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Números 16: 41-50 - Rebelião contra Deus mata catorze mil e setecentas pessoas.


Rebelião contra Deus mata catorze mil e setecentas pessoas.

Números 16: 41-50

A morte dos rebeldes era para ser um aviso para os israelitas a fim de que nenhuma pessoa que não fosse descendente de Arão viesse a queimar incenso diante do SENHOR...

Depois da lição aprendida, tudo aparentava voltar à normalidade.

Mas quem disse que esse povo consegue viver sem murmuração?

Pois é, já no dia seguinte ocorreu um notável exemplo da determinação do coração do homem para ignorar os juízos de Deus.

Seria difícil encontrar um exemplo mais ressaltante de rebelião depois de uma demonstração tão impressionante da desaprovação divina como a que tinha sido presenciada.

É impressionante!

Deve ser por causa do tédio no meio do deserto, sei lá...

_ Vocês... Moisés e Arão... Vocês foram os culpados pela morte do povo de Deus, o SENHOR!

É de admirar como o povo aparentemente tinha dificuldade em compreender que o SENHOR era quem os estava disciplinando para que aprendessem a confiar nEle e a obedecê-lO.

Era realmente um povo de dura cerviz, como o Senhor havia declarado antes a Moisés (Êxodo 32:9, etc.).

O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e o ceticismo, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade.

Vigiemos se estivermos descontentes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as conseqüências serão sérias para nós.

Enquanto a mera murmuração mais uma vez já dava passos de ameaças e violência física contra Moisés e Arão, a nuvem do Senhor cobria a Tenda Sagrada.

Neste momento fez-se o silêncio no acampamento…

Silêncio absoluto.

A Glória do SENHOR novamente apareceu, como em todas as outras ocasiões, dentro da nuvem que desceu e cobriu a tenda da congregação.

Moisés e Arão foram correndo até a frente da Tenda, Deus tinha algo a falar para eles.

Enquanto caminhavam em direção ao Tabernáculo, o povo agora se mantinha apreensivo.

_ Moisés?

_ Sim meu Deus.

_ Saiam do meio desse povo, pois vou destruí-lo agora mesmo!

Imediatamente Moisés e Arão se ajoelharam e encostaram o rosto no chão.

Outra vez coube ao afrontado, Moisés, interceder pelo povo.

Só que dessa vez parecia tudo perdido mesmo.

Mais do que em outras ocasiões, Deus estava bem disposto a acabar com o povo que escolhera.

Porém Moisés, numa súbita inspiração, resolveu tentar um último esforço;

_ Arão, rápido!

_ O que foi?

_ Pegue o seu queimador de incenso, ponha nele algumas brasas do altar e jogue incenso em cima delas. E vá depressa até o lugar onde o povo está e ofereça o sacrifício para conseguir o perdão dos pecados deles.

_ Mas não deveríamos sacrificar um animal?

_ Não vai dar tempo para escolher um animal e sacrificá-lo, pois a ira do SENHOR apareceu, e já começou uma epidemia!

_ Já estou indo.


Então Arão pegou o queimador de incenso, conforme Moisés havia mandado, e correu para o meio do povo.

Algumas pessoas já começavam a passar mal, a vomitar e desmaiar.

Em poucos segundos a epidemia mandada por Deus já fazia seus primeiros mortos.

Quando viu que a epidemia já havia começado, Arão saiu correndo entre o povo, deitando incenso nele à medida que corria, finalmente parando entre os mortos e os vivos.

Com isso a epidemia parou...

O incenso era um símbolo de mediação e intercessão.

Geralmente o incenso se oferecia só diante do altar de ouro, dentro do santuário.

Mas agora, por ordem de Moisés, Arão o levou entre o povo, demonstrando assim sua autoridade procedente de Deus, e o poder de Deus que fazia nele e mediante ele.

Naquela epidemia morreram catorze mil e setecentas pessoas.

O impressionante é que Arão não teve medo de se contaminar com a epidemia.

Ele foi aqui um símbolo de Cristo, que desceu entre os pecadores e se converteu a si mesmo em sacrifício por eles.

Enquanto o incenso ilegítimo oferecido por Coré provocou a ira de Deus, o incenso do sumo sacerdote escolhido por Deus apaziguou sua ira.

Desta forma, pela segunda vez o sacerdócio de Arão é vindicado contra os seus críticos e é demonstrado o seu valor prático.

Quando acabou a epidemia, Arão voltou para a entrada da Tenda, onde Moisés estava.

Em Cristo!

A seguir: A Vara De Arão Floresce 

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Números 16: 18-40 - O julgamento sobrenatural dos rebeldes.

O julgamento sobrenatural dos rebeldes.

Números 16: 18-40 

No dia seguinte Coré foi com seus seguidores até a porta do Tabernáculo, cada um trazendo seu queimador de incenso.

Moisés e Arão já estavam esperando...

