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Levítico 25: 1-50 - O ano Sabático

O ano Sabático

Levítico 25: 1-50

Depois de acompanhar o castigo do filho de Selomite, Moisés recebeu de Deus a ordem para subir o monte Sinai.

Então ele partiu em direção a íngreme montanha. Algumas horas depois chegava ao topo do monte muito cansado.

_ Moisés?

_ Sim meu Senhor?

_ Vamos continuar com as leis. Quero falar sobre o Ano Sabático.

_ Ano Sabático?

_ Isso mesmo.

_ E o que seria isso?

_ É o seguinte; Lá em Canaã vocês vão cultivar a terra normalmente por seis anos. Mas o sétimo ano será como um sábado para o solo.

_ Hum...

_ Vocês vão deixar a terra descansar. E será assim a cada sete anos.

_ Como assim, deixar a terra descansar?

_ Neste ano, vocês não vão cultivar a terra normalmente como fazem.

_ Quer dizer que não poderemos cultivar nada?

_ Nada de cultivo. E mesmo que cresça alguma coisa na terra por si só, vocês não vão poder colher.

_ E o que vamos comer neste período?

_ Preste atenção... No ano anterior ao Ano Sabático, a terra produzirá o suficiente para alimentar vocês no ano seguinte.

_ Entendi...

Não temos provas históricas de que os israelitas tivessem seguido estas instruções antes do cativeiro, nem de como o fizeram. Há pouca dúvida de que, depois do cativeiro, os judeus observaram ao menos o sétimo ano e que Deus os abençoou. Encontramos a melhor evidência desta observância no fato de do que Alejandro Magno, e mais demore Julio César, eximiram aos judeus de pagar impostos nos anos de repouso, por considerar-se que nesses anos não tinham entradas.

_ Continuando... Vocês vão contar, também a partir de quando chegarem a Canaã, sete semanas de anos.

_ Sete semanas de anos? Como assim?

_ Quantos dias tem uma semana?

_ Sete!

_ Então! Uma semana de anos tem sete anos. E quantos anos são sete semanas de anos?

_ Sete vezes sete!

_ Isso mesmo! Quarenta e nove anos. No ano seguinte será o Jubileu.

_ Tá, a cada cinqüenta anos nós teremos o Jubileu, certo?

_ Isso. No Dia do Perdão do ano do Jubileu vocês vão mandar um homem tocar trombeta por todo o país, isso servirá para anunciar o Jubileu. E para santificar este ano, todos os que tiverem sido vendidos como escravos voltarão para suas famílias, e todas as terras voltarão a pertencer a seus donos originais.

As pessoas que compravam terras eram donas delas até o ano do jubileu. Nesse ano, todas as terras voltavam a seus donos originais. Isto não causava problemas para o que tinha comprado a propriedade e agora devia devolvê-la, já que a tinha comprado sabendo claramente que devia devolvê-la no ano do jubileu. De maneira que se um homem vendia sua propriedade cinco anos antes do ano do jubileu, não recebia muito dinheiro por ela, pois só ficavam poucas colheitas antes desse ano.

_ Observem os meus estatutos, guardem os meus juízos, assim vocês habitarão seguros na terra.

_ Tudo bem Senhor, até agora entendi tudo e obedeceremos todos os seus mandamentos... Mas Senhor, ainda tenho uma dúvida...

_ Diga Moisés:

_ Eu sei, que o Senhor já nos orientou sobre o que fazer, mas o que comeremos no sétimo ano, visto que não havemos de semear, nem colher a nossa messe?

_ Preste atenção mais uma vez! Eu vos darei a minha bênção no sexto ano, para que dê fruto por três anos.

_ Hum...

_ Vocês colherão tanta comida que no oitavo ano, semearão e comerão da colheita anterior até ao nono ano, até que venha a sua nova colheita, comerão da antiga.

Como poderia subsistir Israel durante todo um ano, ou possivelmente dois, sem cultivar seus campos nem juntar as colheitas?

Deus o tinha previsto.

Ainda que Deus tivesse dado a terra da Palestina a seu povo, ele ainda permanecia como dono da terra.

Os israelitas não eram donos, eram apenas os mordomos.

O ano de repouso Sabático e o ano do jubileu eram instituições únicas em seu gênero e não têm paralelo em nenhuma outra religião.

Que outra religião, senão a de Deus se atreveria a mandar a seus seguidores a abster-se de trabalhar um ano de cada sete e prometer-lhes a bênção e a proteção de Deus a fim de que no sexto ano a terra desse suficiente para dois anos?

...?

_ Quando um terreno for vendido, seu antigo dono será o primeiro a ter o direito de comprá-lo. Se alguém ficar pobre e precisar vender parte de suas terras, um parente próximo deverá comprar de volta o que ele vendeu. Mas se ele não tiver parentes, e um dia voltar a ter dinheiro, terá prioridade na compra de suas antigas terras. E mesmo que ele permaneça na pobre, o terreno será devolvido a ele no ano do Jubileu.

_ Entendi...

_ Ah, essas leis não valem para casas que ficam em cidades muradas. Nesse caso, o antigo dono só terá prioridade de compra no primeiro ano, depois disso, não mais. Nem no Jubileu ele tem a casa de volta. A não ser que seja um levita, levitas têm privilégios, vocês sabem. Mas casas que fiquem em cidades sem muralhas são como terrenos, valem para elas as mesmas leis do Jubileu. Entendeu?

_ Sim!

O Senhor passou a Moisés mais algumas leis e depois disso o despediu.

Em Cristo!

A seguir: Bênçãos e castigos.

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

2 comentários:

  1. Muito Bom esse blog! Ajuda muito a quem esta lendo a primeira vez a Biblía e para quem quer aprender um pouco mais. tudo mundo quando esta lendo a primeira, sempre tem um pouco de dificuldade na Compreensão de alguns capitulos e sempre é bom pesquisar. Fik na pazZ de Cristo!
    ><>Athanaell

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  2. Abriu bastante meu entendimento sobre o ano sabático .A paz para todos

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