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Números 22: 28-41 - A jumenta solta o verbo.

A jumenta solta o verbo.

Números 22: 28-41 

Então, enquanto Balaão ainda xingava o pobre animal, o Senhor abriu a boca da jumenta, e ela falou;

_ Escuta aí o Balaão... Que foi que eu lhe fiz, para você bater em mim por três vezes?

_ ???

_ Balaão, que te fiz eu para ser tratada de forma tão cruel? Levei três surras, sem contar os inúmeros insultos... O que você pretende com tal atitude?

_ Não quero saber! Você me fez de tolo! Quem dera eu tivesse uma espada na mão... eu a mataria agora mesmo!

Dificilmente um homem poderia estar mais cego, é incrível que ele não se surpreenda por estar dialogando com um animal.

O único outro exemplo registrado na Bíblia de um animal que falasse é o da serpente de Gênesis.

_ Afinal, não sou eu a sua jumenta? Aquela que você sempre montou até o dia de hoje?

_ Sim, e daí?

_ Por acaso tenho eu o costume de fazer isso com você?

_ Hum... Não...

Enquanto conversava com o animal, o Senhor abriu os olhos de Balaão...

Ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, empunhando a sua espada.

No mesmo instante, balaão inclinou-se e prostrou o seu rosto em terra.

Então o anjo do Senhor lhe perguntou:

_ Por que você bateu três vezes em sua jumenta?

_ Bem... Hum...

_ Eu vim aqui para impedi-lo de prosseguir porque o seu caminho me desagrada.

_ Hught...

_ A jumenta me viu e se afastou de mim por três vezes. Se ela não se afastasse a esta altura eu certamente o teria matado, e somente a ela eu teria poupado.

_Olha... Eu confesso, pequei... Não percebi que um anjo do Senhor estava parado no caminho para me impedir de prosseguir.

_ Hum...

_ Agora, se o que estou fazendo te desagrada, eu até posso voltar...

Esta viagem tinha sido permitida devido à teimosia de Balaão e o desejo permanente em seu coração era o de continuar esta viagem.

Deus como sempre, usará as circunstancias, este episódio em particular, para mostrar seu grande poder.

_ Tudo bem, vá com os homens, mas fale apenas o que eu lhe disser.

Assim Balaão, feliz da vida, foi com os príncipes de Balaque.

Quando Balaque soube que Balaão estava chegando, foi ao seu encontro na cidade moabita da fronteira do Arnom, no limite do seu território.

_ Ô Balaão, até que em fim...

_ Aqui estou!.

_ Não mandei chamá-lo urgentemente?

_ É que...

_ Por que não veio logo?

_ É que...

_ Acaso não tenho condições de recompensá-lo?

_ De maneira alguma, eu acredito no potencial de sua riqueza. Porém, será que vossa magestade acha que eu tenho condições de dizer alguma coisa e isso acontecer?

_ Se não achasse não o chamaria até aqui.

_ Porém, vossa magestade precisa saber que eu só poderei dizer o que Deus puser em minha boca.

_ Que seja.

Os dois foram, com suas comitivas, a Quiriate-Huzote onde comeram uma boa refeição.

E na manhã seguinte...

_ Venha Balaão, vamos subir ao alto de um monte de onde poderemos ver um pouco do acampamento dos israelitas do outro lado da fronteira.

_ Mas porque que?

_ Por que a maldição será mais eficaz se você ver os israelitas enquanto os amaldiçoa.

Balaque até que planejou bem, mas as coisas não aconteceram de acordo com seus planos...

Como veremos no próximo capítulo.

Em Cristo!

A seguir: Deus coloca palavras na boca do jumento Balaão

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Números 22: 22-27 - A jumenta e o profeta teimoso.


A jumenta e o profeta teimoso.

Números 22: 22-27

A encantadora ingenuidade desta história esconde um brilho de composição literária e grande profundidade de reflexão teológica.

A narrativa é em um só tempo engraçada e terrivelmente séria.