Depois que todos se acomodaram, a glória do SENHOR apareceu a todo o povo e o SENHOR disse a Moisés e a Arão:

_ Saiam do meio dessa gente, pois eu vou acabar com eles agora mesmo.

O juízo do SENHOR veio severo e rápido.

Não fosse pela intercessão de Moisés e Arão, Ele teria consumido a congregação toda.

_ Ó Deus, tu dás vida a todos. Será que por causa do pecado de uma só pessoa vais ficar irado com todo o povo?

_ Tudo bem Moisés. Mas avisem aos israelitas para se afastarem das tendas de Coré, Datã e Abirão.

Moisés e Arão mandaram a ordem correr pelo acampamento.

_ Afastem-se das barracas desses homens maus e não toquem em nada que seja deles; se não, vocês também serão destruídos por causa dos pecados deles.

Aí o povo se afastou das barracas de Corá, Datã e Abirão.

Datã e Abirão saíram e ficaram na entrada da sua barraca, com as suas mulheres e filhos.

Fez-se o silêncio no acampamento…

Silêncio absoluto.

Até o vento parou de soprar…

Depois de alguns minutos de desconforto causados pela quietude, Moisés resolveu falar:

_ Atenção povo de Israel! Vocês viram o que esses homens fizeram. Pois muito bem... Se nada acontecer a eles agora, então é porque eles estão certos e eu não fui escolhido por Deus. Mas se acontecer alguma coisa esquisita…

_ Como assim Moisés?

_ Se estes homens tiverem morte natural como todos os outros, sem nenhum castigo de Deus, então o SENHOR não me enviou.

Moisés anuncia que um espetacular julgamento cairá sobre os rebeldes.

_ Mas, se ele fizer acontecer alguma coisa fora do comum, e se a terra se abrir e engolir essa gente com tudo o que eles têm, e eles descerem vivos para o mundo dos mortos, vocês ficarão sabendo que estes homens rejeitaram o SENHOR.

Moisés não teve tempo de terminar...

Os rebeldes principais, Corá, Datã e Abirão foram mortos com as suas famílias e seus bens mediante a abertura sobrenatural de fendas na terra embaixo de suas casas, que se fecharam em seguida, sepultando-os vivos com tudo que eles tinham.

O povo entrou em pânico, naturalmente...

Ao ouvirem os gritos deles, todos os israelitas que estavam ali saíram correndo e gritando:

_ Pelamor de Deus! A terra vai engolir a gente também!

Mas ainda faltava o julgamento aos duzentos e cinqüenta homens que haviam oferecido incenso... Um fogo consumidor saiu do Senhor consumindo a todos eles instantaneamente.

Em seguida o Senhor chama Moisés;

_ Moisés?

_ Sim meu Senhor!

_ Diga ao filho de Arão, o Eleazar, recolher do meio dos restos do incêndio os queimadores de incenso que os tais revolucionários empunhavam no momento em que morreram. Os queimadores de incenso são sagrados, você sabe. Então vocês vão mandar fundir os queimadores e fazer com o metal deles finas lâminas. Depois vão usar essas lâminas para fazer uma cobertura para o altar. Isso servirá como memorial do que aconteceu aqui hoje. Assim vocês vão se lembrar que só os descendentes de Arão podem queimar incenso aqui.

Moisés passou a ordem a Eleazar, que começou a recolher os queimadores de incenso do meio das cinzas.

Deus mostrou quais foram seus escolhidos para fazer o serviço do Tabernáculo e que Moisés foi enviado pelo Senhor para fazer todos estes feitos e que do coração de Moisés não procederam nenhum deles, exatamente como Moisés tinha falado (v. 28).

O povo todo ficou com medo e foi para casa, mas isto durou pouco tempo...

Como veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: Rebelião contra Deus mata catorze mil e setecentas pessoas.

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Números 16: 4-17 - A resposta de Moisés a Coré

A resposta de Moisés a Coré

Quando Moisés ouviu isso, com toda a humildade, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e disse o seguinte a Coré e a todos os seus seguidores:

_ Eu proponho que amanhã todos aqueles que estão reivindicando condição demonstrem o seu direito executando uma tarefa sacerdotal.

_ Hum...

_ Então amanhã cedo o SENHOR Deus nos mostrará quem é dele e quem foi separado para o seu serviço. Deus fará com que chegue até o seu altar aquele a quem ele escolheu.

Vocês lembram-se do episódio dos dois filhos de Arão quando morreram por terem oferecido fogo quando o senhor não havia ordenado?

Então, não é notável e mesmo estranho o entusiasmo de Coré em submeter-se a este teste?

Moisés sabia o que os havia motivado. Embora já tendo um cargo importante no Tabernáculo, eles queriam a liderança exercendo o sacerdócio.

_ Amanhã cedo vocês e os seus seguidores pegarão os queimadores de incenso, colocarão brasas e incenso neles e os levarão para o altar.

_ Tudo bem, nos encontraremos lá.

