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Êxodo 17: 8,9


O ataque dos Amalequitas.

V:8
Hum. Onde é que estávamos mesmo? Ah, água saindo da rocha, mais um tremendo dum milagre diante dos israelitas.

Pois bem. Os israelitas ainda estavam ali em Refidim quando uma tribo nômade veio atacá-los.

Sabe como é, um bando de gente andando sem rumo pelo deserto é um alvo fácil.

O nome da tribo chamava-se Amaleque. Os amalequitas eram um povo nômade, descendentes do neto de Esaú, Amaleque, de quem tomaram o nome.

Separando-se de seus irmãos numa data remota, parecem ter se convertido numa tribo dominante na parte norte da península do Sinai.

Apesar de ser uma raça aparentada com Israel, viram com desconfiança a ocupação de sua área pelos hebreus e estiveram resolvidos a destruí-los completamente.

Eles eram muito loucos e não tinham medo de nada, tanto que atacaram Israel diante da coluna de nuvem.

Depois deste primeiro encontro em Refidim, desenvolveu-se uma longa e amarga contenda entre as duas nações por muitos anos.

Esta batalha começou com um ataque surpresa pela retaguarda, assaltando os retardatários, quando estavam cansados e fadigados.

Devido à murmuração dos israelitas, Deus permitiu que os amalequitas os atacassem nesse local.

V:9
Talvez fosse de noite quando Moisés ouviu do ataque que tinha sofrido sua retaguarda e, portanto tinha poucas possibilidades de compensar a perda até o dia seguinte.

Então Moisés chamou Josué, um cara ainda jovem, mas que tinha a manha de estratégias de guerra.

Más que é esse tal de Josué?

Esse será o sucessor de Moisés e mais adiante o chefe de Israel, essa é a primeira vez que o nome dele é mencionado nas escrituras.

Josué, cujo nome significa "Jeová é salvação" ou "Jeová ajuda", era um príncipe da tribo de Efraim que entrou no serviço pessoal de Moisés antes ou pouco após a batalha com os amalequitas.

Quando foi escolhido por Moisés, seu nome era Oseías, que significa "salvação". Seu nome mais cheio de significado, Josué, "Jeová é salvação" ou "Jeová ajuda", lhe foi dado por Moisés numa ocasião posterior.

Guardem esse nome, ainda vamos falar muito dele.

Pois Moisés chamou Josué:
_ Escolha alguns homens e amanhã cedo vá com eles lutar por nós contra os amalequitas. Eu ficarei no alto do monte, segurando o bastão de Deus

V:9
E assim fizeram: Josué montou um exército em tempo recorde para a batalha e depois de algumas reuniões estratégicas com os chefes de grupos e instruções de último momento, partiram para a batalha, pois já amanhecia.

Enquanto isso, Moisés, Arão e Hur subiram ao monte Sinai.

Mas quem é esse tal de Hur?

SEI LÁ!

Apareceu de repente, vou pesquisar e respondo em outra postagem.

Só sei que enquanto eles subiram lá, começou o pega-pra-capar no campo de batalha.

E logo que começaram a lutar, tanto israelitas quanto amalequitas notaram uma coisa muito estranha.

Mas comentarei sobre isso só na próxima postagem.

Em Cristo;
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Moisés tira água da pedra - Êxodo 17: 2-7


Moisés tira água da pedra

V:2
Muito bem, o povo se enchia maná todo dia, e mesmo assim não perdia a mania de reclamar.

Viajando no final da primavera, eles esperavam encontrar água nos vales, mas não a encontraram.

Como já era de costume, foram reclamar com Moisés;

_ Moisés, assim não dá, cadê a água? O povo está com sede! Queremos água!

Moisés respondeu:

_ Assim não dá digo eu! Por que vocês estão reclamando? Por que estão pondo o SENHOR à prova?

Já que Moisés tinha dado carne e pão para eles comerem, naturalmente poderiam ter esperado que também lhes dessa água.

