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Levítico 12:1-8 - Semente de uma mulher


Semente de uma mulher

O capítulo 11 tratou do cuidado que o povo deveria ter para não se contaminar com as impurezas que vinha de fora. 

Mas o mal está não apenas ao nosso redor, ele está igualmente dentro de nós; nosso inimigo já está no interior. 

O capítulo 12 nos conscientiza do caráter hereditário do pecado: 

O capítulo começa por falando da semente da mulher.

Disse o Senhor a Moisés:

_Diga aos israelitas: Quando uma mulher engravidar e der à luz um menino, estará impura por sete dias, assim como está impura durante o seu período menstrual.

Estes versos falam de descendência masculina, mas o capítulo também reconhece o nascimento de "uma criança do sexo feminino".

O texto ainda fala de "sua impureza habitual", ou, em termos simples, "menstruação".

Quando Deus estabeleceu Eden como a morada para a humanidade Ele também deu o comando maravilhoso para ser frutífero e multiplicar e encher a terra. 

As crianças são um dom de Deus e são considerados uma bênção (Salmos 127; 128; etc.).

É uma alegria maravilhosa e única segurar um bebê recém nascido. 

Que emoção de ver um casal se tornar novos pais. 

Então, por que, se as crianças são uma benção, a mulher foi submetida a um tempo prolongado de purificação ritual após o parto antes que ela pudesse ser admitida no santuário? 

Não há nada de errado ou imoral sobre o parto. 

O problema aqui é que a descarga do corpo da mulher de sangue faz dela imunda.

O sangue é um tabu. 

Perder sangue era um sinal de não estar inteiro ou completo.

Se alguém derramar o sangue, ele é imperfeito e, assim, imundo.

Não há menção no texto do bebê ser imundo, mas é o de descarga de sangue que se segue ao parto que fazem a mulher impura.

Esta condição está de alguma forma relacionado com a maldição proveniente à queda. 
Isto é, na maioria das situações em que algo era considerado impuro, houve alguma ligação com a queda do homem. 

Este é particularmente o caso neste capítulo de levítico.

Talvez não há outro cenário em que a queda é tão proeminente quanto nesta área. 

Deixa eu explicar melhor;

Esta lei é com referência ao parto. 

E o parto é muito ligado à queda do homem. 

Basta perguntar a qualquer mulher que entrou em trabalho de parto. 

É doloroso e perigoso. 

Na verdade, ele é, em um sentido muito real, um desafio a morte. 

Mas não era para ser assim. 

A dor e a tristeza na gravidez surgiu porque o pecado entrou no mundo (Gênesis 3:16).

No momento em que a mãe proporciona uma nova vida, ela também perde a vida quando perde sangue, porque na lei, o sangue é um símbolo da vida. 

Perdendo sangue após o parto significa uma diminuição da vida. 

A menos que ele pare, pode levar à morte. 

Este fluxo de sangue era bastante incompatível com Deus, fonte de vida e de tudo o que é saudável. 

Qualquer coisa que traria a morte, portanto, era tratada como impura e incapaz de chegar perto da presença de Deus.

Ou seja, o parto apontava para a queda. Apontava para o pecado do homem. Mas, graças a Deus, ele também apontou para a esperança.

Uma mulher que perdia muito sangue era colocada em uma posição de doente.

A mulher, por sua natureza física, é vulnerável. 

A circuncisão é outro elemento neste capítulo que aponta para a queda.

_ No oitavo dia o menino terá que ser circuncidado.

A circuncisão foi instituída por Deus em Gênesis 17 como um sinal da aliança que um pertencia a Deus. 

Por este sinal visível, um homem em Israel se lembrou da aliança de Deus com o seu Deus e seus responsável, para ser o seu povo. 

Mas havia uma razão particular para este sinal. 

Note que o sinal não era normalmente visível. 

Como este sinal envolveu o órgão reprodutor masculino, ele serviria como um lembrete diário da promessa em que a aliança foi fundada. 

Foi um lembrete diário da Semente prometida, que foi anunciado como um julgamento sobre a serpente em Gênesis 3:15

Foi o lembrete diário de que Deus um dia enviou o seu Salvador para esmagar as obras do diabo e para restaurar o Éden para sempre. 

Era um sinal de que o sacrifício de uma mãe um dia iria inaugurar dias melhores.

Clinicamente, é interessante notar que, talvez, até ao quinto dia, os níveis de vitamina K de um recém nascido está em níveis de 100% e esta é essencial para a coagulação. 

Portanto, no oitavo dia houve existe um timing perfeito para este procedimento. 

Alguns estudiosos até sugerem que os níveis de dor, nesta fase, também são mínimos. 

Seja como for, o oitavo dia foi biblicamente o simbolismo de uma nova criação. 

Como vimos recentemente, a ordenação do sacerdócio ocorreu no oitavo dia como forma de destacar que algo novo estava ocorrendo.

Após a mãe ter circuncidado seu filho, ela estaria proibida de entrar no tabernáculo.

Ela deveria então continuar no sangue da sua purificação trinta e três dias. 

Ela não deveria tocar em qualquer coisa sagrada, nem entrará no santuário até os dias da sua purificação são cumpridas.