A estupidez e teimosia dos personagens humanos são acentuadas pelo comportamento civilizado da pobre mula.

Conforme vimos no último capítulo, no fim das contas Deus autorizou a Balaão que fosse com os moabitas.

Balaão levantou-se pela manhã, pôs a sela sobre a sua jumenta e partiu a fim de alcançar os líderes de Moabe.

Mas como era de se esperar, o Senhor não deixaria barato sua insistencia.

Como assim?

No versículo 12 Deus deixou claro sua vontade a Balaão...

No versículo 20 o Senhor lhe permitiu que fosse. Esta foi uma instrução meramente permissiva, baseada não na vontade de Deus, mas na própria vontade de Balaão. Se o profeta tivesse desejado cumprir a vontade de Deus, as palavras registradas no versículo 12 teriam definido o assunto. Mas quando um homem é rebelde de coração, Deus pode permitir-lhe seguir seus desejos e sofrer as conseqüências.

Ele havia escolhido fazer o que ele próprio desejava, para o seu próprio proveito, amando o prêmio da injustiça.

É o que acontece com os falsos profetas (2 Pedro 2:15-16). Infelizmente muitos líderes cristãos hoje em dia, bem como entidades que se consideram evangélicas, também são motivados pela recompensa financeira sobre tudo.

Mas, continuando a história...

Balaão ia montado no lombo da jumenta e seus dois servos o acompanhavam.

Então um anjo empunhando uma espada, postou-se no meio do caminho.

Balaão não viu nada, claro, mas a pobre jumenta assustou-se e saiu da estrada, enfiando-se numa plantação.

Aqui se desvenda a sua cegueira espiritual e sua impotência. Ele não consegue ver o anjo do Senhor, embora sua mula consiga...

A saída da estrada causou um tranco que assustou Balaão. O profeta ficou revoltado:

_ Ô jumenta burra! Quem foi que mandou você sair da estrada? Quem foi?

O Senhor abriu somente os olhos da jumenta, como lhe abriria a boca dela pouco depois.

E deu várias bordoadas na pobre coitada que, abdicada como é da sua natureza, voltou para a estrada sem rezingar.

O anjo ficou em pé num ponto do caminho entre duas plantações de uvas, que tinha um muro de cada lado.

A jumenta, mais uma vez assustada pelo anjo, começou a andar rente ao muro para tentar desviar-se dele.

Balaão, sentindo a perna prensada contra o muro, assustou-se de novo, e ficou mais furioso ainda.

Desmontou da jumenta e começou a falar mal e bater na pobre coitada novamente;

_ Ô jumenta desgramada! Viu o que você fez? Agora vai apanhar!

Balaão montou de novo e prosseguiu viagem ainda resmungando contra a jumenta.

O anjo, por sua vez, havia se colocado numa parte estreita do caminho, por onde só passava mesmo a jumenta.

Ao ver o anjo pela terceira vez, a jumenta não sabendo mais o que fazer, desiste e deita-se no chão.

Este animal proverbial pela sua teimosia e passividade, demonstra ter mais percepção espiritual do que o super profeta da mesopotâmia a quem Balaque está preparado para contratar.

Balaque deveria é ter contratado a jumenta...

Balaão saiu do sério de vez, acreditando na teimosia da jumenta, começou a bater nela com a sua vara.

_ Ô jumenta miserável! Você é muito teimosa? Perdi a minha paciência de profeta contigo! Agora vai apanhar mais!

Então para o nosso assombro, de Balaão e da própria jumenta, ela fala...

Em Cristo!

A seguir: A jumenta solta o verbo.
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Números 22: 11- 21 - O Profeta Balaão


O Profeta Balaão

Números 22: 11- 21

Tendo recebido o pedido dos mensageiros de Balaque, ele esperou que o SENHOR o instruísse durante a noite sobre o que deveria dizer.

Deus veio a Balaão e lhe perguntou:

_ Quem são esses homens que estão com você?

_ São homens de Balaque, rei de Moabe.

