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Levítico 2: 14,16 - A consagração da vida e dos recursos

A consagração da vida e dos recursos

Levítico 2: 14,16

V:14,16
Os últimos versículos deste capítulo repete a orientação de que os cereais deveriam ser esmagados e torrados no fogo.

O grão "ferido" desta oferta simbolizava àquele que seria ferido por nós, e por cujas chagas fomos curados.

Perceba que as diversas ofertas apresentam a Cristo como o doador e sustentador da vida, Aquele em quem, e por quem, "vivemos, e nos movemos, e somos".

Pronto!

Acabei!

Em fim chegamos ao final do capítulo dois de Levítico e neste ponto, gostaria de fazer uma pequena revisão do que estudamos até agora... Pode ser?

No capítulo um, estudamos sobre os holocaustos, que representavam a consagração da vida, e no capítulo dois estudamos sobre as ofertas, que representavam a consagração dos recursos.

E a lição mais importante que devemos guardar até aqui, é que esta consagração deve ser antecedida pela “consagração da vida”.

Na Bíblia você não encontrará o conceito de consagração da vida sem a consagração dos recursos...

E também não encontrará a consagração dos recursos sem a consagração da vida.

As duas estarão sempre juntas.

Combinadas, constituem um sacrifício completo, um "cheiro agradável para Deus"

Lembra-nos a idéia de que somos apenas mordomos.

Tem muita gente que se associa ao nome de Cristo, ostentando santidade e consagração a Deus, mas suas obras não correspondem com sua aparente vida espiritual.

O bolso está fechado e parece não ver as necessidades do reino de Deus.

Precisam entender que a consagração de toda a vida inclui também a consagração dos recursos.

Agora, não pense você que a única coisa que Deus exige é a consagração dos recursos, e que as doações generosas nivelarão seu caminho ao céu.

Não mesmo!

Somos responsáveis diante Deus por cada talento que Ele nos deu, sejam eles recursos materiais, tempo, dons naturais ou dons espirituais.

De todos estes somos mordomos e Deus é o Dono legítimo.

Talentos como o canto, a música, a oratória e a liderança pertencem a Deus, devem ser consagrados sobre o altar.

Em fim, tudo o que somos deve estar consagrado a Deus, todo o que temos deve estar sobre o altar.

Em Cristo!

A seguir: A oferta de paz
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Levítico 2:13 - O significado do sal.

O significado do sal.

Levítico 2:13

V:13
Estudar sobre o Tabernáculo e sua simbologia nos ajuda a entender mais sobre nossa Salvação.

E, como temos percebido, tudo no Tabernáculo representa Cristo sendo o meio pelo qual o pecador deve se chegar a Deus.

As mesmas razões que levaram à proibição do fermento foram usadas para o uso do sal.

Deus diz neste versículo que todas as ofertas de cereais devem ser temperadas com sal.

Então mais uma vez vem à pergunta... Por quê?

O sal representa a aliança que Deus fez com o seu povo.

Pois no que se refere a sua capacidade de preservar, o sal é o oposto do fermento.

Se o fermento logo apodrece, o sal possui uma propriedade fortemente conservante e, portanto, tornou-se um símbolo da incorruptibilidade e pureza, bem como de uma aliança perpétua "a reconciliação perfeita e duradoura amizade.

Ser salgado sugere não só purificação, mas também preservação.

Deus deseja ter um povo puro, um povo limpo, um povo santo, um povo cujos pecados tenham sido perdoados.

Em Cristo!

A seguir: A consagração da vida e dos recursos

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Levítico 2: 11,12 - O fermento, o mel e o mal.

O fermento, o mel e o mal.

Levítico 2: 11,12

V:11,12
Vemos nestes versículos que era proibido o uso de fermento e mel nas ofertas que se apresentavam a Deus para ser queimadas no altar.

Mas por quê?

Usava-se tanto mel como fermento para produzir fermentação, especialmente para fazer vinagre.

Em climas quentes do Oriente, pão levedado foi considerado como símbolo da hipocrisia e corrupção.

Baseando-se nesta tradição de que o fermento representava alguma coisa má, impura e inaceitável por Deus, Jesus e Paulo se referiram às falsas doutrinas como fermento.

Cristo disse: "Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia" (Luc. 12: 1).

