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Juízes 3:12-26 - O segundo Juiz, o canhoto Eúde!

O segundo Juiz, o canhoto Eúde!

Depois da morte de Otoniel, o povo voltou a assimilar a cultura dos povos da região, adorando seus deuses e enfurecendo ao Senhor.

Por causa disso o SENHOR fez com que Eglom, rei de Moabe, ficasse mais forte do que eles.

Eglom se juntou com os amonitas e os amalequitas, e eles atacaram Israel e tomaram Jericó, a cidade das palmeiras.

A consequência disso foi que Israel viveu sob o domínio dos moabitas por dezoito anos.

Quando, no entanto, o povo resolveu voltar a pedir ajuda a Deus, Ele escolheu um tal de Eúde para ser líder do povo. Esse Eúde, benjamita, era canhoto e muito malandro, como veremos.

Acontece que de tempos em tempos os israelitas tinham que enviar seus impostos a Eglom.

Os impostos eram recolhidos, conferidos e levados por um mensageiro.

Quando calhou de Eúde ser o escolhido para levar o dinheiro ao Rei de Moabe, ele entendeu que Israel já tinha sofrido demais, e então preparou um punhal de quase meio metro de comprimento e botou o pé na estrada junto com alguns carregadores.

Acontece que Eglom era gordo... Muito gordo... Coisa de circo mesmo. Talvez fosse esse o motivo de Eúde ter preparado um punhal de quase meio metro, pois um normal apenas arranharia suas várias camadas de tecido adiposo do incircunciso.

Eúde escondeu o punhalzão sob as roupas, foi para Gilgal (cidade onde ficava o palácio de Eglom) entregou os tributos e mandou os carregadores de volta pra casa.

Feito isso, foi falar com o rei, que estava jantando:

_ Majestade, tenho uma informação ultra-secreta para dar ao senhor.

_ O que éééé? — perguntou o rei de boca cheia, sentado em sua sala de verão, no terraço, com uma taça de vinho em uma das mãos e uma coxa de peru em outra.

_ É que...

_ Seu povo está tramando alguma coisa contra mim? Olha que eu acabo com a raça de vocês!

_ De maneira alguma majestade. Estou aqui por outro motivo...

_ Então fale de uma vez, antes que eu o matar! — ameaçou Eglom, borrifando farofa por toda a sala. _ Tenho um recado de Deus para o senhor.

_ De quem?

_ Do Senhor Deus de Israel.

Então o Rei levantou-se com muita dificuldade, e se aproximou de Eúde Então Eúde, com a mão esquerda, tirou o punhal que estava no seu lado direito e o enterrou na barriga de Eglom.

O punhal entrou até o cabo, e a gordura o cobriu porque Eúde não o tirou da barriga do rei.

E a ponta do punhal apareceu entre as suas pernas.

Depois de matar o rei, Eúde agiu rápido: trancou todas as portas, saiu pela janela e foi embora assoviando.

Aí os empregados chegaram e viram que as portas estavam trancadas.

_ As portas estão trancadas...

_ Esquenta não, o rei deve estar no banheiro...

_ É verdade, também, depois do que ele comeu hoje...

_ Vamos aguardar até que ele saia do banheiro e abra a porta. Anoiteceu, porém, e nada do rei abrir a porta.

_ A coisa deve tá feia pro lado do rei, você não acha? 

_ É, ele nunca ficou tanto tempo na privada...

Bateram à porta e nada de Eglom responder.

Então pegaram a chave, abriram a porta, e deram com seu soberano caído morto no chão.

Enquanto os empregados ainda não sabiam da morte de Eglom, Eúde já havia chegado às montanhas de Efraim para dar cabo de seu plano como veremos na próxima postagem.

Em Cristo!

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Juízes 3: 7-11 - Otniel foi o primeiro juiz de Israel


Otniel foi o primeiro juiz de Israel

O povo de Israel, depois da morte de Josué e dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué, se acomodou à terra de Canaã, casando-se com o restante dos cananeus que haviam permitido ficar.

Era uma sequência desastrosa, típica daqueles que, sentindo-se livres e independentes, afrouxam seu padrão moral, esquecem-se de Deus, e dedicam-se aos seus próprios deuses: atividades, passatempos e prioridades que passam a absorver toda a sua atenção.

