Images

1 Samuel 30: 21-31 - Dividindo os despojos ou quase se dividindo

Dividindo os despojos ou quase se dividindo

1 Samuel 30: 21-31

No fascinante  livro intitulado Shantung Compound, Langdon Gilkey descreve como o confinamento afetou a vida das pessoas que foram mantidas em Shantung Compound, um antigo acampamento de igreja mal adaptado para alojar todos estrangeiros ocidentais que residiam na China durante a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial. 

Homens de negócio, diplomatas, professores, missionários e muitos outros ficaram confinados juntos em alojamentos precários. 

Não era bem um campo de prisioneiros; parecia mais uma prisão de segurança mínima. 

As condições eram tais que Shantung Compound revelou o que havia de pior, e de melhor, daqueles que ali se encontravam. 

O autor do livro era um dos que ficaram nestas instalações.

Quando o Natal se aproximava, um veículo da Cruz Vermelha chegou lotado de suprimentos para os reclusos de Shantung Compound. 

Alguns poderiam pensar que a distribuição desses suprimentos seria uma coisa fácil, que só precisariam dividir o número de pacotes pelo número de pessoas. 

Se fossem 600 pessoas e 1200 pacotes, cada pessoa receberia 2 pacotes. 

No entanto, esta tarefa simples e “automática” acabou se transformando num enorme problema. 

Veja, alguns americanos perceberam que os pacotes eram da Cruz Vermelha Americana, e consideraram que haviam sido designados especificamente para eles, americanos. 

Eles argumentaram que os pacotes deveriam ser igualmente divididos entre eles. 

Se alguém quisesse dividir seus presentes com os outros, era um direito seu.

Na história que estudaremos nessa postagem, contida no capítulo 30 de 1 Samuel acontece algo muito parecido. 

Aquilo que à primeira vista parece ser uma história “antiga e longínqua” tem relevância e aplicação direta às nossas próprias vidas hoje. 

A vitória é conquistada e tudo o que havia sido perdido foi recuperado. 

Na realidade, Davi e seus homens não recuperaram só o que haviam perdido, eles conquistaram também uma porção de coisas mais. 

Eles conquistaram os despojos que os amalequitas haviam obtido em suas invasões às cidades filistéias e israelitas. 

Estes despojos agora representam o principal problema de Davi. 

Quando chegaram ao ribeiro de Besor, os duzentos homens que ali haviam ficado aproximaram-se. 

Davi cumprimentou-os normalmente, mas alguns de seus soldados, pouco mais avarentos, começaram a confabular:

_ Esses caras nem foram com a gente, não merecem o despojo da batalha.

_ É verdade. Cada um que pegue sua mulher e seus filhos e vá embora.

O raciocínio deles é: somente 400 homens lutaram de verdade; os outros 200 não tiveram parte na batalha ou na vitória conquistada. 

Aos 200 deveria ser devolvido aquilo que perderam. 

Mas não deveriam receber uma parte dos despojos extras da guerra, dos despojos que os amalequitas tomaram dos filisteus e israelitas. 

Estes despojos deveriam ser repartidos só entre os 400 guerreiros. 

A recusa destes homens em partilhar os despojos com os outros 200 parece ter como base algumas suposições errôneas:

Davi não deixa que prevaleçam. 

Ele se dispõe a tratar de suas exigências e administra tudo muito bem. 

Ele se recusa a permitir que façam as coisas do seu jeito, enquanto lhes mostra por que estão errado em sua exigência. 

_ Calem a boca! Deus nos deu essa vitória. Não há como concordar com o que vocês estão dizendo. O despojo será dividido em partes iguais, e quem ficou para trás com a bagagem receberá o mesmo tanto que aqueles que foram à batalha.

Para Davi, eles não mereciam estes despojos, como pensavam. 

Tanto a vitória quanto os despojos são um presente gracioso de Deus (e, desta forma, sem méritos). 

Deus deu os despojos da mesma forma que deu a vitória. 

Como, então, eles podem fazer esta reclamação como se merecessem alguma coisa?

A vitória de Davi e seus homens sobre os amalequitas, na realidade, foi uma vitória de Deus. 

É claro que os homens desempenharam seu papel, mas, em última análise, foi uma vitória de Deus. 

Que os homens não ousem tomar o crédito (e as recompensas) por aquilo que Deus faz. 

A vitória é do grupo todo, e o grupo é bem maior do que os 400 homens. 