Mas se ela tivesse uma menina, então seria imunda duas semanas, como na sua impureza habitual, e depois permaneceria no sangue da sua purificação sessenta e seis dias.

Seriam 33 dias após a inicial de sete (um total de quarenta dias), ela não teria acesso legítimo à morada de Deus; nem poderia entrar em contacto com qualquer coisa que possa estar em contato com o tabernáculo. 

Mas se ela tivesse dado à luz uma filha, depois de duas semanas, seria considerada e mais mais 66 dias, elevando o tempo total de separação de oitenta dias que, é claro o dobro de quarenta.

O número quarenta é significativo na Escritura e, geralmente, simboliza uma época de testes. 

Por exemplo, Moisés passou quarenta anos no deserto como um tempo de testes antes de serem utilizados para libertar Israel do Egito, e depois 40 dias no Sinai recebendo os mandamentos antes que ele conduziu os israelitas para a Terra Prometida. 

Após a sua incredulidade, os filhos de Israel estavam no deserto por quarenta anos antes de conquistar Canaã. 

Elias passou quarenta dias no Monte Carmelo depois de sua derrota para profetas de Baal e antes de nova ministério. 

Jesus estava no deserto, sendo tentado por quarenta dias antes do início do Seu ministério.

Talvez os quarenta dias necessários para esta lei purificação foram também simbólico de uma hora de testar a fidelidade da mãe. 

Este tempo de separação da congregação, e o tempo que se seguiu de solidão, iria testar 
sua obediência à lei de Deus. 

E neste momento do teste, como com todos os mencionados acima, seria benéfico para a mãe. 

Como veremos, seu sacrifício seria recompensado.

Esta lei é outro exemplo do cuidado de Deus para com as mulheres. 

Em Cristo!

A seguir: A lepra e o pecado

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Levítico 11 - Animais impuros para os Israelitas

Animais impuros para os Israelitas

Levítico 11

Em Levíticos 11 somos apresentados ao pecado da ingestão de alimentos impuros.

Há várias categorias de animais imundos, pássaros, répteis, peixes e insetos.

Se um judeu se alimentasse de qualquer um destes animais que foram declarados como imundos cometia pecado.

Uma das razões para a separação entre alimento puro e impura era para mostrar a separação entre a nação de Israel e nações gentílicas.

Deus deu a Lei Cerimonial aos Filhos de Israel para prepará-los para viverem na Terra Prometida.

Nela haveria uma mistura de nações com as quais os israelitas seriam confrontados com a cultura e costume deles.

O Senhor Deus não queria que eles fossem “tragados” por essas nações, pois anelava que fossem separados delas.

Um dos caminhos pelos quais deveriam mostrar sua separação das nações gentílicas era observando a separação de alimentos puros e impuros.

Enquanto Deus insistisse em uma separação entre os judeus e os gentios Ele também insistiria em uma separação entre alimentos limpos e imundos.

Podemos considerar também que tais leis foram fundamentais para a sobrevivência da nação de Israel, num mundo onde se havia pouco, ou quase nenhum conhecimento sobre micróbios, bactérias, etc...


É digno de nota que os egípcios, tidos como sábios no seu tempo, utilizavam excrementos sobre cortes e ferimentos, imaginando que estes tivessem poder de cura e cicatrização.

Tal ignorância, com certeza, pode ter levado muitos Faraós à morte.

Dessa forma, Deus criou um conjunto de normas que tratavam da higiene do povo de Israel.

Note que a Lei não proibia apenas que certos animais (que ainda hoje provocam males se não bem cozidos) fossem comidos, mas exigia também que os israelitas lavassem as mãos antes das refeições, que os doentes fossem postos em quarentena e que os excrementos fossem defecados fora do acampamento (1 Km) e enterrados com um tarugo (pá).

Todas estas normas, embora muitos seguiam sem saber o porquê, preservaram a vida da nação de Israel, milhares de anos antes de homens passarem a entender o que ocorre no mundo microscópico.

Sem dúvida, uma expressão do amor de Deus ao seu povo.

Em Cristo!

A seguir: Semente de uma mulher
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Levítico 10:19,20 - A explicação de Arão

A explicação de Arão

Levítico 10:19,20

Pois é, a coisa estava se complicando para o lado dos filhos de Arão.

Ao não comer da carne, eles não tinham simbolicamente carregado com os pecados do povo.

Não podiam fazer expiação pelos pecados que não levavam sobre si.

Os pecados levados pelo cabrito macho deviam ter sido transferidos aos sacerdotes, que então fariam expiação por eles.

Mas neste caso, não podia ter transferência porque os sacerdotes não tinham comido a carne.

Moisés, todavia tinha o comando e devia vigiar para que se fizesse todo como Deus o tinha mandado.

_ Era ali é que vocês deveriam ter comido a oferta, conforme a ordem que eu dei.

V:19
Ainda que Moisés tivesse se dirigido a Eleazar e a Itamar, filhos de Aarón, e os tinha repreendido, quem contestou foi o pai.

_ Veja bem Moisés, sabendo que a ação de comer a oferta pelo pecado representa a transferência dos pecados da oferta a quem a come, como você nos ensinou, após tudo o que aconteceu, nos sentimos parcialmente responsáveis por isso, não estamos nos sentido capaz de levar os pecados de outros. Será que Deus vai aceitaria esta oferta?

