2 Samuel 3: 22 - 27 - Abner é assassinado


Abner é assassinado
As coisas estavam tudo indo muito bem para Davi. Quase chegando ao ponto de ter o reino reunificado em suas mãos. Estava muito feliz com o acordo que havia feito com Abner. O comandante do exército israelita, também comemorava o fato de ter feito um bom acordo com o futuro rei, e quem sabe vir a ser uma autoridade mais poderosa do que foi durante os tempos de Saul. Então, tudo estava indo muito bem, mas até o momento em que Joabe viesse a entrar em cena.
Joabe tinha ido com com seus homens fazer um ataque surpresa a um inimigo. Quando voltou a Hebrom, trazendo consigo um belo despojo, foi surpreendido e ficou muito revoltado ao descobrir que Davi tinha feito um acordo com Abner. Inconformado, foi falar com Davi.
— Você recebeu Abner aqui?
— Recebi sim. E a boa notícia é que ele veio me propor um acordo de paz, Joabe! Eu vou ser rei sem ter que derramar mais sangue!
— Quer dizer então que Abner veio aqui, falou com você, e depois foi embora sem nenhuma repreensão?
— Sim. Fiz com ele um acordo! 
— Será que você não conhece Abner, Davi? Ele veio até aqui para espionar, para anotar seus pontos fracos, e depois nos atacar.
— Acho que você está exagerando.  
Joabe acusou Abner de ser um agente duplo de Isbosete. Ele estava com muita raiva por Davi deixar Abner ir sem prendê-lo ou matá-lo.
Além disso, havia o problema da morte de seu irmão por Abner, e Joabe prometeu vingar o sangue de Asael (Números 35: 9-28 ).
Como o general e chefe do exército de Saul, Abner tinha experiência militar de alto nível. E então, Abner poderia ocupar o lugar de Joabe como principal assistente militar de Davi. Uma forte concorrência.
Joabe saiu batendo a porta, e com um plano em mente. O plano iniciava com algumas mensagens a Abner, pedindo que retornasse. Mas Davi não ficou sabendo disso. 
Nenhuma explicação de Davi teria feito Joabe mudar de ideia, pois ele estava decidido a punir Abner.
Os mensageiros alcançaram o general no poço de Sira e o convenceram a voltar. Quando Abner retornou a Hebrom, ficou surpreso ao ser recebido por Joabe logo no portão da cidade:
— Abner! Como vai meu amigo!
— Er… Vou bem Joabe! Recebi sua mensagem, me disseram que você queria falar comigo. Aconteceu alguma coisa?
— Não! Eu lhe chamei porque preciso tratar uns probleminhas com você… Podemos conversar a sós?
Joabe levou Abner até um canto do portão, atrás de uma pilastra.
_ Então, Abner, quando retornei de uma batalha, fiquei sabendo do acordo entre você e Davi, e fiquei muito contente.
— Sério?
— Sim! 
Dizendo isso, Joabe aproximou-se de Abner e esfaqueou seu coração. Abner, desfalecendo, olhou, surpreso, para o rosto de seu assassino, enquanto caia de joelhos. Como não percebera as reais intenções de Joabe? 
Joabe havia acusado Davi por não pensar direito, mas agora ele estava fazendo exatamente a mesma coisa, pois esse ato fraudulento e assassino poderia minar a unidade de Judá e Israel. 
Em poucos segundos o general jazia morto, caído em uma enorme poca de sangue às portas de Hebrom. 
Joabe projetou cuidadosamente esse assassinato para que a morte fosse feita do lado de fora dentro da cidade. No portão de Hebron. Isso porque Hebron era uma cidade de refúgio (Josué 20: 7), e seria contra a lei vingar o sangue de Asael dentro de Hebron.
A conspiração cuidadosa para assassinar Abner fora da cidade de refúgio tornou o assassinato ainda mais sombrio. Mostrou que Joabe sabia que Abner tinha uma reivindicação legítima de autodefesa e estava protegido dentro da cidade de Hebron, mas mesmo assim o matou.
Rapidamente o povo se ajuntou, e Joabe nem se deu ao trabalho de se esconder. Pelo contrário: fazia questão que todos soubessem que ele mesmo tinha acabado com a vida de Abner, vingando assim a morte de Asael, seu irmão. 
Com o assassinato de Abner, a situação acabou se complicando para o lado de Davi. Como Joabe era seu homem de confiança, era de se esperar que todo mundo concluísse o mesmo: que Davi, traiu Abner. Sabendo que esse seria o pensamento de todos, Davi fez questão de afirmar em público que não concordava com a atitude de Joabe.
Ele sem dúvida tinha suas justificativas para matar Abner, mas na verdade cometeu um crime rancoroso e covarde, pois Abner era incapaz de se defender. Na verdade Abner matou Asael, mas foi em autodefesa (2Samuel 2:23), pois, como nosso texto indica, Abner matou Asael em batalha. 
Em batalha - o que ele fez por sua própria defesa necessária; e, portanto, não era justificativa desse assassinato traiçoeiro ”.
O personagem de Joabe é interessante de se estudar. Em um momento ele é um grande herói de guerra. Em outro ele é implacável e insubordinado. Em um ponto ele é um acessório de Davi para o assassinato de Urias. Em outro ele repreende Davi por lamentar a morte de seu filho rebelde. Ele não é exatamente fácil de se entender, e isso o torna muito parecido conosco.
A velocidade com que as Escrituras contam essa história mostra a frieza do crime. Mas o ritmo também mostra que é realmente uma construção para o ponto real da história: a maldição de Davi sobre Joab. 