Paulo falou do "fermento de malicia e de maldade" (1 Cor. 5: 8).

Jesus advertiu contra o fermento o falso ensinamento dos fariseus e dos saduceus (Mateus 16:12).

O fermento também representava a influência corruptora da imoralidade.

Paulo se referiu ao problema da imoralidade sexual entre os cristãos de corinto em termos duros e perguntou: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" (1 Coríntios 5:6).

Apesar de o fermento ser usado para significar uma má influência, não parece haver motivo algum para entendê-lo assim em todas as vezes que é mencionado na Bíblia.

"A lição é que uma quantidade pequena do fermento ou de má influencia, faz sua presença sentida na totalidade de uma massa muito maior.

O fermento trabalha de modo quieto e invisível, enquanto Deus opera através do testemunho visível de Cristo na vida de seus seguidores.

Em Cristo!

A seguir: O significado do sal.
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Levítico 2: 9,10 - Apenas mordomos

Apenas mordomos

Levítico 2: 9,10

V:9,10
Nestes dois versículos o Senhor repete a orientação de separar uma parte da oferta e queimá-la no altar e ressalta que toda a oferta pertence a Deus.

Da mesma forma como Deus mandou reservar uma parte da oferta como "memorial", assim também espera que reservamos uma parte de nossos rendimentos e de nosso tempo a ELE.

Pena que ainda á cristãos que encontram dificuldades em devolver a Deus o que lhe pertence.

Vivem como se o que têm lhes pertencesse, quando na verdade, são meros mordomos.

Em Cristo!

A seguir: O fermento, o mel e o mal.
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Levítico 2: 4-8 - A farinha, o azeite e o sofrimento

A farinha, o azeite e o sofrimento

Levítico 2: 4-8

V:4-8

Você já estudou comigo que a oferta que os sacerdotes recebiam, consistia em farinha e azeite, certo?

Eles podiam fazer com isto o que quisessem.

Também era permitido que a pessoa que oferecia a oferta, a apresentasse já assada aos sacerdotes.

Deveriam fazer bolos ou pães sem fermento com farinha de boa qualidade e derramar azeite sobre eles.

Os bolos ou pães eram oferecidos a Deus e apresentados ao sacerdote, que deveria separar a parte do "memorial", para queimá-la sobre o altar.

O que sobrava pertencia a Arão e a seus filhos e era... "coisa santíssima".

Agora, acompanhe este raciocínio comigo, é interessante;

A farinha fina que se usava para a oferta não tinha nenhuma diferença de outra farinha da mesma qualidade e não possuía nenhuma virtude especial, ok?

No entanto, logo depois ter sido apresentada ao Senhor, transformava-se em... "algo muito santo".

Você já ouviu falar ou já leu a história de Ananias e Safira? Tá lá em Atos 5:1-4.

Pois é, transformaram algo secular em uma coisa muito santa, e isso foi muito louvável, mas depois mexeram indevidamente no que se tornou santíssimo...

O mesmo princípio deve servir para todos os que ministram as coisas santas e recebem as ofertas consagradas.

Devem ser cuidadosos no uso e manejo destas coisas santíssimas.

Agora chegue mais perto... Acompanhe comigo outro raciocínio...

Como eu já expliquei anteriormente, a farinha representava o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados, certo?

A farinha não é mais do que o grão triturado...

Antes de ser moído é aparentemente inútil...

Nunca poderá ser plantada novamente. Não tem vida, não é verdade?

Mas é inútil?

Nãooooo!

Ela deu sua vida, morreu para sustentar outra vida.

A trituração de sua própria vida se transformou no meio de perpetuar uma vida superior.

A vida da semente ajuda a manter a vida de um ser vivente, criado à imagem de Deus.

A morte a enriqueceu, a glorificou, fazendo-a útil para o homem.

Legal, não é mesmo? Agora vamos a aplicação?

As vidas que têm um valor real e perdurável são aquelas que passaram por algum tipo de sofrimento.

Os homens encontram a si mesmos e encontram a Deus nas experiências mais profundas e escuras da vida.

Quando passamos por tempestades é quando edificamos o caráter.

A tristeza, a decepção e o sofrimento são os poderosos servos de Deus.

Os dias escuros ancoram chuvas de bênção, possibilitando a germinação da semente, para que esta cumpra sua missão e produza fruto.