V:20
Moisés aceitou a explicação e eles não foram punidos, pois não desobedeceram de propósito.

Em Cristo!

A seguir:  Animais impuros para os Israelitas
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Levítico 10:11-18 - Os sacerdotes pisam na bola novamente!

Os sacerdotes pisam na bola novamente!

Levítico 10:8-18

V:12
Moisés logo depois descobriu outra transgressão por parte dos sacerdotes, da qual participaram os dois filhos sobreviventes de Arão:

_ Eleazar, Itamar?

_ Sim, tio?

_ Onde está o cabrito que seria sacrificado como oferta para tirar pecados?

_ Bom, diante da confusão que seguiu a morte de nossos irmãos, deixamos de comer a porção da oferta que nos correspondia.

Moisés ficou muito irado;

_ O QUE? FICARAM LOUCOS?

A mansidão de Moisés era notável, mas ele também teve momentos de santa indignação.

Lembram da vez em que se indignou a ponto de quebrar em pedaços as duas tábuas de pedra?

Ação pela qual Deus não o reprovou.

O próprio Deus mesmo estava indignado.

Prezados leitores, há ocasiões quando é correto demonstrar santa indignação.

Sem dúvida a esses momentos se aplica o conselho do apostolo Paulo:

"Irai-vos, mas não pequeis" (Efésios 4: 26).

A ira de Moisés se devia ao zelo que sentia por Deus e por sua causa, não a seu orgulho pessoal nem ao desejo de vingança.

_ Por que vocês não comeram no lugar sagrado a oferta feita para tirar pecados? É uma oferta muito sagrada, e o SENHOR a deu a vocês a fim de que a oferecessem na presença de Deus para conseguir o perdão dos pecados do povo!

Tinha ocorrido uma tragédia, mas isto não devia afetar ao ritual prescrito.

Apesar disso, a obra devia prosseguir.

Com o correr dos anos, a idéia de que nada devia impedir a obra de Deus, de que as circunstâncias não deviam interromper o ritual do santuário, se enraizou profundamente na consciência dos sacerdotes.

Na ocasião da tomada e destruição final do templo pelos romanos no ano 70 DC, foi posta esta prova até o máximo.

A cidade de Jerusalém já havia sido tomada pelos romanos, mas o templo estava ainda em pé.

Era a hora do sacrifício vespertino.

E de forma calma e solene os sacerdotes levavam a cabo o ritual enquanto os romanos escalavam os muros e entravam no ambiente do templo.

Os edifícios foram incendiados e por todos os lados subiam as chamas.

Mas os sacerdotes, com passos lentos e medidos, prosseguiram com sua tarefa, sem se importar com o que estava acontecendo ao seu redor.

Na mente deles, nada devia interferir a obra de Deus.

Algumas das respostas dada por Jesus a muitas pessoas que queriam segui-lo, mas que colocavam em primeiro lugar seus assuntos pessoais nos mostra a importância da realização da obra de Deus.

A obra de Deus deve prosseguir.

Ao perceber que Moisés estáva muito irado com Eleazar e Itamar, Arão resolve interferir e dar uma explicação...

Em Cristo!

A seguir: A explicação de Arão
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Levítico 10:8-11 - Uma advertência divina para Arão e seus filhos


Uma advertência divina para Arão e seus filhos

Levítico 10:8-11

V:8,9
De repente, algo inesperado acontece; o SENHOR Deus fala a Arão, possivelmente pela primeira vez como sumo-sacerdote.

_ Arão?

_ Sim Meu Senhor!

_ Nem você nem os seus filhos podem entrar na Tenda Sagrada depois de terem bebido vinho ou cerveja; se fizerem isso, morrerão.

_ Perfeitamente Senhor!

_ Todos os seus descendentes também deverão obedecer a essa lei.

Embora no Novo Testamento não encontremos uma proibição absoluta como esta, as bebedices, a embriaguez e os beberrões (alcoólatras) são severamente condenados na Bíblia. (Romanos 13:13; 1 Coríntios, 5:11, 6:9-10; Efésios 5:18; 1 Tessalonicenses 5:7-8).

Os líderes da igreja não devem ser dados ao vinho, ou outras bebidas alcoólicas (1 Timóteo 3:3).

V:10
_ Vocês devem estar em condições de fazer diferença entre o que é e o que não é sagrado, e entre o que é impuro e o que é puro.

O uso de bebidas alcoólicas e outras drogas abafam os sentidos de forma a não se poder distinguir entre o santo e o profano, os valores morais se distorcem, e acabam em completo colapso.

Talvez foi o que aconteceu com Nadabe e Abiú, por estarem influenciados pela bebida, não conseguiram distinguir o santo do profano.

Os usos de bebidas alcoólicas afetam todas as faculdades e altera os processos ordenados da mente.

A pessoa que conduz um veículo logo depois de ter bebido álcool, é uma ameaça para si mesma e para outros; é um homicida em potencial.

Sua mente está confundida, seus reflexos são lentos, sua visão não é digna de confiança e seu sentido de responsabilidade quase não existe.

