2 Samuel 6: 11 - Mical, a esposa reclamona de Davi!

Mical, a esposa reclamona de Davi!
Ficamos sabendo no artigo anterior. Que a arca da aliança ficou na casa de Obede-Edom por três meses, e o Senhor abençoou muito sua família. Deve ter havido um ar de tristeza em Jerusalém durante aqueles dias em que a arca permaneceu na casa de Obede-Edom. Foram ótimos dias para Obede-Edom e sua família. Logo suas colheitas passaram a ser fartas, seus animais começaram a se reproduzir em ritmo nunca visto, suas oliveiras e videiras começaram a render o melhor azeite e o melhor vinho. 

Obede-Edom enriquecia, e o povo logo somou dois mais dois e concluiu que tamanha prosperidade só podia ser explicada pela presença do objeto sagrado em sua casa. Não tardou para que o povo levasse a novidade até Davi. O rei então mandou que homens de sua confiança fossem averiguar a situação, e eles confirmaram: depois da chegada da Arca, a vida de Obede-Edom e sua família melhorara de uma tal forma que só mesmo alguma interferência divina poderia explicar. 

Pensando que, com isso, Deus não amaldiçoava quem cuidasse da arca, Davi retomou seu projeto: organizou uma comitiva maior e mais vistosa que a primeira, e foi até a casa de Obede-Edom para trazer a Arca de volta.
E assim Davi reuniu os israelitas e encarregou os filhos de Coate de executá-lo, instruindo-os cuidadosamente sobre o modo como deveriam cumprir seu dever. O autor nos informa que depois assim que deram seis passos com a arca, um sacrifício foi oferecido. 
Esses seis primeiros passos foram sem dúvida os passos mais tensos de toda a jornada. Após a morte de Uzá, os mais próximos da arca (os coateus) estavam certamente nervosos por estarem tão perto dessa caixa sagrada, de fato, com a presença do próprio Deus. À medida que a jornada prosseguia, a coragem e a alegria dos homens devem ter aumentado. Logo houve uma grande comemoração quando se dirigiram à cidade santa.

Mais adiante, Davi protagonizou uma das cenas mais constrangedoras da Bíblia: talvez por não agüentar mais o calor e o peso de suas vestes de rei, improvisou uma tanga com a estola sacerdotal. Davi seguiu o cortejo usando sua fralda de lã, linho puro, fios de ouro e pedras preciosas.

Quando finalmente entrou em Jerusalém, Davi ficou tão empolgado que tomou a frente do desfile e começou a dançar freneticamente: De uma das janelas do palácio real, Mical assistia à cena. Vendo o papel desempenhado pelo marido, sentiu por ele um profundo desprezo.
Parece que havia apenas uma pessoa em todo o Israel que não entrava no espírito de regozijo e celebração, e essa pessoa era Mical, esposa de Davi. 
Alheio à cara feia da esposa, Davi continuou dançando por todo o caminho até o Tabernáculo, que tinha mandado reformar e armar para abrigar a Arca. Lá chegando, ofereceu mais sacrifícios e deu a cada pessoa que acompanhava o desfile um pão, um pedaço de carne assada e um bolo de passas. Todo mundo voltou pra casa feliz e alimentado, e o rei deu por cumprida sua missão.
Davi voltou para casa a fim de estar com a sua família, e Mical, filha de Saul, saiu para encontrá-lo. Ao chegar ao palácio, percebeu que havia algo errado logo que viu Mical à porta. A mulher estava com os braços cruzados, o nariz empinado e o pé batendo nervosamente no chão. Uma imagem conhecida por muitos maridos no mundo inteiro.
Ela disse:
— Que belo papel fez hoje o rei de Israel! Parecia um sem-vergonha, mostrando o corpo para seus funcionários!
Davi não gostou da fala de sua esposa e respondeu:
— Eu estava dançando em louvor ao Senhor, que preferiu me escolher em vez de escolher o seu pai e os descendentes dele e me fez o líder de Israel, o seu povo. Pois eu continuarei a dançar em louvor ao Senhor e me humilharei ainda mais diante dele. Você pode pensar que eu não sou nada, mas aquelas moças de quem você falou vão me dar muito valor!
A partir de então Mical foi desprezada por Davi, e nunca teve filhos. O rei não se preocupava com isso, porém: com a Arca em Jerusalém, pensava no próximo passo que daria para fortalecer novamente a religião israelita.
Mical serve como uma espécie de protótipo dos escribas e fariseus hipócritas do tempo de Jesus. Como Mical passou a desfrutar de sua posição como filha do rei, os escribas passaram a desfrutar de sua posição privilegiada como líderes religiosos em Israel. Eles temiam perder seu poder e temiam perder seu status. Eles desafiaram Jesus sobre Sua autoridade. Eles olhavam para nosso Senhor com desdém porque Ele se associava aos humildes. Assim como Mical não deu fruto (isto é, filhos), nem os escribas e fariseus. Aqueles que adoram a Deus devem procurá-lo com humildade, não com orgulho. 