Que nenhum de nós jamais ouça palavras como essa da boca de um ungido de Deus! 
Mas, no entanto, apenas alguns capítulos depois (nocapítulo 8), veremos que Davi fará de Joabe o comandante de seu exército! 
Mais tarde, ele desobedecerá a Davi e será substituído por um homem chamado Amasa, apenas para matá-lo e ser renomeado. 
Ele também conspirará contra a escolha de um sucessor de Davi, enquanto seu rei estiver morrendo, forçando Salomão a caçá-lo e executá-lo quando assumir o trono. 
Joabe então, ainda vai dar muito trabalho e dor de cabeça a Davi.
Em Cristo!

2 Samuel 3: 6-21 - Davi troca gentilezas com Abner

Davi troca gentilezas com Abner!

Enquanto continuava a luta entre o exército de Isbosete, liderado por Abner e o exército de Davi, Abner ficava cada vez mais poderoso, porque Isbosete não passava de uma marionete nas mãos do experiente guerreiro. 

Um dia Isbosete, desconfiado, acusou Abner de ter tido relações com uma concubina de Saul chamada Rispa, filha de Aías. Tomar uma concubina real era considerado tanto imoralidade sexual quanto traição. Era como apropriar-se de sua propriedade e fazer uma oferta pelo trono.
Abner ficou furioso com isso e disse:

— Espere um momento, você pensa que eu sou traidor? Pensa que passei para o lado da tribo de Judá?

Não nos é dito especificamente, mas a resposta de Abner nos leva a acreditar que a acusação era falsa. É possível que enquanto ele se fortalecia na casa de Saul, tomou a concubina como uma expressão de seu poder e domínio. É mais provável que, por causa do poder crescente de Abner, Isbosete tenha julgado necessário inventar essa acusação como uma razão para se livrar de Abner.
E continuou:

— Desde o começo tenho sido fiel à causa de Saul, o seu pai, aos seus irmãos e aos seus amigos e tenho evitado que você seja derrotado por Davi. No entanto, hoje você me acusa de ser culpado no caso dessa mulher? O Senhor Deus prometeu a Davi que tiraria o reino de Saul e dos seus descendentes e que tornaria Davi rei tanto de Israel como de Judá, para governar o país inteiro. Que Deus me mate se eu não fizer que isso aconteça!

Se Abner sabia que Davi era a escolha de Deus para o rei, ele não tinha uma boa razão para lutar contra ele antes disso. Abner é um bom exemplo daqueles que sabem que as coisas são verdadeiras, mas não vivem como se fossem verdadeiras.