Sob a influência do álcool, os homens fazem o que nunca pensariam fazer estando sóbrios.

Somente no juízo se revelará o pecado da embriaguez em suas verdadeiras dimensões.

Cientificamente está provado que as bebidas alcoólicas são uma das grandes causas de doenças cardíacas, do fígado, do estômago, do pâncreas e do cancro.

As bebidas alcoólicas não contêm nenhuma componente mineral ou proteínas nem têm nenhum efeito benéfico para o corpo.

Estes perigos não se limitam somente aos que estão realmente embriagados.

Mesmo em pequena quantidade, o álcool pode causar desastres.

O bebedor moderado também pode se tornar é um risco para a sociedade.

O fato de que pode agüentar bem o álcool, pode levar a outros a pensar que poderiam fazer o mesmo.

O bebedor moderado tenta os outros a seguir seu exemplo porque dá a aparência de ser "respeitável".

No fim, dos dois, é o bebedor moderado é o que mais pode causar dano.

V:11
_ E devem ensinar aos israelitas todas as leis que eu, o SENHOR, dei a eles por meio de Moisés.

A advertência divina para Arão e seus filhos se aplica plenamente nos dias de hoje.

Os homens não podem se embebedar e ter ao mesmo tempo uma clara percepção da diferença entre o santo e o profano, entre o limpo e o imundo.

Esta instrução se dirige especialmente aos líderes.

Ao invés dessas substâncias, todo o crente deve encher-se do Espírito Santo para melhor estudar a Palavra de Deus, transmiti-la aos outros, fortalecer-se e dirigir sua vida.

Em Cristo!

A seguir: Os sacerdotes pisam na bola novamente!
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Levítico 10:3-7 - O luto proibido

O luto proibido

Levítico 10:3-7

V:3,4
Quando o povo se aproximava do Tabernáculo para a hora do sacrifício vespertino, deparou-se com um imprevisto.

Dois dos filhos de Arão estavam mortos.

A alegria se tornou em pesadelo e perplexibilidade.

Será que Deus os teria abandonado?

O que significava esta tragédia?

Enquanto isso, Moisés chamava os primos de Arão para uma tarefa;

_ Chamem Misael e Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, por favor:

_ Pois não Moisés, estamos aqui, o que desejas?

_ Eu preciso que parentes dos mortos tirem seus corpos do Tabernáculo, o pai e os outros irmãos estão ocupados com os serviços sacerdotais, por isso mandei chamá-los.

_ Tirem o corpo dos seus dois parentes da frente da Tenda Sagrada e levem para fora do acampamento.
Apesar dos corpos não terem sido totalmente incendiados, deveriam estar com um cheiro insuportável.

V:5
Eles foram, pegaram os corpos pelas túnicas com que estavam vestidos e os levaram para fora do acampamento, como Moisés tinha ordenado.

V:6
Depois Moisés disse a Arão e aos seus filhos Eleazar e Itamar:

_ Todos os outros israelitas podem ficar de luto pelas mortes que o fogo do SENHOR causou.

_ Sim, vamos avisar ao povo.

_ Mas vocês não devem participa do luto.

_ Como?

_ Isso mesmo, não deixem de pentear os cabelos, nem rasguem as suas roupas em sinal de luto.

Era o costume rasgar a roupa quando se sentia grande tristeza.

Isto se fazia rasgando a parte superior dianteira das vestimentas, para expor, por assim dizer, a tristeza do coração.

Também não deviam descobrir a cabeça, nem apresentar um aspecto desregrado, segundo típica demonstração de tristeza própria dos orientais.

_ Mas por que Moisés?

_ Se fizerem isso, trarão grande ira para suas vidas e para o povo.

Se participassem do luto, pareceriam estar mostrando desagrado pelo juízo de Deus.

V:7
_ Não se afastem da entrada da Tenda Sagrada para participar dos sete dias de luto, para não interromper os serviços sacerdotais para o culto do Senhor, pois vocês foram ordenados com o azeite sagrado de Deus, o SENHOR.

E os três fizeram o que Moisés mandou.

Com grande pesar no coração, Arão prosseguiu serenamente com o ritual do sacrifício vespertino e ofereceu o incenso.

Nem em palavra nem em gesto revelou sua tristeza.

Quando o povo o viu realizar seu ministério com calma e sem perturbação, se deu conta de que a trágica perda de dois filhos não tinha debilitado a fé de Arão em Deus.

Em Cristo!

A seguir: Os sacerdotes pisam na bola novamente!
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Levítico 10:2 - O fogo estranho parte - II

O fogo estranho parte - II

Levítico 10:2 

Já falei na postagem anterior que Nadabe e Abiú tinham sido completamente doutrinados e conheciam cabalmente a santidade da obra de Deus, certo?

Pois bem, tudo isto serviu somente para fazer mais grave seu pecado.

Não tinham desculpa.

Quando foram ministrar, fizeram o que Deus "nunca lhes mandou".

Ao oferecerem adoração que Deus não tinha autorizado, Nadabe e Abiú estavam deixando de considerar Deus santo.

Adoração presunçosa não glorifica a Deus, e não é aceita por ele.

