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Gênesis 17:1-9


Treze anos depois...
No capítulo 15 de Gênesis nós vimos que a aliança que Deus fez com Abraão era absoluta.

Esta aliança é novamente confirmada agora no capítulo 17.

Nem as falhas de Abraão, nem sua falta de fé, ou mesmo o passar dos anos, mudaram a intenção de Deus de manter a Sua palavra.

V-1.
Deixa estar que quando Abraão atingiu a idade de noventa e nove anos, já idoso e cansado, não conseguia mais acompanhar o rítimo do adolescente Ismael, nesta época, de aproximadamente 13 anos .

Desde o nascimento deste menino, Abraão havia enfraquecido em sua fé, por causa de seu pecado, e Deus logicamente, afastou-se desta vidinha mais ou menos que Abraão resolveu escrever.

A longa demora por parte de Deus em lhe aparecer outra vez tinha provavelmente um propósito.

Talvez para corrigi-lo pela impaciência de não esperar que Deus realizasse as coisas em seu devido tempo e de sua devida forma.

Até que Deus rompe o silêncio;

Deus permitiu que Abraão e Sara envelhecessem para que o Seu poder fosse engrandecido no nascimento de uma criança que está por vir.

Estando pronto agora para renovar sua promessa, Deus encontra um Abraão mais velho, mais cansado e meio cético, então fala a ele com certa dureza.

_ Escuta aqui meu filho! Eu sou o Deus Todo Poderoso; se você andar na minha presença será perfeito.

Por esta razão Deus se apresentou como "o Deus Todo Poderoso", para o qual nada seria impossível, sem importar quão difícil parecesse aos homens.

A maior benção que podemos ter na vida é a comunhão com Deus, mas o pecado e o descuido podem nos levar distanciar de Deus por longos períodos de tempo.

È verdade, os Cristãos podem viver no pecado por um tempo, ou simplesmente passar por longos períodos de secura espiritual.

Graças à misericórdia de Deus estes períodos não são permanentes. Primeiro Deus os deixa quebrar a cara, sofrer um pouquinho e depois traz de volta estas ovelhas teimosas, para que novamente tenham comunhão íntima com Ele.

V-2.
_ Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente.

Abraão provavelmente achava que Deus tinha vindo confirmar a Ismael como a continuação desta promessa.

V-3.
Abraão, que durante os muitos anos de silêncio tinha se perguntado se Deus lhe apareceria outra vez, se prostrou com temor reverente.

V-4-6.
Deus continua;

_ Quanto a mim, eu sigo disposto a cumprir o pacto que fiz com você há muitos anos.

_ Confirmo que você será pai de numerosas nações.

V-7-9.
_ A aliança que estou fazendo para sempre com você e com os seus descendentes é a seguinte:

_ Eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes.

Num sentido bem amplo esta promessa se referia aos inumeráveis descendentes espirituais, como eu e você, que pretenderiam ter a Abraão como a seu pai na fé. (Gálatas. 3: 29).

Em Cristo;
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Gênesis 16:10-15


Deus consola a Agar.

V- 10.
E o Anjo do SENHOR disse também:

_ Eu farei com que o número dos seus descendentes seja grande; eles serão tantos, que ninguém poderá contá-los.

Deus reconhecia as difíceis circunstâncias em que Agar se encontrava e das que originalmente não teve a culpa.

Agar honrava ao Deus verdadeiro, e ele não a abandonaria em sua necessidade.

A promessa que lhe fez a ela, uma escrava, não tem paralelo. Esta promessa consolou grandemente a Agar.

Ainda que seu filho não ia ser o filho do plano divino, no entanto teria parte na promessa feita a Abraão.

Deus tinha prometido multiplicar a semente de Abraão, sem limitar isto aos descendentes de Sarai.

Portanto, cumpriria sua promessa ao pé da letra, mas reservaria as bênçãos espirituais para a descendência originalmente tomada em conta na promessa, isto é Isaque.

V-11.
_ Você está grávida, e terá um filho, e porá nele o nome de Ismael, pois o SENHOR Deus ouviu o seu grito de aflição.

Esta é a primeira vez em que Deus pôs nome a uma criança ainda não nascida.

Assim Deus manifestou para Agar o interesse que tinha nela e em sua descendência.

12.
_ Esse filho será como um animal selvagem e indomável que vaga a sua vontade no deserto, ele lutará contra todos, e todos lutarão contra ele.

Uma exata descrição dos árabes e beduínos, muitos dos quais aceitam a Ismael como a seu pai.

Ao longo da história, poderosas nações trataram de conquistar Arábia e submetê-la a sua vontade, mas nenhuma teve um sucesso permanente.

Os árabes mantiveram sua independência e Deus os preservou como um monumento incontestável sobre verdade da profecia divina.

V-13.
Agar aparentemente era uma mulher justa. Ela parece ter ficado muito impressionada com este encontro com o Senhor.

Como muitas outras pessoas do Velho Testamento, ela estava surpresa de ter visto a Deus e ainda estar viva.

Eles sabiam que ninguém poderia ver a completa glória de Deus e ainda sobreviver.

Então Agar deu ao SENHOR o nome de: "O Deus que tudo Vê”.

Ela disse Isso porque Deus havia falado com ela e permitido que ela vivesse.

V-14.
É por isso que esse poço, que fica entre Cades e Berede, é chamado de "Poço Daquele que Vive e Me Vê".

Durante gerações, os árabes que cobravam novas forças neste poço lembravam que Deus tinha se revelado aqui a Agar.

V-15.
Agar deu um filho a Abrão, e de acordo com a ordem divina dada a Agar, Abraão deu a seu filho o nome de Ismael.

Durante 13 anos parece que Abraão ficou iludido, pensando que Ismael fosse a descendência prometida.

Na próxima postagem veremos que aos 99 anos, a vontade de Deus lhe será manifestada mais claramente.

Em Cristo;
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Gênesis 16:4-9


A poligamia na casa de Abraão
V-4.
A casa caiu! Abraão teve relações com Agar, e ela ficou grávida.

A partir daí Agar deixou a condição de escrava e começou a ser tratada como mais um membro da família.

A esterilidade era considerada entre os hebreus como uma desonra, ao passo que a fecundidade era considerada como um sinal especial do favor divino.

Era de se esperar que a egípcia, honrada por sua admissão à categoria de esposa, esquecesse sua condição de serva e se enaltecera com sua fecundidade.

Dentro deste contexto, Agar começa a despresar e a ignorar sua patroa.

Os lares onde se altera a norma divinamente aprovada para o casal são lares onde prevalecem angústias, zelos e amarga contenda.

O lar de Abraão não foi uma exceção, a poligamia tranformou a harmonia de tempos anteriores em ciúmes e discórdia.