Quando Davi emprega a palavra nos, parece claro que ele inclui todos os 600 homens. 

Ele cuida para que os despojos sejam igualmente distribuídos entre todos os 600 homens. 

Mesmo resmungando, os homens obedeceram a Davi. 

No futuro, o costume de dividir o despojo de guerra por igual viria a ser lei em Israel.

No entanto, eles não ficam com todos os despojos desta vitória. 

De volta a Ziclague, Davi teve a ideia de adquirir algum capital político com a batalha que vencera: pegou parte do despojo e enviou aos líderes das cidades de Judá que lhe eram simpáticos (de Betel, Ramá, Jatir, Aroer, Sifmote, Estemoa, Racal, Horma, Borasã, Atace, Hebrom), com uma mensagem:

Caros amigos,
Aqui vai um pequeno presente. É parte do despojo que tiramos dos inimigos de nosso Deus.
Att. Davi.

Estas cidades talvez tivessem sido atacadas pelos amalequitas e sofrido algumas perdas. Talvez alguns despojos sejam deles.

A decisão de Davi tem um longo alcance, muito maior do que ele possa imaginar neste momento. 

Muitas decisões têm longo alcance.

Ele jamais imaginou, por exemplo, qual seria o resultado de fugir para o território filisteu. 

Ele jamais imaginou as conseqüências de enfrentar Golias e matá-lo. 

No calor do momento, Davi tinha uma decisão a tomar. 

Deveria fazer a vontade de uns poucos homens maus e filhos de Belial, deixando-os dividir os despojos só entre os 400? 

Ou deveria ficar firme naquilo que é certo? 

Davi escolhe ficar firme naquilo que é certo, e nesse processo, ele estabelece um princípio que subsistirá além dele. 

O bem ou o mal que escolhemos estabelece um precedente para o futuro.

Davi era muito sábio: sabia que sua estada na Filistia não era para sempre, e que precisaria de todo o apoio que conseguisse no dia em que tivesse que retornar a Israel. 

Não sabia, porém, que algo que acontecera enquanto ele derrotava os amalequitas faria com que seu retorno à terra natal se desse mais cedo do que esperava.

Veremos isso na próxima postagem. 

Em Cristo! 

A seguir: Saul pede por suicídio assistido!
Images

1 Samuel 30:16-20 - A operação resgate de Davi!



A operação resgate de Davi! 

1 Samuel 30:16-20

O escravo egípcio, então, guiou Davi e seus homens até o lugar onde estavam os amalequitas. 

Não havia mais necessidade de tentar seguir o rastro do bando de salteadores. 

Graças ao escravo egípcio que eles reanimaram, agora seriam guiados ao acampamento amalequita. 

Quando Davi e seus homens chegam ao acampamento, encontraram os amalequitas totalmente vulneráveis. 

Afinal, eles acreditavam m que os filisteus (junto com Davi e seus homens), e os israelitas, estivessem bem longe, em guerra na região norte. 

Quem viria atrás deles? 

Eles festejam então missão bem-sucedida; agora estão em casa, onde podem se esbaldar com o resultado de suas vitórias. 

Achando que estavam longe de qualquer perigo, os amalequitas estão espalhados sobre toda a região (verso 16), o que dá a entender que não estão agrupados, o que seria a melhor posição defensiva (nos filmes de faroeste as carroças sempre andavam em círculos quando estavam sendo atacadas, colocando as mulheres e as crianças no meio).

Além do mais, eles estão comendo, bebendo e dançando. 

Em resumo, estão tão bêbados que mal conseguem ficar em pé, quanto mais lutar.

O motivo de tanta comemoração era a grande quantidade de despojos que haviam tomado das terras atacadas.

Este era o acampamento principal dos amalequitas, então havia muito mais pessoas do que apenas um bando de salteadores. 

Portanto, Davi e seus homens estava em grande desvantagem. 

No entanto, devido ao estado de embriaguez dos amalequitas, eles eram presas fáceis. 

Aproveitando o despreparo e embriaguez dos amalequitas, Davi desceu para atacá-los. 

A batalha começou ao pôr-do-sol e só foi terminar no começo da tarde do dia seguinte. 

Ao final, com exceção de quatrocentos rapazes que fugiram montados em camelos, todos os amalequitas estavam mortos. 

A vitória fora relativamente fácil: embora estivessem em muito maior número, os amalequitas eram apenas arruaceiros do deserto, que se divertiam saqueando cidades e povoados desguarnecidos. 