V:2
Não sabemos quais eram os segredos do coração deles, mas temos a impressão de que aquilo que fizeram foi um ato deliberado de orgulho.


Seu desejo não era santificar e glorificar o Senhor, mas promoverem a si mesmos e serem importantes.

Precisamos aprender que Deus é um Deus zeloso e santo, portanto exige que os Seus servos O sirvam à Sua maneira.

Obediência é melhor que sacrifício (Hebreus 10:5-10).

Nadabe e Abiú com seu gesto desacataram a Deus.

Cada ato no ritual que Deus havia determinado tão minuciosamente tinha um significado especial, uma lição para o povo sobre a santidade das coisas de Deus, a seriedade do pecado e o preço da redenção deste, figuras estas que apontam para Cristo.

Não havia lugar para a improvisação que fizeram.

A alta posição destes homens não os tornou imunes ao castigo, e a rapidez com que veio foi fulminante.

Quando entraram no santos dos santos com seus incensários nas mãos, repentinamente um fogo como um relâmpago, veio do SENHOR e os matou instantaneamente.

Devemos servir a Deus “de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor”.

Que venhamos atentar para a Palavra de Deus e tratar a obra de Deus com mais seriedade e compromisso.

V:3
Rapidamente Moisés ficou sabendo do acontecido diz a Arão:

_ Tá vendo Arão! Foi isso o que o SENHOR quis dizer quando disse: “Os que chegam perto de mim devem respeitar a minha santidade, e o meu povo deve me honrar.”

Mas Arão não disse nada.

A perda de dois filhos em tão repentina e terrível maneira foi uma calamidade esmagadora aos sentimentos de Arão.

Não reclamou, não murmurou e não desistiu de suas funções, pois em silêncio compreendeu o "juízo de Deus".

Em Cristo!

A seguir: O luto proibido
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Levítico 10:1 - O fogo estranho – parte I

O fogo estranho – parte I

Levítico 10:1

Vimos até aqui que enquanto o povo ainda estava no Sinai, o Tabernáculo (o templo móvel) foi erigido, e Arão e seus filhos foram consagrados como sacerdotes.

Construído o Tabernáculo e os seus utensílios, eles foram consagrados assim como Arão e seus filhos, obedecendo cuidadosamente às instruções recebidas.

Depois disso, houve sete dias de propiciação pelo altar, findos os quais ele se tornou santíssimo bem como tudo o que nele tocasse.

Terminado o cerimonial, saiu fogo do SENHOR e consumiu o holocausto e as porções de gordura sobre o altar, significando a Sua aprovação a tudo o que se havia feito, para grande alegria do povo.

Pois bem, o dia que deveria ser encerrado com a gloriosa adoração ao Deus Eterno terminou, em vez disso, com um acontecimento perturbador.

Tudo começou com dois homens a quem Deus havia consagrado para servi-lo como sacerdotes.
Nadabe e Abiú.

Eles eram os dois filhos mais velhos de Arão, portanto sobrinhos de Moisés.

Os caras não eram qualquer um, eram lideres influentes.

Eles tiveram o grande privilégio de um dia subir ao monte de Sinai e ver o Deus de Israel.

Depois foi lhes dada uma grande responsabilidade: servir ao SENHOR como sacerdotes em estatuto perpétuo.

Era de se esperar que, tendo visto a majestade de Deus, eles iriam servi-Lo fielmente com temor, tremor e santidade, certo?

Errado!

Já sabemos que o ministério sacerdotal israelita era de alta responsabilidade, importando que os sacerdotes cumprissem rigorosamente as determinações dadas por Deus, sendo algumas vezes mencionada a pena de morte para as infrações.

Acompanhamos em nossos estudos que todos os detalhes do Tabernáculo e do serviço sacerdotal foram especificados em suas minúcias por Deus a Moisés.

Incluído estava o altar de incenso, em frente do véu diante da arca da aliança, sobre o qual Arão deveria queimar incenso aromático todas as manhãs e ao entardecer.

Para você ter uma idéia, O SENHOR ditou até a receita para se fazer o incenso aromático destinado exclusivamente para esse fim.

Foi então que Nadabe e Abiú sob a influência do álcool surtaram de vez;

_ Ei, Nabade?

_ Hum...

_ Tive uma idéia...

_ Então fale de uma vez!

_ Vamos manusear o incenso e apresentá-lo ao Senhor?

_ O que? Se tá bêbado? Isso é função somente de nosso pai o sumo sacerdote!

_ E daí, se formos discretos, eles não vão ficar sabendo...

_ Sabe de uma coisa, você tem razão, afinal somos os filhos mais velhos e temos direito.

_ Então vamos nessa, se prepare, nos encontraremos no pátio.

Alguns instantes depois...

_ Abiú, você trouxe os instrumentos?

_ Sim... Porém são os nossos incensórios, em vez do incensório do sumo sacerdote, santificado com o óleo especial da unção.

_ Não tem problema, vamos entrar no santos dos santos e apresentar a oferta, o mais rápido possível, antes que alguém nos veja!

_ Ô Nadabe?

_ O que é?

_ Será que este é o momento certo para fazermos isso?

_ Sê tá maluco? Primeiro me lança esta idéia e agora quer desistir?