V-5.
Aí Sarai, sentindo-se totalmente humilhada, disse a Abrão:

_ Por sua culpa Agar está me desprezando. Eu mesma a entreguei nos seus braços; e, agora que sabe que está grávida, ela fica me tratando com desprezo. Que o SENHOR Deus julgue quem é culpado, se é você ou se sou eu!

Sarai usa a linguagem de uma irritação ardente, o que indica que estava arrependida de sua decisão prévia e que tinha a intenção de acusar a seu esposo por esse fato e por suas amargas conseqüências.

E para piorar sua situação, usa irreverentemente o nome de Deus, invocando seu juízo sobre Abraão.

V-6.
Abraão, que era mesopotâmico por nascimento e educação, seguramente estava bem familiarizado com as leis e costumes de sua terra natal, e fez de acordo com a lei, que permitia que sua esposa humilhasse a Agar, mas não a vendesse.

Abrão respondeu:
_ Está bem. Agar é sua escrava, você manda nela. Faça com ela o que quiser.

Aí Sarai, rebaixou Agar ao posto de escrava novamente e começou a maltratá-la com intensidade.

Abraão sentindo na pele a consequência da poligamia, reprimiu seus próprios sentimentos a fim de restaurar a harmonia do lar perturbado.

Por outro lado, demonstrou debilidade ao ceder diante do propósito de Sarai de castigar injustamente a futura mãe do filho de seu filho.

Quando Sarai colocou de novo Agar em sua condição de escrava, tal como permitia a lei civil desse tempo, Agar saiu do lar de Abraão e fugiu.

A escrava pelas leis da época cometeu uma falta grave ao fugir, isso mostra o quanto ela estava sendo maltratada por Sarai.

V-7,8.
Agar estava a caminho de seu Egito natal e quase tinha chegado à fronteira egípcia perto de uma fonte que fica no caminho de Sur.

Enquanto ela estava descansando nesta fonte de água, o Anjo do SENHOR (Jesus) apareceu a ela.

_ Agar, escrava de Sarai, de onde você vem e para onde está indo?

_ Estou fugindo da minha dona - respondeu ela.

V-9.
Então o Anjo do SENHOR deu a seguinte ordem:

_ Volte para a sua dona e seja obediente a ela em tudo.

Será que Deus não se atentou com relação à aspereza de Sarai para com Agar?

Deus castiga aos que usam mal sua autoridade, mas raras são as vezes que permite que façam justiça com suas próprias mãos os que estão sofrendo por algo injusto.

Agar foi instruída a voltar para a casa de Abraão e então cumprir o plano que Deus tinha para ela.

Más nem tudo estava perdido para Agar, o Senhor é justo e lhe dirá algo que alegrará seu coração...

Em Cristo;
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Gênesis 16:1-3


Abraão imita Adão

O povo de Deus é em muitos aspectos um tipo muito estranho. Acabamos de estudar o grande exemplo de fé de Abraão nos capítulos 14 e 15.

Entretanto, agora em Gênesis 16 ele age contrário a sua fé. O fato dos Cristãos estarem sujeitos a influências de diferentes forças, explica estas inconsistências.

V-1.
Apesar de todas as promessas que Deus havia feito a Abraão, passados dez anos ainda persistia o fato de que não tinha um filho.

Deus muitas vezes espera para agir até que Seus planos se tornem humanamente impossíveis de serem realizados. Abraão tinha oitenta e cinco anos e não tinha tido filhos e Sara havia passado da idade de poder engravidar.

Qual a esperança que eles poderiam ter de terem um filho? A resposta é claro, deveria ser que a promessa de Deus era suficiente para eles.

Deus sempre mantém Sua palavra. Todavia, Ele faz isso de maneira que Ele mesmo venha a ser glorificado.

O Seu tempo e métodos são muitas vezes uma prova para a carne. Nós devemos aprender que a fé deve ser acompanhada de paciência para poder aguardar calmamente para Deus cumprir a Sua palavra.

V-2,3.
A falta de fé de Sarai fez que chegasse à conclusão de que não tinha esperança de ter filhos.
Por isso decidiu seguir uma prática comum de seu país natal a fim de proporcionar um herdeiro para a família.

Sarai disse a Abrão:

_ Já que o SENHOR Deus não me deixa ter filhos, tenha relações com a minha escrava; talvez assim, por meio dela, eu possa ter filhos.


Provavelmente Agar era a serva pessoal dada a Sarai quando ela foi levada ao Faraó.

Os códigos legais de Mesopotâmia autorizavam a prática pela qual uma esposa estéril podia dar uma de suas escravas a seu esposo e ter filhos mediante ela.

Esses códigos também determinavam precisamente os direitos de uma descendência tal.
Infelizmente, Abraão concordou com o plano de Sarai.

A fé pode ser genuína e, más, no entanto se aparecer débil em momentos de ansiedade.

Abraão foi um homem de grande fé e exemplo para todos nós, exceto em três ou quatro breves ocasiões, ao longo de sua longa vida.

Abraão não compreendia que a demora Deus em lhe dar um herdeiro, tinha a origem divina para provar sua fé e desenvolver seu caráter.

Deus não precisava de Abraão para o cumprimento de sua promessa. Só esperava dele confiança e obediência. Ao aceder ao conselho apressado de Sarai, Abraão seguiu nas pisadas de Adão.

Decepção e sofrimento foi o resultado em ambos os casos e a suposta bênção resultou ser uma maldição.

Ao prestar ouvidos à sugestão de Sarai, Abraão criará para si mesmo dificuldades e conseqüências muito alarmantes.

Virão sobre ele angústias domésticas e dores, e o ódio entre os futuros descendentes de ambas as esposas.

Ainda hoje esta conseqüência fere amargamente os modernos representantes de Sarai e os descendentes de Agar, os judeus e os árabes que lutam pela posse da Terra Santa.

Na próxima postagem, a gravidez de Agar e as primeiras conseqüências da falta de fé.

Em Cristo;
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Gênesis 15:17-21

A presença divina e um Flash do futuro.

V-17.
A noite caiu, e veio a escuridão. De repente, diante de um Abraão já muito assustado aparece um braseiro, que soltava fumaça, e uma tocha de fogo, passear por entre os animais sacrificados.

A fase final da revelação divina tinha o propósito de impressionar a Abraão com a segurança das promessas de Deus.

E o braseiro e a tocha, símbolos da presença divina, passaram pelo meio dos animais partidos, da mesma forma que Abraão tinha feito no início do dia.

Desta forma Deus deu a Abrão a prova que ele havia pedido.

De acordo com os costumes, ambas as partes teriam que passar no meio dos animais desmembrados e então teriam uma responsabilidade igual.

Com este sinal visível Deus confirmou seu pacto com Abraão, o qual pela primeira vez contemplou a presença divina simbolizada pelo fogo.