O problema do sofrimento é difícil de compreender em seus aspectos mais profundos, mas algumas coisas são claras.

O sofrimento tem um propósito definido no plano de Deus como um meio de nos preparar para o céu.

Como?

Suaviza o espírito...

Prepara a alma para um entendimento mais profundo do verdadeiro significado da vida...

Leva-nos a um caminhar de maneira mais delicada diante Deus e dos homens...

Nos humilha...

Nesta vida, só aquele que sofreu viveu de verdade.

Só o que amou viveu...

Ambas as coisas são inseparáveis...

O amor sugere o sacrifício, e o sacrifício sugere o sofrimento.

No entanto, este sofrimento não é necessariamente penoso, porque o sofrimento mais elevado é santo e exaltado.

Uma mãe poderá sacrificar-se por seu filho; poderá sofrer fisicamente; mas o faz com paixão, voluntariamente.

O amor considera o sacrifício como privilégio.

Agora se aproxime mais um pouquinho, quero lhe compartilhar um último raciocínio...

A farinha ofertada não deveria ser oferecida sozinha, deveria ser misturada com...

Isso mesmo, azeite.

O azeite é símbolo do Espírito Santo de Deus.

Só quando a vida é santificada pelo Espírito Santo, quando está misturada com ele e ungida por ele é que poderá ser agradável diante Deus.

O sofrimento em si mesmo às vezes não resulta em uma bênção.

Pelo contrário, em muitas pessoas o sofrimento endurece o coração e amargura a alma.

Aí a coisa fica difícil...

Mas quando o Espírito Santo toma posse da vida de uma pessoa...

Manifesta-se a fragrância de uma vida consagrada.

Aí a coisa fica fácil!

Em Cristo!

A seguir: Apenas mordomos
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Levítico 2:2,3 - A sobra das ofertas

A sobra das ofertas

Levítico 2:2,3

V:2
Um dos sacerdotes pegará um punhado da farinha com o azeite e o incenso que foi oferecida como presente minhah e a queimará no altar para lembrar que a oferta toda é dada a Deus.

Não se dá aqui instruções quanto à quantidade que deviam oferecer.

Isto ficava livre ao desejo individual de cada ofertante.

A isto se chamava "memorial", era uma oferta de alimento que tem um cheiro agradável.

V:3
Após tirar este punhado, restava sempre uma boa quantidade, e o que faziam com esta sobra?

O resto da oferta de cereais ficava com dos sacerdotes, que eram descendentes de Arão.

Era a parte mais sagrada, pois havia sido tirada da oferta dada a Deus, o SENHOR.

Na realidade esta oferta servia também como propósito de sustento dos sacerdotes, pois recebiam tudo o que se oferecia no minhah, menos a parte do "memorial".

Em Cristo!

A seguir: A farinha, o azeite e o sofrimento
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Levítico 2:1 - O presente minhah

O presente minhah

Levítico 2:1

V:1
Até o momento o Senhor havia dado instruções para a apresentação do Holocausto que era um tipo de oferta que Deus aceitava como o pagamento dos pecados.

Vamos estudar hoje sobre outro tipo de oferta...

A oferta de homenagem a Deus, chamada minhah, que significava; um presente apresentado a um superior.

Esta oferta podia ser apresentada por qualquer pessoa que desejasse fazer uma homenagem a Deus.

Lembram do presente que Jacó deu a Esaú? Era um minhah.

Também foi um presente minhah que os irmãos de José lhe levaram ao Egito.

Também se usava essa palavra para indicar o tributo pago por povos vencidos, estes presentes indicavam submissão e dependência.

No monte Sinai, o minhah passou a ser a designação oficial de um presente a Deus, uma oferta feita como homenagem, em reconhecimento da superioridade daquele a quem se a dava.

Indicava que o homem dependia de Deus para receber todas as coisas boas da vida; reconhecia a Deus como dono e doador.

Algumas vezes apresentavam como uma oferta a parte, mas geralmente ofereciam junto com o holocausto.

Neste caso o minhah era uma oferenda de cereais, de farinhas preparadas em diversas formas.

Você pode estar se perguntando... Por que um cereal?

Então me acompanhe nesta análise;

A farinha é o produto da cooperação entre Deus e os homens.

A parte de Deus nesta cooperação é colocar o princípio de vida na semente, dar sol e chuva, e a fazer crescer, certo?