_ Porém eu ainda tenho algumas coisas para falar a vocês levitas...

_ Pois fale Moisés.

_ O Deus de Israel os separou do resto do povo para poderem chegar perto dele, para fazerem o seu serviço na Tenda do SENHOR e para realizarem as cerimônias em favor do povo. Será que isso não basta para vocês?

_ Hum...

_ Deus deu a você e a todos os outros levitas esse privilégio, e agora vocês estão querendo também ser sacerdotes?

Os levitas acampavam ao lado do Tabernáculo, portanto estavam separados das outras tribos. Eles tinham o dever de desmontar, carregar e levantar o Tabernáculo.

_ Quando vocês reclamam contra Arão, na verdade é contra o SENHOR que você e os seus seguidores estão se revoltando.

Embora Moisés não mencione aqui, os coatitas, do qual Coré fazia parte, tinham a tarefa de carregar os objetos mais sacros, como a arca.

Em termos de posição, eles só ficavam abaixo dos sacerdotes.

Mas eles queriam o próprio sacerdócio.

_ Onde estão Datã e Abirão, filhos de Eliabe?

_ Estão em suas tendas!

_ Estes dois andam murmurando em suas tendas. Chamem eles aqui, ambos devem comparecer ao Tabernáculo imediatamente.

Meia hora depois um mensageiro volta, sem Datã nem Abirão.

_ Onde estão eles?

_ Não Vieram.

_ Mas como não?

_ Disseram que o senhor e o Arão tiraram o povo de uma terra boa rica, pra todo mundo morrer no deserto. E falaram que o senhor não manda neles, e então não vieram.

_ Eu nunca prejudiquei nenhuma dessas pessoas, o que eles querem de mim?

_ ...

_ Pra mim já chega! Coré?

_ Sim...

_ É o seguinte: amanhã você e seus homens vão trazer incenso para ser queimado no altar. Arão também vi-virá. Aí a gente vê quem é que o Senhor apóia.

Bom, as queixas de ambos os grupos haviam sido expostas, na próxima postagem veremos como cada grupo será julgado conforme suas queixas.

Em Cristo!

A seguir: O julgamento sobrenatural dos rebeldes.
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Números capítulo 16: 1-3 - A rebelião de Coré

A rebelião de Coré

Números capítulo 16: 1-3 

Esta foi uma rebelião promovida por um levita, Coré.

Esse tal Coré era um Coatita. Coatitas, lembram?

Um dos três grupos de Levitas.

Ele era bisneto de Levi, e sem dúvida tinha muita influência e autoridade, pois conseguiu reunir atrás de si duzentos e cinqüenta homens de renome, líderes do povo.

Ele começou com umas idéias estranhas e logo conseguiu convencer três caras da tribo de Rúben: Datã e Abirão, dois irmãos, filhos de um tal Eliabe, e Om, filho de Pelete.

Pois muito bem, Coré, Datã e Abirão começaram a conspirar e conseguiram juntar sob sua liderança 250 homens, todos eles respeitados na comunidade.

Inflado pela sua posição, Corá promoveu uma demonstração de força diante de Moisés e Arão a fim arrancar-lhes a autoridade:

_ Agora chega Moisés!

_ O que?

_ Todo o povo pertence a Deus, o SENHOR. Cada um deles é de Deus, e o SENHOR está no meio deles.

Então por que vocês querem mandar no povo como Deus?

Sem dúvida Coré ambicionava tomar o lugar deles, colhendo para si e para a sua família vantagens políticas e financeiras.

Ele e os seus comparsas, Datã e Abirão, insuflaram o povo alegando que Moisés e Arão haviam feito Israel subir de uma terra que mana leite e mel (o Egito) para fazê-los morrer no deserto e ainda por cima queriam fazer-se príncipes entre eles!

O que alegavam era mentira, sem qualquer fundamento pois Moisés não estava assumindo a liderança por vontade própria.

Ele relutou bastante antes de aceitar a missão que o SENHOR lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo SENHOR porque Moisés queria alguém que o ajudasse.

Alem do mais, o povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade.

Moisés nada queria para si, ao contrário de Coré, que provocou esta rebelião por inveja.

O SENHOR havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Coré, um coatita, e uma rebelião como esta era coisa muito séria, e era necessário tomar medidas drásticas.

Ainda hoje, as igrejas continuam a ser perturbadas pela inveja que surge entre alguns dos seus membros, resultando em rebelião contra seus líderes e mesmo na divisão da igreja.

Toda a autoridade na igreja vem de Deus, e cada um de nós recebe dele dons espirituais diferentes para exercermos dentro da igreja (1 Coríntios 12).

Alguns vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, porque lhes falta o talento necessário.

Na próxima postagem veremos uma lição importante para tais pessoas.

Em Cristo!

A seguir: A resposta de Moisés a Coré

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Números 15: 1-41 - Leis e rituais... Mais uma vez?