_ O que eles querem?

_ Vieram mem pedir para ir com eles e interceder contra o povo de Israel.

_ Não vá com eles. Você não poderá amaldiçoar este povo, porque é povo abençoado.

Nenhum ser humano pode mudar a bênção de Deus e convertê-la numa maldição.

Na manhã seguinte Balaão comunicou sua decisão.

_ Bem, infelismente não poderei ir com vocês. Voltem para a sua terra, pois o Senhor não permitiu que eu os acompanhe.

Abatidos, os mensageiros voltaram para Moabe e avisaram a Balaque que Balaão não quisera ir.

_ O que? O homem não vem? Como assim, não vem?

_ Pois é, majestade. Não ele quis vir não.

_ Mas também, mandei uns zé-manés pra falar com o ele, claro que ele não se impressionou.

Então Balaque concluiu que Balaão precisava de um incentivo maior.

Mandou uma comitiva maior, de gente mais importante, com o mesmo pedido e oferecendo lhe dar tudo o que ele quisesse.

Depois de alguns dias de caminhada, chegaram à casa de Balaão:

_ Balaão?

_ Quem são vocês?

_ Balaão, viemos da parte de Balaque, rei de…

_ Rei de Moabe, tô sabendo. Ele mandou outros sujeitos pra cá dia desses. Só que pelo que vocês estão vestindo e os carros que vieram, vejo que são importantes.

_ Er… Pois é, Balaão, é que Balaque quer muito que você venha nos ajudar, por isso mandou, os principais líderes de Moabe, para que falássemos com você.

_ Sei... Mas eu já não disse que não posso ir?

_ Disse, disse. E respeitamos sua decisão! Mas não custa nada negociar, não é mesmo?

_ Se você diz…

_ Pois Balaão, o rei manda dizer que vai te pagar quanto você quiser, desde que você faça o favor de nos acompanhar até Moabe e amaldiçoar os israelitas.

_ Mesmo que Balaque me desse o seu palácio cheio de prata e de ouro, eu não poderia fazer coisa alguma, grande ou pequena, que vá além da ordem de Deus.

_ Ferrou... Vamos voltar para nossa terra para sermos todos mortos?

_ Ê, rapaz, pra que tanto drama? Vamos fazer o seguinte... Fiquem também vocês aqui esta noite, e eu descobrirei o que mais o Senhor tem para dizer-me.

Ele já havia recebido uma mensagem bem clara do SENHOR na vez anterior, mas ele deve ter tido alguma esperança que o SENHOR diminuísse sua proibição, por isso pediu que os moabitas esperassem até a manhã seguinte para que ele soubesse o que o SENHOR lhe diria.

Sem botarem muita fé, mas também sem alternativa melhor, os líderes ficaram na casa de Balaão.

Naquela noite Deus veio a Balaão e lhe disse:

_ Visto que esses homens vieram chamá-lo, vá com eles, mas faça apenas o que eu lhe disser.

O SENHOR compreendeu o dilema que atormentava Balaão (ele queria ir com os Moabitas) e permitiu que fosse com eles, desde que ele falasse somente o que o SENHOR lhe dissesse.

Deus também muitas vezes nos permite fazer aquilo que queremos, mesmo quando não é o Seu desejo, mas tenhamos cuidado, porque teremos que arcar com as conseqüências!

No dia seguinte Balaão comunicou sua decisão aos Moabitas, que quase explodiram de felicidade.

Balaão se aprontou, preparou sua jumenta e partiu com eles.

Balaão e sua jumenta protagonizarão um dos momentos mais engraçados e intrigantes da Bíblia.

Mas isso fica para o próximo capítulo.

Em Cristo!

A seguir: A jumenta e o profeta teimoso.

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Números 22: 9-10 - O rei de Moabe manda chamar Balaão


O rei de Moabe manda chamar Balaão

Números 22: 9-10

_ Então, a quem chamaremos?

_ Contrataremos os serviços de um profeta chamado Balaão.