_ Não, de maneira alguma, só estava pensando que é somente no Dia da Expiação que o sumo sacerdote tem a permissão de levar incenso para dentro do Santo dos Santos e, mesmo assim, precisa se submeter a um ritual especial... lembra?

_Oh não! Pelas barbas de Abraão, pare de arrumar empecílhos e feche esta matraca!

_ Tudo bem você tem razão, já que chegamos até aqui não vamos desistir.

Dando continuidade ao ato de desobediência, queimaram o incenso, usando um fogo errado, que as Escrituras chamam de “fogo estranho”.

No pátio da congregação tinha fogões onde os sacerdotes preparavam a comida, e provavelmente Nadabe e Abiú pegaram seu fogo dali.

Com o fogo em seus instrumentos, entraram no nabernáculo;

_ Ô Abiú?

_ Fale Nadabe!

_ Antes de entrar, quero lhe fazer uma pergunta...

_ Hum...

_ Eu estava pensando... Estamos agindo sob autoridade errada, você sabe né?

_ O QUE???

_ Fale mais baixo! Estou querendo dizer apenas que não consultamos a Moisés nem ao nosso pai, nem procuramos seguir a Palavra de Deus que Moisés recebeu...

_ E daí?

_ Daí que o sumo sacerdote foi ordenado para queimar o incenso com brasas tiradas do altar de bronze, porém nós estamos fornecendo nosso próprio fogo, e será que Deus vai aceitar?

_ Hum...

Continua na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O fogo estranho parte - II
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Levítico 9: 9-24 - A inauguração e consagração do Tabernáculo.

A inauguração e consagração do Tabernáculo.

Levítico 9: 9-24

V: 9-14.
Sem mais demoras Arão ofereceu o bezerro para sua expiação, enquanto seus filhos ajudavam no ritual do sangue.

Ele fez tudo conforme o SENHOR havia ordenado a Moisés.

Todo isto foi observado com interesse por Moisés.

Afinal, foi ele quem tinha recebido as comunicações do Senhor e quem tinha instruído a Arão e a seus filhos no que deviam fazer.

Agora observava para se certificar de que tudo aconteceria segundo as instruções de Deus.

V: 15-21
Logo depois de ter concluído os sacrifícios feitos em benefício próprio, Arão prosseguiu com o ritual das ofertas do povo.

Esta era a primeira vez que Arão ministrava em favor do povo.

Arão tinha recebido instruções determinadas quanto a esta ministração às seguiu corretamente, exatamente como Moisés o tinha mandado, sem erro.

V: 22
Tudo era observado com muito interesse pelos Israelitas.

Eles já tinham visto Arão oferecer os sacrifícios por si mesmo e agora por eles.

Ao finalizar o ritual, Arão estendeu as mãos sobre o povo, e o abençoou, e então desceu os degraus do altar.

Foi um momento solene e feliz, porque Deus tinha aceitado suas oferendas.

V: 23
Em seguida, Moisés e Arão entraram juntos no santuário para ministrar o sangue, enquanto o Povo ainda os aguardava lá fora.

Lá dentro eles devem ter experimentado uma profunda reverencia ao sentir a presença de Deus naquele lugar.

E quando saíram para abençoar o povo por mais uma vez, repentinamente "a glória de Deus apareceu a todo o povo".

O texto não diz de que maneira precisa ocorreu esta demonstração sobrenatural, mas deve ter sido um testemunho notável da aprovação de Deus pelo Santuário que o povo tinha levantado para ele, e da aceitação de Moisés e Arão como seus servos.

V: 24
Para o espanto de todos, também de uma forma inesperada, saiu fogo da presença de Deus e acendeu a oferta que estava no altar.

Ao verem este espetáculo sobrenatural, os israelitas deram gritos de alegria, ajoelharam-se e encostaram o rosto no chão.

Era aquele fogo do qual falamos na postagem o Fogo Divino, lembram?

Deus havia dito a Moisés que este fogo do altar nunca se apagaria, deveria ficar sempre aceso.

Todas as manhãs o sacerdote deveria por lenha no fogo, arrumar em cima a oferta que iria ser completamente queimada.

Os judeus afirmam que este fogo queimou continuamente até o cativeiro babilônico.

Alguns até insinuam que nunca se apagou até a destruição final do templo no ano 70 DC.

Deus tinha aceitado a obra do homem.

O santuário tinha sido inaugurado e consagrado.

Toas às instruções já haviam sido dadas para esse serviço que teria de continuar durante mais de 1.400 anos, para ser então transferido ao santuário celestial.

Em Cristo!

A seguir: O fogo estranho – parte I

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Levítico 9: 1-8 - Arão se prepara para ministrar seu primeiro culto público

Arão se prepara para ministrar seu primeiro culto público

Levítico 9: 1-8

V:1,2
Já tinham decorrido os sete dias da consagração, e tinha chegado o momento quando Arão devia oferecer seu primeiro sacrifício.

Antes deste momento ele não tinha realizado nenhum serviço estritamente sacerdotal em favor do povo.

Já havia recebido todas as instruções, e provavelmente deveria estar sentindo certa ansiedade ao se aproximar do grande momento.