No que diz respeito à nossa história, Michal era a única pessoa que não adorava a Deus com alegria. Não é de admirar, já que ela estava preocupada consigo mesma. Davi serve como um protótipo de Cristo em nosso texto e além. Ele era rei e sacerdote (usava um éfode de linho). Davi deixou suas vestes reais e se humilhou, assim como nosso Senhor deixou suas vestes reais e se humilhou para estar no meio do povo.

Em Cristo!

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2 Samuel 6: 1-10 - A arca da aliança é levada para Jerusalém

A arca da aliança é levada para Jerusalém
A tomada de Jerusalém e a subseqüente vitória sobre os filisteus bastaram para dar a Davi toda a autoridade política de que precisava. No entanto, ser israelita não consistia apenas em nascer em Israel: o mais importante, na verdade, era seguir a lei mosaica, a religião que era o grande fator de união para o povo. Davi sabia disso, então teve a idéia de centralizar a religiosidade israelita em Jerusalém. Com isso em mente, convocou trinta mil de seus melhores soldados e partiu para a cidade de Baalim, em Judá.

Baalim era uma cidade também conhecida pelo nome de Quiriate-Jearim. Naquela cidade, no alto de um morro, ficava a casa de um tal Abinadabe. Naquela casa, desde antes do reinado de Saul, repousava o mais sagrado dos objetos da religião de Israel: a Arca da Aliança, dentro da qual estavam guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos, a vara de Arão e uma porção do maná com o qual Deus alimentara o povo no deserto durante o Êxodo. 

O velho baú estava esquecido na casa de Abinadabe: desde que Saul massacrara quase todo o clã sacerdotal, a religião perdera sua força. A idéia de Davi era trazer um reavivamento espiritual, e com isso unir todo o povo em torno de sua liderança. 

Colocaram a arca num carro de bois, novo, e a tiraram da casa de Abinadabe. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro que carregava a arca. Aiô caminhava na frente. Davi e todos os israelitas dançavam e cantavam com todas as suas forças em louvor a Deus, o Senhor. Eles tocavam harpas, liras, tambores, castanholas e pratos.

Todos os detalhes do transporte da arca para Jerusalém foram analisados ​​e os preparativos necessários. Um novo carro foi adquirido para transportar a arca cerca de 10 quilômetros ao leste e um pouco ao sul para Jerusalém. Essa jornada envolveu algumas mudanças de altitude desde que Quiriate-Jearim estava localizado nas colinas, e Jerusalém também, mas no meio havia áreas mais baixas, o que significava algumas manobras para cima e para baixo nas colinas. 

O cortejo seguia em direção a Jerusalém, e recebia novos participantes a todo momento. Logo surgiram os instrumentos musicais: harpas, liras, tambores, pandeiros, címbalos. Todos cantavam e dançavam, comemorando a ida de Deus para a capital. 