_ Hum... O famoso Balaão?

_ Esse mesmo.

_ Mas ele mora muito longe!

_ Sim. Na cidade de Petor, perto do Rio Eufrates, na Mesopotâmia.

Para vocês terem uma idéia do desespero de Balaque (e da fama de Balaão), o território de Moabe era um pedaço da atual Jordânia, perto da fronteira com Israel e com a Síria. Balaão morava onde hoje fica o Iraque, cerca de mil quilômetros a leste de onde morava Balaque.

_ Você não acha que devemos contratar os serviços de algum profeta aqui em Moabe?

_ Não! Vamos chamar alguém que nos garanta a vitória.

Balaque então, enviou mensageiros para chamar Balaão.

Depois de alguns dias de caminhada, chegaram à casa de Balaão:

_ Balaão?

_ Quem são vocês?

_ Viemos da parte de Balaque, rei de Moabe. Conhece?

_ Já ouvi falar...

_ Pois então... Ele manda dizer que um povo inteiro saiu do Egito e está espalhado por todo canto e agora foram morar perto da gente. Nosso rei está com muito medo deles.

_ Sei, ouvi falar desse povo aí. Hebreus, não é?

_ Isso mesmo!

_ Uma nação organizada, que 40 anos atrás saiu do Egito e humilhou o Faraó, certo?

_ Isso mesmo!

_ Mas o que vocês querem que eu faça, se mal lhes pergunto?

_ Venha agora lançar uma maldição contra eles, pois são forte demais para nós. Talvez então tenhamos condições de derrotá-los e de expulsá-los da terra.

_ Amaldiçoar, é?

_ É. Sabemos da sua fama, Balaão. Sabemos que quem você abençoa é abençoado, e quem você amaldiçoa é amaldiçoado.

_ Tudo bem, mas isso vai custar caro...

Balaão era um profeta venal típico, comercializando com o seu dom.

Este é o "caminho de Balaão" (2 Pedro 2:15) que caracteriza os falsos ensinadores.

O "erro de Balaão" (Judas 11) foi que ele não compreendia que o povo de Israel havia sido redimido pelo SENHOR, mas via apenas um povo como outro qualquer; os falsos ensinadores também erram quando não levam em conta que Deus é justo e justificador dos que crêem em Cristo (Romanos 3:26).

_ Não tem problema, pode dar seu preço!

_ Vamos fazer o seguinte: Passem a noite aqui, e eu lhes trarei a resposta que o Senhor me der. Aí eu falo com ele a respeito, talvez nem precise ir com vocês.

_ Tá bom então, Balaão.

Balaão conhecia o Deus verdadeiro, embora também recorresse a augúrios (v.7, cap. 24:1) e adivinhações (Josué 13:22).

Você deve achar estranho que Balaão invocasse a Deus, pois se tratava de um profeta pagão...

A realidade é que Balaão foi originalmente um verdadeiro profeta de Deus que perverteu seus dons devido a seu afã por obter ganhos materiais.

Como Balaão, existem hoje muitos profetas (pregador ou pastor simbolicamente) que são mercenários que só pensam em si e nas coisas que possam ganhar pelas obras que fazem.

Isto é chamado no Novo Testamento "o caminho de Balaão" (II Pd. 2:15).

Os mensageiros de Balaque ficaram por ali.

À noite, Deus veio a Balaão...

E o que aconteceu nesta noite, é o que veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O Profeta Balaão
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Números 22: 1-8 - Moabitas e Midianitas se unem contra Israel

Moabitas e Midianitas se unem contra Israel

Depois de conquistar a maior parte do território ao leste do Jordão, Israel acampou nas campinas de Moabe, para além do Jordão, perto de Jericó.

Estas eram as terras que os Moabitas haviam perdido para os cananeus, e os Israelitas haviam depois conquistado para si.

Os Moabitas continuavam a habitar o resto do seu território, ao sul.