Não tinham qualquer preparo militar, e portanto não eram páreo para os bem treinados israelitas exilados na Filistia e protegidos por Deus.

Tudo o que haviam saqueado foi recuperado intacto, e todas as pessoas raptadas estavam a salvo. 

Davi pegou suas esposas e tomou o caminho de volta a Ziclague, com seus quatrocentos soldados felizes com suas famílias, e com todo o gado recuperado, além do despojo.

Exatamente como Deus mostrou, eles alcançaram os inimigos e prevaleceram. 

Esta missão não poderia ter sido mais bem sucedida.

Todos estavam felizes por recuperar não só suas famílias e tudo o que lhe pertenciam, mas também os despojos dos amalequitas.

Mas essa alegria durou apenas até o momento em que encontraram-se com os duzentos que haviam ficado no ribeirão de Besor.


O motivo, veremos na próxima postagem...

Em Cristo!

A seguir: Dividindo os despojos ou quase se dividindo

Images

1 Samuel 30: 7-15 - Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi


Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi 

1 Samuel 30: 7-15

Davi pede ao Senhor que revele se ele deve, ou não, perseguir aqueles que levaram seus entes queridos. 

Então ele disse ao sacerdote Abiatar, filho de Aimeleque:

_ Abiatar! traz lá aquele seu manto sacerdotal para que possamos consultar a Deus. 

_ A estola sacerdotal, com o Urim e o Tumim?

_ Isso mesmo. 

E Abiatar trouxe. 

Então Davi perguntou a Deus, o Senhor:

_ Devo ir atrás desses invasores? Conseguirei pegá-los?

Deus respondeu:

_ Vá atrás deles. Você os pegará e libertará os prisioneiros.

Animados com a chancela divina, os homens se levantaram e acompanharam Davi. 

Saíram em marcha acelerada no rastro do inimigo. 

É importante lembrar das condições físicas e mentais destes homens. 

Eles tinham acabado de chegar de uma viagem de quase 100 km de Afeca até Ziclague, sem dúvida apertando o passo para chegar logo em casa. 

Eles não viam a hora de descansar em Ziclague quando chegassem.

Então, ao encontrar seus entes queridos sequestrados, seu gado roubado e sua cidade destruída pelo fogo, eles além de cansados da viagem, e de gastar a energia que lhes restavam de tanto chorar, agora eles saem em perseguição de seus inimigos. 

O grupo de salteadores tem uma vantagem considerável, e seus rastros estão esfriando e podem facilmente desaparecer no deserto. 

Se devem ser alcançados a tempo de salvar seus entes queridos, Davi e seus homens precisam andar logo.

Então Davi e seus homens marcham a passos largos.

À medida que o tempo passa e o calor do sol os afeta, eles vão ficando cansados. 

Quando chegam ao ribeiro de Besor, um terço dos homens simplesmente não aguenta continuar a caminhada. 

Simplesmente, sem forças para continuar, duzentos homens desmoronam ali próximo ao ribeiro, incapazes de sair do lugar. 

Mesmo que sigam em frente, só retardarão os demais. 

Então Davi decide prosseguir junto com os outros 400 homens, deixando a maior parte da bagagem para trás com os que ficam, a fim de se moverem mais rápido, gastando menos energia.

O rastro tinha esfriado. Parece que Davi e seus homens nem mesmo sabem quem são os salteadores. 

Eles devem estar se perguntando que direção devem tomar. 

Nesse momento crucial, “acontece” justamente deles cruzarem com um homem que tinha sido deixado semimorto naquela região. 

Pelo sotaque e pela pele tisnada, dava toda pinta de ser egípcio. 

Levaram-no até Davi e lhe deram pão, água, figos e passas. 

O homem está tão fraco que mal consegue falar. 

Para alguns pode parecer ”perda de tempo” o fato Davi e seus homens pararem e prestarem socorro a este homem. 

Se é por absoluta compaixão (fazendo de Davi uma espécie de bom samaritano), seus esforços são bem recompensados. 

Pão e água, um pedaço de pasta de figo e uvas passas trazem este homem de volta à vida, uma vez que ele passou três dias e três noite sem comer, nem beber.

Quando finalmente o homem tem força suficiente para falar, Davi começa a lhe fazer perguntas. 

_ Quem é você? Para quem trabalha? De onde veio?