Leis e rituais... Mais uma vez?

Números 15: 1-41

Este é um capítulo curioso no livro de Números.

Com tanta coisa acontecendo, de repente volta-se a falar de leis?

Estranho?

Até pode ser, mas nem tanto...

Porque como você já deve ter notado, a Bíblia é cheia desses saltos e pausas abruptas na narrativa.

A transição abrupta da história dos espias para a estranha coleção de leis litúrgicas constantes deste capítulo pode lhe confundir um pouco...

Mas depois de estudar este capítulo, me pareceu provável que estas leis foram colocadas aqui como um comentário deliberado da narrativa anterior.

O povo havia questionado o objetivo básico desta viagem e ao julgá-los, Deus declarou que os adultos morreriam no deserto, certo?

E somente depois de um intervalo de quarenta anos, é que seus filhos entrariam na terra prometida, correto?

Então, estas leis reiteram enfaticamente que o Senhor ainda levará o seu povo a Canaã.

Explicitamente elas apontam para este dia (v: 2, 18).

Portanto, supomos que a menção destas leis aqui não é para toda a congregação, senão para a nova geração que não estava condenada a morrer no deserto.

E é isso aí o 15º capítulo de Números!

Vou terminar assim este capítulo sem maiores crises de consciência.

Mas não se desapontem, pois no próximo capítulo, para não perdermos o costume, vai ter gente criando mais confusão...

E a confusão toda gira em torno de uma rebelião promovida sabe por quem?

Vocês não vão acreditar...

Por um levita!

Vejam só.

Então tá... Até lá!

Em Cristo!

a seguir: A rebelião de Coré

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Números 14: 39-45 - A tranca depois que a casa foi roubada.



A tranca depois que a casa foi roubada.

Quando Moisés transmitiu essas palavras a todos os israelitas, eles choraram amargamente.

Não era pra menos, Israel era um povo condenado a vagar pelo deserto por quarenta anos, sem direito a apelação.

Podemos chamar isso de uma esperança fúnebre...

Alguns israelitas resolveram, como diz o velho ditado, tentar botar a tranca depois que a casa foi roubada:

_ Ei, pessoal? Vamos consertar nosso erro!

_ Como assim?

_ Vamos entrar na região montanhosa e conquistar aquela terra.

_ É, tem razão... Subiremos ao lugar que o Senhor nos prometeu, pois cometemos pecado.

_ Isso mesmo, Deus vai ver nosso arrependimento e vai voltar atrás.

Moisés, porém, disse:

_ Vocês estão malucos? Por que vocês estão desobedecendo à ordem do Senhor novamente? Isso não terá sucesso!

_ Nós vamos tentar assim mesmo. Não temos outra solução.

_ Não subam, porque o Senhor não está com vocês. Vocês serão derrotados pelos inimigos, pois os amalequitas e os cananeus os enfrentarão ali, e vocês cairão à espada.

Apesar disso, eles subiram desafiadoramente ao alto da região montanhosa.

Isto não era fé, mas presunção...

Não existe vitória se não houver submissão à vontade de Deus.

Como a nuvem pairava sobre o Tabernáculo, Moisés não fez nenhum movimento para abandonar o acampamento e segui-los, e os levitas também não levaram o arca a frente do povo.

Evidentemente, com exceção dos levitas, todas as outras tribos partiram.

E é claro que a tentativa foi um fiasco...

Então os amalequitas e os cananeus que lá viviam desceram e os derrotaram e os perseguiram até Hormá, al eia na frinteira meridional de Canaã.

Chegaram tão perto de Canaã e agora, estavam condenados a passar os quarenta anos seguintes andando em círculos pelo deserto.

Falhar em nossa fé muitas vezes traz mais problemas do que os que tínhamos antes...

Quando fugimos de Deus, inevitavelmente encontraremos problemas.

Deus quer obediência imediata e completa!

No caso dos Israelitas, as boas intenções e as ações certas chegaram tarde demais.

Em Cristo!

A seguir: Leis e rituais... Mais uma vez?

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Números 14: 36-38 O castigo dos dez espias.

O castigo dos dez espias.

Enquanto Deus falava com Moisés do alto da núvem de fumaça, o povo observava com cautela.

Eles ainda não sabiam sobre o que Deus falava com Moisés, mas sabiam que após esta conversa algum castigo viria, pois tinham ido longe demais.

De repente, aqueles homens responsáveis por espalhar o relatório negativo sobre a terra começaram a cair no chão, um após o outro, morrendo subitamente de algum tipo de praga perante toda a multidão e do Senhor.

De todos os que foram observar a terra, somente Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, sobreviveram.

O povo que já estava cauteloso, agora misturava medo e anciedade, enquanto recolhiam os corpos e esperavam aquele que a poucas horas intentaram matar a pedradas.

Agora pense comigo...

Como seria possível, uma multidão caminhando num deserto inospito, onde de dia o calor era infernal e a noite o frio era intenso?