Mas sua queixa refletia dúvida ao invés de fé.

Os constantes atos de falta de fé por parte de Israel seriam chocantes se não conhecêssemos os nossos próprios corações.

Moisés mais uma vez relembra o povo, que as murmurações deles, são na realidade contra Deus.
V:3
Mas o povo estava com muita sede e continuava reclamando e gritando contra Moisés.

_ Por que você nos tirou do Egito? Será que foi para nos matar de sede, a nós, aos nossos filhos e às nossas ovelhas e cabras?

V:4
Moisés sempre levava suas dificuldades ao Senhor e por experiência própria tinha aprendido a ter confiança implícita naquele que o tinha chamado a ser o chefe de seu povo, e sempre que chegava ao limite da sabedoria humana, encontrava Deus como um Auxiliador sempre pronto.

_ Senhor, o que é que eu faço com este povo? Mais um pouco, e eles vão querer me matar a pedradas.

A oração é o refúgio real do povo de Deus.

V:5
O SENHOR imediatamente providenciou para que a autoridade de Moisés fosse restabelecida, fazendo com que através dele o povo recebesse a água de que necessitava;

_ Escolha entre eles alguns líderes e passe com eles na frente do povo. Leve também o bastão com o qual você bateu no rio Nilo.

V:6
Eu estarei diante de você em cima de uma rocha, ali no monte Sinai. Bata na rocha, e dela sairão água para o povo beber.

E Moisés fez isso na presença dos líderes do povo de Israel.

V:7
Moisés escolheu os manda chuvas mais influentes e levou-os para o alto da pedra.
De lá fizeram um discurso para o povo, aquela coisa toda.

No final, Moisés bateu na rocha, a água começou a jorrar e todos puderam matar a sede.

Mais uma vez Deus provê para Israel de uma maneira sobrenatural.

E a partir daquele dia o povo passou a chamar o lugar de Massá (“provocação”) e Meribá (“reclamação”), pois os israelitas reclamaram contra Moisés e puseram o SENHOR à prova.

O lugar permaneceu como uma lembrança da descrença de Israel.

Que possamos deixar um testemunho melhor para as futuras gerações.

Em Cristo!
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Quando temos motivos para orar - Gênesis 17:1


Quando temos motivos para orar

V:1
Agora com o problema da comida resolvido, os Israelitas não tinham mais tantos motivos para se preocuparem, de modo que podiam voltar a viver uma vida com mais tranqüilidade num deserto tão imprevisível, certo?

Errado!

O povo de Israel saiu do deserto de Sim, caminhando de um lugar para outro, de acordo com as ordens de Deus (que os fazia andarem em círculos e em ziguezague, com um propósito que mais a frente estudaremos).

Por fim, eles tiveram que acampar em Refidim, lugarzinho mixuruca sem graça, onde duas provas os aguardavam, e uma delas era novamente a falte de água para beber.

Antes de passar para o próximo versículo, considero importante fazer uma pausa para uma meditação;

Deus não quer com as provações, nos tentar para o pecado, mas certamente as usa para aprimorar a nossa fé.

Mesmo estando consciente de estarmos obedecendo a Deus, não devemos baixar a nossa guarda.

Nossa tendência é de relaxarmos e esquecermos-nos de Deus quando tudo vai bem.

Se até o impecável Filho de Deus passou por provações, imaginemos nós que fomos chamados a segui-lo.

Nosso Pai celestial nunca nos deixa sem um motivo para orarmos.

Nunca esqueça, a jornada inteira do cristão é feita pela fé.

Em Cristo;
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Êxodo 16:22-36 - Um dia para descansar e adorar.


Um dia para descansar e adorar.

V: 22,23
Todos os dias o povo acordava bem cedinho para colher o maná que impreterivelmente era servido pelo Senhor em todas as manhãs.

