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Números 13: 3-21 - As instruções para a investigação

As instruções para a investigação

Números 13: 3-21

Moisés escolheu dose homens dentre os líderes das tribos, escolheu aqueles que achava mais aptos ao trabalho de espionagem.

Assim cada tribo seria representada, assumindo uma parte da responsabilidade.

Não vou colocar nesta postagem a lista, mas você poderá ler diretamente na sua Bíblia.

_ Os doze homens estão prontos, Moisés!

_ Muito bem, anotem aí as instruções sobre o que vocês devem investigar.

_ Pode falar seu Mosés.

_ Então, vocês devem ir pelo sul, subindo o Neguebe e prossiguir até a região montanhosa.

_ Certo.

_ Lá chegando vocês devem prestar atenção em tudo...

_ Por exemplo?

_ Vejam como é a terra...

_ Como assim?

_ De um modo geral, seu relevo, rios, lagos, etc,

_ Há sim!

_ Vejam se o povo que vive lá é forte ou fraco, se são muitos ou poucos...

_ Certo...

_ Se a terra em que habitam é boa ou ruim, se as cidades em que vivem são cidades sem muros ou fortificadas...

_ Sim...

_ Se o solo é fértil ou pobre, se existe ali floresta ou não. Sejam corajosos!

_ Seremos...

_ Há! Não esqueçam de trazer alguns frutos da terra.

Com essas indicações em punho, foram para Canaã.

Os doze saíram de Cades-Barnéia onde o povo estava acampado, e foram até Hebrom ao sul da terra de Canaã.

Dali foram até o extremo norte, umas localidades chamadas Reobe, pelo caminho próximo do litoral do mar Mediterrâneo, e voltaram outra vez para Hebrom atravessando as montanhas e o vale do rio Jordão, finalmente regressando a Cades-Barnéia por outro caminho, o vale de Escol (Cacho), onde obtiveram um cacho de uvas excepcional para levar como amostra ao povo, bem como romãs e figos.

Este vale ainda é notável por suas uvas.

Levaram quarenta dias para ir e voltar.

Fizeram então um relatório sobre o que haviam observado em sua viagem de reconhecimento.

Relatório este que veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O resultado da investigação.

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Números 13: 1-2 - Chegando a Cades Barnéia

Chegando a Cades Barnéia

Números 13: 1-2

Passado o transtorno com o caso de Miriã, Moisés partiu com o povo de Horebe.

Atravessaram todo um deserto imenso e terrível até chegar na serra dos amorreus num lugar chamado Cades Barnéia bem no deserto de Parã onde acamparam.

Antes de continuar a leitura, dêem uma olhadinha no mapa aí ao lado...
Encontraram? Ok!

Então, um pouco ali para o norte, nas cidades de Gaza e Jericó já começa Canaã...

Vejam só, o povo estava chegando bem pertinho da Terra Prometida, portanto, era hora de começar a pensar em estratégias sérias e providências práticas para uma invasão.

E foi justamente o que fez Moisés. Chamou o povo e disse:

_ ATENÇÃO! ATENÇÃO TODOS! SILENCIO!

_ ...

_ CHEGAMOS A SERRA DOS AMORREUS, A QUAL O SENHOR, O NOSSO DEUS, NOS DEU. ELA JÁ É NOSSA!

_ Hiuhuuu!

_Viva! Viva!

_ Glória a Deus!

_ MAS AQUÍ AINDA NÃO É CANAÃ. VEJAM, O SENHOR, O NOSSO DEUS, PÕE DIANTE DE VOCÊS TODA TERRA DE CANAÃ. PORTANTO PREPAREN-SE PARA DENTRO DE ALGUNS DIAS ENTRAR NESTA TERRA E TOMAR POSSE DELA, CONFORME O SENHOR, O DEUS DOS SEUS ANTEPASSADOS, LHES DISSE. NÃO TENHAM MEDO NEM SE DESANIMEM.

_ ???

Não demorou muito, alguns dos líderes das tribos foram conversar com Moisés.

_ Moisés, não é prudente que entremos em uma terra que não conhecemos.

_ Mas o Senhor disse que podemos entrar e tomar posse dela!

_ Nós sabemos disso e vamos tomar posse dela, mas antes de inavadir esta terra, convem enviar alguns homens à nossa frente em missão de reconhecimento da região, para que nos indiquem por qual caminho subiremos e a quais cidades iremos. O que você acha?

Eles estavam com medo de continuar seguindo atrás da nuvem confiando na direção do SENHOR, como haviam feito até este ponto.

Escondendo seu medo, eles propuseram este reconhecimento como uma medida apropriada para planejar a tomada do território.

O SENHOR estava pronto a dirigi-los, e conhecia perfeitamente a terra e o povo que nela habitava, mas eles não tinham fé suficiente para confiar nEle.

Anos mais tarde, quando o povo finalmente entrou, as mesmas dificuldades ainda estavam lá, mas eles foram vitoriosos, pois o SENHOR estava com eles.

É uma lição importante para nós: estamos realmente vivendo pela fé?

É certo que devemos nos precaver contra os inimigos da nossa alma (a carne, o mundo, o diabo), mas a nossa força vem do Senhor: entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará (Salmo 37:5).

_ A sugestão me parece boa, mas vou consultar Deus a respeito disso.

Moisés consultou ao Senhor e lhes foi permitido que enviassem alguns espias.

Porém Deus usou os espiões para mostrar que o povo como um todo ainda não estavam prontos para entrar na Terra Prometida.

Isso que você está lendo até o momento, nesta postagem, não está em números, mas lá em Deuteronômio 1:22-23 no último discurso de Moisés. Coloquei nesta postagem para facilitar o entendimento.

Então o Senhor disse a Moisés:

_ Envie alguns homens em missão de reconhecimento à terra de Canaã, terra que dou aos israelitas.

Perceba que Deus diz “A terra que dou” portanto se Ele deu, não haveria a necessidade de enviar espiões, era só entrar e tomar posse, não é verdade?

_ Sim meu Senhor... E quantos homens deveremos enviar?

_ Um líder de cada tribo dos seus antepassados.

Assim, Moisés escolheu dentre os líderes das tribos aqueles que achava mais aptos ao trabalho de espionagem.

A lista com mais um monte de nomes esquisitos e as instruções, é o que veremos na próxima postagem.

Em Cristo!
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Números 12: 10-16 - O castigo de Miriã.

O castigo de Miriã.

_ NÃOOOOOOOOOOOOOO! Moisés! Olhe pra mim... O que DEUS fez comigo!