Em consequência, o SENHOR irou-se e tirou a independência que haviam conquistado desde a saída do Egito: eles passaram ao domínio de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, a quem tiveram que servir.

A opressão que sofreram foi tal, que após oito anos os israelitas lembraram-se do SENHOR, e clamaram a Ele.

É a situação do pecador que sente desespero pela inutilidade da sua vida e a opressão do meio em que vive, sendo então movido a procurar a Deus.

Deus atendeu ao pedido do povo mandando que Otoniel, filho de Quenaz (que era irmão mais novo de Calebe), que assumiu a liderança daquela balbúrdia e guiou o povo.

Esse Otoniel já havia se destacado numa ocasião, quando Calebe foi expulsar os anaquins de suas terras. Na ocasião Calebe já havia conquistado Hebrom, mas ainda faltava Debir (ainda chamada Quiriate-Sefer). Então teve a idéia de dar a mão de sua filha, Acsa, em casamento àquele que conquistasse Quiriate-Sefer. Otoniel que não era bobo, juntou uns homens, foi até lá, derrotou os anaquins e desposou sua prima. Acsa era dessas mulheres mandonas, e exigiu que Otoniel fosse falar com Calebe para que este desse ao casal terras que tivessem fontes de água. Pode parecer bobagem, mas no meio do deserto água é ouro. Calebe, gente boa como sempre, deu à filha e ao sobrinho/genro todas as fontes de suas terras.

E graças a sua bravura, Otoniel foi escolhido por Deus para ser o primeiro dos Juízes.

Otniel foi o primeiro juiz de Israel, e talvez um dos melhores, pois pouco se diz a respeito dele, e nada de mal.

E tratou logo de trabalhar: reuniu seu exército, declarou guerra à Mesopotâmia e venceu, libertando Israel.

Otniel julgou a Israel e foi aceito como uma autoridade pelo povo e, estando sobre ele o Espírito do Senhor, ele mostrou ao povo o seu pecado e os conduziu ao arrependimento e reconciliação com Deus.

Ele viveu ainda por mais quarenta anos, durante os quais o povo se manteve no agrado do SENHOR, pois a terra ficou em paz durante esse tempo.

Em Cristo!

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Juízes 3:1-6 - Os Israelitas adoram outros deuses.

Os Israelitas adoram outros deuses.

Como vimos no capítulo anterior, alguns povos continuaram habitando Canaã ao lado dos israelitas.

Eram os filisteus, os cananeus, os sidônios e heveus que moravam nos montes Líbanos.

O povo de Israel se deixou influenciar por esses povos, ofereceram suas filhas para eles por mulheres e deram aos filhos deles as suas filhas e serviram a seus deuses.

Baal (amo, proprietário, senhor, possuidor) era o deus da chuva e da fertilidade em Canaã. O plural "baalins" (senhores) provavelmente inclui todas as falsas divindades da terra, pois cada localidade tinha o seu próprio "baal" (como as "nossas-senhoras", adoradas em suas imagens com nomes e aparências diferentes em cada localidade).



Astarote é a forma plural de Astarte, a deusa fenícia companheira de Baal.

As astarotes eram ídolos adorados pelo povo cananeu, e também pelos israelitas durante os períodos em que se afastavam do SENHOR.

O profeta Jeremias informa que o povo se referia a esta deusa como a rainha do céu (Jeremias 44:18,19), título que também foi dado pelos católico-romanos a Maria, mãe terrena do Senhor Jesus.

O culto a esses falsos deuses e deusas incluía sacrifícios animais e mesmo, às vezes, humanos, bem como prostituição.

A religião Cananéia pode ter atraído os israelitas por causa da sua permissividade, a promessa de maior fertilidade tanto na família como nos animais, mas especialmente porque não exigia qualquer padrão moral.

Era suficiente agradar ao deus de sua preferência com ofertas e sacrifícios em seu altar, podendo depois comportar-se como bem entendessem. A prostituição de ambos os sexos era não somente permitida, mas era uma forma de adoração.

Em contraste, o culto ao SENHOR exigia pureza de vida, domínio próprio, amor a Deus acima de tudo, e amor ao próximo como a si mesmo.