E quando chegou ao sexto dia, eles pegaram o dobro conforme Moisés havia orientado, isto é, quatro litros para cada pessoa.

Então os líderes do povo foram falar com Moisés;

_ Pronto, todos já recolheram cada um a sua porção dobrada, mas estamos preocupados com que esta quantidade de alimento venha se estragar no dia seguinte.

Aí Moisés lhes disse:

_ Amanhã é dia de descanso, o sábado santo, separado para Deus. O SENHOR disse que se quiserem assar esse alimento no forno, que assem, e os que quiserem cozinhar, que cozinhem más façam isso ainda na sexta.

Deus queria que seu povo deixasse o dia do Senhor livre de toda distração possível a fim de que este pudesse ser usado para a adoração e descanso.

V: 24-27
Conforme a ordem de Moisés, todos guardaram para o dia seguinte o que havia sobrado.
E quando chegou o sábado, o maná não cheirou mal, nem criou bicho.

Mesmo assim alguns teimosos saíram para pegar maná fresquinho, porém não acharam nada para comer.

V: 28 - 31
Então o SENHOR Deus disse a Moisés:

_ Até quando vocês vão desobedecer às minhas ordens e às minhas leis?

O sábado era um presente a Israel visando o seu bem estar físico e espiritual.

O princípio ainda se aplica hoje.

O homem necessita de um dia de descanso e adoração.

V: 32-34
Moisés disse a Arão:

_ O SENHOR Deus mandou que fossem guardados dois litros de maná para que, no futuro, os nossos descendentes possam ver o alimento que ele nos deu para comermos no deserto, quando nos tirou do Egito.

Arão fez como o SENHOR havia ordenado a Moisés e mais tarde, colocaram a vasilha na arca da aliança para que ficasse guardada ali.

V: 35-36
Durante quarenta anos os israelitas tiveram maná para comer, até que chegaram à fronteira de Canaã.

Deus nunca fecha uma porta de provisão sem que abra outra.

E por quarenta anos nenhum Israelita ficou sem esta provisão.

Em Cristo;

A seguir: Quando temos motivos para orar
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Êxodo 16:16-21 - Maná, o pão que caiu do céu.


Maná, o pão que caiu do céu.

V: 16
Após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, apareceu no deserto onde o povo estava acampado uma coisa miúda, flocosa, como a geada, que lembrava pequenas pérolas.

Depois de dormir satisfeitos, de barriga cheia por ter comido tantas codornas os hebreus acordaram, e viram o deserto coberto por isso.

Então perguntaram uns aos outros:

_ Que negócio esquisito é esse?

_ Esse - respondeu Arão, é o Maná, o pão que Deus mandou do céu para matar a fome de vocês.

_ Maná? Pão do céu?

_ Isso mesmo, ontem foram às codornas, e a partir de hoje todos os dias teremos esse pão aí. Podem provar, tem um gostinho de pão de mel, é bom. A ordem de Deus é cada um de vocês deverá juntar o que for necessário para comer, de acordo com o número de pessoas que houver na família, dois litros por pessoa.

O maná era semelhante à semente de coentro branco, o sabor era como bolos de mel. Podia ser assado ou cozido, sendo transformado em bolos.

Em cinco dias da semana haveria o suficiente para cada um comer por um dia, mas se não fosse comido apodreceria durante a noite.

Na véspera do sábado haveria duas porções para cada um, e nada no sábado, mas a porção da véspera não apodreceria até a noite do sábado.

Sua qualidade nutritiva era perfeita, pois sustentou o povo pelos quarenta anos que passou pelo deserto.

V:17-19
E assim fizeram os israelitas. Uns pegaram mais, e outros, menos, mas cada um pegou exatamente o necessário para comer.

Enquanto colhiam, Moisés se lembrou de uma coisa:

_ Prestem atenção em algo importante que preciso lhes comunicar; Ninguém deverá guardar nada para o dia seguinte, até porque o Senhor proverá a porção de amanhã.