Quando a nuvem se afastou da Tenda para retornar a sua posição definitiva sobre o propiciatório, Miriã estava leprosa; sua aparência era como a da neve.

É no mínimo curioso... Para alguém que falou mal de uma pessoa negra, como castigo, Deus lhe deixa branca.

Arão não recebeu castigo físico.

Evidentemente toda a celeuma foi promovida por Miriã, que recebeu o que merecia.

Arão, porém, era de caráter fraco e facilmente se deixava convencer pelos outros.

Assustado, ele pediu perdão a Moisés, e pediu misericórdia para que sua irmã fosse curada.

_ Ô Moisés, ela é nossa irmã! Por favor, meu senhor, não nos castigue pelo pecado que tão tolamente cometemos.

_ Hum...

_ Não permita que ela fique como um feto abortado que sai do ventre de sua mãe, pois a metade do seu corpo está destruído. Fale com Deus!

Moisés novamente deu prova da sua mansidão, clamando imediatamente ao SENHOR;

E Deus lhe respondeu;

_ Bom, se ela tivesse ofendido seu pai, e ele cuspisse em seu rosto, não estaria ela envergonhada por um período de sete dias?

_ É...

Os judeus, em comum com todas as pessoas no Oriente, parecem ter tido um hábito intenso de cuspir, e para um pai expressar seu descontentamento, cuspia sobre o filho, ou mesmo no chão em sua presença, depois o colocava de castigo por sete dias.

_ Então... Que fique isolada fora do acampamento sete dias e depois ela poderá ser trazida de volta.

Miriã deveria ficar envergonhada por ter ofendido não somente Moisés, mas também a Deus que o havia honrado com a sua posição!

Ela foi obrigada há passar sete dias em reclusão fora do arraial (a primeira menção de prisão como castigo entre os israelitas).

O povo teve que ficar acampado ali durante toda essa semana, detido por causa dela.

Deus foi misericordioso, mas manteve a disciplina.

Como a sua insubordinação foi pública, todos foram envolvidos na humilhação e castigo que ela sofreu.

Em seguida, o povo seguiu viagem pelo deserto em direção ao norte até Cades-Barnéia, no deserto de Parã, onde acampou outra vez.

Em Cristo!

A seguir: Chegando a Cades Barnéia

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Números 12: 2-9 - Respeitem os ungidos de Deus

Respeitem os ungidos de Deus

Números 12: 2-9

Miriã chama Arão para falar de Moisés;

_ Que vergonha! Casado com uma negra!

_ Pois é, Miriã...

_ Ele acha que pode fazer o que quiser só porque fala com Deus...

_ Hum...

_ E será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés, Arão?

_ Não sei...

_ Claro que não! Ele é profeta, mas nós também não somos?

_ Somos!

_ Claro que somos! E Deus o deixa viver nessa pouca vergonha?

_ Já falou com ele minha irmã?

_ Mas ele me ouve? Claro que não! A cuxita mexeu com a cabeça dele...

No hebraico o verbo falaram (versículo 1) está no feminino singular, indicando que Miriã foi quem tomou a iniciativa.

Antes de criticarmos os outros, pensemos bastante em nossos motivos: muitas vezes o que justificamos como "crítica construtiva" não passa de ciúmes destrutivos, pois a maneira mais fácil de nos elevar é baixar a reputação alheia.

O SENHOR, porém, sabia o que se passava.

Eles não tinham motivo algum para tal atitude, pois Moisés era um homem muito manso e humilde, mais do que qualquer outro que havia na terra.

Mansidão não é fraqueza, ao contrário, ela consiste em uma índole calma, pacífica, que não se deixa provocar facilmente.

Existem promessas especiais para os mansos, e essa qualidade deve ser cultivada em nós, exemplificada em Cristo.

Ser manso é, afinal de contas, ser obediente a Deus e fazer a Sua vontade.

É importante salientar que Moisés não era naturalmente humilde, ele desenvolveu essa qualidade como resultado dos 40 anos passados na dura escola do deserto de Midian.

Só um homem humilde sabe como ser submisso diante de Deus e de seus subordinados e ao mesmo tempo ser um líder valente e dinâmico.

Não há lugar na obra de Deus para um líder que crê ter a prerrogativa de dominar a seus colaboradores sendo um ditador.

Bom, voltando ao caso...

Imediatamente o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã:

_ Dirijam-se à Tenda do Encontro, vocês três, pois tenho a tratar com vocês um assunto de família.

E os três foram para lá.

Então o Senhor desceu numa coluna de nuvem e, pondo-se à entrada da Tenda, chamou Arão e Miriã.

Os dois vieram à frente, e ele disse:

_ Ouçam as minhas palavras...

_ Sim Senhor!

_ Quando entre vocês há um profeta do Senhor, a ele me revelo em visões e em sonhos falo com ele, certo?

_ Certo Senhor.

_ Pois bem, não é assim, porém, com meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.

_ Como assim Senhor?

_ Com ele falo face a face, claramente, e não por enigmas; e ele vê a forma do Senhor.

Nenhum outro profeta no Velho Testamento teve este relacionamento com o SENHOR.

Que exemplo para nós!

_ Por que não temeram criticar meu servo Moisés?

_ Hugt...

O engano fundamental de Miriã foi à falta de respeito e a rebelião contra a autoridade legalmente constituída por Deus.

Agora, preste atenção meu prezado leitor, em algo que vou lhe dizer...

Os erros de critério por parte dos líderes que Deus chama nos dias de hoje, não são uma desculpa para negar-lhes nosso leal apoio.

Por exemplo, Davi permaneceu leal em palavra e de fato ao rei Saul, mesmo apesar deste querer matá-lo.

Ele disse: "Guarde-me meu Deus de estender minha mão contra o seu ungido" (1 Sam. 26: 11).

Ainda que Cristo condenasse a hipocrisia dos fariseus, ordenou a seus discípulos que cooperassem com eles como os dirigentes legítimos da nação (Mat. 23: 3).

Particularmente eu tive a felicidade de conhecer e aprender com alguns destes homens.

Devo muito do que aprendi e da paixão pela palavra de Deus ao meu primeiro e sempre querido Pastor Jonas.

Atualmente tenho sido entusiamado pela jovialidade e inquietude do jovem Pastor Weber a quem devo respeito e admiração.

Como se não bastasse estas duas pessoas maravilhosas em minha vida, tenho ainda um outro ungido na família, meu irmão, o Pastor Tiago.

Portanto, como o leitor pode perceber, corro grande perigo ao mexer com estes homens ungidos por Deus tão próximos de mim...