V-18-21
Neste momento o SENHOR Deus confirmou sua aliança com Abrão, dizendo:

_ Confirmo mais uma vez a minha promessa de dar aos seus descendentes esta terra, desde a fronteira com o Egito até o rio Eufrates...

Também aqui pela primeira vez Deus indica os limites geográficos precisos da terra prometida.
Deus listou também mais dez tribos que viviam em terras que seriam de Abraão.

Flash-forward I: Estes Esses limites só serão atingidos durante os reinados de;

Davi;
1° Reis. 4:21 “Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito; os quais pagavam tributo e serviram a Salomão todos os dias da sua vida”.
Salomão;2° Crônicas. 9:26. “Dominava Salomão sobre todos os reis desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até ao limite do Egito”.

Flash-forward II: Mas acabaram perdendo o território completo por causa da sua infidelidade a Deus.

Veja uma a profecia em Deuteronômio 28:64.

“O SENHOR vos espalhará entre todos os povos, de uma até à outra extremidade da terra. Servirás ali a outros deuses que não conheceste, nem tu, nem teus pais; servirás à madeira e à pedra”.

E aconteceu, a Assíria e Babilônia invadiram Canaã e levaram-nos em cativeiro.

Depois do exílio, porém, Deus se comprometeu que deixaria o povo retornar para a terra prometida (Deuteronômio 30:5).

De fato, sob a liderança de Josué e Zorobabel, o povo voltou para a terra de Canaã, más nunca mais teriam o território dos tempos de Davi e Salomão.

Infelizmente, o povo novamente se afastou do Senhor, e já no tempo de Jesus ele anunciou que seriam expulsos da terra mais uma vez.

Depois de ter passado um capítulo salientando os erros dos líderes, Jesus decretou:

"Eis que a casa de vocês ficará deserta ...Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas" (Mateus 23:38; 24:2).

Ele falou que Jerusalém seria destruída naquela geração (Mateus 24:34), e assim aconteceu.
No ano 70 d.C. o general Tito com o exército romano cercou, conquistou e aniquilou a cidade de Jerusalém.
Desde então, só conseguiram retornar para Canaã em 1948, adquirindo um pequeno pedaço de terra menor que o estado de Sergipe, onde vivem em constantes guerras com os palestinos que estavam vivendo lá quando chegaram.
Proclamação do Estado de Srael em 1948

Judeus retornando para Jerusalem em 1948

Este conflito dura até hoje.
Em Cristo;
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Gênesis 15:13-16


A terrível revelação
V-13.
Após Abraão acordar cheio de pavor e medo pelo provável sonho terrível que teve, Deus, volta a falar com ele, explicando o motivo de seu momentâneo desespero.

Então o Senhor disse:

_ Quero lhe explicar o motivo de sua agonia, fique sabendo, com certeza, que a posse da terra prometida não será imediata e que antes disso os seus descendentes viverão num país estrangeiro; ali serão escravos e serão maltratados durante quatrocentos anos.

Abraão deve ter estranhado muito quando soube que seus descendentes, a quem Deus tinha feito tão maravilhosas promessas, seriam escravos de uma outra nação.

Flash-forward: Veremos mais tarde em nossos estudos, que esta profecia se cumprirá em seu devido tempo;

  1. Seu neto Jacó será servo de Labão durante 20 anos (cap. 31: 41).
  2. Seu bisneto José ainda será vendido como escravo, e mais tarde posto na prisão (caps. 39: 1; 40: 4).
  3. Finalmente todos os descendentes de Israel serão escravizados no Egito (Exo. 1: 13, 14).
V-14.
E Deus continua;

_ Mas eu castigarei a nação que os escravizar. E os seus descendentes, Abrão, sairão livres, levando uma imensa riqueza com eles.


Sem revelar o nome da nação (Egito) a que se fazia referência, a profecia indicava o tempo das pragas que viriam a esta nação. (ver Exo. 6: 6).

V-15.
_ Más não se preocupe, você terá uma vida longa, uma velhice abençoada e morrerá em paz.

V-16.
_ Depois de quatro gerações, os seus descendentes voltarão para Canaã, daí então eu expulsarei os Amorreus daqui.

_ Más só farei isso até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados.


Teve duas razões fundamentais para o cumprimento da promessa divina não ser no tempo e Abraão;

Em primeiro lugar, precisaria de muito tempo para que se multiplicasse a descendência de Abraão, pois ainda tinham que aprender muita coisa para se tornarem uma nação e chegar ao ponto de invadir um país.

Em segundo lugar, Deus com seu amor e justiça, ofereceu um tempo de graça para Amorreus, pois não estavam prontos para serem julgados, e para que mais tarde, nem eles nem outros acusassem a Deus de injustiça quando chegasse o tempo de destruí-los e tomar seu território.

E o que aconteceu com o pacto dos animais partidos ao meio?

Será que Deus esqueceu do porque tinha pedido estes sacrifícios?

Abraão esperava um sinal da promessa e recebeu uma bomba?

Será que Deus vai confirmar sua parte na aliança passando por entre os animais sacrificados?

Respostas na próxima postagem!

Em Cristo;
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Gênesis 15:7-12


Abraão pede um sinal.

V-7.
No dia seguinte o SENHOR continua seu diálogo com Abraão e lhe diz:

_ Eu sou Deus, o SENHOR; eu o tirei da Babilônia, da cidade de Ur, a fim de lhe dar esta terra para ser sua propriedade.

Pela primeira vez Deus usa o título “EU SOU” e pela terceira vez Deus assegurou a Abraão que tinha de possuir toda a terra de Canaã.

Mas sua condição não tinha mudado desde que entrou pela primeira vez em Canaã.

Deus repetiu a promessa a intervalos, e Abraão a aceitou sem nunca ver um sinal visível de seu cumprimento.

Estava errante e sem lar como tinha estado quando chegou da Mesopotâmia, e não tinha filhos.
Era natural que certas dúvidas surgissem em sua mente.

V-8.
Então disse Abrão;

_ Ó SENHOR, meu Deus! Como posso ter certeza de que esta terra será minha?

A pergunta de Abraão não era um sintoma de incredulidade ou dúvida, senão a expressão de um anseio cordial de ver o cumprimento das promessas de Deus.

Deus, que vê o coração e responde de acordo com o que vê, reconheceu o direito de seu fiel servo Abraão de procurar uma plena segurança para sua fé.

Deus atende a Abraão

V-9.
_ Abraão traga para mim uma vaca, uma cabra e uma ovelha, todas de três anos, e também uma rolinha e um pombo.

Deus fez um pacto solene com Abraão, numa forma usual entre os antigos.

Os animais que Deus pediu que Abraão usasse eram precisamente os que mais tarde prescreveu Moisés como animais para os sacrifícios.