Combine a isso as péssimas condições sanitárias e higienicas da população, o perigo dos insetos e bichos pessonhentos que habitavam no deserto.

Como era possível sobreviver a tudo isso sem adquirir uma epidemia?

Somente a mão poderosa de Deus sobre este povo, pode explicar tal façanha.

Agora imagine Deus tirando sua mão poderosa de dez pessoas no meio de uma multidão...

O resultado foi morte instantanea.

Não é em vão que a Bíblia diz que aqueles que habitam no esconterijo do Altíssimo a sombra do onipotente, estará sempre protegido do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. (Salmos 91)

As vezes não entendemos porque certas coisas acontecem conosco...

Veja bem, não é uma regra geral, mas em algumas vezes é porque estamos longe da proteção divina.

Bom, já sabemos do castigo que caiu sobre os dez espias, mas o que aconteceu com todo aquele povo que decidiu acreditar nos relatórios pessimistas?

O que aconteceu com eles?

É o que veremos na próssima postagem.

Em Cristo!

A seguir: A tranca depois que a casa foi roubada.

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Números 14: 20-35 A resposta de Deus!

A resposta de Deus!

_ Está bem, Eu os perdou, conforme você pediu.

Eles se salvaram da pestilência, mas os incrédulos receberiam um castigo a altura de seu pecado.

_ No entanto, juro pela Minha Glória que enche toda a terra, que nenhum dos que viram a minha glória e os sinais miraculosos que realizei no Egito e no deserto, e me puseram à prova e me desobedeceram dez vezes nenhum deles chegará a ver a terra que prometi com juramento aos seus antepassados. Ninguém que me tratou com desprezo a verá.

_ Ninguém meu Senhor?

_ Exceto, meu servo Calebe, filho de Jefoné e Josué, filho de Num que tem outro espírito e me seguem com integridade, eu os farei entrar na terra que foram observar e seus descendentes a herdarão.

Estes são especialmente mencionados, como exceções honrosas e também como os futuros líderes do povo.

Calebe e Josué eram homens de coragem, com generosidade heróica, acima de ansiedades e medos mundanos.
_ Até quando esta comunidade ímpia se queixará contra mim? Estou farto de ouvir as queixas desses israelitas murmuradores. Juro pelo meu nome, que farei a vocês tudo o que pediram...

Eles queriam voltar para o Egito, certo? Pois então Deus os faria caminhar pelo deserto justamente na direção do Egito.

_ Cairão neste deserto os cadáveres de todos vocês, de vinte anos para cima, que foram contados no recenseamento e que se queixaram contra mim.

Os homens valentes, agora eram chamados de cadáveres por Deus, isso mostra como o Espírito do Senhor tinha se retirado deles.

_Mas, quanto aos seus filhos, sobre os quais vocês disseram que seriam tomados como despojo de guerra, eu os farei entrar para desfrutarem a terra que vocês rejeitaram. Os filhos de vocês serão pastores aqui durante quarenta anos, sofrendo pela infidelidade de vocês, até que o último cadáver de vocês seja destruído no deserto.

O povo tinha de peregrinar pelo deserto cuidando de seus rebanhos.

Foi, muito provavelmente, nessa ocasião, que Moisés escreveu o salmo 90..

_Durante quarenta anos vocês sofrerão a conseqüência dos seus pecados e experimentarão a minha rejeição; cada ano corresponderá a cada um dos quarenta dias em que vocês observaram a terra.

Aqui aparece pela primeira vez o uso das palavras "dia" e "ano", juntas num sentido correlativo, dentro de um marco profético.

Os espiões tinham passado 40 dias vasculhando a terra de Canaã e tinham informado desfavoravelmente quanto às perspectivas de ocupá-la.

Ao proceder assim tinham demonstrado uma falta de fé nas promessas de Deus e em seu poder para cumprir essas promessas.

No entanto, seu relatório foi aceito pelo povo.

Como resultado desta decisão, a nação foi sentenciada a 40 anos de sofrimento no deserto.

Os 40 dias exatos se converteram assim numa profecia de 40 anos exatos.

Um ano de peregrinação reparador no deserto para cada dia desprovido de fé percorrendo a terra prometida.

_ Agora preste atenção!

_ Sim meu Senhor!

_ Visto que os amalequitas e os cananeus habitam aí nos vales, amanhã vocês devem dar meia volta e partir em direção ao deserto pelo caminho que vai para o mar Vermelho.

Deus disse para buscarem um refúgio seguro e oportuno no deserto, para escapar da perseguição dos inimigos determinados, a quem, com suas esposas e filhos, eles seriam uma presa indefesa, porque tinham perdido a presença e a proteção de Deus.

Por estarem muito perto dos cananeus, não era seguro ficarem ali, já que Deus nãos os protegeria.

E os dez homens enviados por Moisés em missão de reconhecimento, o que aconteceu com eles?

