abraão e a Isaque darei também a você e depois a darei aos seus descendentes.

Realmente a vida de Jacó foi repleta de altos e baixos. Neste ponto, ele pela misericórdia de Deus volta a um de seus altos.

Muitos pensam que a vida do cristão deve ser um mar de rosas, sem dificuldades, e quando as tribulações surgem, afastam-se desapontados.

Ao contrário, a vida do cristão é uma viagem através de um mar turbulento, em que temos vitória mediante o poder de Deus.

Os dolorosos problemas e dificuldades são inevitáveis, mas consistem em oportunidades para crescimento espiritual e aperfeiçoamento de nosso caráter, aproximando-nos ao de Cristo.

V-13.
Quando acabou de falar com Jacó, Deus subiu e foi embora daquele lugar.
Estas palavras claramente indicam que esta experiência em Betel não foi uma visão nem uma forte impressão mental da presença divina, senão uma manifestação real de Deus.

V-14,15.
Então Jacó perpetuou a lembrança desta aparição divina erigindo mais uma pedra comemorativa.

A ereção de colunas parece ter sido uma prática favorita de Jacó, até o fim de sua vida ele ainda espalhará colunas em adoração a Deus por toda esta região.

A "coluna" erigida há uns 30 anos atrás provavelmente tinha caído e desaparecido.
Em cada "sinal" dedicado a Deus ele derramava em cima da coluna vinho ou a ungia com azeite de oliva, ou ambas as coisas.

Depois de terminado seu ato de adoração pública voltou para seu acampamento.

Em Cristo;
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Gênesis:35:1-4


Jacó reforma sua casa.

V-l.
Jacó temeu que a traidora matança dos siquemitas feita por Simeão e Leví provocaria uma represália por parte de outras tribos cananeas da região.

Deus então lhe apareceu mais uma vez e o instruiu quanto a seu proceder para proteger a sua família.

_ Apronte-se, vá para Betel e fique morando lá. Em Betel construa um altar e o dedique a mim, o Deus que lhe apareceu quando você estava fugindo do seu irmão Esaú.

Betel era o lugar onde Deus disse a Jacó que as promessas feitas a Abraão e Isaque passariam a ele e à sua descendência (capítulo 28:10-19).

V-2.
Então Jacó disse à sua família e a todos os que estavam com ele:

_ Joguem fora todas as imagens dos deuses estrangeiros que vocês têm.

A perspectiva de encontrar-se com Deus em Betel levou Jacó a uma completa obra de reforma.

Tinha muito que ser feito antes de que Jacó e sua casa estivessem prontos para encontrar-se com o Senhor em Betel.

Por consideração com suas esposas e por um relaxamento espiritual, Jacó tinha tolerado a presença de ídolos em suas casas.

Esses deuses estranhos provavelmente incluíam os ídolos que Raquel tinha furtado de seu pai, e de seus servos e outros que provavelmente ficaram na posse de seus filhos com os despojos de Siquem.

Parece surpreendente que a sua família e os que com ele estavam tivessem ídolos (deuses estranhos).

_ Purifiquem-se e vistam roupas limpas.

A limpeza externa do corpo e a mudança de vestimentas simbolizavam a purificação moral e espiritual da mente e o coração.

Um bom exemplo para nós: devemos lançar fora tudo o que estiver se interpondo entre nós e nosso Deus e Salvador, purificarmo-nos de todo o pecado que nos polui, confessar e pedir perdão pelos pecados cometidos, e trocarmos de roupa, santificando a nossa vida.

V-3.
_ Aprontem-se, que nós vamos para Betel. Ali vou fazer um altar dedicado ao Deus que me ajudou no tempo da minha aflição e que tem estado comigo em todos os lugares por onde tenho andado.

A situação resultante do horrível crime de seus filhos tinha feito ele compreender sua necessidade de uma comunhão mais íntima com Deus e uma obediência mais cuidadosa de sua vontade.

V-4.
Eles entregaram as imagens dos deuses estrangeiros que tinham e os brincos que usavam nas orelhas, provavelmente adquiridos nos despojos de Siquem.