V-10.
Abrão levou esses animais para o SENHOR, cortou-os pelo meio e colocou as metades uma em frente à outra, em duas fileiras; porém as aves ele não cortou.

Segundo consta, era costume na antigüidade, para ratificar uma aliança, partir um animal pelo meio, colocando as duas partes lado a lado, para que os participantes caminhassem pelo meio (Jeremias 34:18-20).

Desta maneira ficava implícito, que o que aconteceu aos animais, aconteceria com aquele que quebrasse a aliança.

Que maravilhosa graça o nosso Poderoso Deus demonstrou quando se abaixou em fazer este tipo de aliança com Abraão.

O Senhor tem sempre dado ao homem a certeza de Suas intenções de manter Suas promessas.

Antes do sinal, um susto

V-11.
Nada aconteceu durante o dia todo, então Abrão pacientemente espantava os urubus que começaram a descer sobre os animais mortos.

Abraão caminhou reverentemente entre as partes cortadas do sacrifício de acordo com o costume e sentiu que era seu dever proteger os cadáveres para que não fossem rasgados e devorados.

O dia inteiro ele protegeu os animais sacrificados das aves famintas.

Isto nos ensina a necessidade de vigilância em nosso relacionamento com Deus. Nossas orações e alianças com Deus exigem que gastemos tempo diante do Senhor, até que recebamos evidências de que fomos ouvidos [II Coríntios 12:8-9].

V-12.
Sem ainda ter recebido nenhuma prova que esperava de sua terra prometida por Deus, começou a anoitecer, e Abraão cansado caiu num sono profundo. De repente, acordou, e o medo e o pavor tomou conta dele.

Este pavor que veio sobre Abraão, era para destacar a severidade da revelação que ele estava para receber...

Em Cristo
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Gênesis 15:1-6

A proteção de Deus, a insegurança de Abraão e salvação pela fé.

V- l.
Depois ter demonstrado muita segurança e coragem na guerra contra os quatro reis e diante do rei de Sodoma, uma ponta de insegurança começa a surgir no coração de Abraão.

Não demora muito, Deus aparece a ele numa visão, e nela lhe diz:

_ Abrão, o que está acontecendo? Não tenha medo. Eu o protegerei de todo perigo e lhe darei uma grande recompensa.

Abraão provavelmente temia que os reis da Mesopotâmia pudessem voltar para vingar sua derrota, ou os pagãos Cananeus, já preocupados com poder crescente de Abraão, poderiam atacá-lo.

Mas Deus lhe prometeu ser "seu escudo", o símbolo de proteção nas guerras antigas e seu "galardão".

Ambas as coisas tinha experimentado Abraão durante a expedição militar anterior, pois Deus o tinha protegido na batalha e o tinha recompensado com a vitória.

Devia crer que Deus continuaria fazendo por ele o que tinha feito no passado.

V-2.
Porém algo mais o incomodava, e demonstrando uma incrível intimidade com o Todo Poderoso, Abrão reclama:

_ Ó SENHOR, meu Deus! De que vale a tua recompensa se eu continuo sem filhos?
Abraão já era rico e sua mente recorria à promessa divina que o tinha levado a Canaã em primeiro lugar.

Já que ainda não tinha filhos, como poderia se realizar a promessa de Deus de que ele chegaria a ser o progenitor de uma grande nação?


Abraão cogita uma adoção

V-3, 4.
_ Tu não me destes filhos, e por isso vou acabar tendo que adotar um dos meus empregados, nascido na minha casa, para ser o meu herdeiro.

Abraão não duvidou de Deus, ele apenas não entendia o que Deus estava fazendo.

Às vezes esquecemos que Deus aguarda até que toda esperança na carne se desvaneça, antes que Ele execute Seus maravilhosos feitos.

Desta maneira somente Deus é glorificado e nossa fé é exercitada.

Os registros mesopotâmicos, particularmente dos tempos patriarcais da cidade de Nuzi (achados em descobertas arqueológicas), ajudaram a entender esta passagem que até então era obscura.

Registros Mesopotâmicos

Esses registros mostram que um casal rico que não tivesse filhos podia adotar a um de seus escravos, que chegava a ser o herdeiro de toda sua propriedade, e que também os cuidava em sua velhice.
Abraão temia que não lhe restasse outra saída senão seguir a prática comum de seu tempo e adotar como seu filho legal e herdeiro o seu servo mais digno de confiança, Eliezer de Damasco.
Então o SENHOR falou de novo e disse:
_ Não! O seu próprio filho será o seu herdeiro, e não o seu empregado Eliézer.
V-5.
Já era noite e o SENHOR levou Abrão para fora e disse:
_ Agora olhe para o céu e conte as estrelas se você puder. Pois bem! Será esse o número dos seus descendentes. Crês nisto?


A
Salvação pela fé
V-6.
Abraão não colocou dúvidas ao que Deus lhe disse, embora já fosse um velhinho de cem anos de idade: ele creu firmemente em Sua palavra, e por isso o SENHOR o aceitou.
Temos aqui o primeiro exemplo de salvação pela fé registrada nas Escrituras.
Abraão se tornou o "Pai de todos os salvos", pois quem é salvo pela fé está seguindo este padrão [Gálatas 3:6-7].
Gênesis 15:6 é de tamanha importância, que o apóstolo Paulo usou este texto como a pedra angular sobre a qual edificou a doutrina da salvação pela fé (Rom. 4: 3; Gál. 3: 6).
Todo Cristão professo deveria se perguntar: Eu fui salvo de acordo com o mesmo padrão de Abraão, ou estou confiando em outra coisa?

Em cristo;
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Gênesis 14:20-22


O primeiro Dízimo

V-20.
Chegamos a um ponto marcante na bíblia. Abraão toma uma atitude impressionante, deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia trazido de volta.

Dar o dízimo do que foi tomado dos inimigos foi um reconhecimento do sacerdócio divino de Melquisedeque e prova que Abraão conhecia bem o sagrado requisito de dar dízimo.

Esta é a primeira menção do dízimo na Bíblia, um conceito que será repetido muitas vezes tanto através do AT como do NT como um requisito divino.

O fato de Abraão dar o dízimo mostra claramente que este requisito não foi um recurso posterior e temporário para sustentar o sistema de sacrifícios, senão que foi uma prática instituída divinamente desde os tempos mais remotos.

Ao devolver ao Senhor uma décima parte de seus rendimentos, o cristão reconhece que Deus é o dono de todas suas propriedades.

Com este ato, o pai da fé deu um exemplo para todos os que desejam servir a Deus e participar das bênçãos divinas.

Os despojos

V-21.
Após ouvir o diálogo de Abraão e Melquisedeque, o rei de Sodoma apresentou um pedido de libertação de seus súditos a Abraão.