_ O patrão me abandonou porque eu fiquei doente. Também não era pra menos, né? Eu já tenho saúde fraca, e eles ainda inventam de sair fazendo baderna por todo canto, sem descansar.

_ Eles? — perguntou Davi — Quem são eles? Que baderna?

_ Os amalequitas, majestade. Veja você, atacamos os queretitas, depois Judá, as terras de Calebe, botamos fogo em Ziclague…

_ Ah, então foram vocês!

_ Bom, modo de dizer, né? Eles, os amalequitas. Eu sou só um escravo.

_ Hum. Será que você conseguiria nos guiar até onde está essa tropa?

_ Até consigo. Mas só se o senhor jurar que não vai me matar nem me entregar para o patrão.

_ Tudo bem, tudo bem. Não te mato, não te entrego. Agora me leve até onde eles estão.

As respostas animaram o espírito de Davi e seus homens.

Este servo semimorto dá nova vida à busca de Davi pelo bando amalequita e seus prisioneiros.

Em Cristo!

A seguir: A operação resgate de Davi! 
Images

Animação forte e muito real, sobre a morte de Jesus!


Morte e ressurreição de Jesus! 

Assista essa incrível animação muito real, sobre a morte e ressurreição do Coach da vida. 


Prepare-se, as imagens são muito fortes.


CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ASSISTA DIRETO DE NOSSA FAN PAGE!


Se gostar, curta e compartilhe!



Images

I Samuel 30:1-6 - O assalto em Ziclague


O assalto em Ziclague

I Samuel 30:1-6 

Mas não demora muito para que a notícia de que os filisteus estão em indo na direção norte para travar uma grande batalha contra Israel se espalhe. 

Os amalequitas, que pareciam fazer dos ataques às cidades filistéias e israelitas do sul um meio de subsistência (não muito diferente de Davi), não poderiam ter recebido notícia melhor. 

Uma vez que os homens em idade de combate tinham ido para guerra, poucos ou nenhum ficaram para defender as cidades israelitas e filistéias, incluindo Ziclague

Com a decisão de Aquis de mandar Davi de volta a Ziclague, Saul e Davi começaram a viver duas realidades bem distintas.

Saul, um rei aflito, perturbado pelas tenebrosas premonições do finado Samuel, sem nada a fazer a não ser esperar a derrota de Israel e sua própria morte;

Davi um homem feliz, livre do peso de combater os seus, sem que para isso precisasse acovardar-se, liderando seus homens leais de volta à paz de sua cidade. 

Enquanto Saul esperava em Jezreel pelo inevitável desfecho da guerra e de sua vida, Davi chegava a Ziclague pensando apenas em descansar e ficar com suas famílias.

Mas o tão esperado descanso, porém, teria que esperar: Ziclague estava em ruínas, ou melhor em chamas. 

Enquanto Davi e seus homens estavam sendo passados em revista junto com o exército filisteu (29:2), os amalequitas estavam saqueando Ziclague

Os salteadores levam todo o gado e todos os bens, raptam todas as mulheres e crianças, e queimam totalmente a cidade.

Quando Davi e seus homens se aproximam de Ziclague, ficam horrorizados ao ver que a cidade fora destruída e suas famílias levadas cativas. 

O desespero de ignorar o que acontecera a suas famílias foi demais mesmo para homens como eles, guerreiros forjados no deserto e nas montanhas de Israel.

Ninguém foi morto, mas tudo o que tinha vida foi levado. 

Era para eles de pouco conforto, que suas famílias ainda estivessem vivas. 

Cada um imaginava o que poderia estar acontecendo (ou que acontecerá em breve) com suas esposas e filhos. 

Na melhor das hipóteses eles se tornariam escravos, para um trabalho duro e algum tratamento cruel. 

Na pior... eles nem queriam nem pensar. 

As duas esposas de Davi também foram levadas.

Os seiscentos guerreiros não suportaram tamanha tragédia, caindo em prantos entre os destroços e as cinzas ainda quentes da cidade. 

A revolta era tão grande que alguns dos soldados começaram a falar em apedrejar Davi, tamanho era seu desespero. 

Naquela situação difícil, Davi precisava pensar rápido para salvar sua pele e, se possível, remediar a situação. 

Resolveu apelar para um poder superior:

Como sempre, a tragédia faz o coração de Davi se voltar para Deus. 

Este capítulo é outro de seus melhores momentos. 

Primeiro ele se fortalece no Senhor, depois recorre a Ele para uma orientação específica a respeito de suas famílias e daqueles que os raptaram. 