Estes brincos representavam uma palavra original que significa encantamentos, sendo, portanto, amuletos para proteção contra bruxarias, mau-olhado, etc., pendurados do pescoço ou das orelhas de pessoas de ambos os sexos.

E Jacó enterrou tudo debaixo da árvore sagrada que fica perto de Siquém.

A eliminação completa tanto de imagens como de enfeites foi uma atitude sábia de Jacó.

Para qualquer pessoa que sinceramente ame ao Senhor, a única conduta sábia é separar-se completamente das tentações persistentes.

Em Cristo;
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Gênesis 34:25-31



O massacre dos Siquemitas

V-25.
Por regra geral, a inflamação e a febre aparecem somente lá pelo terceiro dia após uma operação.

E foi o que aconteceu, três dias após a circuncisão, quando os homens sentiam fortes dores, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Dina puseram em prática sua sangrenta obra de vingança, pegaram as suas espadas, entraram na cidade sem ninguém notar e mataram todos os homens.

Simeão e Levi, depois de Rúben, eram os irmãos mais velhos de Diná por parte de sua mãe Lia, e tinham pouco mais de vinte anos de idade.

Foi um massacre bárbaro e traiçoeiro de pessoas que se diziam amigas, sem qualquer justificativa do ponto de vista humano; os outros filhos de Jacó não tomaram parte na chacina, provavelmente porque não eram tão sanguinários como Simeão e Levi.

Esta cruel matança demonstra como um pecado leva ao outro;
A libertinagem levou à sedução, e a sedução à vingança, e ao assassinato.

Diná havia procedido de maneira muito imprudente, talvez contribuindo para o avanço de Siquém, e este realmente a amava e desejava reparar o mal que havia feito a qualquer custo.


Os outros homens da cidade eram inocentes, ao que parece, e não parece justo que fossem castigados junto com o culpado.

Indiretamente, este relato é um depoimento fidedigno de Moisés como historiador.
Porque mesmo sendo ele um levita, não esconde o caráter de seu antepassado.

V-26-29.
Hamor e Siquém também foram mortos. Em seguida Simeão e Levi tiraram Dina da casa de Siquém e saíram.

Depois da matança os outros filhos de Jacó foram chamados para levar as coisas de valor que havia na cidade e assim completar a vingança da desonra da sua irmã.

Eles levaram as ovelhas e as cabras, o gado, os jumentos e tudo o que havia na cidade e no campo.

Tiraram das casas todas as coisas de valor e levaram como prisioneiras as mulheres e as crianças.

V-30.
Más quando Jacó ficou sabendo do acontecido, disse a Simeão e a Levi:

_ Vocês ficaram malucos? Vocês me puseram numa situação difícil. Agora os cananeus, os perizeus e todos os moradores destas terras vão ficar com ódio de mim. Eu não tenho muitos homens. Se eles se ajuntarem e nos atacarem, nossa família inteira será morta.

V-31.
A resposta de seus filhos não demonstra qualquer tipo de arrependimento. Eles tomaram uma atitude arrogante, e puseram toda a culpa em Siquém por ter abusado da sua irmã;

_ Nós não podíamos deixar que a nossa irmã fosse tratada como uma prostituta.

Jacó se calou...

Se Jacó fosse obediente a Deus, deveria ter se dirigido logo à sua terra, à presença de seu pai.

Ao invés disso ele se deteve, primeiro em Sucote (capítulo 33:17) onde seus filhos cresceram e se tornaram, adultos, e depois em, Siquém onde se passou esse episódio.

Ele deve ter pensado bastante nisso, pois não continuou a conversa.

É impressionante como a Bíblia é fiel aos acontecimentos e falhas cometidas pelos seus protagonistas, não escondendo nada que venha mascarar a imagem daqueles a quem Deus confiou seus planos.

Quanto mais eu leio a Bíblia, mais eu vejo o quanto somos falhos e o quanto Deus é perfeito.

Que o senhor tenha misericordia de nossas vidas!

