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Números 21: 4-7 - As serpentes ardentes.

As serpentes ardentes.

Números 21: 4-7

Depois da vitória em Horma, o povo de Israel continuou seu caminho tortuoso para evitar passar por Edom.

Vocês lembram nas postagens anteriores que foi necessário fazer uma alteração na rota inicial, diante da negativa do rei Edom, certo?

Pois bem, agora eles seguiram outro caminho, mas na direção que ligava o Monte Hor ao Mar Vermelho, dando as costas justamente à Terra prometida.

O povo começou a ficar cabreiro com isso...

Já fazia um tempão que tinham atravessado o Mar Vermelho, e agora iam ter que voltar para aquela direção?

Tinha mais um probleminha, o território pelo qual eles estavam viajando, o Arabá, é uma planície árida alastrada de pedras e areia e geralmente calorosa e seca.

E isso provocou muito desânimo no povo.

Aí vocês já devem saber o que aconteceu...

Começaram a reclamar, desfilando a mesma ladainha de sempre...

_ Por que vocês nos tiraram do Egito?

_ Para morrermos no deserto?

_ Não há pão!

_ Não há água!

_ E nós detestamos esta comida miserável!

Eles tinham comida em abundância, mas se rebelaram pela monotonia de sua dieta celestial.

Eles pensavam nos alimentos saborosos e variados do Egito que tanto falavam seus pais.

Mas esta foi a sétima e última vez, eles reclamaram contra Deus e contra Moisés...

Nossas reclamações frequentemente têm as mesmas causas.

Se pudermos corrigir estas ações e atitudes irrefletidas, deixaremos também de nos queixar quando achamos que as coisas não vão bem.

O SENHOR então fez uso de serpentes venenosas que habitavam esta região, para punir o povo pela sua incredulidade e rebeldia.

O deserto naquelas regiões tem uma variedade de serpentes, algumas das quais se escondem na areia e atacam sem aviso prévio.

A mordida trazia grande sofrimento e podia levar a uma morte lenta.

As serpentes foram chamadas de “ardentes” devido à inflamação violenta causada por sua mordida.

Na realidade, estas mortes aconteceram porque Deus retirou sua mão protetora sobre o povo.

Como a região por onde viajavam estava infestada de serpentes, escorpiões e muitas outras criaturas perigosas, portanto é de se admirar que essa gente conseguisse sobreviver em um deserto tão inóspito.

Por isso em cada dia aconteciam os milagres da proteção divina.

E é o que muitas vezes acontece conosco...

A mão protetora do Senhor repousa sobre nós e muitos milagres acontecem durante nossas vidas sem nunca reconhecermos.

Mas por causa da murmuração daquele povo, o Senhor repentinamente retirou sua proteção e permitiu que as serpentes atacassem.

Rapidamente, o povo se humilhou diante de Deus, sabendo que eram falsas suas acusações contra ele.

_ Ô seu Moisés, entendemos que pecamos quando falamos contra o Senhor e contra você.

_ Sei...

_ Ore pedindo ao Senhor que tire as serpentes do meio de nós!

Moisés foi até o Senhor e orou pelo povo.

Então o Senhor disse a Moisés:

_ Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste, quem for mordido e olhar para ela viverá.

Todos nós só podemos começar uma nova vida com Deus depois que reconhecemos que pecamos.

Cristo morreu pelos pecadores.

Quem não vier a Ele na categoria de pecador, não pode ser salvo por Ele.

Perceba que o povo não prometeu nada, apenas reconheceu o seu pecado, e confiou na misericórdia de Deus.

Também somos salvos apenas por reconhecermos o nosso pecado e confiarmos na graça de Deus revelada em Cristo.

Deus não requer uma promessa de nossa parte, apenas arrependimento.

Em Cristo!

A seguir: A serpente de bronze

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Empretec



Desculpem a minha ausência nesta semana, é que estou fazendo o EMPRETEC.

O EMPRETEC é um seminário que tem por objetivo desenvolver, nos participantes, características de comportamentos empreendedores.

O programa foi desenvolvido pela ONU - Organização das Nações Unidas visando o fortalecimento destas características empreendedoras.