Em contra partida o homem semeia a semente, cuida, colhe, mói para fazer a farinha, e logo apresenta esta farinha diante do Senhor, e depois a prepara em diversas formas.

É a soma da dádiva original de Deus mais o trabalho do homem.

É o símbolo de nossas vidas, talentos e bens  aperfeiçoados e consagrados.

Deus dá a cada um de nós talentos segundo a capacidade que temos para empregá-los.

Deus não se alegra quando os homens só lhe devolvem a quantidade de semente que lhes foi confiada.

Deus quer que os homens semeiem a semente, cuidem, colham, depois a moam, extraindo dela o melhor e logo apresentem a Deus como uma farinha de excelentíssima qualidade.

Deus dá a cada um de nós a oportunidades conquistar um bom emprego e espera que colhamos o melhor dele para o apresentarmos a Deus...

Deus dá a cada um de nós a oportunidade de abrir um negócio, construir uma casa, comprar um carro... E espera que colhamos o melhor destes...

Ou seja, Deus espera que cada talento, bens materiais e oportunidades sejam melhorados, refinados e enobrecidos.

Ao apresentar tal oferta, o homem admite ser somente um mordomo das coisas que Deus lhe tem confiado.

Em Cristo!

A seguir: A sobra das ofertas
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Levítico 1:14-17 - O sacrifício das aves

O sacrifício das aves

Levítico 1:14-17

V:14
Se a pessoa que oferecia o sacrifício não podia ou não desejava oferecer um bezerro, podia escolher um carneiro, um cabrito macho ou uma ave.

Deus aceitaria, mas, qualquer que fosse o animal escolhido, deveria ser macho, e não ter nenhum defeito.

Você deve lembrar que os sacrifícios deste capítulo eram voluntários, certo?

Pois bem, um coração cheio de amor encontraria alguma maneira de apresentar a Deus uma oferta, por menor que fosse.

Tais ofertas eram tão preciosas aos olhos de Deus como as mais grandiosas.

V:15.
Se a oferta apresentada fosse uma ave, o sacerdote deveria tirar a cabeça e queimá-la no altar.

Uma ave tinha tão pouco sangue que era necessário que o próprio sacerdote a matasse para que pudesse borrifar rapidamente o altar com o sangue da vítima.

V:16.
Depois deveria tirar o papo com o que estivesse dentro e o jogaria no monte de cinzas que ficava no lado leste do altar.

V:17
Deveria pegar a ave pelas asas e abri-la, sem partir em duas partes, e depois queimar no altar.

As aves eram demasiadamente pequenas para partir, demasiadamente pequenas para borrifar o sangue, como se fazia no caso das outras ofertas, demasiadamente pequenas para pôr as mãos em cima, mas de qualquer maneira constituíam um cheiro agradável a Deus.

A pessoa que apresentava este tipo de sacrifício quase não participava deste ritual, praticamente só trazia a ave.

O sacerdote fazia quase tudo.

Mesmo assim, a pessoa que apresentava o sacrifício tinha feito o que podia, e isto era agradável e aceitável diante Deus.

Em Cristo!

A seguir: O presente minhah
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Levítico 1:9-1 - Oferta de cheiro agradável

Oferta de cheiro agradável

Levítico 1:9-1

V:9
_ A pessoa que está oferecendo o sacrifício deverá lavar os miúdos e as pernas do animal, que também serão queimados no altar.

Em harmonia com a ordem de que nenhuma coisa suja deveria ser colocada sobre o altar nem ser usada no serviço de Deus, as vísceras e as pernas eram lavadas com água antes de colocar a vítima sobre o altar.

Poderíamos argumentar que isto era desnecessário, já que o fogo logo consumiria o sacrifício e toda sujeira seria extinta, certo?

Para que, então, perder tempo em lavar os pedaços do animal?

Este procedimento deve ter servido para exaltar a santidade de Deus e seu interesse pela ordem e pureza.

Na verdade todas as ações, todas as cerimônias, serviam para repetir a lição da santidade da obra de Deus...

Da santidade do caráter divino.

_ Depois de bem lavadas as partes do animal, o sacerdote queimará tudo como um sacrifício que tem um cheiro agradável a Deus, o SENHOR.

