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2 Samuel 1:1-11 - Em fim, a trágica morte de Saul

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Em fim, a trágica morte de Saul

II Samuel 1:1-11

Um misterioso homem pula entre corpos em decomposição, vestígios da recente batalha entre filisteus e israelitas. Apavorado ele tropeça sobre um corpo dilacerado, mas gritando de pavor e nojo, logo se levanta. Não tem tempo para sentir-se horrorizado, precisa juntar alguns despojos sair dali logo, teve muita sorte de ser um dos poucos sobreviventes do terrível ataque filisteu.

Mas o misterioso homem que foge da morte não é um israelita, mas um amalequita de origem que mudou-se para Israel quando era ainda criança. Morou em Israel a vida toda, sempre sofrendo preconceitos por não ser um judeu de origem. 

Por um instante ele pensa que a sorte estava soprado finalmente para seu lado dessa vez. Olhou a sua volta e viu que poderia recuperar alguns pertences dos soldados. Acreditava que agora estava no lugar certo na hora certa, principalmente depois de retirar dos cadáveres dezenas de souvenirs muito preciosos que agora o tornava um homem rico. Mas precisava ser rápido, pois de um lado os carros e os cavaleiros inimigos estavam chegando cada vez mais perto dele. Mas ao olhar para o outro lado, não acredita no que vê. 

O corpo de Saul, crivado de flechas dos filisteus, apoiado por meio de sua própria espada. No entanto, ele ainda não está morto. Ele parece estar apoiando-se, inclinando-se sobre a sua lança, o que provavelmente alivia um pouco a pressão e dor das setas e da espada. Quando Saul o vê, chama-o; 

- Hehei, por favor me ajude.  

Saltitando entre dezenas de corpos, aproxima-se de Saul cautelosamente e responde: 

- Estou aqui estou, senhor!
- Quem é você? 
- Sou um amalequita, senhor.
- Fui ferido gravemente e estou morrendo. 
- O que posso fazer para ajudá-lo?
- Venha aqui e me mate.

O homem olha para o outro lado e vê cada vez mais perto os filisteus, então sem muito tempo para pensar, atende ao pedido do rei e o mata. Rapidamente, retira a coroa da cabeça dele e a pulseira do seu braço e leva consigo.

Então ele tem o que lhe parece uma grande idéia, corre direto para Ziclague, a fim de encontrar-se com Davi. O amalequita acredita que, se sua idéia der certo, ele pode adquirir a confiança de Davi, e vir a ser personagem importante na montagem do futuro reino.

Enquanto isso, Davi e seus homens festejam felizes pela derrota dos amalequitas, e a recuperação de suas famílias e bens. No entanto, esta vitória deveria estar ofuscada pela preocupação de Davi para o que está ocorrendo em Israel. 

Quando Davi deixou Aquis para voltar a Ziclague, os filisteus tinham montado uma força de combate em massa poderosa para atacar Israel. Davi sabia muito bem o quão incrível esse exército era, porque ele e seus homens marcharam em revisão no final da procissão. 
A partir do momento em que se separou dos filisteus, Davi deve ter ficado muito preocupado com Saul e seu querido amigo Jonathan, para não mencionar o resto de seus compatriotas. 

Três dias se passaram da vitória sobre os amalequitas, Davi e seus homens ainda comemoravam quando a alegria foi interrompida pela chegada de um homem esfarrapado e sujo. 

Ele deve ter percorrido algo como 100 milhas para chegar a Davi em Ziclague. Sua roupa quase diz tudo, pois está rasgada e poeira está sobre a sua cabeça. É um sinal de luto. A notícia não vai ser boa. Dizia ter notícias importantes para Davi e prontamente foi levado até ele. Ao ver Davi, o jovem cai no chão diante dele, prostrando-se, como se aproxima a uma realeza, como se está na presença de um rei.
Davi imediatamente começa a questionar o jovem, primeiro querendo saber de onde ele viajou. Davi provavelmente presume o pior, mas ele faz uma pergunta para determinar se este homem tem notícias sobre Saul. 

- Então meu, rapaz, de onde você vem?
- Venho do acampamento de Israel, senhor.
- O que aconteceu lá?
- Os filisteus atacaram a gente e não tivemos como resistir. Saiu todo mundo correndo, e eles não deixaram quase ninguém vivo. 
- E o rei Saul e seu filho Jônatas, como estão? 
- Infelizmente também morreram.

Davi sentiu uma súbita vertigem e sentou-se. Não podia ser verdade. Jônatas não podia estar morto.

- Peraí. Como é que você sabe que Saul e Jônatas estão mortos?
- Pois então… Eu passava por acaso pelo monte Gilboa quando vi a cavalaria dos filisteus cercando o rei. Iam matá-lo. Ele me viu e me chamou. Cheguei perto, e ele me olhou de um jeito muito triste e disse: “Vem aqui e me mata, porque estou muito ferido, e não quero morrer nas mãos desses incircuncisos”.
- E o que você fez ?
- Bom, veja o senhor: ele estava cercado, não ia durar muito mesmo. Estava muito machucado, então eu fiz a vontade dele…
- COMO?
- Como eu lhe disse. Fui matei ele. Depois peguei a coroa e o bracelete dele, e trouxe aqui para o senhor, meu rei.
- Eu não acredito que você fez isso.  Tirem ele daqui!

Em sinal de luto, Davi rasgou suas vestes, no que foi acompanhado por seus homens. 

Eles choraram e ficaram em jejum até a tarde. Havia motivo de sobra para o luto: o rei estava morto, o herdeiro do trono e melhor amigo de Davi também. 

Enquanto isso, o amalequita aguarda ansiosamente o momento em que segundo suas expectativas, Davi irá chamá-lo para lhe agradecer e dar sua recompensa. 

No entanto ele nem imagina o quão rapidamente Davi se voltará a ele, mas de uma forma nada agradável.

Veremos isso na próxima postagem.

Em Cristo!

A seguir:

O  oportunismo interesseiro não compensa!

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Escritor, Autor do Livro “Empreendedor Gourmet”, Professional e Self Coach, Leader Coach, Analista Comportamental pela Coaching Assessment. Líder de Jovens e adolescentes, pregador, professor e amante da Palavra de Deus!

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