Dito isso, Abner saiu batendo a porta. Isbosete era rei, podia ter mandado prender o general por insubordinação naquele momento. Mas Isbosete se tremia de medo de Abner, então foi se esconder, fingindo nada ter acontecido. 

Abner fez a coisa certa ao se juntar ao lado de Davi, mas ele fez isso pela razão errada. Em vez de se juntar a Davi porque Isbosete o ofendeu, ele deveria ter se juntado a Davi porque sabia que Davi era a escolha de Deus para ser rei.

Enquanto o frágil rei de Israel silenciava, Abner mandou uma mensagem a Davi:

Caro Davi,
Responda-me a uma pergunta, a quem pertence a terra de Israel? Quem vai governá-la? Sabe o que penso? Que você deveria governá-la. Vamos fazer um acordo. Eu posso fazer todo o povo de Israel passar para o seu lado.
Atenciosamente,
Abner
Chefe do Exército Israelita

Davi achou a proposta interessante, mas tinha uma exigência a fazer. Então respondeu:

Caro Abner,
Muito interessante sua proposta. Acredito que podemos desenvolver essa parceria. Mas com uma condição: que você me devolva Mical, minha esposa.  Eu paguei cem prepúcios de filisteus para ter o direito de casar com ela. Se você vier até aqui sem ela, eu nem vou recebê-lo.
Davi
Rei de Judá

Davi recebeu Mical em casamento (1 Samuel 18: 26-28), mas Saul levou-a embora vingando-se de Davi (1 Samuel 25:44).

Para reforçar sua proposta, mandou uma mensagem também a Isbosete:

Caro Isbosete,
Eu preciso reatar o casamento com sua irmã Mical. Seu pai me fez pagar por ela o preço de cem prepúcios filisteus.
Obrigado.
Davi
Rei de Judá

Aparentemente parecia que Davi queria apenas resolver um problema antigo de vaidade. Para Isbosete, porém, parecia que Davi apenas queria de volta um grande amor, então autorizou Abner a ir buscar Mical. 

O general então, entrou na casa de Paltiel esposo atual de Mical e, com a energia de um militar, agarrou a mulher pelos braços e a tirou de casa. O marido, desesperado e sem entender nada, foi atrás dos dois, desesperado:

— General Abner! Por favor, me devolva minha mulher. O que está acontecendo? Eu não sei viver sem ela.

Mas Abner nem lhe deu atenção. Mesmo assim, aos prantos, seguiu Abner e Mical até a cidade de Baurim. Então Abner, que não tinha muita paciência, disse:

— PARE DE CHORAR! Que coisa feia, um marmanjo chorando por causa de um mulher! Volta pra casa, agora!

Isso se encaixa com a personalidade de Abner como o conhecemos ao longo de 1 e 2 Samuel. Abner era um cara muito duro.

— Tá bom. Desculpe.

Paltiel voltou pra casa enxugando as lágrimas. 

Abner, por sua vez, voltou ao Maanaim, e de lá convocou os líderes de Israel e fez um discurso:

— Já faz tempo que vocês querem que Davi seja o rei, não é verdade? Eu sei que esse é o desejo de vocês. Pois eu também desejo que Davi seja nosso rei. Isbosete é um muito fraco para ser rei de nossa nação. Lembram-se que Deus disse, que usaria Davi para libertar Israel dos filisteus. Pois chegou a hora Davi assumir seu posto.

Os líderes aplaudiram Abner entusiasmadamente. Depois do sucesso dessa primeira reunião, ele foi até a tribo de Benjamim para falar individualmente com seus líderes. 

Benjamim era um território crítico: a família de Saul era originária dessa tribo, o que dava a uma importância política desproporcional a esse pequeno território. 

Para sua surpresa, porém, os chefes de Benjamim também queriam Davi como rei. 
Então, obtendo o apoio de todas as tribos do reino, Abner foi a Hebrom acompanhado de vinte homens e logicamente, de Mical. 

Quando Davi viu Mical chegando, ficou muito feliz e deu uma festa em agradecimento a Abner.
Davi mostrou-se sábio e generoso para com um antigo adversário. Um homem sem sabedoria nunca perdoaria Abner por liderar um exército contra o rei de Deus, mas Davi era um homem grande, sábio e generoso.