Moisés chamou a Arão, seus filhos e a todos os anciãos do povo para que se apresentassem com os sacrifícios requeridos e começassem o culto.

_ Pegue dois animais sem defeito, isto é, um bezerro para ser morto como oferta para tirar pecados e um carneiro para ser oferecido como um sacrifício que é completamente queimado, e apresente-os a Deus, o SENHOR.

Veja que era uma oferta pelos seus próprios pecados, isso era uma evidência da imperfeição do sacerdócio.

Deus pediu um bezerro, isso devia lembrá-lo daquele seu pecado, quando fez o bezerro de ouro, lembram?

Desta maneira, ele tinha tornado-se para sempre indigno da honra do sacerdócio: ele teria razão para refletir com tristeza e vergonha, em todas as expiações que ele faria.

V:3-5
Depois Moisés mandou o povo trazer alguns animais para oferecerem como oferta para tirar os pecados.

Não demorou muito o povo já estava lá na entrada da Tenda Sagrada com tudo o que Moisés havia pedido, e todos se reuniram ali na presença de Deus, o SENHOR.

V:6
Então Moisés disse:
_ O SENHOR Deus mandou que vocês fizessem isso a fim de que a glória dele apareça a vocês.

V:7,8
Depois Moisés disse também a Arão:

_ Vá até o altar e ofereça o sacrifício para tirar pecados e o sacrifício que é completamente queimado, a fim de que Deus perdoe os seus pecados e os da sua família.

Arão chegou perto do altar e matou o bezerro como sacrifício para tirar o seu próprio pecado.

Note que Arão teve de fazer primeiramente a expiação para si e depois para o povo.

Nisto Deus nos revela uma grande lição...

“Como é importante que os ministros de Deus estejam vivendo na sua graça, para que as suas ministrações possam ser aceitáveis diante Deus, e proveitosas para o povo”.

Em Cristo!

A seguir: A inauguração e consagração do Tabernáculo.
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Levítico 8:13-36 - As exigências santas de Deus

As exigências santas de Deus

Levítico 8:13-36

V:13
Depois de Arão, Moisés fez com que os filhos de Arão chegassem perto dele.

Moisés os vestiu com as túnicas, prendeu-as com os cintos e colocou as mitras na cabeça deles, conforme o SENHOR havia mandado.

V:14
Então Moisés pegou o bezerro da oferta para tirar pecados, e Arão e os seus filhos puseram as mãos na cabeça do animal.

O sacrifício pelo pecado revelava a necessidade dos sacerdotes estarem limpos do pecado e serem então aceitos por Deus.

Suas mãos eram colocadas sobre a cabeça do novilho para simbolicamente transferir os pecados deles para o animal.

Cristo é o nosso sacrifício pelo pecado.

O ato das mãos colocadas sobre o sacrifício é muitas vezes usado como figura da nossa fé no Senhor Jesus.

V:15-22
Moisés matou o bezerro, pegou uma parte do sangue e com o dedo pôs o sangue nas quatro pontas do altar.

Assim, ele purificou o altar.

Em seguida derramou o resto do sangue na base do altar.

Dessa maneira Moisés dedicou e purificou o altar.

Esta oferenda pelo pecado não era somente por Arão e seus filhos, mas também pelo altar.

O altar tinha uma função importantíssima no ministério da reconciliação e, portanto devia ser ungido e purificado em forma especial.

V:23,36
Depois Moisés pôs sangue sobre a ponta da orelha direita, sobre o polegar da mão direita e sobre o polegar do pé direito de Aarão primeiro e depois dos outros sacerdotes.

Jesus, nosso Sumo Sacedote, se separou para ser o Salvador para que nós possamos ser salvos e separados a Deus e ao seu serviço.

A orelha direita, o polegar da mão direita e o polegar do pé direito falam do fato que Deus separou nosso ouvir, servir e andar ao seu serviço pelo sangue do Cordeiro.

Nosso ouvir, servir e andar não pertencem mais a nós, mas a Deus exclusivamente.

Depois Moisés ainda cortou o animal em pedaços e seguiu todo um ritual extremamente minucioso do jeitinho que Deus havia pedido.

Durante sete dias esta consagração deveria se repetir diariamente.

Israel deveria ficar impregnado com as exigências santas de Deus.

Era muito sangue, você não acha?

Pois é, e tudo isso era para agradar a Deus...

Graças ao nosso Senhor Jesus Cristo, em nossos cultos não precisamos oferecer tais sacrifícios.

O sangue já foi derramado!

O Senhor não espera mais o sacrifício de animais, mas a nós mesmos, como sacrifício vivo, santo e agradável.

Infelizmente, muitos cristãos buscam mais o interesse pessoal do que os de Deus nos cultos de hoje.

Em Cristo!

A seguir: Arão se prepara para ministrar seu primeiro culto público
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Levítico 8:1-12 - A consagração de Arão e seus filhos

A consagração de Arão e seus filhos

Levítico 8:1-12 

V:1,3
Cronologicamente, este capítulo segue o último capítulo do Êxodo, no qual se relata a inauguração do Tabernáculo.

Os sete primeiros capítulos de Levítico que estudamos até agora, contêm instruções que Arão e seus filhos deveriam receber antes de começar seu ministério no santuário.