Em Cristo;
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Gênesis 34:20-24


A circuncisão dos Siquemitas

V-20,21.
A condição proposta pelos filhos de Jacó pareceu razoável aos dois enviados e como lemos na postagem anterior, estes estiveram dispostos a submeter-se imediatamente a ela.

Então Hamor e o seu filho Siquém foram até o portão da cidade, onde eram tratados os negócios, e disseram aos moradores da cidade:

_ Atenção povo de minha cidade, temos uma proposta irrecusável vinda do povo de Jacó. Essa gente é amiga... Vamos deixar que eles fiquem morando e negociando aqui, pois há terras que chegam para eles. Além do mais, nós poderemos casar com as filhas deles, e eles poderão casar com as nossas.

V-22.
_ Mas eles só concordam em viver entre nós e se tornar um só povo com a gente se aceitarmos esta condição: todos os nossos homens precisam ser circuncidados, como eles são. É coisa simples, nós fizemos e não doeu nada.

Hamor fez ressaltar aquelas considerações que na realidade eram secundárias, ao passo que o ponto principal, a circuncisão, foi mencionado quase que incidentalmente.

23,24
_ E será que não ficaremos com todo o gado deles e com tudo o que eles têm? É claro! É só aceitarmos a condição, e eles ficarão morando entre nós.

Sua gráfica descrição das riquezas de Jacó e sua família, e as vantagens que poderiam antecipar unindo-se com eles, despertaram facilmente a aceitação do plano.

Em termos de hoje, Jacó e sua família seriam naturalizados como cidadãos siquenenses, contribuindo no pagamento dos seus impostos.

A circuncisão a seu ver era apenas um rito religioso, um pequeno preço a pagar por estes benefícios.

A perspectiva de ganhos materiais sempre é um meio efetivo para tratar com os homens de mente mundana.

Então todos os homens maiores de idade concordaram com Hamor e com o seu filho Siquém e foram circuncidados.

A circuncisão quando realizada em adultos é extremamente dolorosa e deixou debilitada praticamente toda a população masculina desta cidade durante vários dias.

O que vai acontecer com estes pobres homens indefesos?

Veremos na próxima postagem.

Em Cristo!
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Gênesis 34:8-19 - A proposta de Hamor e a contra proposta dos filhos de Jacó


A proposta de Hamor e a contra proposta dos filhos de Jacó

V-8.
Hamor, o pai de Siquem, tinha vindo pedir a filha a Jacó em casamento para seu filho, mas como os filhos de Jacó chegaram a casa no mesmo tempo, também falou a eles.

_ O meu filho Siquém está apaixonado pela filha de vocês. Eu peço que vocês deixem que ela case com ele.

V-9,10.
_ Fiquemos parentes; nós casaremos com as filhas de vocês, e vocês casarão com as nossas.

Hamor propôs um sistema de união mediante casamentos entre a família de Jacó e os siquemitas.

_ Fiquem aqui com a gente, morando na nossa região. Estou disposto também a fazer concessões quanto ao arrendamento das terras, de modo que vocês possam viver e comerciar livremente na região.

V-11,12
Siquém hava ido junto com ele, e estava tão caído por Diná, que ofereceu dar o que pedissem como dote para concedê-la como sua esposa.

_ Façam este favor para mim, e eu lhes darei o que quiserem. Peçam os presentes que quiserem e digam quanto querem que eu pague pela moça, mas deixem que ela case comigo.

V-13.
Como Siquém havia desonrado a irmã deles, os filhos de Jacó foram falsos na resposta que deram a ele e ao seu pai Hamor.

V-14
Mas os filhos de Jacó consideraram que o ultraje sofrido tinha que ser vingado e usaram de um ardil para enfraquecer os homens de Siquém a fim de derrotá-los.

Eles disseram assim:
_ Não podemos deixar que a nossa irmã case com um homem que não tenha sido circuncidado, pois isso seria uma vergonha para nós.

V-15.
Só podemos aceitar com esta condição: que vocês fiquem como nós, quer dizer, que todos os seus homens sejam circuncidados.

Estavam corretos em rejeitar a proposta de Hamor, más errados por usar de hipocrisia e crueldade.

Pois estavam planejando um assassinato sob a capa protetora de escrúpulos religiosos.