Depois disso, Deus saiu da porta da tenda, em sinal de seu grande desgosto, não esperando por suas respostas.

A saída de Deus da presença deles era o mais triste símbolo de seu descontentamento.

Deus nunca se afasta de nós, até que nosso pecado e insensatez o leva de nós.

Mas assim que Ele os deixou, algo muito estranho aconteceu com Miriã...

Como veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O castigo de Miriã.

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Números 12: 1 - A esposa negra de Moisés

A esposa negra de Moisés

Pouco sabemos sobre a vida íntima de Moisés, pois ele foi muito discreto a esse respeito.

Quando fugiu do Egito aos 40 anos era, ao que parece, solteiro, e depois se casou com a midianita Zípora.

Entre uma lei aqui, um mandamento ali, um ritual acolá, Moisés, com aproximadamente 100 anos acaba se casando com uma mulher etíope.

A maioria dos comentaristas acredita que ele tenha se casado talvez depois de se enviuvar.

A bíblia nos informa que esta mulher era uma cuxita e seu nome não é mencionado.

Cuxita é a palavra hebraica para etíope.

Os etíopes são um povo negro, ficando a Etiópia ao sul do Egito e na época eram considerados como uma raça vil e desprezível.

Segundo a Bíblia, descendem de Cush, filho de Cam (Gênesis 10:6), um dos três filhos de Noé (Gênesis 6:10).

O problema é que essa união rebaixou Moisés aos olhos de Miriã e Arão, de quem Moisés era o irmão mais novo.

Parecia ser um problema familiar, mas trouxe à tona os ciúmes que sentiam pela posição e influência de Moisés sobre o povo e eles próprios.

Miriã, mais velha que seus irmãos, era profetisa, esperta, talentosa e ambiciosa.

Arão havia acompanhado Moisés em seu ministério, e fora designado por Deus para o alto cargo de titular do sacerdócio entre o seu povo, cargo esse que deveria continuar a ser desempenhado exclusivamente pelos seus descendentes.

Mas sabe como é família, né?

Logo Arão e Miriã, irmãos de Moisés, começaram a criticar...

O que eles andaram falando?

Falaremos deste babado na próxima postagem...

Em Cristo!

A seguir: Respeitem os ungidos de Deus

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As Sepulturas do Desejo

As Sepulturas do Desejo

Números 11: 31-35

No dia seguinte logo pela manhã começou uma ventania repentina, seguida pelo barulho de coisas caindo...

_ Mas o que é isso?

_ O que será?

Cada um saiu de sua tenda para ver, estupefato, codornas sendo trazidas do mar pelo vento e caindo por todo lado.

Parece que Deus usou o vento para separar esse bando de pássaros de seu lugar de descanso à orla do mar vermelho para trazê-los exclusivamente ao acampamento.

As codornizes chegaram ao acampamento voando a cerca de 90 cm de altura, facilmente apanhadas, em uma nuvem de mais de vinte e cinco quilômetros de comprimento e largura, que cobriu o acampamento por dois dias e uma noite.

Era codorna que não acabava mais, o que menos apanhou, conseguiu 3,5 metros cúbicos de pássaros formando pilhas que chegavam a um metro de altura.

A caça, depois de salgada (como aprenderam no Egito), foi estendida ao sol, para secar (não tinham congelador!) ao redor do acampamento.

Em fim, o SENHOR lhes deu toda a carne que queriam, e ainda muito mais.

E assim começaram a comer carne até enjoar.

Mas, enquanto a carne ainda estava entre os seus dentes a ira do Senhor acendeu-se contra o povo, e muitos morreram de barriga cheia.

A probabilidade é que seus estômagos, tendo sido acostumados com o maná (uma comida leve), não estavam preparados para tão súbita mudança de regime "uma dieta pesada de alimentos sólidos, animais dos quais eles parecem ter comido tão destemperada a um grau de produzir um excesso geral, e em conseqüências fatais.

Numa ocasião anterior lá em Êxodo 16:1-8, estudamos que as suas murmurações foram levantadas pedindo carne porque eles estavam em falta de alimentos.

Mas aqui não existia uma necessidade de alimentos, mas sim o desejo lascivo.

O mal não foi tanto ter saudades de uma comida variada, mas sim de fixar seu desejo nela acima de qualquer coisa, ao ponto de desprezar aquilo que Deus lhes estava dando.

Deus conhece nossos desejos, e somos julgados por Ele, mesmo agora.

Por isso a Palavra de Deus nos diz que devemos nos julgar a nós mesmos, para não sermos julgados - mas quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo (1 Coríntios 11:31-32).

Os que morreram foram enterrados, e o lugar passou a se chamar Quibrote-Hataavá (Sepulturas do Desejo).

Depois deste episódio, eles saíram dali em silêncio e foram acampar num lugar chamado Hazerote.

Em Cristo!

A seguir: A esposa negra de Moisés

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Números 11: 24-30 - A universalidade do evangelho

A universalidade do evangelho

Números 11: 24-30

Então Moisés saiu e contou ao povo o que o Senhor tinha dito.

Reuniu setenta autoridades dentre eles e os dispôs ao redor da Tenda.

O Senhor desceu na nuvem, falou com Moisés e tirou do Espírito que estava sobre ele e o pôs sobre as setenta autoridades.

Quando o Espírito veio sobre eles, profetizaram, mas depois nunca mais tornaram a fazê-lo.

Acontece que dois dos anciãos, chamados Eldade e Medade, que estavam na lista de autoridades, não haviam comparecido à reunião, talvez por bons motivos, mas nem por isso o SENHOR deixou de lhes dar também do Espírito.

O Espírito também veio sobre eles, e profetizaram no acampamento.

Um jovem dedo duro que viu o que acontecia foi correndo contar o que estava acontecendo a Moisés.

_ Ô seu Moisés?

_ Quem está lá fora, veja pra mim Josué.

_ Deixa e ver... É um moleque... Ta lhe chamando.

_ Então o mande entrar.

O jovem entra na tenda de Moisés;

_ Fale rapaz...

_ Seguinte seu Moisés... Eldade e Medade estão profetizando no acampamento...

Este ato profético significa "ressoar os louvores de Deus e decla¬rar sua vontade".

E o equivalente do testemunho que um grupo similar deu no Dia de Pentecostes (At 1.4-8; 2.4,6-18).

A profecia dos setenta deve ter sido proclamações da fidelidade de Deus em vigor até ali na viagem e lembranças da libertação do Egito.

Os setenta anciãos estavam, então, levantando o estado de ânimo do povo no acampamen¬to a favor de Deus.