O primeiro requisito para o sacerdócio era o ser descendente de Arão.

Por isso ao longo dos anos conservavam-se com grande cuidado os registros genealógicos.

Quem não pudesse apresentar provas legais de ser um descendente de Arão, não podia ministrar no cargo sacerdotal.

O segundo requisito era não ter nenhuma deformidade física.

Qualquer defeito ou lesão bastava para impedir que um filho de Arão se aproximasse do altar, ou mesmo que entrasse no santuário.

Por ser descendente de Arão tinha direito de receber seu sustento; podia comer da porção sacerdotal dos sacrifícios e receber parte do dizimo.

O sacerdote também devia estar livre de toda contaminação cerimonial e devia abster-se de tomar vinho e bebidas fortes.

Tudo isso porque a função especial dos sacerdotes era a de se achegar a Deus representando o povo.

Deveriam ser mediadores entre um Deus santo e um povo pecador.

Portanto, eles mesmos deveriam ser santos.

Mas antes que o sumo sacerdote e seus filhos pudessem começar a ministrar no Tabernáculo, deveriam ser solenemente consagrados para esta tarefa.

A consagração é um ato pelo qual pessoas ou objetos são separados e dedicados ao serviço e ao culto de Deus.

O SENHOR deu instruções minuciosas sobre a maneira como os sacerdotes e o Tabernáculo deveriam ser consagrados.

O SENHOR ordenou que a consagração de tudo fosse feita por Moisés.

Arão seria ungido com o azeite santo, e seus filhos seriam levados com ele para a porta do Tabernáculo, onde deveria ser realizada a cerimônia.

_ Moisés?

_ Senhor?

_ Sou Eu, O SENHOR TEU DEUS!

_ Hó Meu SENHOR, que bom ouvir sua voz!

_ Chegou o momento de ordenar os sacerdotes.

_ Hó meu Pai, estávamos esperando anciosamente por este momento!

_ Quero que você leve Arão e os filhos dele até a entrada da Tenda Sagrada.

_ Farei isso imediatamente?

_ Pegue também as roupas sacerdotais, o azeite de ungir, o touro novo da oferta para tirar pecados, dois carneiros e uma cesta cheia de pães feitos sem fermento.

_ Devo chamar o povo para assistir a cerimônia?

_ Sim, mande que o povo todo se reúna em frente da Tenda.

Moisés fez o que o SENHOR mandou, e o povo todo se reuniu em frente a Tenda.

V:5,6
Aí Moisés lhes disse:

_ Atenção meu povo! Chegou o momento tão esperado por todos, o SENHOR DEUS mandou que a ordenação dos sacerdotes seja feita agora!

_ Arão?

_ Sim meu irmão, estou aqui!

_ Chegue perto de mim, você e seus filhos. O Senhor exige que vocês se purifiquem, vou lavá-los com esta água.

Eles eram "batizados", pois o corpo todo era imerso na água.

A lavagem cerimonial com água é típica da regeneração espiritual que é simbolizada pelo nosso batismo.

Não deviam lavar a si mesmos, porque a pureza que Deus exigia deles não era algo que eles mesmos pudessem proporcionar.

Outra pessoa devia lavá-los.

Isto era mais do que um banho comum; era uma limpeza espiritual.

Arão não podia limpar-se a si mesmo do pecado.

Alguém devia fazer por ele.

V: 7,8
Depois ele vestiu Arão com a túnica, prendeu-a com o cinto e por cima colocou a sobrepeliz.

Em seguida pôs o manto sacerdotal em Arão e o prendeu em volta da cintura com o cinto.

Colocou também o peitoral e nele pôs o Urim e o Tumim.

Este também era um ato simbólico e não foi permitido a eles, se vestirem sozinhos.

V:9
Pôs também a mitra na cabeça de Arão e na parte da frente da mitra colocou a placa de ouro que era o sinal da ordenação de Arão como sacerdote.

Tudo isso Moisés fez como o SENHOR havia mandado.

A esta altura da cerimônia, Arão deveria estar se sentido completamente inválido.

Não teria algo que pudesse fazer por si mesmo?

Será que Moisés, diante de todo o povo ali presente faria tudo por ele?

Não poderia talvez pelo menos por a mitra sozinho?

Isso Arão poderia fazer melhor do que Moisés...

Mas não... Arão devia se submeter às ordens de Deus.

Devia chegar a sentir sua própria insuficiência.

Devia aprender que nada do que ele pudesse fazer seria aceitável diante de Deus.

Devia aprender a lição de uma completa dependência.

Era Deus quem o estava adequando e o preparando para o serviço.

Era Deus quem o estava vestindo com a justiça divina,

V:10,11
Antes de ungir a Arão, Moisés ungiu o Tabernáculo e seus móveis, incluindo o arca, segundo o que Deus o tinha ordenado.

V:12
Depois Moisés derramou o azeite sagrado na cabeça de Arão, que desceu pelas suas barbas e pela gola do seu manto sacerdotal, e assim o ordenou como sacerdote.

Esse foi seu coroamento como sumo sacerdote.

Em Cristo!

A seguir: As exigências santas de Deus