_ Olá amigo, você pode ficar com os despojos, más por favor, me devolva somente as pessoas.

Na realidade, segundo os costumes da época, registrados no código de Amurabi, Abrão como resgatador, tinha direito a tudo! Era uma grande tentação para Abrão.

V-22.
Mas Abrão respondeu:

_ Eu levanto a mão diante do SENHOR, o Deus Altíssimo, criador do céu e da terra...

Ao fazer isto, invocou ao mesmo "Deus Altíssimo" em cujo nome Melquisedeque o tinha abençoado, indicando assim que o Deus de Melquisedeque, dono do céu e da terra, era também seu Deus.

_ E juro que não ficarei com nada do que é seu, nem um fio de linha ou uma tira de sandália.


Nunca me esqueço de uma frase que lí em um curso bíblico na Igreja Batista de Barreiros, "o dízimo é o antíduto para o materialismo".

Lembram como Abraão foi tão generoso em seu trato com seu sobrinho? Ele agora demonstra o mesmo espírito de generosidade para o rei de uma cidade ímpia.

Não só devolveu todos os homens, as mulheres e as crianças que tinha resgatado como também todos os despojos da guerra que estavam em suas mãos.

Quando Abraão não aceitou os despojos que lhe foi oferecido, certamente o rei de Sodoma, demonstrou ter uma esperança mais elevada nos filhos de Deus, do que o que motiva a vida dos filhos deste mundo.

A grande vitória

E disse mais;
_ Olha, não quero nada para mim, a não ser a comida que os meus empregados comeram. Mas os meus aliados Aner, Escol e Manre podem ficar com a parte deles.

A única coisa que Abraão não pôde devolver foi àquela porção dos despojos que seus servos tinham usado como alimento e o que pertencia a seus aliados.

Só iam receber o que lhes correspondia. Mas a Abraão não lhe interessava essas coisas.

Abraão ambicionava um plano mais elevado, sua preocupação era glorificar a Deus, e podia se permitir desdenhar dos bens mundanos, pois sua riqueza estava nas mãos de Deus.

E finalizando, Abraão disse;

_ Assim você nunca poderá dizer: "Foi eu que fiz com que Abrão ficasse rico."

Ele não queria que o ímpio levasse o crédito das bênçãos que Deus havia lhe dado.

Meus amigos, quanto mais eu estudo sobre Abraão, cada vez mais eu fico impressionado com a vida deste homem! Impressionante este irmão!

Os filhos da fé se distinguem por sua grandeza de pensamento e de seus propósitos que os capacita para viver acima este mundo.

Em Cristo;
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Gênesis 14:18,19 - O misterioso Melquisedeque


O misterioso Melquisedeque

V-18.
Neste versículo, encontramos uma das pessoas mais misteriosas da Bíblia.

O autor do livro de Hebreus diz que muita coisa sobre ele poderia ser dita, mas a interpretação seria difícil porque os ouvintes se tornaram negligentes para receber essa palavra (Hebreus 5:11 e 12)…

O rei-sacerdote de Salem se uniu com o rei de Sodoma para dar as boas vindas a Abraão.

Nos dias de Abraão, Jerusalém era conhecida como Salem.

Enquanto o rei de Sodoma foi ao encontro de Abraão com o propósito de obter a libertação de seus súditos e bens, Melquisedeque se apresentou para abençoar ao chefe vitorioso.

Pão e vinho eram os principais produtos de Canaã. O propósito de Melquisedeque ao encontrar-se com Abraão com pão e vinho foi uma singela prova de gratidão, por ter recuperado a paz, a liberdade e a prosperidade da terra.

Certamente foi surpreendente encontrar entre os ímpios Cananeus e Amorreus do tempo de Abraão, um governante local que não só era leal ao verdadeiro Deus como também tinha o ofício de sacerdote.

Isto mostra que o Deus verdadeiro tinha adoradores em outras partes também.

Ainda que fosse uma minoria, os verdadeiros servos de Deus de nenhuma maneira tinham desaparecido da face da terra.

ADeus nunca lhe faltou fiéis testemunhas, por escuro que fosse o período ou por ímpia que fosse a população.

V-19.
Melquisedeque pronuncia sobre Abraão uma bênção revestida de linguagem poética, atuando no papel de um verdadeiro sacerdote.

Pouco é dito sobre o rei Melquisedeque além desses três versículos, mas a Bíblia nos diz que seu sacerdócio era de uma natureza que tipificou o próprio sacerdócio do Senhor Jesus (Salmo 110:4, Hebreus 5:6,10, 6:20, 7:1-24).

Cristo em sua eterna divindade não tem princípio nem fim, a Bíblia não indica o início nem o destino de Melquisedeque, fator que o tipifica.

Melquisedeque trouxe pão e vinho para Abrão, símbolos que o Senhor nos deixou de seu corpo e do seu sangue, para lembrarmos sua morte por nós.

Em Cristo;

A seguir: O primeiro Dízimo

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Seja um garoto propaganda!

Olá amados blogueiros!

Seja mais um garoto propaganda da palavra de Deus, indicando este blog em sua igreja, em seu trabalho e para seus amigos.

Nós sabemos que muitas pessoas tem dificuldades de acompanhar a palavra de Deus por não conseguir entendê-la.

E o objetivo deste blog, é justamento ajudar as pessoas neste sentido, e seus comentários tem contribuído muito para este propósito.

Estamos construindo juntos, a cada dia uma pagina deste livro virtual que ajudará em muito a geração atual e ficará para próxima geração também.

Nossos filhos um dia usufruirão desta obra. Já pensou nisso? E você faz parte deste projeto.

Este blog é uma ferramenta moderna que você pode oferecer a qualquer pessoa, cristã ou não.

Em breve estarei preparando um fôlder para você enviar por e-mail a sua rede de amigos.

Aproveite e faça a sua parte.

Em Cristo;

A seguir: O misterioso Melquisedeque

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Gênesis 14: 13-17 - Abraão enfrenta o Quarteto!


Abraão enfrenta o Quarteto!

V-13,14.
Um fugitivo, provavelmente um dos servos de Ló, chegou à morada de Abraão perto de Hebron com um relatório do que tinha sucedido.

Quando Abrão ficou sabendo que o seu sobrinho tinha sido levado como prisioneiro, reuniu os seus homens treinados para a guerra, todos eles de inteira confiança e nascidos na sua casa. Eram trezentos e dezoito ao todo.

Nesta passagem podemos ver como Abraão era rico. Ele deve ter tido mais de mil servos, pois convocou trezentos e dezoito para entrarem em combate.

Aqui, pela primeira vez, Abraão é chamado de "hebreu", uma designação étnica dada a Abrão de que seus descendentes derivaram dele, originada de seu ancestral Héber (11:14-16).