Quando Balaque, rei de moabe, viu tudo o que Israel tinha feito aos Amorreus, e que eles estavam se aproximando, se borrou de medo do povo, porque era muita gente. Moabe teve pavor dos Israelitas.

Ele, é claro, já sabia da destruição causada por aquele povo no território dos Amorreus.

Moabitas e Midianitas eram inimigos tradicionais, mas estiveram dispostos a unir-se contra Israel.

E então os líderes dos dois povos se reuniram para decidirem o que fazer:

_ Nós estamos perdidos minha gente. PERDIDOS!

_ Não devemos nes desesperar...

_ Como não nos desesperar... Essa multidão devorará tudo o que há ao nosso redor, como o boi devora o capim do pasto.

_ Tudo bem, Balaque. Então o que é que você tem em mente?

_ Seguinte. Precisamos mais do que uma ajuda humana para enfrentar ao indiscutível poder de Israel.

_ Hum...

_ Eu tenho um plano para destruir a Israel, mas temo tentá-lo com nossas próprias forças.

_ E então, qual a saída?

_ Os amorreus eram mais fortes que nós e caíram na mão dessa gente. Imagina só o que eles vão fazer com a gente… Acho que o jeito é apelar pra um feitiço.

_ Feitiço?

_ Isso mesmo. Não podemos entrar em guerra contra eles porque são mais poderosos, e o jeito é apelar para uma solução "espiritual":

Balaque e seu povo acreditavam no poder dos feiticeiros e em seus encantamentos.

A necromancia, a magia negra, a posse demoníaca são parceiras inseparáveis da idolatria.

_ Então, a quem chamaremos?

_ Contrataremos os serviços de um profeta famoso...

E sobre este profeta, falaremos na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir: O rei de Moabe manda chamar Balaão
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Números 21: 21-35 - Vitória sobre os reis de Moabe e Basã


Vitória sobre os reis de Moabe e Basã

Números 21: 21-35

No último capítulo vimos que, depois do episódio da serpente de bronze, os israelitas marcharam, marcharam, depois marcharam mais um pouco e chegaram ao monte Pisga, já no território de Moabe, número 14 no mapa.

Pois muito bem, de lá Moisés enviou uma mensagem a Seom, rei dos amorreus, com praticamente o mesmo conteúdo da mensagem que enviara ao rei de Edom, explicando quem eram os israelitas, de onde vinham, para onde iam, e pedindo autorização para cortar caminho pelas suas terras.

Os israelitas comprometiam-se a não tocarem nas plantações nem beberem da água dos poços.

Porém, o rei Seom, ao invés de usar de diplomacia, não só recusou passagem, mas reuniu todo o seu povo e foi ao encontro de Israel para combater contra ele.

As semelhanças entre Seom, rei dos amorreus, e o rei anônimo de Edom acabam aqui...

Nós vimos que os edomitas eram considerados pelos israelitas como irmãos, uma vez que descendiam de dois irmãos, Esaú e Jacó, certo?

Vimos também que, por isso, quando o exército edomita veio atacar Israel, o povo apenas escolheu outro caminho e continuou sua jornada para não brigar com eles, certo?

Os amorreus, no entanto, eram descendentes de Ló, sobrinho do patriarca Abraão que teve filhos com as próprias filhas, dando origem aos moabitas e amorreus. Ou seja, parentes distantes e ainda frutos de incesto.

Assim sendo, os israelitas não tiveram a mínima preocupação em reagir ao ataque.

O SENHOR deu vitória absoluta ao povo de Israel, que tomou então posse da terra e das cidades dos amorreus, que estes haviam antes conquistado dos moabitas.

Assim eles conquistaram seu primeiro território, mais tarde ocupado pelas tribos de Rúben e Gade.

Os versículos 27 a 30 consistem em um poema daquele tempo celebrando a vitória.

Os israelitas tomaram todo esse território, inclusive a capital, Hesbom, e ficaram morando por ali.

Havia restado um grupo de amorreus em uma localidade chamada Jazer, dentro daquela área.