De repente, algo deu errado, e um dos bois quase derrubou o carrinho. Não nos diz exatamente o que aconteceu. Talvez os bois tenham tropeçado, ou podem ter sido surpreendidos por algum gesto entusiástico da parte de alguém que se aventurou muito perto. De alguma maneira, os bois ficaram fora de controle momentaneamente, e esse movimento foi transferido para o carrinho, fazendo com que a arca fosse sacudida de tal maneira que parecia que ele cairia do carrinho. A imagem da arca caindo no chão era demais para Uzá, que caminhava ao lado do carrinho perto da arca.

Instintivamente, ele estendeu a mão e segurou a arca para firmá-la. Quando ele o fez, foi fulminado pela ira divina. A celebração chegou a um ponto estridente. A alegria se transformou em espanto e perplexidade. A alegria de Davi se transformou em raiva, porque Deus “choveu em seu desfile”. Tudo isso estava sendo feito para honrar a Deus. Deus não entendeu? Por que Ele mataria um morto que havia ajudado durante anos a cuidar da arca? Por que Deus arruinaria uma ocasião tão maravilhosa?

Davi ficou furioso com a ira divina: planejara a festa com todo o cuidado, preocupara-se com os mínimos detalhes, por que Deus fez isso? O rei fechou a cara, chamou o lugar de Perez-Uzá (castigo de Uzá), e decidiu que o cortejo seria interrompido. 

Davi queria a arca de Deus lá em Jerusalém, com ele. Mas agora que Uzá estava morto por causa da arca, Davi não estava disposto a continuar levando-a para Jerusalém. Ele decidiu que era mais seguro manter a arca a uma distância segura, pelo menos até descobrir o que havia dado errado. 

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2 Samuel 5:17-25 - Davi derrota os filisteus