Abraão tinha celebrado com seus vizinhos, um tratado de ajuda mútua com Manre e os seus irmãos Escol e Aner. Eles ajudariam a Abraão em sua expedição para resgatar a Ló.

Não se sabe quantos acompanhantes e servos dos três amigos de Abraão foram com ele em sua missão de resgate, mas provavelmente estes constituíram um aumento importante ao seu exército.

Abraão é o único patriarca que aparece como chefe militar.

Abrão foi com eles, perseguindo os quatro reis até a cidade de Dã.

Os exércitos vitoriosos dos quatro reis mesopotâmicos, estando em marcha de volta para sua terra, já tinham percorrido um longo caminho, e Abraão teve que atravessar toda Palestina até chegar a eles.

V-15.
Com um falso sentido de segurança, o invicto exército mesopotâmico tinha descuidado sua vigilância.

Cercando o inimigo, Abraão dividiu suas forças em dois grupos e os surpreendeu com um ataque noturno.

Quando as forças de Abraão caíram sobre o campo inimigo em diferentes direções, produziu tal confusão que o poderoso exército mesopotâmico fugiu deixando todos os despojos e os cativos.

Abraão perseguiu aos fugitivos inimigos o suficiente para impedir que se reagrupassem suas forças e regressassem para atacá-lo. Sua vitória foi completa.

V-16.
Abraão trouxe de volta tudo o que os inimigos haviam levado. Trouxe também o seu sobrinho Ló, e tudo o que era dele, e também as suas mulheres, e o resto da sua gente.

A atitude de Abraão para com Ló mostra como era seu caráter. Ele manteve um amor fraternal e um interesse por Ló, a despeito de sua atitude egoísta.

Muitos teriam se alegrado em ver a situação de Ló ao invés de ajudá-lo.

É claro que além possuir um gênio militar, seguramente Abraão não saiu em perseguição de exércitos profissionais como os dos quatro reis conquistadores, sem colocar-se primeiro a si mesmo sob a direção e proteção de Deus.

V-17.
Bera, o humilhado rei de Sodoma, que tinha escapado da batalha no vale de Sidim, recebeu notícias da vitória de Abraão e saiu para encontrá-lo quando este regressava.

O encontro se realizou num vale conhecido antigamente como Save, mas em tempos posteriores como "o vale do rei".

Ele veio acompanhado de um misterioso Rei de Salém, que também era um sacerdote de Deus, seu nome, Melquisedeque.

Impressionante, Abraão encontrou alguém fora de seu povo que também adorava o verdadeiro Deus Altíssimo...

Conheceremos um pouco mais deste personagem na próxima postagem.

Em Cristo;

A seguir: Seja um garoto propaganda!
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Jesus, a ponte

Historia fantática de uma homen que teve que escolher entre a vida do filho e a de centenas de pessoas dentro de um trem..o filme representa o amor incomparavel de Deus por nos.

Vídeo emocionante!
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Bom fim de semana a todos!
Em Cristo;

A seguir: Abraão enfrenta o Quarteto!

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Gênesis 14:1-12 - Guerra de quatro reis contra cinco.


Guerra de quatro reis contra cinco.

Gênesis 14:1-12

V-1,2.
Era uma vez, uma guerra de quatro poderosos reis contra outros cincos reis não tão poderosos...

Temos aqui a primeira menção de guerra na Bíblia. O homem não demorou muito tempo para aprender esta arte.

Vamos conhecer estes personagens de nomes estranhos que se enfrentaram nesta guerra:

Chamaremos de quarteto os temíveis reis que foram desafiados;

Quedorlaomer, rei de Elão e líder da coligação;
Anrafel, rei de Sinar,
Arioque, rei de Elasar,
Tidal, rei de Goim.

Do outro lado chamaremos de quinteto, a aliança que ousou desafiar o quarteto, formado pelos seguintes reis;

Bera, de Sodoma;
Birsa, de Gomorra;
Sinabe, de Admá;
Semeber, de Zeboim;
E um outro que a Bíblia não menciona o nome e era rei de Bela, cidade que também se chamava Zoar.

V-3,4.
O rei Quedorlaomer líder do quarteto, havia dominado por doze anos o quinteto, mas no décimo terceiro ano eles se revoltaram contra ele.

A imposição de contribuições éra onerosa, e quando os diversos povos tinham se recuperado um pouco das últimas cobranças, se rebelaram e deixaram de enviar seus tributos anuais ao quarteto e começaram a se preparar para um confronto.

O quinteto reuniu seus exércitos e se juntaram no vale de Sidim, onde fica hoje o mar Morto, onde esperavam atacar o quarteto.

De acordo com este texto, o vale de Sidim ocupava grande parte do que se conhece hoje como o mar do Sal ou o mar Morto.

Para começar, este é um documento histórico. Descobertas arqueológicas têm demonstrado a existência de uma civilização em uma área agora coberta pelo Mar Morto, entre os séculos 21 e 19 a.C., e a destruição violenta dessas cidades ao fim desse período.

Nesse local, 400 m abaixo do nível do mar, há quase quatro mil anos atrás, existiram duas cidades gêmeas: Sodoma e Gomorra.


V-5-7.
Quedorlaomer e seus aliados promoveram uma campanha militar contra os revoltosos, entrando na terra de Canaã pelo noroeste, e seguindo para o sul.

A revolução provocou uma expedição punitiva pela qual se esperava restabelecer a situação anterior.

Pelos versículos seguintes parece evidente que outras nações de nomes estranhos tinham sido tributários de Quedorlaomer além do quinteto.

Pelo caminho eles feriram vários povos que viviam em ambas as margens do rio Jordão (refains e zuzins), na terra de Moabe (os gigantes emins), nas imediações do monte Seir a sudoeste do Mar Vermelho (os horeus), e outras povoações entre o Neguebe e o Sinai.

V-8,9.
Percebendo que o quarteto se aproximava, os reis do quinteto saíram com os seus exércitos para o vale de Sidim a fim de lutar.

A guerra foi travada, no vale que agora está coberto pela parte sul do mar Morto.

V-10.
Os invasores venceram a batalha: Acontece que o vale de Sidim era cheio de buracos em que havia piche; e, quando os derrotados, tentavam fugir da batalha, caíram nesses buracos. Mas os que sobreviveram, fugiram para as montanhas.

V-11
Enquanto isso, o quarteto invade Sodoma e Gomorra e saquea todas as cidades, levando todos os mantimentos, os objetos de valor que havia nestas cidades.

V-12.
Eis que surge nessa história, vejam só, alguém que andava sumido.

Levaram também cativos, vários habitantes, dentre eles Ló, o sobrinho de Abrão que havia transferido sua reidência para Sodoma.

