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Gênesis 45:1-7 - José do Egito: A revelação


José do Egito: A revelação

Gênesis 45:1-7


A explanação de Judá não pôde menos do que impressionar a José. 


Seu discurso tinha mostrado o mais terno afeto por seu velho pai e o mais sincero amor fraternal ao único filho que ficava de Raquel, e tinha dado ampla evidência da mudança de caráter em todos eles.

V-1
Este capítulo contém o clímax de uma das grandes histórias narradas pela Bíblia.

A explanação de Judá não pôde menos do que impressionar a José. Seu discurso tinha mostrado o mais terno afeto por seu velho pai e o mais sincero amor fraternal ao único filho que ficava de Raquel, e tinha dado ampla evidência da mudança de caráter em todos eles.

Reconhecendo isto, José não conseguiu mais controlar a sua emoção diante dos seus empregados, de modo que gritou: 

_ Saiam todos daqui!

É bom lembrar que José enquanto estava na presença de seus irmãos só falava na língua egípcia e quando se dirigia a eles usava um interprete.

Podemos imaginar como os irmãos de José devem ter ficado estupefatos, ouvindo o governador bradar em egípcio, a língua que não compreendiam, e ver que todos imediatamente saírem da sala.

José queria estar a sós com seus irmãos com a intenção de lhes revelar sua identidade. É provável que ele também não quisesse que seus servos soubessem o que os seus irmãos fizeram no passado

V-2
Depois que todos saíram, eles presenciaram o governador chorando, tão alto que não só os egípcios, mas também no palácio do Faraó dava para ouvi-lo, sem que ninguém soubesse a razão.

Eles não estavam entendendo nada, aquele homem duro e severo se transformou diante dos seus olhos.

V-3
Vamos colocar as sandálias desses irmãos por um momento.

Judá e seus irmãos aguardavam ansiosamente um veredito de José para os libertarem ou não.

Sem saber que José é ou o que ele pretendia fazer, os irmãos viram este poderoso líder mandar todos para fora da sala. 

Eles talvez pudesse ver as lágrimas escorrendo pelo rosto e o peito arfando pela emoção. 

Mas qual era a fonte dessa grande emoção? 


Era raiva, o que levaria a mais problemas para eles? 

Se eles pensaram que o pior havia passado, pelo menos em suas mentes, por agora o poderoso líder egípcio deixou escapar em sua própria língua algo que os congelaria;

_ Eu sou José!

Essa foi a pior notícia que jamais poderiam ter esperado para ouvir. 

Notícia que não trouxe-lhes nenhum alívio, mas apenas novas vias de ansiedade. 

Já era ruim o suficiente para estar diante de um poderoso governador egípcio que estava irritado com o roubo de um copo, mas ao perceber que ele era seu irmão, a quem tinham vendido para a escravidão, ai foi foi demais! 

Antes, eles pelo menos tinham uma esperança de que esse juiz seria imparcial e que a misericórdia poderia motivá-lo a aceitar os seus argumentos. 

Mas agora seu juiz deve certamente ser seu mais algoz inimigo, a quem eles tinham condenado injustamente. 

Como eles poderiam esperar melhor tratamento dele? 

Não me admira que eles ficaram paralisados.

É mais fácil imaginar do que descrever o efeito que fez este anúncio, pois até esse momento José era conhecido por seus irmãos como Zafnat-panea, um homem que lhes falava mediante um intérprete.

Agora este importante senhor de Egito começa a falar em seu próprio idioma?

A voz e o rosto de seu irmão por longo tempo perdido surgiram na mente deles e os encheram de assombro e apreensão.

_ O meu pai ainda está vivo?

_ ...

Esta nova virada nos acontecimentos os deixou mudos.

Medo e culpa foram escritos em seus rostos pálidos, e seu silêncio confirmou que este era realmente José. 

Eles não tinham mais nada a dizer, não havia mais apelos a misericórdia, não havia mais esperança para um perdão.

Cada palavra registrada nos primeiros 15 versículos do capítulo 45 é falada por José porque seus irmãos ficaram totalmente mudos. 


Não até que José tinha demonstrado que ele os havia perdoado somente depois, lá pelo versículo 15 é que falaram.

Estavam aterrorizados, não só pela grandeza de José más também pela lembrança de seus crimes contra ele.