Como o seminário está me ocupando uma semana inteira, praticamente das oito a meia noite, não tive tempo de estudar a palavra de Deus.

Mas domingo já estou de volta...

Orem por mim.

Em Cristo!
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Números 21: 1-3 - O ataque surpresa do rei Arade


O ataque surpresa do rei Arade

Números 21: 1-3 

Bom, Arão morreu, o povo ficou de luto por 30 dias.

Mas ninguém pode chorar para sempre, a vida continua...

A geração velha já estava quase que completamente morta, inclusive Aarão e em pouco tempo Moisés ia morrer.

Então, tendo terminado de vagar pelo deserto, Deus começou levar Israel na direção de Canaã novamente.

O povo de Israel seguiu um caminho tortuoso em direção ao oriente da terra de Canaã, rodeando pelo sul do mar Morto, e evitando passar pelas terras de Edom e a Filistia.

Seu caminho os levava por regiões desertas, e também por território ocupado por cananeus.

O primeiro dos cananeus foi o rei de Arade, que habitava no Neguebe, a sudoeste do Mar Morto.

Acontece que Arade, ficou sabendo que o povo de Israel se aproximava de suas terras.

A fama dos israelitas já era conhecida de toda a região, todos sabiam a história do povo que tinha saído do Egito e agora marchava na direção de Canaã.

Imagine os temores que devia despertar aquela multidão de cerca de três milhões de pessoas avançando em bloco pelo deserto.

Muitos até agora temeram aquela multidão, muitos ainda a temerão, e Arade não foi exceção...

Sorrateiramente, veio com seu exército e atacaram a retaguarda dos israelitas, levando alguns deles como prisioneiros.

Quando descobriram que foram atacados, a multidão enfureceu-se contra a situação.

Tinham perdido um de seus líderes recentemente, estavam a mais de quarenta anos vagueando pelo deserto, e agora são atacados covardemente por um povinho pagão?

Ah, não!

Então, Israel fez este voto ao Senhor:

"Se entregares este povo em nossas mãos, dedicaremos totalmente ao senhor as suas cidades".

O importante disto é que os despojos dessas cidades deviam ser separados para Deus e seu serviço.

Quando uma coisa era dedicada a Deus, não podia ser empregada para um uso secular.

O Senhor ouviu o pedido de Israel e lhes atendeu entregando-lhes os cananeus.

Israel os destruiu completamente, a eles e às suas cidades, de modo que o lugar foi chamado Hormá.

Em Cristo!

A seguir: As serpentes ardente.
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Números 20: 22 - 29 - A morte de Arão

A morte de Arão

Números 20: 22 - 29

Como vimos no último capítulo, o rei de Edom proibiu os israelitas de passarem pelo seu país, o que os obrigou a tomarem outro caminho.

Então sairam de Cades e foram para o monte Hor, que ficava na fronteira de Edom.

Mal assentaram acampamento, Deus chamou Arão e Moisés para o Tabernáculo.

_ Moisés?

_ Sim, meu Senhor!

_ Você vai subir ali no monte Hor com Arão e o filho dele, Eleazar.

_ Sim...

_ Lá em cima você vai tirar a roupa do seu irmão e irá vesti-la em Eleazar, que passará a ser o sumo-sacerdote.

_ E o que acontecerá com meu irmão, Arão?

_ Vocês vão descer e Arão vai morrer lá em cima.

Desta vez Moisés não suplicou a Deus que evitasse esta sentença, sabia que era resultado de suas desobediências e que logo chegaria sua vez...

Ele teria que levar seu próprio irmão para a morte...

E assim o fez, acompanhado de Eleazar, como o SENHOR lhe ordenara e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação.

Assim o povo não podia levantar nenhuma dúvida quanto à legalidade da sucessão de Eleazar ao sagrado ofício depois da morte de seu pai.

Vocês podem imaginar a tristeza de ambos sabendo que desceriam do monte Hor sem o irmão e o pai, respectivamente?

E assim, quatro meses depois da morte de Miriã, o Sumo sacerdote Arão morreu no cume do monte Hor, aos 123 anos de idade.

Por causa da sua rebeldia, ele não viu a terra da promessa.