Josué de quem ainda ouviremos falar muito, não se conteve:

_ Isso é ultrajante! Moisés, meu senhor, proíba-os!

Diante dessa sugestão, Moisés frisou uma lição válida em todos os tempos:

_ Você está com ciúmes por mim?

Nem todos os que efetivamente servem a Deus são comissionados da mesma maneira, e nem todos vão sob a mesma bandeira (Lc 9.49,50).

_ Não, claro que não meu senhor...

Logo após este diálogo entre Moisés e Josué, Moisés fez a clássica proclamação, ressaltando, mesmo naqueles dias antigos, a universalidade do evangelho do Espírito:

_ Olha Josué, quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor pusesse o seu Espírito sobre eles!

Nesta proclamação, o servo do Senhor vê mais que um grupo imediato de pessoas que seria usado em missão especial na obra de Deus; ele projeta este derramamento como possibilidade para todos os filhos de Deus.

Deus pode trabalhar através de quem Ele quiser...

Cuidemos para não pormos obstáculo à Sua obra por motivo de ciúmes!

O invejoso se preocupa mais com o sucesso alheio do que com seu próprio fracasso, motivado por mera competição e concorrência egoísta.

Depois deste incidente sem importância, Moisés mandou todos voltarem para suas barracas.

No dia seguinte logo pela manhã começou uma ventania repentina, seguida pelo barulho de coisas caindo...

Que veremos na próxima postagem.

Em Cristo!


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Números 11: 10-23 - O desabafo de Moisés


O desabafo de Moisés

Números 11: 10-23 

Moisés, um velho homem com mais de oitenta anos, encarregado de liderar um povo tão teimoso até a Terra Prometida, cansou de ouvir gente de todas as famílias se queixando, cada um à entrada de sua tenda e foi reclamar com o Senhor seu Deus!

_ Senhor?

_ Fale Moisés!

_ Ô meu senhor, por que trouxeste este mal sobre este teu servo?

_ Hum...

_ Foi por não te agradar de mim, que colocaste sobre os meus ombros a responsabilidade de todo esse povo?

Infelizmente, este é um sentimento por que passam muitos pastores nas igrejas, levando alguns até a desistir do seu ministério.

_ Por acaso fui eu quem o concebeu? Fui eu quem os trouxe à luz?

Moisés errou em reclamar assim ao SENHOR, pois a carga não era dele: o SENHOR é que estava, não só carregando o povo, mas ele também.

Além do que, o SENHOR lhe havia dado o Espírito Santo para fortalecê-lo.

_ Por que me pedes para carregá-los nos braços, como uma mãe carrega um recém-nascido?

_ Moisés...

_ Onde conseguirei carne para todo esse povo? Eles ficam se queixando contra mim, dizendo: Dê-nos carne para comer! Dê-nos carne para comer!

_ Moisés...

_ Não posso levar todo esse povo sozinho; essa responsabilidade é grande demais para mim.

_ Moisés...

_ Se é assim que vais me tratar, mata-me agora mesmo; se te agradas de mim, não me deixes ver a minha própria ruína.

_ MOISÉS!!!

_ Hugh...

_ Reúna setenta autoridades de Israel, que você sabe que são líderes e supervisores entre o povo.

_ Si-sim.

_ Leve-os à Tenda do Encontro, para que estejam ali com você.

_ Si-sim.

_ Eu descerei e falarei com você; e tirarei sabedoria do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles. Eles o ajudarão na árdua responsabilidade de conduzir o povo, de modo que você não tenha que assumir tudo sozinho.

Perceba que o SENHOR, pacientemente, selecionou setenta homens entre os anciãos, que eram superintendentes do povo, e sobre eles pôs o Espírito que estava sobre Moisés.

Veja bem, não havia mais poder do que antes, somente mais equipamento!

Moisés reclamava do peso do fardo da responsabilidade que levava, mas Deus distribuindo o fardo, mostrou que o poder de Moisés tinha sido sempre suficiente em proporção ao peso desse fardo.

_ Diga ao povo: Consagrem-se para amanhã, pois vocês comerão carne. O Senhor os ouviu quando se queixaram a ele, dizendo: ‘Ah, se tivéssemos carne para comer! Estávamos melhor no Egito! ’ Agora o Senhor lhes dará carne, e vocês vão ter que comer.

_ Entendi...

_ Você vai falar pra eles se purificarem e vestirem suas melhores roupas. É carne que eles querem? Pois pode dizer que amanhã eles vão comer carne.

_ Sim Senhor.

_ Eles não comerão carne apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte, mas um mês inteiro, até que lhes saia carne pelo nariz e tenham nojo dela, porque rejeitaram o Senhor, que está no meio de deles, e se queixaram a ele, dizendo: ‘Por que saímos do Egito? ’ "

_ Senhor?

_ Fale Moisés!

_ Eu estou levando 600 mil homens adultos, sem contar mulheres nem crianças. Onde é que eu vou achar tanto bicho pra matar e dar carne por um mês a esse povo todo e bem no meio de um deserto como esse?

_ Você está dizendo que Meu poder está limitado?

_ Claro que não! Quero dizer... Hã... Perdoe-me Senhor!

_ Amanhã você verá se a minha palavra se cumprirá ou não.

Tendo presenciado e mesmo participado de tantos milagres, parece surpreendente que Moisés mostrou incredulidade quando o SENHOR disse que lhes ia dar tanta carne.

Nós também às vezes esquecemos que Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos (Efésios 3:20).

É fácil confiar em Deus quando vemos Suas obras poderosas (os israelitas haviam visto muitas), mas depois de um tempo, com a rotina da vida, o Seu poder não parece ser tão grande...

Nossa visão dEle é que muda...

Não ele...

Não mesmo!

Em Cristo!

A seguir: A universalidade do evangelho

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Números 11: 4-9 - O povo reclama do maná.

O povo reclama do maná.

Números 11: 4-9

Como é de se imaginar, a multidão dos israelitas atravessando o deserto em direção a uma terra cheia de esperança e riquezas não demorou a chamar a atenção de aventureiros.

Depois de mais de um ano fora do Egito, era normal que houvesse entre os hebreus muitos estrangeiros.

O populacho que estava no meio deles eram os mestiços de israelitas com egípcios.

Eles não podiam se juntar a uma das tribos porque não sabiam a qual pertenciam, nem tinham muita certeza se estavam fazendo bem em seguir junto com o povo, sendo o produto de casamentos mistos.

Por terem sangue egípcio, eles sentiam saudades de sua terra natal.

Deixa-me fazer um pequeno comentário aqui...

