Images

Números 16: 41-50 - Rebelião contra Deus mata catorze mil e setecentas pessoas.


Rebelião contra Deus mata catorze mil e setecentas pessoas.

Números 16: 41-50

A morte dos rebeldes era para ser um aviso para os israelitas a fim de que nenhuma pessoa que não fosse descendente de Arão viesse a queimar incenso diante do SENHOR...

Depois da lição aprendida, tudo aparentava voltar à normalidade.

Mas quem disse que esse povo consegue viver sem murmuração?

Pois é, já no dia seguinte ocorreu um notável exemplo da determinação do coração do homem para ignorar os juízos de Deus.

Seria difícil encontrar um exemplo mais ressaltante de rebelião depois de uma demonstração tão impressionante da desaprovação divina como a que tinha sido presenciada.

É impressionante!

Deve ser por causa do tédio no meio do deserto, sei lá...

_ Vocês... Moisés e Arão... Vocês foram os culpados pela morte do povo de Deus, o SENHOR!

É de admirar como o povo aparentemente tinha dificuldade em compreender que o SENHOR era quem os estava disciplinando para que aprendessem a confiar nEle e a obedecê-lO.

Era realmente um povo de dura cerviz, como o Senhor havia declarado antes a Moisés (Êxodo 32:9, etc.).

O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e o ceticismo, passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade.

Vigiemos se estivermos descontentes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as conseqüências serão sérias para nós.

Enquanto a mera murmuração mais uma vez já dava passos de ameaças e violência física contra Moisés e Arão, a nuvem do Senhor cobria a Tenda Sagrada.

Neste momento fez-se o silêncio no acampamento…

Silêncio absoluto.

A Glória do SENHOR novamente apareceu, como em todas as outras ocasiões, dentro da nuvem que desceu e cobriu a tenda da congregação.

Moisés e Arão foram correndo até a frente da Tenda, Deus tinha algo a falar para eles.

Enquanto caminhavam em direção ao Tabernáculo, o povo agora se mantinha apreensivo.

_ Moisés?

_ Sim meu Deus.

_ Saiam do meio desse povo, pois vou destruí-lo agora mesmo!

Imediatamente Moisés e Arão se ajoelharam e encostaram o rosto no chão.

Outra vez coube ao afrontado, Moisés, interceder pelo povo.

Só que dessa vez parecia tudo perdido mesmo.

Mais do que em outras ocasiões, Deus estava bem disposto a acabar com o povo que escolhera.

Porém Moisés, numa súbita inspiração, resolveu tentar um último esforço;

_ Arão, rápido!

_ O que foi?

_ Pegue o seu queimador de incenso, ponha nele algumas brasas do altar e jogue incenso em cima delas. E vá depressa até o lugar onde o povo está e ofereça o sacrifício para conseguir o perdão dos pecados deles.

_ Mas não deveríamos sacrificar um animal?

_ Não vai dar tempo para escolher um animal e sacrificá-lo, pois a ira do SENHOR apareceu, e já começou uma epidemia!

_ Já estou indo.


Então Arão pegou o queimador de incenso, conforme Moisés havia mandado, e correu para o meio do povo.

Algumas pessoas já começavam a passar mal, a vomitar e desmaiar.

Em poucos segundos a epidemia mandada por Deus já fazia seus primeiros mortos.

Quando viu que a epidemia já havia começado, Arão saiu correndo entre o povo, deitando incenso nele à medida que corria, finalmente parando entre os mortos e os vivos.

Com isso a epidemia parou...

O incenso era um símbolo de mediação e intercessão.

Geralmente o incenso se oferecia só diante do altar de ouro, dentro do santuário.

Mas agora, por ordem de Moisés, Arão o levou entre o povo, demonstrando assim sua autoridade procedente de Deus, e o poder de Deus que fazia nele e mediante ele.

Naquela epidemia morreram catorze mil e setecentas pessoas.

O impressionante é que Arão não teve medo de se contaminar com a epidemia.

Ele foi aqui um símbolo de Cristo, que desceu entre os pecadores e se converteu a si mesmo em sacrifício por eles.

Enquanto o incenso ilegítimo oferecido por Coré provocou a ira de Deus, o incenso do sumo sacerdote escolhido por Deus apaziguou sua ira.

Desta forma, pela segunda vez o sacerdócio de Arão é vindicado contra os seus críticos e é demonstrado o seu valor prático.

Quando acabou a epidemia, Arão voltou para a entrada da Tenda, onde Moisés estava.

Em Cristo!

A seguir: A Vara De Arão Floresce 


Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

3 comentários:

  1. Só Deus para ter misericordia com este povo duro d coração, imagine se vissemos tantos milagres como eles? como nos portariamos? Será que igualmente murmurariamos? Moisés e Arão tiveram muito trabalho, assim como a igreja. Paz do Senhor

    ResponderExcluir
  2. Meu Deus, vou ficar assíduo, estou produzindo um texto sobre as 10 murmurações no deserto, sou apaixonado por estas passagens, aprendemos muito com Israel

    ResponderExcluir
  3. Olá meu irmãozinho Ailton Silva!

    Seja bem vindo a este blog.

    Espero que tire um bom proveito destas postagens na produção de seu texto.

    Realmente, estuda sobre as murmurações do povo de Israel no deserto, é mergulhar em águas profundas.

    Eu acho que Deus permitiu que estes exemplos fossem escritas na Bíblia para aprendermos. O que sugere a possibilidade de cometermos os mesmos pecados.

    Em Cristo!

    ResponderExcluir

Related Posts with Thumbnails