Davi pede ao Senhor que revele se ele deve, ou não, perseguir aqueles que levaram seus entes queridos. 

Se persegui-los, ele os alcançará? 

A resposta a estas perguntas veremos na próxima postagem…

Em Cristo!

A seguir: Um servo semimorto dá nova vida à busca de Davi 

Images

I Samuel 29 - Davi não é aceito na batalha ao lado dos Filisteus


Davi não é aceito na batalha ao lado dos Filisteus

I Samuel 29

Enquanto Saul nitidamente abalado seguia o caminho de volta ao monte Gilboa sob o peso dos agouros lançados pelo espírito de Samuel, os filisteus preparavam sua primeira movimentação estratégica, saindo de Suném e indo para Afeque, pouco mais ao sul.

Quando o rei chegou, seus comandantes sugeriram que os batalhões israelitas marchassem para o vale de Jezreel, bloqueando assim o avanço inimigo.

Melancólico, Saul apenas fez um aceno vago com a mão, aprovando o deslocamento, e foi para sua tenda lamber suas feridas de alma

Sabia que nenhuma estratégia mirabolante seria suficiente para salvá-lo e a seus filhos.

Enquanto isso, assim que souberam que os israelitas estavam acampados em Jezreel, os cinco governadores filisteus reuniram-se e decidiram que esse era o momento ideal para um ataque rápido e letal contra os israelitas.

Tomada a decisão, começaram logo a marchar. Na retaguarda, junto a Aquis, rei de Gate, iam Davi e seus soldados, dissidentes de Israel.

Os outros reis filisteus ao ver Davi entre eles não gostaram e foram falar com Aquis:

_ Dá para explicar a presença desses hebreus aqui?

_ Esse é Davi, homem da minha maior confiança.

_ Mas é um Israelita, ficou maluco?

_ É israelita, sim, mas desde que se rebelou contra Saul eu nunca soube de nada que o desabonasse.

_ Não interessa, Aquis! Manda esse circunciso de volta lá pra Ziclague. O cara é hebreu, e está com problemas com o rei dele. Existe jeito melhor dele se reconciliar com Saul do que entregando a ele algumas cabeças de filisteus?

_ É faz sentido…

_ Além do mais, não era sobre ele aquela musiquinha famosa lá das hebréias, falando que Saul matou mil; Davi matou dez mil?

_ Tá bom, eu falo com ele.

Aquis esperou que os quatro saíssem de sua tenda, então mandou chamar Davi.

_ Davi, juro por seu Deus,que confio muito mais em você do que em qualquer outra pessoa.

_ Sei disso, majestade, e fico muito grato.

_ Pois é. Você é um homem correto, honesto, trabalhador, corajoso, essa coisa toda. Não encontrei nada de errado em você, desde o dia em que chegou até hoje. Mas isso não basta aos outros reis, sabe?

_ É? Por que não?

_ Ficam desconfiados, por você ser israelita, entende?

_ Entendo… Mas e então?

_ Bom, Davi, eu vou ter que pedir a você que reúna seus homens e volte para Ziclague. Você não vai poder ir à batalha com a gente. Volte para sua região e não faça nada que desagrade aos outros governadores filisteus.

Davi, que estava há semanas mal dormia tentando imaginar como escaparia dessa situação complicadíssima contra seus compatriotas, fez o possível para disfarçar o imenso alívio que lhe trazia a ordem de última hora.

_ O que foi que eu fiz de errado? Você não encontrou em mim nenhuma falta desde o dia em que comecei a trabalhar para você. Então por que não posso ir com você, que é o meu patrão e o meu rei, para lutar contra os seus inimigos?

_ Não, Davi! Eu sei disso e o considero tão fiel quanto um anjo de Deus. Mas os comandantes disseram que você não pode ir lutar conosco. Portanto, amanhã de manhã, você e os outros que abandonaram Saul e passaram para o meu lado, levantem-se bem cedo e vão embora logo que amanhecer.

_ Bom, se não há outro jeito, obedeço.

_ Sabia que você compreenderia, Davi.

Quase saltitando de alegria, Davi saiu da tenda de Aquis e foi dar a boa notícia a seus homens.

Na madrugada seguinte eles partiram de volta para Ziclague, enquanto os filisteus subiam a Jezreel para atacar Saul.

Em Cristo!

A seguir: O massacre em Ziclague