E qual foi a reação do povo com a resposta do Senhor?

Veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O castigo dos dez espias.

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Números 14: 5-19 - Deus propoe acabar com os Israelitas.


Deus propõe acabar com os Israelitas.


Números 14: 5-19

Como vimos na postagem anterior, à idéia pessimista dos espiões, foi ganhando corpo entre os hebreus.

Então Moisés e Arão , percebendo que o negócio não estava nada bom, prostraram-se, rosto em terra, diante de toda a assembléia dos israelitas.

Desesperado, disse Moisés:
_ Ó MEU POVO, NÃO SE ESPANTEM, NEM TEMAM, POIS O SENHOR SEU DEUS IRÁ DIANTE DE NÓS E PELEJARÁ POR NÓS, AMPARANDO-NOS COMO FEZ DESDE O EGITO! (Deuteronômio 1:29-31)

Mas o povo ainda mais revoltado, não deu ouvidos a Moisés.

Diante disso, Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que haviam observado a terra, rasgaram as suas vestes e disseram a toda à comunidade dos israelitas:

_ ESPEREM AÍ MINHA GENTE... A TERRA QUE PERCORREMOS EM MISSÃO DE RECONHECIMENTO É EXCELENTE.

_ SE O SENHOR SE AGRADAR DE NÓS, ELE NOS FARÁ ENTRAR NESSA TERRA, ONDE MANAM LEITE E MEL, E A DARÁ A NÓS.

_ É ISSO MESMO JOSUÉ, SOMENTE NÃO SEJAMOS REBELDES CONTRA O SENHOR. E NÃO TENHAMOS MEDO DO POVO DA TERRA, PORQUE NÓS OS DEVORAREMOS COMO SE FOSSEM PÃO. A PROTEÇÃO DELES SE FOI, MAS O SENHOR ESTÁ CONOSCO. NÃO TENHAM MEDO DELES! BORA LÁ ACABER COM AQUELA RAÇA DE INCIRCUNCISOS!

O discurso continuaria, mas o povo começou a pegar pedras para jogar nos quatro.

Agora imaginem...

Quatro homens diante de uma multidão furiosa com pedras na mão...

Mas quando tudo parecia perdido, eis que todos viram um clarão vindo sobre o Tabernáculo...

Então, na altura daquela crise, a glória do Senhor apareceu a todos os israelitas.

E a incrível aparição da Glória de Deus impediu que o povo apedrejasse a eles.

Deus, que estava profundamente irado contra o povo, por causa da sua rebeldia e incredulidade, chama por Moisés:

_ Moisés?

_ Sim meu bom Senhor!

_ Até quando este povo me tratará com pouco caso?

_ Não sei...

_ Até quando se recusarão a crer em mim, apesar de todos os sinais que realizei entre eles?

_ Não sei meu Senhor...

_ Quer saber? Eu os ferirei com uma praga e os destruirei!

_ NÃOOOOO!

_ Não se preocupe, pois farei de você uma nação maior e mais forte do que eles.

Talvez Deus estivesse pondo Moisés à prova, e Moisés se saiu muito bem...

Ele não queria isto para si, embora lhe fosse vantajoso.

_ Mas Senhor, se isso realmente acontecer, os egípcios ouvirão dizer que pelo teu poder fizeste este povo sair dentre eles e vão contar isso a todos habitantes desta terra. Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás com este povo e que te vêem face a face, Senhor, e que a tua nuvem paira sobre eles, e que vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia e numa coluna de fogo de noite. Se exterminares este povo, as nações que ouvirem falar do que fizeste vão dizer que o Senhor não conseguiu levar esse povo à terra que lhes prometesse em juramento, por isso os matou no deserto.

Os povos da terra sabiam como o SENHOR havia tirado o povo do Egito com mão forte, mas perderiam seu respeito se o povo, de quem Ele cuidava, fosse morto no deserto, pois iam concluir que Ele não era suficientemente poderoso para fazê-los entrar na terra.

_ Mas agora Senhor, faça com que a tua força se manifeste, segundo o a sua promessa. O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião...

Lembrando ao SENHOR novamente alguns dos seus atributos, Moisés pede Sua misericórdia para com aquele povo, que instantes atrás quis apedrejá-lo.

_ Por isso, imploro pela tua grande fidelidade, perdoando a iniqüidade deste povo, assim como a tens perdoado desde que saíram do Egito até agora.

Como aquele povo, também contamos com o amor, paciência, perdão e misericórdia de Deus.

O povo de Israel tinha um conhecimento melhor de Deus do que qualquer povo antes dele, pois tinha tanto Sua lei, como Sua presença física.

Sua recusa em avançar após Ele, depois de testemunhar Seus sinais sobrenaturais e ouvir Suas palavras, tornaria o julgamento mais severo.

Hoje, a nossa responsabilidade em obedecer e servir a Deus é muito maior, pois temos toda a sua revelação, na Bíblia, e conhecemos o seu Filho, Jesus Cristo.