V:20
Mas o povo, zóio grande como nunca nem ligou para o que Moisés disse.

Vai que era só naquele dia, e depois voltavam à miséria de antes? Então muitos estocaram bem mais do que precisavam.

Encheram seus balaios, esconderam em suas roupas e em suas tendas.

Mas na manhã seguinte, o que tinham armazenado estava fedorento e bichado.

Quando Moisés soube, quer dizer, sentiu o cheiro, ficou muito irritado com eles.

_ Ô povinho cabeça dura! Eu não avisei? Confiem em Deus, vai ter todo dia, não precisam guardar pro dia seguinte! Eu disse! Eu avisei!

V:21
Depois de aprendido a lição, todas as manhãs, bem cedinho, cada um pegava o necessário para comer naquele dia, pois o calor do sol derretia o que ficava no chão.

Deus tinha proporcionado aos israelitas, alimento pelo qual não tinham trabalhado, mas não queria que se tornassem preguiçosos.

Por isso eles deviam recolher cada dia a fim de ter algo para comer.

Aliás, deviam se levantar cedo porque o maná se derretia quando "o sol esquentava".

Ainda que não tivesse campos para arar nem colheitas para recolher, o fato de que deviam se levantar cedo para obter seu alimento, mostra que Deus tinha planejado cada detalhe deste fenômeno para benefício e educação do povo.

Finalizo esta postagem com um ditado popular que aprendi recentemente:

"A pobreza e a necessidade é o salário dos que dormem até tarde".

Em Cristo!

A seguir: Um dia para descansar e adorar.
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Êxodo: 16: 9-15 - Tá chovendo codornas


Tá chovendo codornas

V:9.
Aí Moisés disse a Arão:
_ Diga a todo o povo que venha e fique diante de Deus, o SENHOR, pois ele ouviu as reclamações deles.

Antes que se desse o alimento prometido, Moisés requereu ao povo que se apresentasse diante de Deus, para que reconhecessem que era contra o Senhor que eles tinham se rebelado.

Já que a conduta de Moisés e Arão tinha sido questionada, era necessário que Deus mostrasse ao povo que ele aprovava o proceder de seus fiéis servos e que respeitaria a promessa deles.

V:10
Enquanto Arão estava falando a todo o povo, eles olharam para o deserto, e, de repente, a glória do SENHOR apareceu numa nuvem.

V:11,12
E o SENHOR disse a Moisés:
_ Eu tenho ouvido as reclamações dos israelitas. Diga-lhes que hoje à tarde, antes de escurecer, eles comerão carne. E amanhã de manhã comerão pão à vontade. Aí ficarão sabendo que eu, o SENHOR, sou o Deus deles.

Foram raras as ocasiões em que Deus deu carne aos israelitas.

A Bíblia fala de duas ocasiões; uma aqui no deserto de Sem, e outra em Kibrot-hataava, no deserto de Parã.

V:13,14
Depois de ouvir estas palavras o povo se aquietou e aguardou ansiosamente como quem aguarda a hora do jantar em uma festa.

E quando a tarde chegou, um bando de codornas, vindo sabe-se lá de onde, invadiu o acampamento.

Foi uma festa: Chovia codornizes em todo o acampamento, caiam em cima das tendas, por dentre das tendas, nos cestos e algumas caiam direto nas panelas.
Em poucas horas já se podia sentir o cheirinho gostoso de codorna assada, codorna frita, codorna cozida, guisado de codorna, strognoff de codorna, uma maravilha, um festival gastronômico.
Nunca se viu tanta comida.

As codornizes são consideradas um prato finíssimo, quem sabe Deus ofereceu este cardápio para ajudar o organismo dos Israelitas na transição para o maná, que se tornaria sua alimentação permanente durante uns quarenta anos.

