Juízes 5:1-31 - A poesia de Débora

A poesia de Débora 

 A chave para a interpretação do capítulo 4 está no capítulo seguinte, Juízes 5.

 Não sei se você percebeu, esse capítulo é uma poesia.

 Ele é bastante parecido, na forma e no conteúdo, com o “cântico de livramento” entoado pelos israelitas após a travessia do Mar Vermelho, quando o exército egípcio foi abocanhado pelas águas raivosas deste mar. (lembra não? Então confere em Êxodo 15).

 Da mesma forma que a profetisa Miriã ajudou na composição do “cântico do livramento”, Débora também lança mão da pena para escrever esta obra...

 Não vou nesta postagem descrever os detalhes do cântico, apenas vou resumir rapidamente a sequencia dos argumentos do capítulo 5.

 Já de cara, no versículo 2 do capítulo, podemos entender a chave do capítulo anterior...

 Ele diz o seguinte: “Desde que os chefes se puseram à frente de Israel, e o povo se ofereceu voluntariamente, louvem a Deus o SENHOR.”

 Israel louva ao Senhor porque seus líderes criaram vergonha e foram realmente líderes, depois de muitos anos de pouca, ou nenhuma, liderança de fato.

 E, uma vez que os líderes assumiram sua posição, o que aconteceu?

 O povo (ou, pelo menos, parte deles) os seguiu, pois muitos voluntários se juntaram a seus irmãos israelitas na guerra contra os cananeus.

 Os versos 3 a 11 relacionam a entrega da lei no monte Sinai à libertação dos israelitas sob a liderança de Débora e Baraque.

 Nos versos 16 a 18 vemos um contraste gritante entre os “batalhadores” (Zebulom e Naftali, verso 18) e os “preguiçosos” (como Dã e Gileade, verso 17).

 Os versos 19 a 23 descrevem, em linguagem poética, a batalha travada entre cananeus e israelitas.

 Os versos 24 a 27 são poéticos, mas bastante esclarecedores, descrevendo a morte de Sísera pelas mãos de Jael. Nestes versos Jael recebe a glória que teria sido dada a Baraque.

 Os versos 28 a 30 pintam uma cena dramática. A cena é mostrada do “ponto de vista feminino”. Se Débora, a “mãe de Israel”, representa as mulheres israelitas, a mãe de Sísera representa as angustiadas mulheres cananéias, cujas perdas foram grandes nesse dia.

 O verso 31 conclui o cântico com uma bênção e uma maldição...

 Se Débora viu o poder de Deus repetido na guerra contra Sísera, agora ela vê esta batalha como uma figura do futuro relacionamento de Deus com os homens.

 _ Que todos os inimigos de Deus pereçam, como os cananeus nesta batalha...

 _ E que todos aqueles que amam a Deus sejam abençoados, brilhando como o sol em todo o seu poder e glória.

 E foi o que aconteceu...

 Os compatriotas israelitas que saíram em auxílio de seus irmãos foram abençoados.

 Já os infames que se recusaram em dar auxílio, foram amaldiçoados, não muito diferente dos cananeus que se opunham ao povo de Deus.

 Em Cristo!

Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Coach, Analista Comportamental e amante da Palavra de Deus!

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