Os holocaustos deste capítulo que estamos estudando não eram sacrifícios obrigatórios, mas voluntários, indicando que a pessoa que os oferecia sentia uma necessidade de Deus e queria mostrar seu apreço pela bondade do Senhor.

Eram de "cheiro agradável" a Deus porque eram inteiramente voluntários.

Os cristãos correm perigo de fazer o que em si é bom e correto, não por um desejo interior nem pelo impulso do amor, mas porque é costume ou porque se espera que o façam.

O dever é uma grande palavra e deve receber ênfase; mas não devemos esquecer que o amor é maior ainda e que, bem aplicado, cumpre com o dever porque o inclui.

O amor é voluntário, espontâneo, livre; o dever é exigente, obrigatório.

Os dois são necessários na vida cristã, e não se deve dar ênfase a um em detrimento do outro.

O dever cumpre a lei em tudo.

O amor também cumpre a lei em tudo; mas vai mais longe...

Caminha uma segunda milha... Faz com alegria.

"Deus ama ao que dá com alegria" (2 Cor. 9: 7).

Isto é agradável a Deus.

Este espírito está simbolizado no holocausto.

Deus deseja que este ato voluntarioso de servir com alegria seja mais comum do que realmente é.

Muitas vezes fazemos com má vontade ou por obrigação o que devemos realizar com alegria.

Deus ama ao que dá com alegria na forma de serviço, não só em dinheiro.

Há tarefas que devem ser realizadas que não são agradáveis nem prazerosas, certo?

Pois é... Eu acredito que Deus se agrada quando nós as fazemos para cumprir com nosso dever, mas tenho plena certeza que Ele se alegra muito mais quando as fazemos voluntariamente e sem queixas nem murmurações.

Tem pessoas que precisam que alguém as anime, que as repreenda, que as convide e até que lhes prometa uma recompensa para que façam o que deveriam fazer com alegria e voluntariamente.

A atitude indiferente e o desejo de obter uma recompensa não tem cheiro agradável tanto aos homens como a Deus.

Em cristo!

A seguir: O sacrifício das aves
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Levítico 1:6-8 - A organização no serviço de Deus

A organização no serviço de Deus

Levítico 1:6-8

V:6,7.
_ Em seguida a pessoa que está oferecendo o sacrifício, deverá tirar o couro do animal e depois deve cortar o corpo em pedaços e os sacerdotes deverão acender o fogo em cima do altar...

Aliás, deveria ter sempre fogo aceso num lugar designado sobre o altar dos holocaustos e era dever do sacerdote cuidar para que esse fogo nunca se apagasse.

Já que Deus mesmo tinha acendido, era considerado fogo sagrado.

Este fogo não deveria ser utilizado para nenhum outro fim, nem deveria se usar fogo comum nos serviços do santuário.

A partir deste fogo principal, os sacerdotes acendiam os outros fogos para consumir os sacrifícios apresentados.

Deste modo, vários fogos ardiam sobre o altar ao mesmo tempo, todos eles acendidos com o fogo principal.

_ Depois disso deverão arrumar a lenha sobre o fogo...

A lenha que se usava nos serviços do santuário era cuidadosamente vistoriada antes de ser colocada sobre o altar.

A lenha infestada por insetos ou vermes era rejeitada.

Era tarefa de certos sacerdotes cuidar para que sempre tivesse lenha disponível.

Uma vez ao ano pedia-se ao povo para trazer lenha ao o santuário.

Esta tarefa servia de aprendizado; pois ao juntar a lenha deveriam examiná-la para assegurar-se que os sacerdotes a aceitariam.

Ao fazer isso, aprendiam que Deus é santo e que mesmo nas coisas menores exige perfeição.

Outra coisa... Não se colocava a lenha sobre o fogo de qualquer maneira, deveriam arrumar de forma ordenada.

V:8
E o Senhor continua...

_ Estando à lenha bem arrumadinha, colocarão sobre ela os pedaços do animal, a cabeça e a gordura que cobre os intestinos.

Todos os pedaços da vítima deveriam ser colocados sobre o altar seguindo a mesma disposição que tinham no animal vivo.

Seriam colocados em cima da lenha que também estava organizada.

A lição é evidente.

Nada do que tem a ver com o serviço de Deus pode ser feito de forma descuidada e desorganizada.

Tudo deve ser feito com cuidado e reverencia.