Também há muitos crentes, salvos por terem recebido a Cristo como seu Salvador, que nunca chegam a gozar dos frutos da sua salvação e da paz do Espírito em suas vidas.

Por causa da sua incredulidade não sabem o que é andar em comunhão com o Senhor Jesus.
Houve muita tristeza em Israel...

O povo chorou há Arão trinta dias.

Eles conheciam Arão e Arão os conhecia também...

Decerto haviam sido confortados por ele muitas vezes, quando traziam os seus sacrifícios, e ensinados por ele a respeito das coisas de Deus.

A morte de Arão marca o fim da perambulação do povo.

A partir daí Israel marcha ou para, não mais vagueia.

Passar pelo deserto, a caminho do Egito até a terra de Canaã, era uma disciplina necessária...

Em Cristo!

A seguir: O ataque surpresa do rei Arade
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Números 20:14-21 - Moisés tenta um atalho.

Moisés tenta um atalho.


Números 20:14-21

Moisés havia sido instruído pelo SENHOR a deixar o deserto e levar o povo para a fronteira oriental de Canaã, ao norte do mar Morto (Deuteronômio 2:2-7).

Mas do ponto onde se encontravam, havia um caminho real usado pelas caravanas, que atravessava a terra de Edom e ia até o lugar desejado, como vocês viram no mapa da postagem anterior.

Outro caminho era seguir para o norte, pela terra dos filisteus.

Mas logo depois da travessia do Mar Vermelho o povo evitou este caminho por causa da guerra, e ia continuar evitando-a.

Das três opções, Moisés teimosamente, escolheu a de Edom.

Só tinha um problema, como atravessar um país com uma multidão de seis milhões de pessoas sem ter problemas com a nação invadida?

O jeito era pedir autorização, já que Deus não os acompanharia em uma eventual guerra.

Edom era a terra onde Esaú, irmão de Jacó se estabeleceu, e os habitantes eram seus descendentes, portanto parentes distantes dos Israelitas, falando a mesma língua.

Sua capital era Bozra, da qual ainda existem ruínas.




RUINAS DE BOSRA, DE UMA POVOAÇÃO SEGUNDO A ARQUEOLOGIA, POR VOLTA DE 2.700 A 2.900 ANOS (900 A 700 A.C)

Vale destacar aqui a maneira conciliadora com que Moisés se aproximou de seu vizinho.

Humildemente, Moisés mandou um pedido na forma de carta diplomática, o que se enquadrava perfeitamente com as convenções redatoriais da época.

À Vossa Majestade, supremo Rei de Edom, protetor dos filhos de Esaú, assim diz teu irmão Israel...
Com certeza já ouviste falar do nosso povo que marcha pelo deserto e o trabalho que nos sobreveio.
Fomos escravos no Egito por séculos, e há coisa de um ano clamamos ao SENHOR, e ele ouviu a nossa voz, e mandou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade na extremidade dos teus termos.
Nós somos todos descendentes de Jacó, que era irmão de Esaú, do qual vocês, edomitas, são descendentes.
Podemos nos considerar parentes, portanto.
Então eu queria pedir a Vossa Majestade que nos permita passar pelo seu país.
Estamos agora na terra de Cades e a caminho de Canaã.
O melhor caminho para nós seria pela Filistia, mas vossa majestade deve saber que existe uma guerra por lá.
Se autorizares nossa passagem, prometemos não comer o fruto da terra nem beber a água de seus poços.
Não sairemos da estrada principal.
É só uma passagem mesmo, mais nada.
Não queremos atrapalhar, só chegar mais rápido ao nosso destino.
Certo de que contarei com vossa a bondade e compreensão, aguardamos mui atenciosamente,
Moisés.

Enquanto os mensageiros anunciavam a mensagem, Moisés ficou roendo as unhas de ansiedade na espera da resposta.

Resposta que veio logo, assim que os mensageiros chegaram;

_ E então, qual a resposta?

_ Bem, hum...

_ Digam logo! Desembuchem!

_ O rei de Edom nos disse que não passaremos por sua terra, para que ele não saia com a espada ao nosso encontro.

Moisés ainda tentou argumentar.

_ Voltem lá e digam a ele que só queremos mesmo passar por Edom, sem sair da estrada principal, e que pagaremos pela água que porventura bebermos.

