2 Samuel 6: 1-10 - A arca da aliança é levada para Jerusalém

A arca da aliança é levada para Jerusalém
A tomada de Jerusalém e a subseqüente vitória sobre os filisteus bastaram para dar a Davi toda a autoridade política de que precisava. No entanto, ser israelita não consistia apenas em nascer em Israel: o mais importante, na verdade, era seguir a lei mosaica, a religião que era o grande fator de união para o povo. Davi sabia disso, então teve a idéia de centralizar a religiosidade israelita em Jerusalém. Com isso em mente, convocou trinta mil de seus melhores soldados e partiu para a cidade de Baalim, em Judá.

Baalim era uma cidade também conhecida pelo nome de Quiriate-Jearim. Naquela cidade, no alto de um morro, ficava a casa de um tal Abinadabe. Naquela casa, desde antes do reinado de Saul, repousava o mais sagrado dos objetos da religião de Israel: a Arca da Aliança, dentro da qual estavam guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos, a vara de Arão e uma porção do maná com o qual Deus alimentara o povo no deserto durante o Êxodo. 

O velho baú estava esquecido na casa de Abinadabe: desde que Saul massacrara quase todo o clã sacerdotal, a religião perdera sua força. A idéia de Davi era trazer um reavivamento espiritual, e com isso unir todo o povo em torno de sua liderança. 

Colocaram a arca num carro de bois, novo, e a tiraram da casa de Abinadabe. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro que carregava a arca. Aiô caminhava na frente. Davi e todos os israelitas dançavam e cantavam com todas as suas forças em louvor a Deus, o Senhor. Eles tocavam harpas, liras, tambores, castanholas e pratos.

Todos os detalhes do transporte da arca para Jerusalém foram analisados ​​e os preparativos necessários. Um novo carro foi adquirido para transportar a arca cerca de 10 quilômetros ao leste e um pouco ao sul para Jerusalém. Essa jornada envolveu algumas mudanças de altitude desde que Quiriate-Jearim estava localizado nas colinas, e Jerusalém também, mas no meio havia áreas mais baixas, o que significava algumas manobras para cima e para baixo nas colinas. 

O cortejo seguia em direção a Jerusalém, e recebia novos participantes a todo momento. Logo surgiram os instrumentos musicais: harpas, liras, tambores, pandeiros, címbalos. Todos cantavam e dançavam, comemorando a ida de Deus para a capital. 

De repente, algo deu errado, e um dos bois quase derrubou o carrinho. Não nos diz exatamente o que aconteceu. Talvez os bois tenham tropeçado, ou podem ter sido surpreendidos por algum gesto entusiástico da parte de alguém que se aventurou muito perto. De alguma maneira, os bois ficaram fora de controle momentaneamente, e esse movimento foi transferido para o carrinho, fazendo com que a arca fosse sacudida de tal maneira que parecia que ele cairia do carrinho. A imagem da arca caindo no chão era demais para Uzá, que caminhava ao lado do carrinho perto da arca.

Instintivamente, ele estendeu a mão e segurou a arca para firmá-la. Quando ele o fez, foi fulminado pela ira divina. A celebração chegou a um ponto estridente. A alegria se transformou em espanto e perplexidade. A alegria de Davi se transformou em raiva, porque Deus “choveu em seu desfile”. Tudo isso estava sendo feito para honrar a Deus. Deus não entendeu? Por que Ele mataria um morto que havia ajudado durante anos a cuidar da arca? Por que Deus arruinaria uma ocasião tão maravilhosa?

Davi ficou furioso com a ira divina: planejara a festa com todo o cuidado, preocupara-se com os mínimos detalhes, por que Deus fez isso? O rei fechou a cara, chamou o lugar de Perez-Uzá (castigo de Uzá), e decidiu que o cortejo seria interrompido. 

Davi queria a arca de Deus lá em Jerusalém, com ele. Mas agora que Uzá estava morto por causa da arca, Davi não estava disposto a continuar levando-a para Jerusalém. Ele decidiu que era mais seguro manter a arca a uma distância segura, pelo menos até descobrir o que havia dado errado. 


Sobre o Autor:
CLAILTON LUIZ Clailton Luiz - Empresário, Palestrante, Especialista em Gestão de Tempo e Produtividade, Coach, Analista Comportamental e amante da Palavra de Deus!

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