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O falso arrependimento de Saul e uma contradição Bíblica! - parte II


O falso arrependimento de Saul e uma contradição Bíblica!- parte II


Vimos na postagem anterior que depois que Saul desobedeceu a Samuel, Deus afirmou: 

“Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras” (1 Samuel 15.11). 

Você pode estar pensando...

Se Deus se arrepende das coisas que fez, Ele não podia prever o que estava por vir. Por que Deus se arrependeria ou voltaria atrás, se Ele soubesse de antemão as consequências de sua decisão?

Isto até faz sentido, mas não é um argumento convincente contra a antevisão de Deus. 

Primeiramente, porque o argumento admite que Deus não podia lamentar por uma situação que Ele mesmo resolveu produzir. 

Como não?

Isto é falso no que diz respeito à experiência humana; além disso, (o que é mais importante) o coração de Deus é capaz de combinações complexas de emoções infinitamente mais notáveis do que as nossas. 

Afinal, Ele pode ser capaz de lamentar por coisas que resolveu trazer à existência.

E tem mais, Deus também pode ser capaz de olhar para trás, contemplar o próprio ato de realizar aquele acontecimento e, sob um aspecto, lamentar aquele ato, enquanto o afirma como melhor, sob outro aspecto. 

Entendeu?

Não?

Vou tentar explicar...

Por exemplo, se eu disciplino meu filho por causa de desobediência ousada, e ele foge de casa porque eu o disciplinei, posso sentir remorso por aquela disciplina, certo? Não no sentido de que desaprovo o que fiz, e sim no sentido de que sinto tristeza pelo fato de que a disciplina era uma parte necessária de uma maneira sábia de lidar com a situação e, mesmo assim, a disciplina levou meu filho a sair de casa. 

Se eu tivesse de lidar com a mesma situação, eu o disciplinaria novamente, porque esta seria a melhor coisa a fazer. 

Embora soubesse que uma das consequências poderia ser a saída momentânea de meu filho, aprovei a disciplina e, ao mesmo tempo, lamentei por ela. 

Se essa combinação de emoções pode acompanhar minhas próprias decisões, não é difícil imaginar que a mente infinita de Deus seja capaz de algo semelhante, não é verdade?

Em 1 Samuel 15, depois que o Senhor declarou: “Arrependo-me de haver constituído Saul rei” (v. 11), Samuel disse, com o propósito de esclarecer: 

“A Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa” (v. 29)

A derradeira explicação é dada nas palavras “[Ele] não é homem”. 

Ou seja, quando Deus se arrepende, isso não é caracterizado pelas limitações peculiares aos homens. 

A diferença seria que o arrependimento de Deus acontece a despeito de sua perfeita previsão, enquanto maior parte do arrependimento humano ocorre porque nos falta à previsão. 

A maneira de Deus “se arrepender” é peculiar a Ele mesmo. 

Deus “não é homem, para que se arrependa”, ou seja, da maneira como o homem se arrepende em sua ignorância do futuro.

Quando Deus diz: “Arrependo-me de haver constituído Saul rei”, não é a mesma coisa que dizer: “Eu não o teria feito rei, se eu soubesse que isto ia acontecer”. 

Deus é capaz de sentir tristeza por um ato que Ele praticou mesmo diante de sua presciência de mal e dor, e, ainda assim, levar o ato avante e concretizá-lo tendo em vista razões sábias. 

E mais tarde, quando olha para seu ato passado, Ele sente tristeza que o ato levou a tristes reações, tais como a desobediência de Saul.

As promessas de Deus não estão em risco, porque Deus pode prever todas as circunstâncias. 

Em Cristo!

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Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

2 comentários:

  1. Agora sim consegui entender este relato...parabéns pela clareza e forma abordada do assunto com todo temor e respeito.

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  2. Parabéns artigo muito bom ...

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