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Josué 7:6-12 - O pecado de Acã – Parte II


O pecado de Acã – Parte II

Josué 7:6-12

Muitos planos exaustivamente elaborados fracassam por não se levar Deus em conta.

E era isso que Josué estava descobrindo...

Em sinal de tristeza, Josué rasgou a sua roupa e se jogou no chão, com o rosto em terra, na frente da arca da aliança.

Os líderes de Israel fizeram a mesma coisa e ficaram ali com Josué até de tarde.

Josué clamou por Deus e disse:

_ Ó SENHOR, meu Deus! Afinal de contas, por que fizeste este povo atravessar o rio Jordão?

A fé de Josué o tinha levado a esperar só vitórias, e agora parecia incapaz de compreender este fracasso.

Mas as promessas de Deus são condicionais, e Josué e os israelitas não tinham cumprido com essas condições.

_ Foi para nos entregares aos amorreus, e eles nos matarem?

A oração de Josué parece igual às murmurações e queixas tão características dos filhos de Israel em outras ocasiões.

Mas em certos momentos, até os melhores líderes cedem diante do desânimo.

_ Por que não ficamos do outro lado do Jordão, meu Senhor?

Esta expressão indica um profundo sentimento de desespero e total incapacidade para compreender a situação.

_ Ó que estou dizendo? Meu Senhor me perdoe, mas é que Israel fugiu do inimigo, o que posso dizer num momento como este?

Josué interpretou corretamente que a derrota de Ai, era um sinal do desagrado de Deus com seu povo, mas não compreendia a razão desse desagrado.

Possivelmente as palavras que usou não foram muito bem escolhidas, mas o importante foi é o fato de em tal momento de crise ter recorrido à oração.

_ Senhor, os cananeus e todos os outros moradores desta terra vão saber disso. Eles nos cercarão e matarão a todos. E neste caso o que farás em favor do teu grande nome?

Josué deve ter aprendido com Moisés este tipo de argumento...

Sempre devemos recordar que nossa fidelidade ou infidelidade implicam em honra, não só da igreja, mas também do nome de Deus.

Finalmente, Deus respondeu ao clamor de Josué:

_ Levante-se! Por que é que você está aí desse jeito, com o rosto no chão?

_ Hã?

_ O povo de Israel pecou.

_ O que eles fizeram meu Senhor?

_ Eles quebraram a aliança que haviam feito comigo, a aliança que eu mandei que guardassem.

_ Qual aliança?

_ Ficaram com algumas coisas que eu mandei que fossem destruídas. Eles roubaram essas coisas, mentiram por causa delas e as colocaram no meio da bagagem deles.

Deus havia dito para eles destruírem Jericó totalmente, matando todos os seus habitantes e todos os animais e queimando a cidade, lembram?

A única coisa que Ele permitiu foi que trouxessem os objetos de ouro, prata, bronze e ferro para o Tabernáculo...

Mas teve gente que resolveu trazer uns souvenirs de Jericó para o acampamento, esquecendo que Deus tudo vê...

Agora você pode estar se perguntando...

Porque Deus castiga todo um povo por causa do pecado de um ou dois?

É justo isso?

Descubra na próxima postagem!

Em Cristo!

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Josué 7:1- 5- O pecado de Acã – Parte I


O pecado de Acã – Parte I

Josué 7:1- 5

Deus havia ordenado ao povo de Israel que ninguém guardasse nada do que era para ser destruído, e parece que a ordem foi desobedecida.

Na realidade, um cara chamado Acã da tribo de Judá, não estava muito preocupado com isso...

O zóiudo escondeu algumas coisas, e por isso o SENHOR ficou muito irado com os israelitas.

Mas a vida seguia e o povo de Israel estava faceiro com a vitória em Jericó.

Embora fosse a vitória de Deus, o povo começava a confiar em sua própria força.

Como havia feito com Jericó, Josué mandou uns homens para avaliarem a força militar de Ai.

Voltaram convencidos que seria fácil tomá-la, pois eram poucos os inimigos; bastava mandar uma pequena parte do exército, não precisando fatigar todo o povo (lembrando-se de como haviam se cansado dando voltas em torno de Jericó).

_ E então?