Depois de um reconhecimento que Moisés mandou fazer, os israelitas expulsaram os amorreus e tomaram as suas aldeias.

O povo tomou novamente o rumo do norte, e foram enfrentados por Ogue, o rei de Basã, cujo território ficava do outro lado do rio Jaboque.

Mesmo antes da batalha o SENHOR já havia dito a Moisés que havia entregue todo o povo e território de Basã em suas mãos.

E assim sucedeu...

Todo o povo pagão que ali habitava foi destruído, e Israel com isso adquiriu toda a região a leste do mar da Galiléia e do rio Jordão, até o monte Hermom.

É isso aí leitor, quando usamos a nossa fé, Deus nos dá vitória sobre os nossos problemas...

Primeiro, porém, precisamos confiar em Deus e depois tomar as decisões sabendo que o que estamos fazendo está no centro da vontade Dele.

Em Cristo!

A seguir: Moabitas e Midianitas se unem contra Israel
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Números 21: 10-20 - A rota dos israelitas depois do episódio das serpentes...

A rota dos israelitas depois do episódio das serpentes...

Eles saíram de Hor para Obote, depois para as ruínas de Abarim, no deserto, a leste de Moabe.

Dali foram para Zerede e depois para a margem norte do Rio Arnom, que fazia a fronteira entre Moabe e a terra dos amorreus.

Depois do Rio Arnom, foram beber num lugar chamado Beer.

Ali havia um poço, e finalmente puderam beber água à vontade.

Saindo de Beer foram para um lugar chamado Matana, depois Naaliel e Baamote e depois para o vale abaixo do monte Pisga, em Moabe.

Esses lugares com nomes estranhos deixaram esta postagem um pouco sem graça...

Mas é bom sabermos, porque deste vale os israelitas mandaram uma mensagem a Seom, rei dos amorreus.

E… Bom, o que aconteceu fica para a próximo postagem.

Em Cristo!

A seguir: Vitória sobre os reis de Moabe e Basã 

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Números 21: 8,9 - A serpente de bronze


A serpente de bronze

Números 21: 8,9

Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste.

Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo.

Quem, porém, em sua incredulidade não olhasse para a serpente e confiasse em outros remédios, morreria.

Era, portanto, necessário que o que fosse mordido tivesse fé suficiente apenas para olhar para a serpente.

Mas pêra aí...

O leitor pode estar pensando...

Isso não é culto a uma imagem?

Não, isso não é culto a serpente, nem veneração e nem adoração, e evidentemente Deus jamais admitiria.

Prova disso foi que, posteriormente, indivíduos idólatras e supersticiosos entre os israelitas começaram a adorar a serpente de bronze, quando, nos dias do rei Ezequias, essa figura de bronze foi destruída, por haver-se tornado um objeto idólatra (II Rs 18.4).

Ezequias a chamou de Neustã (pedaço de bronze), dando a entender que a tal serpente era metal e nada mais.

E mais de 1500 anos depois, em seu famoso diálogo com Nicodemos (Evangelho de João, capítulo 3), Jesus Cristo diria que assim como a serpente levantada no deserto salvou a vida de milhares de pessoas picadas pelas cobras, era necessário que ele fosse levantado (crucificado) para salvar a humanidade do pecado.

O Senhor Jesus nos explicou que, da mesma forma, quem crê nEle não perecerá, mas terá a vida eterna.

É suficiente que o pecador convicto olhe para Cristo (Hebreus 12:2), pela fé, para ser salvo da perdição, não há outra condição.

Mas, quem procurar se salvar por outros meios, nunca o conseguirá.

A serpente de bronze é um símbolo do pecado julgado e condenado.

A serpente de bronze é uma figura de Cristo feito pecado por nós (João 3:14, 15; 2 Coríntios 5:21), levando nossa condenação.

Historicamente, o momento foi quando Cristo bradou "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46).

Em Cristo!

A seguir: A rota dos israelitas depois do episódio das serpentes...