O verdadeiro Deus exige obediência, abnegação e altruísmo, um sacrifício que a maioria da humanidade egoísta não está disposta a fazer.

E é neste cenário que os juízes, também chamados "libertadores", foram levantados pelo SENHOR dentre o povo, impulsionadas pelo desejo de corrigir a infidelidade e a resultante opressão do povo pelos seus inimigos.

Mas isso é assunto para a próxima postagem...

Em Cristo!

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Juízes 2: 1-23 - Israel com e sem Josué

Israel com e sem Josué

Com o tempo as tribos de Israel foram desobedecendo a Deus e em alguns casos não expulsando os povos pagãos e em outros casos sendo até expulsas como no caso da tribo de Dã que foi humilhada ao ser obrigada a habitar nas montanhas pelos amorreus.

Essa era a terra prometida que Deus havia entregue nas mãos dos israelitas, mas, aparentemente, nenhuma das tribos, tragicamente, conseguiu tomar totalmente a posse da sua herança.

Como se vê, os israelitas deixaram de cumprir uma ordem clara de Deus: matar todo mundo que estivesse no caminho.

A razão deste fracasso é explicada neste capítulo com um breve resumo das condições espirituais do povo quando este se encontrava sob o comando de Josué...

O resumo declara que o povo de Israel serviu a Deus, o SENHOR, enquanto Josué viveu.

Que depois que ele morreu, eles ainda continuaram a servir o SENHOR enquanto viveram os líderes que tinham visto tudo o que o SENHOR havia feito por Israel.

Até que idade de cento e dez anos, Josué veio a falecer. E passado um tempo, todas as pessoas daquela geração também morreram e os seus filhos esqueceram o SENHOR e as coisas que ele havia feito pelo povo de Israel e começaram a adorar outros deuses e a se relacionar com os povos pagãos...

Deus é lógico não se agradou nada dessas atitudes como era de se esperar, e mandou um anjo para dar um recado a Israel:

_ Eu tirei vocês da terra do Egito e os trouxe à terra que havia prometido aos seus pais. Eu disse: Nunca quebrarei a aliança que fiz com vocês. Não façam nenhum acordo com os moradores desta terra. Pelo contrário, derrubem os altares deles. Mas vocês não fizeram o que eu disse. Em vez disso, vejam o que fizeram! Agora eu digo que não tirarei este povo do caminho de vocês. Eles serão seus inimigos, e os deuses deles vão ser tentações para vocês.

Quando o anjo terminou de dar seu recado, o povo abriu o berreiro e começou a oferecer sacrifícios a Javé, pra ver se aplacava sua ira.

Adiantou nada.

Influenciados pelos cananeus remanescentes em suas cidades, os israelitas começaram a adorar outros deuses.

O SENHOR ficou muito irado com o povo de Israel e deixou que eles fossem atacados e roubados por povos vizinhos.

Ele entregou os israelitas nas mãos dos inimigos que viviam ao redor, e por isso eles não puderam mais resistir.

Então o SENHOR Deus deu ao povo de Israel líderes fortes, chamados juízes, que os salvaram dos que os atacavam e roubavam.

E com isso começamos o tempo dos juízes, um período de grande instabilidade em Israel.

Em Cristo!

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Juízes 1: 1-36 - O desleixo Israelita

O desleixo Israelita

Os dois primeiros capítulos do livro dos Juízes são uma rápida narração do que aconteceu no período entre a morte de Josué e a subida dos Juízes ao poder.

Logo no começo, então, ficamos sabendo que as tribos de Judá e Simeão aliaram-se para expulsarem os cananeus e perizeus de seus territórios.

Eles expulsaram os dois povos, matando dez mil homens numa cidade chamada Bezeque.

Nesse lugar encontraram Adoni-Bezeque e lutaram contra ele.

E eles derrotaram os cananeus e os perizeus.

Durante a luta Adoni-Bezeque fugiu, mas eles o perseguiram e prenderam.

Esse cara tinha o costume de cortar os polegares e dedões dos pés dos reis das cidades que conquistava.

Já havia feito isso com setenta reis, e a fama é que estes reis sem polegares comiam migalhas debaixo da mesa dele.