_ Senhor Josué, vai ser fácil do que imaginávamos. Precisa movimentar o povo todo não, manda pra lá só uns dois ou três mil homens, porque há pouca gente lá, e todo mundo tá se borrando de medo da gente.

É evidente que os espiões, muito confiados em si mesmos, tinham subestimado as defesas da cidade.

Muito mais que isso, os israelitas, ébrios de vitórias,não se deram conta de que só com a ajuda divina é que poderiam ter êxitos...

Mas ao que parece, não tomaram a Deus em seu conselho quando fizeram planos para atacar Ai.

Investido de coragem e otimismo, Josué convocou então cerca de três mil soldados e os enviou à cidade.

Porém os homens de Ai fizeram os israelitas recuarem e mataram uns trinta e seis.

Depois botaram os hebreus para correr, e os perseguiram desde o portão da cidade até uma pedreira que havia por lá, entraram por um desfiladeiro estreito e íngreme que dificultou sua fuga...

Imediatamente entraram em pânico e na confusão tiveram desbaratada a retaguarda, morrendo israelita aos montes.

Quando o batalhão desfalcado voltou ao acampamento não marchando, mas correndo em desordem, com a notícia do que acontecera, o povo perdeu toda a soberba recém adquirida entrando em pânico geral.

Continua...

Em Cristo!



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Josué 6:22-27 - A maldição de Jericó


A maldição de Jericó

Josué 6:22-27

Na postagem passada vimos que os Israelitas invadiram Jericó após a queda da muralha que protegia a cidade...

Só tinha um detalhe...

Raabe, vocês se lembram dela? Aquela prostituta que morava na muralha da cidade, e que protegeu os espiões israelitas.

Antes de partirem, eles garantiram que ela e sua família seriam poupadas no dia da destruição de Jericó.

O mais incrível é que toda a muralha caiu, menos a parte em que Raabe morava.

Josué chamou os dois homens que haviam servido como espiões e disse:

_ Entrem na casa de Raabe e tragam a família dela para fora, conforme vocês prometeram.

Eles foram e fizeram sair Raabe, o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos e o resto da família.

Tiraram todas as pessoas da casa e as puseram do lado de fora do acampamento israelita.

Raabe ficou um tempo fora do acampamento, a fim de ser preparada para ser admitida como parte do povo.

E no tempo devido foi recebida na congregação de Israel, provavelmente depois de que ela e seus parentes foram instruídos na religião de Israel e se purificassem de seus costumes e crenças pagãs.

Provavelmente só então Raabe chegou a ser a esposa de Salmão, príncipe do Judá, e mãe do Booz, e dessa maneira figurou entre os antepassados de nosso Salvador.

Que bendito privilégio é o que aguarda os que por fé se unem com o povo de Deus!

Quão maravilhoso é saber que o Evangelho do Jesus cristo transcende até a herança e o ambiente mais desfavorável!

Qualquer um que desejar, de qualquer raça, cor ou categoria social, pode participar do glorioso privilégio de ser filho de Deus.

Depois disso, incendiaram a cidade e queimaram tudo o que havia nela, menos os objetos de ouro, prata, bronze e ferro, que foram levados para o tesouro do Tabernáculo.

Depois de concluída a destruição, Josué amaldiçoou a cidade e qualquer um que tentasse reconstruí-la.

Sem dúvida no caso do Jericó a maldição tinha o propósito de manter sempre diante dos olhos das gerações futuras a recordação da destruição da cidade.

As ruínas da cidade seguiriam dando um mudo testemunho, mas uma nova cidade construída no antigo sítio apagaria qualquer vestígio de tal lembrança.

A maldição se consumou quinhentos anos mais tarde quando Hiel reconstruiu a cidade e seus dois filhos morreram por conta disso (1 Reis 16:34).

Os israelitas celebravam o sucesso de sua empreitada sob o comando do novo líder, enquanto os cananeus tremiam apavorados ao ouvirem a história do general que, juntamente com seu povo, derrubara as muralhas de uma cidade na base do grito.

Assim o SENHOR Deus esteve com Josué, e a fama de Josué se espalhou por todo o país.

Em Cristo!

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Josué 6:17-21 - A conquista de Jericó


A conquista de Jericó – parte II

Josué 6:17-21

A tensão era quase insuportável para os habitantes de Jericó, ninguém entendia a estranha movimentação dos Israelitas vindo todo dia à mesma hora para tocarem suas cornetas e circundarem sua cidade.