Davi derrota os filisteus


Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido ungido como rei de Israel, o seu exército saiu para prendê-lo. Só podemos imaginar as conversas que devem ter ocorrido entre os 5 reis filisteus quando receberam a notícia de que Davi se tornara rei de Israel. 
O rei Aquis deve ter sido o principal alvo das críticas por seu papel em oferecer o santuário a Davi entre eles (1Samuel 21:10-15); (27:1-28). Na verdade, Davi fez parte do exército filisteu por um curto período de tempo, e isso daria a ele conhecimento que agora poderia ser usado contra os filisteus. E foi por isso que os filisteus escolheram ir para a ofensiva, esperando quebrar as costas do exército de Davi e livrar-se de um inimigo formidável.
Do ponto de vista estritamente militar, pode ter sido uma boa decisão. Quanto mais eles esperassem, mais Davi consolidaria seu reino, e maior seria sua força militar. 
Mas Davi era o rei de Deus, governando o povo de Deus, e assim ele não seria derrotado tão facilmente. Quando soube disso, Davi desceu para a fortaleza. 
Mas os filisteus já tinham chegado ao vale dos Gigantes e o ocuparam. Então Davi perguntou a Deus, o Senhor:
— Devo lutar contra os filisteus? Tu me darás a vitória?
— Vá! — disse o Senhor. — Eu lhe darei a vitória.
Então Davi foi até Baal-Perazim e ali venceu os filisteus. Ele disse:
— Como uma enchente que derruba tudo, assim o Senhor abriu uma brecha no meio dos meus inimigos. Por isso, aquele lugar é chamado de Baal-Perazim. Ali os filisteus abandonaram os seus ídolos, e Davi e os seus soldados os levaram embora.
Mas os filisteus não desistiriam tão facilmente; não estavam dispostos a deixar sua primeira derrota permanecer assim. Eles queriam uma revanche. E assim fizeram outro ataque contra Davi. E mais uma vez eles se espalharam no vale de Refaim. (É quase como se eles desejassem recriar a primeira batalha novamente, não é?
Davi deveria lutar contra eles, como havia feito antes? A resposta de Deus foi que ele deveria lutar contra os filisteus, mas não da mesma maneira que ele havia feito no passado. Desta vez, em vez de atacá-los de frente, Davi deveria atacar por trás deles. Eles não deviam atacar até ouvirem o “som de marcha nas copas das árvores de bálsamo”.
De madrugada, Davi convocou seus homens para a batalha. Saíram em silêncio pelos portões de Jerusalém, marcharam em arco até o bosque das amoreiras e ficaram lá, de tocaia, esperando a ordem de Davi para o ataque. 
O rei só esperava o momento certo, mas levou um susto quando ouviu distintamente o som de passos sobre a copa das árvores. Era incrível, era impossível. Mas estava acontecendo e, olhando para seus soldados, ele viu em seus rostos o mesmo espanto que sentia. Que Davi se lembrasse, a história mais recente de Deus agindo dessa forma para ajudar os homens era aquela do poço para matar a sede de Sansão, e isso acontecera já fazia alguns séculos. 
Então Deus viera mesmo lutar ao lado de seu povo, depois de tanto tempo de ausência? Animado pela ajuda inesperada, Davi deu a ordem de ataque, e o exército israelita marchou contra os filisteus. Os inimigos foram derrotados, e expulsos de volta para suas terras costeiras. Nunca mais eles viriam a ocupar o interior de Israel.
Com essa vitória rápida, Davi firmava-se de vez no trono. A expulsão dos filisteus das tribos do sul, esperada havia tantos anos, dava ao rei inquestionável autoridade.
Alguns parecem pensar que foi apenas o barulho do vento nas árvores que ocultou os sons da aproximação de Davi. Eu acho que há mais do que isso. Deus é infinito e parece deliciar-se em trazer a vitória militar ao Seu povo de uma maneira infinita. 
Deus já usou uma tempestade, com seus raios e chuvas, o que é totalmente prejudicial para aqueles cujas armas são feitas de ferro, e a lama causada pelas chuvas também não ajuda os carros a funcionarem bem (1 Samuel 7: 10
Deus mais tarde empregou um terremoto para abalar o inimigo (1 Samuel 14:15). 
Antes, Deus deu a Israel vitória sobre os amorreus, apedrejando o inimigo com pedras de granizo (Josué 10:11
Em 2 Reis, capítulo 7, Deus amedrontou o exército sírio, fazendo-os ouvir os sons de um grande exército, mas não havia nenhum (versículos 6-7). 
Portanto, estou inclinado a tomar as palavras do nosso texto (2 Samuel 5:24) como relato de outra grande “apresentação multimídia” de Deus, que serviu para enervar o inimigo e pavimentar o caminho para sua derrota nas mãos de Davi.
Essa derrota foi tal que Davi perseguiu os filisteus de volta ao seu próprio território (Gezer está virtualmente na fronteira do território dos filisteus). A derrota dos filisteus é decisiva. 
É claro que há um grande sentimento de alívio e alegria por chegar a esse ponto da vida de Davi. Faz muitos anos que Samuel ungiu Davi como rei de Israel. Davi passou por muitas experiências dolorosas para chegar a esse ponto. 
Houve bons momentos, como servir na casa de Saul como seu músico e tornar-se amigo íntimo de seu filho Jonathan. Houve a derrota de Golias e houve promoções de Saul. Houve a bênção do casamento com uma das filhas de Saul, tornando Davi parte da família real. Mas houve muitos momentos ruins também. Houve anos de espera, de se esconder de Saul com medo de perder sua vida. Houve até momentos em que Davi teve que procurar refúgio entre seus inimigos. Agora, tudo isso culminou em seu reinado sobre todo o Israel. É realmente um momento de alegria,
Estou impressionado com Davi, especialmente quando comparado com Saul. Ao contrário de Saul, Davi busca continuamente a vontade de Deus e se esforça para obedecer a Seus mandamentos.

A seguir: A arca da aliança é levada para Jerusalém
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2 Samuel 5: 10-16 - Davi ganha um palácio de presente!

