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1 Samuel 21:8-15 - Davi, ganha o Oscar de melhor ator cara de pau!


Davi, ganha o Oscar de melhor ator cara de pau!

1 Samuel 21:8-15

_ Pronto, Davi. Agora, se você me dá licença…

_ Peraí, Aimeleque, só mais uma coisa. Você não tem aí alguma espada ou lança para me emprestar?

_ Ué. Como é que você sai para uma missão tão importante desarmado, homem de Deus?

_ Para você ver como o negócio era urgente! Eu não trouxe a minha espada nem outra arma. Por causa das ordens do rei, eu saí com muita pressa, que coisa hein?

Aqui está Davi novamente mentindo. Davi sabe mentir com classe, e este é o “homem segundo o coração de Deus.”

Aqui está à carne do “homem segundo o coração de Deus.”

Mas a carne de um crente não é mais aceitável diante de Deus de que a carne de um incrédulo.

Na verdade, penso eu, que é ainda mais repugnante pelo fato de que o crente não tem a vida dominada pela carne, enquanto o incrédulo não tem outra escolha.

_ Hum. Bom, tem uma espada aí que eu acho até que você conhece.

_ Que eu conheço?

_ Isso mesmo. A espada daquele incircunciso, o Golias. Está enrolada num pano lá dentro, atrás da estola sacerdotal.

_ Que surpresa! Espada melhor que aquela não existe! Pode me emprestar à danada?

_ Leva, ué. Sou sacerdote, pra que vou querer espada? Ainda mais daquele tamanho, pesa mais que um carro egípcio…

Esta espada cortava dos dois lados e assim era uma arma terrivelmente mortal.

Mas usar aquela espada no flanco, pendurada à sua cintura, afinal, o que isto estaria dizendo aos outros?

Davi agora era conhecido por aquelas declarações que eram cantadas por toda parte: “Eu matei Golias de Gate”.

Ninguém em qualquer lugar tinha uma espada como esta que era símbolo inconfundível de sua vitória sobre Golias.

Mas certamente isto haveria de trazer problemas para Davi, como já estava acontecendo.

Aimeleque voltou a entrar no Tabernáculo para pegar a espada. Entregou a arma a Davi, que agradeceu e saiu apressado.

Ele tinha que sumir de Israel o mais rápido possível. Por enquanto, estava tranquilo:

Saul ainda não sabia de seu paradeiro, e não teria como saber.

O que Davi não sabia é que um tal Doegue, edomita e chefe dos pastores de Saul, estava presente em frente ao Tabernáculo justamente na hora em que ele e Aimeleque conversavam.

Davi corria perigo...

Estaria Davi errado de tomar para si a espada de Golias?

Tinha ele matado a Golias. Como direito de guerra, os pertences dos inimigos vencidos pertencem ao vencedor.

Estes são os direitos da conquista.

O único problema que vemos aqui é que Davi havia dado aquela espada a Deus e a Ele consagrado.

Tinha Davi o direito agora, de tomar de volta a espada de Golias?

Ele não tinha este direito, porque ele a havia consagrado ao Senhor.

Davi pegou a estrada saindo de Nobe e foi para Gate, uma das cinco grandes cidades da Filistia.

Chegou e foi logo falar com Áquis, governador da cidade, para lhe pedir asilo político.

Ele estava pensando provavelmente: “Os Filisteus são inimigos de Saul. Eu sou inimigo de Saul. Eu sou um guerreiro vitorioso. Certamente eles haverão de dar as boas vindas a mim como mercenário”
.
Mas ele carregou consigo a sua grande espada e isto também era lido como o fato de que ele havia liquidado o seu grande campeão, que, por acaso, tinha muitos parentes em Gate.

Golias tinha três ou quatro irmãos, e nós vamos nos encontrar com eles mais tarde no relato deste livro.

Mas Davi contava com certo anonimato, afinal estava bem longe tanto de Belém quanto do palácio real.


Porém, bastou que os servos de Áquis o vissem para que advertissem o governador:

_ Excelência, acho que esse é o Davi.

_ Davi? Que Davi?

_ Aquele rei israelita.

_ Até onde eu sei, o rei de Israel é Saul.

_ É, ainda é ele. Mas dizem que esse Davi aí está de olho no trono, e não demora muito a usurpá-lo.

Era para ele aquela musiquinha que as mulheres israelitas cantavam depois da última guerra.

_ Que música?

_ Aquela! Umas cantavam: Lá no campo de batalha / Lutando em nome de Deus / Escorraçamos a gentalha: / Saul matou mil filisteus, e as outras respondiam: Isso é muito notável / Nosso rei é mui viril / Sua coragem é inabalável / Mas Davi matou dez mil.

_ Ah, estou lembrado. Será que é ele mesmo?

_ Tenho quase certeza, excelência.

Davi estava carregando um símbolo que avisava a todos:

“Eu sou aquele que derrubou o seu herói, eu sou aquele que humilhou a todos vocês, que os fez correr como covardes o Vale de Ela, que os destruiu em pedaços. Vocês se lembram de mim? Lembram-se quem sou eu”?

Davi era ruivo e havia pouquíssimas pessoas em seus dias com cabelos vermelhos.

Um ruivo carregando uma espada daquele tamanho era inconfundível.

Até mesmo os filisteus podiam chegar facilmente à conclusão de quem se tratava.

Quando você começa a jogar o jogo do engano, você acaba com o que?

Se auto enganando!

Você deixa de ter um pensamento retilíneo.

Você deixa de ter uma percepção correta da situação.

Tudo o que Davi queria era fugir para o mais longe de Saul e a cada passo que dava, em mais encrencas ele acabava se metendo.

E saindo da frigideira acabou caindo no fogo.

Pobre Davi. Agora ele está perante um problema de fato.

Suas artimanhas o meteram em situação ainda mais complicada.

Davi não via outra alternativa se não a mais estapafúrdia possível.

Sentado num canto enquanto esperava ser atendido, ouviu que um dos servos cantava a música que ele bem conhecia, e percebeu que era alvo de desconfianças. Estava em território inimigo, e os filisteus ainda se lembravam muito bem da morte de Golias, seu maior herói.

O que fazer?

Não tendo muito tempo para pensar, improvisou: começou a babar, balbuciar coisas sem sentido e rabiscar a madeira das portas.

No oriente naqueles dias, uma pessoa louca era vista como que “possuída por espíritos”.

Aqui está o futuro rei de Israel com seus olhos vidrados, contorcendo sua face, babando em sua barba.

Eis o “homem segundo o coração de Deus”. Ele transformou a si mesmo em motivo de escárnio, uma obra ridícula.

Áquis caiu direitinho em sua encenação...

Então disse Aquis disse aos seus oficiais:

_ Este homem está louco! Por que o trouxeram para cá? Será que já não tenho bastantes loucos em volta de mim? Por que trazem outro doido para a minha própria casa, a fim de me aborrecer com as suas loucuras? Tirem esse louco daqui, por Dagom!

Os guardas pegaram Davi e o carregaram para fora da cidade, enquanto ele babava e esperneava.

Já fora de Gate, soltou um suspiro de alívio.

Tivera muita sorte.

Poderia continuar contando com a sorte?

Logo saberia.

A seguir: Davi recebe a visita de seus familiares!



Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

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