Foram seis dias consecutivos com o mesmo ritual e o povo de Jericó com os nervos a flor da pele.

Já haviam se passados sete dias, e a mesma coisa se repetia...

Vieram os soldados, atrás deles os corneteiros e a Arca, e depois mais soldados.

Só que desta vez não voltaram para o acampamento quando terminaram de dar a volta na cidade...

Pelo contrário, deram mais uma volta.

E outra...

E mais outra...

Sete voltas no total.

E os povo de Jericó mais apavorado do que nunca...

Podiam esperar qualquer coisa de um povo cujo Deus invisível fazia até o mar se abrir para eles.

Depois disso, os sacerdotes tocaram as cornetas produzindo um som diferente, mais prolongado...

Foi então que após os israelitas ouvirem este toque, imediatamente saíram em grande número, correndo do acampamento em direção a Jericó, enquanto, com sangue no zóio, gritavam em uma só voz: 

ATACAAAAR!

ATACAAAAR!

ATACAAAAR!

Neste mesmo tempo, as espessas e intransponíveis muralhas da cidade caíram.

Os israelitas então facilmente invadiram a cidade, tratando de cumprir as instruções que Deus havia dado a Josué, matar todos os habitantes, inclusive velhos e crianças, e todos os animais.

 Se você é um leitor atento, deve estar se perguntando...

 E Raabe? Aquela prostituta que morava na muralha da cidade e que havia protegido os espiões Israelitas?

 Bom, esse é um assunto para a próxima postagem!

 Em Cristo!

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Josué 6:1-16 - A conquista de Jericó – parte I


A conquista de Jericó – parte I 

Josué 6:1-16

Com os israelitas já recuperados da circuncisão, Deus chamou a Josué e lhe deu a autorização para tomar Jericó lhe dando instruções detalhadas de como seria a invasão.

 A cidade de Jericó que era quase instransponível estava mais fechada do que nunca, e foi assim que na manhã seguinte os homens que estavam de guarda nas muralhas da imponente cidade presenciaram uma cena insólita:

 Soldados israelitas marchando seguidos por sete homens com roupas espirituosas (sacerdotes), pela solenidade que exibiam tocando cornetas de chifre de carneiro.

 Atrás desses sacerdotes vinham outros carregando um baú sobre os ombros, que os guardas não tinham como saber que era a Arca da Aliança e atrás destes mais soldados.

 De longe, do acampamento, o povo de Israel assistia à cena.

 O que mais impressionava era o silêncio: nem os soldados que marchavam, nem os sacerdotes que carregavam a arca, nem o povo no acampamento emitiam som algum.

 Os homens nas guaritas, espantados e sem saber direito o que estava acontecendo, guardavam silêncio sem se dar conta disso, só murmurando de quando em vez:

 _ Que loucura, esse povo tá amaluco?

 Ao mesmo tempo a solene e silenciosa procissão enchia de terror aos que observavam das muralhas da cidade condenada.

 Recordavam quão milagrosamente Deus tinha operado em favor daquele povo ao abrir um caminho no meio do mar Vermelho, e mais recentemente através do Jordão, e procuravam compreender o mistério desses estranhos procedimentos.

 Apenas as cornetas soavam enquanto os sacerdotes e soldados rodeavam as muralhas.

 Depois de completarem seu percurso, todos voltaram para o acampamento.

 A história se espalhou pela cidade, cujos habitantes já viviam em estado de sítio antes mesmo de qualquer ameaça israelita.

 Desde o dia em que o povo atravessara o Jordão os portões da cidade viviam muito bem trancados, e ninguém tinha autorização para entrar ou sair.

 Naquela manhã, quando os guardas viram os soldados se aproximarem, pensaram tratar-se enfim da invasão.

 Depois que eles apenas rodearam as muralhas e voltaram para o acampamento, porém, um certo alívio foi sentido...

 Pensaram que talvez os israelitas tivessem desistido da invasão ao verem o tamanho da cidade e a espessura de seus muros.

 No entanto, a tensão voltou a reinar no dia seguinte, quando os mesmos soldados e sacerdotes voltaram carregando a Arca e tocando cornetas enquanto davam mais uma volta ao redor da muralha.