Sua hipocrisia consistiu em aceitar aparentemente as propostas de Hamor quando não tinham intenção de fazê-lo, com a condição de que os siquemitas aceitassem o selo do santo pacto de Deus.

V-16
_ Aí, sim, vocês poderão casar com as nossas filhas, e nós casaremos com as filhas de vocês. Nós viveremos no meio de vocês, e seremos todos um povo só.

V-17
_ Mas, se vocês não aceitarem a nossa condição e não quiserem ser circuncidados, nós iremos embora e levaremos a nossa irmã.

V-18,19
Hamor e o seu filho Siquém concordaram com a condição e sem perda de tempo, o moço foi circuncidado.

Se os filhos de Jacó tivessem sido sinceros, haveria talvez algo de aproveitável em sua proposta: o povo de Deus não podia se misturar com os cananeus idólatras, mas se estes deixassem seus ídolos e passassem a servir o verdadeiro Deus, as barreiras poderiam ser levantadas.

Mas para que isto viesse a ocorrer seria necessária uma transformação completa em seu caráter, não apenas sua submissão a um rito religioso, como a circuncisão.

Depois de passarem pela faca, os dois foram à porta da cidade para tentar convencer a todos os homens a se circuncidarem também.

Em Cristo;
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Gênesis 34:1-7


A filha de Jacó é violentada

V-1.
A cidade de Siquém leva o nome de seu fundador, o filho de um heveu (uma das tribos dos cananeus) chamado Hamor (asno), de cujos filhos Jacó comprou um campo para residir junto à cidade.

Esta cidade situava-se num vale estreito entre duas montanhas, Ebal e Gerizim.

Bom, Jacó estava voltando, sem muita pressa, para a casa de seu pai, más antes de chegar lá fixou residência ali: um grande erro, como descobriu pouco depois.

Deixa estar que certa vez Dina, a filha de Jacó e de Léia, vislumbrada com a cidade, saiu de casa sem a permissão de seus pais para ver as filhas da terra, ou seja, entrou na cidade para ver como eram as mocinhas de lá e também, provavelmente queria também ser vista. Ela teria entre dezesseis e dezoito anos.

Era uma temeridade de sua parte, sair desacompanhada para visitar os cananeus, conhecidos pela sua baixa moralidade e idolatria.

Más a moça estava curiosa por conhecer os hábitos e os costumes dos vizinhos cananeus que os rodeavam.

V-2.
O poderoso Siquém, o homem mais honrado da região, estava passeando pela cidade quando avistou Diná e ficou louco por ela.

Queria tê-la a todo custo, e quando percebeu que a moça estava desacompanhada pegou-a para si e a violentou.

V-3.
Só que seus sentimentos por ela não se resumiam apenas na sensualidade, o cafajeste se apaixonou por ela também e quando percebeu a besteira que fez, tratou logo de consolá-la pelo que tinha feito procurando fazer com que ela o amasse.

V-4
Ele agora desejava casar-se com ela, então pediu ao seu pai Hamor (como era costume na época) que a pedisse em casamento a Jacó.

Enquanto Hamor não resolvia este pepino, Diná ficou na casa de Siquém.

V-5,6.
Jacó, agora já com mais de 100 anos, recebeu a notícia da ocorrência e em silêncio aguardou a volta de seus filhos para resolver o problema.

Parece que ele já não tinha muito controle sobre eles, permitindo que eles tomassem a iniciativa na resolução de problemas como este.

Enquanto isso, Hamor por sua vez saiu da cidade e foi visitar Jacó para propor o casamento entre seus filhos.

V- 7.
Quando os filhos de Jacó chegaram do campo e souberam do caso, ficaram indignados e furiosos com o ultraje que sua família havia sofrido, o que parece ter sido muito mais importante aos seus olhos do que a imoralidade do ato cometido, como veremos a seguir.

Em seus corações a sede por vingança começava a tomar o lugar de qualquer outra possibilidade de perdão.

Como veremos a seguir, esta história não vai acabar nada bem, portanto preparem-se vem muito sangue por aí...

Em Cristo;