Davi ganha um palácio de presente!

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2 Samuel 5: 10-16

Já estabelecido em sua capital, Davi era um rei seguro em seu trono. Como se isso não fosse suficiente, Hirão, rei de Tiro, cidade mais importante da Fenícia, mandou de presente ao novo rei de Israel toras de cedro, carpinteiros e pedreiros, para que lhe construíssem o palácio de Davi em Sião. 

Essencialmente, haviam apenas duas opções para os inimigos de Davi:
(1) abraçá-lo como amigo e aliado, ou (2) resistir e atacar como inimigo. Hirão, rei de Tiro, escolheu o primeiro, enquanto os filisteus optaram pelo segundo.
Quando Deus fez sua aliança com Abraão (ver Gênesis 12: 1-3 ), Ele prometeu que aqueles que o amaldiçoassem, seriam amaldiçoados e que aqueles que o abençoassem, seriam abençoados.

Os jebuseus e os filisteus amaldiçoaram a Davi; Hirão o abençoou. Ele procurou fornecer a Davi as coisas que ele precisaria para construir um palácio na cidade que acabara de derrotar, e que ele passou a fortalecer e fortificar. Hirão ofereceu a Davi os materiais e os trabalhadores que poderiam construir para ele um grande palácio, e Davi aceitou com gratidão. Depois, Davi ordenou que se construíssem mais muralhas, reforçando assim a segurança de sua cidade.

Em paz e segurança, morando num palácio construído com o melhor cedro do Líbano, Davi encontrou tempo para entregar-se a mais concubinas e esposas em Jerusalém. Embora Davi tivesse esposas e filhos antes de se mudar para Jerusalém ( 2 Samuel 2: 2; 3: 2-5 ), foi em Jerusalém que ele adicionou várias outras esposas e elas lhe deram outros filhos. Na mente dos que viviam no antigo oriente, muitas esposas e muitos filhos significavam prosperidade. Medido por esse padrão, Davi realmente prosperou em Jerusalém! O problema era que, ao adicionar várias esposas, Davi chegou perigosamente perto de multiplicar esposas, de uma maneira que desconsiderou os avisos de Deus. (Deuteronômio 17:17)

Com elas teve mais filhos e filhas. Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete.
Salomão? Sim, sim. Por enquanto aparece aqui só numa lista. Salomão ainda demora para surgir na nossa história. 

Em Cristo!

A seguir: Davi derrota os filisteus
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2 samuel 5: 6-10 - Davi torna Jerusalém sua capital!

Davi torna Jerusalém sua capital!

Anteriormente...Israel aceita Davi como rei de Deus
Davi precisava de uma nova capital. Quando Davi era rei de Judá, Hebron serviu bem como sua capital. Mas agora Davi era o rei de todo o Israel. Ele precisava de uma capital mais ao norte. Ele precisava de uma capital que fosse mais centralmente localizada e que unificasse a nação. Jebus era a cidade perfeita. 

Gibeá, capital de Saul, estava muito ligada ao nome do antigo rei. Maanaim, na Transjordânia, de onde reinou o fracassado Isbosete, fora uma escolha baseada mais na distância segura que havia entre a cidade e os filisteus do que por alguma estratégia.

A vitória de Israel sobre os jebuseus uniria a nação. A posse de Jebus como a nova capital de Davi faria o mesmo. A cidade estava praticamente na fronteira de Judá e Benjamim. Era uma cidade que nem os filhos de Judá nem os filhos de Benjamim puderam capturar. Assim, tomar esta cidade como sua capital não pareceria favorecer nenhuma dessas duas tribos.

Além de tudo isso, seu cenário natural dificultava a derrota (e é por isso que os israelitas não a haviam segurado e mantido antes). Era na região montanhosa, no topo de mais de uma montanha, e com vales ao seu redor. Com um pouco de trabalho, era uma fortaleza virtual (5: 9).