Nossas igrejas estão cheias desse tipo de crente...

Querem andar com os crentes, ir à igreja e ter um padrão alto de vida moral...

Mas durante a semana, andam e vivem como o mundo...

Não sabem direito onde pertencem, nem têm certeza se nasceram de novo...

Na maioria das vezes, são estes que originam rebeldia e descontentamento dentro das igrejas...

Gostam de ter um banquete na igreja, mas não vêm aos estudos bíblicos...

Não se sentem bem nem na igreja, nem no mundo...

Ô gente complicada!

E foi justamente este populacho que começou uma crise reclamando da falta de carne.

_ Ah, se tivéssemos carne para comer…

_ Ah, uma boa carne assada de panela agora…

_ Ah, uma coxinha de galinha…

Em pouco tempo os israelitas se deixaram contaminar pela insatisfação.

_ Eu tô me lembrado dos peixes que comíamos de graça no Egito...

_ Ô tempo bom... E os pepinos?

_ Hhummm...

_ Nem fala. E as sucolentas melancias, os alhos porós, as cebolas e os alhos?

_ Puxa vida, é verdade, nós éramos felizes e não sabíamos.

_ Pois é. Mas e agora? O que é que a gente come?

_ Maná!

_ O tempo todo é só maná!

_ Um inferno! Maná com leite de cabra de manhã...

_ Maná com água no almoço...

_ Maná puro no jantar...

_ Aos fins de semana, pão de maná...

_ Bolo de maná, omelete de maná, sopa de maná...

_ Maná, maná, maná!

_ Meus filhos estão ficando amarelos de tanto comerem maná...

_ E os meus? Até perderam o apetite, nunca viram nada, a não ser este maná!

Antes de você condená-los por isso, convém meditar sobre as coisas o que ocupam sua atenção na maior parte do tempo...

Você está grato por aquilo que Deus lhe tem dado, e pelas maravilhosas coisas que Ele lhe tem preparado no céu? Hum?

Ou você vive sempre pensando sobre as coisas que está perdendo?

As coisas deste mundo que você gostaria de ter? Hum?

Veja bem, todas as manhãs (menos ao sábado) o povo de Israel abria suas tendas e presenciava um milagre...

O pão que Deus lhes dava.

A Bíblia descreve o maná novamente para nós, nesta passagem...

O maná era um alimento maravilhoso, contendo tudo o que precisavam para seu sustento, e contribuindo para a sua saúde também.

Por exemplo, lemos que através de toda a sua caminhada pelo deserto, os seus pés não se inchavam. (Deuteronômio 8:4).

Mas agora, almejando a carne sobre tudo, desprezavam o mais excelente e versátil dos alimentos.

O maná é uma figura do Senhor Jesus, e da Palavra de Deus que O revela para nós.

Muitos, em nossas igrejas, infelizmente também se cansam de aprender de Cristo e não têm mais muita vontade de estudar a Sua Palavra...

Já se enjoaram dela!

Procuram se alimentar com outra coisa, desprezando o que Deus lhes deu...

O descontentamento desse populacho contaminou os israelitas e sua atenção se desviou daquilo que haviam recebido (liberdade, nacionalidade, a lei, o sacerdócio, e uma terra que os estava esperando ao fim da viagem) e passaram a concentrar sua atenção em outras coisas que gostariam de ter: um cardápio variado com peixes e verduras inexistentes no deserto.

Era a concupiscência da carne, espalhando como uma enfermidade, fazendo-os chorar como crianças à porta das suas tendas.

Eles esqueceram o jugo que haviam carregado no Egito em troca dessa comida.

E a choradeira do povo foi ficando insuportável.

A ira do SENHOR se acendeu grandemente, e Moisés se achou novamente na posição de intermediário.

Sua paciência estava, parece, chegando ao fim.

Como veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O desabafo de Moisés

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Números 11: 1-3 - A primeira reclamação

A primeira reclamação

O povo de Israel já havia deixado o Sinai e a caminhada mal havia começado, e já se mostrava a dura realidade de enfrentar um deserto seco e quente durante o dia e úmido e frio durante a noite.

Desacostumados com as fadigas de uma viagem como esta, se viam vagando nas profundezas de um deserto menos montanhoso, mas muito mais sombrio e desolado do que o do Sinai.

Sem qualquer perspectiva de ver o país rico que havia sido prometido, eles caíram em um estado de insatisfação veemente, que foi ventilada a uma jornada cansativa e aparentemente infrutífera.

Como você verá daqui pra frente, quando surgirem os problemas, o povo se queixará.

Nisto pecaram, e sua experiência nos trará lições importantes.

Enquanto caminhavam, olhavam o deserto enorme com extremo pessimismo.

Em suas murmurações diziam que o deserto parecia uma armadilha de morte.

Aterrorizados por sua própria imaginação, começaram a predizer toda sorte de mal que ali lhes aconteceriam.

Sempre que o povo se queixava, a Glória do SENHOR aparecia.

E foi o que aconteceu...

Quando Deus os ouviu, a sua ira acendeu-se...

O desagrado de Deus se manifestou contra os autores da murmuração pelo fogo enviado de uma maneira extraordinária.

O fogo vindo da parte do Senhor atingiu algumas extremidades do acampamento, começando um incêndio.

Não sabemos se o fogo do SENHOR consumiu somente algum material que se encontrava em volta do arraial, ou se também atingiu pessoas.

Mas é digno de nota, no entanto, que o descontentamento parece ter sido apenas nas extremidades do campo, onde, com toda a probabilidade, "uma multidão mista" tinha seu espaço, pois não faziam parte de nenhuma das tribos.

Por ocasião deste episódio, colocaram o nome do local de Taberá, que significa queimada.

O susto serviu para todos aprenderem que Deus não se agradava das suas reclamações.

Podemos estar certos que Ele também se desagrada com muitos cristãos que vivem criticando e reclamando hoje em dia.

Estão sempre achando defeitos, e nada os satisfaz.

Você conhece gente assim?

Deixa pra lá...

Apavorados, foram correndo pedir ajuda a Moisés...

Como Moisés era um grande homem de oração, estava sempre pronto para interceder por outros.

Então Moisés foi conversar com Deus e sua intercessão resultou no fim do incêndio.

De qualquer forma foi um aviso, e por ter se extinguido quando Moisés orou pelo povo, ficou claro que era de origem divina.

Bom, depois dessa, era de se esperar que o povo e a turma de estrangeiros parassem de reclamar, né?

Mas não foi o que aconteceu...