Algumas horas depois...

_ E então, o que ele respondeu?

_ Ele disse que ninguém passará por aquelas terras.

_ Eu não acredito, que sujeitinho difícil...

_ Difícil mesmo seu Moisés, ele também disse que reunirá seu exercito e virá ao nosso encontro... Melhor a gente sair daqui.

Os edomitas temiam os israelitas, não sabendo que o SENHOR havia proibido os israelitas de tocar neles (Deuteronômio 2:5).

Obediente a Deus, Moisés não se impôs, mas tomou outro caminho.

Parece que Moisés não estivera seguindo a nuvem do SENHOR, mas quisera abreviar a viagem atravessando o território de Edom.

Não deu certo.

Também nós às vezes procuramos tomar um atalho que nos parece melhor do que o caminho de obediência a Deus, pensando que o fim justifica os meios.

Igualmente não dá certo.

Em Cristo!

A seguir: A morte de Arão

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Retrospectiva - parte I


Do êxodo de Israel do Egito até a entrada em Canaã - parte I

Acompanhe pelo mapa um resumo de tudo o que aconteceu com o povo de Israel desde que sairam do Egito.

1. Ramessés: Israel foi tirada do Egito (Êx. 12; Núm. 33:5).

2. Sucote: Depois que os hebreus deixaram esse primeiro acampamento, o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, e de noite numa coluna de fogo (Êx. 13:20–22).

3. Pi-Hairote: Israel atravessou o Mar Vermelho (Êx. 14; Núm. 33:8).

4. Mara: O Senhor fez com que as águas de Mara se tornassem doces (Êx. 15:23–26).

5. Elim: Israel acampou ao lado de 12 fontes de água (Êx. 15:27).

6. Deserto de Sim: O Senhor enviou maná e codornizes para alimentar Israel (Êx. 16).

7. Refidim: Israel pelejou contra Amaleque (Êx. 17:8–16).

8. Monte Sinai: (Monte Horebe ou Jebel-Musa) O Senhor revelou os Dez Mandamentos (Êx. 19–20).

9. Deserto do Sinai: Israel construiu o tabernáculo (Êx. 25–30).

10. Acampamentos no Deserto: Setenta anciãos foram chamados para ajudar Moisés a governar o povo (Núm. 11:16–17).

11. Eziom-Geber: Israel atravessou as terras de Esaú e de Amom em paz (Deut. 2).

12. Cades-Barnéia: Moisés envia espiões para a terra prometida; Israel rebelou-se e foi impedido de entrar na terra; Cades serviu como o acampamento principal de Israel durante muitos anos (Núm. 13:1–3, 17–33; 14; 32:8; Deut. 2:14).

Foi o que estudamos até aqui.

E na próxima postagem...

13. Deserto Oriental: Israel evita um conflito com Edom e Moabe (Núm. 20:14–21; 22–24).

Em Cristo!
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Números 20: 10-13 - O pecado de Moisés

O pecado de Moisés

Números 20: 10-13

Quando conseguiram um silêncio razoável, Moisés pronunciou-se:

_ Atenção povo rebelde! Ouçam-me agora! Será que eu vou ter que tirar água dessa rocha para vocês calarem a boca? Hum?

_ ???

Dizendo isso, Moisés bateu duas vezes com a vara na rocha, e dela saiu água suficiente para dar de beber a todo o povo e aos animais.

Que maravilha, não?

É…

Mais ou menos.

Vocês lembram que na última postagem, comentei que estudamos lá em Êxodo 17:5,6 que muitos anos antes uma rocha havia sido ferida por Moisés para obter água?

E que para se manter o simbolismo, Deus cuidou para que a rocha não fosse ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados?

Então, Moisés não somente prejudicou o simbolismo da rocha com a sua desobediência, mas exaltou-se a si próprio.

Assim mesmo, o SENHOR fez o milagre, e saíram muitas águas (fontes) da rocha.

Mas Moisés foi castigado por sua incredulidade (o mesmo pecado que o povo havia cometido 37 anos antes) com a proibição de entrar na terra prometida (o mesmo castigo que o povo sofreu).

Este pecado de Moisés desfigurou uma carreira exemplar.