Deus não só lhes proporcionou alimento numa maneira milagrosa, mas cuidou que cada um desfrutasse de uma porção ampla.

V:15
E não parou por aí...

Durante a noite inteirinha caiu um orvalho do céu.
De manhã, quando o orvalho evaporou, ficou na terra uma coisa fina, parecendo escamas, como a geada no chão.

Quando os hebreus acordaram, viram tudo coberto por aquele negócio e não sabiam o que era.

Então perguntaram uns aos outros:

_ Que negócio esquisito é esse?

E sobre esse alimento estranho falaremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: Maná, o pão que caiu do céu.
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Êxodo 16: 4-8 - A paciencia Divina


A paciência Divina

V:4,5
Moisés que era uma espécie de gerente, espremido entre as lamúrias do povo e a direção de Deus, foi falar com o SENHOR sobre a falta de comida que, de fato, estava difícil de suportar.

Reconhecendo que a mente do seu povo seguia sendo tão servil e sua fé tão pouco desenvolvida como quando estavam no Egito, Deus não se mostrou ofendido por sua murmuração e até lhes enviou ajuda mais uma vez diante de uma dificuldade.

A nossa expectativa seria a de esperar que Deus respondesse as suas tristes reclamações enviando fogo e enxofre sobre eles.

Ao invés disso, Ele promete enviar "pão dos céus".

_ Agora eu vou fazer chover do céu pão para vocês. E o povo deverá sair, e cada um deverá juntar uma porção que dê para um dia. Assim eu os porei à prova para saber se eles vão obedecer às minhas ordens. No sexto dia deverão juntar e preparar o dobro do que costumam juntar nos outros dias.

Ao fazer isso, seu propósito era prepará-los para que confiassem em seus líderes divinamente designados e para que tivessem fé em Deus.

V:6-8
Enquanto Moisés falava com o Senhor, a multidão se espremia ansiosamente para ouvir de seu líder uma solução para tal problema.

Então Moisés chamou Arão e foram os dois falar ao povo;

Eu fico imaginando como era transmitir uma mensagem para 600 mil pessoas naquela época.

Quem assistiu ao filme da história do presidente Lula, pode ter uma noção de como poderia ter sido resolvido este probleminha.

Então eles disseram;

_ Prestem atenção povo de Deus; Hoje à tarde vocês ficarão sabendo que foi o SENHOR Deus quem os tirou do Egito. Amanhã de manhã vocês verão a glória do SENHOR, pois o SENHOR ouviu as reclamações de vocês contra ele. Foi contra ele, e não contra nós, que vocês reclamaram; pois, afinal de contas, quem somos nós?

A murmuração do povo dirigida a Moisés e a Arão como seus chefes foi na realidade contra o Senhor.

_ E digo mais, Deus, o SENHOR, vai lhes dar também carne para comerem, isso vai acontecer toda tarde e pão à vontade pela manhã, pois o SENHOR ouviu vocês reclamando contra ele.

Em sua queixa, eles tinham mencionado as "panelas de carne" e o "pão" de Egito, agora teriam pão e carne até saciar-se.
Deus lhes demonstraria que podia proporcionar a eles no deserto o que possuía Egito e mais.

Em Cristo!

A seguir: Tá chovendo codornas
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Êxodo 16:1-3 - A Murmuração


A Murmuração

V: 1.
Depois de algumas semanas, o povo de Israel retomou a viagem ao sair de Elim para a direção do deserto de Sim, que fica entre Elim e o monte Sinai.

Chegaram ali no dia quinze do segundo mês depois da sua saída do Egito.

V: 2,3.
Neste tempo, as provisões trazidas do Egito já tinham acabado.
Não havia recursos naturais no deserto para suprir a necessidade diária de alimento de toda aquela multidão.