Ao fim da noite, todos já estavam muito bêbados. Então Abner chamou Davi num canto e disse:

— Majestade, está tudo dominado. Eu vou voltar agora para casa e conquistar toda terra de Israel para o senhor. Estamos com todos os líderes a nosso favor, não tem como dar errado. O senhor terá o que desejava e governará o país inteiro.

— Obrigado, Abner!

— Só não se esqueça de mim, Majestade.

— Fique tranquilo.

— Ok. Vou estou indo agora.

Pronto, estava selada a paz entre Davi e as tribos de Israel. Davi já podia se considerar como o novo rei israelita. 

Ele só não desconfiava, do perigoso Joabe: o oficial do exército de Judá ainda daria muito trabalho a Davi.

A seguir: Abner é assassinado

Em Cristo!

2 Samuel 3: 1-5 - O preço da poligamia de Davi



O preço da poligamia de Davi
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A trégua proposta por Abner que vimos no post anterior, não durou muito tempo.
Joabe começa uma nova guerra, que foi se arrastando, fazendo que Davi se fortalecesse cada vez mais e Isbosete ficando cada vez mais fraco. 

Enquanto a guerra acontecia com certa tranquilidade, Davi, encontrava tempo para ter filhos durante o reinado de sete anos de Davi em Hebrom.  

Até aí nada demais, o problema foi com quem ele teve esses filhos.

Ele teve seis esposas diferentes, que deram à luz a seis filhos. Essa atitude mostra que Davi foi contra o mandamento de Deus de que o rei de Israel não tivesse mais de uma esposa para si mesmo.

Eu. David estava errado em ter mais de uma esposa. Suas muitas esposas foram contra o mandamento de Deus para os reis (Deuteronômio 17:17) e contra o coração de Deus para o casamento (Gênesis 2:24Mateus 19: 4-6).

Aliás, Davi se acostumou a ter muitas esposas. O acréscimo de muitas esposas era uma das maneiras pelas quais os homens poderosos daquela época, e especialmente os reis expressavam seu poder e status.

É lógico que isso não trouxe paz a vida de Davi. O preço pela poligamia foi muito alto. 
Com suas esposas Ainoã e Abigail teve dois filhos, Amnon e Quileabe. 

Não contente, o rei de Judá resolveu conhecer Maacá, princesa de Gesur, e com ela teve um outro menino chamado Absalão; 

Depois casou-se com uma garota chamada Hagite, com quem teve Adonias; depois uma mulher chamada Abital, que lhe deu Sefatias. Por fim, Davi casou-se com uma chamada Eglá, e os dois tiveram Itreão. 

Alguns se perguntam por que a Bíblia não condenou expressamente a poligamia de Davi aqui, mas como é frequente o caso na vida de Davi, a Bíblia simplesmente declara sua atitude, e depois registra como Davi colheu a penalidade por esse tipo de pecado em relação à sua família.

Devemos dizer que Deus usou e abençoou Davi apesar de suas muitas esposas. No entanto, sua vida familiar e esses filhos mencionados nesses versículos, obviamente não foram abençoados. 

Amnon estuprou sua meia-irmã e foi assassinado por seu meio-irmão.

Quileabe também é conhecido como Daniel em 1 Crônicas 3:1. As poucas menções a este filho indicam que talvez ele tenha morrido jovem ou que ele fosse um homem ímpio e indigno.

Absalão assassinou seu meio irmão e liderou uma guerra civil contra seu pai Davi, tentando assassiná-lo.

Adonias tentou tomar o trono do sucessor designado por Davi. Depois ele tentou pegar uma das concubinas de Davi e foi executado por sua arrogância.

Podemos razoavelmente supor que Sefatias e Itreão morreram jovens ou eram homens ímpios e indignos, porque eles são mencionados apenas mais uma vez nas Escrituras - em uma lista genérica dos filhos de Davi (1 Crônicas 3: 1-4 ).

Essa foi a paga por Davi desobedecer a Deus e viver na poligamia.

Em Cristo!


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