Conclui-se aqui que Moisés e Arão pela morte seriam tirados de seu elevado cargo antes de que o povo entrasse na Terra Santa.

A morte de Miriã, seguida pela sentença capital pronunciada contra seus irmãos, faz desta uma das mais trágicas passagens de Números.

No entanto, estes versículos permanecem como demonstração da santidade de Deus e da pecaminosidade do homem.

Em Cristo!

A seguir: Moisés tenta um atalho.
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Números 20: 2-9 - Sem água em Cades


Sem água em Cades

Números 20: 2-9 

Bom, depois do relato da morte da irmã de Moisés e Arão, ficamos sabendo no texto bíblico, que não havia água ali onde o povo estava.

Então os israelitas começaram com o mesmo blábláblá de sempre:

Ah, que aqui não tem água, Ah, que vocês nos tiraram do Egito para que morrêssemos no deserto, Ah, que isso, Ah, que aquilo...

Foi sua sétima murmuração contra este servo de Deus, novamente em Cades.

A terra de Canaã, com fartura de tudo, estava próxima, mas eles ainda não haviam chegado.

É bom nos lembrarmos que não estamos aqui permanentemente...

Somos peregrinos neste mundo e um dia vamos sair daqui...

Portanto não percamos o nosso tempo em lamentações sobre as condições do meio em que momentaneamente vivemos...

Moisés e Arão, pobres coitados, foram até o Tabernáculo para perguntar a Deus o que deveriam fazer.

Novamente, como acontecia sempre que o povo contendia com Moisés, a glória do SENHOR apareceu, para resolver a situação.

_ Senhor, que bom que estás aqui... Estamos com problemas, o Senhor já deve estar sabendo do que se trata.

_ Sim Moisés, Eu sei.

_ E então o que devo fazer?

_ Você vai pegar a vara que está na frente da Arca, aquela que brotou...

_ Sei...

_ Então você e Arão vão reunir o povo em volta daquela rocha ali e na frente de todos vocês vão ordenar à rocha que dê água.

_ Hum...

_ A água sairá da rocha e esse povo murmurador vai calar a boca. Entendeu, Moisés?

_ Sim, entendi.

Hoje sabemos que a rocha era uma figura de Cristo, certo? (1 Coríntios 10:4).

Pois bem, vocês lembram que estudamos lá em Êxodo 17:5,6 que muitos anos antes uma rocha havia sido ferida por Moisés para obter água?

Então, para se manter o simbolismo, Deus cuidou para que a rocha não fosse ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados (Hebreus 10:12).

A água abundante simboliza o derramamento do Espírito Santo, que satisfaz a sede espiritual e fortalece com Seu poder.

Moisés pegou a vara e foi, juntamente com Arão, reunir o povo.

É... Parece que mais uma vez, a fé e a obediência de Moisés vão livrar o povo do sufoco... Que maravilha, não?

Bom… Mais ou menos.

É que desta vez Moisés não foi tão obediente assim...

Mas vamos deixar este assunto para a próxima postagem.

Em Cristo!

A  seguir: O pecado de Moisés
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Números 20:1 - De volta a Cades Barnéia


De volta a Cades Barnéia

Números 20:1

Começa aqui a terceira e última parte de uma narrativa sobre a viagem que começou a ser contada em Êxodo, Levítico e Números.

A primeira narrou a jornada do mar morto até o monte Sinai...

A segunda cobre a jornada do Sinai até Cades...

A última resumirá as peregrinações de Cades até a Transjordânea.

A perambulação do povo de Israel através do deserto estava chegando ao fim, e este capítulo começa no primeiro mês do quadragésimo ano desde que havia saído do Egito, tendo eles vagueado pelo deserto e por fim voltado a Cades, de onde haviam partido trinta e sete anos antes.

O relato desses 38 anos estão todos contidos entre os capítulos 14 e 20 do livro de Números, o que não é muito.

Não foram anos de grandes bênçãos para o povo, e durante eles todos os israelitas de vinte anos ou mais que haviam saído do Egito morreram ou estavam para morrer até se completar esse ano, com exceção de Calebe e Josué, para se cumprir o castigo de Deus sobre a sua incredulidade (Números 14:28-30).