Os israelitas, fizeram a ele o que ele havia feito aos outros, e o levaram cativo para Jerusalém, onde mais tarde morreu.

E por falar em Jerusalém, esta cidade foi incorporada ao território israelita pela primeira vez na História...

Os homens de Judá mataram todos os seus habitantes e atearam fogo à cidade.

Depois disso, lutaram contra os cananeus que moravam nas montanhas, no deserto ao sul e nas planícies de Judá.

Enquanto isso, os povos das tribos de José (Efraim e Manassés) saíram juntos para a guerra...

Quando foram atacar Betel (antes chamada Luz), pegaram um homem que ia saindo da cidade e o ameaçaram de morte caso não dissesse como os israelitas podiam entrar na cidade.

O tal homem, os auxiliou e os israelitas tomaram a cidade.

Todos os habitantes foram mortos, com exceção do homem e sua família, que se mudaram para a terra dos heteus e fundaram uma cidade chamada Luz, em homenagem a seu antigo lar.

E assim, com uma conquista aqui, outra ali, os israelitas iam aos poucos tomando posse da terra.

Só que no processo foram desleixados algumas vezes.

A tribo de Manassés, por exemplo, não expulsou os habitantes de Bete-Sã, Taanaque, Dor, Ibleão e Megido...

A tribo de Efraim não expulsou os habitantes de Gezer, pelo contrário, ficaram morando com eles ali...

A tribo de Zebulom não matou nem expulsou os moradores de Quitrom e Naalol, mas os fez escravos...

O mesmo fez Aser com as cidades de Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Hleba, Afeca e Reobe, e Naftali com Bete-Semes e Bete-Anate...

A tribo de Dã deu vexame maior ainda...

Mas esse é assunto para a próxima postagem!

Em Cristo!


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O livro dos Juízes

Introdução:

Autor: Anônimo
Tema: Apostasia e Livramento
Data: Cerca de 1050 - 1000 a.C.

Escrito originalmente em hebraico, sua autoria é até hoje incerta, embora alguns afirmem que poderia ter sido profeta Samuel, durante o reinado de Saul, em torno de 1050 a.C.

Juízes retrata um período entre 1200 e 1020 AC, descrevendo a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da monarquia.

Após a morte de Josué, Israel, uma nação recém-nascida, passou por um longo período de instabilidade política.

Era um tempo de democracia tribal e cheio de dificuldades, as tribos eram governadas por chefes que tinham um cargo vitalício (juízes menores); nos momentos de grande dificuldade surgem chefes carismáticos (juízes maiores), que unem e lideram as tribos na luta contra os inimigos.

Entretanto, os israelitas, que se encontravam na terra prometida, desviaram-se dos mandamentos divinos praticando a idolatria e que por isso chegaram a ser derrotados pelas nações vizinhas ou próximas que passavam a oprimir o povo.

Então os israelitas arrependiam-se e pediam a ajuda de Deus. Surgiam assim líderes, enviados por Deus, para resgatarem o povo de Israel dos inimigos e restabelecerem a obediência à lei mosaica.

Os juízes sucediam-se em rápida sequencia, e foram os chefes de Israel até a instituição da monarquia, com o rei Saul.

O livro dos Juízes é um dos mais interessantes de toda a Bíblia.

Nele encontramos, por exemplo, aquele que foi considerado um dos homens mais fortes que já existiu, um super herói: Sansão. É um livro repleto de aventuras, reviravoltas e muito sangue...

Longe de ser apenas uma narrativa de lutas e de derramamento de sangue, o livro de Juízes exalta a Deus como o grande Libertador de seu povo.

Mostra como ele expressou sua misericórdia e longanimidade incomparáveis para com o povo chamado pelo Seu nome, toda vez que recorria a ele com coração arrependido.

O livro de Juízes é de grande proveito em defender decididamente a adoração de Deus e em seus poderosos avisos acerca da tolice da religião demoníaca, do interconfessionalismo e das associações imorais.

A condenação severa que Deus pronunciou contra a adoração de Baal deve impelir-nos a nos resguardar dos seus equivalentes modernos: o materialismo, o nacionalismo e a imoralidade sexual.

Em Cristo!