Mesmo assim, tem muito cristão falhando ano após ano porque duvida que Deus possa operar na sua vida pelo seu grande poder a sua vontade.

Em vez de ir para frente vencendo os problemas, está voltando para trás e morrendo no deserto da desobediência.

Muitos estão temendo os problemas e por isso deixando de cumprir a vontade de Deus e isto os deixa parados e derrotados como os israelitas no deserto.

Voltando a eles...

Você sabe o que Deus respondeu a Moisés?

Será que Deus os perdoará?

É o que veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: A resposta de Deus!
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Números 14: 1-4 - Revolta, saudades do Egito e o desejo por um novo líder.


Revolta, saudades do Egito e o desejo por um novo líder.

Números 14: 1-4

Vimos na última postagem que a hora havia chegado para que o povo de Israel tomasse a sua grande decisão.

Mas por causa da falta de fé em Deus, eles tinham enviado seus líderes para examinar a terra da promessa, e dez deles declararam, ao voltar, que o povo da terra era poderoso demais para que a terra pudesse ser conquistada.

Porém, um destes líderes, Calebe, corajosamente conclamou o povo a avançar, porque certamente prevaleceriam contra a terra.

O problema é que povo deu atenção à maioria descrente, e, deixando-se levar pela emoção do desapontamento, esqueceram-se de tudo o que haviam aprendido sobre o caráter de Deus.

Concluíram que não podiam entrar e começaram a se voltar contra Moisés e Arão.

Quando os espiões repetiram suas dúvidas aos príncipes das tribos respectivas, o relatório pessimista se espalhou por todo o acampamento.

O desânimo do povo com as más notícias trazidas pelos espiões não demorou a transformar-se em revolta.

Então naquela noite toda a comunidade começou a choramingar em alta voz:

_ QUEM DERA TIVÉSSEMOS MORRIDO NO EGITO! OU NESTE DESERTO!

_ POR QUE O SENHOR NOS CONDUZIU PARA ESTA TERRA?

_ PELO JEITO, FOI SÓ PARA NOS DEIXAR MORRER À ESPADA?

_ ENTÃO O QUE SERÁ DE NÓS?

_ SE A GENTE ENTRAR NESTA TERRA, NOSSAS MULHERES E NOSSOS FILHOS SERÃO TOMADOS COMO DESPOJO DE GUERRA!

_ EI! NÃO SERIA MELHOR VOLTAR PARA O EGITO?

_ BOA IDÉIA!

_ NA REALIDADE NÓS NUNCA DEVERÍAMOS TER SAÍDO DE LÁ.

_ É VERDADE...

_ ALIÁS, EU ACHO QUE DEVEMOS ESCOLHER UM NOVO LÍDER E VOLTAR PARA O EGITO!

Realmente a situação estava ficando incontrolável...

Chegaram ao ponto de querer designar um chefe para substituir a Moisés...

O leitor pode imaginar as violentas acusações que foram levantadas contra Moisés e Arão e a agitação para escolher a outros dirigentes que os conduzissem de volta ao Egito...

Eles não pensaram nas dificuldades que teriam de enfrentar para voltar ao Egito, principalmente se Deus os abandonasse sem alimento ou água... Seria preferível entrar em Canaã.

Este comportamento foi causado pela falta de confiança no que Deus podia fazer, e suas queixas eram realmente contra Deus, pois Moisés e Arão eram apenas Seus agentes para tirar o povo do Egito e levá-lo até Canaã.

Rapidamente esqueceram os grandes sinais que Deus fez quando havia conduzido o povo para fora da escravidão, através do deserto inóspito, até a fronteira da terra prometida.

Deus havia fornecido proteção, alimento e cumprido todas as suas promessas.

Mas o povo recusou tomar o último passo de fé e entrar na terra...

Às vezes fazemos o mesmo...

É verdade! Confiamos em Deus nos casos menos importantes, mas duvidamos da sua habilidade em resolver as situações mais difíceis...

Que nos dão medo...

Os grandes problemas...

Às grandes decisões...

Devemos continuar a confiar nEle, lembrando-nos do que já fez em nossa vida.

É quando nos vemos como gafanhotos entre gigantes que precisamos de Deus.

E Moisés e Arão? Qual foi a atitude deles diante de toda esta confusão?

É o que veremos na próxima postagem!

Em Cristo!

A seguir: Deus propõe acabar com os Israelitas.

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Números 13: 22-33 - O resultado da investigação.

O resultado da investigação.

Números 13: 22-33

Os doze espiões subiram e observaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, na direção de Lebo-Hamate.

Subiram do Neguebe e chegaram a Hebrom, onde viviam os grandalhões Aimã, Sesai e Talmai, descendentes de Enaquem, que eram descendentes de uma raça de gigantes chamados Enaquins.

Quando a Bíblia fala em “gigantes”, não se refere a seres descomunais.