Levaram Ló sua família e todas as suas posses.

Esta passagem põe uma nova ênfase nos tristes resultados da infeliz escolha de Ló.

Eles seguiram em direção ao norte, pela margem ocidental do Mar Morto, não muito longe de Hebrom e Manre onde Abrão morava.

De lá ele poderia ver todo o movimento.

Foi então que um sobrevivente, provavelmente servo de Ló, chega até a tenda de Abraão e pede socorro...

Em Cristo;

A seguir: Jesus, a ponte
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Gênesis 13:14-18 - Deus dá dicas do tamanho da terra prometida a Abraão.


Deus dá dicas do tamanho da terra prometida a Abraão.

Gênesis 13:14-18

V-14.
Enquanto Ló estava aprendendo que este mundo não pode lhe dar a verdadeira felicidade, Abraão estava desfrutando da comunhão com Deus.

O Senhor Deus então disse a Abrão:
_ Abraão, aí de onde você está, quero que olhe bem para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste.

Esta é a quarta ocasião na qual Deus se dirigiu em forma direta ao patriarca. Cada uma destas ocasiões Abraão passava por uma crise em sua vida.

V-15.
_ Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo.

A promessa de Deus é imutável. Bem como os descendentes de Abraão tinham de existir diante de Deus para sempre, assim também Canaã sempre tinha de ser sua pátria.

Estas promessas se referem à Aliança da Palestina. A terra da Palestina foi dada como uma concessão perpétua a Abraão e sua semente. É fascinante ver Israel hoje de volta à sua terra.

V-16.
_ Farei com que os seus descendentes sejam tantos como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar os grãozinhos de pó, assim também não será possível contar os seus descendentes.

A promessa se expressa com a colorida imaginação oriental, comparando agora a descendência de Abraão com o pó inumerável da terra, como também será comparada depois com as estrelas do céu.

V-17,18.
Obedecendo as instruções de Deus, Abraão se pôs em marcha outra vez.

Até que chegou perto das árvores sagradas de Manre, na cidade de Hebrom e alí armou sua tenda.

Provavelmente alí havia uma grande quantidade de árvores que pertencia a Manre, um Cananita Amorreu que mais tarde chegará a ser amigo e aliado de Abraão.

Hebron hoje
A cidade de Hebron é uma cidade muito antiga e significa comunhão.

Este é o lugar onde Abraão será sepultado (25:9,10) e onde ainda existe um poço, tradicionalmente conhecido como o poço de Abraão.


Poço de Abraão em Israel

Como o tinha feito antes em Siquem, e em Betel, Abraão outra vez deixa sua marca, construindo mais um altar ao Deus verdadeiro, diante dos olhos de seus vizinhos idólatras.
Talvez seja por isso que Abraão conseguiu fazer amizade com os perigosos vizinhos Amorreus e Hititas, talvez devido a sua benéfica influência sobre eles.
E por falar em perigosos vizinhos, como é que deve estar se saindo Ló, lá pelas bandas de Sodoma? Veremos nas próximas postagens...

Em Cristo;

A seguir: Guerra de quatro reis contra cinco.

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Gênesis 13:12,13 - A escolha de Ló

A escolha de Ló

Gênesis 13:12,13

V-12
Abrão ficou na terra de Canaã, e Ló desejoso de estabelecer-se na proximidade imediata das cidades do vale do Jordão, cuja riqueza esperava adquirir, resolveu acampar por alí.

Naquele tempo havia uma vasta planície regada pelo rio Jordão, havendo já sistemas de irrigação semelhantes às do vale do rio Nilo, no Egito.

Com a catástrofe que resultou na destruição de Sodoma e Gomorra, a maior parte dessa área tornou-se num deserto.

Ló se destaca em grande contraste com seu tio, que por fé permaneceu como peregrino toda sua vida.

É uma figura da degeneração moral daquele que deixa a comunhão dos que servem a Deus, a igreja, e segue atrás dos prazeres do mundo. Sua situação se torna pior do que era antes.

O caso de Ló é uma grande lição para o cristão que é tentado a viver somente em busca de riquezas terrenas e ganhos temporais.

V-13
Abandonando o vale do Jordão, situado ao norte do mar Morto, foi acampando até chegar a Sodoma, e finalmente entrou na cidade e se estabeleceu ali.

Esta região, naquele tempo éra habitada por gente de muito baixo nível moral, notoriamente por homossexuais, de onde vem o vocábulo sodomita.

Região de Sodoma hoje

Perceba que a depravação com freqüência se encontra maior entre os povos quem habitavam em terras férteis e desfrutavam das vantagens de uma civilização adiantada.

Tanta é a ingratidão da natureza humana, que quanto mais abundam as dádivas de Deus, os homens mais cedo o esquecem.

Um dos perigos morais da prosperidade consiste em que os homens chegam a estar tão satisfeitos com as coisas deste mundo presente, que não sentem necessidade nenhuma de Deus.

Não há dúvidas de que Ló era um verdadeiro filho de Deus [II Pedro 2:6-9].

Porém infelizmente, ele ilustrará a verdade de que os justos podem fazer decisões carnais e sofrerem grandes perdas.

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Gênesis 13:8-11 - Abraão e Ló se separam


Abraão e Ló se separam

Gênesis 13:8-11

V-8,9.
As contendas dos pastores se refletiram provavelmente na conduta e atitude de Ló.

Ansioso por evitar discórdia e inimizade entre ele e seu sobrinho, Abraão demonstrou ser homem de paz e propôs a separação de seus rebanhos e manadas como uma solução para a dificuldade.

_ Nós somos irmãos, e não é bom que a gente fique brigando, nem que os meus empregados briguem com os seus.

Ainda que Abraão fosse o maior dos dois, não se aproveitou de sua maior idade e posição para fazer exigências em seu favor.

Ao referir-se a si mesmo e a Ló como “irmãos” queria assegurar a seu sobrinho uma condição de igualdade ao permitir-lhe que tomasse tanta terra como quisesse.

V-10.
Sendo menos nobre do que seu tio, Ló imediatamente aproveitou a oferta.

Olhou em volta e viu que o vale do Jordão, até chegar à cidade de Zoar, tinha bastante água.

Vale do rio Jordão
A fertilidade do vale do Jordão com sua vegetação tropical parecia comparar-se favoravelmente com o que o escritor Moisés tinha ouvido falar do paraíso por tanto tempo perdido, e com o fértil delta do rio Nilo que Ló e Abraão tinham deixado recentemente.

Neste versículo pela primeira vez é associada a figura de Ló com Sodoma.

V-11.
Envolvido pela beleza e fertilidade da região e sem ter em conta outras considerações, Ló elegeu o vale do Jordão como sua futura morada.