Era uma cidade fortificada, tinha um trecho murado no alto de um monte, o que a tornava uma segura morada para um rei. Mas tinha um problema, estava ocupada por um povo estrangeiro, os jebuseus. Expulsá-los seria uma amostra de sua liderança como um rei. E o nome dessa cidade era Jebus, mais tarde, Jerusalém, cujo nome hebraico, Ir-shalom, significa cidade de paz.

Jerusalém foi, até a época em que Davi a capturou, conhecido como Jebus. Seus habitantes eram conhecidos como os jebuseus. Os jebuseus foram nomeados pela primeira vez em Gênesis 10; 15-16 , onde nos dizem que eles são verdadeiramente cananeus, os descendentes de Canaã, o terceiro filho de Cão ( Gênesis 10: 6 ). Foi este Canaã que viu a nudez de Noé ( Gênesis 9:22 ), e que amaldiçoou a si mesmo e a seus descendentes (Gênesis 9:25) Foi no Monte. Moriah que Abraão ofereceu seu filho, Isaac (Gênesis). Este Monte. Moriah é a mesma montanha em que Salomão construiu o templo (2 Crônicas 3: 1 ).

Repetidamente, Deus prometeu aos israelitas que os traria para a terra prometida. Esta terra era possuída pelos cananeus (incluindo os jebuseus), e Deus prometeu expulsá-los (Gênesis 15: 18-21 ; Êxodo 3: 8, 17; 13: 5; 23:23; 33: 2; 34:11 ). Quando os espiões foram enviados para a terra prometida para examiná-la, entre aqueles habitantes da terra os espiões chamados jebuseus (Números 13:29).

Deus não apenas prometeu expulsar os cananeus (Josué 3:10), mas ordenou que os israelitas o fizessem (Deuteronômio 7: 1 e segs .; 20:17). Quando os israelitas atravessaram o Jordão, os jebuseus estavam entre os povos cananeus que se uniram para se opor à entrada de Israel na terra ( Josué 9 e 11; 24:11).

No livro de Josué, Jebus foi descrito pela primeira vez como uma das cidades pertencentes aos filhos de Judá, que não foram capazes de expulsá-los (Josué 15:63). Em Josué 18:28, Jebus parece ser uma cidade benjamita, e os benjamitas também não são capazes de expulsar os jebuseus (Juízes 1:21). Isso leva a uma espécie de coexistência, que resulta nos israelitas abraçando os pecados dos jebuseus (Juízes 3: 1-7).

O resultado disso foi a opressão de seus vizinhos como um castigo divino. Em Juízes 19: 10-12 , a cidade de Jebus ainda é retratada como não israelita. Pode ter havido momentos em que Jebus estava sob controle israelita (cf. 1 Samuel 17:54), mas a vitória estava longe de ser completa. Não é até os dias de Davi (e nosso texto - ver também 1 Crônicas 21:15 ) que Jebus cai para os israelitas de uma vez por todas. Há ainda mais a dizer sobre esta cidade de Jebus, mas esperaremos até o capítulo 6 para fazer isso.

Eu acredito que a tomada de Jebus nos versículos 6-10 deve ser entendida em comparação com os versículos 17-25, onde Davi derrota duas vezes os filisteus. Não é difícil entender por que Davi lutou contra os filisteus neste capítulo, porque era uma questão de autodefesa. Os filisteus atacaram os israelitas, e especificamente Davi.

Posso imaginar como eles se sentiram, sabendo que eles (ou pelo menos Aquis, o rei de Gate) haviam dado a Davi santuário em sua terra. Eles até permitiram que ele fizesse parte de seu exército. Havia pouco que David não sabia sobre eles, seus métodos, suas rotas, seus recursos. Davi seria um inimigo formidável. Melhor lidar com ele rapidamente, antes que ele estivesse muito entrincheirado.