Acostumados no Egito a um regime de carne, pão, peixe e verduras, com que tinham sido alimentados mesmo sendo escravos, agora ali, no deserto, todos eles começaram a reclamar contra Moisés e Arão;

_ Moisés! Não tem nada pra comer nesse lugar, você tirou a gente do Egito pra morrer de fome no deserto? Lá, nós podíamos pelo menos nos sentar e comer carne e outras comidas à vontade. Vocês nos trouxeram para este deserto a fim de matar de fome toda esta multidão? Quer saber?Teria sido melhor que Deus tivesse nos matado no Egito!

Pequenos grupos de nômades, acostumados com aquelas condições, poderiam conseguir alguma coisa, mas um grupo do tamanho de uma grande cidade, cedo começaria a passar fome.

Eles ainda não haviam aprendido que este é um meio de Deus trabalhar. Antes de agir em nosso favor ele nos mostrar o quanto somos necessitados e desamparados!

Pense bem... O Senhor não supriu cada necessidade deles quando elas surgiram?

Ao invés disso, o povo murmurou e expressou uma extrema ingratidão.

Outra coisa... Será que eles realmente estavam bem no Egito?

Estavam nada! Esta atitude era simplesmente um problema de falta de fé no poder e no cuidado de Deus?

E esta falta de fé os fez lembrar, com saudade, da variedade e abundância de alimentos que havia no Egito.

Muitos cristãos sofrem esta tentação, pois se lembrando dos prazeres que desfrutavam no mundo, desejam participar deles outra vez.

Não perca na próxima postagem, a notável paciência e bondade de Deus para com seu povo de mente tão servil e de fé tão pouco desenvolvida.

Em Cristo!

A seguir: A paciencia Divina
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Êxodo 15:27 - O oásis de Elim!


O oásis de Elim!

Saindo dali caminharam mais 11 km e chegaram a Elim.

Elim que significa árvores grandes era um lugar de tranqüilidade e repouso.

Este lugar, com sua abundante provisão de água comparativamente boa e seus exuberantes bosques de palmeiras, tamariscos, acácias e seus altos pastos, é ainda hoje um dos principais Oasis entre Suez e o Sinai, veja a foto abaixo.
Então Moisés mandou avisar ao povo que acampariam ali, bem perto da água.
O povo então respirou aliviado quando ficou sabendo que a água era boa.

Deram de beber aos animais, prepararam as refeições, montaram as tendas e descançaram diante da bela paisagem.

Vez por outra passamos pela mesma experiência quando Deus nos dá o triunfo depois da provação, a bonança depois da tempestade.

Na realidade, os filhos de Deus deveriam estar acostumados com os métodos que o Senhor usa para transformar o carater e a fé daqueles que confiam em sua direção.

Deus em Sua infinita sabedoria intercala períodos de provações com períodos de descanso.

ELE sabe a melhor maneira de nos conduzir.

Em Cristo!

A seguir: A Murmuração
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Êxodo 15:23-26 - A água amarga.


A água amarga.

A marcha durara três dias e nada de água para reabastecer, o que fez sofrer tanto as pessoas como aos animais.

Era, indispensável que durante a caminhada em direção a terra prometida se encontrassem poços ou vertentes de água a certos intervalos.

De todos os animais domésticos usados naquela época, o burro era o animal de carga mais usado para viajar pelo deserto.

Os burros podem viajar durante quatro dias sem água, mas o gado que os israelitas possuíam em grande quantidade não podia viver sem beber água como os burros.
Por esta razão uma marcha de três dias sem achar água era o limite do que podia suportar o gado sem perecer.
Em fim chegaram a um lugar chamado Mara, onde havia algumas fontes de água.

Quando avistaram as fontes o povo vibrou e gritou de alegia

_ ÁGUA! ÁGUA! BENDITO SEJA O SENHOR, O DEUS DE ISRAEL!

O humor deles melhorou só de pensarem em quanto se refrescariam.

Seus temores quanto à segurança de suas famílias e seus rebanhos acabaram.

No entanto, a esperança se esvaiu quando experimentaram a água...