Impelido pelo egoísmo e guiado somente por suas próprias inclinações e a perspectiva de vantagens temporais, Ló tomou a decisão fatídica de sua vida.

Essa decisão o levou através de uma série de experiências desafortunadas que puseram em perigo sua vida, sua alma e sua família.

Deixando a Abram em Betel, Ló e sua família partiram rumo ao este, bem próximo de Sodoma.


Em Cristo;

A seguir: A escolha de Ló 

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Roupa Nova


Olá Blogueiros, amantes da palavra de Deus.

Nosso blog está com roupa nova.

O que você achou desta roupinha de inverno?

Essa mudança é para que você não se canse de usar esta ferramenta no estudo da palavra de Deus.

Um abraço a todos e bons estudos!

A seguir: Abraão e Ló se separam


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Gênesis 13:5-7 - Abraão enfrenta um problema de família


Abraão enfrenta um problema de família

Gênesis 13:5-7

V-5
Ló sobrinho de Abraão, que o acompanhava, também prosperou muito e levava ovelhas, cabras, gado, empregados e a sua família.
V-6.
Os dois prosperaram tanto que não havia pastos suficientes que dessem para os dois ficarem juntos, pois eles tinham muitos animais.
Já que a terra já estava ocupada pelos Cananeus, e as montanhas de Canaã eram muito arborizadas, como o demonstram registros antigos, tinha uma escassez permanente de terras de pastoreio para os grandes rebanhos e as manadas dos recém chegados.
V-7.
A escassez de terras e de água disponíveis deu como resultado uma contenda entre os pastores de Abraão e os de Ló, pois cada grupo queria aumentar as posses de seu amo.
E nesse tempo os cananeus e os perizeus ainda estavam vivendo ali.
Uma importante lição deve ser observada aqui.
Os Cristãos terão sempre suas diferenças e desacordos. No entanto devemos lembrar que o mundo e os inimigos de Deus estão assistindo.
O mundo adora ver os Cristãos brigando e desonrando a Deus.
Vamos sempre ser cuidadosos em nosso comportamento quando tratarmos com outros cristãos, de maneira que venhamos a agradar a Deus.
Neste momento tenso, Abraão, em contraste com sua atitude no Egito, resolve agir de forma espiritual e não carnal, dando uma resposta que nos surpreenderá.

Em Cristo;

A seguir: Roupa nova
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Gênesis 13:1-4 - Abraão volta a ter verdadeira comunhão com Deus



Abraão volta a ter verdadeira comunhão com Deus

Gênesis 13:1-4 

V-1.
A vida de Abraão foi marcada por uma série de altos e baixos. Ele realmente foi um homem de uma fé extraordinária, e como todo homem de Deus, também passou por períodos de declínio espiritual.

Após o vexame do capítulo 12, veremos ele voltar a brilhar novamente para Deus no capítulo 13 de Gênesis.

E pela misericórdia de Deus, Abraão voltou a salvo do Egito com sua esposa, sua família e suas posses.

A menção de que Ló voltou com Abraão já nos prepara para o relato seguinte das relações de Ló e seu tio Abraão, como veremos na próxima postagem.

V-2.
Abrão era muito rico; tinha gado, prata e ouro.

Pela primeira vez a Bíblia menciona a prata e o ouro como metais preciosos e sua posse como um sinal de riqueza.

Tutankhamon em Ouro maciço
Abraão já tinha pratas quando saiu de Mesopotâmia, país rico nesse metal; mas provavelmente conseguiu ouro no Egito, o país mais rico em minas de ouro da antigüidade.

V-3-4.
O escritor Moisés faz ressaltar o regresso de Abraão a um lugar onde primeiro estivera a sua tenda e onde havia celebrado um culto público, entre Betel e Ai.

Lá Abrão invocou o nome do SENHOR novamente, no altar que havia construido.

Quando ele foi para o Egito, estava confiando em sua própria sabedoria. Cada passo de descrença o envolveu em maiores dificuldades.

Depois de ser castigado e lembrado da habilidade de Deus em cuidar de Seus filhos, ele retornou ao lugar onde havia abandonado a Deus, e então começou novamente a ter comunhão com Ele.



Este homém é um grande exemplo para nós. Embora Abrão tenha tropeçado e caído, ele volta para Deus.



Assim como sempre há um caminho de volta ao altar para Abrão, também existe um caminho para todo aquele que deseja retornar a Deus, pois Seus braços estão sempre abertos para recebê-lo.

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Gênesis 12:16-20 - Abraão sai humilhado do Egito


Abraão sai humilhado do Egito

Gênesis 12:16-20 

V-16.
O plano de Abraão seguiu como ele esperava, por causa de Sarai o rei tratou bem Abrão e lhe deu ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas e camelos.

É provável que a situação de Sarai, separada dele e morando com Faraó, tenha trazido grande amargura para Abrão.

V-17.
Mas, para que Sarai não fosse desonrada e para convencer ao Faraó de que ele devia devolvê-la a Abraão, o SENHOR Deus castigou o rei e a sua família com doenças horríveis.

Ainda que Abraão tivesse desobedecido a Deus, o Altíssimo interveio em seu favor.

Este incidente veio ensinar a Abraão a confiar mais em Deus do que na eficácia de seus próprios hábeis planos.

Muitos de nós às vezes procedemos como indignos de nossa vocação e, no entanto Deus com freqüência nos livra das circunstâncias criadas por nós mesmos, demonstrando sua misericórdia e amor.

V-18.
Não suportando o castigo, o rei acabou descobrindo que Sarai era esposa de Abraão. Então mandou chamá-lo e perguntou:

_ Por que você me fez uma coisa dessas rapaz? Por que não me disse que ela é a sua mulher?

As palavras de Faraó implicam que ele não teria tomado a Sarai se soubesse que era a esposa de outro homem.

V-19,20
_ Você disse que ela era sua irmã, e por isso eu casei com ela. Portanto, aqui está a sua mulher; saia da minha frente com ela!

Reconhecendo que as pragas vieram sobre ele devido ao desagrado de Deus, o monarca não se atreveu a tratar duramente a Abraão, pelo contrario, procurou amenizar a ira de Deus dando-lhe um salvo conduto para que saísse do país.

A bondade do Faraó e a misericórdia de Deus, tinha humilhado a Abraão, e em silêncio reconheceu sua culpa. Havia aprendido uma grande lição!

Então o rei deu ordem, e os seus guardas levaram Abrão para fora do Egito, junto com a sua mulher, seu sobrinho Ló e com todas as coisas que eram dele.

Nossos pecados destroem nosso testemunho. Quanta desonra atinge o reino de Deus, quando seus representantes, como resultado de sua conduta desobediente e vergonhosa, trazem sobre si mesmos uma reprovação dos homens do mundo!