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Levítico 2: 4-8

A farinha, o azeite e o sofrimento

V:4-8

Você já estudou comigo que a oferta que os sacerdotes recebiam, consistia em farinha e azeite, certo?

Eles podiam fazer com isto o que quisessem.

Também era permitido que a pessoa que oferecia a oferta, a apresentasse já assada aos sacerdotes.

Deveriam fazer bolos ou pães sem fermento com farinha de boa qualidade e derramar azeite sobre eles.

Os bolos ou pães eram oferecidos a Deus e apresentados ao sacerdote, que deveria separar a parte do "memorial", para queimá-la sobre o altar.

O que sobrava pertencia a Arão e a seus filhos e era... "coisa santíssima".

Agora, acompanhe este raciocínio comigo, é interessante;

A farinha fina que se usava para a oferta não tinha nenhuma diferença de outra farinha da mesma qualidade e não possuía nenhuma virtude especial, ok?

No entanto, logo depois ter sido apresentada ao Senhor, transformava-se em... "algo muito santo".

Você já ouviu falar ou já leu a história de Ananias e Safira? Tá lá em Atos 5:1-4.

Pois é, transformaram algo secular em uma coisa muito santa, e isso foi muito louvável, mas depois mexeram indevidamente no que se tornou santíssimo...

O mesmo princípio deve servir para todos os que ministram as coisas santas e recebem as ofertas consagradas.

Devem ser cuidadosos no uso e manejo destas coisas santíssimas.

Agora chegue mais perto... Acompanhe comigo outro raciocínio...

Como eu já expliquei anteriormente, a farinha representava o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados, certo?

A farinha não é mais do que o grão triturado...

Antes de ser moído é aparentemente inútil...

Nunca poderá ser plantada novamente. Não tem vida, não é verdade?

Mas é inútil?

Nãooooo!

Ela deu sua vida, morreu para sustentar outra vida.

A trituração de sua própria vida se transformou no meio de perpetuar uma vida superior.

A vida da semente ajuda a manter a vida de um ser vivente, criado à imagem de Deus.

A morte a enriqueceu, a glorificou, fazendo-a útil para o homem.

Legal, não é mesmo? Agora vamos a aplicação?

As vidas que têm um valor real e perdurável são aquelas que passaram por algum tipo de sofrimento.

Os homens encontram a si mesmos e encontram a Deus nas experiências mais profundas e escuras da vida.

Quando passamos por tempestades é quando edificamos o caráter.

A tristeza, a decepção e o sofrimento são os poderosos servos de Deus.

Os dias escuros ancoram chuvas de bênção, possibilitando a germinação da semente, para que esta cumpra sua missão e produza fruto.

O problema do sofrimento é difícil de compreender em seus aspectos mais profundos, mas algumas coisas são claras.

O sofrimento tem um propósito definido no plano de Deus como um meio de nos preparar para o céu.

Como?

Suaviza o espírito...

Prepara a alma para um entendimento mais profundo do verdadeiro significado da vida...

Leva-nos a um caminhar de maneira mais delicada diante Deus e dos homens...

Nos humilha...

Nesta vida, só aquele que sofreu viveu de verdade.

Só o que amou viveu...

Ambas as coisas são inseparáveis...

O amor sugere o sacrifício, e o sacrifício sugere o sofrimento.

No entanto, este sofrimento não é necessariamente penoso, porque o sofrimento mais elevado é santo e exaltado.

Uma mãe poderá sacrificar-se por seu filho; poderá sofrer fisicamente; mas o faz com paixão, voluntariamente.

O amor considera o sacrifício como privilégio.

Agora se aproxime mais um pouquinho, quero lhe compartilhar um último raciocínio...

A farinha ofertada não deveria ser oferecida sozinha, deveria ser misturada com...

Isso mesmo, azeite.

O azeite é símbolo do Espírito Santo de Deus.

Só quando a vida é santificada pelo Espírito Santo, quando está misturada com ele e ungida por ele é que poderá ser agradável diante Deus.

O sofrimento em si mesmo às vezes não resulta em uma bênção.

Pelo contrário, em muitas pessoas o sofrimento endurece o coração e amargura a alma.

Aí a coisa fica difícil...

Mas quando o Espírito Santo toma posse da vida de uma pessoa...

Manifesta-se a fragrância de uma vida consagrada.

Aí a coisa fica fácil!

Em Cristo!

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

4 comentários:

  1. Irmão Clailton, a Paz!
    Há algumas coisas que não compreendo bem, mas acredito que com o tempo irei dominar.Como o fato de Ananias e Safira terem sucumbido ao seu pecado, quando atualmente vemos profanadores do templo a luz do dia, aparentemente vivendo uma vida dupla.
    * Bem, que o azeite do Espírito Santo nos dê sabedoria e discernimento em tudo, pois realmente quando entendemos as mazelas humanas, sabemos que o inimigo existe e realmente anda ao derredor, tristemente tragando muitos distraidos.

    Graça e Paz!

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  2. TODAS AS COISAS CONTRIBUEM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM À DEUS!

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  3. Olá imãozinho Luciano!

    É verdade, talvez o pedido que mais insistentemente devemos pedir ao nosso Senhor nos doas de hoje é "sabedoria".

    Em Cristo!

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