_ HARRR! O QUE É ISSO? A ÁGUA ESTÁ AMARGA, NÃO DÁ PARA BEBER!

É por isso aquele lugar era chamado de Mara, entenderam?

O ser humano é até capaz de beber água de sabor desagradável quando sua sede é grande certo? Más no caso deles havia um limite do qual não conseguiram suportar. A água era ruim mesmo!

Hoje em dia ainda existem algumas fontes de águas amargas nessa região, e para você ter uma idéia, até os animais dos beduínos se recusam beber a água de certos poços amargos do deserto de Arábia.

Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho. As fotos abaixo mostram o local.

Bom... Como Moisés era responsável por sua saída do Egito e era, seu líder, não deu outra, dirigiriam suas murmurações em primeiro lugar contra ele.

_ MOISÉS, ESTAS ÁGUAS SÃO AMARGAS!!!

Vocês já perceberam que muitas coisas na história de Israel são chocantes?

Essa por exemplo nos mostra em quão rapidamente a descrença surge mesmo após os atos poderosos de Deus.

Três dias depois, o louvor se tornou em murmuração. Isso exemplifica bem a natureza humana!

_ E AGORA MOISÉS, O QUE VAMOS BEBER?

Nunca esqueçam prezados leitores que a resposta apropriada para a os problemas e necessidades é a oração, não a murmuração.

A murmuração reflete sempre uma atitude de pecado e rebelião.

Deus com freqüência nos guia a situações que provam a nossa fé. As provações neste caso, não eram um sinal de que Deus os abandonou ou que Moisés estivesse errado.

Então Moisés, em voz alta, pediu socorro a Deus, e o SENHOR lhe mostrou um pedaço de madeira.

Moisés jogou a madeira na água, e a água ficou boa para beber.

Após curar a água e satisfazer a sede física de seu povo, Deus lhe deu uma ordem e uma promessa relacionada com este milagre;

_ Se vocês prestarem atenção no que eu digo, se fizerem o que é certo e se guardarem os meus mandamentos, eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei contra os egípcios. Eu sou o SENHOR, que cura vocês.

O povo se deteve em Mara só o necessário para um rápido abastecimento.

Moisés, que tinha percorrido essas regiões antes e conhecia cada poço e cada corrente de água, provavelmente lhes assegurou que encontrariam um vale fértil a poucos quilômetros de Mara.

Agora já meio desconfiados, continuaram a marcha por mais uns 11 km até que chegaram a um lugar chamado Elim.

Eu sei, vocês querem saber se havia água ali... Sim havia!

Se era boa para beber?

Vamos deixar isso para a próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O oásis de Elim!
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Êxodo 15:22 - A dura realidade do outo lado do mar vermelho.


A dura realidade do outo lado do mar vermelho.

Fim de culto, todo mundo cansado, os hebreus começaram a se recolher a suas tendas.

A felicidade era tanta que alguns dormiram mesmo por ali, ao relento.

E pode-se imaginar a cena no dia seguinte:

Centenas de milhares de homens e mulheres acordando ainda sem acreditar no que havia acontecido.

A sua frente dava para contemplar o agora calmo mar vermelho que no dia anterior furiosamente havia engolido um exercito inteirinho de egípcios.

As margens do mar alguns Israelitas recolhiam o espólio dos Egípcios que haviam se afogado.

O sentimento de liberdade até agora nunca experimentado estava estampado no semblante de cada cidadão israelita, o medo do faraó que outrora os assombrava agora já não existia mais, as crianças brincavam e corriam com a liberdade de quem brinca no quintal de casa, o ouro, a prata e as jóias recebidas dos egípcios era tanta que dava pena dos pobres burros de carga que teriam de atravessar sobrecarregados o deserto.