Aliás, estes estrangeiros, mestiços de israelitas com egípcios, vão aprontar na próxima postagem...

Até lá!

Em Cristo!

A seguir: O povo reclama do maná.

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Números 10: 29-36 - Moisés convida Hobabe

Moisés convida Hobabe

Números 10: 29-36

_ Ué! Pra onde este povo todo tá indo?

_ A gente tá indo para um lugar aí que Deus nos prometeu.

_ Hum...

_ E ele prometeu também fazer de Israel uma nação grande e rica.

_ É mesmo?

_ Claro! Venha conosco e lhe trataremos bem, pois o Senhor prometeu boas coisas para Israel.

_ Hum… Não, não irei; Vou voltar lá pra Midiã, que lá eu tenho minha casinha, meu povo, minha vidinha…

_ Por favor, não nos deixe Hobabe. Veja bem, você sabe onde devemos acampar no deserto e pode ser o nosso guia... O que você acha?

Como morador do deserto, Hobabe estava bem familiarizado com sua topografia e seus caminhos e sabia onde procurar água.

Um detalhe me chama atenção aqui...

Moisés sabia que o SENHOR iria conduzi-los pelo deserto?

Sabia!

Portanto não precisava de um "guia", como seu cunhado, certo?

Estaria ele perdendo a sua fé no SENHOR, garantindo-se com um guia?

Não sabemos...

Infelizmente os cristãos muitas vezes procuram os "especialistas", pessoas sem qualquer discernimento espiritual, para lhes dar orientação.

Com isto, elas se desviam da verdade e com freqüência passam a ser exploradas por homens sem escrúpulos.

Cristo deve ser o nosso único guia, e é ele quem deve liderá-lo e guiá-lo, mediante o seu Espírito, e a Sua Palavra.

Voltemos a resposta de Hobabe;

¬_ Não sei não...

_ Olha, se vier conosco, partilharemos com você todas as coisas boas que o Senhor nos der.

_ Tá bom. Eu topo!

_ É isso aí, Hobabe! Você não vai se arrepender.

_ Eu espero...

Então eles partiram do monte do Senhor, essa primeira etapa da viagem foi uma caminhada leve de três dias.

A arca da aliança do Senhor foi à frente deles durante aqueles três dias para encontrar um lugar para descansarem.

A nuvem do Senhor estava sobre eles de dia, sempre que partiam de um acampamento.

A partida dos filhos de Israel, em sua marcha para a Terra Santa, foi uma demonstração de fé e esperança.

Sempre que a arca partia, Moisés dizia: "Levanta-te, ó Senhor! Sejam espalhados os teus inimigos e fujam de diante de ti os teus adversários".

Sempre que a arca parava, ele dizia: "Volta, ó Senhor, para os incontáveis milhares de Israel".

Sobre Moisés descansava a maior responsabilidade.

Estas eram sua oração matutina na qual pedia uma boa jornada diurna e sua oração vespertina na qual pedia descanso e proteção.

E a viagem transcorreu assim, feliz e harmoniosa.

Pelo menos por um tempo.

Porque quando o povo chegou em Taberá…

Bom, na próxima postagem eu falo de Taberá.

Em Cristo!

A seguir: A primeira reclamação
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Números 10: 11-28 - Em fim a primeira viagem!

Em fim a primeira viagem!

Números 10: 11-28

Era mais um dia no acampamento dos Israelitas e tudo parecia calmo e tranqüilo, apesar da eminente ansiedade em que tomava conta do povo.

Todos os que andavam pelo acampamento não tiravam os olhos da nuvem de fumaça que pairava sobre o Tabernáculo.

Avisados de que a qualquer momento o acampamento se levantaria, estavam com suas malas prontas e, portanto preparados para surpreendente a viagem.

De repente...

_ Ei?

_ Olhem lá...

_ A Nuvem...

_ Está se movendo...

_ Huhuuu!

_ Vivaaaaa!

_ Glória a Deus!

Depois de um mês e 19 dias sobre o tabernáculo, a nuvem se levantou de cima da tenda que guardava as tábuas da aliança.

_ Arão!

_ Pois não Moisés!

_ Reúna imediatamente seus filhos e diga para tocarem as trombetas pra avisar o povo da partida.

_ Tudo bem, é pra já!

Então os filhos de Arão tocaram as trombetas no tom combinado para o ajuntamento diante do Tabernáculo.

Como o povo já estava preparado, logo todos partiram seguindo a ordem estabelecida.

Primeiro saiu o grupo que marchava sob a bandeira da tribo de Judá, acampados a leste.

Então o Tabernáculo foi desarmado e os gersonitas e meraritas saíram carregando a tenda.

Depois foi a vez do grupo da tribo de Rúben, seguidos pelos coatitas, que carregavam os objetos sagrados do Tabernáculo.

Esse intervalo era importante, para que quando os coatitas chegassem ao novo acampamento já encontrassem os gersonitas e meraritas com o tabernáculo já armado.

Depois dos coatitas partiram o grupo da tribo de Efraim, e por último o grupo de Dã.

Finalmente, atrás de todo o povo de Israel veio uma pequena multidão de gente, mestiços de raça israelita/egípcia.

Essa era a ordem que os exércitos israelitas seguiam quando se punham em marcha.

E assim partiram pela primeira vez, conforme a ordem do Senhor anunciada por Moisés.

Esta foi à primeira jornada dos israelitas, quando partiram do deserto do Sinai, onde tinham acampado durante quase um ano e meio.

Enquanto marchavam, Moisés conferia se tudo estava organizado como Deus havia estabelecido, e no meio daquela multidão toda, Moisés encontrou seu cunhado Hobabe, filho de Jetro, seu sogro.

_ Hobabe?

_ Moisés?

_ Você por aqui?

Continua na próxima postagem...

Em Cristo!

A seguir: Moisés convida Hobabe
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Números 10: 1-10 - O celular de Moisés.

O celular de Moisés.

Números 10: 1-10

Passados mais de um ano desde que partiram do Egito, e tendo aprendido tudo a respeito da Lei e estando mais maduros espiritualmente, o povo agora aguardava ansiosamente o momento em que a nuvem de fumaça se deslocaria, anunciando a partida rumo a terra prometida.

A ansiedade era tanta que o povo não agüenta mais ficar parado na planície do Sinai esperando alguma coisa acontecer.

Até que por fim, chega o momento de receber as últimas instruções antes de levantar o acampamento e prosseguir rumo à Terra Prometida.

E é exatamente para tratar sobre este assunto que Deus chama Moisés:

_ Moisés?

_ Estou aqui Senhor!

