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Juízes 11:32-40 - O voto de Jefté


O voto de Jefté 

Juízes 11:32-40

Então Jefté atravessou o rio para lutar contra os amonitas, e o SENHOR lhe deu a vitória.

Ele derrotou os amonitas desde Aroer até perto de Minite, vinte cidades ao todo e continuou até Abel-Queramim.

Houve uma grande matança, e os israelitas derrotaram os amonitas.

Voltando para casa muito feliz Jefté, pensava; qualquer coisa que sair da porta de minha casa será dedicada exclusivamente ao Senhor, pode ser uma pessoa ou um animal, vou oferecê-lo ao Senhor...

Mas quando chegou a sua casa, em Mispa, a sua filha saiu ao seu encontro, dançando e tocando pandeiro.

Era filha única, ele não tinha mais nenhuma filha ou filho. Quando Jefté a viu, ficou desesperado, rasgou as suas roupas e disse:

_ Ah! Minha filha! Você está partindo o meu coração! Por que tem de ser você quem me vai fazer sofrer?

_ Não entendi papai...

_ Eu fiz uma promessa a Deus e não posso voltar atrás. Conforme a interpretação que demos na ultima postagem, ele teria que dedicar esta sua única filha ao SENHOR, significando que ela não poderia casar nem dar-lhe uma descendência. Ela respondeu:

_ Está bem papai. Se o senhor fez uma promessa a Deus, faça de mim o que prometeu. Pois Deus deixou que o senhor se vingasse dos nossos inimigos, os amonitas.

Por sua limitada compreensão da natureza de Deus, ela sinceramente acreditava que a vitória tinha sido ganha por causa do voto de seu pai, e que seu sacrifício era um preço adequado a ser pago por essa vitória.

Jefté cumpriu o seu voto, embora percebendo que eliminava a possibilidade dele ter descendência, e sabendo da tristeza que causaria à sua filha. 

A Bíblia diz que fazer um voto diante de Deus é coisa séria: "quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos.

Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras." (Eclesiastes 5:4,5).

A filha conformou-se, resignada, ao cumprimento do voto do seu pai.

Era uma tragédia para ela, pois as jovens naquele tempo só se achavam realizadas quando casavam e tinham filhos, e as solteironas ou mulheres sem filhos eram desprezadas.

Ela nunca poderia se casar, nunca seria apresentada como noiva a algum homem, mas a sua vida seria dedicada ao SENHOR, provavelmente como humilde serva dos sacerdotes no tabernáculo.

_ Só peço uma coisa papai: deixe que eu vá com as minhas amigas pelos montes e chore durante dois meses porque nunca chegarei a ser mãe.

E o pai deixou que ela fosse por dois meses.

Então ela e as suas amigas saíram pelas montanhas, chorando porque ela nunca chegaria a ser mãe.

Suas jovens amigas, com quem tinham conversado muitas vezes e sonhavam com um futuro casamento, se juntaram para lamentar o triste caso dela.

A perspectiva de não ser capaz de compartilhar a alegria da celebração de um casamento ou o prazer de criar os filhos era muito amarga para uma menina hebraica.

Isso significava que a filha de Jefté e a casa de seu pai perderia a esperança de compartilhar as glórias futuras de Israel.

Depois dos dois meses, ela voltou para o pai.

O capítulo termina dizendo que este caso inédito na Bíblia tornou-se costume em Israel, para as moças saírem todos os anos por quatro dias para celebrar a memória dessa jovem.

Em Cristo!

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

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