Estava tudo muito bom, tudo muito bem, todo mundo muito feliz, más havia um probleminha básico;

Apesar de os israelitas terem se preparado, para entrar no deserto levando uma provisão de água potável em odres de couro como faziam os povos orientais da época, a provisão de água não duraria por muito tempo.

Rapidamente descobriram que a sua volta não havia nenhuma fonte de água, aliás, a única água que havia era a salgada água do mar vermelho. Portanto era hora de levantar o acampamento e encontrar outro local para um novo abastecimento.

Com essa feliz disposição de espírito Moisés levou o povo de Israel do mar Vermelho para o deserto de Sur.

Esse ajuntamento de milhares de pessoas nunca mais voltaria aquele lugar. A foto abaixo mostra a vista deste lugar, ao nível do mar, para a praia de Nuweiba ao entardecer.

Ao amanhecer os hebreus teriam visto imagem semelhante logo após o afogamento dos egípcios.

Na foto abaixo, você vê onde possivelmente teria sido a festa dos hebreus, pois foi neste local onde foi encontrada uma coluna comemorativa erguida por Salomão. Ao fundo está a praia onde estavam acampados antes da travessia.


Foram encontradas duas colunas em estilo fenício sendo uma na praia do lado egípcio (Nuweiba) e outra do lado árabe.

A primeira encontrada foi no lado egípcio em 1978 onde havia uma inscrição em hebraico destruída pela erosão (a parte inferior estava no mar) praticamente ilegível.


A segunda, em 1984, no lado árabe e idêntica, tem a mesma inscrição em hebraico e legível com as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Jeová significando que foi erguida por Salomão, em honra a Jeová, e dedicada ao milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e a destruição do exército egípcio.
Semanas depois a coluna foi retirada e colocada um marcador-bandeira em seu lugar. Os árabes não apreciam estrangeiros pesquisando em sua terra, principalmente judeus e americanos.

Durante o reinado de Salomão, Israel foi uma potência no Oriente Médio onde obteve o controle marítimo da região (1 Reis 9.26 e II Crônicas 8.17).

Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.

Como eu estava dizendo, o povo saiu deste acampamento na procura de água, e foram na direção do deserto de Sur, que compreende toda a área semidesértica que fica entre o Egito e a terra de Canaã.
Enquanto, no Egito, havia água em abundância, ela era escassa no deserto e todo aquele povo e animais precisavam de bastante água.

Caminharam aproximadamente 160 km, durante três dias através do deserto seco e árido e não acharam água.

É uma bela caminhada vocês não acham? 160 km...

Na próxima postagem você vai notar a mudança de humor deles, quando o cansaço e a irritação vêm chegando.

Em Cristo;

A seguir: A água amarga.
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Êxodo 15:1-21 - O primeiro hino da história!


O primeiro hino da história!

Nosso primeiro dever ao receber as bênçãos de Deus é o de agradecer e louvá-lo, certo?

Pois foi exatamente isso que fizeram os Israelitas depois que presenciaram a mão poderosa do Senhor diante do mar vermelho.

Moisés e os homens israelitas, em sua alegria, compuseram o primeiro hino que encontramos na Bíblia, e, segundo os estudiosos, o primeiro registrado em todo o mundo.

O povo de Deus muitas vezes compôs hinos de louvor depois de receberem livramento e este capítulo do livro de Êxodo relata o primeiro destes louvores.

Este é um louvor que fala a respeito de redenção, Israel havia sido remido e seus inimigos destruídos.

Eles então cantaram em louvor ao SENHOR com acompanhamento de música e danças por todas as mulheres (lideradas por Miriam, irmã de Moisés, com seus noventa e tantos anos).

Quando consideramos que Deus nos remiu do pecado e do inferno, nosso louvor deveria passar a ter um lugar de importância em nossa vida.

Hoje, nosso cântico fala a respeito da redenção feita pelo Cordeiro de Deus.

E então, quer conhecer este hino?

Abra agora sua Bíblia e leia até o versículo 21.

Até a próxima postagem.