Então a Bíblia passa quase totalmente por cima dos eventos que aconteceram no deserto durante este período de tempo de 38 anos das jornadas de Israel no deserto.

Por quê?

Porque o tempo que o povo de Deus gasta no deserto espiritual por causa da sua infidelidade e incredulidade é tempo perdido, gastado por nada, sem valor, e que Deus nem considera como sendo importante.

Deus nos ajuda para não ficar no deserto espiritual perdendo tempo.

Também quando nos deixamos esmorecer pela incredulidade, e não agimos pela fé segundo a vontade de Deus, deixando de testemunhar de Cristo e de fazer uso dos nossos dons espirituais dentro e fora da igreja de Cristo, somos estéreis, e nada acontece de importância.

Não estamos prosseguindo para o alvo, mas vagueando sem destino.

Como já disse, o povo de Deus da velha geração estava morrendo no deserto por causa da sua incredulidade e infidelidade um por um exatamente como Deus tinha dito.

Que coisa triste, não?

Em seguida a morte de Miriã é relatada em sete palavras!

Não se fala em pranto, luto ou qualquer cerimônia especial...

Este registro serve como cumprimento da sentença divina de que ninguém da geração que saíra do Egito entraria em Canaã, e prenunciava aqui a sorte semelhante que caberia aos seus irmãos, Arão e Moisés.

Depois de todos esses anos, a nova geração estava se esquecendo que sua perambulação era o resultado do pecado dos seus pais, e começaram a por a culpa em Moisés.

Mas isso é assunto para a próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: Sem água em Cades
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Números 19: 1-22 - A novilha vermelha e o sacrifício de Jesus na cruz

A novilha vermelha e o sacrifício de Jesus na cruz

Números 19: 1-22

Neste capítulo, Deus exigiu um ritual de purificação no qual uma água especial deveria ser usada na cerimônia.

Parece que Deus deu esta ordenança como à conseqüência da rebelião de Coré.

Porque depois da praga que matou milhares de pessoas, os judeus tinham que cuidar dos mortos e por isso ficaram sujos porque tinham contato com os cadáveres deles e tinham que ser limpos para fazer o serviço de Deus depois.

Então, Deus deu esta ordenança com este fim.

Mas preparar a tal água não seria tão fácil assim...

Para começar, o povo deveria levar ao sacerdote Eleazar uma vaca vermelha, símbolo de sangue, obviamente, sangue de Cristo.

E uma vaca vermelha especial, que nunca tivesse trabalhado na lavoura.

A pobrezinha da vaca seria levada para fora do acampamento e sacrificada na presença de Eleazar.

O corpo da novilha era queimado até as cinzas, o que significava um sacrifício amplo e completo.

Então, as cinzas eram ajuntadas por uma pessoa que não tivera contato com os mortos e as colocava em um lugar limpo fora do arraial.

Tendo sido executado o ritual de purificação, essas cinzas eram colocadas em uma vasilha contendo água de um fluxo corrente.

Então, essa pessoa limpa tomava o hissopo e aspergia o conteúdo da vasilha não apenas sobre a tenda em que uma pessoa havia morrido, mas também sobre seu conteúdo e sobre as pessoas dentro dela.

A água purificadora, aspergida sobre os impuros, simbolizava o sangue de Cristo derramado para nos purificar das impurezas morais.

As repetidas aspersões ilustram a eficácia do trabalho que deve ser realizado pelo pecador arrependido.
Tudo o que ele tem deve ser consagrado.

Examine sua vida. Que coisas ainda precisam ser submetidas ao processo de purificação?

O que você está esperando, e por quê?

Em Cristo!

A seguir: De volta a Cades Barnéia

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Números 18:1-32 - Os deveres dos levitas e sacerdotes.

Os deveres dos levitas e sacerdotes.

Números 18:1-32

Temos aqui mais um capítulo repleto de leis e rituais, muito parecido com o que vimos durante todo o livro de Levíticos.