Quando os filisteus se levantaram contra Davi, havia pouca escolha a não ser combatê-los. Mas os jebuseus não estavam em guerra com os israelitas. Eles haviam chegado a alguma forma de coexistência. Não havia "necessidade" aparente dessa luta. Por que, então, Davi liderou todo o Israel contra esta cidade, uma cidade que os israelitas nunca haviam sido capazes de derrotar completamente antes?

Eu acredito que existem várias razões. Antes de mais nada, era uma cidade que Deus prometera dar aos israelitas e um povo que Ele ordenara que os israelitas destruíssem. A presença deles entre os israelitas estava corrompendo o povo de Deus (Juízes 3: 5-6). Saul relutou em lidar decisivamente com ataques dos inimigos de Israel de fora. Ele estava disposto a viver com o inimigo que habitava em Israel. Os jebuseus foram deixados em paz, até onde sabemos. 
Davi reconheceu que nenhum reino poderia ser visto com medo (ou mesmo respeito) se não fosse capaz de expulsar seus inimigos do meio. Os jebuseus tinham que ser tratados, e Davi sabia disso. Era hora desses inimigos de Deus serem derrotados. A derrota dos jebuseus e a tomada de Jebus seria o primeiro passo na conquista de Israel por seus inimigos, uma conquista que foi parcial nos tempos de Josué e dos juízes. Que maneira de começar um reinado como rei!
Davi tratou logo de juntar seus homens e partir para a fronteira entre Benjamim e Judá. Lá eles sitiaram a cidade, e ameaçaram os jebuseus. 

Mas os jebuseus, pensaram que ele não seria capaz de conquistá-la e por isso disseram:
— Você nunca entrará aqui. Não vamos nem perder tempo com você: só os cegos e os aleijados aqui de Jerusalém já bastam pra botar vocês pra correr de volta para Hebrom.
Quando o povo de Jebus viu Davi e os soldados israelitas vindo contra sua cidade, não era algo novo ou assustador para eles. Em sua história, esses ataques ocorreram com alguma frequência, mas nunca com sucesso. E assim, em segurança atrás dos muros da cidade, os jebuseus zombaram de Davi e de seus homens.

Era algo como um valentão arrogante ameaçando: "Eu posso chicotear você com um braço amarrado nas minhas costas." Eles foram intimidados pelo exército de Davi? De modo nenhum! E assim eles zombavam deles, gabando-se de que estavam tão seguros que podiam entregar sua defesa àqueles que eram cegos e coxos.

Diante da petulância dos jebuseus, Davi combinou o ataque com seus comandantes. Invadiram a cidade com força, e logo a tomaram, para espanto dos jebuseus. O rei e seus homens entraram em Sião, a famosa fortaleza no alto da montanha, que passou a se chamar Cidade de Davi.
Após a vitória, Davi não se esquecera da provocação feita pelos jebuseus, e disse a seus homens:
— Eu odeio esses jebuseus! Não falaram que para nos derrotar bastariam os cegos e os aleijados? Então onde eles estarão? Subam pelo canal de água que entra na cidade, e os procurem lá. Os soldados israelitas assim fizeram, terminando assim a tomada fulminante de Jerusalém.
É por isso que se diz: “Os cegos e os aleijados não podem entrar na casa de Deus.”

esse ditado parece ser uma desculpa, um pretexto para aqueles que não têm compaixão dos deficientes e que aproveitam um incidente para justificar sua falta de misericórdia. 
Eu acredito que essas palavras foram gravadas muito à luz de 2 Samuel 4: 4 e 9: 1-13. Os próprios servos de Isbosete matariam seu mestre em sua cama? Os israelitas realmente proibiriam os deficientes de estarem em casa? Sabemos que Davi procurarou o Mefibosete deficiente, para lhe mostrar amor pelo bem de Jônatas, fazendo-o comer na sua própria mesa.

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Davi ficou morando na fortaleza e a chamou de Cidade de Davi. Em volta ele construiu defesas que iam desde o aterro que ficava no lado leste da cidade até o palácio. E Davi ia ficando cada vez mais forte porque o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, estava com ele.
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