Em Cristo!

A seguir: Oferta de cheiro agradável 
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Levítico 1:5 - A ministração do sangue parte - 2


A ministração do sangue parte - 2

Levítico 1:5

V:5
_ E os sacerdotes, que são descendentes de Arão, oferecerão no altar o sangue do animal e depois o borrifarão nos quatro lados do altar que está na frente da Tenda.

Você entendeu?

O sacerdote colocava numa vasilha o sangue do animal degolado, em seguida ele espalhava o sangue, ao redor do altar do holocausto.

A porção do sangue que sobrava era despejada na base do altar.

Deus procurou impressionar nos israelitas o fato de que o perdão dos pecados só pode se conseguir mediante a confissão e a ministração do sangue.

Deviam compreender o preço infinito do perdão.

É muito mais do que meramente passar por cima das falhas.

Para as pessoas dessa época, isso custava a vida de um animal, mais a diante para Deus custaria a vida de seu próprio Filho.

Para algumas pessoas, parece desnecessária a morte de Cristo.

Pensam que Deus poderia ou deveria ter perdoado sem o derramamento de sangue.

Mas para nós cristãos é muito importante considerarmos o preço de nossa salvação.

O perdão de Deus não foi coisa simples.

Mediante este sistema cerimonial, Deus ensinou a Israel que o perdão só pode se obter pelo derramamento de sangue.

Precisamos aprender essa lição agora!

Neste sistema de sacrifícios que agora estamos estudando, se encontram os princípios fundamentais para entendermos o que Cristo fez na cruz.

É por isso que estudar o Antigo Testamento é fundamental.

A pessoa que está bem firmada na palavra de Deus, poderá construir um edifício que não cairá quando vierem as tempestades e soprarem os ventos fortes.

Em Cristo!

A seguir: A organização no serviço de Deus
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Levítico 1:5

A ministração do sangue – parte I

V:5
E o Senhor continuou com suas instruções;

_ Ainda com a mão sobre o animal a pessoa o matará ali na frente da Tenda Sagrada...

É impossível supor que uma pessoa normal pudesse sentir prazer ao fincar a faca numa vítima inocente, ainda que essa vítima fosse somente um animal.

Esta experiência deveria ser muito penosa e um tanto angustiante para o pecador, porque sabia que era o seu pecado o que fazia necessária essa morte.

De uma forma vívida via diante de aeus olhos os resultados do pecado.

Não só significava a morte, mas a morte de um ser inocente.

Que outro efeito podia ter esta cerimônia senão o de criar no transgressor o ódio pelo pecado e a solene resolução de não ter nada mais que ver com ele?

A primeira lição que Deus desejava ensinar a Israel mediante o sistema de sacrifícios era que o pecado gerava... a morte.

De vez em quando esta lição seria introduzida em seus corações.

A cada manhã e a cada tarde através de todo o ano eram oferecidos sacrifícios em favor da nação.

Dia após de dia o povo trazia suas ofertas pelo pecado e seus holocaustos ao santuário.

Em cada caso um animal era degolado e o sangue aplicado no lugar designado.

Em cada cerimônia e em cada serviço estava claramente impressa a lição: O pecado gerava... a morte.

Esta lição é tão necessária em nossos tempos como foi naquela época.

Pois alguns cristãos ainda hoje consideram exagerado tudo o que se diz sobre o pecado.

Pensam que é um aspecto passageiro da vida que será superado com a maturidade.

Outros consideram que o pecado é lamentável, mas inevitável.

Todos precisam que de forma permanente se grave em suas mentes a lição de que o pecado significa morte.

O Novo testamento declara especificamente que "a pagamento do pecado é morte", mas muitos não captam a importância desta declaração.

Ter um conceito mais realista da inseparável relação entre o pecado e a morte ajudaria muito a apreciar e compreender o Evangelho.

Para o cristão isto encerra uma lição importante.

Nós éramos os culpados e Cristo não o era.

A contemplação da cruz em primeiro lugar nos deveria provocar um sentimento de culpa, logo uma repulsa pelo pecado, e finalmente uma profunda gratidão a Deus pela salvação que se faz possível por meio da morte.

Cristo morreu por mim.

Eu deveria ter morrido, porque eu pequei, e "a pagamento do pecado é morte".