_ Está na hora de se prepararem para a partida.

_ Que boa notícia Senhor. Mas o que devo fazer?

_ Faça duas cornetas de prata batida a fim de usá-las para reunir a comunidade e para dar aos acampamentos o sinal para partirem.

Moisés precisaria de um instrumento que emitisse vários sinais para a comunicação interna do acampamento.

E a trombeta era perfeita para esse fim.

Uma espécie de celular, para a época.

Ele precisaria twittar com seus seguidores... Ou enviar torpedos... Algumas mensagens...
_ E como vai funcionar este instrumento?

_ Explique ao povo que quando as duas cornetas tocarem, a comunidade inteira se reunirá diante de você, à entrada do Tabernáculo.

_ Certo.

_ E quando você tocar apenas uma, os líderes, chefes dos clãs de Israel, se reunirão diante de você.

_ Só isso?

_ Não, tem mais. Quando a corneta der um toque de alerta, as tribos acampadas a leste deverão partir.

_ Hum...

_ Ao som do segundo toque, os acampamentos do lado sul partirão. O toque de alerta será o sinal para partir.

_ Tem mais?

_ Sim. Quando o povo estiver reunido em frente ao tabernáculo, toque novamente as duas cornetas, mas agora com um som diferente, este será o sinal para o povo marchar.

_ E quem vai tocar as trombetas?

_ Os filhos de Arão, os sacerdotes, tocarão as cornetas.

_ Tudo bem! Mais alguma informação sobre as trombetas Senhor?

_ Sim. Quando em sua terra vocês entrarem em guerra contra um adversário que os esteja oprimindo, toquem as cornetas; e o Senhor, o Deus de vocês se lembrará de vocês e os libertará dos seus inimigos.

_ Amém!

_ Também em seus dias festivos, nas festas fixas e no primeiro dia de cada mês, vocês deverão tocar as cornetas por ocasião dos seus holocaustos e das suas ofertas de comunhão, e elas serão um memorial em favor de vocês perante o seu Deus.

_ Não esqueceremos disso!

_ Eu sou o Senhor, o Deus de vocês".

_ Amém Senhor!

Então saiu da presença do Senhor e tratou logo de explicar aos líderes do povo o negócio das trombetas, pois no dia seguinte iria sair de cima do Tabernáculo.

O interessante é que, mesmo com todas as manifestações da guia, presença e proteção de Deus, o Senhor também usava essas trombetas a fim de lembrar a Israel sobre Sua presença e cuidado.

Tanto pela vista (a nuvem e o fogo) como pelo som (as trombetas) eles tinham lembretes especiais da direção e presença de Deus entre eles.

Em Cristo!
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Números 9:1-23 - A segunda Pácoa

A segunda Pácoa

Números 9:1-23 

Então, como eu disse na postagem anterior, os israelitas tinham saído do Egito já fazia quase um ano, certo?
Não se dá o dia exato, mas é no mês em que se montou o Tabernáculo, o mês anterior ao censo.

E é exatamente sobre isso que Deus foi falar com Moisés:

_ Moisés?

_ Senhor?

_ Já vai fazer um ano que vocês saíram do Egito.

_ Hum...

_ A partir do pôr-do-sol do dia 14 deste mês vocês vão comemorar a Páscoa, de acordo com todas as suas leis e ordenanças.

_ Certo.

_ Então vá lá e avisa o povo.

Moisés tratou logo de lembrar aos israelitas que no dia 14 ia ter a comemoração da Páscoa.

Esta foi a segunda páscoa e a primeira depois da promulgação da lei.

Os israelitas fizeram tudo conforme o Senhor tinha ordenado a Moisés.

Mas alguns deles não puderam celebrar a Páscoa naquele dia porque se haviam tornado impuros por terem tocado num cadáver.

Por isso procuraram Moisés e Arão naquele mesmo dia;

_ Moisés?

_ Fala Arão...

_ Tem um pessoal aí fora querendo falar com a gente.

_ Vamos lá falar com eles...

Minutos depois...

_ E então, qual é o problema?

_ É... Hum... O problema é o seguinte... Nós nos tornamos impuros por termos tocado num cadáver, mas por que deveríamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao Senhor na ocasião própria, como os demais israelitas?

_ O que você acha Arão?

_ Pois é, eu não sei...

_ Bom, esperem até que eu saiba o que o Senhor ordena a respeito de vocês... Vou consultá-lo.

Mais uma vez, Moisés não ofereceu nenhuma solução sem procurar a direção divina.

Algumas horas depois...

_ E então Senhor, o que faço?

_ Diga aos israelitas que quando algum de vocês ou dos seus descendentes se tornar impuro por tocar algum cadáver ou estiver distante por motivo de viagem, ainda assim poderá celebrar a Páscoa do Senhor.

_ Entendi...

_ Eles devem tomar o cuidado pra não encostarem em nenhum cadaver até lá. Se alguém estiver impuro no dia da festa, deverá celebrar no dia 14 do mês seguinte. E a celebração deverá ser completa, com as ervas amargas, o pão sem fermento, o sangue no umbral da porta, tudo.

_ Entendi...

Desde o dia em que foi armado o tabernáculo, a tenda que guarda as tábuas da aliança, a nuvem o cobria, desde o entardecer até o amanhecer, tinha a aparência de fogo.

Era assim que sempre acontecia: de dia a nuvem o cobria, e de noite tinha a aparência de fogo.

E a partir de agora, sempre que a nuvem se levantasse de cima da Tenda, os israelitas partiriam e acampariam no lugar em que a nuvem parasse.

Conforme a ordem do Senhor os israelitas partiam, e conforme a ordem do Senhor, acampavam.

Enquanto a nuvem estivesse por cima do tabernáculo, eles permaneciam acampados.

Enquanto a nuvem ficava sobre o tabernáculo por muito tempo, os israelitas cumpriam suas responsabilidades para com o Senhor, e não partiam.

Às vezes a nuvem ficava sobre o tabernáculo poucos dias; conforme a ordem do Senhor eles acampavam, e também conforme a ordem do Senhor, partiam.

Outras vezes a nuvem permanecia somente desde o entardecer até o amanhecer, e quando se levantava pela manhã, eles partiam.

De dia ou de noite, sempre que a nuvem se levantava, eles partiam.

É extraordinariamente atraente o relato da forma em que dependeram os Israelitas da direção pessoal de Deus.

Deus escolheu a rota, os lugares de repouso e a longitude da permanência em cada um deles.

O sinal visível de sua presença no deserto deve ter sido grandemente animador, pois proporcionava um vigoroso incentivo para a fé.