 A notícia se espalhara, e dessa vez vários habitantes de Jericó correram para assistir à cena de cima do muro.

 Os israelitas, impassíveis, apenas completaram sua volta e retornaram ao acampamento.

 Apesar de não entenderam o que estava acontecendo, Deus estava com todo este ritual, aplicando uma lição importante para os israelitas.

 Deus mandou que essas solenes cerimônias continuassem durante por sete dias antes que ele fizesse cair às muralhas da cidade.

 Deus desejava dar aos israelitas tempo para desenvolver sua fé. "Pela fé caíram os muros do Jericó" (Heb. 11: 30).

 O povo precisava compreender plenamente que a batalha não era deles, mas sim do Senhor. Deus poderia fazer grandes coisas em seu favor se cooperasse com Ele.

 A fé não é mais que a aceitação das instruções de Deus e a plena cooperação com seu plano.

 Este é um tipo de fé que faz Deus realizar tão grandes feitos por nós como ele fez nos tempos antigos...

 E a mesma cena se repetiu por mais quatro dias.

 Até que algo surpreendente aconteceu...

 Como veremos na próxima postagem.

 Em Cristo!

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Josué 5:13-15 - O comandante do exército do SENHOR.


O comandante do exército do SENHOR.

Josué 5:13-15

 Por aqueles dias, Josué estava caminhando pelos arredores de Jericó para meditar e pedir a direção divina para realizar sua obra.

 De longe olhava para as muralhas espessas, os guardas em suas guaritas, e pensava no trabalho que seria entrar lá...

 De repente, viu um homem com uma espada na mão parado na sua frente...

Josué notou que o homem, muito alto e forte, estava todo paramentado para a guerra, de armadura, capacete, escudo e espada na mão...

Anjos empunhando espadas podem inspirar terror, mas esse terror se ameniza quando eles lutam ao nosso lado...

Josué, o grande comandante militar dos israelitas, teve essa experiência.

Corajosamente Reagiu à maneira dos militares. Chegou perto dele e perguntou:

_ Ei, peraí. Você é do nosso exército ou é de Jericó?

_ Não sou nem uma coisa nem outra.

_ Então, a comando de quem você está aqui?

_ Estou aqui como comandante do exército de Deus, o SENHOR.

Josué ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e o adorou.

Ao aceitar a adoração oferecida por Josué, o visitante celestial demonstrou que era mais que um anjo...

_ Estou às suas ordens, meu senhor, disse Josué. O que quer que eu faça?

 _ Comece tirando suas sandálias, porque a terra que você está pisando é santa.

 Esta é outra evidência de que o "Príncipe do exército" era mais que um anjo.

 E Josué obedeceu.

 Na verdade esse comandante era o próprio Cristo, em forma humana, que no próximo capitulo entregará a cidade de Jericó a Josué.

 Em Cristo!
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Josué 5: 9-12 - O fim do maná!


O fim do maná!

Josué 5: 9-12

 Bom, depois da circuncisão em massa, Deus voltou a falar com Josué:

 _ Hoje eu tirei de vocês a vergonha de terem sido escravos no Egito.

 E foi por causa dessa frase que aquele lugar passou a se chamar Gilgal, que em hebraico significa “tirar”.

 Essas palavras indicam a grande importância deste momento.

 Esta vitória só se completaria com a entrada na Terra Prometida.

 Se essa meta não fosse atingida, a vergonha ou desprezo por terem sido escravos do Egito teria permanecido.

 E ali na planície de Gilgal, pertinho de Jericó, os israelitas comemoraram a Páscoa na noite do dia catorze.

 No dia seguinte comeram alimentos daquela terra: cereais torrados e pão sem fermento.

 Depois disso os israelitas não tiveram mais o maná porque ele parou de cair do céu.

 Desse ano em diante, eles começaram a comer os alimentos da terra de Canaã.

 Durante quase 40 anos Deus tinha proporcionado maná para nutrir ao povo, enquanto as circunstâncias lhe impediam de conseguir uma provisão adequada de mantimentos.

 Perceba que uma vez que os israelitas poderiam comer do "fruto da terra" não haveria mais necessidade de maná.

 Moral da história?

 "Deus não faz em benefício dos homens, aquilo que eles podem fazer por si mesmos".

 Em Cristo!