Mas Cristo morreu por mim, foi ao Calvário em meu lugar.

Quão adequada foi esta provisão!

E que maravilhoso amor!

Quem oferecia o sacrifício tinha concluído sua tarefa.

Tinha trazido seu sacrifício, tinha confessado seu pecado e tinha degolado a vítima.

Após isso começava a ministração do sangue.

Que veremos na próxima postagem...

Em Cristo!

A seguir: A ministração do sangue parte - 2
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Levítico 1:4 - Apoiar-se no substituto

Apoiar-se no substituto

Levítico 1:4

Ainda estamos acompanhando as instruções que o Senhor deu a Moisés referente ao sacrifío que o povo deveria oferecer.

Tá a fim de aprender mais uma coisinha hoje?

Então se liga no que o Senhor disse a Moisés logo abaixo;

V:4

_ Quando a pessoa chegar à entrada da tenda com o animal escolhido, ele deve “por” a mão na cabeça deste animal a fim de que seja aceito como sacrifício para conseguir o perdão dos seus pecados.

A palavra samak, "pôr", significa "apoiar-se" com o peso do corpo.

Você deve estar se perguntando... O que significava este ato?

Bom, alguns estudiosos acreditam que representava a total dependência do pecador no seu substituto.

A imposição das mãos sobre a cabeça da vítima era um ritual que também simbolizava uma substituição ou transferência dos pecados.

Após ter seguido as indicações dadas por Deus, o pecador arrependido podia estar seguro de que a vítima era aceita em seu lugar.

Por isso a colocação da mão da pessoa que oferecia o sacrifício sobre a cabeça da vítima era parte solene e essencial do ritual.

Assim também nós podemos ter a segurança de que, ao nos apoiarmos em Jesus, podemos ser aceitos em Cristo, nosso Substituto, sabendo que ele ocupou nosso lugar no altar.

Em Cristo!

 A seguir: A ministração do sangue – parte I
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Levítico 1:3

A oferta sem defeitos

V:3
Na última postagem tínhamos parado no momento em que Deus explicava a Moisés em como o povo deveria proceder para se aproximar de seu santuário, certo?

Pois bem, e Deus continuou...

_ Eles devem oferecer um animal para ser completamente queimado no altar...

Não se comia nenhuma parte do holocausto, que, aliás, significa queimar totalmente.

Não se retinha nada.

Todo era entregue a Deus.

Indicava uma consagração completa.

_ Agora preste atenção Moisés, este animal não deverá ter defeitos...

Isto faz ressaltar o fato de que Deus exige o melhor do que temos.

Possivelmente não sejamos ricos, nem possamos apresentar grandes ofertas a Deus, mas o que damos deve ser perfeito.

Não devemos apresentar nada que seja inferior ao melhor do que tenhamos.

Não devemos dar a Deus o que seja de valor inferior: uma moeda defeituosa, uma propriedade impossível de vender, restos de tempo livre...

Devemos servir a Deus com o melhor do que esteja a nossa disposição.

Outro dado importante é que o animal apresentado como sacrifício era considerado como substituto do pecador.

Portanto o substituto era símbolo de Cristo, por isso devia ser perfeito.

_ O animal deverá ser levado até a entrada da Tenda Sagrada.

Usavam-se quatro classes de animais como holocaustos: bezerros, ovelhas, cabras e aves.

A pessoa poderia escolher qualquer um desses.

O rico naturalmente preferia apresentar um bezerro.

O pobre podia apresentar somente ave, se não tinha mais recursos.

É significativo que Maria, a mãe de Jesus, apresentasse duas pombas como oferta quando no nascimento de seu filho.

José e Maria eram pobres.

Na próxima postagem, os detalhes minuciosos de como se sacrificavam estes animais no altar.

Em Cristo!

A seguir: Apoiar-se no substituto
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Levítico 1:1,2 - Deus fala com Moisés direto do Tabernáculo


Deus fala com Moisés direto do Tabernáculo

V:1,2
Como resultado do pecado, o homem tinha sido expulso de seu lar no paraíso, onde desfrutava da comunhão direta com seu criador.

Mas por causa do pecado, o homem já não era apto para viver com Deus, então o Eterno resolveu descer e habitar com o homem.

Muita coisa aconteceu desde então até que Deus escolheu um homem, Moisés, e disse a ele;

_ Faça um santuário para mim, e habitarei em meio do povo! (Ex. 25: 8).