Os três Enaquins deviam ser apenas mais altos que os jogadores de basquete.

Mesmo assim, o suficiente pra assustar uma dúzia de israelitas baixinhos e narigudos.

Depois os espiões desceram para o vale de Escol, onde cortaram um ramo do qual pendia um único cacho de uvas.

E cortaram um cacho tão grande que foi necessário pendurá-lo numa vara, que foi levada nos ombros de dois homens.

Ficaram tão impressionados com o tamanho do cacho que botaram naquele lugar o nome de vale de Escol, que significa “cacho de uvas.

Colheram também romãs e figos.

Ao fim de quarenta dias eles voltaram da missão de reconhecimento daquela terra.

Ao chegar, chamaram Moisés, Arão e a toda a comunidade de Israel em Cades, no deserto de Parã, onde prestaram relatório e lhes mostraram os frutos da terra.

Moisés ansioso perguntou:

_ E então, me contem o que acharam da terra?

_ Bom, entramos na terra à qual você nos enviou, onde manam leite e mel!

_ Ótimo!

_ Aqui estão alguns frutos dela...

_ Uau! Que beleza!

_ É... O problema é que trouxemos também nótícias não muito animadores...

_ Como assim?

_ O povo que lá vive é poderoso!

_ Poderoso, como?

_ As cidades são fortificadas e muito grandes. Também vimos descendentes de Enaque.

_ E quem mais habita nesta terra?

_ Os amalequitas vivem no Neguebe; os hititas, os jebuseus e os amorreus vivem na região montanhosa...

Há, e ainda tem os cananeus, que vivem perto do mar e junto ao Jordão.

_ Hum...

_ Como o senhor pode ver, essa invasão é impossível. Melhor a gente desistir.

E assim, dez dos doze espiões continuavam insistindo em dizer que era impossível vencer o povo da terra porque era forte e grande.

Enquanto isso, os curiosos, como era de se esperar, foram se juntando ao redor dos líderes conforme a conversa prosseguia.

Não demorou muito para começarem os boatos...

_ O que ele disse?

_ Que é impossível entrar lá?

_ Ele falou gigantes?

_ Sim, dizem que lá vivem os enaquins!

O desconforto ia aumentando enquanto os espiões despejavam seus baldes de água fria.

E o povo começou a fazer o que mais sabia... Reclamar!

Mas Calebe, o espião da tribo de Judá, pediu a palavra e conseguiu se fazer ouvir no meio da algazarra geral...

_ Atenção gente, não é bem assim... Meus colegas tão exagerando! Se a gente for agora e atacar de surpresa, vai dar certo. Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos! Bora atacar aqueles incircuncisos!

Mas os outros, com a exceção de Josué, não concordaram e continuaram dizendo que era impossível.

Nem sempre se dá ouvidos à voz da minoria...

No entanto, a verdade não pode ser medida pela quantidade de adeptos, ao contrário, com freqüência está com a minoria.

Às vezes, por isso, quem quer ficar com a verdade permanece no isolamento.

O discurso de Calebe, embora cheio de boas intenções e fé, não surtiu efeito.

Calebe tinha fé, não tanto no poder do seu povo, mas principalmente no poder do SENHOR, Deus de Israel.

A sua coragem, ao enfrentar a opinião contrária da grande maioria, era baseada em seu conhecimento de Deus.

Muitas vezes somos tentados a basear nossas decisões naquilo que os outros fazem ou acham certo fazer.

Talvez nossa incredulidade não seja tão definida como a dos dez espias, mas somos inclinados a aceitar o que "todo o mundo" acha, começando pelas perguntas:

O que dizem os entendidos?

Ou o que dizem meus amigos?

Evitando fazer a pergunta; o que diz a Palavra de Deus?

O povo, no entanto, preferiu acreditar nas informações trazidas pelos outros.

E como sempre acontece nessas ocasiões, a notícia ia ficando pior conforme corria de boca em boca:

_ Ouvi dizer que a terra para a qual eles foram em missão de reconhecimento devora os que nela vivem...

_ É, parece que o povo que vive lá guerreia entre sí pela terra...

_ Pois é, dizem que todos os que vivem lá são de grandes estatura...

_ Grande estatura é apelido... Dizem que são os descendentes de Enaque, diante de quem parecemos gafanhotos...

Realmente os Enaquins eram homens grandes, mas pareciam ainda maiores porque os espias estavam com medo.

Quando sentimos medo e perdemos nossa fé, tendemos a exagerar as dificuldades e os problemas.

Mas se nos voltarmos a Deus, que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, as dificuldades e problemas serão vistos com os olhos da fé, e teremos coragem de enfrentá-los pois, com este Poder, venceremos.

O desânimo do povo logo transformou-se em uma grande revolta.

Mas falaremos disso no próximo capítulo.

Em Cristo!

A seguir: Revolta, saudades do Egito e o desejo por um novo líder.