E é justamente o que vai acontecer nas próximas postagens.

Em Cristo!

A seguir: O celular de Moisés.

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Números 8: 1-27 - A purificação dos levitasA purificação dos levitas

A purificação dos levitas

Números 8: 1-27 

Depois de estarem com suas tarefas definidas e com a estrutura para iniciar os trabalhos, faltavam poucos detalhes para os Levitas iniciarem seus trabalhos.

E é disso que Deus vai falar com Moisés:

_ Moisés?

_ Senhor?

_ Precisamos organizar o evento de purificação e dedicação dos levitas.

_ Sim.

_ Para começar, diga a Arão para preparar as sete lâmpadas para iluminar a área da frente do candelabro.

_ Ok! E depois?

_ Depois você vai separar os levitas do meio dos israelitas e os purificar.

_ E como será esta purificação?

_ A purificação deles será assim: você aspergirá a água da purificação sobre eles; fará com que rapem o corpo todo e lavem as roupas, para que se purifiquem.

_ Só isso?

_ Não. Depois eles trarão um novilho com a oferta de cereal da melhor farinha amassada com óleo; e você trará um segundo novilho como oferta pelo pecado.

_ Entendi...

_ Depois você levará os levitas para a frente da Tenda do Encontro e reunirá toda a comunidade de Israel.

_ E depois?

_ Em seguida você levará os levitas à presença do Senhor, e os israelitas imporão as mãos sobre eles.

_ E o Arão terá alguma atuação neste ritual?

_ Sim. Arão apresentará os levitas ao Senhor como oferta ritualmente movida da parte dos israelitas: eles serão dedicados ao trabalho do Senhor.

_ Mais alguma coisa?

_ É somente isso. Podem começar os preparativos.

_ Ok! Começaremos agora!

Depois disso Moisés e Arão fizeram tudo conforme Deus ordenou.

Após a cerimonia da purificação, os levitas passaram a ministrar na Tenda do Encontro sob a supervisão de Arão e dos seus filhos. 

O povo já estava lá no Sinai há um bom tempo, aproximadamente a quase um ano.

Estava chegando o momento de começar a viagem rumo a Canaã.

Eu particularmente estou ansioso com esta partida...

E ela se dará logo alí... No capítulo 10. será um grande evento!

Aguarde!

Em Cristo!


A seguir: A segunda Pácoa

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Números 7:1-89 - As ofertas dos chefes das doze tribos de Israel

As ofertas dos chefes das doze tribos de Israel

Números 7:1-89

Terminando Moisés de montar o Tabernáculo, ele ungiu, consagrou e fez tudo conforme Deus havia ordenado.

A finalização da montagem do Tabernáculo, foi saudado como uma ocasião esperançosa, disseminando uma grande alegria e gratidão por todo a população de Israel.

Neste mesmo dia, os chefes das tribos, vieram trazer suas ofertas.

_ Moisés?

_ Fala Arão!

_ Tem vários líderes lá fora querendo falar com você.

_ E o que eles querem?

_ Cada um dos doze líderes tribais trouxe uma série de presentes caros e ofertas especificadas.

_ E o que eles trouxeram?

_ Os líderes tribais se uniram para fornecer seis carroças cobertas e doze bois para puxá-los, para a utilização dos levitas na execução das tarefas do Tabernáculo, que foram atribuídos a eles

_ Hum... São doze líderes... Seis carroças... Doze bois...

_ A oferta corresponde a um boi de cada líder e uma carroça de cada dois líderes.

_ Entendi... Mas não posso aceitar esta oferta até que seja especificamente autorizada pelo Senhor.

Aguarde aí!

_ Certo!

Então Moisés entrou na Tenda do Encontro para falar com o Senhor.

Moisés ouvia a voz que lhe falava do meio dos dois querubins, de cima da tampa da arca da aliança.

Era assim que o Senhor falava com ele.

_ Senhor?

_ Fale Moisés!

_ Mal acabamos de levantar o tabernáculo e os líderes estão aguardando lá fora para entregar uma oferta. O que faço?

_ Aceite as ofertas deles para que sejam usadas no trabalho da Tenda do Encontro.

_ O que que farei com esta oferta?

_ Entregue-as aos levitas, conforme exigir o trabalho de cada homem".

As carroças e os bois eram uma oferta voluntária que foi recebida com gratidão pelos levitas para efetuar o transporte.

Moisés deu duas carroças e quatro bois aos gersonitas, conforme exigia o trabalho deles, e quatro carroças e oito bois aos meraritas, conforme exigia o trabalho deles.

Os gersonitas transportavam menos do que os meraritas.

Mas aos coatitas Moisés não deu nada, pois eles deveriam carregar nos ombros os objetos sagrados pelos quais eram responsáveis.

Os coatitas não receberam carroças, pois não estava a seu cargo a armação do Tabernáculo.

Encarregavam-se da arca, a mesa do pão da proposição, etc.

Essas coisas eram levadas ao ombro, sobre varas.

Moisés foi até aos líderes e disse que o Senhor havia aceitado a oferta deles de bom grado.

Para não haver tumulto, a oferta não foi entregue toda no mesmo dia.

Quem entregou primeiro foi Nasom, chefe da tribo de Judá, que trouxe ao Tabernáculo uma bandeja de prata de um quilo e meio, uma bacia de prata de oitocentos gramas (tanto o prato como a bacia cheios de farinha e azeite para oferta de cereais), um prato de ouro de cento e quinze gramas cheio que de incenso, um touro novo, um carneiro e um carneirinho de um ano para serem queimados no altar, um bode para ser oferecido pelo perdão dos pecados, mais dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco carneirinhos de um ano.

No dia seguinte o chefe da tribo de Issacar, Netanel, trouxe uma oferta idêntica.

E assim fizeram todos os outros chefes; o Eliabe, o Elisur, o Selumiel, o Eliasafe, o Elisama, o Gamaliel, o Abidã, o Aiezer, o Pagiel e por último o Aira.

Cada um trazendo uma oferta igual ao de Nason.

Ao todo foram o total de vinte oito quilos e oitocentos gramas de prata, doze vasilhas de ouro cheias de incenso onde cada uma pesava cento e vinte gramas, mais os animais que foram doados.

Estes presentes e ofertas mencionados em detalhes precisos são uma lembrança viva de que Deus está interessado em cada parte do serviço espiritual prestado pelo seu povo.

Nos mostra também o quanto cada tribo estava inteiramente dedicada com o sustendo do Tabernáculo e dos sacerdotes.

Em Cristo!

 A seguir: A purificação dos levitas