Maravilhoso amor!

Deus não podia estar separado dos seus, e em seu amor tinha formulado um plano para que pudesse viver entre eles!

Deus os acompanharia em sua peregrinação pelo deserto, e finalmente os guiaria à terra prometida.

Pois bem... O Tabernáculo havia sido concluído e o povo observando-o diariamente, estava ansioso a fim de saber como funcionaria e de que forma poderiam se aproximar de Deus, uma vez que no Monte Sinai foram proibidos de se aproximarem por causa de seus pecados.

Deus tinha prometido que quando terminassem de levantar o Tabernáculo, se comunicaria com Moisés no santuário.

Isso mesmo, não havia mais a necessidade de subir o monte Sinai para falar com Deus.

Nesta ocasião, Deus cumpriu sua promessa, quando a nuvem que estava no monte Sinai desceu e pairou sobre o Tabernáculo.

Moisés entrou no Tabernáculo de Deus falou com ele;

V:3
_ Moisés!

_ Sim meu SENHOR!

_ Quero que transmitas as seguintes instruções aos israelitas acerca da forma correta de se aproximar do santuário.

_ Perfeitamente meu SENHOR, o povo aguarda ansiosamente estas instruções.

O povo não só aguardava como precisava urgentemente receber estas instruções.

A esta altura, Israel tinha apenas um conceito vago da santidade de Deus e do poder destruidor do pecado.

Era preciso ensinar aquela geração, os princípios elementares de reverencia e culto.

Deveriam aprender que só o que é santo pode se aproximar de Deus e entrar em sua presença.

Há muitos leitores da Palavra que não imaginam as maravilhosas lições contidas neste livro, principalmente no que diz respeito às instruções que os Israelitas vão receber a seguir e que veremos na próxima postagem.

No entanto, o plano evangélico de salvação, revelado mais plenamente no NT, fica mais claro quando se entende o AT.

Na verdade, quem entende o sistema Levítico apresentado no AT, pode entender melhor e apreciar mais o Evangelho exposto no NT.

O primeiro prefigura ao segundo.

O primeiro é símbolo do segundo.

O sistema de sacrifícios era o Evangelho para Israel naquela época, pois assinalava a forma de conseguir a comunhão com Deus.

Sê tá vendo meu amigo...

A importância de estudar Levítico?

Sê nem imagina o que irá aprender neste livro de leitura aparentemente tão chata...

Então até a próxima postagem!

Em Cristo!

A seguir: A oferta sem defeitos


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Levítico - Introdução

Este escrito sagrado denominado Levítico é o terceiro livro da Bíblia e faz parte do Pentateuco...

O que? Não sabe o que é Pentateuco?

São os cinco primeiros livros bíblicos cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés, primeiro profeta e líder da nação de Israel.

E conforme é indicado no seu nome, esse livro fala sobre a função dos sacerdotes de Israel, aqueles membros da tribo de Levi que Deus escolheu para servir em Seu santuário, lembram?

Muita gente, por causa disso, imagina que Levítico é uma espécie de Manual técnico que fornecia orientações aos sacerdotes antigos sobre os detalhes de cerimônias que não são mais observadas pelo povo de Deus.

O resultado disso?

O livro de Levítico é atualmente a porção menos apreciada do Pentateuco...
Na realidade, porém, sua mensagem é dirigida a todos os cristãos, e suas verdades continuam revestidas de significação primária para o povo de Deus.

Pois o livro de Levítico constitui a primeira revelação detalhada acerca do vigoroso tema da Bíblia... E qual é esse tema?

O modo pelo qual Deus restaura os perdidos!

Tanto a atitude redentora de Deus como a resposta que se espera da parte do homem são descritas no versículo chave, deste livro;
“Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (V:20.26).

FICHA TECNICA:

NOME: Derivado do nome da tribo de Levi.

AUTOR: Moisés, comumente aceito.

PALAVRAS CHAVE: Acesso e santidade.

CONTEÚDO: Um compêndio das leis divinas.

PERRSONAGEM CENTRAL: O sumo sacerdote.

TEMA CENTRAL: Como pode um pecador aproximar-se de um Deus Santo? A palavra santo ocorre mais de oitenta vezes no livro.

Em Cristo

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