Em resumo, as leis para os levitas e sacerdotes ficaram assim:
  • Arão, seus filhos e todos os levitas seriam responsáveis pelo trabalho no Tabernáculo.
  • Os levitas não deveriam chegar perto do Lugar Santíssimo do Tabernáculo (atrás da cortina) nem do altar
  • Toda oferta que fosse trazida ao Tabernáculo e não fosse queimada seria dada aos sacerdotes.
  • Os levitas (incluindo-se aí Arão e seus filhos, os sacerdotes) não podiam ter propriedades
  • Os dízimos trazidos pelo povo pertenciam aos levitas.
  • Os outros israelitas não deveriam se aproximar do Tabernáculo.
  • O dízimo dos dízimos recebidos pelos levitas era para sustentar Arão e seus filhos no seu trabalho.
Basicamente é isso...

Um capítulo meio paradinho, não é?

Mas o próximo capítulo também vai ser assim, viu?

Mas depois as coisas voltarão ao normal, tá bom?

Em Cristo!

A seguir: A novilha vermelha e o sacrifício de Jesus na cruz 
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Números 17: 1-13 - A Vara De Arão Floresce

A Vara De Arão Floresce

Números 17: 1-13

A rebelião, promovida por Coré, havia despertado grande desconfiança entre o povo sobre a autenticidade e a exclusividade do sacerdócio de Arão.

Mesmo com a morte de Coré, dos principais envolvidos e outros subversivos, somando ao todo cerca de quinze mil pessoas, havia ainda dúvidas.

O SENHOR, portanto determinou que a sua escolha de Arão fosse provada visível e definitivamente, mediante um sinal sobrenatural.

Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

_ Diga aos israelitas que cada um dos chefes de tribo lhe traga um bastão; serão doze bastões ao todo.

Escreva o nome de cada chefe no seu próprio bastão

Essas varas eram de madeira dura, seca, próprias para caminhadas e para conduzir os animais pelo deserto.

Não lhes restavam quaisquer sinais de vida, nem o mínimo broto.

_ E Arão?

_ Depois escreva o nome de Arão no bastão que representa a tribo de Levi. Haverá um bastão para cada chefe de tribo.

_ Tá bom Senhor, mas o que farei com os bastões?

_ Você colocará os bastões na Tenda Sagrada, em frente da arca da aliança, onde eu me encontro com vocês.

_ Aí o bastão do homem que eu escolher vai brotar. Assim farei com que parem as reclamações que esses israelitas fazem contra mim.

Então Moisés falou com os israelitas, e cada um dos seus chefes lhe deu um bastão, um para cada tribo, doze ao todo.

No dia seguinte Moisés entrou na Tenda e viu que o bastão com o nome de Arão, que representava a tribo de Levi, havia brotado. E tinha brotos, flores e amêndoas maduras.

Era uma ressurreição e frutificação que unicamente poderia ser produzida pelo Criador.

Foi uma perfeita ilustração da ressurreição do Senhor Jesus Cristo.

Essa ressurreição O habilitou a ser sacerdote.

Com este milagre, o povo de Israel deveria entender que precisavam de Arão para se aproximar de Deus e fazer expiação pelos seus pecados, em lugar deles.

Aí Moisés tirou da presença do SENHOR todos os bastões e levou aos israelitas.

Eles viram o que havia acontecido, e cada chefe pegou o seu bastão.

O pouco tempo decorrido foi prova adicional da natureza milagrosa do florescimento.

O SENHOR Deus disse a Moisés:

_ Ponha de novo o bastão com o nome de Arão dentro da arca da aliança, junto com o pote de maná.

_ Sim...

_ Ele ficará ali como um aviso para os israelitas rebeldes.

_ Entendi...

_ Assim, eles vão parar de reclamar contra mim e não serão mortos.

E Moisés fez como o SENHOR havia mandado.

O povo reconheceu a escolha de Deus com uma depressão muito grande, porque agora souberam que iam morrer no deserto.

_ Estamos perdidos! Vamos morrer! Sim, todos nós vamos morrer!

_ Aquele que chegar perto da arca do SENHOR morrerá!

_ É, sim, todos nós vamos morrer!

Só Arão e a tribo que ele representava poderiam se aproximar de Deus.

E morreram mesmo no deserto, pois esta foi à correção do Senhor que ninguém podia mudar.

Em Cristo!

A seguir: Os deveres dos levitas e sacerdotes.