Até então só tinham estado conscientes da retribuição divina por esse ato e não tinham temido um castigo humano já que seu crime não era conhecido por ninguém fora de seu pequeno círculo.

Mas agora estavam na presença daquele a quem tinham prejudicado tanto.

V-4
Já que não falavam nada, José continuou; 

_ Cheguem mais perto de mim, por favor.

Assustados, eles chegaram, e ele disse:

_ Eu sou o seu irmão José, aquele que vocês venderam a fim de ser trazido para o Egito.

Não é de se admirar que se tremessem de medo diante dele, eles provavelmente pensavam que agora tinha chegado o momento da vingança pelos seus atos.

Em nenhum lugar neste capítulo o pecado de seus irmãos é minimizado. 

Logo no princípio José identifica o tratamento que lhe dera como pecaminoso. 


O perdão, que você vê, não tem por objetivo minimizar o pecado, mas sim neutralizá-lo. 

V- 5 -7
Porém, José assegurou que não tinha a intenção de vingar-se deles.

_ Agora não fiquem tristes nem aborrecidos com vocês mesmos por terem me vendido a fim de ser trazido para cá.

Palavras de José estão cheias de esperança e encorajamento.

A vida de José nos ensina como perdoar aos outros e viver sem frustração e amargura.

José não pôde evitar é claro a alusão de seu crime anterior, mas isto foi feito com espírito de caridade e perdão;

_ Foi para salvar vidas que Deus me enviou na frente de vocês. Já houve dois anos de fome no mundo, e ainda haverá mais cinco anos em que ninguém vai preparar a terra, nem colher. Deus me enviou na frente de vocês a fim de que ele, de um modo maravilhoso, salvasse a vida de vocês aqui neste país e garantisse que teriam descendentes.

José assegura a estes homens que seu pecado não havia frustrado os propósitos de Deus. 

Seu propósito era destruir, mas de Deus era salvar. 


Os homens podem pecar pela tentativa de fazer o que é inaceitável para Deus, e, ao mesmo tempo que eles estão cumprindo o que Deus propôs.

Aqui claramente se reflete a excelsa forma de pensar de José.

Para ele era evidente a mão de Deus nesta estranha experiência de vida;

Deus primeiro o tinha feito, um filho favorito na casa de seu pai, num segundo momento permitiu que se tornasse um escravo, depois um preso, e finalmente um grande governante do Egito.

Para José, não importava as circunstanciais em que estivesse passando em sua vida, se boas ou ruins, o que importava é que Deus estava no controle delas.

O plano divino estava se desvendando e ele percebeu que, pela providência de Deus, ele agora estava na posição certa para conservar a família de seu pai.

Ela não teria sobrevivido se permanecesse na terra de Canaã.

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

4 comentários:

  1. não importa qual a cituaçao que nos estivermos pasando. o mais importante é estarmos sempre buscando, a DEUS para sua providência estar sempre conservando a nós.tem pasagens na nossa vida que não complendemos,mais ao pasar o tempo
    olhamos, e vemos que a mão de DEUS
    estava no nosso ombro nos apoiando,guiando,livrando e mostrando o caminho.Acredite ele sempre esta do seu lado,amem.
    um abra..............ço.lembre estamos afastados em contatos, mas
    não no amor de JESUS CRISTO.
    e quando ocarro falhar as 03:00 da
    manha,ainda é você que vou ligar
    pois amigo é para sempre.
    que DEUS este abençoando a vc e sua
    familha neste 2010.
    é que a familhia simões deseja.
    falou pequeno clailton.

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  2. simoes.lg@hotmail.com7 de janeiro de 2010 12:14

    ok estas palavras são comentario de
    cesar ok amigo.

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  3. A soberania de Deus assegura que os caminhos humanos são tão ordenados que o Seu povo é preservado e Seus propósitos realizados. Deus enxerga o futuro e tem tudo preparado de antemão para suprir as nossas necessidades. Mesmo os homens maus, que peca livremente, acabam sendo instrumentos da vontade divina

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  4. Note que José se recusou a levar o crédito pela preservação de Israel. Ele sabia que era apenas um instrumento nas mãos de Deus. O homem deveria sempre atribuir a glória a Deus

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